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sábado, 27 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Junho

MÓRMONS  

   Em 1844, uma multidão invade uma prisão em Cartago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mata Joseph Smith, fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e seu irmão Hyrum.

Smith nasce em Vermont em 1805. Aos 18 anos, conta ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni que lhe revela um texto sagrado desaparecido que teria sido escrito e gravado em placas de ouro por nativos americanos no século 4, com relato sobre uma colônia israelita que teria existido na América em tempos ancestrais.

Durante anos, Smith dita o texto para sua mulher e outros escribas. Em 1830, é publicado o Livro de Mórmon. No mesmo ano, ele funda a Igreja de Cristo, que depois muda de nome para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A religião logo atrai devotos, mas provoca críticas por adotar práticas como a poligamia. Em 1844, Smith anuncia sua candidatura à Presidência dos EUA, o que aumenta a reação contra a seita. Depois de destruir a gráfica de um jornal crítico de sua religião, Smith convoca uma milícia para defendê-lo na cidade de Nauvu, em Illinois.

Acusados de traição e conspiração, ele e o irmão são presos e mortos pela malta que invade a prisão. Dois anos depois, seu sucessor, Brigham Young, lidera uma fuga para o Oeste para escapar da perseguição. Em julho de 1847, 148 pioneiros chegam ao Lago Salgado de Utah, refundam a religião e se preparam para receber dezenas de milhares de migrantes atraídos pela fé.

MOEDA NACIONAL DO JAPÃO

    Em 1871, o iene, que circula desde 1869, se torna a moeda oficial do Japão, substituindo as notas emitidas pelos senhores feudais, que circulavam desde o século 16, no tempo de uma guerra civil em que não havia um governo que controlasse todo ou quase todo o território japonês.

No início do Xogunato Tokugawa (1603-1868), o Japão se fecha para o mundo exterior, só faz comércio em dois portos até o almirante norte-americano Matthew Parry ameaçar bombardear o porto de Tóquio em 1853 e 1854 para abrir o país ao comércio internacional.

Para não ser colonizado pelas potências ocidentais, o Japão percebe que precisa se modernizar. Em 1868, acaba o xogunato. Começa a era da Restauração Meiji, a restauração do poder do imperador.

Entre as reformas para a modernização do país, o iene é adotado como moeda nacional.

ENIGMA

    Em 1940, a Alemanha Nazista usa pela primeira vez a máquina de codificação Enigma para proteger as comunicações por rádio com a França ocupada.


Os alemães instalam estações de rádio em Brest e no porto de Cherbourg para melhorar a comunicação com seus aviões de combate durante a Batalha da Inglaterra, vencida pela Força Aérea Real britânica.

A máquina Enigma é criada em 1919 pelo holandês Hugo Koch para uso em negócios. Os alemães a adaptam para a guerra e consideram seus códigos secretos indecifráveis. Mas os britânicos descobrem os códigos e decifram todas as mensagens alemãs.

EUA ENTRAM NA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, o presidente Harry Truman manda as forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul entrar na guerra contra a Coreia do Norte, que invadira o Sul dois dias antes, no início da Guerra da Coreia (1950-53).

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os EUA e a União Soviética ocupam a Coreia, que era dominada pelo Japão desde 1910. Em 1948, a divisão é oficializada com a fundação da Coreia do Norte e da Coreia do Sul.

A guerra começa quando 90 mil soldados norte-coreanos cruzam o paralelo 38º Norte e invadem o Sul com o objetivo de reunificar a Península Coreana sob o regime comunista. Como estava boicotando o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de exclusão da República Popular da China (comunista), a URSS não veta a resolução que autoriza o uso da força, em 28 de junho. Até hoje, os EUA tem um mandato da ONU para reunificar a Coreia.

Em 30 de junho, Truman anuncia o envio de mais soldados para a Coreia do Sul. Uma semana depois, o Conselho de Segurança da ONU coloca a força internacional sob o comando dos EUA.

Quando a aliança liderada pelos EUA invade o Norte, o 4º Exército da China cruza o Rio Yalu, em outubro de 1950. Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia – e a China vence ao forçar os norte-americanos e aliados a recuar para o sul do do paralelo 38º N e restaurar a situação anterior à guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto a sua fronteira.

Depois de anos de impasse de cerca de 5 milhões de mortes, um cessar-fogo acaba com a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953. Até hoje, não assinado um acordo de paz. O desenvolvimento de armas nucleares pelo Norte voltou a tornar a última fronteira da Guerra Fria num dos lugares mais perigosos do mundo.

BANDEIRA DA CONFEDERAÇÃO

    Em 2015, a ativista negra Brittany Bree Newsome escala o mastro e retira a bandeira da Confederação que tremula diante do palácio do governo do estado da Geórgia.

Até 2001, a bandeira dos Estados Confederados da América (Sul), que queriam se separar da União por não aceitar o abolição da escravatura, é a bandeira do estado da Geórgia. A tentativa de separação causa a Guerra da Secessão (1861-65), a pior guerra da história dos EUA.

Bree é presa ao descer. O jogador de basquete Dwayne Wade e o cineasta Michael Moore pagam a fiança. O gesto de desobediência civil – um protesto contra o massacre de nove negros numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, dez dias antes – provoca uma discussão sobre a manutenção dos símbolos da Confederação. Em 9 de julho, a Assembleia Legislativa aprova lei para remover definitivamente a bandeira.

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sexta-feira, 27 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 27 de Junho

MÓRMONS  

   Em 1844, uma multidão invade uma prisão em Cartago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mata Joseph Smith, fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e seu irmão Hyrum.

Smith nasce em Vermont em 1805. Aos 18 anos, conta ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni que lhe revela um texto sagrado desaparecido que teria sido escrito e gravado em placas de ouro por nativos americanos no século 4, com relato sobre uma colônia israelita que teria existido na América em tempos ancestrais.

Durante anos, Smith dita o texto para sua mulher e outros escribas. Em 1830, é publicado o Livro de Mórmon. No mesmo ano, ele funda a Igreja de Cristo, que depois muda de nome para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A religião logo atrai devotos, mas provoca críticas por adotar práticas como a poligamia. Em 1844, Smith anuncia sua candidatura à Presidência dos EUA, o que aumenta a reação contra a seita. Depois de destruir a gráfica de um jornal crítico de sua religião, Smith convoca uma milícia para defendê-lo na cidade de Nauvu, em Illinois.

Acusados de traição e conspiração, ele e o irmão são presos e mortos pela malta que invade a prisão. Dois anos depois, seu sucessor, Brigham Young, lidera uma fuga para o Oeste para escapar da perseguição. Em julho de 1847, 148 pioneiros chegam ao Lago Salgado de Utah, refundam a religião e se preparam para receber dezenas de milhares de migrantes atraídos pela fé.

MOEDA NACIONAL DO JAPÃO

    Em 1871, o iene, que circula desde 1869, se torna a moeda oficial do Japão, substituindo as notas emitidas pelos senhores feudais, que circulavam desde o século 16, no tempo de uma guerra civil em que não havia um governo que controlasse todo ou quase todo o território japonês.

No início do Xogunato Tokugawa (1603-1868), o Japão se fecha para o mundo exterior, só faz comércio em dois portos até o almirante norte-americano Matthew Parry ameaçar bombardear o porto de Tóquio em 1853 e 1854 para abrir o país ao comércio internacional.

Para não ser colonizado pelas potências ocidentais, o Japão percebe que precisa se modernizar. Em 1868, acaba o xogunato. Começa a era da Restauração Meiji, a restauração do poder do imperador.

Entre as reformas para a modernização do país, o iene é adotado como moeda nacional.

ENIGMA

    Em 1940, a Alemanha Nazista usa pela primeira vez a máquina de codificação Enigma para proteger as comunicações por rádio com a França ocupada.


Os alemães instalam estações de rádio em Brest e no porto de Cherbourg para melhorar a comunicação com seus aviões de combate durante a Batalha da Inglaterra, vencida pela Força Aérea Real.

A máquina Enigma havia sido criada em 1919 pelo holandês Hugo Koch para uso em negócios. Os alemães a adaptam para a guerra e consideram seus códigos secretos indecifráveis. Mas os britânicos descobrem os códigos e decifram todas as mensagens alemãs.

EUA ENTRAM NA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, o presidente Harry Truman manda as forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul entrar na guerra contra a Coreia do Norte, que invadira o Sul dois dias antes, no início da Guerra da Coreia (1950-53).

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os EUA e a União Soviética ocupam a Coreia, que era dominada pelo Japão desde 1910. Em 1948, a divisão é oficializada com a fundação da Coreia do Norte e da Coreia do Sul.

A guerra começa quando 90 mil soldados norte-coreanos cruzam o paralelo 38º Norte e invadem o Sul com o objetivo de reunificar a Península Coreana sob o regime comunista. Como estava boicotando o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de exclusão da República Popular da China (comunista), a URSS não veta a resolução que autoriza o uso da força, em 28 de junho. Até hoje, os EUA tem um mandato da ONU para reunificar a Coreia.

Em 30 de junho, Truman anuncia o envio de mais soldados para a Coreia do Sul. Uma semana depois, o Conselho de Segurança da ONU coloca a força internacional sob o comando dos EUA.

Quando a aliança liderada pelos EUA invade o Norte, o 4º Exército da China cruza o Rio Yalu, em outubro de 1950. Há uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia – e a China vence ao forçar os norte-americanos e aliados a recuar para o sul do do paralelo 38º N e restaurar a situação anterior à guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto a sua fronteira.

Depois de anos de impasse de cerca de 5 milhões de mortes, um cessar-fogo acabou com a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953. Até hoje, não foi assinado um cessar-fogo. O desenvolvimento de armas nucleares pelo Norte voltou a tornar a última fronteira da Guerra Fria num dos lugares mais perigosos do mundo.

BANDEIRA DA CONFEDERAÇÃO

    Em 2015, a ativista negra Brittany Bree Newsome escala o mastro e retira a bandeira da Confederação que tremulava diante do palácio do governo do estado da Geórgia.

Até 2001, a bandeira dos Estados Confederados da América (Sul), que queriam se separar da União por não aceitar o abolição da escravatura, é a bandeira do estado da Geórgia. A tentativa de separação causa a Guerra da Secessão (1861-65), a pior da história dos EUA.

Bree é presa ao descer. O jogador de basquete Dwayne Wade e o cineasta Michael Moore pagam a fiança. O gesto de desobediência civil – um protesto contra o massacre de nove negros numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, dez dias antes – provoca uma discussão sobre a manutenção dos símbolos da Confederação. Em 9 de julho, a Assembleia Legislativa aprova lei para remover definitivamente a bandeira. 

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 27 de Junho

MÓRMONS  

   Em 1844, uma multidão invade uma prisão em Cartago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mata Joseph Smith, fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e seu irmão Hyrum.

Smith nasce em Vermont em 1805. Aos 18 anos, conta ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni que lhe revela um texto sagrado desaparecido que teria sido escrito e gravado em placas de ouro por nativos americanos no século 4, com relato sobre uma colônia israelita que teria existido na América em tempos ancestrais.

Durante anos, Smith dita o texto para sua mulher e outros escribas. Em 1830, é publicado o Livro de Mórmon. No mesmo ano, ele funda a Igreja de Cristo, que depois muda de nome para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A religião logo atrai devotos, mas provoca críticas por adotar práticas como a poligamia. Em 1844, Smith anuncia sua candidatura à Presidência dos EUA, o que aumenta a reação contra a seita. Depois de destruir a gráfica de um jornal crítico de sua religião, Smith convoca uma milícia para defendê-lo na cidade de Nauvu, em Illinois.

Acusados de traição e conspiração, ele e o irmão são presos e mortos pela malta que invade a prisão. Dois anos depois, seu sucessor, Brigham Young, lidera uma fuga para o Oeste para escapar da perseguição. Em julho de 1847, 148 pioneiros chegam ao Lago Salgado de Utah, refundam a religião e se preparam para receber dezenas de milhares de migrantes atraídos pela fé.

MOEDA NACIONAL DO JAPÃO

    Em 1871, o iene, que circula desde 1869, se torna a moeda oficial do Japão, substituindo as notas emitidas pelos senhores feudais, que circulavam desde o século 16, no tempo de uma guerra civil em que não havia um governo que controlasse todo ou quase todo o território japonês.

No início do Xogunato Tokugawa (1603-1868), o Japão se fecha para o mundo exterior, só faz comércio em dois portos até o almirante norte-americano Matthew Parry ameaça bombardear o porto de Tóquio em 1853 e 1854 para abrir o país ao comércio internacional.

Para não ser colonizado pelas potências ocidentais, o Japão percebe que precisa se modernizar. Em 1868, acaba o xogunato. Começa a era da Restauração Meiji, a restauração do poder do imperador.

Entre as reformas para a modernização do país, o iene é adotado como moeda nacional.

ENIGMA

    Em 1940, a Alemanha Nazista usa pela primeira vez a máquina de codificação Enigma para proteger as comunicações por rádio com a França ocupada.


Os alemães instalam estações de rádio em Brest e no porto de Cherbourg para melhorar a comunicação com seus aviões de combate durante a Batalha da Inglaterra, vencida pela Força Aérea Real.

A máquina Enigma havia sido criada em 1919 pelo holandês Hugo Koch para uso em negócios. Os alemães a adaptam para a guerra e consideram seus códigos secretos indecifráveis. Mas os britânicos descobrem os códigos e decifram todas as mensagens alemãs.

EUA ENTRAM NA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, o presidente Harry Truman manda as forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul entrar na guerra contra a Coreia do Norte, que invadira o Sul dois dias antes, no início da Guerra da Coreia (1950-53).

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os EUA e a União Soviética ocupam a Coreia, que era dominada pelo Japão desde 1910. Em 1948, a divisão é oficializada com a fundação da Coreia do Norte e da Coreia do Sul.

A guerra começa quando 90 mil soldados norte-coreanos cruzam o paralelo 38º Norte e invadem o Sul com o objetivo de reunificar a Península Coreana sob o regime comunista. Como estava boicotando o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de exclusão da República Popular da China (comunista), a URSS não veta a resolução que autoriza o uso da força, em 28 de junho. Até hoje, os EUA tem um mandato da ONU para reunificar a Coreia.

Em 30 de junho, Truman anuncia o envio de mais soldados para a Coreia do Sul. Uma semana depois, o Conselho de Segurança da ONU coloca a força internacional sob o comando dos EUA.

Quando a aliança liderada pelos EUA invade o Norte, o 4º Exército da China cruza o Rio Yalu, em outubro de 1950. Houve uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia - e a China venceu ao forçar os americanos e aliados a recuar para o sul do do paralelo 38º N e restaurar a situação anterior à guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto a sua fronteira.

Depois de anos de impasse de cerca de 5 milhões de mortes, um cessar-fogo acabou com a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953. Até hoje, não foi assinado um cessar-fogo. O desenvolvimento de armas nucleares pelo Norte voltou a tornar a última fronteira da Guerra Fria num dos lugares mais perigosos do mundo.

BANDEIRA DA CONFEDERAÇÃO

    Em 2015, a ativista negra Brittany Bree Newsome escala o mastro e retira a bandeira da Confederação que tremulava diante do palácio do governo do estado da Geórgia.

Até 2001, a bandeira dos Estados Confederados da América (Sul), que queriam se separar da União por não aceitar o abolição da escravatura, é a bandeira do estado da Geórgia. A tentativa de separação causa a Guerra da Secessão (1861-65), a pior da história dos EUA.

Bree é presa ao descer. O jogador de basquete Dwayne Wade e o cineasta Michael Moore pagam a fiança. O gesto de desobediência civil – um protesto contra o massacre de nove negros numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, dez dias antes – provoca uma discussão sobre a manutenção dos símbolos da Confederação. Em 9 de julho, a Assembleia Legislativa aprova lei para remover definitivamente a bandeira.

terça-feira, 15 de agosto de 2023

Trump é denunciado criminalmente de novo e acumula 91 acusações

 O ex-presidente Donald Trump e 18 co-conspiradores foram denunciados ontem com 41 acusações por formar uma "organização criminosa" para tentar mudar o resultado da eleição presidencial de 3 de novembro de 2020 no estado da Geórgia, vencida pelo presidente Joe Biden. Entre os réus, estão o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani e o ex-chefe da Casa Civil da Casa Branca Mark Meadows. Todos os réus têm 10 dias para se apresentar à Justiça.

Em uma reunião de 10 horas, um tribunal do júri aceitou todas as acusações apresentadas pela promotora do distrito de Fulton, Fani Willis, à Justiça da Geórgia, nos Estados Unidos. Elas incluem pirataria cibernética, declarações falsas e assédio. É o quarto processo criminal aberto contra Trump em menos de seis meses, num total de 91 acusações, 13 neste caso.

A denúncia de 98 páginas cita 161 ações distintas da suposta conspiração criminosa, inclusive o falso testemunho de Giuliani pretextando fraude eleitoral na Assembleia Legislativa da Geórgia, em dezembro de 2020, e o telefonema em que Trump pressionou o secretário de Estado georgiano, Brad Raffensperger, em janeiro de 2021, a "encontrar" 11.780 votos para ele, um a mais do que o necessário para vencer Biden. A conversa foi gravada e desencadeou a investigação.

Ao comentar o novo processo, o ex-presidente reafirmou que foi vítima de fraude eleitoral na Geórgia, o que é mentira. Depois da eleições, advogados de Trump entraram com 61 ações judiciais com alegações de fraude. Todas foram rejeitadas por falta de provas. Sem obter sucesso legalmente, recorreu a ações criminosas.

Três membros do Partido Republicano na Geórgia que tentaram enviar votos falsos ao Colégio Eleitoral fizeram acordos de delação premiada com a promotoria para evitar uma condenação.

Trump foi denunciado à Justiça do Estado de Nova York em 4 de abril deste ano pelo promotor distrital de Manhattan, Alvin Bragg, com 34 acusações de fraude empresarial e contábil ao forjar documentos de suas empresas para encobrir um pagamento de US$ 130 mil feito à atriz pornô Stormy Daniels durante a campanha eleitoral de 2016 para comprar o silêncio sobre um caso amoroso entre os dois.

Em 8 de junho, o procurador especial Jack Smith denunciou Trump à Justiça Federal por levar para casa documentos secretos, ultrassecretos e confidencias, e tentar obstruir a investigação, num total de 40 acusações. O julgamento está marcado para maio de 2024 na Justiça Federal de Miami.

A tentativa de golpe de Estado, ao tentar obstruir a certificação da vitória de Biden pelo Congresso em 6 de janeiro de 2021 e mudar o resultado da eleição em sete estados, levou a mais uma denúncia de Smith, com quatro acusações, em 1º de agosto. Este caso está em Washington, onde os democratas são a grande maioria do eleitorado, o que deve pesar na escolha do júri. O julgamento ainda não tem data marcada.

Em todos os casos, o ex-presidente alega inocência e se diz vítima de uma conspiração para interferir na eleição presidencial.

Apesar de ser réu em quatro processos, Trump lidera com ampla vantagem as pesquisas sobre as eleições primárias do Partido Republicano e poderá ser candidato à Presidência dos EUA em 2024. Mas, se for condenado na Geórgia, não poderá dar o perdão presidencial a si mesmo porque não terá autoridade sobre a Justiça estadual.

terça-feira, 27 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 27 de Junho

MÓRMONS  

   Em 1844, uma multidão invade uma prisão em Cartago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos, e mata Joseph Smith, fundador da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (mórmon), e seu irmão Hyrum.

Smith nasce em Vermont em 1805. Aos 18 anos, conta ter recebido a visita de um anjo chamado Moroni que lhe revela um texto sagrado desaparecido que teria sido escrito e gravado em placas de ouro por nativos americanos no século 4, com relato sobre uma colônia israelita que teria existido na América em tempos ancestrais.

Durante anos, Smith dita o texto para sua mulher e outros escribas. Em 1830, é publicado o Livro de Mórmon. No mesmo ano, ele funda a Igreja de Cristo, que depois muda de nome para Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

A religião logo atrai devotos, mas provoca críticas por adotar práticas como a poligamia. Em 1844, Smith anuncia sua candidatura à Presidência dos EUA, o que aumenta a reação contra a seita. Depois de destruir a gráfica de um jornal crítico de sua religião, Smith convoca uma milícia para defendê-lo na cidade de Nauvu, em Illinois.

Acusados de traição e conspiração, ele e o irmão são presos e mortos pela malta que invade a prisão. Dois anos depois, seu sucessor, Brigham Young, lidera uma fuga para o Oeste para escapar da perseguição. Em julho de 1847, 148 pioneiros chegam ao Lago Salgado de Utah, refundam a religião e se preparam para receber dezenas de milhares de migrantes atraídos pela fé.

ENIGMA

    Em 1940, a Alemanha Nazista usa pela primeira vez a máquina de codificação Enigma para proteger as comunicações por rádio com a França ocupada.


Os alemães instalam estações de rádio em Brest e no porto de Cherbourg para melhorar a comunicação com seus aviões de combate durante a Batalha da Inglaterra, vencida pela Força Aérea Real.

A máquina Enigma havia sido criada em 1919 pelo holandês Hugo Koch para uso em negócios. Os alemães a adaptam para a guerra e consideram seus códigos secretos indecifráveis. Mas os britânicos descobrem os códigos e decifram todas as mensagens alemãs.

EUA ENTRAM NA GUERRA DA COREIA

    Em 1950, o presidente Harry Truman manda as forças dos Estados Unidos na Coreia do Sul entrar na guerra contra a Coreia do Norte, que invadira o Sul dois dias antes, no início da Guerra da Coreia (1950-53).

No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), os EUA e a União Soviética ocuparam a Coreia, que era dominada pelo Japão desde 1910. Em 1948, a divisão é oficializada com a fundação da Coreia do Norte e da Coreia do Sul.

A guerra começa quando 90 mil soldados norte-coreanos cruzam o paralelo 38º Norte e invade m o Sul com o objetivo de reunificar a Península Coreana sob o regime comunista. Como estava boicotando o Conselho de Segurança das Nações Unidas por causa de exclusão da República Popular da China (comunista), a URSS não vetou a resolução que autorizou o uso da força, em 28 de junho. Até hoje, os EUA tem um mandato para reunificar a Coreia.

Em 30 de junho, Truman anunciou o envio de mais soldados para a Coreia do Sul. Uma semana depois, o Conselho de Segurança da ONU colocou a força internacional sob o comando dos EUA.

Quando a aliança liderada pelos EUA invadiu o Norte, o 4º Exército da China cruzou o Rio Yalu, em outubro de 1950. Houve uma guerra entre os EUA e a China dentro da Guerra da Coreia - e a China venceu ao forçar os americanos e aliados a recuar para o sul do do paralelo 38º N e restaurar a situação anterior à guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto a sua fronteira.

Depois de anos de impasse de cerca de 5 milhões de mortes, um cessar-fogo acabou com a Guerra da Coreia em 27 de julho de 1953. Até hoje, não foi assinado um cessar-fogo. O desenvolvimento de armas nucleares pelo Norte voltou a tornar a última fronteira da Guerra Fria num dos lugares mais perigosos do mundo.

BANDEIRA DA CONFEDERAÇÃO

    Em 2015, a ativista negra Brittany Bree Newsome escala o mastro e retira a bandeira da Confederação que tremulava diante do palácio do governo do estado da Geórgia.

Até 2001, a bandeira dos Estados Confederados da América (Sul), que queriam se separar da União por não aceitar o abolição da escravatura, é a bandeira do estado da Geórgia. A tentativa de separação causa a Guerra da Secessão (1861-65), a pior da história dos EUA.

Bree é presa ao descer. O jogador de basquete Dwayne Wade e o cineasta Michael Moore pagam a fiança. O gesto de desobediência civil – um protesto contra o massacre de nove negros numa igreja em Charleston, na Carolina do Sul, dez dias antes – provoca uma discussão sobre a manutenção dos símbolos da Confederação. Em 9 de julho, a Assembleia Legislativa aprova lei para remover definitivamente a bandeira.   

segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 15 de Novembro

SHERMAN ARRASA

    Em 1864, durante a Guerra da Secessão (1861-65), o general nortista William Sherman começa a destruir o distrito industrial Atlanta em sua Marcha para o Mar e, durante seis semanas, o Exército da União arrasa a maior parte do estado da Geórgia até capturar o porto de Savannah, que estava em poder dos Estados Confederados da América (Sul).

Sherman toma Atlanta em setembro de 1864. Com linhas de suprimento vulneráveis, teme perder o controle da Geórgia para as forças do Sul. Usa uma estratégia de terra arrasada, destruindo tudo o que possa ser útil ao inimigo, inclusive fontes de água e comida.

Como a linha de suprimento vai até Nashville, no Tennessee, Sherman divide o Exército do Norte. Fica com 60 mil homens e manda o general George Thomas de volta a Nashville, com as missões de proteger as estradas de ferro e os rios por onde passam as provisões para suas tropas e enfrentar o general sulista John Bell Hood, que Sherman vencera para tomar Atlanta.

Ao saber da reeleição do presidente Abraham Lincoln em 8 de novembro, Sherman pede permissão ao comandante em chefe da União, general Ulysses Grant, para marchar pela Geórgia "como prova de que o Norte pode prevalecer".

Em 15 de novembro, os homens de Sherman começam a deixar Atlanta. Na retirada, tocam fogo no distrito industrial da capital da Geórgia.

PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

    Em 1889, o marechal Deodoro da Fonseca derruba o imperador Dom Pedro II e proclama a República no Brasil.

CLEMANCEAU NO PODER

    Em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18), Georges Clemenceau, o Tigre, é nomeado primeiro-ministro da França pela segunda vez.

O jovem Clemenceau entra no Parlamento em 1876, cinco anos depois da derrota para a Alemanha na Guerra Franco-Prussiana (1870-71). Acredita que a Alemanha unificada é uma ameaça. Considera uma nova guerra inevitável.

A Alemanha cresce no fim do século 19. Na virada do século, é a segunda maior economia do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, superando o Reino Unido.

No primeiro mandato como primeiro-ministro (1906-9), Clemenceau mantém a postura antialemã. Defende a preparação para a guerra e o fortalecimento da aliança com o Reino Unido e a Rússia. Em 1904, a França e o Reino Unido superam uma rivalidade história de mais de 800 anos e formam a Entente Cordiale. Em 1907, no primeiro governo Clemenceau, com a entrada da Rússia, vira Tríplice Entente.

A guerra mostra que Clemenceau tinha razão. Depois de três primeiros-ministros, o presidente Raymond Poincaré esquece a rivalidade com o Tigre. Quando parte dos políticos e da opinião pública da França queriam acabar com a guerra, os dois tinham em comum a determinação de vencer a Alemanha.

Ao reassumir a chefia do governo, Clemenceau manda prender o pacifista Joseph Caillaux por traição. Até março de 1918, a Alemanha está vencendo a guerra. A entrada dos EUA em combate muda a história e garante a vitória.

Na Conferência de Paz de Versalhes, Clemenceau é um dos principais negociadores, ao lado do presidente norte-americano Woodrow Wilson, que considera idealista demais, e do primeiro-ministro britânico, David Lloyd George. Exige o desarmamento e indenizações da Alemanha e a devolução da Alsácia e da Lorena, tomadas pelos alemães na Guerra Franco-Prussiana.

Mesmo assim, considera a Paz de Versalhes leniente com a Alemanha. O eleitorado francês concorda. Clemenceau perde as eleições de janeiro de 1920. Deixa a vida pública e publica um livro de memórias, A Grandeza e a Miséria da Vitória, em que prevê uma nova guerra com a Alemanha em 1940. Ele morre em Paris em 24 de novembro de 1929.

ELVIS NO CINEMA

    Em 1956, estreia Love me Tender (Ama-me com Ternura), com Elvis Presley no papel principal, o primeiro filme de Hollywood do Rei do Rock.

Elvis nasce em Tupelo, no Mississípi, em 8 de janeiro de 1935. Motorista de caminhão, ele estreia como cantor em 1954 na gravadora Sun Records, em Memphis, no Tennessee. Seu primeiro álbum, Elvis Presley, chega ao topo das paradas de sucesso em 1956 e o projeta como um ídolo mundial.

Ele faz um teste para o filme The Rainmaker (Lágrimas do Céu, no Brasil), mas perde o papel para Burt Lancaster e vai fazer Love me Tender

Em 9 de setembro, Elvis faz a primeira de três apresentações no programa de televisão Ed Sullivan Show, que bate recordes de audiência. No terceiro programa, os censores da TV só permitem que ele seja mostrado da cintura para cima. O rebolado do Rei do Rock é sensual demais para os EUA moralistas dos anos 1950.

Ao todo, Elvis fez 30 filmes, gravou 23 álbuns e vendeu mais de 500 milhões de discos. Com problemas de saúde e abuso de álcool e drogas, Elvis morre aos 42 anos em 16 de agosto de 1977 na Mansão de Graceland, em Memphis, centro de peregrinação de seus milhões de fãs.

terça-feira, 5 de janeiro de 2021

Mais de 14,5 milhões de pessoas foram vacinadas

 O Brasil sem vacina volta a registrar mais de mil mortes num dia, enquanto mais 14,56 milhões de pessoas receberam pelo menos uma dose da vacina contra a doença do coronavírus de 2019. Foram mais 1.186 mortes e 57.447 casos novos nesta terça-feira. O total de mortes chegou a 197.777 e o de casos confirmados passou de 7,8 milhões. A média de mortes dos últimos sete dias ficou em 723.

No mundo, já são mais de 86,412 milhões e quase 1,8 milhão de mortes. Os Estados Unidos somaram mais 2.048 mortes e mais de 182 mil casos novos em 24 horas. Têm até agora mais d 21 milhões de casos confirmados e 357.145 mortes.

A China deu um sinal de alerta com 63 casos na província de Hebei, perto de Beijim.

O Branco Mundial reduziu de 4,5% para 4% a previsão de crescimento para a economia internacional em 2021. A expectativa para o Brasil é de um avanço de 3%, depois de uma queda de cerca de 4,5% no ano passado.

A China construi fábricas na província de Xinjiang perto de campos de concentração onde interno 1 milhão de muçulmanos, o que pode ser um sinal de que haverá trabalhos forçados.

Nas eleições complementares do estado da Geórgia, um candidato democrata está eleito e o outro lídera a apuração. Se os dois ganharem, o governo Joe Biden pode ter maioria no senado.

Nesta quarta-feira, o Congresso dos EUA recebe os votos do Colégio Eleitoral e certifica a vitória de Biden e Kamala Harris. Acaba a tentativa de golpe do presidente Donald Trump. Meu comentário:

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Trump insiste na tentativa de golpe e tem algum apoio no Congresso

 Em uma tentativa de golpe sem precedente nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump ainda insiste em mudar o resultado da eleição presidencial de 3 de novembro. Todos os ex-secretários da Defesa vivos assinaram uma declaração pedindo uma transição pacífica, sem o envolvimento das Forças Armadas.

Ontem, o jornal The Washington Post divulgou uma gravação de Trump num telefonema de uma hora, no sábado, para pressionar o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, responsável pelas eleições no estado, a achar "11.780 votos" para ele. É um voto a mais do que a vantagem obtida no estado pelo presidente eleito, Joe Biden.

Leia mais em Quarentena News.

sábado, 7 de novembro de 2020

Biden mostra confiança na vitória e fala como presidente eleito

Em pronunciamento pouco depois da meia-noite pela hora de Brasília, o ex-vice-presidente Joe Biden declarou estar certo de que vai vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos, mas evitou cantar a vitória antes do tempo como fez o presidente Donald Trump.

"Meus compatriotas americanos, não temos uma declaração final de vitória ainda, mas os números contam uma história clara e convincente: vamos ganhar esta corrida", afirmou Biden ao lado da candidata a vice-presidente, a senadora Kamala Harris.

No momento, a chapa democrata tem vantagem no Arizona, na Geórgia, em Nevada e na Pensilvânia, o que lhe daria mais 53 eleitores além dos 253 que já conquistou. Para ser eleito, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. Trump tem 213 votos e deve levar mais 15 na Carolina do Norte. Meu comentário:

quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Trump dobra a aposta na denúncia vazia de fraude

Em mais um pronunciamento patético na Casa Branca, sem apresentar qualquer prova, o presidente Donald Trump insistiu que a eleição presidencial lhe está sendo roubada por uma fraude maciça, enquanto sua vantagem diminui nos estados da Geórgia e da Pensilvânia. 

Na Geórgia, o ex-vice-presidente Joe Biden está apenas 1.709 votos atrás; na Pensilvânia, a vantagem do presidente caiu para 22,5 mil. Se Biden ganhar em um desses estados e mantiver a dianteira em Nevada, será o próximo presidente dos Estados Unidos.

Três emissoras de televisão, ABC, NBC e MSNBC interromperam o pronunciamento do presidente para avisar ao público que ele estava mentindo. Mais cedo, juízes da Geórgia e de Michigan rejeitaram recursos da campanha de Trump para parar a contagem. 

O presidente pretende contestar o resultado em todos os estados onde Biden obtiver uma vitória apertada. Seus partidários protestam nas ruas de várias cidades, mas dentro do próprio Partido Republicano vozes se levantam em defesa da democracia.

O resultado das eleições também foi decepcionante para o Partido Democrata. Não houve a esperada onda azul para varrer o trumpismo, apesar do fracasso total do presidente no combate à pandemia do novo coronavírus. Os democratas perderam cadeiras na Câmara e não conseguiram virar o Senado. Meu comentário:

Biden está perto mas não garantiu a vitória

Aos 77 anos anos, faz 78 em dezembro, na terceira tentativa, o ex-vice-presidente Joe Biden está perto da Presidência dos Estados Unidos. Mas a batalha voto a voto ainda não terminou e o presidente Donald Trump anunciou que vai à Justiça pedir a recontagem dos votos de Wisconsin e para parar a apuração na Geórgia e na Pensilvânia, tendo em vista anular os votos enviados pelo correio.

Mais uma vez, as pesquisas e modelos matemáticos erraram. A expectativa era de uma vitória de Biden por 7 a 8 pontos percentuais nacionalmente no voto popular. No momento, a chapa democrata soma 72 milhões de votos (50,4%) e a chapa republicana, 68,6 milhões (48%), uma diferença de 2,4 pontos percentuais.

Com a vitória de Trump na Flórida, anunciada na noite de terça-feira, ficou aberto o caminho para a eleição do presidente. Biden virou o jogo na manhã de quarta-feira, ao assumir a liderança em Michigan e Wisconsin. Sua vantagem no voto popular está em 3.465.515, mais do que os 2.868.686 de Hillary Clinton em 2016. Meu comentário:

segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Agência estatal da China pede repressão à luta pela democracia em Hong Kong

Um comentário publicado no domingo pela agências de notícias oficial Nova China chamou a onda de manifestações pela liberdade e a democracia de "revolução colorida" e cobrou uma repressão mais dura da ditadura comunista chinesa.

As manifestações em Hong Kong se repetem há 12 semanas. Começaram em protesto contra um projeto de lei para autorizar o julgamento de residentes no território, uma zona administrativa especial, na China continental.

Depois, passou a exigir a renúncia da governadora Carrie Lam, subserviente a Beijim, e a realização de eleições diretas para governador e para o Conselho Legislativo, o parlamento local. Nas últimas semanas, houve confrontos violentos entre manifestantes, a polícia e máfias apoiadas pelo regime comunista.

A governadora Carrie Lam prometeu criar uma "plataforma de comunicação", mas não há nenhum diálogo digno do nome.

Ao descrever os protestos como uma "revolução colorida", a ditadura chinesa os compara à Revolução Rosa, de 2003, na ex-república soviética da Geórgia; e à Revolução Laranja, de 2004, na ex-república soviética da Ucrânia. É um alerta que uma repressão ainda mais violenta vem por aí.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Líder da oposição na Armênia encontra embaixadores estrangeiros

Além de obter o apoio do Partido Republicano da Armênia, o líder da oposição, deputado Nikol Panchinian, se encontrou ontem em Ierevã com os embaixadores da Rússia, dos Estados Unidos, da União Europeia e da Geórgia. A expectativa é que seja eleito primeiro-ministro em 8 de maio de 2018, pondo fim à atual crise política política.

Em 1º de maio, a Assembleia Nacional, onde o Partido Republicano tem a maior bancada, rejeitou Panchinian em primeira votação. Como líder da oposição, ele criticara e ameaçara punir os deputados governistas que apoiavam o ex-presidente e primeiro-ministro por seis dias, Serge Sarkissian, que caiu em 23 de abril depois de 11 dias de manifestações de rua convocadas por Panchinian.

Os encontros com embaixadores estrangeiros ajudam a indicar que Panchinian não deve mudar a política externa da ex-república soviética da Armênia, que vive na esfera de influência da Rússia, sob a proteção militar do Kremlin contra dois vizinhos, a ex-república soviética do Azerbaijão, com que disputa o território de Nagorno-Karabakh, e a Turquia, que os armênios acusam de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Geórgia e Moldova vão fazer acordos com UE

Um dia depois da Moldova, outra ex-república soviética assediada por Vladimir Putin, a Geórgia, anunciou hoje que deve assinar um acordo de associação com a União Europeia em 27 de junho.

A Moldova assina na mesma data. São reações à intervenção militar da Rússia na Ucrânia, primeiro para anexar a península da Crimeia e depois para desestabilizar o Leste do país, onde grande parte da população fala russo.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Presidente da Geórgia reconhece derrota eleitoral

O presidente da ex-república soviética da Geórgia, Mikheil Saakachvili, admitiu hoje a derrota de seu governo nas eleições parlamentares da segunda-feira. A vitória foi da oposição liderada por Bidzina Ivanichvili, um milionário que fez fortuna na Rússia e pretende melhorar as relações com o gigantesco país vizinho.

Saakachvili chegou ao poder em 2003, com a chamada Revolução Rosa, que tirou do poder os remanescentes da era soviética. A Rússia logo passou a apoiar revoltas separatistas nas repúblicas autônomas da Abcásia e da Ossétia do Sul.

Em 8 de agosto de 2008, uma tentativa de retomar o controle das regiões rebeladas deflagrou uma guerra contra a Rússia que terminou em derrota para Saakachvili. Seu rival pediu sua renúncia imediata.

terça-feira, 6 de março de 2012

Gingrich vence eleição primária na Geórgia

O ex-presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos New Gingrich venceu hoje a eleição prévia do Partido Republicano na Geórgia, estado onde fez sua carreira política, mas os analistas acreditam que esta Superterça-Feira será o último suspiro de sua candidatura.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Israel acusa Irã por atentados contra diplomatas

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu acusou hoje o Irã de ser o maior exportador mundial de terrorismo por causa de dois atentados a bomba contra diplomatas de Israel na Índia e na ex-república soviética da Geórgia. Seriam retaliações contra os assassinatos de quatro cientistas nucleares iranianos nos últimos anos.

Em Nova Déli, a capital da Índia, a polícia informou que uma bomba explodiu num carro em que a mulher do adido militar israelense ia buscar os filhos na escola. Ela foi operada e não corre risco de vida. Outras três pessoas sofreram ferimentos leves, reporta a agência de notícias Reuters.

Na Geórgia, a polícia desativou uma bomba que seria instalada no carro de um diplomata isralense.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Acordo com Geórgia abre porta da OMC à Rússia

A Rússia fez um acordo com a ex-república soviética da Geórgia mediado pela Suíça que remove o último obstáculo para a adesão russa à Organização Mundial do Comércio (OMC), depois de 18 anos de negociações, informa o jornal francês Le Monde.

Os dois países travaram uma guerra em 2008. Até hoje, os russos ocupam duas regiões rebeladas contra o governo central da Geórgia.

A Rússia é a única grande potência que ainda não pertence ao sistema de comércio multilateral.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Rússia instala mísseis antiaéreos na Geórgia ocupada

A Rússia revelou hoje ter instalado mísseis antiaéreos nas repúblicas georgianas da Abcásia e da Ossétia do Norte, ocupadas numa guerra há dois anos.

Em Tíflis, o governo georgiano protestou. Para o vice-ministro do Exterior, a medida tomada pela Rússia é uma provocação não apenas para a Geórgia, mas para todos os países da região.

Há dois anos, a Geórgia atacou a região da Ossétia do Sul, dominada por rebeldes apoiados por Moscou, numa tentativa de reassumir a soberania sobre todo o território georgiano. A Rússia contra-atacou, tomou a Ossétia do Sul e a Abcásia, e reconheceu as duas regiões como repúblicas independentes.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hillary critica Rússia em visita à Geórgia

Em visita à ex-república soviética da Geórgia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que o governo georgiano não dê pretexto à Rússia  para atacar, mas critica a ocupação da Abcásia e da Ossétia do Sul, tomadas numa guerra-relâmpago em agosto de 2008.

• Na Armênia, Hillary depositou flores no memorial do genocídio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial (1914-18).