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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Presidente anuncia trégua na Ucrânia

Depois de receber líderes da oposição, o presidente Viktor Yanukovitch anunciou hoje à noite uma trégua na Ucrânia, recuando da ameaça de chamar o Exército para esmagar os manifestantes que tomaram a Praça da Independência, no centro de Kiev.

Desde ontem, pelo menos 26 pessoas foram mortas em confrontos entre oposicionistas e a polícia.

A oposição exige a renúncia do presidente. Amanhã, uma missão de paz da União Europeia com três ministros do Exterior, da Alemanha, França e Polônia, vai à capital ucraniana em busca de uma solução negociada.

Yanukovitch seria beneficiário de uma fraude na eleição presidencial de 2004, mas uma multidão saiu às ruas na chamada Revolução Laranja, de 22 de novembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005. Houve nova eleição. O vencedor foi Viktor Yuchenko.

A corrupção e a divisão dos vitoriosos na Revolução Laranja depois que chegaram ao poder deram uma segunda chance a Yanukovitch. Eleito democraticamente, ele está no poder desde 25 de fevereiro de 2010. Desde então, processou e colocou na prisão a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, derrotada na eleição presidencial.

domingo, 7 de abril de 2013

Vinte mil protestam contra governo da Ucrânia

Cerca de 20 mil pessoas se concentraram hoje no centro de Kiev para pedir a queda do presidente Viktor Yanukovich. A manifestação foi convocada pelo movimento Levante, Ucrânia!

Yanukovich foi primeiro-ministro ucraniano de 2002 a 2004. Sua vitória na eleição presidencial daquele ano levou a denúncias de fraude e protestos que culminaram na Revolução Laranja. Em nova eleição, venceu o oposicionista Viktor Yuchenko.

Com a divisão dos líderes da Revolução Laranja, Yuchenko e a primeira-ministro Yulia Timochenko, Yanukovich, apoiado pela Rússia e pelo Leste da Ucrânia, venceu as eleições parlamentares e voltou a ser primeiro-ministro de 2006 a 2007. Em  2010, foi eleito presidente derrotando Timochenko no segundo turno.

No poder, Yanukovich abriu vários processos contra Timochenko, que está na prisão cumprindo pena de sete anos por corrupção e abuso de poder, apesar dos protestos da União Europeia, cujos líderes chegaram a boicotar os jogos disputados na Espanha durante a Copa Europeia de seleções de 2010.

Sob pressão, o presidente ucraniano libertou dois ex-assessores de Timochenko, mas não a ex-primeira-ministra.

domingo, 29 de abril de 2012

Merkel só vai à Eurocopa se Tymochenko for solta

A chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, só vai prestigiar a Eurocopa 2012, que será realizada na Polônia e na Ucrânia, se a ex-primeira-ministra ucrianiana, Yulia Tymochenko, for solta. Ela foi condenada a sete anos de prisão por abuso de poder num processo considerado político.

Em sinal de protesto contra o presidente Viktor Yanukovich, a chefe do governo alemão recomendou a seus ministros que não prestigiem a Eurocopa, com a exceção do ministro do Interior, Hans-Peter Friedrich, encarregado do setor de esportes.

Yulia Tymochenko foi uma das líderes da Revolução Laranja, que impediu a eleição fraudulenta de Yanukovich e levou seu adversário, Viktor Yuchenko, ao poder depois de uma série de manifestações de rua realizadas de novembro de 2004 a janeiro de 2005.