Depois de uma semana de paralisação, o Sindicato dos Professores de Chicago decidiu hoje terminar a greve que deixou sem aulas 350 mil alunos no terceiro maior distrito educacional dos Estados Unidos. O acordo foi negociado por 800 representantes sindicais durante duas horas. Ainda precisa ser ratificado pelos 26 mil professores sindicalizados.
A greve dos professores de Chicago virou notícia nacional porque o prefeito da terceira maior cidade dos EUAé Rahm Emanuel, ex-chefe da Casa Civil do governo Barack Obama.
Emanuel introduziu avaliações dos professores, o que foi considerado uma ameaça pelo sindicato. Seria capaz de gerar prêmios, punições e demissões.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 19 de setembro de 2012
sábado, 2 de outubro de 2010
Chefe da Casa Civil de Obama sai para ser prefeito
O poderoso chefe da Casa Civil do governo Barack Obama, Rahm Emanuel, deixou ontem o cargo de ministro mais próximo do presidente dos Estados Unidos para se candidatar a prefeito de Chicago.
É mais um do time dos sonhos de Obama que se vai, depois do principal assessor econômico, Lawrence Summers, que volta para a Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts.
Emanuel tinha fama de ser um negociador duríssimo. Quando foi indicado, a oposição republicana disse que Obama revelava sua verdadeira face ao nomear um cão de guarda feroz para a Casa Civil. Não aparece como outros ministros, mas faz o trabalho de bastidores e de articulação com o Congresso.
É mais um do time dos sonhos de Obama que se vai, depois do principal assessor econômico, Lawrence Summers, que volta para a Universidade de Harvard, em Cambridge, Massachusetts.
Emanuel tinha fama de ser um negociador duríssimo. Quando foi indicado, a oposição republicana disse que Obama revelava sua verdadeira face ao nomear um cão de guarda feroz para a Casa Civil. Não aparece como outros ministros, mas faz o trabalho de bastidores e de articulação com o Congresso.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Obama pede pressa com pacote de estímulo
Na sua primeira entrevista coletiva como presidente eleito dos Estados Unidos, o senador Barack Obama declarou que gostaria de ver um plano de estímulo econômico aprovado antes da sua posse, em 20 de janeiro. Suas prioridades serão a retomada do crescimento e do emprego. Nos dois últimos meses, a economia americana perdeu 524 mil empregos.
Obama falou no fim da tarde e fez questão de deixar claro que os EUA têm um só presidente de cada vez. Ele toma posse em 20 de janeiro e já conversou com todos os ex-presidentes vivos: Jimmy Carter, George Bush sr., George W. Bush e Bill Clinton. Na segunda, a família Obama será recebida na Casa Branca pelos Bush.
Depois de dizer que "uma crise global exige uma resposta global", o novo presidente americano afirmou que "a indústria automobilística é a espinha dorsal do setor manufatureiro dos EUA" e prometeu ajudar as fábricas de automóveis a se modernizarem e investirem em eficiência energética. Também ficou de garantir a estabilidade do mercado financeiro sem beneficiar os executivos responsáveis pela crise e ajudar os mutuários ameaçados de perder as casas que estão comprando.
O presidente eleito disse ainda que os EUA são um país forte, com grande capacidade de recuperação, e defendeu a aprovação de "um pacote de estímulo econômico antes ou depois da posse" para restabelecer a confiança do consumidor.
"Quero ver um pacote de estímulo aprovado logo", acrescentou, respondendo à primeira pergunta dos repórteres.
Como ele se comprometeu na campanha a negociar diretamente com inimigos dos EUA e recebeu uma carta do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a próxima questão foi sobre como Obama pretende se aproximar do Irã: "Um Irã com armas nucleares é inaceitável. O Irã deve parar de apoiar o terrorismo. A carta de Ahmadinejad terá uma resposta adequada", respondeu o presidente eleito, com visível cautela.
Ele agradeceu o convite de Bush para visitar a Casa Branca e, reconhecendo a gravidade da situação econômica, reiterou o compromisso de tomar iniciativas bipartidárias: "O povo americano precisa de ajuda. A situação está mal. Precisamos fazer a economia avançar".
Ao contrário do que se esperava ontem, Obama não indicou nenhum novo nome para o futuro governo durante a entrevista coletiva, mas garantiu que terá "uma equipe de primeira". Já escolheu o chefe da Casa Civil da Casa Branca, o deputado Rahm Emanuel, conhecido pelo apelido de Rambo.
Sua indicação gerou protestos do Partido Republicano, que alegou que Rambo não é o nome ideal para incentivar ações bipartidárias.
Obama não quis comentar o primeiro relatório dos serviços secretos que recebeu como futuro presidente.
Obama falou no fim da tarde e fez questão de deixar claro que os EUA têm um só presidente de cada vez. Ele toma posse em 20 de janeiro e já conversou com todos os ex-presidentes vivos: Jimmy Carter, George Bush sr., George W. Bush e Bill Clinton. Na segunda, a família Obama será recebida na Casa Branca pelos Bush.
Depois de dizer que "uma crise global exige uma resposta global", o novo presidente americano afirmou que "a indústria automobilística é a espinha dorsal do setor manufatureiro dos EUA" e prometeu ajudar as fábricas de automóveis a se modernizarem e investirem em eficiência energética. Também ficou de garantir a estabilidade do mercado financeiro sem beneficiar os executivos responsáveis pela crise e ajudar os mutuários ameaçados de perder as casas que estão comprando.
O presidente eleito disse ainda que os EUA são um país forte, com grande capacidade de recuperação, e defendeu a aprovação de "um pacote de estímulo econômico antes ou depois da posse" para restabelecer a confiança do consumidor.
"Quero ver um pacote de estímulo aprovado logo", acrescentou, respondendo à primeira pergunta dos repórteres.
Como ele se comprometeu na campanha a negociar diretamente com inimigos dos EUA e recebeu uma carta do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, a próxima questão foi sobre como Obama pretende se aproximar do Irã: "Um Irã com armas nucleares é inaceitável. O Irã deve parar de apoiar o terrorismo. A carta de Ahmadinejad terá uma resposta adequada", respondeu o presidente eleito, com visível cautela.
Ele agradeceu o convite de Bush para visitar a Casa Branca e, reconhecendo a gravidade da situação econômica, reiterou o compromisso de tomar iniciativas bipartidárias: "O povo americano precisa de ajuda. A situação está mal. Precisamos fazer a economia avançar".
Ao contrário do que se esperava ontem, Obama não indicou nenhum novo nome para o futuro governo durante a entrevista coletiva, mas garantiu que terá "uma equipe de primeira". Já escolheu o chefe da Casa Civil da Casa Branca, o deputado Rahm Emanuel, conhecido pelo apelido de Rambo.
Sua indicação gerou protestos do Partido Republicano, que alegou que Rambo não é o nome ideal para incentivar ações bipartidárias.
Obama não quis comentar o primeiro relatório dos serviços secretos que recebeu como futuro presidente.
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