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segunda-feira, 5 de julho de 2010

Hillary critica Rússia em visita à Geórgia

Em visita à ex-república soviética da Geórgia, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pede que o governo georgiano não dê pretexto à Rússia  para atacar, mas critica a ocupação da Abcásia e da Ossétia do Sul, tomadas numa guerra-relâmpago em agosto de 2008.

• Na Armênia, Hillary depositou flores no memorial do genocídio de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano, na Primeira Guerra Mundial (1914-18).

sábado, 20 de março de 2010

Quarteto quer dois anos para paz na Palestina

O Quarteto - formado pelos Estados Unidos, a Rússia, a União Europeia e as Nações Unidas - condenou ontem em Moscou a ampliação das colônias israelenses no setor oriental de Jerusalém e deu um prazo de dois anos para um acordo de paz definitivo, com a criação de um Estado palestino.

A proposta do Quarteto é para o reinício imediato das negociações entre Israel e os palestinos, mesmo de forma indireta, se necessário. Os palestinos se recusam a negociar diretamente enquanto o governo israelense não congelar a colonização dos territórios ocupados, inclusive o setor árabe de Jerusalém.

Em conversa telefônica com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, ouviu outra recusa do chefe de governo de Israel de paralisar as obras em Jerusalém.

Netanyahu negocia por negociar, mas não dá a impressão de querer chegar a um acordo nem de aceitar a criação de uma Palestina independente.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Cunhado de Netanyahu chama Obama de antissemita

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, repudiou hoje as declarações de seu cunhado Hagai Ben-Artzi, que chamou o presidente Barack Obama de antissemita em uma entrevista de rádio porque os Estados Unidos estão pressionando o governo israelense a congelar a colonização dos territórios árabes ocupados.

Hoje Israel tentou contornar o atrito diplomático com os EUA, mas a secretária de Estado, Hillary Clinton, manteve a exigência de congelamento da construção de 1,6 mil moradias no setor árabe de Jerusalém.

A Cisjordânia e o acesso à Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém, foram reabertos, mas isso não acalmou os jovens palestinos. Numa rotina que se torna diária, jovens palestinos apedrejam a polícia israelense, que reagiu com bombas de gás para não inflamar ainda mais a situação.

É a intifada de volta às ruas, depois da primeira, iniciada em 1987, e a segunda, iniciada em 2000, que para alguns palestinos mais radicais continua.

Pelo menos 15 israelenses e 40 palestinos saíram feridos. Cerca de 60 árabes foram presos.

Durante manifestação na Síria, onde os grupos radicais palestinos têm sede, o comandante da Jihad (Guerra Santa) Islâmica para a Libertação da Palestina, Ramadan Shallah, declarou que as ameaças a Jerusalém não deixam dúvidas de que a paz é falsa e o inimigo é criminoso.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Hillary acusa Irã de virar ditadura militar

Durante visita ao Oriente Médio, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, acusou o Irã de estar se transformando numa ditadura militar, com o poder sendo exercido cada vez mais pela Guarda Revolucionária Iraniana.

Em Madri, ao ser recebido pelo ministro do Exterior da Espanha, Miguel Ángel Moratinos, e a comissária europeia para política externa, Lady Catherine Ashton, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Celso Amorim, voltou a defender o diálogo como forma para desarmar o progrma nuclear iraniano, suspeito de desenvolver armas atômicas.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ataque dos EUA mata 100 civis no Afeganistão

Um bombardeio aéreo americano pode ter matado até 100 civis no Oeste do Afeganistão, perto da fronteira com o Irã, disseram organizações não governamentais que atuam na região.

A tragédia ocorre no momento em que os Estados Unidos pressionam o Afeganistão e o Paquistão a tomarem medidas mais duras contra a milícia dos Talebã (estudantes das madrassas, as escolas religiosas corânicas).

Agora há pouco, a secretária de Estado, Hillary Clinton, recebeu os presidentes afegão, Hamid Karzai, e paquistanês, Assif Ali Zardari. Em seguida, eles foram para a Casa Branca se encontrar com o presidente Barack Obama.

Diante de uma ofensiva do Exército contra os talebã, milhares de paquistaneses fogem do Vale do Swat, no Norte do país. Só da cidade de Mingora, saíram mais de 40 mil. O Exército do Paquistão anunciou hoje ter matado 64 rebeldes.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Hillary acusa Paquistão de ceder ante talebã

Os talebã do Paquistão tomaram hoje uma localidade a 100 quilômetros da capital, Islamabad, levando a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, a acusar o governo paquistanês de abdicar de seus direitos diante das exigências dos fundamentalistas muçulmanos, responsáveis pela morte da ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, em 27 de dezembro de 2007, e de outros atentados, como o ataque ao Hotel Marriott em 20 de setembro de 2008.

Recentemente, o governo civil paquistanês do presidente Assif Ali Zardari, viúvo de Benazir, concordou com a imposição da lei islâmica no Vale do Swat. Foi isso que Hillary comparou a uma rendição.

Há mais de 24 horas, mais de 100 talebã saíram do Swat e ocuparam o distrito de Buner, perto da capital, onde estariam destruindo processos criminais para impor o direito islâmico e fechando lojas que vendem música e filmes.

"Penso que não se deve subestimar a seriedade da ameaça existencial colocada diante do Paquistão pelo contínuo avanço, agora a horas de distância de Islamabad, de uma confederação de grupos terroristas e outros interessados em subverter o Paquistão, um país com armas nucleares", declarou Hillary em depoimento na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos.

"Não vejo indignação e preocupação suficientes para reverberar nos altos escalões da liderança civil e militar do Paquistão", acrescentou a secretária, afirmando que o objetivo estratégico do governo Barack Obama é derrotar a rede terrorista Al Caeda e impedir a volta da Milícia dos Talebã ao poder no Afeganistão.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Hillary pede um tempo para tomar sua decisão

No último dia de uma longa temporada de eleições primárias de quase cinco meses, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton venceu a prévia do Partido Democrata em Dakota do Sul. Reafirmou sua vantagem sobre o rival e agora candidato do partido, senador Barack Obama, entre os eleitores mais velhos, a classe média com baixo nível educacional e o operariado brancos, os católicos e os de origem latino-americana. Mas chegou ao fim da linha.

Apesar de Obama ter superado o total de delegados necessário, Hillary não reconheceu a derrota. Insistiu em que recebeu mais de 8 milhões de votos, mais do que Obama, considerando-se a prévia anulada de Michigan, onde o nome de Obama não constava da cédula.

Hoje de manhã, a agência de notícias Associated Press chegou a anunciar que Hillary retiraria sua candidatura no discurso desta noite. Seu diretor de campanha imediatamente desmentiu-se. Comentou-se então que ela esperaria alguns dias para tomar a decisão.

Neste período, disse que vai consultar o partido e seu eleitadorado, e pediu que enviem emails para o site de sua campanha. No fundo, um coro pediu para ir até Denver, no Colorado, onde será realizada a convenção nacional democrata, no final de agosto.

Através da bancada parlamentar democrata do estado de Nova Iorque, que ela representa no Senado, Hillary indicou que aceitaria ser vice-presidente. Mas fica difícil para Obama se apresentar como novo e levar o casal Clinton de volta para a Casa Branca.

domingo, 13 de abril de 2008

Hillary ataca Obama por trabalhadores

Sob ataque de sua rival, a senadora Hillary Clinton, na disputa pela candidatura do Partido Democrata, o senador Barack Obama retirou as palavras "amargas" que havia dito numa pequena cidade do interior.

Para Hillary, Obama foi "elitista" e "paternalista" ao comentar que numa situação angustiante, de desemprego, os trabalhadores podem se "apegar a revólveres, à religião ou à antipatia por quem não é como eles".

Hillary, cuja vantagem nas pesquisas para a eleição primária decisiva de 22 de abril no estado de Pensilvânia, vem caindo, aproveitou para atacar o oponente. Obama lidera a disputa tanto no voto popular como no número de delegados à convenção nacional democrata, que vai indicar oficialmente o candidato no final de agosto.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Obama arrecada US$ 40 milhões em março

O senador negro Barack Obama arrecadou US$ 40 milhões em março para sua campanha eleitoral à Presidência dos Estados Unidos, praticamente o dobro de sua rival na disputa pela candidatura do Partido Democrata, senadora Hillary Clinton.

Mais de 440 mil pessoas deram dinheiro para Obama no mês passado.

Ontem, o jornal The Wall St. Journal, porta-voz do centro financeiro de Nova Iorque, observou que tanto Obama quanto Hillary estão superando o candidato republicano, senador John McCain, no dinheiro arrecadado junto a empresas que normalmente ajudam o Partido Republicano, mais conservador. Isso indica que não estão apostando em McCain na eleição de 4 de novembro.

domingo, 16 de março de 2008

McCain vai ao Iraque e democratas se atacam

Para reforçar sua credenciais na área de segurança nacional, o senador John McCain, candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos, fez uma visita-surpresa ao Iraque neste domingo, enquando os dois pré-candidatos democratas se atacam com uma ferocidade cada vez maior.

McCain, um dos defensores do reforço de tropas anunciado pelo presidente George Walker Bush em janeiro do ano passado, foi festejar a redução de 60% no número de mortos no Iraque a partir de junho de 2007, em conseqüência desta reforço.

Já o senador Barack Obama passou o fim de semana explicando os sermões incendiários de seu mentor, o reverendo Benjamin Wright, e se defendendo das acusações de ligação com o empresário Tony Rezko, processado por corrupção, e da notícia do jornal Chicago Tribune de que prepara um "ataque frontal" contra sua rival, a senadora Hillary Clinton.

Antes mesmo das acusações virem a público, a campanha de Hillary lançou um ataque preventivo, dizendo que "o candidato que prometeu uma campanha de esperança e renovação" está baixando o nível, como se a ex-primeira-dama não tivesse feito mesmo quando sentiu-se ameaçada por Obama.

A campanha do senador contra-atacou alegando que parece evidente que Hillary está disposta a fazer qualquer coisa para garantir a candidatura.

Hoje o jornal The New York Times anuncia que os 796 superdelegados que darão os votos decisivos na convenção nacional que vai escolher o candidato do Partido Democrata em Denver, no Colorado, no final de agosto, devem se orientar pelo voto popular. Obama teve mais votos do que Hillary nas eleições primárias até agora e dificilmente será superado.

Esse baixo nível ameaça o Partido Democrata, que parecia ter uma eleição garantida para recuperar a Casa Branca depois de dois governos desastrados de Bush.

sábado, 15 de março de 2008

Pastor radical prejudica candidatura Obama

Um sermão raivoso do pastor Jeremiah Wright, que há 20 anos é o mentor do senador Barack Obama, prejudica o líder da disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos.

Na sexta-feira, Obama foi obrigado a repudiar o discurso do pastor: "Discordo veementemente e condeno totalmente as declarações que foram objeto desta controvérsia".

Wright afirmou que o "terrorismo" dos EUA provocou os atentados de 11 de setembro de 2001 e que os negros deveriam cantar Deus dane a América em vez de Deus salve a América.

Seus últimos ataques foram contra a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton. Wright disse que, sendo branca e fica, Hillary não é capaz de entender o que significa ser negro e pobre nos EUA, ser chamado de "crioulo" (nigger).

A direita conservadora logo se aproveitou do caso. Obama foi questionado no canal de notícias Fox News, do magnata australiano naturalizado americano Rupert Murdoch, um dos magnatas da mídia.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Campanha de Hillary apela para o racismo

A primeira mulher candidata a vice-presidente dos Estados Unidos por um grande partido, Geraldine Ferraro, abandonou ontem o comitê financeiro da campanha da senadora Hillary Rodham Clinton pela candidatura do Partido Democrata à Casa Branca na eleição de 4 de novembro. Há dois dias, Ferraro, vice na derrotada chapa de Walter Mondale em 1984, declarou que o senador Barack Obama "só está onde está por ser negro".

Em outras palavras, Ferraro apela para o racismo da maioria branca nos EUA para insinuar que o movimento popular que levou Obama à liderança na luta pela candidatura democrata tem uma conotação racial.

Desde o início da campanha, o senador por Illinois apresenta-se como americano e não como candidato dos pobres ou dos negros. Ele lidera a disputa pelos delegados que indicariam o candidato democrata na convenção nacional do partido, a ser realizada em Denver, no Colorado, no final de agosto.

Sem chances de alcançar Obama tanto no voto popular como no número de delegados, a campanha de Hillary joga a carta racial. Com isso, divide inapelavelmente o partido e marcha, no máximo, para uma vitória de Pirro, um general que obteve duas derrotas tão arrasadores contra Roma que declarou: "Mais uma vitória dessas e estou perdido".

Depois de vitórias em Heracléia e Ásculo, Pirro perdeu em Malevento, que os romanos rebatizaram para Benevento. Desde então, uma vitória com jeito de derrota é chamada de vitória de Pirro.

Obama ganhou na terça-feira passada a eleição primária no Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, onde 37% da população é negra. Os afro-americanos são a maioria do eleitorado democrata e 92% votaram em Obama. Mas, entre os brancos, o senador teve apenas 25% dos votos.

Como os negros são apenas 12% da população americana, o voto negro não basta para eleger um presidente.É preciso ter uma boa votação entre os brancos.

A jogada da campanha de Hillary é convencer os 796 superdelegados do Partido Democrata de que a candidatura de Obama não teria chances contra o senador republicano John McCain, candidato do partido do presidente George W. Bush.

Seria a única chance para a ex-primeira-dama, que reluta em reconhecer a derrota. O problema é que na campanha de baixo nível que faz contra Obama está fazendo o Partido Democrata sangrar e se dividir.

Uma vitória que parecia garantida depois dos catastróficos governos de Bush está ameaçada. Se Hillary for a candidata, o eleitorado negro vai sair de casa para votar nela? As pesquisas indicam que não.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Garota-propaganda de Hillary apóia Obama

A menina que aparece dormindo no famoso comercial da campanha da senadora Hillary Clinton em que o telefone vermelho da Casa Branca toca às três da madrugada prefere o senador Barack Obama, rival da ex-primeira-dama na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 4 de novembro.

Casey Knowles, de Seattle, só viu a propaganda quando ela começou a ser comentada amplamente na televisão.

Quando o telefone toca, uma voz sinistra diz: "São três da manhã e seus filhos estão num sono profundo... Quem você quer que atenda?" Hillary pega o telefone e parece agir decididamente.

A mensagem subliminar é que Hillary está preparada para enfrentar os desafios à segurança nacional dos EUA e Obama não.

Na verdade, é uma tática de amedrontar o eleitorado, parte da campanha negativa de ataques a Obama usada pela senadora por Nova Iorque para vencer no voto popular no Texas e em Ohio, salvando assim sua candidatura.

Em realidade, a única vantagem que ela tem sobre Obama é ter dormido com o presidente Bill Clinton. Hillary não tinha permissão para entrar em áreas reservadas da Casa Branca.

Knowles participou da gravação como extra há oito anos. A campanha de Hillary comprou o filme sem que a atriz tenha o menor controle sobre o uso de sua imagem.

"Seria maravilhoso", comentou, "se eu e Obama pudermos fazer uma contra-propaganda."

Confira no YouTube.

terça-feira, 11 de março de 2008

Obama vence eleição prévia no Mississípi

Graças ao voto do eleitorado negro, que é 37% do estado e a maioria entre os democratas, o senador Barack Obama ganhou a eleição primária do estado do Mississípi, como era esperado.

Agora, não haverá novas prévias para escolher o candidato do Partido Democrata à eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos até 22 de abril. Nesta data, estará em jogo o estado de Pensilvânia, onde a maioria da população é branca e o eleitorado democrata formando principalmente por trabalhadores e sindicalistas.

Hillary tenta apelar para esse segmento de eleitores, entre os quais sempre foi a favorita, prometendo trabalhar "dia e noite na Casa Branca" para garantir os empregos da Pensilvânia. Como Ohio, este estado foi atingido diretamente pela concorrência internacional do mundo globalizado.

Emissões de carbono precisam ser zeradas

Para evitar um aquecimento da atmosfera capaz de causar uma escassez de água catastrófica e guerras por recursos naturais escassos, as emissões de gases carbônicos precisam ser zeradas até a metade do século, concluem pesquisas realizadas por cientistas dos Estados Unidos, do Canadá e da Alemanha.

"Se não quisermos que a Terra se aqueça mais", observa Ken Caldeira, da Instituição Carnagie, co-autor de um ensaio publicado na semana passada na revista acadêmica Gephysical Research Letters, "será necessária uma mudança muito mais radical de nosso sistema de energia do que as pessoas estão imaginando".

Embora a questão esteja sendo discutida desde a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, que aprovou a Convenção sobre Mudança do Clima, as emissões de carbono decorrentes de atividades humanas somam cerca de 10 bilhões de toneladas por ano e estão crescendo.

No momento, isso parece impossível. Mas o Senado dos Estados Unidos está para votar um projeto destinado a reduzir as emissões de carbono em 70% até 2050.

Os candidatos democratas à Presidência dos EUA, os senadores Barack Obama e Hillary Clinton, propõem um corte de 80%. Para o candidato republicano, senador John McCain, bastam 60%.

Leia mais no jornal The Washington Post.

Obama não quer ser vice-presidente de Hillary

O senador Barack Obama reagiu energicamente às sugestões da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton e do ex-presidente Bill Clinton de que seria um bom candidato a vice-presidente. Lembrou que ele lidera a disputa pela candidatura democrata à Casa Branca tanto no voto popular como no número de delegados à convenção nacional do partido.

"Não estou concorrendo a vice-presidente", declarou Obama. "Estou concorrendo para ser presidente e comandante-em-chefe".

Na prática, Obama somaria votos a uma candidatura de Hillary Clinton. Mas a recíproca não é verdadeira. O senador se apresenta como a novidade da política nos Estados Unidos. Hillary representa o passado.

Obama também aproveitou a oportunidade para criticar Hillary, que o acusa de não ter a experiência necessária para ser presidente e comandante-em-chefe das Forças Armadas. Ora, o vice-presidente seria o substituto imediato da presidente.

domingo, 9 de março de 2008

Reação de Hillary deixa superdelegados à espera

As três vitórias da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton na terça-feira passada estão fazendo os 796 superdelegados que devem decidir quem será o candidato do Partido Democrata à eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos repensar a situação.

Eles devem esperar o resultado das eleições primárias e convenções regionais que restam para decidir entre Hillary, que pode ser a primeira mulher a chegar à Casa Branca, e o senador afro-americano Barack Obama, revela o The Washington Post, depois de fazer uma enquete entre os supereleitores democratas, deputados, senadores, governadores e dirigentes do partido.

sábado, 8 de março de 2008

Obama ganha convenções em Wyoming

Depois de três derrotas na terça-feira passada, no Texas, em Ohio e em Rhode Island, o senador Barack Obama venceu as convenções (caucus) do Partido Democrata no estado de Wyoming para indicar os delegados à convenção nacional que escolherá o candidato à eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos.

O senador por Illinois ganhou em 13 estados que realizaram convenções e Hillary em apenas três.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Obama arrecadou US$ 55 milhões em fevereiro

O senador Barack Obama recebeu US$ 55 milhões para sua campanha em fevereiro, US$ 21 milhões a mais do que sua rival, a senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, que continua fazendo uma campanha agressiva contra Obama.

Mas, afinal, que grande experiência tem Hillary? Como primeira-dama? Lá isso é cargo público.

Essa sangria dos candidatos democratas favorece o candidato republicano, senador John McCain. Hillary está usando os métodos e fazendo o jogo dos republicanos. Sua rejeição aumenta ainda mais.

Se Hillary conseguir, por milagre, convencendo os 796 superdelegados do partido, virar a candidata oficial democrata, o eleitorado negro vai sair de casa para votar em que massacrou Obama? Duvido muito.

Hillary venceu em Ohio e no Texas com uma campanha raivosa. Mas não basta ser candidata e entregar o jogo, num momento em que, por causa do fracasso retumbante do governo Bush, a Casa Branca parecia estar ao alcance do Partido Democrata.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ex-arrecadador de Obama é réu por corrupção

Começa nesta quinta-feira o julgamento de Antoin Rezko, ex-arrecadador para a campanha do senador Barack Obama por fraude e extorsão. O pré-candidato democrata não foi acusado de nenhuma ilegalidade, mas a campanha da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton usou o processo para abalar a liderança do senador por Illinois na luta pela candidatura do partido à Casa Branca.

Rezko doou dezenas de milhares de dólares a campanha de Obama, inclusive para sua candidatura a senador em 2004.

O senador comprou sua casa em Chicago em 2005 no mesmo dia em que Rita Rezko, mulher do réu, adquiriu o terreno ao lado do mesmo corretor. Obama comprou depois parte da propriedade dos Rezko. Isso foi um ano antes da denúncia contra Tony, um empresário do mercado imobiliário de 52 anos.

Mais tarde, Obama admitiu que o negócio foi um erro por dar a aparência de irregularidade.