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segunda-feira, 1 de maio de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Maio

DIA DO TRABALHO 

    Em 1886, os trabalhadores iniciam uma greve geral em Chicago, nos Estados Unidos, exigindo uma redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas por dia. Em 4 de maio, quando a polícia parte para dispersar a manifestação, alguém joga uma bomba. A polícia atira nos grevistas. Quatro civis e sete policiais morrem, e pelo menos 60 policiais e 115 civis saem feridos. O Massacre no Haymarket é a origem do Dia Internacional do Trabalho ou do Trabalhador.

Centenas de líderes sindicais e ativistas de esquerda são presos. Oito líderes grevistas são processados e sete condenados à forca num julgamento visto como parcial. Dois têm a pena de morte comutada, um se suicida na prisão e quatro são enforcados.

No primeiro congresso da Segunda Internacional, realizado em Paris em 1889, o sindicalista francês Raymond Lavigne convoca uma série de manifestações em 1º de maio 1890 para homenagear os grevistas de 1886 em Chicago. Há protestos nos EUA, na Europa, no Chile e no Peru.

O segundo congresso da Segunda Internacional decide tornar o 1º de Maio um evento anual. Em 1904, a Segunda Internacional, reunida em Amsterdã, na Holanda, convoca "todos os partidos social-democratas e todos os sindicatos de todos os países se manifestar energicamente em 1º de Maio pelo estabelecimento legal da jornada de oito horas de trabalho por dia, pelas demandas de classe do proletariado e a paz universal."

A data se transformou num dia de grandes manifestações que se tornaram oficiais em vários países, especialmente nos regimes comunistas.

Os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido festejam o Dia do Trabalho na primeira sexta-feira de setembro.

domingo, 1 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Maio

DIA DO TRABALHO 

    Em 1886, os trabalhadores iniciam uma greve geral em Chicago, nos Estados Unidos, exigindo uma redução da jornada de trabalho de 13 para oito horas por dia. Em 4 de maio, quando a polícia parte para dispersar a manifestação, alguém joga uma bomba. A polícia atira nos grevistas. Quatro civis e sete policiais morrem, e pelo menos 60 policiais e 115 civis saem feridos. O Massacre no Haymarket é a origem do Dia Internacional do Trabalho ou do Trabalhador.

Centenas de líderes sindicais e ativistas de esquerda são presos. Oito líderes grevistas são processados e sete condenados à forca num julgamento visto como parcial. Dois têm a pena de morte comutada, um se suicida na prisão e quatro são enforcados.

No primeiro congresso da Segunda Internacional, realizado em Paris em 1889, o sindicalista francês Raymond Lavigne convoca uma série de manifestações em 1º de maio 1890 para homenagear os grevistas de 1886 em Chicago. Houve protestos nos EUA, na Europa, no Chile e no Peru.

O segundo congresso da Segunda Internacional decide tornar o 1º de Maio um evento anual. Em 1904, a Segunda Internacional, reunida em Amsterdã, na Holanda, convoca "todos os partidos social-democratas e todos os sindicatos de todos os países se manifestar energicamente em 1º de Maio pelo estabelecimento legal da jornada de oito horas de trabalho por dia, pelas demandas de classe do proletariado e a paz universal."

A data se transformou num dia de grandes manifestações que se tornaram oficiais em vários países, especialmente nos regimes comunistas.

Os Estados Unidos, o Canadá e o Reino Unido festejam o Dia do Trabalho na primeira sexta-feira de setembro.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

Trump ameaça convocar Exército para conter protestos

O presidente Donald Trump declara guerra aos manifestantes que protestam há dias nas ruas de 75 cidades americanas contra o assassinato do segurança negro George Floyd há uma semana na cidade de Mineápolis, nos Estados Unidos.

Durante 8 minutos e 46 segundos, o policial branco Derek Chauvin pisou com o joelho no pescoço de Floyd, acusado de ter usado uma nota falsa de 2º dólares para comprar cigarros. Suas últimas palavras, repetidas várias vezes, foram: “Por favor, eu não consigo respirar.” 

A tortura e morte foram filmadas por pessoas que estavam na rua. Os quatro policiais presidentes foram demitidos no dia seguinte. 

Três dias depois, a Procuradoria-Geral do estado de Minnesota denunciou Chuavin por homicídio em terceiro grau, sem a intenção de matar. Foi pouco e tarde. As multidões já estavam na rua. 

Na noite anterior, haviam incendiado a delegacia de polícia onde os policiais estavam lotados. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, acusado por Trump de ser esquerdista e fraco, retirara a polícia das ruas para evitar mortes. Frey declarou que um prédio de tijolos e argamassa pode ser reconstruído. Houve saques e violência. Carros e prédios foram incendiados. 

Até agora, os governadores de 15 estados pediram apoio da Guarda Nacional para tentar reassumir o controle das ruas. As manifestações se espalharam por pelo menos 75 cidades americanas: Nova York, Los Angeles, Chicago, Miami, Atlanta, Boston, São Francisco, Denver, Houston, Detroit, Saint Paul...

Primeiro, o presidente Trump sugeriu que a polícia atirasse nos manifestantes, citando uma frase de um delegado racista de Miami nos anos 60: “Quando os saques começam, os tiros começam.” 

Hoje, em conversas telefônicas com governadores de estado acusou-os de fraqueza no combate aos protestos violentos e fracassos. Reclamou que os Estados Unidos viraram motivo de piada no resto do mundo e pediu uma ação mais forte para conter as manifestações. 

Mais tarde, em pronunciamento no jardim da Casa Branca, oi além. Ameaçou convocar o Exército para ocupar as ruas e atacar os manifestantes. O governador de Illinois já rejeitou qualquer possibilidade de permitir que isto aconteça. Meu comentário:

domingo, 25 de junho de 2017

Marcha gay de Chicago proíbe bandeiras do arco-íris com estrela de Davi

CAMBRIDGE-MA, EUA - A organização da marcha do orgulho gay de Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, excluiu hoje a participação de bandeiras do arco-íris com a estrela de Davi, símbolo de Israel, noticiou o jornal liberal israelense Haaretz.

Um dos membros do coletivo LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros), citado no jornal Windy City Times, alegou que as bandeiras do orgulho gay israelense "faziam as pessoas se sentirem inseguras" e que a passeata é "pró-palestinos" e "antissionista".

No Twitter dos organizadores, a manifestação foi descrita como "uma mobilização e celebração da resistência de sapatonas, bichas e transgêneros antirracista, antiviolência, dirigida por voluntários e pelas bases."

Uma das três pessoas excluídas, Laurel Grauer, da entidade LGBTQ israelense Uma Ponte mais Larga, declarou que é "uma bandeira da minha congregação que celebra minha identidade judaica e gay que eu empunhava na Marcha das Sapatas há mais de uma década. Eles me disseram para sair porque poderia provocar reações de quem a considerasse ofensiva."

Eleanor Shoshany Anderson, também afastada, considerou-se discriminada por ser judia.

Em janeiro de 2016, uma recepção para judeus participantes de uma conferência gay em Chicago foi invadida por manifestantes gritando que "a lavagem rosa tem de acabar". A expressão é usada para criticar quem minimiza a importância do tratamento dispensado por Israel aos palestinos porque o país é uma democracia e defende os direitos humanos dos homossexuais.

sexta-feira, 11 de março de 2016

Trump cancela comício em Chicago por causa de protestos

Diante de uma grande manifestação de protesto, o líder na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016, o bilionário Donald Trump, suspendeu um comício marcado para o ginásio de esportes de uma universidade de Chicago, um dos redutos políticos do presidente Barack Obama e do Partido Democrata.

Com o anúncio da suspensão do comício, manifestantes e partidários de Trump entraram em conflito. O candidato é acusado de fomentar a violência. Em 23 de fevereiro, enquanto um manifestante era retirado de um de seus eventos, Trump disse: "Gostaria de dar um soco na cara daquele cara."

Nesse clima, seus seguidores têm agredido manifestantes que protestam contra as declarações racistas, sexistas e antimuçulmanas no candidato. A decisão de cancelar o comício de Chicago foi tomada depois uma briga em Saint-Louis entre partidários e adversários de Trump que terminou com dezenas de presos.

Em entrevista à CNN, Trump negou que estimule a violência. Ele nunca retirou nem pediu desculpas por ofender mulheres, chamar os imigrantes mexicanos de criminosos, traficantes e estupradoras, e chegou a aceitar o apoio do movimento racista branco Ku Klux Klan.

Trump aposta no eleitorado branco pobre, desempregados e desamparados pela concorrência internacional da globalização, e aposta na raiva como instrumento de fazer política, no pior estilo demagógico e populista.

Depois do cancelamento do comício, um jovem desfraldou uma bandeira do México e gritou: "Nós paramos Trump."

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Número de homicídios cresce em várias cidades dos EUA

BOSTON, EUA - Depois de décadas de declínio, o número de assassinatos está em alta em pelo menos 35 grandes cidades dos Estados Unidos, noticiou hoje o jornal The New York Times. O maior aumento foi em Milwaukee, onde 104 pessoas foram mortas nos oito primeiros meses do ano, 76% a mais do que os 59 homicídios registrados no mesmo período em 2014.

São Luís, no estado do Missouri, ficou em segundo lugar, com aumento de 60%, seguida de Baltimore (56%), Washington (44%), Nova Orleans (22%), Chicago (20%), Dallas (17%), Nova York (9%) e Filadélfia (4%).

A rivalidade entre as gangues, em muitos casos na disputa por pontos de tráfico de drogas, e a facilidade em comprar armas de fogo estão entre as principais causas em cidades como Chicago, onde o número de mortes subiu de 244 ano passado para 294 em 2015. Mas a polícia adverte que muitos jovens frustrados da periferia estão recorrendo à violência para "acertos de contas".

Em Milwaukee, a maioria dos assassinos e suas vítimas são negros com menos de 30 anos que livem em bairros pobres da periferia marcados pelo desemprego, a miséria e a retomada de imóveis por falta de pagamento.

Para o chefe de policia de Chicago, Garry McCarthy, a abundância de armas de fogo é um fator central para o aumento no número de assassinatos. Embora haja um movimento para reduzir a massa carcerária, ele defende um aumento de penas para crimes violentos: "Em todo o país, percebemos que não é o indivíduo que nunca cometeu um crime que de repente mata alguém. São os criminosos reincidentes. As mesmas pessoas matam mais de uma vez e continuam matando."

Também há especialistas que falam um "efeito de Ferguson". Os violentos protestos contra a morte de um jovem negro na cidade de Ferguson, no estado do Missouri, teriam colocado a polícia na defensiva, alega o penalista Alfred Blumstein, professor da Universidade Carnegie Mellon.

Outros, como Richard Rosenfeld, da Universidade do Missouri em São Luís, afirma que o número de homicídios começou a subir antes da morte do jovem negro Michael Brown por um policial branco que não foi denunciado.

Em Nova Orleans, o chefe de polícia, Michael Harrison, entende que o aumento no número de assassinatos não se deve ao maior nível de violência das gangues ou de assaltos de rua. A maioria dos casos seria de pessoas mortas em casa ou nos seus carros por poessoas que conhecem suas vítimas pessoalmente.

"Não é uma situação que possa ser resolvida por mais policiamento", disse Harrison. "É uma cultura de violência profundamente arraigada na comunidade - um segmento da população em que as pessoas estão resolvendo seus problemas de maneira violenta."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Garota que se apresentou na posse de Obama é morta

Uma menina de 15 anos que participou da cerimônia de posse do segundo mandato do presidente Barack Obama, em 21 de janeiro de 2013, foi morta por uma bala perdida provavelmente numa briga de gangues em Chicago, a terceira maior cidade dos Estados Unidos, onde o presidente iniciou sua carreira política.

Hadiya Pendleton conversava com colegas depois de fazer uma prova na escola quando foi atingida, ao meio-dia de terça-feira, num parque próximo. Um garoto foi atingido na perna. Eles não tinham nada a ver com a suposta guerra de gangues.

Aluna laureda da escola de segundo grau Martin Luther King Jr., além de ser figura de destaque da banda, Hadiya estava se preparando para participar de um programa de intercâmbio em Paris.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Professores de Chicago encerram greve

Depois de uma semana de paralisação, o Sindicato dos Professores de Chicago decidiu hoje terminar a greve que deixou sem aulas 350 mil alunos no terceiro maior distrito educacional dos Estados Unidos. O acordo foi negociado por 800 representantes sindicais durante duas horas. Ainda precisa ser ratificado pelos 26 mil professores sindicalizados.

A greve dos professores de Chicago virou notícia nacional porque o prefeito da terceira maior cidade dos EUAé Rahm Emanuel, ex-chefe da Casa Civil do governo Barack Obama.

Emanuel introduziu avaliações dos professores, o que foi considerado uma ameaça pelo sindicato. Seria capaz de gerar prêmios, punições e demissões.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ex-governador é condenado a 14 anos nos EUA

O ex-governador Rod Blagojevich foi condenado hoje em primeira instância a 14 anos de cadeia por 18 acusações de corrupção, inclusive de tentar vender a vaga aberta no Senado quando Barack Obama se tornou presidente dos Estados Unidos, informa o jornal The New York Times.

Pela lei do estado de Illinois e muitos outros nos EUA, quando uma cadeira de senador fica vaga no meio do mandato, o governador do estado indica o substituto. O escândalo de Blagojevich suscitou um debate para mudar esta norma e realizar nova eleição.

sábado, 2 de outubro de 2010

Chefe da Casa Civil de Obama sai para ser prefeito

O poderoso chefe da Casa Civil do governo Barack Obama, Rahm Emanuel, deixou ontem o cargo de ministro mais próximo do presidente dos Estados Unidos para se candidatar a prefeito de Chicago.

É mais um do time dos sonhos de Obama que se vai, depois do principal assessor econômico, Lawrence Summers,  que volta para a Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts.

Emanuel tinha fama de ser um negociador duríssimo. Quando foi indicado, a oposição republicana disse que Obama revelava sua verdadeira face ao nomear um cão de guarda feroz para a Casa Civil. Não aparece como outros ministros, mas faz o trabalho de bastidores e de articulação com o Congresso.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

DEU RIO 2016

BOSTON, EUA - A cidade de Chicago é conhecida como a terra dos blues, a música americana que expressa o lamento dos escravos negros. Em inglês, a palavra também significa depressão. É assim que Chicago se sente hoje, depois de ter sido eliminada na primeira votação do Comitê Olímpico Internacional para a escolha da sede da Olimpíada de 2016.

Apesar da presença do casal Barack e Michelle Obama e de Oprah Winfrey, a apresentadora de maior sucesso da televisão dos Estados Unidos, ganhou o Rio de Janeiro, com sua promessa de usar os Jogos para promover o desenvolvimento social da cidade.

Como observou o jornal americano The Wall St. Journal, a vitória do Rio aumenta o status do Brasil no cenário internacional e melhora ainda mais o legado do presidente.

Nos dias que antecederam à votação, houve duas mortes de adolescentes em brigas de gangues de rua. Quando um especialista foi questionado na CNN se isso teria pesado na decisão, ele observou que "o problema de segurança do Rio é muito pior do que o de Chicago. Aqui, temos uma infraestrutura montada. O Rio terá de partir de zero".

Agora, o Rio precisa fazer o dever de casa, reduzir a violência urbana a níveis minimamente aceitáveis e ampliar a rede do metrô, como aliás foi prometido antes dos Jogos Pan-Americanos de 2007.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Obama viaja pela Olimpíada de Chicago

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, confirmou hoje que vai a Copenhague na próxima sexta-feira, quando será escolhida a cidade que vai sediar os Jogos Olímpicos de Verão de 2016.

O Rio de Janeiro é favorito. O presidente Lula também vai à capital da Dinamarca. A candidatura brasileira está sendo encarada como mais um sinal da ascensão do Brasil a potência mundial.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Ex-arrecadador de Obama é réu por corrupção

Começa nesta quinta-feira o julgamento de Antoin Rezko, ex-arrecadador para a campanha do senador Barack Obama por fraude e extorsão. O pré-candidato democrata não foi acusado de nenhuma ilegalidade, mas a campanha da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton usou o processo para abalar a liderança do senador por Illinois na luta pela candidatura do partido à Casa Branca.

Rezko doou dezenas de milhares de dólares a campanha de Obama, inclusive para sua candidatura a senador em 2004.

O senador comprou sua casa em Chicago em 2005 no mesmo dia em que Rita Rezko, mulher do réu, adquiriu o terreno ao lado do mesmo corretor. Obama comprou depois parte da propriedade dos Rezko. Isso foi um ano antes da denúncia contra Tony, um empresário do mercado imobiliário de 52 anos.

Mais tarde, Obama admitiu que o negócio foi um erro por dar a aparência de irregularidade.