Poucos dias depois da retirada das últimas forças de combate dos Estados Unidos, uma série de atentados terroristas coordenados semeou o terror hoje na capital do Iraque, atingindo bairros xiitas, sunitas e mistos. Pelo menos 63 pessoas morreram e centenas saíram feridas.
O modo de operação é semelhante ao da rede terrorista Al Caeda.
A violência explode no momento em que o governo do primeiro-ministro Nuri al-Maliki pediu a prisão do vice-presidente sunita.
É uma escalada que ameaça levar o país de volta a uma guerra civil sectária entre sunitas e xiitas, como aconteceu a partir do atentado que destruiu a Mesquita Dourada de Samarra, em 22 de fevereiro de 2006.
Em 2007, o então presidente americano George W. Bush, responsável pela invasão do Iraque e pelo atual clima de anarquia e guerra civil, ordenou um reforço, enviando mais soldados americanos. Os EUA conseguiram evitar uma guerra civil naquele momento, mas o conflito sectário entre sunitas e xiitas está de volta.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
domingo, 11 de setembro de 2011
Guerra contra o terror entra para a História
NOVA YORK - Esta cidade traumatizada pelo atentado terrorista mais espetacular da História lembrou hoje as vítimas da tragédia de 11 de setembro de 2001. Seus nomes foram lidos um a um no marco zero, em cerimônia presidida pelo presidente Barack Obama.
Perto de 3 mil pessoas foram mortas: 2.753 em Nova York, 184 no Pentágono e 40 no avião que caiu em Shanksville, na Pensilvânia, quando passageiros enfrentar os sequestradores e tentaram retomar o controle da situação. Obama esteve nos três lugares para prestar homenagens.
Dez anos depois, com a morte de Ossama ben Laden, a malfadada "guerra contra o terror" declarada naquele dia pelo então presidente George W. Bush perde cada vez mais seu significado e "dissolve-se na História", como afirma a revista The Economist.
É claro que os terroristas da rede Al Caeda continuam mais determinados do que nunca a atacar os EUA. Gostariam de vingar a morte do xeque. Se não conseguiram nos últimos dez anos, têm menos chance. Os Estados Unidos acreditam que a maior ameaça hoje seja um ataque com armas químicas ou biológicas, mas o esconderijo de Ben Laden revelou uma Caeda muito mais pobre e primitiva do que se imaginava
O 11 de Setembro não mudou o mundo. Pode ser um marco do início do século 21, mas não se compara à queda do Muro de Berlim, que acabou com a ordem mundial da Guerra.
Ao deflagrar a Grande Recessão, o colapso do banco Lehman Brothers, em 14 de setembro de 2008, foi muito mais importante. Acelerou o declínio das potências do Ocidente e a ascensão da Ásia.
O século 21 não será o século do terrorismo. Será o Século da Ásia. Com o terrorismo de Estado de Hitler, Stalin e Mao, além dos grupos guerrilheiros que tornaram essa tática de guerra endêmica no Oriente Médio, na América Latina, na África, na Ásia e na Europa, o século 20 foi o século do terrorismo.
Desde 2001, a dúvida era se os atentados eram a última guerra do século 20 ou a primeira do século 21. Como a rede Al Caeda nasceu no Afeganistão em 1988, ainda sob a ocupação soviética, talvez tenha sido mesmo a última guerra do século passado.
Antes de tudo, a guerra contra o terrorismo foi um equívoco semântico. Em primeiro lugar, não se pode fazer guerra contra uma tática de guerra. Em segundo lugar, várias vezes os EUA cometeram atos terroristas ou apoiaram aliados que fizeram isso, por exemplo, nas ditaduras militares latino-americanas durante a Guerra Fria.
A operação para matar Ben Laden mostrou que o terror não estatal se combate com mais eficiência com inteligência e ações de comandos
Perto de 3 mil pessoas foram mortas: 2.753 em Nova York, 184 no Pentágono e 40 no avião que caiu em Shanksville, na Pensilvânia, quando passageiros enfrentar os sequestradores e tentaram retomar o controle da situação. Obama esteve nos três lugares para prestar homenagens.
Dez anos depois, com a morte de Ossama ben Laden, a malfadada "guerra contra o terror" declarada naquele dia pelo então presidente George W. Bush perde cada vez mais seu significado e "dissolve-se na História", como afirma a revista The Economist.
É claro que os terroristas da rede Al Caeda continuam mais determinados do que nunca a atacar os EUA. Gostariam de vingar a morte do xeque. Se não conseguiram nos últimos dez anos, têm menos chance. Os Estados Unidos acreditam que a maior ameaça hoje seja um ataque com armas químicas ou biológicas, mas o esconderijo de Ben Laden revelou uma Caeda muito mais pobre e primitiva do que se imaginava
O 11 de Setembro não mudou o mundo. Pode ser um marco do início do século 21, mas não se compara à queda do Muro de Berlim, que acabou com a ordem mundial da Guerra.
Ao deflagrar a Grande Recessão, o colapso do banco Lehman Brothers, em 14 de setembro de 2008, foi muito mais importante. Acelerou o declínio das potências do Ocidente e a ascensão da Ásia.
O século 21 não será o século do terrorismo. Será o Século da Ásia. Com o terrorismo de Estado de Hitler, Stalin e Mao, além dos grupos guerrilheiros que tornaram essa tática de guerra endêmica no Oriente Médio, na América Latina, na África, na Ásia e na Europa, o século 20 foi o século do terrorismo.
Desde 2001, a dúvida era se os atentados eram a última guerra do século 20 ou a primeira do século 21. Como a rede Al Caeda nasceu no Afeganistão em 1988, ainda sob a ocupação soviética, talvez tenha sido mesmo a última guerra do século passado.
Antes de tudo, a guerra contra o terrorismo foi um equívoco semântico. Em primeiro lugar, não se pode fazer guerra contra uma tática de guerra. Em segundo lugar, várias vezes os EUA cometeram atos terroristas ou apoiaram aliados que fizeram isso, por exemplo, nas ditaduras militares latino-americanas durante a Guerra Fria.
A operação para matar Ben Laden mostrou que o terror não estatal se combate com mais eficiência com inteligência e ações de comandos
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Romney ganha segundo debate republicano
O ex-governador de Massachusetts Mitt Romney ganhou o segundo debate dos aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2012, seguido pela deputada Michelle Bachmann, indicou uma pesquisa entre eleitores republicanos anunciada pela TV americana CNN.
A ex-governadora do Alasca Sarah Palin não participou. Ela ainda não decidiu se entra na corrida para a Casa Branca. Foi um debate de sete anões. Mas, como nenhum presidente foi reeleito com índice de desemprego acima de 7,2% no dia da eleição e a taxa está hoje em 9,1%, eles têm chance.
Cerca de 51% dos republicanos entrevistados deram a vitória a Romney, o favorito nas pesquisas, que é rejeitado pela ala mais radical do partido e pelo movimento Festa do Chá. Quando governador de Massachusetts, um dos estados mais liberais dos EUA, criou um programa de saúde semelhante ao do presidente Barack Obama, que a direita radical quer revogar.
Bachmann foi indicado como vencedora por 21% dos republicanos e 24% dos democratas que assistiram ao debate.
Seu discurso é totalmente absurdo. Ela culpa Obama por uma crise causada por George W. Bush e um modelo de desregulamentação financeira que vinha desde a era Reagan. Até em acabar com a reforma da regulamentação do mercado financeiro os sete anões falaram hoje, com a irresponsabilidade de quem pode dizer o que quiser porque está na oposição.
A ex-governadora do Alasca Sarah Palin não participou. Ela ainda não decidiu se entra na corrida para a Casa Branca. Foi um debate de sete anões. Mas, como nenhum presidente foi reeleito com índice de desemprego acima de 7,2% no dia da eleição e a taxa está hoje em 9,1%, eles têm chance.
Cerca de 51% dos republicanos entrevistados deram a vitória a Romney, o favorito nas pesquisas, que é rejeitado pela ala mais radical do partido e pelo movimento Festa do Chá. Quando governador de Massachusetts, um dos estados mais liberais dos EUA, criou um programa de saúde semelhante ao do presidente Barack Obama, que a direita radical quer revogar.
Bachmann foi indicado como vencedora por 21% dos republicanos e 24% dos democratas que assistiram ao debate.
Seu discurso é totalmente absurdo. Ela culpa Obama por uma crise causada por George W. Bush e um modelo de desregulamentação financeira que vinha desde a era Reagan. Até em acabar com a reforma da regulamentação do mercado financeiro os sete anões falaram hoje, com a irresponsabilidade de quem pode dizer o que quiser porque está na oposição.
O ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, cuja campanha está à beiro do colapso depois da demissão do chefe e do assessor de imprensa na semana passada, ficou em terceiro na avaliação dos telespectadores.
sexta-feira, 20 de maio de 2011
América Latina é terceiro pilar do Ocidente
Uma parceria hemisférica dos Estados Unidos com a América Latina permitiria garantir a autossuficiência em energia e matérias-primas no continente. Seria uma boa resposta à industrialização e à ascensão da Ásia como novo polo de poder da política internacional, afirmou o pesquisador Parag Khanna, em palestra realizada no Rio de Janeiro, onde está lançando seu segundo livro, Como Governar o Mundo.
"O Oriente é muito importante, extremamente dinâmico e poderoso, mas é também muito instável", comentou Khanna. "A ascensão da China faz os vizinhos comprarem cada vez mais armas dos EUA."
Neste mundo globalizado, "não há mais monopólios. Todos negociam com todos, o domínio do Ocidente em áreas como comércio e investimentos se dissolveu, e as decisões estratégicas vem do poder econômico", raciocina o cientista político.
"A economia vem em primeiro lugar. A Arábia Saudita está vendo mais para a China. Quando escrevi meu primeiro livro, o Brasil tinha saldo com a China. Agora o Brasil, como os EUA, está preocupado com o câmbio e os subsídios chineses", acrescentou.
Nesta reconfiguração política e econômica, "a geografia é destino", pondera Khanna. Assim, "a Austrália se tornou completamente dependente das exportações de matérias-primas para a China. Os melhores diplomatas vão para Beijim. A piada é que a Austrália ganha dinheiro e a China ganha a Austrália".
Com esse fortalecimento das relações regionais, "a Ásia pode sobreviver da Ásia, não precisa mais dos americanos como consumidores de último recurso. A Ásia depende mais das exportações para a Europa do que para os EUA".
Quem vai liderar o crescimento mundial nas próximas décadas? Os chamados países do Sul. Isto aumenta o poder de barganha da América Latina nas negociações com EUA e Europa para criar uma aliança ou um bloco ocidental, diz o diretor da Iniciativa de Governança Global da Fundação Nova América.
Enquanto a França manifesta interesse em forjar uma parceria estratégica com o Brasil, talvez como contraponto à China e aos EUA, o governo americano ainda não acordou para a importância geopolítica de uma parceria hemisférica, argumenta o pesquisador.
"Faz 10 anos desde que George W. Bush falou da América Latina", lembra Khanna. "Não houve reforma nas leis de imigração e não há uma nova relação com a América Latina. O México está na agenda por razões negativas como tráfico de drogas e imigração ilegal. O Brasil é a boa notícia e não é uma ameaça para os EUA".
Faltam uma grande estratégia e uma nova doutrina que incluam a América Latina como uma região onde a cooperação pode ter grande valor para os EUA em temas como energia e crescimento.
"O Oriente é muito importante, extremamente dinâmico e poderoso, mas é também muito instável", comentou Khanna. "A ascensão da China faz os vizinhos comprarem cada vez mais armas dos EUA."
Neste mundo globalizado, "não há mais monopólios. Todos negociam com todos, o domínio do Ocidente em áreas como comércio e investimentos se dissolveu, e as decisões estratégicas vem do poder econômico", raciocina o cientista político.
"A economia vem em primeiro lugar. A Arábia Saudita está vendo mais para a China. Quando escrevi meu primeiro livro, o Brasil tinha saldo com a China. Agora o Brasil, como os EUA, está preocupado com o câmbio e os subsídios chineses", acrescentou.
Nesta reconfiguração política e econômica, "a geografia é destino", pondera Khanna. Assim, "a Austrália se tornou completamente dependente das exportações de matérias-primas para a China. Os melhores diplomatas vão para Beijim. A piada é que a Austrália ganha dinheiro e a China ganha a Austrália".
Com esse fortalecimento das relações regionais, "a Ásia pode sobreviver da Ásia, não precisa mais dos americanos como consumidores de último recurso. A Ásia depende mais das exportações para a Europa do que para os EUA".
Quem vai liderar o crescimento mundial nas próximas décadas? Os chamados países do Sul. Isto aumenta o poder de barganha da América Latina nas negociações com EUA e Europa para criar uma aliança ou um bloco ocidental, diz o diretor da Iniciativa de Governança Global da Fundação Nova América.
Enquanto a França manifesta interesse em forjar uma parceria estratégica com o Brasil, talvez como contraponto à China e aos EUA, o governo americano ainda não acordou para a importância geopolítica de uma parceria hemisférica, argumenta o pesquisador.
"Faz 10 anos desde que George W. Bush falou da América Latina", lembra Khanna. "Não houve reforma nas leis de imigração e não há uma nova relação com a América Latina. O México está na agenda por razões negativas como tráfico de drogas e imigração ilegal. O Brasil é a boa notícia e não é uma ameaça para os EUA".
Faltam uma grande estratégia e uma nova doutrina que incluam a América Latina como uma região onde a cooperação pode ter grande valor para os EUA em temas como energia e crescimento.
segunda-feira, 2 de maio de 2011
Morte de Ossama atrapalha republicanos
Se a oposição republicana pretendia chamar o presidente Barack Obama de fraco e indeciso, depois da morte de Ossama ben Laden, precisa encontrar outro tema para atacar sua reputação.
Afinal, a fuga do terrorista mais procurado do mundo abalou a imagem de "presidente da guerra" que seu antecessor, George Walker Bush, tentou vender para a opinião pública.
Agora, foi revelado que desde que Leon Panetta foi nomeado diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) recebeu ordem de Obama para fazer da caçada a Ben Laden sua prioridade máxima.
Será que a Caçadora de Alces tem algo a dizer?
Afinal, a fuga do terrorista mais procurado do mundo abalou a imagem de "presidente da guerra" que seu antecessor, George Walker Bush, tentou vender para a opinião pública.
Agora, foi revelado que desde que Leon Panetta foi nomeado diretor da Agência Central de Inteligência (CIA) recebeu ordem de Obama para fazer da caçada a Ben Laden sua prioridade máxima.
Será que a Caçadora de Alces tem algo a dizer?
Obama confirma morte de Ben Laden
Num raro pronunciamento no fim de noite de domingo, o presidente Barack Obama confirma que quase dez anos depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2011 os Estados Unidos conseguiram matar o líder terrorista mais procurado do mundo, o saudita Ossama ben Laden, da rede Al Caeda (A Base).
Obama disse ter recebido um informe secreto em agosto passado indicando que agentes americanos tinham encontrado pistas de Ben Laden. Na semana passada, o presidente autorizou a "ação para prender Ossama ben Laden" no interior do Paquistão.
Dois helicópteros americanos participaram da ação. Inicialmente foi noticiado que um helicóptero paquistanês tinha sido abatido pelos militantes, que lutaram para defender o Xeque. Depois, foi dito que era um helicóptero dos EUA que teve problemas técnicos.
Ben Laden teria sido morto numa troca de tiros com comandos dos EUA numa mansão em Abotabade, cidade situada 150 km ao norte da capital, Islamabade. É difícil imaginar que ele tenha se refugiado lá sem o apoio do serviço secreto militar paquistanês, comentou a jornalista britânica Christina Lamb, especialista em Paquistão.
Sob a alegação de que seria difícil encontrar um país para enterrar Ben Laden, os EUA declararam que seu corpo foi "enterrado no mar".
Sem dar muitos detalhes sobre a operação, o presidente americano agradeceu a colaboração do governo do Paquistão, destacando a importância de que os dois países continuem colaborando no combate ao terrorismo.
Também insistiu, lembrando Bush, que "os EUA nunca estiveram em guerra contra o Islã", e argumentou que Ben Laden promoveu assassinatos em massa de muçulmanos.
"O povo americano não queria essa guerra", disse Obama. "Ela veio até nós. Como país, nunca vamos tolerar quando nossa segurança nacional for ameaçada. Em noites como hoje, podemos dizer àqueles parentes de quem perdeu a vida em ataques d'al Caeda: fez-se justiça!"
Para as famílias dos mortos em 11 de setembro, o presidente afirmou que nunca foram esquecidas e pediu à Nação a retomada do espírito de união que os atentados provocaram.
É uma grande vitória para os EUA e especialmente para este governo, rotineiramente acusado pela oposição conservadora republicana de não ser suficientemente duro na defesa da segurança nacional do país.
A questão central é se Ben Laden já tinha cumprido seu papel histórico de universalizar o jihadismo ou se ainda era necessário para o movimento extremista muçulmano. Mas é inegável que o movimento está em decadência. A morte do líder ajuda a acentuar o declínio.
Em nota, o ex-presidente George W. Bush cumprimentou Obama, os serviços secretos e as Forças Armadas dos EUA.
Com a morte de Ben Laden, fica muito mais fácil para o atual presidente declarar missão cumprida no Afeganistão e retirar os soldados americanos do país até 2012.
Obama disse ter recebido um informe secreto em agosto passado indicando que agentes americanos tinham encontrado pistas de Ben Laden. Na semana passada, o presidente autorizou a "ação para prender Ossama ben Laden" no interior do Paquistão.
Dois helicópteros americanos participaram da ação. Inicialmente foi noticiado que um helicóptero paquistanês tinha sido abatido pelos militantes, que lutaram para defender o Xeque. Depois, foi dito que era um helicóptero dos EUA que teve problemas técnicos.
Ben Laden teria sido morto numa troca de tiros com comandos dos EUA numa mansão em Abotabade, cidade situada 150 km ao norte da capital, Islamabade. É difícil imaginar que ele tenha se refugiado lá sem o apoio do serviço secreto militar paquistanês, comentou a jornalista britânica Christina Lamb, especialista em Paquistão.
Sob a alegação de que seria difícil encontrar um país para enterrar Ben Laden, os EUA declararam que seu corpo foi "enterrado no mar".
Sem dar muitos detalhes sobre a operação, o presidente americano agradeceu a colaboração do governo do Paquistão, destacando a importância de que os dois países continuem colaborando no combate ao terrorismo.
Também insistiu, lembrando Bush, que "os EUA nunca estiveram em guerra contra o Islã", e argumentou que Ben Laden promoveu assassinatos em massa de muçulmanos.
"O povo americano não queria essa guerra", disse Obama. "Ela veio até nós. Como país, nunca vamos tolerar quando nossa segurança nacional for ameaçada. Em noites como hoje, podemos dizer àqueles parentes de quem perdeu a vida em ataques d'al Caeda: fez-se justiça!"
Para as famílias dos mortos em 11 de setembro, o presidente afirmou que nunca foram esquecidas e pediu à Nação a retomada do espírito de união que os atentados provocaram.
É uma grande vitória para os EUA e especialmente para este governo, rotineiramente acusado pela oposição conservadora republicana de não ser suficientemente duro na defesa da segurança nacional do país.
A questão central é se Ben Laden já tinha cumprido seu papel histórico de universalizar o jihadismo ou se ainda era necessário para o movimento extremista muçulmano. Mas é inegável que o movimento está em decadência. A morte do líder ajuda a acentuar o declínio.
Em nota, o ex-presidente George W. Bush cumprimentou Obama, os serviços secretos e as Forças Armadas dos EUA.
Com a morte de Ben Laden, fica muito mais fácil para o atual presidente declarar missão cumprida no Afeganistão e retirar os soldados americanos do país até 2012.
segunda-feira, 7 de março de 2011
Obama autoriza julgamentos em Guantânamo
Depois de dois anos, o presidente Barack Obama quebrou uma promessa de sua campanha à Presidência dos Estados Unidos e voltou a autorizar os julgamentos militares de suspeitos de terrorismo no centro de detenção instalado na base naval de Guantânamo, um enclave americano em Cuba.
A prisão foi criada em fevereiro de 2002 para os presos na guerra do governo George W. Bush contra os fundamentalistas muçulmanos, desencadeada pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos EUA.
É uma espécie de limbo jurídico. Foi usada por Bush para negar aos suspeitos de terrorismo os direitos dos prisioneiros de guerra garantidos pela Convenção de Genebra, sob o argumento de que não pertenciam a exércitos regulares nem obedeciam a uma cadeia de comando.
Durante a campanha de 2008, Obama prometeu fechar a prisão de Guantânamo em um ano. Os presos remanescentes seriam repatriados ou julgados nos EUA.
Mas, no primeiro processo em Nova York, de um jovem africano que teria participado dos atentados contra as embaixadas americanas no Quênia e na Tanzânia em 1998, o juiz desconsiderou 384 das 385 acusações porque as provas eram viciadas, obtidas mediante coação, tortura e prisões ilegais.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Schröder desmente memórias de Bush
O ex-chanceler (primeiro-ministro) alemão Gerhard Schröder acusou o ex-presidente George Walker Bush de mentir em seu recém-lançado livro de memórias, Decision Points, quando afirma que Schröder teria lhe prometido, em 2002, o apoio da Alemanha para a invasão Iraque pelos Estados Unidos.
"Deixei claro", declarou o ex-chanceler na terça-feira, 10 de novembro de 2010, "que, se fosse provado que o Iraque abrigava e apoiava a rede terrorista Al Caeda, a Alemanha estaria ao lado dos Estados Unidos. Como ficou claro em 2002, era uma conexão falsa e fabricada".
"Deixei claro", declarou o ex-chanceler na terça-feira, 10 de novembro de 2010, "que, se fosse provado que o Iraque abrigava e apoiava a rede terrorista Al Caeda, a Alemanha estaria ao lado dos Estados Unidos. Como ficou claro em 2002, era uma conexão falsa e fabricada".
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Bush planejou bombardear Irã
Em livro de memórias publicado hoje nos Estados Unidos, Decision Points, o ex-presidente George Walker Bush defendeu o uso de "técnicas agressivas de interrogatório", um eufemismo para falar de tortura, para salvar vidas e revelou ter feito planos para atacar as instalações nucleares do Irã.
Como antecipou em entrevista à TV americana, Bush afirma que foi contra a invasão do Iraque, mas ficou em minoria em seu próprio governo, o que significa que teria cedido às pressões do vice-presidente Dick Cheney, do secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e do subsecretário Paul Wolfowitz. Ele insiste que não tomou uma decisão errada.
É uma tentativa de salvar sua imagem perante o julgamento da História.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Bush diz que era contra a guerra no Iraque
Em uma patética entrevista a Matt Lauer, no programa Today Show, da rede de televisão americana NBC, para falar de seu livro de memórias o ex-presidente George Walker Bush afirmou que era contra a guerra no Iraque: "Fui uma voz discordante. Eu não queria usar a força."
Como foi ele que assinou a ordem para invadir o Iraque, resta saber quem o convencer a fazer isso: o vice-presidente Dick Cheney, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, o subsecretário Paul Wolfowitz? Todos eles ou outro assessor, como Richard Perle ou Douglas Feith, os falcões do neoconservadorismo?
Bush sempre confiou nos amigos do pai para sair de confusões. Não deu certo.
Como foi ele que assinou a ordem para invadir o Iraque, resta saber quem o convencer a fazer isso: o vice-presidente Dick Cheney, o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, o subsecretário Paul Wolfowitz? Todos eles ou outro assessor, como Richard Perle ou Douglas Feith, os falcões do neoconservadorismo?
Bush sempre confiou nos amigos do pai para sair de confusões. Não deu certo.
domingo, 24 de outubro de 2010
Assessores de Bush forçaram guerra no Iraque
Mesmo sem qualquer prova de ligação do ditador Saddam Hussein e do Iraque com os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, altos assessores do governo George Walker Bush forçaram "até o limite da insubordinação" para levar o país a uma nova guerra, declarou hoje o general Hugh Shelton, que na época era comandante do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
"Havia uma enorme pressão naqueles dias para invadirmos o Iraque, e não havia nenhum relatório de inteligência, nada, apontando em direção aos iraquianos", declarou hoje o general Shelton, em entrevista a Christiane Amanpour, no programa This Week, da rede de televisão americana ABC.
Entre os principais defensores da guerra contra Saddam, estavam o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e seu subsecretário, Paul Wolfowitz, considerado o grande arquiteto da invasão do Iraque.
"Tudo apontava para Al Caeda, para Ossama ben Laden", acrescentou Shelton, "mas ao mesmo tempo estávamos entrando em guerra com o Iraque".
Ele entende que a guerra no Afeganistão, hoje o maior conflito internacional do governo, ia bem e o desvio de recursos e atenções para o Iraque foi contraproducente.
"Havia uma enorme pressão naqueles dias para invadirmos o Iraque, e não havia nenhum relatório de inteligência, nada, apontando em direção aos iraquianos", declarou hoje o general Shelton, em entrevista a Christiane Amanpour, no programa This Week, da rede de televisão americana ABC.
Entre os principais defensores da guerra contra Saddam, estavam o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, e seu subsecretário, Paul Wolfowitz, considerado o grande arquiteto da invasão do Iraque.
"Tudo apontava para Al Caeda, para Ossama ben Laden", acrescentou Shelton, "mas ao mesmo tempo estávamos entrando em guerra com o Iraque".
Ele entende que a guerra no Afeganistão, hoje o maior conflito internacional do governo, ia bem e o desvio de recursos e atenções para o Iraque foi contraproducente.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Bush defende plano de salvação dos bancos
Em palestra na Universidade do Texas em Tyler, o ex-presidente George W. Bush justificou a ajuda de US$ 700 bilhões ao sistema financeiro dos Estados Unidos depois da falência do banco Lehman Brothers, em 2008.
"Se o Sr. não fizer algo realmente significativo, é provável que tenhamos uma depressão pior do que a Grande Depressão", argumentou um assessor de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Diante disso, Bush disse que não hesitou: "Depressão? Sem depressão. Não foi uma decisão muito difícil para mim. Tomei a decisão de usar o dinheiro de vocês para evitar um colapso."
A maioria dos deputados do Partido Republicano votou contra. Na campanha para as eleições de 2 de novembro, a maioria dos candidatos republicanos condena o resgate aos bancos, especialmente o movimento ultraconservador Festa do Chá.
"Se o Sr. não fizer algo realmente significativo, é provável que tenhamos uma depressão pior do que a Grande Depressão", argumentou um assessor de Ben Bernanke, presidente da Reserva Federal (Fed), o banco central americano.
Diante disso, Bush disse que não hesitou: "Depressão? Sem depressão. Não foi uma decisão muito difícil para mim. Tomei a decisão de usar o dinheiro de vocês para evitar um colapso."
A maioria dos deputados do Partido Republicano votou contra. Na campanha para as eleições de 2 de novembro, a maioria dos candidatos republicanos condena o resgate aos bancos, especialmente o movimento ultraconservador Festa do Chá.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Bush se nega a criticar política econômica de Obama
O ex-presidente George Walker Bush resiste às pressões da mídia conservadora dos Estados Unidos para criticar a politica econômica do governo Barack Obama, seriamente ameaçado de perder a maioria na Câmara e no Senado nas eleições de 2 de novembro.
"Não creio que seja adequado para um presidente deixar o cargo e ficar criticando o sucessor", declarou Bush. "Eu não gostava quando um de meus predecessores - um predecessor - me criticava.
"Não creio que seja adequado para um presidente deixar o cargo e ficar criticando o sucessor", declarou Bush. "Eu não gostava quando um de meus predecessores - um predecessor - me criticava.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Obama anuncia fim da guerra no Iraque
Em discurso hoje à noite no Salão Oval da Casa Branca, o presidente Barack Obama deve declarar oficialmente encerrada a invasão do Iraque, mas não o trabalho dos militares dos Estados Unidos. Pelo menos 50 mil ficam treinando as forças de segurança iraquianas e combatendo o terrorismo.
O secretário da Defesa, Robert Gates, foi cauteloso. Não quis cantar vitória, como fez o presidente George W. Bush prematuramente em 1º de maio de 2003.
O secretário da Defesa, Robert Gates, foi cauteloso. Não quis cantar vitória, como fez o presidente George W. Bush prematuramente em 1º de maio de 2003.
O primeiro-ministro Nuri al Maliki afirmou que agora o Iraque é “soberano e independente”. Em Bagdá, a população tem medo de ataques terroristas. Um morador declarou à agência Reuters que a ocupação só acaba com a retirada de todos os soldados dos EUA.
Como o Exército do Iraque ainda é fraco, em Kirkuk, um curdo manifestou o temor de que países vizinhos intervenham e que haja uma proliferação de grupos armados.
Como o Exército do Iraque ainda é fraco, em Kirkuk, um curdo manifestou o temor de que países vizinhos intervenham e que haja uma proliferação de grupos armados.
Mais de 4,4 mil soldados americanos e pelo menos 100 mil civis iraquianos foram mortos na guerra para derrubar o ditador Saddam Hussein. O custo da guerra é estimado em US$ 3 trilhões, mais de R$ 5 trilhões.
domingo, 13 de junho de 2010
Vazamento é uma herança maldita de Bush
O presidente Barack Obama está pagando um alto preço por não ter desmontado a corrupção na regulamentação do setor de petróleo herdada da era George W. Bush, afirma reportagem da revista Rolling Stone.
sábado, 1 de maio de 2010
Obama vai ao Golfo do México
O presidente Barack Obama vai sobrevoar a mancha de petróleo criada por um vazamento no Golfo do México e visitar a região atingida pela maré negra, no Sul dos Estados Unidos.
A mesma área foi arrasada pelo furacão Katrina em 2005. Na época, o então senador Obama foi pessoalmente ajudar as vítimas de Nova Orleans, onde a população e pobre foi a mais castigada, enquanto o governo George W. Bush era acusado de omissão.
Obama decretou estado de calamidade pública nacional para que o governo federal possa mobilizar todos os recursos disponíveis para combater o que pode ser o pior acidente da indústria petrolífera na História dos EUA.
Hoje foi revelado que a companhia de petróleo BP não tinha seguro para a plataforma Deepwater Horizon (Horizonte de Águas Profundas), que explodiu há 11 dias, matando 11 petroleiros e causando o vazamento de mais de 900 mil litros de petróleo por dia no mar.
A mesma área foi arrasada pelo furacão Katrina em 2005. Na época, o então senador Obama foi pessoalmente ajudar as vítimas de Nova Orleans, onde a população e pobre foi a mais castigada, enquanto o governo George W. Bush era acusado de omissão.
Obama decretou estado de calamidade pública nacional para que o governo federal possa mobilizar todos os recursos disponíveis para combater o que pode ser o pior acidente da indústria petrolífera na História dos EUA.
Hoje foi revelado que a companhia de petróleo BP não tinha seguro para a plataforma Deepwater Horizon (Horizonte de Águas Profundas), que explodiu há 11 dias, matando 11 petroleiros e causando o vazamento de mais de 900 mil litros de petróleo por dia no mar.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Maré negra chega à costa dos EUA
As primeiras ondas da maré negra criada por um vazamento de petróleo no Golfo do México chegaram hoje à foz do Rio Mississípi e aos pântanos da costa do estado da Louisiana, nos Estados Unidos. O presidente Barack Obama suspendeu as novas autorizações para exploração de petróleo no mar.
Na Casa Branca, Obama anunciou ter encomendado um estudo para definir em 30 dias que regras e tecnologias são necessárias para tornar mais segura a prospecção e a lavra de petróleo no mar.
Desde a explosão que destruiu e afundou a plataforma Deepwater Horizon, há 10 dias, matando 11 petroleiros, a mancha de espalhou por uma distância de até 200 quilômetros.
Três furos num oleduto estão jogando mais de 900 mil litros de petróleo por dia no mar. Como o conserto pode levar mais de um mês, há um risco de que o vazamento na plataforma da empresa BP supere o do navio Exxon Valdez, que derramou quase 41 milhões de litros no Alasca em 1989.
Na época, foi aprovada uma lei para obrigar as companhias de petróleo a pagar os prejuízos pelos acidentes ecológicos que causarem. As autoridades federais e estaduais dos EUA estão revoltadas com a atitude da BP e prometem cobrar toda a conta da empresa.
Barreiras e barcos com suprimentos foram colocados em posição na Lousiana, o primeiro estado americano atingido. Os governos do México e dos estados do Texas, do Alabama e da Flórida estão em estado de alerta.
O presidente Obama está particularmente preocupado. Em 2005, a mesma região foi duramente atingida pelo furacão Katrina em 2005 e o governo George W. Bush (2001-09) foi acusado de negligência no socorro às vítimas.
Na Casa Branca, Obama anunciou ter encomendado um estudo para definir em 30 dias que regras e tecnologias são necessárias para tornar mais segura a prospecção e a lavra de petróleo no mar.
Desde a explosão que destruiu e afundou a plataforma Deepwater Horizon, há 10 dias, matando 11 petroleiros, a mancha de espalhou por uma distância de até 200 quilômetros.
Três furos num oleduto estão jogando mais de 900 mil litros de petróleo por dia no mar. Como o conserto pode levar mais de um mês, há um risco de que o vazamento na plataforma da empresa BP supere o do navio Exxon Valdez, que derramou quase 41 milhões de litros no Alasca em 1989.
Na época, foi aprovada uma lei para obrigar as companhias de petróleo a pagar os prejuízos pelos acidentes ecológicos que causarem. As autoridades federais e estaduais dos EUA estão revoltadas com a atitude da BP e prometem cobrar toda a conta da empresa.
Barreiras e barcos com suprimentos foram colocados em posição na Lousiana, o primeiro estado americano atingido. Os governos do México e dos estados do Texas, do Alabama e da Flórida estão em estado de alerta.
O presidente Obama está particularmente preocupado. Em 2005, a mesma região foi duramente atingida pelo furacão Katrina em 2005 e o governo George W. Bush (2001-09) foi acusado de negligência no socorro às vítimas.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
31% dos americanos culpam Bush pela crise
Os americanos colocam o ex-presidente George Walker Bush (2001-09) em primeiro lugar na lista dos responsáveis pela Grande Recessão de 2008-09, a pior crise econômica nos Estados Unidos desde a Grande Depressão (1929-39).
Em uma pesquisa feita para o jornal The New York Times e a rede de televisão CBS, cerca de 31% responsabilizaram Bush e apenas 7% o atual presidente, Barack Obama, enquanto 23% culpam as instituições financeiras de Wall Street e 13% o Congresso.
Cerca de 10% dos entrevistados responsabilizaram todas essas pessoas e instituições.
Em uma pesquisa feita para o jornal The New York Times e a rede de televisão CBS, cerca de 31% responsabilizaram Bush e apenas 7% o atual presidente, Barack Obama, enquanto 23% culpam as instituições financeiras de Wall Street e 13% o Congresso.
Cerca de 10% dos entrevistados responsabilizaram todas essas pessoas e instituições.
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Obama dá US$ 30 bilhões a pequenas empresas
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou hoje uma alocação de US$ 30 bilhões que sobraram do programa de resgate dos bancos para pequenos bancos darem empréstimos a pequenas empresas.
É a múltipla ofensiva de Obama para retomar a iniciativa política e reconquistar a classe média.
Além de medidas rigorosas contra os grandes bancos, o presidente não vai manter os cortes de impostos do governo George W. Bush (2001-09) para quem ganha mais de US$ 250 mil por ano, grandes instituições financeiras e companhias de petróleo. Seriam cerca de US$ 1 trilhão a mais em 10 anos.
É a múltipla ofensiva de Obama para retomar a iniciativa política e reconquistar a classe média.
Além de medidas rigorosas contra os grandes bancos, o presidente não vai manter os cortes de impostos do governo George W. Bush (2001-09) para quem ganha mais de US$ 250 mil por ano, grandes instituições financeiras e companhias de petróleo. Seriam cerca de US$ 1 trilhão a mais em 10 anos.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Presidente da Europa decepciona
Depois de rejeitar o ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair por ter se aliado incondicionalmente ao então presidente americano George W. Bush na invasão do Iraque, em 2003, os líderes da União Europeia indicaram na quinta-feira, 19 de novembro de 2009, o inexpressivo primeiro-ministro da Bélgica, Herman van Rompuy, para a presidência executiva do bloco, criada pelo Tratado de Lisboa, por um período de dois anos e meio.
O novo tratado constitutivo da UE entrou em vigor em 1º de novembro para substituir o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, que na verdade era outro tratado. Seus autores não tinham o poder constituinte delegado pelo voto dos cidadãos.
Se a proposta era nomear um Sr. Europa, um líder de prestígio que pudesse falar em nome do continente, o resultado é medíocre. Mostra a debilidade da integração europeia. No continente que inventou o nacionalismo, o nacionalismo recusa-se a ceder em nome da união.
A supercomissária de Relações Exteriores da UE será a atual comissária de Comércio do bloco, a baronesa britânica Catherine Ashton. Em princípio, tem muito menos peso político do que o atual ocupante do posto, o ex-ministro do Exterior espanhol Javier Solana.
Sem coesão, sem ideias e sem inspiração, a Europa dos 27 perde consistência política.
O novo tratado constitutivo da UE entrou em vigor em 1º de novembro para substituir o fracassado projeto de uma Constituição da Europa, que na verdade era outro tratado. Seus autores não tinham o poder constituinte delegado pelo voto dos cidadãos.
Se a proposta era nomear um Sr. Europa, um líder de prestígio que pudesse falar em nome do continente, o resultado é medíocre. Mostra a debilidade da integração europeia. No continente que inventou o nacionalismo, o nacionalismo recusa-se a ceder em nome da união.
A supercomissária de Relações Exteriores da UE será a atual comissária de Comércio do bloco, a baronesa britânica Catherine Ashton. Em princípio, tem muito menos peso político do que o atual ocupante do posto, o ex-ministro do Exterior espanhol Javier Solana.
Sem coesão, sem ideias e sem inspiração, a Europa dos 27 perde consistência política.
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