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segunda-feira, 27 de abril de 2015

Ditador do Casaquistão é reeleito no pior estilo soviético

Com 97,5% dos votos, no pior estilo soviético, o ditador do Casaquistão, Nursultan Nazarbaiev, foi reeleito ontem para um quinto mandato consecutivo, noticiou a Agência France Presse com base em pesquisas de boca de urna. 

No poder desde 1990, antes do fim da União Soviética, Nazarbaiev é aliado do protoditador da Rússia, Vladimir Putin, na fundação da União Eurasiana, uma tentativa de recriar um arremedo da URSS.

De acordo com a comissão eleitoral controlada pelo governo da segunda maior ex-república soviética, um número recorde de eleitores votou. Dois outros candidatos governistas disputaram a eleição. Nenhum oposicionista foi autorizado a concorrer.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Putin e Yanukovitch vão se encontrar em Sóchi

Diante do caos em Kiev e nas principais cidades ucranianas, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, tem encontro marcado na abertura da Olimpíada de Inverno em Sóchi na próxima sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014. Putin ameaça não liberar uma ajuda de emergência de US$ 15 bilhões enquanto a Ucrânia não tiver um novo governo.

A crise na Ucrânia estourou no fim de novembro de 2013, quando Yanukovitch abandonou, sob pressão da Rússia, um acordo de associação com a União Europeia (UE) que minaria o sonho de Putin de criar a União Eurasiana, uma versão degradada da extinta União Soviética.

O acordo com a UE não seria excludente, mas a Rússia não tem como competir economicamente com a Europa. Partiu então para a chantagem, ameaçando cortar o suprimento de gás de que a Ucrânia depende desde a era soviética e oferecendo a ajuda de emergência que agora se nega a liberar.

Nas ruas, a oposição ucraniana exige a renúncia do presidente. Yanukovitch já ofereceu os cargos de primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro, sem sucesso. Por isso, Putin prefere esperar o desfecho de mais uma revolução num país vizinho contra o autoritarismo da era soviética, sempre uma ameaça para o homem-forte do Kremlin.

Se a Ucrânia virar uma democracia, a Rússia pode seguir o exemplo.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Presidente da Ucrânia revoga lei antimanifestações

Sob intensa pressão das ruas, o presidente Viktor Yanukovitch revogou hoje a lei que proibia manifestações não autorizadas na Ucrânia e impunha pesadas multas a quem a violasse, mas ameaça decretar estado de emergência.

No sábado, Yanukovitch ofereceu à oposição os cargos de primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro. Foram rejeitados. A oposição exige a antecipação da eleição presidencial, com a saída imediata de Yanukovitch.

A revolta atingiu no fim de semana o Leste da Ucrânia, região da maior influência da Rússia, tornando a situação cada vez pior o presidente. Os protestos começaram em novembro, quando Yanukovitch abandonou negociações para fechar um acordo comercial com a União Europeia, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin.

O homem-forte da Rússia sonha em restaurar o poder imperial soviético através da União Eurasiana. A Ucrânia é uma pedra fundamental neste projeto.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Centenas de milhares protestam na Ucrânia

Num desafio a uma nova lei que proíbe manifestações não autorizadas, cerca de 200 mil pessoas protestaram hoje contra o governo da Ucrânia, presidido por Viktor Yanukovitch. Para superar a crise, o líder oposicionista Vitali Klitschko advertiu que o país corre risco de guerra civil e pediu a antecipação da eleição presidencial.

Uma onda de manifestações atinge a ex-república soviética da Ucrânia desde novembro, quando, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin, Yanukovitch abandonou negociações para associar o país à União Europeia, optando por um acordo comercial com a Rússia.

Putin sonha em restaurar o poder imperial da União Soviética. Quer criar a União Eurasiana, um bloco comercial reunindo as antigas repúblicas soviéticas. Tem o apoio da Bielorrússia e do Casaquistão. A Ucrânia não poderia ficar de fora.

Sem condições de competir economicamente com a UE, a Rússia usou a dependência histórica da Ucrânia forjada na era soviética para se impor. Se cortar o fornecimento de gás, a Ucrânia fica sem energia.

Mas a oposição liberal pró-Ocidente, que se concentra no Oeste do país e na principalmente na capital, Kiev, está convencida de que seu futuro está na Europa.