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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Yanukovitch insiste que ainda é presidente

Na primeira entrevista desde que foi derrubado por uma revolta popular há uma semana, o presidente  Viktor Yanukovitch afirmou que foi deposto por "bandidos neofascistas", insistiu que ainda é o líder legítimo da Ucrânia e que as decisões do Parlamento não sancionadas por ele são inválidas.

Em Rostov-sobre-o-Don, na Rússia, que o apoio, Yanukovitch declarou ter sido obrigado a deixar o país para proteger sua vida e disse que não vai concorrer à eleição presidencial de 25 de maio de 2014 porque é ilegítima: "Estou pronto para lutar pelo futuro da Ucrânia", acrescentou, em tom de desafio.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Homens armados tomam aeroporto na Crimeia

Pelo menos 150 homens armados e com uniforme militar tomaram o controle do aeroporto de Simferopol, a capital administrativa da república autônoma da Crimeia, na Ucrânia, informou a agência de notícias russa Interfax.

O grupo está tão bem armado quanto o que tomou mais cedo a sede do parlamento regional e hasteou a bandeira da Rússia. A queda do presidente Viktor Yanukovitch, um aliado de Moscou, não acaba com a influência e a ingerência do Kremlin na ex-república soviética da Ucrânia.

A Crimeia foi incorporada ao Império Russo no século 18, durante o reinado de Catarina II, a Grande (1762-96). Em 1954, para festejar os 300 anos da união entre Rússia e Ucrânia, foi dada de presente à Ucrânia pelo então secretário-geral do Partido Comunista da União Soviética, Nikita Kruschev. Naquela época, a desintegração da URSS era inimaginável.

Hoje 60% da população da Crimeia é russa e gostaria de fazer parte da Rússia. O homem-forte do Kremlin, Vladimir Putin, manipula essa população para reafirmar o interesse imperial russo e evitar uma derrota total num país que considera parte da esfera de influência de Moscou.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

Rússia mobiliza Forças Armadas perto da Ucrânia

Diante da queda de seu aliado Viktor Yanukovitch na Ucrânia e da revolta da população de origem russa na península da Crimeia, o presidente Vladimir Putin resolveu lembrar o mundo de que a Rússia ainda é uma grande potência militar, convocando manobras de treinamento no Oeste e no Centro-Sul do país para intimidar os rebeldes ucranianos e seus aliados ocidentais.

Cerca de 150 mil soldados, 90 aviões, 120 helicópteros, 880 tanques e 1,2 mil blindados e peças de artilharia participarão das manobras militares. O ministro da Defesa da Rússia, Serguei Choigu, negou qualquer relação com o conflito na ex-república soviética da Ucrânia.

Antes da invadir a ex-república soviética da Geórgia, em 8 de agosto de 2008, a Rússia realizou vários exercícios militares no Norte do Cáucaso. Na Ucrânia, a Rússia já tem militares na Frota do Mar Negro, baseada em Sebastopol.

O secretário de Estado americano, John Kerry, advertiu que qualquer tipo de intervenção militar será inaceitável.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Ucrânia pede prisão de Yanukovitch por assassinato em massa

O ministro do Interior interino da Ucrânia, Arsen Avakov, decretou hoje a prisão do presidente deposto Viktor Yanukovitch sob a acusação de "assassinato em massa de civis pacíficos" durante os protestos das últimas duas semanas, noticia a revista americana Time. Pelo menos 88 mortes foram confirmadas.

Yanukovitch teria sido visto pela última vez em Sevastopol, na Península da Crimeia, uma região da maioria pró-Rússia onde fica a Frota do Mar Negro, uma das mais importantes da extinta União Soviética. Uma das jogadas da Rússia para manter a influência sobre a Ucrânia é estimular o federalismo.

Em Moscou, o primeiro-ministro russo, Dimitri Medvedev, criticou a Europa e os Estados Unidos por reconhecerem o novo governo, acusando-o de ter nascido de um "motim armado".

Os novos líderes estimam que a Ucrânia precisará de US$ 35 bilhões para não quebrar.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Yanukovitch é impedido de deixar a Ucrânia

Depois de ser afastado numa processo de impeachment por um voto unânime do Parlamento, o presidente Viktor Yanukovitch foi impedido de deixar a Ucrânia num avião particular fretado. Os funcionários do aeroporto alegaram falta de documentação para não autorizar a decolagem.

A segurança de Yanukovitch chamou então dois carros blindados e a comitiva deixou o aeroporto. Há informações de que o presidente teria ido para a cidade de Donetsk.

Ucrânia liberta ex-primeira-ministra Timochenko

Por decisão do Parlamento da Ucrânia, a ex-primeira-ministro Yulia Timochenko foi libertada hoje depois de ficar presa durante dois anos e meio.

A Joana d'Arc da Revolução Laranja, em 2004-5, foi eleita primeira-ministra em 2005, mas caiu por causa da divisão dos revolucionários. Ela voltou ao cargo de 2007 e 2010, quando disputou a eleição presidencial com seu inimigo Viktor Yanukovitch e perdeu por pequena margem no segundo turno.

Yanukovitch conseguiu condená-la em 2011 a sete anos de prisão por corrupção e abuso de poder, uma acusação que pode ser feita a qualquer líder político ucraniano, num processo considerado viciado politicamente pela União Europeia. Ontem, o Parlamento anulou os artigos que serviram de base para a condenação.

Ao sair da cadeia depois de dois anos e meio, a Dama de Ferro ucraniana declarou num comício que "os heróis nunca morrem", "a ditadura acabou" e "a Ucrânia se livrou de um câncer". Ela agradeceu à massa concentrada na Praça da Independência, no centro de Kiev, como seus "libertadores".

Em telefonema ao secretário de Estado americano, John Kerry, o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, protestou contra a violência  das ações dos manifestantes antigovernamentais. Na visão do presidente Vladimir Putin a Revolução Laranja e a atual são conspirações do Ocidente para enfraquecer a Rússia.

Yanukovitch rejeita impeachment e fala em golpe

Por unanimidade, 328-0, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje o impeachment do presidente Viktor Yanukovitch, responsabilizando pela violência política e as mortes dos últimos dias em confrontos entre manifestantes e a polícia. A próxima eleição presidencial foi antecipada para 25 de maio de 2014.

Apesar do banho de sangue dos últimos dias nas ruas de Kiev, Yanukovitch negou que pretenda renunciar e chamou as decisões da Rada de "golpe".

Além do impeachment, a Rada alterou a Constituição, nomeou um novo primeiro-ministro, aprovou medidas para libertar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, inimiga política de Yanukovitch condenada em 2011 a sete anos de prisão por corrupção e abuso de poder.

Em entrevista à televisão, na linha do noticiário da TV estatal russa sobre o conflito, o presidente comparou os acontecimentos recentes à invasão da Ucrânia pela Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial.

Depois de discutir o assunto com o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, e o ministro do Exterior da Rússia, Serguei Lavrov, o chanceler da Polônia, Radoslaw Sikorski, afirmou que o novo primeiro-ministro foi eleito legalmente e que não houve nenhum golpe.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Presidente e oposição fazem acordo na Ucrânia

Depois de uma noite de negociações mediadas pela União Europeia e a Rússia, o presidente Viktor Yanukovitch e três líderes da oposição assinaram um acordo para acabar com a violência política que causou mais de cem mortes nos últimos dias na Ucrânia, noticiou há pouco o jornal The Washington Post. O Ministério da Saúde confirma 77 mortes. Outras 577 pessoas saíram feridas.

O acordo prevê a restauração imediata da Constituição de 2004, que dá ao Parlamento e não ao presidente o direito de indicar o primeiro-ministro e reduz os poderes do chefe de Estado. Um governo de união nacional deve ser formado em dez dias. Em setembro, haverá um referendo sobre uma nova Constituição. As próximas eleições parlamentares e presidencial estão previstas para dezembro.

Como a principal exigência dos manifestantes que há três meses ocupam a Praça da Independência, em Kiev, é a renúncia do presidente, sua total adesão ainda é uma incógnita. O período de nove meses até as eleições também é considerado muito longo, dando a Yanukovitch mais uma chance de manipular a situação.

O presidente tem o apoio da Rússia, que rejeitou o acordo e não assinou-o.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Yanukovitch aceita antecipar eleições na Ucrânia

Durante encontro hoje com o presidente Viktor Yanukovitch, os ministros do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier; da França, Laurent Faibus; e da Polônia, Radoslaw Sikorski; defenderam a antecipação das eleições como forma de resolver a crise política na Ucrânia. Há pouco, a revista francesa Le Nouvel Observateur disse que ele concordou.

A missão da União Europeia exigiu a reabertura de negociações com a oposição. O chanceler francês deixou claro que altos funcionários ucranianos serão submetidos a sanções internacionais caso a violência não cesse.

Prefeito e deputados abandonam governo na Ucrânia

Diante da escalada da violência e da ameaça cada vez maior de guerra civil na Ucrânia, o prefeito de Kiev, Vladimir Makinko, o deputado Olexander Onischenko e seus aliados deixaram hoje o Partido das Regiões, do presidente Viktor Yanukovitch, para criar seu próprio bloco parlamentar.

Onischenko foi acompanhado pelos deputados Olexander Presman e Yuri Chapovoalov, e pelo general Viktor Tozvadovski.

O prefeito ordenou o reinício das operações do metrô da capital, suspensas pelo governo para dificultar a mobilização dos oposicionistas.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Presidente anuncia trégua na Ucrânia

Depois de receber líderes da oposição, o presidente Viktor Yanukovitch anunciou hoje à noite uma trégua na Ucrânia, recuando da ameaça de chamar o Exército para esmagar os manifestantes que tomaram a Praça da Independência, no centro de Kiev.

Desde ontem, pelo menos 26 pessoas foram mortas em confrontos entre oposicionistas e a polícia.

A oposição exige a renúncia do presidente. Amanhã, uma missão de paz da União Europeia com três ministros do Exterior, da Alemanha, França e Polônia, vai à capital ucraniana em busca de uma solução negociada.

Yanukovitch seria beneficiário de uma fraude na eleição presidencial de 2004, mas uma multidão saiu às ruas na chamada Revolução Laranja, de 22 de novembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005. Houve nova eleição. O vencedor foi Viktor Yuchenko.

A corrupção e a divisão dos vitoriosos na Revolução Laranja depois que chegaram ao poder deram uma segunda chance a Yanukovitch. Eleito democraticamente, ele está no poder desde 25 de fevereiro de 2010. Desde então, processou e colocou na prisão a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, derrotada na eleição presidencial.

Rússia adia ajuda de US$ 2 bilhões à Ucrânia

Com sangue nas ruas e o presidente aliado sitiado no palácio, a Rússia adiou para sexta-feira a liberação de uma parcela de US$ 2 bilhões de total de US$ 15 bilhões em créditos à ex-república soviética da Ucrânia.

Em dezembro, depois que a Ucrânia abandonou negociações para se associar à União Europeia, o presidente russo, Vladimir Putin, ofereceu-se para comprar US$ 15 bilhões em títulos da dívida pública ucraniana e deu um desconto de 33% no gás natural que a Ucrânia importa da Rússia.

Diante da revolta popular contra a manutenção da dependência histórica em relação à Rússia, o Kremlin congelou a ajuda no fim de janeiro. Quando a oposição ucraniana foi recebida em Berlim pela primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, Putin resolveu liberar o dinheiro. Agora, segurou de novo.

Missão de paz da UE vai à Ucrânia

Uma missão de paz formada pelos ministros do Exterior da Alemanha, da França e da Polônia vai a Kiev amanhã encontrar o presidente Viktor Yanukovitch antes que a União Europeia (UE) tome uma decisão sobre como agir diante da violência política na ex-república soviética da Ucrânia, onde 26 pessoas foram mortas desde ontem.

Com o aumento da violência e a radicalização das posições, o objetivo maior da UE é evitar uma guerra civil. O governo começa a chamar os manifestantes de terroristas, numa tentativa de deslegitimar o movimento para esmagá-lo.

Os Estados Unidos e a UE ameaçam impor sanções se a repressão aumentar. Durante uma reunião de cúpula da América do Norte com o presidente do México e o primeiro-ministro do Canadá, o presidente Barack Obama fez um pelo ao Exército da Ucrânia para que não saia às ruas.

A oposição exige a queda de Yanukovitch desde novembro, quando ele abandonou, sob pressão da Rússia, negociações para associar a Ucrânia à UE. Nos últimos dias, o conflito se tornou especialmente violento.

Ontem a polícia de choque tentou desalojar manifestantes acampados há meses na Praça da Independência, no centro de Kiev. Foi o pior confronto desde que Ucrânia se tornou independente da União Soviética, em dezembro de 1991.

Cada vez mais autoritária sob o governo de Vladimir Putin, a Rússia tenta recriar o chamado império interior soviético, submetendo as antigas repúblicas da URSS ao controle do Kremlin.

No fundo, a luta é para libertar a Ucrânia do jugo imperialista da Rússia. Se os ucranianos tiverem sucesso, serão um bom exemplo para os russos se livrarem de seu "homem-forte", outra herança maldita do comunismo soviético.

Total de mortos em Kiev sobe para 25

O total de mortos no dia mais violento na Ucrânia desde a independência da União Soviética, em dezembro de 1991, subiu para 25, com outras 256 pessoas feridas. Hoje o Ministério da Defesa negou ter convocado o Exército para dispersar os manifestantes, o que poderia agravar ainda mais a situação. A União Europeia ameaça impor sanções ao país.

Sob pressão das ruas para renunciar, o presidente Viktor Yanukovitch pediu aos oposicionistas que isolem os radicais. Ele é aliado ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, o que afastou a Ucrânia de negociações para se associar à União Europeia, em novembro de 2013, gerando a crise.

As Nações Unidas pediram uma investigação independente sobre o conflito de ontem, quando a tropa de choque tentou desalojar os manifestantes acampados na Praça da Independência, no centro da capital.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Putin e Yanukovitch vão se encontrar em Sóchi

Diante do caos em Kiev e nas principais cidades ucranianas, os presidentes da Rússia, Vladimir Putin, e da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, tem encontro marcado na abertura da Olimpíada de Inverno em Sóchi na próxima sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014. Putin ameaça não liberar uma ajuda de emergência de US$ 15 bilhões enquanto a Ucrânia não tiver um novo governo.

A crise na Ucrânia estourou no fim de novembro de 2013, quando Yanukovitch abandonou, sob pressão da Rússia, um acordo de associação com a União Europeia (UE) que minaria o sonho de Putin de criar a União Eurasiana, uma versão degradada da extinta União Soviética.

O acordo com a UE não seria excludente, mas a Rússia não tem como competir economicamente com a Europa. Partiu então para a chantagem, ameaçando cortar o suprimento de gás de que a Ucrânia depende desde a era soviética e oferecendo a ajuda de emergência que agora se nega a liberar.

Nas ruas, a oposição ucraniana exige a renúncia do presidente. Yanukovitch já ofereceu os cargos de primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro, sem sucesso. Por isso, Putin prefere esperar o desfecho de mais uma revolução num país vizinho contra o autoritarismo da era soviética, sempre uma ameaça para o homem-forte do Kremlin.

Se a Ucrânia virar uma democracia, a Rússia pode seguir o exemplo.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Presidente da Ucrânia anistia quem parar de protestar

O presidente Viktor Yanikovitch sancionou uma lei dando anistia aos manifestantes que deixarem a Praça da Independência e os prédios públicos ocupados em Kiev, a capital da Ucrânia, e se afastou do cargo temporariamente alegando problemas de saúde.

A oposição exige sua renúncia e a antecipação da eleição presidencial.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Crise derruba primeiro-ministro da Ucrânia

Sob pressão das ruas, o presidente Viktor Yanukovitch tinha oferecido o cargo à oposição, que não aceitou. Hoje o primeiro-ministro Mikola Azarov pediu demissão com todo o ministério. Horas antes, o Parlamento revogara leis que proibiam manifestações de protesto não autorizadas.

A oposição exige a saída de Yanukovitch, a antecipação da eleição presidencial e a introdução de um regime parlamentarista.

Presidente da Ucrânia revoga lei antimanifestações

Sob intensa pressão das ruas, o presidente Viktor Yanukovitch revogou hoje a lei que proibia manifestações não autorizadas na Ucrânia e impunha pesadas multas a quem a violasse, mas ameaça decretar estado de emergência.

No sábado, Yanukovitch ofereceu à oposição os cargos de primeiro-ministro e vice-primeiro-ministro. Foram rejeitados. A oposição exige a antecipação da eleição presidencial, com a saída imediata de Yanukovitch.

A revolta atingiu no fim de semana o Leste da Ucrânia, região da maior influência da Rússia, tornando a situação cada vez pior o presidente. Os protestos começaram em novembro, quando Yanukovitch abandonou negociações para fechar um acordo comercial com a União Europeia, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin.

O homem-forte da Rússia sonha em restaurar o poder imperial soviético através da União Eurasiana. A Ucrânia é uma pedra fundamental neste projeto.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Oposição rejeita convite para governar a Ucrânia

Em meio a uma batalha nas ruas de Kiev e outras cidades da ex-república soviética da Ucrânia, a oposição rejeitou o convite feito hoje pelo presidente Viktor Yanukovitch para Arseni Iatseniuk ser primeiro-ministro e Vitali Klitschko ser vice-primeiro-ministro, e exigiu a convocação imediata de uma eleição presidencial antecipada.

Iatseniuk, a político mais popular do país, é do partido da ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, presa por corrupção e abuso de poder.

As manifestações começaram há dois meses, quando, sob pressão da Rússia, Yanukovitch abandonou negociações para fazer um acordo comercial com a União Europeia, subordinando ainda mais o país a Moscou.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Centenas de milhares protestam na Ucrânia

Num desafio a uma nova lei que proíbe manifestações não autorizadas, cerca de 200 mil pessoas protestaram hoje contra o governo da Ucrânia, presidido por Viktor Yanukovitch. Para superar a crise, o líder oposicionista Vitali Klitschko advertiu que o país corre risco de guerra civil e pediu a antecipação da eleição presidencial.

Uma onda de manifestações atinge a ex-república soviética da Ucrânia desde novembro, quando, sob pressão do presidente russo, Vladimir Putin, Yanukovitch abandonou negociações para associar o país à União Europeia, optando por um acordo comercial com a Rússia.

Putin sonha em restaurar o poder imperial da União Soviética. Quer criar a União Eurasiana, um bloco comercial reunindo as antigas repúblicas soviéticas. Tem o apoio da Bielorrússia e do Casaquistão. A Ucrânia não poderia ficar de fora.

Sem condições de competir economicamente com a UE, a Rússia usou a dependência histórica da Ucrânia forjada na era soviética para se impor. Se cortar o fornecimento de gás, a Ucrânia fica sem energia.

Mas a oposição liberal pró-Ocidente, que se concentra no Oeste do país e na principalmente na capital, Kiev, está convencida de que seu futuro está na Europa.