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terça-feira, 23 de novembro de 2021

OMS teme mais 700 mil mortes na Europa

 Com a tendência atual, a Europa e a Ásia Central podem sofrer mais 700 mil mortes da doença do coronavírus de 2019 até o fim do inverno no Hemisfério Norte, elevando o total de mortes destas regiões na pandemia para 2,2 milhões, advertiu na terça-feira a Organização Mundial da Saúde (OMS). Dos 53 países, 49 devem ter sobrecarga nas unidades de terapia intensiva. A média de mortes está em 4,2 mil por dia, mais de 1,2 mil na Rússia.

O mundo está entrando numa quarta onda, alertou a diretora-geral adjunta da OMS para acesso a medicamentos, a médica brasileira Mariângela Simão, que manifestou preocupação com o Carnaval ao participar ontem do Congresso Brasileiro de Epidemiologia.

As mortes e o contágio no mundo estão em alta há mais de um mês e meio, informa o último boletim semanal da OMS. Na semana de 15 a 21 de novembro, houve pouco menos de 3,6 milhões diagnósticos positivos e mais de 51 mil óbitos por covid-19, alta de 6% em casos novos e mortes.

Ao todo, no mundo, são 258.830.653 casos confirmados e 5.166.649 mortes. Mais de 234 milhões de pacientes se recuperaram, cerca de 19,58 milhões enfrentam casos leves ou médios e 81.761 estão em estado grave.

A Europa e a Ásia Central registraram um aumento de 11% nos casos novos, mais de 2,4 milhões, 67% do total no mundo, e 29.465 mortes, 57 por cento do total, enquanto no Sudeste Asiático houve uma redução de 11% no contágio. A Alemanha acaba de bater seu próprio recorde, com mais de 66 mil casos novos na terça-feira e aumento de um terço numa semana.

Na região do Pacífico Ocidental, que inclui o Leste da Ásia e a Oceania, houve uma alta de 29% nas mortes, e a América teve uma alta de 19% nas mortes. As maiores quedas foram na África (-30%) e no Sudeste Asiático (-19%).

Aqui no Brasil,  a taxa de transmissão calculada pelo Imperial College de Londres subiu para 1,04. Isto indica que, em média, cada 100 infectados transmitem a doença para 104, acelerando o contágio. 

Com mais 398 mortes e 19.842 casos de covid-19 notificados no Brasil na terça-feira, o total de casos confirmados subiu para 22.038.731 e 613.240 vidas foram perdidas na pandemia. A média diária de mortes dos últimos sete dias subiu para 245 e a média de casos novos ficou em 10.634. Ambas caíram 3% em duas semanas, com tendência de estabilidade.

Os Estados Unidos registraram mais 96.717 casos e 1.370 mortes nesta terça-feira. A média diária de mortes dos últimos sete dias cresceu 25% em duas semanas para 94.335, enquanto a média diária de mortes recuou 8% em duas semanas para 1.125. O país tem o maior número de casos confirmados (47.980.871) e de mortes (773.771). 

Mais de 7,74 bilhões de doses de vacinas contra o coronavírus foram aplicadas até agora no mundo; 53,4% da população mundial tomaram ao menos uma dose, mas só 5% nos países pobres.

A China lidera a vacinação com mais de 2,44 bilhões de doses aplicadas, seguida pela Índia e a União Europeia. Nos EUA, 230,7 milhões tomaram a primeira dose, 196,6 milhões completaram a vacinação e 37,8 milhões receberam a dose de reforço. Pelo menos 92% dos 3,5 milhões de funcionários federais tomaram a primeira dose, como determinou o governo Joe Biden.

O Brasil deu a primeira dose a 158,2 milhões de pessoas, mais de 130,4 milhões (61,15% da população brasileira) completaram a vacinação e 14,7 milhões tomaram a dose de reforço, num total de 303,34 milhões de doses aplicadas.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

China instala base militar perto da fronteira com o Afeganistão

A China transformou um posto militar no no Leste do Tajiquistão, perto da fronteira com o Afeganistão, numa base militar permanente. A presença militar chinesa na região tem três a quatro anos. O quartel tem pouco mais de 20 prédios e uma torre de vigia, revelou o jornal The Washington Post.

Nem o regime comunista chinês nem o governo tajique confirmou oficialmente a presença da base militar, quem a sustenta e quem a controla. Se a notícia for confirmada, será uma indicação do aumento da presença militar da China na Ásia Central, no momento em que os Estados Unidos planejam retirar suas forças do Afeganistão.

Entre outras razões, o governo chinês se preocupa com o contrabando e as ações de terroristas muçulmanos ao longo da fronteira entre o Afeganistão e o Tajiquistão. A polícia chinesa patrulha a área e fez várias incursões do lado afegão.

sábado, 12 de janeiro de 2019

Índia inicia diálogo conjunto com países da Ásia Central

O ministro do Exterior da Índia, Sushma Swaraj, foi hoje ao Usbequistão para o primeiro encontro do Diálogo Índia-Ásia Central, com representantes das ex-repúblicas soviéticas do Casaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Usbequistão.

O objetivo é fortalecer os laços da Índia com os países da Ásia Central pós-soviética, onde sua rival estratégica, a China, tem forte presença, especialmente com o projeto de recriar a Rota da Seda com a Iniciativa um Cinturão uma Estrada, uma série ambiciosa de obras de infraestrutura.

A Índia mantém relações bilaterais com todos os países da região e quer fortalecer os laços. Entre as propostas para ampliar o intercâmbio está o Corredor de Transporte Internacional Norte-Sul, uma rede de 7,2 mil quilômetros de rodovias, ferrovias e rotas marítimas ligado do Sul e o Centro da Ásia à Europa.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Voluntários da ex-URSS aderem em massa ao Estado Islâmico

Milhares de voluntários da Rússia e das ex-repúblicas soviéticas muçulmanas da Ásia Central estão aderindo ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O ritmo cresceu 300% desde junho de 2014, quando foi proclamada a fundação de um califado extremista, estima a empresa de consultoria estratégica e inteligência Soufan Group, com sede em Nova York.

Até junho de 2014, pouco mais de 800 russos e ex-soviéticos haviam se tornado voluntários do martírio. Em setembro de 2015, eram cerca de 2,4 mil, noticiou a TV a cabo americana CNBC.

Com a intervenção da Rússia na guerra civil da Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico, esse fluxo de guerreiros deve aumentar ainda mais. Na volta dos campos de batalha do Oriente Médio, com experiência em guerra e no uso de armas e explosivos, esses jovens atacam seus próprios países em nome de Alá, como aconteceu nos atentados terroristas de 13 de novembro em Paris.

Uma das maiores preocupações dos serviços ocidentais hoje é monitorar as atividades desses voluntários do martírio. Na Rússia, não será diferente.

Embora a doutrina estratégica oficial ainda aponte a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) como maior ameaça estratégica à Rússia, o presidente Vladimir Putin conhece bem a ameaça do fundamentalismo islâmico, que ajudou a acabar com a invasão da União Soviética no Afeganistão.

Na Primeira Guerra da Chechênia (1994-96), a primeira depois do fim da URSS, o Exército da Rússia foi derrotado. Em 1999, Putin aproveitou uma revolta muçulmana no Daguestão e uma série de atentados suspeitos em Moscou atribuídos a extremista chechenos para deflagrar a Segunda Guerra da Chechênia e se impor como novo homem-forte do Kremlin.

A Segunda Guerra da Chechênia (1999-2000) foi mais um conflito brutal, com pelo menos 50 mil mortos. É daquela região, do Norte do Cáucaso, que saem os voluntários do martírio.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ditador do Casaquistão é reeleito no pior estilo soviético

Com 97,5% dos votos, no pior estilo soviético, o ditador do Casaquistão, Nursultan Nazarbaiev, foi reeleito ontem para um quinto mandato consecutivo, noticiou a Agência France Presse com base em pesquisas de boca de urna. 

No poder desde 1990, antes do fim da União Soviética, Nazarbaiev é aliado do protoditador da Rússia, Vladimir Putin, na fundação da União Eurasiana, uma tentativa de recriar um arremedo da URSS.

De acordo com a comissão eleitoral controlada pelo governo da segunda maior ex-república soviética, um número recorde de eleitores votou. Dois outros candidatos governistas disputaram a eleição. Nenhum oposicionista foi autorizado a concorrer.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Novo governo do Quirguistão promete eleições

Depois de mais uma revolução numa ex-república soviética, o governo provisório do Quirguistão prometeu  realizar novas eleições em seis meses. Mas o presidente Kurmanbek Bakiev, que está em local ignorado, se recusa a renunciar ao cargo.

A revolução chegou hoje à cidade de Och, para onde Bakiev teria fugido ontem. Uma multidão marchou do centro da cidade até a sede do governo regional. Quadros com a foto oficial de Bakiev, foram quebrados e jogados pela janela. Sua foto foi rasgada e pisoteada. A casa de Bakiev foi incendiada.

Na principal praça de Bichkek, a capital do país, a bandeira do Quirguistão foi hasteada a meio-mastro. A sede da Procuradoria-Geral foi incendiada e o Parlamento vandalizado. Pelo menos 75 pessoas morreram e 300 estão hospitalizadas.

Centenas de lojas foram saqueadas. Os lixeiros começaram a removar o lixo deixado pela revolução, mas a situação no país ainda é caótica.

Como líder do novo governo, a ex-ministro do Exterior Roza Otunbaieva declarou que o governo Bakiev acabou, é culpado pelas mortes e só resta ao presidente deposto renunciar ao cargo.

O governo provisório prometeu manter o acordo com os Estados Unidos, que têm uma base militar no país por onde abastecem as forças americanas no Afeganistão.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Oposição anuncia tomada do poder no Quirguistão

A oposição declarou ter assumido o controle do casamento depois de um dia de conflitos violentos polícia da ex-república soviética do Quirguistão atirou contra uma multidão de manifestantes que protestavam contra a situação econômica do país, a pobreza, o desemprego e a corrupção.

O líder da oposição, Temir Sariev, disse à agência de notícias russa RIA que o presidente Kurmanbek Bakiev renunciou. Vários líderes oposicionistas foram à televisão estatal declarar que estavam formando um novo governo.

Pelo menos 47 pessoas morreram, inclusive o ministro do Interior, e outras 400 saíram feridas. Bakiev, que chegou ao poder há cinco anos depois da Revolução de Tulipa, fugiu da capital. Estaria no Sul do país.

O Quirguistão é uma ex-república soviética da Ásia Central. Faz fronteira com a ex-república soviética do Casaquistão, a China, e as ex-repúblicas soviéticas do Tajiquistão e o Usbequistão.

A revolta começou ontem, com a ocupação da sede do governo regional na cidade de Talas. Hoje, os manifestantes se concentraram na principal praça de Bichkek, a capital quirguiz, onde tocaram fogo na sede da Procuradoria-Geral da República.

Em fúria, a população atacou os policiais, tocou fogo em viaturas, tomou caminhões e tanques do Exército, invadiu a televisão estatal, o Parlamento, a sede do governo, a chamada Casa Branca de Bichkek, numa verdadeira revolução.

Quando a polícia de choque chegou, foi recebida com uma chuva de pedras. Foi obrigada a recuar e se reagrupar. Contra-atacou, primeiro com gás lacrimogênio. Em seguida, disparou contra a multidão. Entre os manifestantes, apareceram rebeldes armados.

O Quiguistão é o único país do mundo com bases militares dos Estados Unidos e da Rússia. Para os EUA, é uma forma de abastecer as tropas americanas no Afeganistão. A Rússia vê o país como parte de sua área de influência.

Com a crise econômica mundial, mais de metade da população quirguiz vive na miséria.

Em Moscou, o primeiro-ministro Vladimir Putin nega qualquer participação da Rússia na mais recente revolução na extinta União Soviética.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Usbequistão tem eleição soviética

Em uma eleição que lembrou as grandes farsas eleitorais da extinta União Soviética, o presidente do Usbequistão, Islam Karimov, foi reeleito com 88,1% dos votos.

O Usbequistão é membro da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que luta pela democracia no continente, mas é um dos países menos democráticos da ex-URSS.

Karimov está no poder desde a era soviética. Foi o único presidente do Usbequistão independente. Os dissidentes são presos ou fogem do país, e a mídia é controlada pelo Estado.