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domingo, 27 de setembro de 2026

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

INVASÃO NORMANDA

    Em 1066, depois de um atraso por causa do mau tempo, Gulherme, Duque da Normandia, embarca seu exército de 7 mil homens e zarpa em direção ao Sudeste da Inglaterra. É o início da Conquista Normanda, um marco na história do país.

O rei Eduardo, o Confessor (1042-66), herdeiro da dinastia anglo-saxã de Alfredo, o Grande (886-899), não tem filhos. Guilherme da Normandia reivindica o trono sob a alegação de que lhe fora oferecido por Eduardo durante uma visita à Inglaterra. Mas os nobres ingleses coroam Haroldo Godwinson, da família mais rica do país, como Haroldo II em 6 de janeiro de 1066.

É um reinado curto. Haroldo II morre na Batalha de Hastings, em 14 de outubro de 1066, e Guilherme, o Conquistador, se torna rei da Inglaterra como Guilherme I mantendo suas possessões na Normandia. Isto leva a conflitos e reivindicações de soberania entre a França e a Inglaterra até a formação de uma aliança, a Entente Cordiale, em 8 de abril de 1904.

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e planos para converter os muçulmanos e reconquistar Jerusalém.

Como a Terra Santa está sob o domínio do Império Otomano, sem poder chegar a Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola é canonizado.

Os jesuítas são fundamentais na colonização e na educação da América Latina, já que os impérios Português e Espanhol entregam as escolas à Igreja Católica. Em 28 de junho de 1759, pouco depois da destruição da República Guarani, o todo-poderoso primeiro-ministro português Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marques do Pombal, expulsa os jesuítas do Império Português.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, que seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos. Tudo muda com o lançamento em 10 de janeiro de 1776 do panfleto Sementes do Homem, do revolucionário britânico Tom Paine. Seis meses depois, os EUA proclamaram a independência.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os norte-americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780. O Tratado de Paris, reconhecendo a independência dos EUA, é assinado em 3 de setembro de 1783.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Polônia se rende à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

A guerra na Europa começa en 1º de setembro de 1939 com o bombardeio de Gdansk e a invasão por terra da Polônia, sob a acusação de que alemães estavam sendo discriminados, maltratados e agredidos no país. (Qualquer semelhança com a desculpa do ditador russo Vladimir Putin para invadir a Ucrânia não é mera coincidência.)

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus leva à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia. É o maior centro de extermínio do Holocausto, onde morrem 1,5 milhão de pessoas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Dez dias antes, em 17 de setembro, a União Soviética invade o Leste da Polônia e prende todo o oficialato das Forças Armadas, policiais, intelectuais e altos funcionários polonesas que foge com a invasão nazista. No Massacre de Katyn, em abril e maio de 1940, a NKVD, a polícia política de Josef Stalin, mata quase 22 mil poloneses e esconde. Quando os restos mortais são descobertos, acusa os nazistas. Só no governo de Mikhail Gorbachev a URSS assume a responsabilidade pelo Massacre de Katyn.

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opõe aos aliados (Reino Unido, França e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, a bióloga Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson nasce em 27 de maio de 1907 em Springdale, no estado da Pensilvânia, onde seus pais têm uma propriedade rural de 26 hectares. Leitora ávida, na juventude Rachel lê grandes escritores como Herman Melville, Joseph Conrad e Robert-Louis Stevenson. Ela conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pede então que escreva um livro com foco principal no DDT. Ela pesquisa durante quatro anos.

A indústria química reage com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morre de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criam a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começa a deixar de ser usado a partir de 1972.

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sábado, 27 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

 INVASÃO NORMANDA

    Em 1066, depois de um atraso por causa do mau tempo, Gulherme, Duque da Normandia, embarca seu exército de 7 mil homens e zarpa em direção ao Sudeste da Inglaterra. É o início da Conquista Normanda, um marco na história do país.

O rei Eduardo, o Confessor (1042-66), herdeiro da dinastia anglo-saxã de Alfredo, o Grande (886-899), não tem filhos. Guilherme da Normandia reivindica o trono sob a alegação de que lhe fora oferecido por Eduardo durante uma visita à Inglaterra. Mas os nobres ingleses coroam Haroldo Godwinson, da família mais rica do país, como Haroldo II em 6 de janeiro de 1066.

É um reinado curto. Haroldo II morre na Batalha de Hastings, em 14 de outubro de 1066, e Guilherme, o Conquistador, se torna rei da Inglaterra como Guilherme I mantendo suas possessões na Normandia. Isto levou a conflitos e reivindicações de soberania entre a França e a Inglaterra até a formação de uma aliança, a Entente Cordiale, em 8 de abril de 1904.

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e planos para converter os muçulmanos e reconquistar Jerusalém.

Como a Terra Santa está sob o domínio do Império Otomano, sem poder chegar a Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola é canonizado.

Os jesuítas são fundamentais na colonização e na educação da América Latina, já que os impérios Português e Espanhol entregam as escolas à Igreja Católica. Em 28 de junho de 1759, pouco depois da destruição da República Guarani, o todo-poderoso primeiro-ministro português Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marques do Pombal, expulsa os jesuítas do Império Português.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, que seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos. Tudo muda com o lançamento em 10 de janeiro de 1776 do panfleto Sementes do Homem, do revolucionário britânico Tom Paine. Seis meses depois, os EUA proclamaram a independência.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os norte-americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780. O Tratado de Paris, reconhecendo a independência dos EUA, é assinado em 3 de setembro de 1783.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Polônia se rende à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

A guerra começa com o bombardeio de Gdansk e a invasão por terra da Polônia, sob a acusação de que alemães estavam sendo discriminados, maltratados e agredidos no país. (Qualquer semelhança com a desculpa do ditador russo Vladimir Putin para invadir a Ucrânia não é mera coincidência.)

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus leva à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia. É o maior centro de extermínio do Holocausto, onde morrem 1,5 milhão de pessoas, sendo 1,1 milhão de judeus.

Dez dias antes, em 17 de setembro, a União Soviética invade o Leste da Polônia e prende todo o oficialato das Forças Armadas, policiais, intelectuais e altos funcionários polonesas que foge com a invasão nazista. No Massacre de Katyn, em abril e maio de 1940, a NKVD, a polícia política de Josef Stalin, mata quase 22 mil poloneses e esconde. Quando os restos mortais são descobertos, acusa os nazistas. Só no governo de Mikhail Gorbachev a URSS assume a responsabilidade.

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opõe aos aliados (Reino Unido, França e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, a bióloga Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson nasce em 27 de maio de 1907 em Springdale, no estado da Pensilvânia, onde seus pais têm uma propriedade rural de 26 hectares. Leitora ávida, na juventude Rachel lê grandes escritores como Herman Melville, Joseph Conrad e Robert-Louis Stevenson. Ela conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pede então que escreva um livro com foco principal no DDT. Ela pesquisa durante quatro anos.

A indústria química reage com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morre de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criam a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começa a deixar de ser usado a partir de 1972.

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

 INVASÃO NORMANDA

    Em 1066, depois de um atraso por causa do mau tempo, Gulherme, Duque da Normandia, embarca seu exército de 7 mil homens e zarpa em direção ao Sudeste da Inglaterra. É o início da Conquista Normanda, um marco na história do país.

O rei Eduardo, o Confessor (1042-66), herdeiro da dinastia anglo-saxã de Alfredo, o Grande (886-899), não tem filhos. Guilherme da Normandia reivindica o trono sob a alegação de que lhe fora oferecido por Eduardo durante uma visita à Inglaterra. Mas os nobres ingleses coroam Haroldo Godwinson, da família mais rica do país, como Haroldo II em 6 de janeiro de 1066.

É um reinado curto. Haroldo II morre na Batalha de Hastings, em 14 de outubro de 1066, e Guilherme, o Conquistador, se torna rei da Inglaterra como Guilherme I mantendo suas possessões na Normandia. Isto levou a conflitos e reivindicações de soberania entre a França e a Inglaterra até a formação de uma aliança, a Entente Cordiale, em 8 de abril de 1904.

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e fazem planos para converter os muçulmanos.

Como a Terra Santa está sob o domínio do Império Otomano, sem poder chegar em Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola é canonizado.

Os jesuítas são fundamentais na colonização e na educação da América Latina, já que os impérios Português e Espanhol entregam as escolas à Igreja Católica. Em 28 de junho de 1759, pouco depois da destruição da República Guarani, o todo-poderoso primeiro-ministro português, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marques do Pombal, expulsa os jesuítas do Império Português.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, que seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos. Tudo muda com o lançamento em 10 de janeiro de 1776 do panfleto Sementes do Homem, do revolucionário britânico Tom Paine.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os norte-americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780. O Tratado de Paris, reconhecendo a independência dos EUA, é assinado em 3 de setembro de 1783.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Polônia se rende à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

A guerra começa com o bombardeio de Gdansk e a invasão por terra da Polônia, sob a acusação de que alemães estavam sendo discriminados, maltratados e agredidos no país. (Qualquer semelhança com a desculpa do ditador russo Vladimir Putin para invadir a Ucrânia não é mera coincidência.)

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus leva à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia. É o maior centro de extermínio do Holocausto, onde morrem 1,5 milhão de pessoas, sendo 1,1 milhão de judeus.

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opõe aos aliados (Reino Unido e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, a bióloga Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson nasce em 27 de maio de 1907 em Springdale, no estado da Pensilvânia, onde seus pais têm uma propriedade rural de 26 hectares. Leitora ávida, na juventude Rachel lê grandes escritores como Herman Melville, Joseph Conrad e Robert-Louis Stevenson. Ela conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pede então que escreva um livro com foco principal no DDT. Ela pesquisa durante quatro anos.

A indústria química reage com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morre de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criam a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começa a deixar de ser usado a partir de 1972.

quarta-feira, 27 de setembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

INVASÃO NORMANDA

    Em 1066, depois de um atraso por causa do mau tempo, Gulherme, Duque da Normandia, embarca seu exército de 7 mil homens e zarpa em direção ao Sudeste da Inglaterra. É o início da Conquista Normanda, um marco na história do país.

O rei Eduardo, o Confessor (1042-66), herdeiro da dinastia anglo-saxã de Alfredo, o Grande (886-899), não tem filhos. Guilherme da Normandia reivindica o trono sob a alegação de que lhe fora oferecido por Eduardo durante uma visita à Inglaterra. Mas os nobres ingleses coroam Haroldo Godwinson, da família mais rica do país, como Haroldo II em 6 de janeiro de 1066.

É um reinado curto. Haroldo II morre na Batalha de Hastings, em 14 de outubro de 1066, e Guilherme, o Conquistador, se torna rei da Inglaterra como Guilherme I mantendo suas possessões na Normandia. Isto levou a conflitos e reivindicações de soberania entre a França e a Inglaterra até a formação de uma aliança, a Entente Cordiale, em 8 de abril de 1904.

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e fazem planos para converter os muçulmanos.

Como a Terra Santa está sob o Império Otomano, sem poder chegar em Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola é canonizado.

Os jesuítas são fundamentais na colonização e na educação da América Latina, já que os impérios Português e Espanhol entregam as escolas à Igreja Católica. Em 28 de junho de 1759, pouco depois da destruição da República Guarani, o todo-poderoso primeiro-ministro português, Sebastião José de Carvalho e Melo, o Marques do Pombal, expulsou os jesuítas do Império Português.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, que seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos. Tudo muda com o lançamento em 10 de janeiro de 1776 do panfleto Sementes do Homem, do revolucionário britânico Tom Paine.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780. O Tratado de Paris, reconhecendo a independência dos EUA, é assinado em 3 de setembro de 1783.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, no início da Segunda Guerra Mundial (1939-45), a Polônia se rende à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

A guerra começa com o bombardeio de Gdansk e a invasão por terra da Polônia, sob a acusação de que alemães estavam sendo discriminados, maltratados e agredidos no país. (Qualquer semelhança com a desculpa do ditador russo Vladimir Putin para invadir a Ucrânia não é mera coincidência.)

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus leva à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia. É o maior centro de extermínio do Holocausto, onde morrem 1,5 milhão de pessoas, sendo 1,1 milhão de judeus..

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opõe aos aliados (Reino Unido e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, a bióloga Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson nasce em 27 de maio de 1907 em Springdale, no estado da Pensilvânia, onde seus pais tinham uma propriedade rural de 26 hectares. Leitora ávida, na juventude Rachel lê grandes escritores como Herman Melville, Joseph Conrad e Robert-Louis Stevenson. Ela conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pede então que escreva um livro com foco principal no DDT. Ela pesquisa durante quatro anos.

A indústria química reage com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morre de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criam a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começa a deixar de ser usado a partir de 1972.

segunda-feira, 27 de setembro de 2021

Hoje na História do Mundo: 27 de Setembro

COMPANHIA DE JESUS

    Em 1540, o papa Paulo III dá a Inácio de Loyola a carta reconhecendo a criação da Companhia de Jesus ou Ordem dos Jesuítas, que teria um papel fundamental na Contrarreforma, a reação da Igreja Católica à Reforma Protestante, e na colonização da América Latina.

Inácio de Loyola, um ex-soldado do Exército da Espanha, funda o movimento em agosto de 1534 com seis estudantes. Eles fazem votos de castidade e pobreza, e fazem planos para converter os muçulmanos.

Como na Terra Santa o Império Bizantino está em guerra com o Império Otomano, sem poder chegar em Jerusalém, Inácio de Loyola vai a Roma e pede autorização ao papa para criar a ordem.

Logo, os jesuítas vão para a América Latina, onde fundam São Paulo e criam a chamada República Comunista Cristã dos Guaranis, para o Congo, a Etiópia e a Índia. Santo Inácio de Loyola foi canonizado.

PAZ AMERICANA

    Em 1779, durante a Guerra da Independência (1775-83), o Congresso Continental nomeia John Adams, seria o segundo presidente dos Estados Unidos (1797-1801), como ministro plenipotenciário para ir à França negociar tratados de paz e de comércio com o Império Britânico.

A guerra começa em abril de 1775 sem o objetivo de proclamar a independência, o que acontece em 4 de julho de 1776. Até então, era uma guerra civil dentro do Império Britânico, com os colonos americanos reivindicando mais direitos.

O navio de Adams não chega a Brest, na França. Aporta em El Ferrol, no Noroeste da Espanha. Os americanos atravessam os Montes Pirineus no lombo de mulas e chegam a Paris em fevereiro de 1780.

RENDIÇÃO DA POLÔNIA

    Em 1939, a Polônia se renda à Alemanha Nazista, que prende 140 mil militares poloneses e começa uma campanha de terror contra a elite do país, executando empresários, fazendeiros, médicos e intelectuais na chamada Ação Extraordinária de Pacificação.

Numa única diocese, 214 padres são mortos porque os nazistas temem que a Igreja Católica seja um foco de resistência. A perseguição aos judeus levou à instalação do campo de concentração de Auschwitz num antigo quartel do Exército da Polônia.

EIXO DO MAL

    Em 1940, a Alemanha Nazista e a Itália Fascista assinam o pacto tripartite com o Império do Japão, formando o Eixo, que se opunha aos aliados (Reino Unido e depois Estados Unidos e União Soviética) na Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Os objetivos do Eixo são a expansão territorial, com a formação de impérios com base na conquista militar, acabar com a ordem mundial pós-Primeira Guerra Mundial e com o comunismo soviético.

Em 1º de novembro de 1936, uma semana depois de firmar um tratado de amizade, a Alemanha e a Itália anunciam a criação do Eixo Roma-Berlim. 

Em 25 de novembro de 1936, a Alemanha nazista e o Japão imperial assinam o Pacto Anti-Internacional Comunista (Comintern) em oposição à URSS. A Itália adere em 6 de novembro de 1937. 

Em 22 de maio de 1939, a Alemanha e a Itália firmam um tratado conhecido como Pacto de Aço, formalizando a aliança do Eixo através de provisões militares. 

Depois do início da guerra, em 27 de setembro de 1940, a Alemanha, a Itália e o Japão assinam o Pacto Tripartite, mais conhecido como o Eixo.

PRIMAVERA EM SILÊNCIO

    Em 1962, Rachel Carson lança o livro Primavera Silenciosa, um marco do início do movimento ecológico nos Estados Unidos, publicado inicialmente na revista The New Yorker, para alertar sobre o impacto dos agrotóxicos sobre a natureza.

Carson conclui um mestrado em zoologia na Universidade Johns Hopkins em 1932. Nas próximas décadas, pesquisa os ecossistemas da Costa Oeste.

No fim dos anos 1950, manifesta preocupação com a ação pesticidas sobre o ambiente natural. A Sociedade Audubon lhe pediu então que escrevesse um livro com foco principal no DDT.

A indústria química reagiu com dureza, acusando-a se ser "uma defensora fanática do culto do equilíbrio da natureza" e "provavelmente comunista". Ela morreu de câncer dois anos depois da publicação do livro.

Os EUA criaram a Agência de Proteção Ambiental em 1970 e o DDT começou a deixar de ser usado a partir de 1972.

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

Justiça da Alemanha autoriza cidades a proibir veículos a diesel

O superior tribunal de justiça da Alemanha autorizou hoje os governos municipais a proibir o trânsito de veículos movidos a óleo diesel para combater a poluição e melhorar a qualidade do ar. Milhões de veículos podem sair de circulação, noticiou o jornal inglês The Guardian.

A decisão histórica revoluciona o maior mercado de automóveis da Europa. Cerca de 15 milhões de veículos são movidos a diesel na Alemanha. É um problema para a frágil coalizão liderada pela primeira-ministra conservadora Angela Merkel com o Partido Social-Democrata (SPD).

"O tribunal não impôs nenhuma proibição, mas trouxe clareza sobre a lei", declarou a ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks. "As proibições podem ser evitadas. É minha meta e meu desejo que não entrem em vigor."

Em seu julgamento, o Tribunal Administrativo Federal, com sede na cidade de Leipzig, manteve a decisão de instâncias inferiores sobre o veto a veículos a diesel em Stuttgart e Düsseldorf, duas das cidades mais poluídas do país.

"É um grande dia para o ar puro na Alemanha", festejou Jürgen Resch, da Ajuda Ambiental Alemã, uma organização não governamental de proteção à natureza.

Ao criticar a decisão, o presidente da Associação da Indústria Automobilística da Alemanha, Matthias Wissmann, afirmou que "os padrões ambiciosos de qualidade do ar nas cidades alemãs podem ser atingidos sem proibições."

O excesso de óxidos de nitrogênio no ar causa uma série de problemas de saúde, de asma a derrame, matando entre 6 e 10 mil pessoas por ano na Alemanha. É um problema do óleo diesel, observou a televisão pública britânica BBC.

A norma da União Europeia é de no máximo 40 microgramas de óxidos de nitrogênio por metro cúbico de ar. Várias cidades alemãs, como Colônia, Düsseldorf, Munique e Stuttgart, várias vezes passam de 70 microgramas.

Mas o diretor da Associação de Municípios da Alemanha, Gerd Landsberg, considera difícil implantar e fiscalizar um veto a veículos a diesel com eficiência: "As prefeituras simplesmente não estão em posição de realizar em curto prazo a montanha burocrática necessária para aplicar uma proibição de dirigir" veículos a diesel.

Nem todos pensam assim. Em Hamburgo, o maior porto da Alemanha, situado no Norte do país, o senador verde Jens Kerstan promete banir o óleo diesel "em semanas" se a Câmara Municipal assim o decidir.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Fundação alemã forma agentes de mudança ambiental

A Fundação Konrad Adenauer realizará um curso de capacitação ambiental nesta semana no Rio de Janeiro. Ainda há vagas. Caso tenha interesse em participar, entre em contato através do email: kathrin.zeller@kas.de 


Mais informações: http://www.kas.de/brasilien/pt/events/50381/

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Cobras gigantescas dominam pântano do Sul da Flórida

Pitons e anacondas importadas como animais domésticos e depois soltas na natureza por donos que se consideram incapazes de controlá-las estão disputando com os aligatores o topo da cadeia alimentar no pântano do Sul da Flórida, a região conhecida como Everglades, nos Estados Unidos.

Coelhos e outros mamíferos pequenos já correm risco de extinção, adverte hoje o jornal The Washington Post, citando uma pesquisa científica divulgada ontem. Mais de 90% desses animais foram mortos.

"Não há muitos animais nativos que as pitons não consigam engolir", admite o biólogo Robert Reed, pesquisador do Centro de Ciência Forte Collins da Sondagem Geológica dos EUA, um dos autores do estudo divulgado ontem pela Academia Nacional de Ciências. "Estamos tentando impedir que elas cheguem a outras regiões."

Uma piton fêmea põe até cem ovos. A média é 54.

O comércio de répteis movimenta US$ 2 bilhões por ano nos EUA.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Maré negra chega à costa dos EUA

As primeiras ondas da maré negra criada por um vazamento de petróleo no Golfo do México chegaram hoje à foz do Rio Mississípi e aos pântanos da costa do estado da Louisiana, nos Estados Unidos. O presidente Barack Obama suspendeu as novas autorizações para exploração de petróleo no mar.

Na Casa Branca, Obama anunciou ter encomendado um estudo para definir em 30 dias que regras e tecnologias são necessárias para tornar mais segura a prospecção e a lavra de petróleo no mar.

Desde a explosão que destruiu e afundou a plataforma Deepwater Horizon, há 10 dias, matando 11 petroleiros, a mancha de espalhou por uma distância de até 200 quilômetros.

Três furos num oleduto estão jogando mais de 900 mil litros de petróleo por dia no mar. Como o conserto pode levar mais de um mês, há um risco de que o vazamento na plataforma da empresa BP supere o do navio Exxon Valdez, que derramou quase 41 milhões de litros no Alasca em 1989.

Na época, foi aprovada uma lei para obrigar as companhias de petróleo a pagar os prejuízos pelos acidentes ecológicos que causarem. As autoridades federais e estaduais dos EUA estão revoltadas com a atitude da BP e prometem cobrar toda a conta da empresa.

Barreiras e barcos com suprimentos foram colocados em posição na Lousiana, o primeiro estado americano atingido. Os governos do México e dos estados do Texas, do Alabama e da Flórida estão em estado de alerta.

O presidente Obama está particularmente preocupado. Em 2005,  a mesma região foi duramente atingida pelo furacão Katrina em 2005 e o governo George W. Bush (2001-09) foi acusado de negligência no socorro às vítimas.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Grande Recessão reduz emissões como nunca

A Grande Recessão mundial nos últimos 12 meses causou uma queda sem precedentes nas emissões de gases que agravam o efeito estufa, superando a queda anterior, de 1981, consequência do segundo choque na oferta de petróleo depois da revolução islâmica no Irã, em 1979.

Uma pesquisa da Associação Internacional de Energia, que reúne os grandes países consumidores, conclui que é uma "oportunidade única" de migrar para uma economia menos dependente do carbono.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Metade dos primatas está ameaçada de extinção

Quase a metade, 48% das espécies e subespécies de primatas, a ordem a que pertencem os macacos e os seres humanos, estão ameaçados de extinção, revela um estudo da União Internacional para a Preservação da Natureza (IUCN). As principais causas são a caça e a destruição das florestas.

"Temos dados consistentes para mostrar que a situação é muito mais grave do que se imaginava", afirmou o professor Russell Mittermeier, especialista da IUCN.

Há cinco anos, usando critérios diferentes, os cientistas estimaram que 39% dos primatas estariam com a sobrevivência ameaçada.

A ameaça vem principalmente da destruição ao ambiente natural dos primatas, com as queimadas e o o desmatamento das florestas tropicais, e também da caça para comer sua carne. Algumas espécies estariam sendo "literalmente devoradas rumo à extinção", alerta a IUCN.

Em algumas regiões da África, observou Mittermeier, "a carne de gorilas, chimpanzé e outros macacos vale mais do que carne de gado, aves ou pescado".

O desmatamento abre caminho para os caçadores. Assim, as duas ameaças se reforçam.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Degelo da Antártida está sendo mais rápido

O aquecimento global está afetando gigantescas camadas de gelo na Antártida que se considerava protegidas do agravamento do efeito estufa. Como o continente tem 90% do gelo do planeta, isto aumenta a perspectiva de uma elevação ainda maior e mais rápida do nível de água dos oceanos.

Nos últimos 10 anos, houve uma clara aceleração no degelo.

Leia mais no The Washington Post.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Morre Anita Roddick, fundadora da BodyShop

Anita Roddick, que transformou seus ideias num negócio lucrativo e politicamente correto, morreu de hemorragia cerebral na segunda-feira aos 64 anos. Ela tinha hepatite C e desenvolvera cirrose hepática, uma das conseqüências da doença.

Anita começou abrindo uma simples loja de cosméticos ecologicamente corretos, não-testados em animais, a BodyShop, em 1976, em Brighton, uma cidade à beira-mar no Sul da Inglaterra. Hoje, são mais de 2 mil lojas em 50 países.

No ano passado, a BodyShop foi vendida para a l'Oreal, da França, mas retém sua marca e sua identidade, e continua a ser administrada como uma empresa independente.

A BodyShop de Anita não fazia propaganda de seus produtos e aproveitava as vitrines de suas lojas para promover a proteção à natureza e a defesa do meio ambiente. Na busca de matérias-primas para seus produtos, Anita Roddick foi parar na Amazônia. Lançou uma linha de produtos à base de castanha-do-pará e aproveitou os índios e a Floresta Amazônica para promovê-los. Seus críticos, inclusive a organização não-governamental Survival International a acusaram de faturar em cima dos índios dando-lhe uma participação irrisória nas vendas.

Contrária à ditadura da beleza e ao padrão estético anoréxicos das passarelas da moda, Anita lançou uma linha de produtos para gordinhas. O símbolo era Ruby, uma boneca inspirada nas mulheres do pintor flamengo Pieter Paul Rubens, do século 17, uma época em que magreza era sinal de tuberculose.

O primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, lamentou a morte de Anita Roddick, destacando como um exemplo de "grande ativista" e "grande empresária".

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Faça sua parte contra o aquecimento global

Desde que o Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima advertiu para os efeitos potencialmente catastróficos do aquecimento global, países, empresas e pessoas buscam maneira de dar sua contribuição para reduzir as emissões dos gases que provocam o efeito estufa.

A seguir, 10 dicas do site americano MarketWatch:

1. Compre comida produzida na sua região: cerca de 10% da energia consumida nos Estados Unidos, campeão mundial do consumismo, é usada para produzir, processar e transportar alimentos. Coma menos carne vermelha, que consome muito mais energia para ser produzida.

2. Tire férias num lugar mais próximo: os aviões são grandes poluidores. Se tiver de viajar de avião, prefira vôos diretos. O consumo de combustível é muito maior na decolagem e na aterrissagem. Evite a primeira classe. Tendo mais espaço, sua contribuição para o efeito estufa será cinco vezes maior. Alugue um carro mais econômico e prefira o turismo ecológico.

3. Economize no trabalho: convença sua empresa a usar papel reciclável e só imprima o que for absolutamente necessário.
Desligue o monitor quando sair de sua mesa de trabalho e desligue o computador no fim do dia. Na próxima vez em que comprar computador, fax, scanner, impressora ou copiadora, certifique-se de que tenham selo de poupança de energia. Programe-os para entrarem em repouso quando não estiver usando-os. Em vez de viajar, veja se consegue resolver os problemas por teleconferência.

4. Faça uma auditoria sobre o consumo de energia na sua casa: a eficiência energética pode aumentar em até 25%, especialmente em climas frios onde a casa é aquecida. Uma casa menor é mais econômica. O site do Departamento de Energia dos EUA dá vários conselhos.

5. Prefira sempre a última tecnologia: um laptop gasta muito menos do que um desktop. Um monitor de tela plana consome metade da energia. O microondas gasta bem menos do que um forno a gás ou lenha.

6. Desligue os aparelhos elétricos da tomada: cerca de 5% da eletricidade usada nos EUA é desperdiçada com equipamentos plugados que não estão em uso. Quando ficam em 'standby', eles continuam gastando energia. Antes de viajar, desplugue tudo. Use lâmpadas fluorescentes compactas e instale potenciômetros para adequar o nível de luz.

7. Compre carros mais econômicos dentro da faixa de suas necessidades: prefira os carros híbridos, que aceitam mais de um combustível. Se todos optassem pelo carro mais econômico em sua categoria, os americanos continuariam andando de carro mas economizariam o equivalente ao que importam do Oriente Médio. Andar e pé ou de bicicleta é o ecologicamente correto. use transporte solidário, dando e oferecendo carona a colega e amigos.

8. Prefira energias alternativas: o ideal num país tropical com grande insolação como o Brasil é o uso de energia solar para aquecimento doméstico. O vento e as marés também são fontes alternativas. Não vão mudar a matriz energética mas permitem reduzir a produção de energia a partir de combustíveis fósseis, principal causa do aquecimento global. Nos EUA e na Europa, há companhias de eletricidade que oferecem energia de fontes mais limpas.

9. Corte os excessos: consuma menos. Prefira produtos com menos embalagens. Dispense o saco plástico e use sua própria sacola de compras, de preferência de pano. Separe seu lixo. Reutilize e recicle tudo o que puder. Não jogue óleo de cozinha usado na pia da cozinha. Tenha cuidado especial com pilhas elétricas e baterias usadas. Toda poluição tem um elevado custo energético.

10. Use menos água: tome banhos mais curtos, feche a torneira ao escovar os dentes ou lavar a louça, não lave o carro nem regue o jardim com mangueira. A água será um dos recursos escassos neste século, especialmente se a temperatura média do planeta ficar mais quente.

quinta-feira, 12 de abril de 2007

Controle do clima exige ação imediata

Depois da onda de catastrofismo provocada pela divulgação do relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (PIMC), com os prognósticos sobre os resultados do aquecimento da Terra, afinal uma boa notícia: se forem tomadas providências imediatas, o custo para manter o aumento de temperatura média do planeta numa faixa de até 2ºC até 2030 seria de apenas 0,6% do produto mundial bruto, hoje um pouco acima de US$ 42 trilhões, algo em torno de US$ 2,5 trilhões.

“Há um grande potencial econômico para limitar as emissões de gases que causam o efeito estufa em todos os setores nas próximas décadas, e até mesmo para reduzi-las abaixo dos níveis atuais”, indica o relatório do Grupo de Trabalho 3 do PIMC. O texto final sugerindo medidas para atacar o problema só será publicado em maio.

A proposta defende ações contundentes em curto prazo para reverter a tendência do atual aquecimento do planeta pela ação humana. “As medidas que serão tomadas para atenuar o aquecimento do planeta nos próximos 30 anos determinarão até que ponto a temperatura média do globo aumentará e as conseqüências ambientais deste aumento”, advertem cientistas de mais de 100 países. Eles calculam que as emissões de CO2 geradas pela ação humana crescerão entre 40% e 110% até 2030, especialmente nos países em desenvolvimento.

Sem uma ação decidida, o aumento da temperatura da Terra provocado pelo homem pode deixar 1 bilhão de pessoas sem água, levar a um grande aumento da fome no mundo e à extinção de 30% das espécies de animais e plantas nos próximos 50 anos, alertou o relatório do PIMC divulgado em 6 de abril em Bruxelas, na Bélgica, com foco nas futuras conseqüências do efeito estufa.

Pelo prognóstico dos cientistas, basta um aumento de dois graus centígrados em relação à temperatura média de 1990 para causar uma nova extinção em massa. A previsão, no momento, é de uma elevação de 1,8ºC a 4ºC neste século.

As regiões que sofrem com falta de chuva, como o Nordeste do Brasil, podem virar desertos. A América Latina pode perder 50% de seus terras agrícolas até 2050. Na África, a produção de alimentos pode cair à metade. Até a Floresta Amazônica e as neves eternas da cordilheira do Himalaia correm o risco de desaparecer. A Amazônia passaria de floresta a savanna. As praias podem desaparecer, engolidas pela elevação do nível dos mares. Os furacões, as enchentes, as ondas de calor e as tempestades tendem a se tornar mais violentas.

O problema é que os efeitos atingirão desproporcionalmente os países mais pobres, situados em zonas mais quentes. Esses países entendem, com razão, que os principais responsáveis pelo aquecimento global são os países industrializados. Potências emergentes como China e Índia relutam em impor limites que reduzam seu crescimento.

Por outro lado, quando se negou a assinar o Protocolo de Quioto, que pretende congelar até 2012 as emissões de gases que causam o efeito estufa nos níveis de 1990, o presidente George W. Bush alegou que isto reduziria o crescimento econômico dos EUA. Daria vantagem a uma concorrente como a China, que cresce rapidamente sem maiores preocupações ambientais.

Bush entende que qualquer acordo precisa ser global. Diversos países soberanistas, que se negam a abrir mão da soberania nacional em busca do bem comum, caso dos EUA, China, Índia e Rússia, que ao mesmo tempo são ou serão grandes poluidores, podem dificultar a adoção rápida de medidas efetivas contra o efeito estufa.

Para o Brasil, há uma grande oportunidade porque a maioria das emissões não sai do setor produtivo e moderno da economia; 75% devem-se às queimadas. Simplesmente combate queimadas e derrubadas o país pode aumentar seu poder de barganha em negociações internacionais de meio ambiente.

Leia a íntegra na minha coluna no Baguete.