O superior tribunal de justiça da Alemanha autorizou hoje os governos municipais a proibir o trânsito de veículos movidos a óleo diesel para combater a poluição e melhorar a qualidade do ar. Milhões de veículos podem sair de circulação, noticiou o jornal inglês The Guardian.
A decisão histórica revoluciona o maior mercado de automóveis da Europa. Cerca de 15 milhões de veículos são movidos a diesel na Alemanha. É um problema para a frágil coalizão liderada pela primeira-ministra conservadora Angela Merkel com o Partido Social-Democrata (SPD).
"O tribunal não impôs nenhuma proibição, mas trouxe clareza sobre a lei", declarou a ministra do Meio Ambiente, Barbara Hendricks. "As proibições podem ser evitadas. É minha meta e meu desejo que não entrem em vigor."
Em seu julgamento, o Tribunal Administrativo Federal, com sede na cidade de Leipzig, manteve a decisão de instâncias inferiores sobre o veto a veículos a diesel em Stuttgart e Düsseldorf, duas das cidades mais poluídas do país.
"É um grande dia para o ar puro na Alemanha", festejou Jürgen Resch, da Ajuda Ambiental Alemã, uma organização não governamental de proteção à natureza.
Ao criticar a decisão, o presidente da Associação da Indústria Automobilística da Alemanha, Matthias Wissmann, afirmou que "os padrões ambiciosos de qualidade do ar nas cidades alemãs podem ser atingidos sem proibições."
O excesso de óxidos de nitrogênio no ar causa uma série de problemas de saúde, de asma a derrame, matando entre 6 e 10 mil pessoas por ano na Alemanha. É um problema do óleo diesel, observou a televisão pública britânica BBC.
A norma da União Europeia é de no máximo 40 microgramas de óxidos de nitrogênio por metro cúbico de ar. Várias cidades alemãs, como Colônia, Düsseldorf, Munique e Stuttgart, várias vezes passam de 70 microgramas.
Mas o diretor da Associação de Municípios da Alemanha, Gerd Landsberg, considera difícil implantar e fiscalizar um veto a veículos a diesel com eficiência: "As prefeituras simplesmente não estão em posição de realizar em curto prazo a montanha burocrática necessária para aplicar uma proibição de dirigir" veículos a diesel.
Nem todos pensam assim. Em Hamburgo, o maior porto da Alemanha, situado no Norte do país, o senador verde Jens Kerstan promete banir o óleo diesel "em semanas" se a Câmara Municipal assim o decidir.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Justiça da Alemanha autoriza cidades a proibir veículos a diesel
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sábado, 3 de setembro de 2016
China aprova acordo da Conferência do Clima de Paris
O Congresso Nacional do Povo da China aprovou neste sábado o acordo internacional firmado na 21ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-21), realizada em Paris no fim de 2015.
Maior poluidor da atmosfera hoje, responsável por 24% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, a China é o primeiro grande país emissor a ratificar o acordo.
Nos EUA, maior país emissor ao longo da história e segundo maior hoje, as chances de aprovação são escassas num Congresso dominado pela oposição republicana, que rejeita a tese de que o aquecimento global é resultado emissões de gases carbônicos produzidos pelo homem.
Em Paris, pela primeira vez, tanto países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento se comprometeram a tomar medidas para controlar a emissão de gases-estufa e assim tentar conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de dois graus centígrados em relação à era pré-industrial. Mas as metas são voluntárias.
Maior poluidor da atmosfera hoje, responsável por 24% das emissões de gases que agravam o efeito estufa, a China é o primeiro grande país emissor a ratificar o acordo.
Nos EUA, maior país emissor ao longo da história e segundo maior hoje, as chances de aprovação são escassas num Congresso dominado pela oposição republicana, que rejeita a tese de que o aquecimento global é resultado emissões de gases carbônicos produzidos pelo homem.
Em Paris, pela primeira vez, tanto países desenvolvidos quanto os em desenvolvimento se comprometeram a tomar medidas para controlar a emissão de gases-estufa e assim tentar conter o aumento da temperatura média do planeta abaixo de dois graus centígrados em relação à era pré-industrial. Mas as metas são voluntárias.
terça-feira, 5 de abril de 2016
BP paga US$ 20,8 bilhões por vazamento de óleo no Golfo do México
Um juiz federal de Nova Orleans aprovou ontem o acordo entre o governo dos Estados Unidos e a companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, para que a empresa pague US$ 20,8 bilhões (R$ 76 bilhões) como responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México em 2010, o maior acidente ecológico da história do país.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.
"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.
O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.
"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.
O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
BP paga US$ 20,8 bi por vazamento de petróleo no Golfo do México
A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, concordou em pagar US$ 20,8 bilhões em compensações pelo vazamento de cerca de 800 milhões de litros de petróleo bruto no Golfo do México em 2010, anunciou ontem o Departamento da Justiça dos Estados Unidos, informa o jornal Latin American Herald Tribune.
Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".
Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.
Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".
Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.
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terça-feira, 22 de setembro de 2015
VW admite fraude de normas antipoluição em 11 milhões de veículos
Depois de um grande esforço para se tornar o maior fabricante de automóveis do mundo, a empresa alemã Volkswagen reconheceu hoje que 11 milhões de veículos foram equipados com programas de computador para mascarar a emissão de poluentes e fraudar as normais de proteção ambiental.
Sob ameaça de um processo penal nos Estados Unidos, da convocação dos responsáveis pela empresa na Coreia do Sul e do pedido da França de uma investigação na Europa, a VW perdeu nos últimos dias 20% de seu valor de mercado.
Hoje, o diretor-presidente da empresa, Martin Winterkorn, prometeu que a manipulação jamais se repetirá. O escândalo das emissões de poluentes provocou uma onda de choque na Alemanha, onde a VW era considerada uma empresa-modelo e um orgulho nacional.
Na sexta-feira, as autoridades americanas denunciaram a fraude para mascarar a poluição gerada pelos veículos da VW movidos a óleo diesel, que poderia ser até 40 vezes acima do permitido. A multa pode chegar a US$ 18 bilhões.
A organização não governamental Conselho Internacional por um Transporte Limpo logo levantou a suspeita de que a fraude tenha sido cometida não só nos EUA, levando a União Europeia e a Coreia do Sul a exigir esclarecimentos e abrir investigações.
No primeiro semestre de 2015, a VW superou a japonesa Toyota em número de veículos vendidos, tornando-se a maior empresa do setor no mundo. Agora, essa liderança está ameaçada.
Sob ameaça de um processo penal nos Estados Unidos, da convocação dos responsáveis pela empresa na Coreia do Sul e do pedido da França de uma investigação na Europa, a VW perdeu nos últimos dias 20% de seu valor de mercado.
Hoje, o diretor-presidente da empresa, Martin Winterkorn, prometeu que a manipulação jamais se repetirá. O escândalo das emissões de poluentes provocou uma onda de choque na Alemanha, onde a VW era considerada uma empresa-modelo e um orgulho nacional.
Na sexta-feira, as autoridades americanas denunciaram a fraude para mascarar a poluição gerada pelos veículos da VW movidos a óleo diesel, que poderia ser até 40 vezes acima do permitido. A multa pode chegar a US$ 18 bilhões.
A organização não governamental Conselho Internacional por um Transporte Limpo logo levantou a suspeita de que a fraude tenha sido cometida não só nos EUA, levando a União Europeia e a Coreia do Sul a exigir esclarecimentos e abrir investigações.
No primeiro semestre de 2015, a VW superou a japonesa Toyota em número de veículos vendidos, tornando-se a maior empresa do setor no mundo. Agora, essa liderança está ameaçada.
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Explosão em indústria química mata uma pessoa na China
A explosão de uma fábrica na provincia de Xandong, na China, matou pelo menos uma pessoa ontem, noticiou o jornal South China Morning Post, editado em Hong Kong. É mais uma tragédia atribuída ao descaso do regime comunista chinês com a segurança.
O acidente ocorreu na província de Lijin. Foi a segunda explosão na mesma província em pouco mais de uma semana. Em 12 de agosto, uma série de explosões matou cerca de 150 pessoas no porto de Tianjin. Foi um dos piores acidentes industriais na história do país. O incêndio subsequente durou cinco horas.
Depois de perseguir o crescimento a qualquer custo nas últimas três décadas e meia, o regime comunista chinês enfrenta o desafio de melhorar a segurança e reduzir a contaminação ambiental em plena crise provocada pela desaceleração do crescimento.
Hoje, o índice oficial dos gerentes de compras do governo da China indicou uma queda na produção industrial, o menor valor em três anos. A Bolsa de Valores de Xangai opera em baixa de 1,23%, noticia a agência Bloomberg News.
O acidente ocorreu na província de Lijin. Foi a segunda explosão na mesma província em pouco mais de uma semana. Em 12 de agosto, uma série de explosões matou cerca de 150 pessoas no porto de Tianjin. Foi um dos piores acidentes industriais na história do país. O incêndio subsequente durou cinco horas.
Depois de perseguir o crescimento a qualquer custo nas últimas três décadas e meia, o regime comunista chinês enfrenta o desafio de melhorar a segurança e reduzir a contaminação ambiental em plena crise provocada pela desaceleração do crescimento.
Hoje, o índice oficial dos gerentes de compras do governo da China indicou uma queda na produção industrial, o menor valor em três anos. A Bolsa de Valores de Xangai opera em baixa de 1,23%, noticia a agência Bloomberg News.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
BP paga US$ 18,7 bilhões por acidente no Golfo do México
A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, fez um acordo para pagar US$ 18,7 bilhões de indenização em 18 anos a governos municipais, estaduais e federal dos Estados Unidos pelo acidente com uma plataforma de petróleo no Golfo do México em que 11 pessoas morreram cinco anos atrás.
Além da União, o acordo envolve os estados do Alabama, da Lousiana, da Flórida, do Mississípi e do Texas, e 400 municípios e entidades. Uma multa de US$ 5,5 bilhões será aplicada com base na Lei da Água Limpa por causa do desastre ambiental causado pelo vazamento de petróleo no mar.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em chamas em 20 de abril de 2010 e afundou no mar dois dias depois. Como a boca do poço de petróleo ficava a 1,5 mil metros de profundidade, a companhia só conseguiu estancar o vazamento em 17 de julho, 87 dias depois.
Ao todo, 4,9 milhões de barris ou 780 milhões de litros de petróleo contaminaram o golfo e regiões litorâneas na costa dos EUA.
Além da União, o acordo envolve os estados do Alabama, da Lousiana, da Flórida, do Mississípi e do Texas, e 400 municípios e entidades. Uma multa de US$ 5,5 bilhões será aplicada com base na Lei da Água Limpa por causa do desastre ambiental causado pelo vazamento de petróleo no mar.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em chamas em 20 de abril de 2010 e afundou no mar dois dias depois. Como a boca do poço de petróleo ficava a 1,5 mil metros de profundidade, a companhia só conseguiu estancar o vazamento em 17 de julho, 87 dias depois.
Ao todo, 4,9 milhões de barris ou 780 milhões de litros de petróleo contaminaram o golfo e regiões litorâneas na costa dos EUA.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
Poluição supera limites em 89% das grandes cidades da China
O maior e mais rápido desenvolvimento industrial da história, realizado sob a ditadura do Partido Comunista, levou 89% das grandes cidades chinesas a ter níveis de poluição acima dos limites considerados seguros para a saúde humana, revelou ontem o relatório anual do Ministério da Proteção Ambiental da China, citado pelo jornal Latin American Herald Tribune.
Oito das dez cidades mais poluídas ficam na região da capital, Beijim. Das 75 cidades examinadas, Hebei, próxima à capital, teve a pior qualidade do ar em 2014. A quantidade de material particulado no ar de Beijim, Hebei e Tianjin caiu de 106 microgramas em 2013 para 93 no ano passado, mas ainda é muito pouco.
De acordo com o ex-ministro da Saúde Chen Zhu, 350 a 500 mil pessoas morrem prematuramente por ano na China por causa da poluição da atmosfera. Organizações não governamentais estimam que o total chegue a 1,2 milhão.
Oito das dez cidades mais poluídas ficam na região da capital, Beijim. Das 75 cidades examinadas, Hebei, próxima à capital, teve a pior qualidade do ar em 2014. A quantidade de material particulado no ar de Beijim, Hebei e Tianjin caiu de 106 microgramas em 2013 para 93 no ano passado, mas ainda é muito pouco.
De acordo com o ex-ministro da Saúde Chen Zhu, 350 a 500 mil pessoas morrem prematuramente por ano na China por causa da poluição da atmosfera. Organizações não governamentais estimam que o total chegue a 1,2 milhão.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2014
Países vão propor metas voluntárias de cortes de emissões de carbono
Cerca de 190 países das Nações Unidas concordaram na 20º Conferência das Partes da Convenção sobre a Mudança do Clima, realizada em Lima, no Peru, em apresentar até março de 2015 metas voluntárias de redução das emissões de gases que agravam o efeito estufa. A meta é chegar a um novo acordo a ser acertado na 21ª Conferência do Clima, marcada para daqui a um ano, em Paris.
As negociações ganham um forte impulso quando os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama, os maiores poluidores mundiais anunciaram um acordo durante a reunião do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em Beijim, no mês passado.
De modo geral, os países em desenvolvimento, liderados pela China e a Índia, exigiram ajuda financeira e tecnológica para reduzir as emissões sem comprometer o crescimento e programas de combate à pobreza, enquanto os países ricos, a começar pelos EUA, alegam que hoje a maior parte da poluição vem do mundo em desenvolvimento.
A expectativa é que em Paris seja possível chegar a um acordo global para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expirou em 2012 e impunha obrigações apenas aos países industrializados.
As negociações ganham um forte impulso quando os presidentes da China, Xi Jinping, e dos Estados Unidos, Barack Obama, os maiores poluidores mundiais anunciaram um acordo durante a reunião do fórum de Cooperação Econômica da Ásia e do Pacífico (APEC), em Beijim, no mês passado.
De modo geral, os países em desenvolvimento, liderados pela China e a Índia, exigiram ajuda financeira e tecnológica para reduzir as emissões sem comprometer o crescimento e programas de combate à pobreza, enquanto os países ricos, a começar pelos EUA, alegam que hoje a maior parte da poluição vem do mundo em desenvolvimento.
A expectativa é que em Paris seja possível chegar a um acordo global para substituir o Protocolo de Quioto, de 1997, que expirou em 2012 e impunha obrigações apenas aos países industrializados.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2014
Oceanos têm 269 mil toneladas de plástico
Os oceanos da Terra têm hoje cerca de 5,25 trilhões de pedaços de lixo jogados pelo homem, inclusive 269 mil toneladas de plásticos, indica uma primeira estimativa global da poluição feita pelo Instituto 5 Gyres, associado a instituições de seis países, entre elas o Instituto Francês de Pesquisa sobre a Exploração do Mar (Ifremer).
Depois de seis anos de trabalho e de percorrer uma distância de 50 mil milhas náuticas ou 92,6 mil quilômetros, os pesquisadores fizeram o levantamento mais completo até hoje sobre a presença de plásticos nos oceanos. As conclusões foram publicadas ontem na revista científica PLoS ONE, da Biblioteca Pública da Ciência, uma organização não governamental americana.
"Infelizmente", observou o professor Markus Erikssen, coordenador do estudo, "os efeitos dessas partículas atingem os ecossistemas marinhos, especialmente os organismos que atuam como filtros, o zooplâncton e os organismos que vivem em sedimentos. Podem concentrar os poluentes orgânicos e alterar o funcionamento das cadeias alimentares."
O Instituto 5 Gyres, que luta contra a poluição de plásticos nos mares, recomenda à indústria que padronize o ciclo de vida útil de seus produtos, dando preferência aos polímeros biodegradáveis.
Depois de seis anos de trabalho e de percorrer uma distância de 50 mil milhas náuticas ou 92,6 mil quilômetros, os pesquisadores fizeram o levantamento mais completo até hoje sobre a presença de plásticos nos oceanos. As conclusões foram publicadas ontem na revista científica PLoS ONE, da Biblioteca Pública da Ciência, uma organização não governamental americana.
"Infelizmente", observou o professor Markus Erikssen, coordenador do estudo, "os efeitos dessas partículas atingem os ecossistemas marinhos, especialmente os organismos que atuam como filtros, o zooplâncton e os organismos que vivem em sedimentos. Podem concentrar os poluentes orgânicos e alterar o funcionamento das cadeias alimentares."
O Instituto 5 Gyres, que luta contra a poluição de plásticos nos mares, recomenda à indústria que padronize o ciclo de vida útil de seus produtos, dando preferência aos polímeros biodegradáveis.
quinta-feira, 13 de junho de 2013
Europa condena França por poluição da água
O Tribunal de Justiça da União Europeia condenou a França por "falta de proteção" de rios e cursos d'água contra a contaminação por nitratos.
A França está sujeita a uma multa de dezenas de milhões de euros. Um euro vale hoje cerca de R$ 2,86.
A França está sujeita a uma multa de dezenas de milhões de euros. Um euro vale hoje cerca de R$ 2,86.
sábado, 5 de novembro de 2011
Elite do PC chinês usa purificadores de ar antipoluição
O extraordinário desenvolvimento da China nas últimas três décadas, maior exemplo de crescimento rápido da História, foi feito sob uma ditadura, sem maior preocupação com o meio ambiente. Hoje, sete das dez maiores cidades mais poluídas do mundo são chinesas. E a elite do Partido Comunista se protege com purificadores de ar, revela hoje o jornal The New York Times.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Hungria luta para não contaminar Rio Danúbio
Uma megaoperação com participação do Exército da Hungria tenta evitar a contaminação do Rio Danúbio, o segundo maior rio da Europa, pela lama vermelha que vazou de um depósito de lixo industrial de uma fábrica de alumínio.
A limpeza da região atingida pode levar um ano. Pelo menos quatro pessoas morreram no pior acidente ecológico da história húngara. Centenas foram feridas e 400 casas tiveram de ser abandonadas.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Intoxicação por chumbo mata 163 na Nigéria
Com ajuda internacional, profissionais de saúde estão montando centros de atendimento de emergência em Derata no estado de Zampara, no Norte da Nigéria. Pelo menos 163 pessoas, na maioria crianças, morreram intoxicadas por chumbo desde o início do ano.
Ao todo, foram registradas até agora 355 casos, com a morte de 46% dos doentes. Os sintomas são fortes cores de barriga, náusea, vômito e, em alguns casos, convulsões.
O governo da Nigéria pediu ajuda à Organização Mundial de Saúde e ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Um funcionário público nigeriano disse que a água está contaminada por chumbo usado em garimpos ilegais de ouro.
A meta agora é descontaminar a área antes do mês que vem, quando começa a estação chuvosa, capaz de piorar ainda mais a situação.
Ao todo, foram registradas até agora 355 casos, com a morte de 46% dos doentes. Os sintomas são fortes cores de barriga, náusea, vômito e, em alguns casos, convulsões.
O governo da Nigéria pediu ajuda à Organização Mundial de Saúde e ao Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos. Um funcionário público nigeriano disse que a água está contaminada por chumbo usado em garimpos ilegais de ouro.
A meta agora é descontaminar a área antes do mês que vem, quando começa a estação chuvosa, capaz de piorar ainda mais a situação.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Plataforma que afundou polui Golfo do México
Uma plataforma da empresa BP que afundou após acidente no Golfo do México espalha uma mancha de petróleo por 4,75 quilômetros quadrados.
Pelo menos 11 petroleiros morreram no acidente.
terça-feira, 11 de março de 2008
Milhões de americanos bebem água contaminada
Uma variada gama de substâncias componentes de medicamentos foi encontrada na água consumida por 41 milhões de americanos. São antibióticos, anticonvulsivos, tranqüilizantes, hormônios sexuais, entre outros produtos farmacêuticos.
Os cientistas temem conseqüências para a saúde a longo prazo. Nada indica que o mesmo problema não se repita em outros países.
Leia mais no jornal The Daily, do estado americano do Tennessee.
Os cientistas temem conseqüências para a saúde a longo prazo. Nada indica que o mesmo problema não se repita em outros países.
Leia mais no jornal The Daily, do estado americano do Tennessee.
terça-feira, 18 de dezembro de 2007
China endurece política ambiental
Depois de décadas de negligência em nome da rápida industrialização do país, a política ambiental da China começa a dar resultados.
Neste ano, foram rejeitados projetos com investimentos de bilhões de dólares em novas fábricas por não atenderem às exigências. As empresas que sempre ignoraram esses padrões terão de se readaptar.
A China vive o processo de desenvolvimento econômico mais rápido da História, sob a ditadura do Partido Comunista, mas com um custo ambiental elevadíssimo. Seis das dez cidades mais poluídas do mundo são chinesas. O país está prestes a superar os Estados Unidos como maior emissor dos gases que causam o aquecimento global.
É uma situação tão grave que o Comitê Olímpico Internacional ameaçou tirar da capital chinesa provas de longa distância da Olimpíada de Beijim, como a maratona e o ciclismo de estrada.
Em outubro, sinalizando uma mudança política, o presidente Hu Jintao lamentou que "o nosso crescimento econômico tenha sido realizado a um custo ambiental e em recursos excessivamente elevado". Ele prometeu reverter essa tendência.
De 1995 a 2005, a Agência Estatal de Proteção Ambiental rejeitou apenas dois projetos. No ano passado, rejeitou cerca de 110 projetos por causa de seu impacto ambiental.
Neste ano, foram rejeitados projetos com investimentos de bilhões de dólares em novas fábricas por não atenderem às exigências. As empresas que sempre ignoraram esses padrões terão de se readaptar.
A China vive o processo de desenvolvimento econômico mais rápido da História, sob a ditadura do Partido Comunista, mas com um custo ambiental elevadíssimo. Seis das dez cidades mais poluídas do mundo são chinesas. O país está prestes a superar os Estados Unidos como maior emissor dos gases que causam o aquecimento global.
É uma situação tão grave que o Comitê Olímpico Internacional ameaçou tirar da capital chinesa provas de longa distância da Olimpíada de Beijim, como a maratona e o ciclismo de estrada.
Em outubro, sinalizando uma mudança política, o presidente Hu Jintao lamentou que "o nosso crescimento econômico tenha sido realizado a um custo ambiental e em recursos excessivamente elevado". Ele prometeu reverter essa tendência.
De 1995 a 2005, a Agência Estatal de Proteção Ambiental rejeitou apenas dois projetos. No ano passado, rejeitou cerca de 110 projetos por causa de seu impacto ambiental.
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quarta-feira, 28 de novembro de 2007
Sarkozy ameaça taxar poluição chinesa
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, advertiu ontem a China de que a União Européia pode impor tarifas de importação sobre produtos de países que emitem gases que causam o aquecimento global para defender empresas européias que adotarem medidas rígidas para diminuir a poluição.
Em palestra na Universidade Tsinghua, em Beijim, Sarkozy apelou às autoridades chinesas para que assumam sua responsabilidade na proteção ao meio ambiente, lembrando que em breve o país será o maior emissor de gás carbônico do planeta.
A Europa pretende reduzir à metade até 2050 as emissões dos gases que agravam o efeito estufa e alertou que é um problema global: "Não adianta a Europa dar uma resposta e a Ásia outra, o Norte uma e o Sul outra. A China deve participar plenamente".
Em palestra na Universidade Tsinghua, em Beijim, Sarkozy apelou às autoridades chinesas para que assumam sua responsabilidade na proteção ao meio ambiente, lembrando que em breve o país será o maior emissor de gás carbônico do planeta.
A Europa pretende reduzir à metade até 2050 as emissões dos gases que agravam o efeito estufa e alertou que é um problema global: "Não adianta a Europa dar uma resposta e a Ásia outra, o Norte uma e o Sul outra. A China deve participar plenamente".
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