Pela primeira vez, o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, admitiu hoje adiar os Jogos Olímpicos de Tóquio, que deveriam começar em 24 de julho, por causa da pandemia do novo coronavírus. O Comitê Olímpico Internacional (COI) devem tomar a decisão em quatro semanas.
O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) havia feito um pedido de adiantamento dos jogos. Ontem, o Canadá anunciou oficialmente que não participaria, aumentando a pressão sobre os organizadores. A Austrália também declarou que os Jogos não poderiam ser realizados nas atuais condições.
A Olimpíada de Tóquio pode ser realizada em escala menor, com menos atletas e menos competições. O mais provável é que seja adiada para o ano que vem, como aconteceu com torneios importantes do futebol mundial como a Copa América e a Eurocopa.
Em tempos de paz, os Jogos Olímpicos nunca foram cancelados. A Olimpíada de 1940, que seria realizada em Tóquio, foi adiada por causa da Segunda Guerra Mundial. Em 1980, em Moscou, os Jogos foram boicotados pelos Estados Unidos e aliados por causa da invasão soviética ao Afeganistão em 1979.
Já se fala que há uma maldição que atrapalha as olimpíadas a cada 40 anos.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Eurocopa. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eurocopa. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 23 de março de 2020
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Eurocopa chega à Europa Oriental
A Euro 2012, a copa européia de seleções nacionais de futebol, começa hoje na Polônia e na Ucrânia, dois países do antigo bloco soviético. Estavam do outro lado da cortina de ferro que dividia o mundo entre capitalismo e comunismo. É a Eurocopa chegando à Europa Oriental.
Se Polônia é um tigre do Leste Europeu, com crescimento médio de 5% nos últimos anos, a Ucrânia tem sérios problemas políticos e econômicos.
Membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Polônia foi capaz de evitar a recessão. Cresceu 1,6% em 2009, enquanto a União Europeia recuava 4,9%. Depois de alguns conflitos na era pós-comunismo, tem hoje um governo estável de centro-direita.
Já a Ucrânia era uma das repúblicas da União Soviética. Fazia parte do chamado "império interior soviético", que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, insiste em recriar, ainda que informalmente.
Depois da Revolução Laranja, que impediu uma fraude eleitoral para beneficiar Viktor Yanukovic, em 2004, seus líderes se desentenderam. Hoje o candidato barrado pela revolução ganhou as eleições e mandou processar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, que está na cadeia, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder numa negociação de gás com a Rússia.
Como a União Europeia entende que o processo foi político e não respeitou as normas internacionais sobre direito de defesa, seus líderes decidiram boicotar os jogos na Ucrânia. Mesmo que a Alemanha, uma das favoritas, chegue à final, a primeira-ministra Angela Merkel não irá a Kiev, a capital ucraniana em boicote a Yanukovich. Outros líderes da UE prometem fazer o mesmo.
De um lado, o torneio mostra uma Polônia moderna e liberal, próspera, com taxa de crescimento elevado, solidamente integrada à Europa, com as relações com a Alemanha em seu melhor momento histórico. Do outro, uma Ucrânia afundada na crise econômica e na corrupção, com um capitalismo oligárquico e mafioso, e um regime político autoritário, mais próxima da Rússia.
Outra questão importante que assusta os organizadores é o risco de manifestações racistas de grupos de extrema direita, informa o jornal The New York Times, ao fazer um balanço do torneio que deveria consagrar a inserção de duas grandes nações na Europa moderna, desenvolvida e civilizada.
Se Polônia é um tigre do Leste Europeu, com crescimento médio de 5% nos últimos anos, a Ucrânia tem sérios problemas políticos e econômicos.
Membro da União Europeia e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a Polônia foi capaz de evitar a recessão. Cresceu 1,6% em 2009, enquanto a União Europeia recuava 4,9%. Depois de alguns conflitos na era pós-comunismo, tem hoje um governo estável de centro-direita.
Já a Ucrânia era uma das repúblicas da União Soviética. Fazia parte do chamado "império interior soviético", que o presidente da Rússia, Vladimir Putin, insiste em recriar, ainda que informalmente.
Depois da Revolução Laranja, que impediu uma fraude eleitoral para beneficiar Viktor Yanukovic, em 2004, seus líderes se desentenderam. Hoje o candidato barrado pela revolução ganhou as eleições e mandou processar a ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, que está na cadeia, condenada a sete anos de prisão por abuso de poder numa negociação de gás com a Rússia.
Como a União Europeia entende que o processo foi político e não respeitou as normas internacionais sobre direito de defesa, seus líderes decidiram boicotar os jogos na Ucrânia. Mesmo que a Alemanha, uma das favoritas, chegue à final, a primeira-ministra Angela Merkel não irá a Kiev, a capital ucraniana em boicote a Yanukovich. Outros líderes da UE prometem fazer o mesmo.
De um lado, o torneio mostra uma Polônia moderna e liberal, próspera, com taxa de crescimento elevado, solidamente integrada à Europa, com as relações com a Alemanha em seu melhor momento histórico. Do outro, uma Ucrânia afundada na crise econômica e na corrupção, com um capitalismo oligárquico e mafioso, e um regime político autoritário, mais próxima da Rússia.
Outra questão importante que assusta os organizadores é o risco de manifestações racistas de grupos de extrema direita, informa o jornal The New York Times, ao fazer um balanço do torneio que deveria consagrar a inserção de duas grandes nações na Europa moderna, desenvolvida e civilizada.
Assinar:
Postagens (Atom)