O ex-campeão de boxe Vitali Klitschko, um dos líderes da revolta popular que derrubou o presidente Viktor Yanukovich, não será candidato à Presidência da Ucrânia na eleição de 25 de maio de 2014. Ele anunciou hoje apoio ao milionário Pedro Porochenko e deve ser candidato a prefeito da capital, Kiev.
Durante reunião da Aliança Democrática Ucraniana, Klitschko defendeu uma candidatura única como única maneira de vencer a eleição presidencial. Porochenko deve disputar o poder com a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada pela revolução depois de ficar dois anos e meio presa por corrupção e abuso de poder.
Ambos são olicargas, nome dado aos altos funcionários que fizeram fortuna logo após o fim da União Soviética.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 29 de março de 2014
sábado, 25 de janeiro de 2014
Oposição rejeita convite para governar a Ucrânia
Em meio a uma batalha nas ruas de Kiev e outras cidades da ex-república soviética da Ucrânia, a oposição rejeitou o convite feito hoje pelo presidente Viktor Yanukovitch para Arseni Iatseniuk ser primeiro-ministro e Vitali Klitschko ser vice-primeiro-ministro, e exigiu a convocação imediata de uma eleição presidencial antecipada.
Iatseniuk, a político mais popular do país, é do partido da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, presa por corrupção e abuso de poder.
As manifestações começaram há dois meses, quando, sob pressão da Rússia, Yanukovitch abandonou negociações para fazer um acordo comercial com a União Europeia, subordinando ainda mais o país a Moscou.
Iatseniuk, a político mais popular do país, é do partido da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, presa por corrupção e abuso de poder.
As manifestações começaram há dois meses, quando, sob pressão da Rússia, Yanukovitch abandonou negociações para fazer um acordo comercial com a União Europeia, subordinando ainda mais o país a Moscou.
domingo, 19 de janeiro de 2014
Centenas de milhares protestam na Ucrânia
Num desafio a uma nova lei que proíbe manifestações não autorizadas, cerca de 200 mil pessoas protestaram hoje contra o governo da Ucrânia, presidido por Viktor Yanukovitch. Para superar a crise, o líder oposicionista Vitali Klitschko advertiu que o país corre risco de guerra civil e pediu a antecipação da eleição presidencial.
Uma onda de manifestações atinge a ex-república soviética da Ucrânia desde novembro, quando, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin, Yanukovitch abandonou negociações para associar o país à União Europeia, optando por um acordo comercial com a Rússia.
Putin sonha em restaurar o poder imperial da União Soviética. Quer criar a União Eurasiana, um bloco comercial reunindo as antigas repúblicas soviéticas. Tem o apoio da Bielorrússia e do Casaquistão. A Ucrânia não poderia ficar de fora.
Sem condições de competir economicamente com a UE, a Rússia usou a dependência histórica da Ucrânia forjada na era soviética para se impor. Se cortar o fornecimento de gás, a Ucrânia fica sem energia.
Mas a oposição liberal pró-Ocidente, que se concentra no Oeste do país e na principalmente na capital, Kiev, está convencida de que seu futuro está na Europa.
Uma onda de manifestações atinge a ex-república soviética da Ucrânia desde novembro, quando, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin, Yanukovitch abandonou negociações para associar o país à União Europeia, optando por um acordo comercial com a Rússia.
Putin sonha em restaurar o poder imperial da União Soviética. Quer criar a União Eurasiana, um bloco comercial reunindo as antigas repúblicas soviéticas. Tem o apoio da Bielorrússia e do Casaquistão. A Ucrânia não poderia ficar de fora.
Sem condições de competir economicamente com a UE, a Rússia usou a dependência histórica da Ucrânia forjada na era soviética para se impor. Se cortar o fornecimento de gás, a Ucrânia fica sem energia.
Mas a oposição liberal pró-Ocidente, que se concentra no Oeste do país e na principalmente na capital, Kiev, está convencida de que seu futuro está na Europa.
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