Um comentário publicado no domingo pela agências de notícias oficial Nova China chamou a onda de manifestações pela liberdade e a democracia de "revolução colorida" e cobrou uma repressão mais dura da ditadura comunista chinesa.
As manifestações em Hong Kong se repetem há 12 semanas. Começaram em protesto contra um projeto de lei para autorizar o julgamento de residentes no território, uma zona administrativa especial, na China continental.
Depois, passou a exigir a renúncia da governadora Carrie Lam, subserviente a Beijim, e a realização de eleições diretas para governador e para o Conselho Legislativo, o parlamento local. Nas últimas semanas, houve confrontos violentos entre manifestantes, a polícia e máfias apoiadas pelo regime comunista.
A governadora Carrie Lam prometeu criar uma "plataforma de comunicação", mas não há nenhum diálogo digno do nome.
Ao descrever os protestos como uma "revolução colorida", a ditadura chinesa os compara à Revolução Rosa, de 2003, na ex-república soviética da Geórgia; e à Revolução Laranja, de 2004, na ex-república soviética da Ucrânia. É um alerta que uma repressão ainda mais violenta vem por aí.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019
quinta-feira, 27 de março de 2014
Yulia Timochenko lança candidatura na Ucrânia
A ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada pela revolução que derrubou o presidente Viktor Yanukovich em fevereiro de 2014, anunciou hoje sua candidatura à Presidência da Ucrânia nas eleições de 25 de maio, convocadas para reconstituir as instituições democráticas do país.
Oligarca que enriqueceu logo após a queda do comunismo e o fim da União Soviética, Timochenko foi uma das líderes da Revolução Laranja. De 22 de novembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005, multidões saíram às ruas de Kiev e outras cidades ucranianas para impedir uma fraude eleitoral arquitetada pela Rússia para eleger Yanukovich. Envenenado, o oposicionista Viktor Yuchenko, teve o rosto desfigurado a cada dia publicamente, mas ganhou o "terceiro turno".
No poder, os líderes da Revolução Laranja se dividiram e mantiveram as mesmas práticas corruptas e viciadas, permitindo a vitória de Yahukovic e seus aliados nas eleições parlamentares de 2007 e na eleição presidencial de 2010, quando Timochenko perdeu por pequena margem no segundo turno.
Em 2011, Timochenko foi condenada e presa por corrupção e abuso de poder num processo denunciado como político pela União Europeia. Os líderes europeus boicotaram os jogos na Ucrânia da Copa Europeia de Seleções de 2012, disputada na Polônia e na Ucrânia.
Ela representa o poder corrupto e oligárquico que é a marca das ex-repúblicas da União Soviética, inclusive da Rússia. Mas líderes importantes da revolução como o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk são do partido da ex-primeira-ministra populista e carismática, usa uma transa sobre a cabeça no estilo da princesa Lea, da série Guerra nas Estrelas. Está em terceiro lugar nas pesquisas, mas tem grandes chances e um histórico de boas relações com a Rússia.
Afinal, a Rússia continua concentrando forças junto à fronteira da Ucrânia. Isso levou deputados republicanos da Comissão das Forças Armadas do Congresso dos Estados Unidos a escrever uma carta ao presidente Barack Obama advertindo-o de que a probabilidade de uma invasão russa ao resto da Ucrânia aumentou nos últimos dias.
Oligarca que enriqueceu logo após a queda do comunismo e o fim da União Soviética, Timochenko foi uma das líderes da Revolução Laranja. De 22 de novembro de 2004 a 23 de janeiro de 2005, multidões saíram às ruas de Kiev e outras cidades ucranianas para impedir uma fraude eleitoral arquitetada pela Rússia para eleger Yanukovich. Envenenado, o oposicionista Viktor Yuchenko, teve o rosto desfigurado a cada dia publicamente, mas ganhou o "terceiro turno".
No poder, os líderes da Revolução Laranja se dividiram e mantiveram as mesmas práticas corruptas e viciadas, permitindo a vitória de Yahukovic e seus aliados nas eleições parlamentares de 2007 e na eleição presidencial de 2010, quando Timochenko perdeu por pequena margem no segundo turno.
Em 2011, Timochenko foi condenada e presa por corrupção e abuso de poder num processo denunciado como político pela União Europeia. Os líderes europeus boicotaram os jogos na Ucrânia da Copa Europeia de Seleções de 2012, disputada na Polônia e na Ucrânia.
Ela representa o poder corrupto e oligárquico que é a marca das ex-repúblicas da União Soviética, inclusive da Rússia. Mas líderes importantes da revolução como o primeiro-ministro Arseni Yatseniuk são do partido da ex-primeira-ministra populista e carismática, usa uma transa sobre a cabeça no estilo da princesa Lea, da série Guerra nas Estrelas. Está em terceiro lugar nas pesquisas, mas tem grandes chances e um histórico de boas relações com a Rússia.
Afinal, a Rússia continua concentrando forças junto à fronteira da Ucrânia. Isso levou deputados republicanos da Comissão das Forças Armadas do Congresso dos Estados Unidos a escrever uma carta ao presidente Barack Obama advertindo-o de que a probabilidade de uma invasão russa ao resto da Ucrânia aumentou nos últimos dias.
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
Rússia faz concessões para fechar acordo com a Ucrânia
Depois de rejeitar um acordo de associação proposto pela União Europeia, o presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovitch, se encontrou ontem com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, para fechar um acordo em que Moscou deu um desconto de 33% no preço do gás natural e prometeu comprar US$ 15 bilhões da dívida pública ucraniana.
Yanukovitch é o mesmo homem de Moscou que seria beneficiário de uma fraude eleitoral impedida pela Revolução Laranja em 2004. Os desentendimentos dentro da coligação laranja o levaram ao poder. Ele tratou de encarcerar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko e a fazer o jogo do Kremlin.
O acordo com a UE não restringiria as relações econômicas entre Rússia e Ucrânia, mas os russos não têm como concorrer com o Ocidente. Por isso, Putin tenta impor um acordo para criar seu próprio bloco comercial, enquanto as multidões nas ruas de Kiev querem fazer parte da Europa e não de um arremedo da extinta União Soviética.
Putin segue em frente com seu projeto de restaurar pelo menos parte do poder imperial da URSS. O sonho deste ex-diretor do serviço secreto pós-KGB que se tornou homem-forte da Rússia é submeter o que os russos chamam de "exterior próximo", as antigas repúblicas que formavam a URSS, o império interior soviético. A Ucrânia era a mais importante, depois da Rússia.
O marco do início da história russa é a adoção do cristianismo como religião oficial pelo príncipe Vladimir, de Kiev, em 988. A Rússia Kievana foi o primeiro estado russo e Kiev hoje é a capital da Ucrânia. Assim, para o nacionalismo russo, a Ucrânia é parte da Rússia.
A união foi formalizada em 1654. Quando a URSS se formou, em 1922, foram criadas repúblicas que em tese teriam o direito de se separar, mas sob o império comunista isso nunca saiu do papel.
Em 1954, para festejar os 300 anos de união, o ucraniano Nikita Kruschev, secretário-geral do Partido Comunista da URSS, entregou a região da Crimeia, onde os russos são maioria de 70%, de presente à Ucrânia, mais uma vez com a certeza de que as repúblicas soviéticas eslavas jamais se separariam.
Quando Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidiram criar a Comunidade de Estados Independentes, no Tratado de Minsk, de 1991, acabaram com a URSS. Putin lamenta o que considera a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Gostaria de ser um ditador soviético.
Na separação amigável, o grande problema era a Frota do Mar Negro, uma das principais da URSS, baseada em Sebastopol, na Crimeia, desde o século 18. Depois de prometer não prorrogar o arrendamento da base além de 2017, Yanikovitch aceitou estendê-lo até 2042, com a opção ir até 2047.
Putin vive seu momento de glória. Foi considerado o homem mais poderoso do mundo pela revista Forbes, mas nada pode estar mais distante da realidade. Ele ganhou pontos quando a Rússia se propôs a mediar um acordo para eliminar as armas químicas da Síria, evitando um bombardeio punitivo dos Estados Unidos. Mas também pode, sem querer, ter jogado uma corda de salvação para Obama, que corria o risco de não receber autorização do Congresso para usar a força.
A maioria dos comentaristas internacionais repudia as intervenções militares dos EUA, mas considera fraqueza ameaçar e não atacar. No clássico da estratégia A Arte da Guerra, Sun Tzu afirma que a maior vitória é ganhar a guerra sem disparar um tiro.
Se o objetivo de Obama era eliminar o arsenal químico sírio, mesmo que seja incompleto, se Assad não usar mais armas químicas, foi parcialmente atingido. Ao não bombardear a Síria, os EUA evitaram se envolver diretamente num conflito em que confiam cada vez menos nos rebeldes armados, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda têm um papel cada vez mais preponderante no campo de batalha.
Há pouco mais de um ano, a queda de Assad parecia certa. O aliado de Putin foi salvo. A Rússia voltou a ter alguma influência no Oriente Médio, o que não acontecia desde que Anuar Sadat abancou a URSS e aliou o Egito aos EUA, em 1977, para fazer a paz com Israel e recuperar a Península do Sinai, ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Mas talvez interesse aos EUA e especialmente a seu aliado Israel a continuação da guerra civil na Síria. Enquanto Assad e extremistas muçulmanos estiverem se matando, a exemplo do que aconteceu na Guerra Irã-Iraque (1980-88), Israel estará mais tranquilo do que com jihadistas ou um Assad vitorioso do outro lado do Mar da Galileia.
O bombardeio a Assad também atrapalharia um objetivo estratégico dos EUA, impedir que o Irã faça a bomba atômica. A Síria é a maior aliada do Irã no mundo árabe. Uma reaproximação EUA-Irã alivia a pressão sobre Assad, para revolta da Arábia Saudita, que pela primeira vez discorda abertamente da política americana para o Oriente Médio por causa da Síria e do Irã.
Enquanto prende ativistas do Greenpeace contrários à exploração de petróleo no Oceano Ártico, persegue gays, ativistas dos direitos humanos, quaisquer oposicionistas e jornalistas, promove a olimpíada mais corrupta da história e fecha a mais antiga agência de notícias do país, substituindo-a por uma agência de propaganda, que influência tem Putin sobre o resto do mundo? Escassa. Pode ameaçar a Ucrânia, que depende do gás russo. Todo inverno ele arruma uma desculpa para fechar o gasoduto.
De resto, o poder da Rússia pode se expandir exponencialmente se o país modernizar sua economia e explorar os recursos naturais sem paralelo de seu vasto território. Mas disso Putin não entende. Prefere sonhar com o renascimento de um stalinismo puro, sem ideologia.
Yanukovitch é o mesmo homem de Moscou que seria beneficiário de uma fraude eleitoral impedida pela Revolução Laranja em 2004. Os desentendimentos dentro da coligação laranja o levaram ao poder. Ele tratou de encarcerar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko e a fazer o jogo do Kremlin.
O acordo com a UE não restringiria as relações econômicas entre Rússia e Ucrânia, mas os russos não têm como concorrer com o Ocidente. Por isso, Putin tenta impor um acordo para criar seu próprio bloco comercial, enquanto as multidões nas ruas de Kiev querem fazer parte da Europa e não de um arremedo da extinta União Soviética.
Putin segue em frente com seu projeto de restaurar pelo menos parte do poder imperial da URSS. O sonho deste ex-diretor do serviço secreto pós-KGB que se tornou homem-forte da Rússia é submeter o que os russos chamam de "exterior próximo", as antigas repúblicas que formavam a URSS, o império interior soviético. A Ucrânia era a mais importante, depois da Rússia.
O marco do início da história russa é a adoção do cristianismo como religião oficial pelo príncipe Vladimir, de Kiev, em 988. A Rússia Kievana foi o primeiro estado russo e Kiev hoje é a capital da Ucrânia. Assim, para o nacionalismo russo, a Ucrânia é parte da Rússia.
A união foi formalizada em 1654. Quando a URSS se formou, em 1922, foram criadas repúblicas que em tese teriam o direito de se separar, mas sob o império comunista isso nunca saiu do papel.
Em 1954, para festejar os 300 anos de união, o ucraniano Nikita Kruschev, secretário-geral do Partido Comunista da URSS, entregou a região da Crimeia, onde os russos são maioria de 70%, de presente à Ucrânia, mais uma vez com a certeza de que as repúblicas soviéticas eslavas jamais se separariam.
Quando Rússia, Ucrânia e Bielorrússia decidiram criar a Comunidade de Estados Independentes, no Tratado de Minsk, de 1991, acabaram com a URSS. Putin lamenta o que considera a "maior catástrofe geopolítica do século 20". Gostaria de ser um ditador soviético.
Na separação amigável, o grande problema era a Frota do Mar Negro, uma das principais da URSS, baseada em Sebastopol, na Crimeia, desde o século 18. Depois de prometer não prorrogar o arrendamento da base além de 2017, Yanikovitch aceitou estendê-lo até 2042, com a opção ir até 2047.
Putin vive seu momento de glória. Foi considerado o homem mais poderoso do mundo pela revista Forbes, mas nada pode estar mais distante da realidade. Ele ganhou pontos quando a Rússia se propôs a mediar um acordo para eliminar as armas químicas da Síria, evitando um bombardeio punitivo dos Estados Unidos. Mas também pode, sem querer, ter jogado uma corda de salvação para Obama, que corria o risco de não receber autorização do Congresso para usar a força.
A maioria dos comentaristas internacionais repudia as intervenções militares dos EUA, mas considera fraqueza ameaçar e não atacar. No clássico da estratégia A Arte da Guerra, Sun Tzu afirma que a maior vitória é ganhar a guerra sem disparar um tiro.
Se o objetivo de Obama era eliminar o arsenal químico sírio, mesmo que seja incompleto, se Assad não usar mais armas químicas, foi parcialmente atingido. Ao não bombardear a Síria, os EUA evitaram se envolver diretamente num conflito em que confiam cada vez menos nos rebeldes armados, onde jihadistas ligados à rede terrorista Al Caeda têm um papel cada vez mais preponderante no campo de batalha.
Há pouco mais de um ano, a queda de Assad parecia certa. O aliado de Putin foi salvo. A Rússia voltou a ter alguma influência no Oriente Médio, o que não acontecia desde que Anuar Sadat abancou a URSS e aliou o Egito aos EUA, em 1977, para fazer a paz com Israel e recuperar a Península do Sinai, ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Mas talvez interesse aos EUA e especialmente a seu aliado Israel a continuação da guerra civil na Síria. Enquanto Assad e extremistas muçulmanos estiverem se matando, a exemplo do que aconteceu na Guerra Irã-Iraque (1980-88), Israel estará mais tranquilo do que com jihadistas ou um Assad vitorioso do outro lado do Mar da Galileia.
O bombardeio a Assad também atrapalharia um objetivo estratégico dos EUA, impedir que o Irã faça a bomba atômica. A Síria é a maior aliada do Irã no mundo árabe. Uma reaproximação EUA-Irã alivia a pressão sobre Assad, para revolta da Arábia Saudita, que pela primeira vez discorda abertamente da política americana para o Oriente Médio por causa da Síria e do Irã.
Enquanto prende ativistas do Greenpeace contrários à exploração de petróleo no Oceano Ártico, persegue gays, ativistas dos direitos humanos, quaisquer oposicionistas e jornalistas, promove a olimpíada mais corrupta da história e fecha a mais antiga agência de notícias do país, substituindo-a por uma agência de propaganda, que influência tem Putin sobre o resto do mundo? Escassa. Pode ameaçar a Ucrânia, que depende do gás russo. Todo inverno ele arruma uma desculpa para fechar o gasoduto.
De resto, o poder da Rússia pode se expandir exponencialmente se o país modernizar sua economia e explorar os recursos naturais sem paralelo de seu vasto território. Mas disso Putin não entende. Prefere sonhar com o renascimento de um stalinismo puro, sem ideologia.
domingo, 7 de abril de 2013
Vinte mil protestam contra governo da Ucrânia
Cerca de 20 mil pessoas se concentraram hoje no centro de Kiev para pedir a queda do presidente Viktor Yanukovich. A manifestação foi convocada pelo movimento Levante, Ucrânia!
Yanukovich foi primeiro-ministro ucraniano de 2002 a 2004. Sua vitória na eleição presidencial daquele ano levou a denúncias de fraude e protestos que culminaram na Revolução Laranja. Em nova eleição, venceu o oposicionista Viktor Yuchenko.
Com a divisão dos líderes da Revolução Laranja, Yuchenko e a primeira-ministro Yulia Timochenko, Yanukovich, apoiado pela Rússia e pelo Leste da Ucrânia, venceu as eleições parlamentares e voltou a ser primeiro-ministro de 2006 a 2007. Em 2010, foi eleito presidente derrotando Timochenko no segundo turno.
No poder, Yanukovich abriu vários processos contra Timochenko, que está na prisão cumprindo pena de sete anos por corrupção e abuso de poder, apesar dos protestos da União Europeia, cujos líderes chegaram a boicotar os jogos disputados na Espanha durante a Copa Europeia de seleções de 2010.
Sob pressão, o presidente ucraniano libertou dois ex-assessores de Timochenko, mas não a ex-primeira-ministra.
Yanukovich foi primeiro-ministro ucraniano de 2002 a 2004. Sua vitória na eleição presidencial daquele ano levou a denúncias de fraude e protestos que culminaram na Revolução Laranja. Em nova eleição, venceu o oposicionista Viktor Yuchenko.
Com a divisão dos líderes da Revolução Laranja, Yuchenko e a primeira-ministro Yulia Timochenko, Yanukovich, apoiado pela Rússia e pelo Leste da Ucrânia, venceu as eleições parlamentares e voltou a ser primeiro-ministro de 2006 a 2007. Em 2010, foi eleito presidente derrotando Timochenko no segundo turno.
No poder, Yanukovich abriu vários processos contra Timochenko, que está na prisão cumprindo pena de sete anos por corrupção e abuso de poder, apesar dos protestos da União Europeia, cujos líderes chegaram a boicotar os jogos disputados na Espanha durante a Copa Europeia de seleções de 2010.
Sob pressão, o presidente ucraniano libertou dois ex-assessores de Timochenko, mas não a ex-primeira-ministra.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Eurocopa chega à Europa Oriental
A Euro 2012, a copa européia de seleções nacionais de futebol, começa hoje na Polônia e na Ucrânia, dois países do antigo bloco soviético. Estavam do outro lado da cortina de ferro que dividia o mundo entre capitalismo e comunismo. É a Eurocopa chegando à Europa Oriental.
Se Polônia é um tigre do Leste Europeu, com crescimento médio de 5% nos últimos anos, a Ucrânia tem sérios problemas políticos e econômicos.
Membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Polônia foi capaz de evitar a recessão. Cresceu 1,6% em 2009, enquanto a União Europeia recuava 4,9%. Depois de alguns conflitos na era pós-comunismo, tem hoje um governo estável de centro-direita.
Já a Ucrânia era uma das repúblicas da União Soviética. Fazia parte do chamado "império interior soviético", que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, insiste em recriar, ainda que informalmente.
Depois da Revolução Laranja, que impediu uma fraude eleitoral para beneficiar Viktor Yanukovic, em 2004, seus líderes se desentenderam. Hoje o candidato barrado pela revolução ganhou as eleições e mandou processar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, que está na cadeia, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder numa negociação de gás com a Rússia.
Como a União Europeia entende que o processo foi político e não respeitou as normas internacionais sobre direito de defesa, seus líderes decidiram boicotar os jogos na Ucrânia. Mesmo que a Alemanha, uma das favoritas, chegue à final, a primeira-ministra Angela Merkel não irá a Kiev, a capital ucraniana em boicote a Yanukovich. Outros líderes da UE prometem fazer o mesmo.
De um lado, o torneio mostra uma Polônia moderna e liberal, próspera, com taxa de crescimento elevado, solidamente integrada à Europa, com as relações com a Alemanha em seu melhor momento histórico. Do outro, uma Ucrânia afundada na crise econômica e na corrupção, com um capitalismo oligárquico e mafioso, e um regime político autoritário, mais próxima da Rússia.
Outra questão importante que assusta os organizadores é o risco de manifestações racistas de grupos de extrema direita, informa o jornal The New York Times, ao fazer um balanço do torneio que deveria consagrar a inserção de duas grandes nações na Europa moderna, desenvolvida e civilizada.
Se Polônia é um tigre do Leste Europeu, com crescimento médio de 5% nos últimos anos, a Ucrânia tem sérios problemas políticos e econômicos.
Membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Polônia foi capaz de evitar a recessão. Cresceu 1,6% em 2009, enquanto a União Europeia recuava 4,9%. Depois de alguns conflitos na era pós-comunismo, tem hoje um governo estável de centro-direita.
Já a Ucrânia era uma das repúblicas da União Soviética. Fazia parte do chamado "império interior soviético", que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, insiste em recriar, ainda que informalmente.
Depois da Revolução Laranja, que impediu uma fraude eleitoral para beneficiar Viktor Yanukovic, em 2004, seus líderes se desentenderam. Hoje o candidato barrado pela revolução ganhou as eleições e mandou processar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, que está na cadeia, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder numa negociação de gás com a Rússia.
Como a União Europeia entende que o processo foi político e não respeitou as normas internacionais sobre direito de defesa, seus líderes decidiram boicotar os jogos na Ucrânia. Mesmo que a Alemanha, uma das favoritas, chegue à final, a primeira-ministra Angela Merkel não irá a Kiev, a capital ucraniana em boicote a Yanukovich. Outros líderes da UE prometem fazer o mesmo.
De um lado, o torneio mostra uma Polônia moderna e liberal, próspera, com taxa de crescimento elevado, solidamente integrada à Europa, com as relações com a Alemanha em seu melhor momento histórico. Do outro, uma Ucrânia afundada na crise econômica e na corrupção, com um capitalismo oligárquico e mafioso, e um regime político autoritário, mais próxima da Rússia.
Outra questão importante que assusta os organizadores é o risco de manifestações racistas de grupos de extrema direita, informa o jornal The New York Times, ao fazer um balanço do torneio que deveria consagrar a inserção de duas grandes nações na Europa moderna, desenvolvida e civilizada.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
FMI oferece US$ 14 bilhões à Ucrânia
A primeira-ministra Yulia Timochenko afirmou hoje que o Fundo Monetário Internacional (FMI) está pronto para oferecer um empréstimo de emergência para a Ucrânia enfrentar a crise financeira global, desde que o presidente Victor Iuvchenko desista de convocar eleições antecipadas.
Os dois foram aliados na Revolução Laranja, que contestou uma eleição fraudulenta em novembro de 2004. Depois, começaram a divergir e disputar o poder. A última ruptura foi conseqüência da invasão russa à ex-república soviética da Geórgia. Yushenko denunciou energicamente a agressão da Rússia, enquanto a primeira-ministra alegou que provocar Moscou seria contraproducente.
Os dois foram aliados na Revolução Laranja, que contestou uma eleição fraudulenta em novembro de 2004. Depois, começaram a divergir e disputar o poder. A última ruptura foi conseqüência da invasão russa à ex-república soviética da Geórgia. Yushenko denunciou energicamente a agressão da Rússia, enquanto a primeira-ministra alegou que provocar Moscou seria contraproducente.
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