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sábado, 12 de janeiro de 2019

Índia inicia diálogo conjunto com países da Ásia Central

O ministro do Exterior da Índia, Sushma Swaraj, foi hoje ao Usbequistão para o primeiro encontro do Diálogo Índia-Ásia Central, com representantes das ex-repúblicas soviéticas do Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Usbequistão.

O objetivo é fortalecer os laços da Índia com os países da Ásia Central pós-soviética, onde sua rival estratégica, a China, tem forte presença, especialmente com o projeto de recriar a Rota da Seda com a Iniciativa um Cinturão uma Estrada, uma série ambiciosa de obras de infraestrutura.

A Índia mantém relações bilaterais com todos os países da região e quer fortalecer os laços. Entre as propostas para ampliar o intercâmbio está o Corredor de Transporte Internacional Norte-Sul, uma rede de 7,2 mil quilômetros de rodovias, ferrovias e rotas marítimas ligado do Sul e o Centro da Ásia à Europa.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Estado Islâmico reivindica autoria do atentado à ciclovia em Nova York

Sem apresentar qualquer prova, a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante reivindicou hoje a responsabilidade pelo ataque em que oito pessoas foram mortas e 12 feridas numa ciclovia do Sul da Ilha de Manhattan, em Nova York, descrevendo o usbeque Sayfullo Saipov como um "soldado do califado" em seu jornal semanal Al-Naba, noticiou a agência de notícias Reuters.

O Estado Islâmico costuma assumir a glória por todo ataque terrorista contra alvos ocidentais. Até mesmo o atirador que matou 58 pessoas em Las Vegas, sem qualquer antecedente de contato com extremistas muçulmanos, foi apresentado como um militante jihadista. A milícia deve achar que serve a seus propósitos de propaganda.

Foi o pior atentado terrorista em Nova York desde o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. Saipov tinha mais de mil vídeos e imagens de propaganda do Estado Islâmico em seu celular e deixou uma nota dizendo que "o EI vai viver para sempre". Mas tudo indica que foi apenas inspirado pelo grupo e que se radicalizou via Internet depois de chegar aos Estados Unidos, em 2010.

Saipov conseguiu o direito de residência nos EUA através de uma loteria de vistos de imigração aberta a países com pouca migração para os EUA. Depois de ter sido sorteado, as autoridades americanas investigaram sua vida pregressa com o apoio do governo do Usbequistão, de onde ele veio.

O terrorista não apresentava nenhum sinal de radicalização. Não era grande frequentador de mesquitas nem vivia citando o Corão, o livro sagrado dos muçulmanos. Nos EUA, inicialmente foi para o estado de Ohio, onde há uma grande comunidade de imigrantes usbeques. Depois se mudou para a Flórida e agora morava em Paterson, no estado de Nova Jérsei, vizinho de Nova York.

De acordo com a denúncia, Saipov declarou no interrogatório policial ter se inspirado vendo vídeos de propaganda do EI no seu telefone. Ele disse estar se sentindo bem com a realização do atentado e pediu permissão para colocar uma bandeira da milícia terrorista no seu quarto no Hospital Bellevue, onde se recupera do tiro que o imobilizou na hora de prisão.

O presidente Donald Trump o chamou de "animal degenerado" e pediu a pena de morte para o terrorista. Como ela não existe na legislação do estado de Nova York, Saipov teria de ser condenado pela lei federal.

Trump chegou a a ameaçar mandar Saipov para o centro de detenção ilegal instalado em 2002 na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba, para lhes negar os direitos garantidos na Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra. Também quer o fim do programa de loteria de vistos de imigração.

Nos últimos dias, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal americana, localizou outro usbeque, Mukhammadzoir Kadirov, de 32 anos, suspeito de ser colaborar de Saipov, que telefonou para ele imediatamente antes do ataque.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Terrorista da ciclovia se radicalizou nos EUA, diz governador de NY

O governador do estado de Nova York, Andrew Cuomo, afirmou hoje que o usbeque Sayfullo Saipov era ligado à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas se tornou extremista nos Estados Unidos.

Desde que foi revelado que o terrorista que matou oito pessoas ontem em Nova York era um imigrante do Usbequistão, o presidente Donald Trump responsabilizou uma loteria de imigração que permitiu sua entrada, prometendo aumentar o rigor na análise dos pedidos de asilo. 

"É um covarde depravado associado ao Estado Islâmico que se radicalizou nos EUA", declarou o governador. "Foi depois da chegada aos EUA que começou a se informar sobre o EI e o Islã radical."

As autoridades acreditam que Saipov preparou o atentado durante semanas e que tinha ligações com o grupo terrorista porque deixou uma nota dizendo que "o Estado Islâmico vai durar para sempre", destacou o subchefe de polícia da cidade de Nova York, John Miller.

"Ele fez isso em nome do EI", assegurou Miller. "Parece ter seguido exatamente as instruções que o EI pôs nas redes sociais com instruções a seus seguidores sobre como realizar estes ataques."

Ontem, Trump foi rápido ao querer faturar politicamente em cima da tragédia: "Acabo de ordenar ao Departamento de Segurança Interna o reforço do programa de análise rigorosa" dos candidatos à imigração. "Ser politicamente correto é bom, mas não neste caso", citou o jornal The Washington Post.

Hoje, o presidente acusou o líder da minoria democrata no Senado, Chuck Schumer, eleito por Nova York, de ser um dos responsáveis pela loteria da imigração, em que os candidatos são sorteados, introduzida em 1990 no governo republicano de George Bush (1989-93) com apoio bipartidário.

"O terrorista entrou no nosso país através do Programa de Loteria para Diversidade de Vistos, uma beleza de Chuck Schumer. Quero baseado no mérito", escreveu Trump no Twitter, citado pelo jornal The New York Times.

Schumer reagiu imediatamente: "O presidente Trump, em vez de politizar e dividir os EUA, o que ele sempre parece fazer em momentos de tragédia nacional, deveria estar focando na solução real - financiar o antiterrorismo -, que ele propôs cortar no seu último orçamento. Estou convocando o presidente a rescindir imediatamente os cortes propostos neste financiamento vital antiterrorismo."

Há poucos minutos, o presidente culpou o "politicamente correto" de nos paralisar e pediu uma Justiça mais dura e mais rápida. Ele pediu ao Congresso que acabe com o programa de loteria de vistos de imigração e sugeriu que Saipov deveria ser enviado para o centro de detenção ilegal instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.

No início da guerra contra o terrorismo, em 2002, o governo George W. Bush mandou presos para Guantânamo para lhes negar os direitos garantidos pela Convenção de Genebra sobre Prisioneiros de Guerra. O presidente Barack Obama prometeu fechar a prisão, mas nunca teve apoio político para isso.

O Usbequistão não está na lista de países muçulmanos cujos cidadãos Trump quer impedir de entrar nos EUA.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Oito pessoas morrem em atropelamento terrorista em Nova York

Pelo menos oito pessoas foram mortas e outras 12  feridas quando um homem invadiu uma ciclovia com uma caminhonete, por volta das 15h05 (17h05 em Brasília), e dirigiu por cerca de 20 quadras atropelando pedestres e ciclistas no Sul da ilha de Manhattan, em Nova York.

O terrorista ainda jogou o veículo contra um ônibus escolar. Ao ser interceptado pela polícia, desceu com armas de brinquedo na mão, mas foi baleado e dominado, quando teria gritado "Alá é grande!", por ser um extremista muçulmano.

É o primeiro atentado terrorista com mortes em Nova York desde o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001. Cinco mortos eram argentinos, uma belga e dois americanos.

O terrorista foi identificado como Sayfullo Saipov, de 29 anos, um cidadão da ex-república soviética do Usbequistão que vive nos Estados Unidos desde 2010. Tem um endereço na Flórida, mas nos últimos meses morava em Paterson, no estado de Nova Jérsei, vizinho de Nova York, e trabalhava como motorista de Uber. Ele deixou uma nota jurando legaldade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Desde 14 de julho de 2016, quanto um terrorista atropelou e matou 86 pessoas e feriu outras 458 em Nice, no Sul da França, houve vários ataques terroristas cometidos por extremistas muçulmanos com veículos, em Berlim, na Alemanha; em Estocolmo, na Suécia; em Barcelona, na Espanha; e três vezes em Londres, no Reino Unido. O método é usado há mais tempo em Israel.

Era só uma questão de tempo chegar aos EUA, como comentou um motorista de Uber sul-coreano que me levou do aeroporto ao hotel quando cheguei a Nova York em junho deste ano.

Na Times Square, no centro da zona de teatros da cidade, há enormes blocos de concreto protegendo a área de pedestres. É impossível proteger toda a cidade contra um ataque de veículos, mas o acesso a ciclovias pode ser bloqueado.

O presidente Donald Trump atribuiu o ataque à organização terrorista Estado Islâmico e chamou o terrorista de perturbado mental.

sábado, 8 de abril de 2017

Suécia prende segundo suspeito do ataque terrorista com caminhão

A polícia da Suécia prendeu hoje um segundo suspeito de envolvimento no ataque terrorista com um caminhão jogado contra pedestres ontem à tarde no centro comercial de Estocolmo. Pelo menos quatro pessoas morreram e outras 15 foram feridas, nove em estado grave.

O principal suspeito é um refugiado da ex-república soviética do Usbequistão, de 39 anos, que fez declarações de apoio à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante no Facebook. Ele foi preso ontem à noite. Já havia sido investigado por indícios de extremismo muçulmano.

Uma bomba caseira foi encontrada dentro do caminhão, revelou o chefe de polícia de Estocolmo, Dan Eliasson. Provavelmente o terrorista pretendia detoná-la quando jogou o veículo contra uma grande loja de departamentos. Houve um pequeno incêndio logo controlado.

Foi o quarto atentado terrorista com veículos, frequente em Israel, realizado na Europa. Em 14 de julho de 2016, 86 pessoas foram mortas por um imigrante tunisiano durante a festa de aniversário da Revolução Francesa em Nice, na França.

Em 20 de dezembro de 2016, houve 12 mortes quando um caminhão invadiu uma feira de Natal, em Berlim, na Alemanha. O terrorista era um imigrante tunisiano que tivera seu pedido de asilo rejeitado.

Em 22 de março de 2017, um terrorista britânico de origem jamaicana matou cinco nos arredores do Palácio de Westminster, sede do Parlamento Britânico.

terça-feira, 7 de março de 2017

Usbequistão liberta jornalista preso há 18 anos

Um dos jornalistas presos há mais tempo no mundo, Muhammad Bekjanov, foi solto no mês passado depois de ficar 18 anos na cadeia na ex-república soviética do Usbequistão, informou a organização não governamental de defesa da liberdade de imprensa Repórteres sem Fronteiras (RsF).

Bekjanov tem hoje 62 anos. Ele foi torturado repetidamente depois da prisão, em 1999, e deveria ter sido libertado em 2012, quando sua pena foi ampliada. Durante um ano, não poderá sair do país.

Como editor do Erk, o principal jornal de oposição usbeque, Bekjanov colocou em discussão temas considerados tabus como a situação da economia, o uso de trabalhos forçados na lavoura de algodão e a catástrofe ecológica do Mar Aral. Seu irmão, o poeta Muhammad Salikh, foi o único adversário do presidente Islam Karimov em 1991.

Karimov, no poder desde a era soviética, aproveitou uma série de ataques a bomba para calar a oposição, acusando-a de cumplicidade. Bekjanov e outros ativistas pela democracia foram presos e condenados. Ele pegou 15 anos de cadeia.

Dias antes da data em que deveria ser solto, a pena foi arbitrariamente aumentada em quatro anos e oito meses.

Em 2016, o Usbequistão ficou em 166º lugar entre 180 países no Índice de Liberdade de Imprensa dos RsF. Com a morte de Karimov, em agosto de 2016, alguns presos políticos foram soltos, mas ainda há jornalistas, ativistas dos direitos humanos, oposicionistas e líderes da sociedade civil presos injustamente.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Ex-primeiro-ministro é eleito presidente do Usbequistão

Com 89% dos votos e 88% de participação, o presidente interino e ex-primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev foi eleito presidente da ex-república soviética do Usbequistão. Ele substitui o ditador Islam Karimov, que governou o país de 1990, antes do fim da União Soviética, até sua morte, em 2 de setembro de 2016.

Mirziyoyev, do Partido Liberal Democrático do Usbequistão, era primeiro-ministro de Karimov desde 2003. No discurso da vitória, elogiou o antecessor. Os dois chefiavam um dos regimes mais fechados do mundo.

Hã expectativa de que o novo presidente promova uma abertura econômica para estimular a economia do pa~is, abalada pela corrupção e a burocracia herdadas da era soviética. Como primeiro-ministro, Mirziyoyev iniciou uma aproximação com os países vizinhos.

O novo presidente é mais próximo de Vladimir Putin do que seu antecessor. Vinte minutos depois da vitória, foi cumprimentado pelo presidente da Rússia.

Depois dos atentados de 11 de setembro de 2001, Karimov usou os Estados Unidos a usar uma base aérea usbeque para atacar a milícia dos Talebã, que governava o vizinho Afeganistão e abrigava a rede terrorista Al Caeda. Anos depois, mandou embora os americanos temendo uma revolução liberal colorida como as que derrubaram governos nas repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Usbequistão indica primeiro-ministro como presidente interino

O Parlamento da ex-república soviética do Usbequistão nomeou hoje o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev como presidente provisório depois da morte do ditador Islam Karimov e convocou eleições presidenciais a serem realizadas nos próximos três meses, noticiou a agência Reuters.

Mirziyoyev, do clã de Samarcanda, já era considerado o favorito na disputa sucessória. Primeiro-ministro desde 2003, sua ascensão a presidente interino reforça sua posição numa ditadura que sempre realizou eleições de cartas marcadas para consagrar o líder. Ele teria o apoio da Rússia.

Os outros nomes citados são o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov e o chefe do serviço secreto, Rustam Inoyatov. Este último, um linha-dura de 72 anos, tem menos chance. Ambos são do clã de Tachkent, a capital.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Usbequistão confirma morte do ditador Islam Karimov

O governo da ex-república soviética do Usbequistão confirmou hoje a morte do ditador Islam Karimov, um antigo líder comunista que mandou no país durante quase 27 anos com um regime totalitário e brutal.

Em 29 de agosto, sua filha havia anunciado que o pai sofrera uma hemorragia cerebral. Desde então, há boatos de que teria morrido. Hoje de manhã, o governo admitiu que Karimov estava em "estado crítico".

Horas depois, foi confirmada morte, que gera um período de incerteza neste país neutro da Ásia Central, que tenta se equilibrar entre a Rússia, a China e os EUA.

Há uma luta pelo poder entre os clãs de Tachkent, a capital, e Samarcanda, uma cidade histórica que fica na Rota da Seda, que a China pretende modernizar como via para seu comércio com a União Europeia.

O adiamento do anúncio da morte de líderes supremos era comum na antiga União Soviética enquanto era trava uma luta interna pela sucessão. Quem presidisse o funeral seria o novo líder. O favorito é o primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev.

segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Derrame do ditador abre luta pela sucessão no Usbequistão

O ditador do Usbequistão, Islam Karimov, presidente desde 1990, sofreu uma hemorragia cerebral há dois dias e está hospitalizado em estado grave, deixando uma situação de incerteza nesta ex-república soviética da Ásia Central. Há boatos de que o presidente morreu.

Sob seu comando, o país de 30 milhões de habitantes se tornou independente da União Soviética, em 1991, mas continuou refém do autoritarismo. Karimov, nomeado primeiro-secretário do Partido Comunista no Usbequistão em 1989, manteve a censura aos meios de comunicação e a repressão brutal às oposições políticas. Sua polícia política foi acusada de matar dissidente mergulhando-os em água fervendo.

O primeiro-ministro Chavkat Mirziyoyev é um forte candidato. Ele lidera o chamado clã de Samarcanda, uma das cidades históricas do país, que fica na Rota da Seda.

É provável que o clã de Tachkent, a capital do país, tente emplacar seu candidato. Seu líder é o chefe dos serviços secretos usbeques, Rustam Inoyatov, sempre um cargo fundamental na ex-URSS. Era considerado o homem mais poderoso do país depois do presidente.

"Todo o mundo tem medo dele, mas ele não quer ser presidente", declarou o analista Alexei Malachenko, do Centro Carnagie de Moscou.

Gulnara Karimova, a filha mais velha de Karimov, ex-diplomata e agora estrela pop, já foi vista como forte candidata à sucessão do pai, mas o enriquecimento em negócios suspeitos a queimou politicamente.

A disputa de poder abre espaço para um terceiro candidato, que pode ser o vice-primeiro-ministro Rustam Azimov, ou para uma divisão de poder entre as duas principais facções. Também é uma grande oportunidade para a Rússia tentar reafirmar sua influência.

Em política externa, Karimov mantinha uma política de neutralidade em relação a China, Rússia e Estados Unidos, resistindo às pressões do Kremlin para fazer alianças que atrelem o Usbequistão à esfera de influência russa. Também queria apresentar o país como um baluarte na luta contra o extremismo muçulmano.

A Rússia quer manter sua esfera de influência nas ex-repúblicas soviéticas. A China está interessada em revitalizar o Caminho da Seda para fortalecer seu comércio internacional. E os EUA querem apoio na guerra contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão.

Mirziyoyev é considerado o candidato em potencial mais próximo de Moscou. Haverá pressões para manter a neutralidade. Uma possível disputa sucessória fragiliza o Usbequistão em meio à instabilidade geopolítica na região.

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Terroristas do aeroporto de Istambul vieram de ex-repúblicas soviéticas

Os três homens-bomba que se detonaram há dois dias no Aeroporto Ataturk, em Istambul, a maior cidade da Turquia, vieram de ex-repúblicas da União Soviética, informou hoje a televisão pública britânica BBC citando como fonte funcionários do governo turco.

Os três terroristas suicidas eram da Quirguistão, do Usbequistão e da república muçulmana do Daguestão, parte da Federação Russa no Norte da região do Cáucaso.

Até agora, nenhum grupo reivindicou a autoria do atentado, atribuído pelas autoridades da Turquia à milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que tem recrutado voluntários na antiga URSS.

Hoje a polícia turca prendeu 13 suspeitos nas cidades de Istambul e Esmirna. O total de mortos no ataque ao aeroporto subiu para 43, com mais de 230 feridos.

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Talebã dominam maior parte de província do Afeganistão

A província afegã de Fariabe, que fica na fronteira com a ex-república soviética do Turcomenistão, está praticamente sob o controle da Milícia dos Talebã (Estudantes), noticiou a Rádio Azatlik, do Turcomenistão, citando como fonte um deputado representante da província no Parlamento do Afeganistão.

Com a retirada dos Estados Unidos, que devem manter apenas 9,8 mil homens no Afeganistão depois do fim de 2015, há um temor no Afeganistão e nos vizinhos Tajiquistão, Turcomenistão e Usbequistão de um ressurgimento dos Talebã capaz de ameaçar a segurança regional.

Os Talebã governaram o Afeganistão de 1996 a 2001, acabando com o caos do período pós Invasão Soviética (1979-89). Foram derrubados por uma invasão americana iniciada em 7 de outubro de 2001 para vingar os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, cometido pela rede terrorista Al Caeda, de Ossama ben Laden, que tinha suas bases no Afeganistão.

A Guerra do Afeganistão já é a mais longa da história dos EUA. Até o fim de 2014, o total de soldados americanos mortos era 2.312.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ex-repúblicas soviéticas rejeitam documento contra sanções à Rússia

Num encontro de ministros do Exterior de 11 ex-repúblicas da União Soviética, o Azerbaijão, a Moldova, o Turcomenistão, a Ucrânia e o Usbequistão se recusaram a assinar um documento contra as sanções internacionais impostas à Rússia pelos Estados Unidos e a União Europeia em protesto contra a intervenção militar na Ucrânia, noticiaram no fim de semana as Rádios Europa Livre e Liberdade.

A Armênia, a Bielorrússia, o Casaquistão, o Quirguistão, a Rússia e o Tajiquistão firmaram o documento a ser apresentado à Organização sobre Segurança e Cooperação na Europa (OSCE). Com a anexação ilegal da Crimeia pela Rússia e a crise no Leste da Ucrânia, o antigo império interior soviético se divide. Uma parte apoia a Rússia e a outra se aproxima das posições do Ocidente.

Não participaram da reunião as três ex-repúblicas bálticas da URSS, Estônia, Letônia e Lituânia, e a Geórgia, derrotada pela Rússia em agosto de 2008 numa guerra para tentar retomar as regiões da Abecásia e da Ossétia do Norte, hoje entregues à máfia russa. O mesmo acontece na Crimeia.

É mais um golpe no sonho do protoditador do Kremlin, Vladimir Putin, de recriar um arremedo de URSS sob o nome de União Eurasiana. Das 15 ex-repúblicas, só cinco permanecem na órbita de Moscou.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Usbequistão tem eleição soviética

Em uma eleição que lembrou as grandes farsas eleitorais da extinta União Soviética, o presidente do Usbequistão, Islam Karimov, foi reeleito com 88,1% dos votos.

O Usbequistão é membro da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que luta pela democracia no continente, mas é um dos países menos democráticos da ex-URSS.

Karimov está no poder desde a era soviética. Foi o único presidente do Usbequistão independente. Os dissidentes são presos ou fogem do país, e a mídia é controlada pelo Estado.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Jihadistas estrangeiros são mais violentos no Afeganistão

Os guerrilheiros muçulmanos estrangeiros são mais violentos, incontroláveis e extremistas que os talebã que governaram o Afeganistão de 1996 a 2001. Seu número crescente cria um problema adicional, constatam comandantes militares americanos e afegãos.

A maioria dos mujahedin que se apresentam espontaneamente para combater a invasão liderada pelos Estados Unidos vem do Paquistão, do Usbequistão, da Chechênia e de países árabes.

Leia mais no jornal The New York Times.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Censura à Internet está aumentando

A censura à internet avança rapidamente, sendo praticada em mais de metade de 40 país estudados numa pesquisa acadêmica transatlântica divulgada hoje pelo jornal inglês Financial Times.

O exemplo recente mais notório foi a decisão da Justiça da Turquia de bloquear o acesso ao YouTube por causa de comentários ofensivos sobre o fundador da república turca, Mustafá Kemal Atatürk, o grande herói nacional, insinuando que ele e seus companheiros eram homossexuais.

Após seis meses de pesquisas, a Iniciativa Rede Aberta - que reúne a Faculdade de Direito de Harvard e as universidades de Toronto, no Canadá, e Cambridge e Oxford, na Inglattera - concluiu que o uso da censura está aumentando. Cada vez mais países aprendem com a China, que aproveita os mais modernos recursos tecnológicos para tentar "orientar o pensamento" de seus 137 milhões de internautas.

Para realizar o trabalho, os pesquisadores tentaram ter acesso a mil sites de notícias e outros assuntos em cada um dos 40 países examinados.

Entre os países que mais censuram a Internet, estão, além da China, a Arábia Saudita, Mianmar, a Tunísia, o Usbequistão e o Zimbábue.