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quinta-feira, 9 de abril de 2026

Hoje na História do Mundo: 9 de Abril

 LOUISIANA FRANCESA 

    Em 1682, René-Robert Cavelier, Senhor de La Salle, reinvindica para a França a soberania sobre a Bacia do Rio de Mississípi, chamando-a de Louisiana em homenagem a Luís XIV (1638-1716), o Rei Sol.

O primeiro europeu a explorar a região é o espanhol Hernando de Soto em 1541. Depois da reivindicação de La Salle, a França começa a colonizar a Louisiana em 1702 com os irmãos Pierre La Moyne d'Iberville e Jean-Baptiste La Moyne de Bienville. Este último funda Nova Orleans em 1718.

Nova Orleans e a Louisiana são cedidas à Espanha por um tratado secreto em 1762. A região volta ao controla francês em 1800. Três anos depois, o presidente Thomas Jefferson compra o território de 2,14 milhões de quilômetros quadrados, incluindo toda a bacia do Missouri-Mississípi, do ditador francês Napoleão Bonaparte por US$ 15 milhões.

Em 1812, a Louisiana passa a ser o 18º estado da União.

NASCIMENTO DE BAUDELAIRE

    Em 1821, nasce em Paris o poeta, tradutor, ensaísta e crítico de arte e literatura Charles-Pierre Baudelaire, autor de As Flores do Mal, talvez o mais importante livro de poesia publicado na Europa no século 19.

Um dos precursores do simbolismo, Baudelaire é considerado o criador da poesia moderna ao lado do norte-americano Walt Whitman.

Ele estuda no Colégio Real de Lyon e no Liceu Louis-le-Grand, de onde é expulso por não revelar o conteúdo de um bilhete passado por um colega. Rebelde, é enviado à Índia pelo padrasto em 1840. Vai até a Ilha da Reunião e volta. Por dois anos, vive com Jeane Duval e abusa de drogas e álcool, o que leva a mãe a acionar a Justiça para que a herança do pai seja controlada por um notário.

Em 1857, lança As Flores do Mal, com 100 poemas. Por causa de seis, a Justiça considera o livro um ultraje à moral pública. A obra é aprendida. O autor é multado em 300 francos e a editora em 100. Baudelaire aceita a sentença e escreve seis poemas que descreve como "mais belos do que os censurados".

Durante uma visita à Igreja de St. Loup, em Namur, na Bélgica, Baudelaire sofre um colapso. Desde março de 1866, sofre de hemiplegia, uma paralisia da metade do corpo. Ele morre de sífilis em Paris em 31 de agosto de 1867.

NORTE VENCE GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1865, o general Robert Lee, comandante das forças dos Estados Confederados da América, e 28 mil soldados do Sul se rendem ao general Ulysses Grant, comandante militar da União, no Tribunal de Justiça de Appomattox, na Virgínia, pondo fim à Guerra da Secessão (1861-65). É o conflito mais sangrento da história dos Estados Unidos. Mais de 620 mil pessoas morrem porque estados sulistas não aceitam a abolição da escravatura e tentam se separar.

Depois de ser obrigado a deixar a capital da Confederação, Richmond, na Virgínia, impedido de se reagrupar com o que resta do exército do Sul na Carolina do Norte e acossado pela cavalaria da União, Lee não tem saída.

As deserções aumentam. Em 8 de abril, os confederados estão totalmente cercados. No dia seguinte, Lee envia mensagem de rendição a Grant. Os dois generais se encontram às 13h na sala de visitas da casa de Wilmer McLean. Veteranos da Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomam mais de 40% do território mexicano, já se conhecem.

Grant chega com seu fardamento de guerra embarrado, enquanto Lee usa a farda de gala completa, com faixa e espada. Nos termos da proposta do Norte, todos os oficiais e soldados são perdoados e voltam para casa com seus bens, principalmente os cavalos, que podem ser usados para um plantio tardio na primavera. Os famintos soldados do Sul recebem comida.

QUEDA DE SADDAM HUSSEIN

    Em 2003, três semanas depois da invasão do Iraque, os Estados Unidos derrubam o ditador Saddam Hussein, que estava no poder desde 1979.

No Discurso sobre o Estado da União de 2002, meses depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o presidente George Walker Bush acusa a Coreia do Norte, o Irã e o Iraque de fazer parte de um "eixo do mal".

Com a fuga de Ossama ben Laden e da liderança da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentatos, para o Paquistão depois da Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, os neoconservadores do governo Bush buscam outro país muçulmano para atacar. O escolhido é o Iraque de Saddam Hussein, derrotado na Primeira Guerra do Golfo (1991) pelo governo de George Herbert Walker Bush, o pai.

A alegação para justificar a guerra é que Saddam está desenvolvendo armas de destruição em massa (quimícas, biológicas ou nucleares). O governo italiano de Silvio Berlusconi divulga um informe falso afirmando que o Iraque tentara comprar urânio no Níger para fazer armas nucleares.

Sob um duro regime de inspeções imposto pelas Nações Unidas depois da guerra de 1991, o Iraque nega que tenha as armas proibidas. Os EUA levam a questão ao Conselho de Segurança da ONU, onde o secretário de Estado norte-americano, general Colin Powell, não consegue convencer os outros países. 

Sem votos suficientes e sob o risco de veto da França, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA não colocam a proposta de uso da força em votação e invadem o Iraque em 20 de março de 2003, numa guerra ilegal, porque não é aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, e ilegítima, porque a alegação para justificar a guerra é falsa.

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quarta-feira, 9 de abril de 2025

Hoje na História do Mundo: 9 de Abril

LOUISIANA FRANCESA 

    Em 1682, René-Robert Cavelier, Senhor de La Salle, reinvindica para a França a soberania sobre a Bacia do Rio de Mississípi, chamando-a de Louisiana em homenagem a Luís XIV (1638-1716), o Rei Sol.

O primeiro europeu a explorar a região é o espanhol Hernando de Soto em 1541. Depois da reivindicação de La Salle, a França começa a colonizar a Louisiana em 1702 com os irmãos Pierre La Moyne d'Iberville e Jean-Baptiste La Moyne de Bienville. Este último funda Nova Orleans em 1718.

Nova Orleans e a Louisiana são cedidas à Espanha por um tratado secreto em 1762. A região volta ao controla francês em 1800. Três anos depois, o presidente Thomas Jefferson compra o território de 2,14 milhões de quilômetros quadrados, incluindo toda a bacia do Missouri-Mississípi, do ditador francês Napoleão Bonaparte por US$ 15 milhões.

Em 1812, a Louisiana passa a ser o 18º estado da União.

NASCIMENTO DE BAUDELAIRE

    Em 1821, nasce em Paris o poeta, tradutor, ensaísta e crítico de arte e literatura Charles-Pierre Baudelaire, autor de As Flores do Mal, talvez o mais importante livro de poesia publicado na Europa no século 19.

Um dos precursores do simbolismo, Baudelaire é considerado o criador da poesia moderna ao lado do norte-americano Walt Whitman.

Ele estuda no Colégio Real de Lyon e no Liceu Louis-le-Grand, de onde é expulso por não revelar o conteúdo de um bilhete passado por um colega. Rebelde, é enviado à Índia pelo padrasto em 1840. Vai até a Ilha da Reunião e volta. Por dois anos, vive com Jeane Duval e abusa de drogas e álcool, o que leva a mãe a acionar a Justiça para que a herança do pai seja controlada por um notário.

Em 1857, lança As Flores do Mal, com 100 poemas. Por causa de seis, a Justiça considera o livro um ultraje à moral pública. A obra é aprendida. O autor é multado em 300 francos e a editora em 100. Baudelaire aceita a sentença e escreve seis poemas que descreve como "mais belos do que os censurados".

Durante uma visita à Igreja de St. Loup, em Namur, na Bélgica, Baudelaire sofre um colapso. Desde março de 1866, sofre de hemiplegia, uma paralisia da metade do corpo. Ele morre de sífilis em Paris em 31 de agosto de 1867.

NORTE VENCE GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1865, o general Robert Lee, comandante das forças dos Estados Confederados da América, e 28 mil soldados do Sul se rendem ao general Ulysses Grant, comandante militar da União, no Tribunal de Justiça de Appomattox, na Virgínia, pondo fim à Guerra da Secessão (1861-65). É o conflito mais sangrento da história dos Estados Unidos, em que morrem 620 mil pessoas porque estados sulistas não aceitam a abolição da escravatura e tentam se separar.

Depois de ser obrigado a deixar a capital da Confederação, Richmond, na Virgínia, impedido de se reagrupar com o que resta do exército do Sul na Carolina do Norte e acossado pela cavalaria da União, Lee não tem saída.

As deserções aumentam. Em 8 de abril, os confederados estão totalmente cercados. No dia seguinte, Lee envia mensagem de rendição a Grant. Os dois generais se encontram às 13h na sala de visitas da casa de Wilmer McLean. Veteranos da Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomaram mais de 40% do território mexicano, já se conhecem.

Grant chega com seu fardamento de guerra embarrado, enquanto Lee usa a farda de gala completa, com faixa e espada. Nos termos da proposta do Norte, todos os oficiais e soldados são perdoados e voltam para casa com seus bens, principalmente os cavalos, que podem ser usados para um plantio tardio na primavera. Os famintos soldados do Sul recebem comida.

QUEDA DE SADDAM HUSSEIN

    Em 2003, três semanas depois da invasão do Iraque, os Estados Unidos derrubam o ditador Saddam Hussein, que estava no poder desde 1979.

No Discurso sobre o Estado da União de 2002, meses depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o presidente George Walker Bush acusa a Coreia do Norte, o Irã e o Iraque de fazer parte de um "eixo do mal".

Com a fuga de Ossama ben Laden e da liderança da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentatos, para o Paquistão depois da Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, os neoconservadores do governo Bush buscam outro país muçulmano para atacar. O escolhido é o Iraque de Saddam Hussein, derrotado na Primeira Guerra do Golfo (1991) pelo governo de Georbe Herbert Walker Bush, o pai.

A alegação para justificar a guerra é que Saddam está desenvolvendo armas de destruição em massa (quimícas, biológicas ou nucleares). O governo italiano de Silvio Berlusconi divulga um informe falso afirmando que o Iraque tentara comprar urânio no Níger para fazer armas nucleares.

Sob um duro regime de inspeções imposto pelas Nações Unidas depois da guerra de 1991, o Iraque nega que tenha as armas proibidas. Os EUA levam a questão ao Conselho de Segurança da ONU, onde o secretário de Estado norte-americano, general Colin Powell, não consegue convencer os outros países. 

Sem votos suficientes e sob o risco de veto da França, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA não colocam a proposta de uso da força em votação e invadem o Iraque em 20 de março de 2003, numa guerra ilegal, porque não é aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, e ilegítima, porque a alegação para justificar a guerra é falsa.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Hoje na História do Mundo: 9 de Abril

LOUISIANA FRANCESA

    Em 1682, René-Robert Cavelier, Senhor de La Salle, reinvindica para a França a soberania sobre a Bacia do Rio de Mississípi, chamando-a de Louisiana.

O primeiro europeu a explorar a região é o espanhol Hernando de Soto em 1541. Depois da reivindicação de La Salle, a França começa a colonizar a Louisiana em 1702 com os irmãos Pierre La Moyne d'Iberville e Jean-Baptiste La Moyne de Bienville. Este último funda Nova Orleans em 1718.

Nova Orleans e a Louisiana são cedidas à Espanha por um tratado secreto em 1762. A região volta ao controla francês em 1800. Três anos depois, o presidente Thomas Jefferson compra o território de 2,14 milhões de quilômetros quadrados, incluindo toda a bacia do Missouri-Mississípi, do ditador francês Napoleão Bonaparte por US$ 15 milhões.

Em 1812, a Louisiana passa a ser o 18º estado da União.

NORTE VENCE GUERRA DA SECESSÃO

    Em 1865, o general Robert Lee, comandante das forças dos Estados Confederados da América, e 28 mil soldados do Sul se rendem ao general Ulysses Grant, comandante militar da União, no Tribunal de Justiça de Appomattox, na Virgínia, pondo fim à Guerra da Secessão. É o conflito mais sangrento da história dos Estados Unidos, em que morrem 620 mil pessoas porque estados sulistas não aceitam a abolição da escravatura e tentam se separar.

Depois de ser obrigado a deixar a capital da Confederação, Richmond, na Virgínia, impedido de se reagrupar com o que restava do exército do Sul na Carolina do Norte e acossado pela cavalaria da União, Lee não tem saída.

As deserções aumentam. Em 8 de abril, os confederados estão totalmente cercados. No dia seguinte, Lee envia mensagem de rendição a Grant. Os dois generais se encontram às 13h na sala de visitas da casa de Wilmer McLean. Veteranos da Guerra Mexicano-Americana (1846-48), quando os EUA tomaram mais de 40% do território mexicano, já se conhecem.

Grant chega com seu fardamento de guerra embarrado, enquanto Lee usa a farda de gala completa, com faixa e espada. Nos termos da proposta do Norte, todos os oficiais e soldados são perdoados e voltam para casa com seus bens, principalmente os cavalos, que podem ser usados para um plantio tardio na primavera. Os famintos soldados do Sul recebem comida.

QUEDA DE SADDAM HUSSEIN

    Em 2003, três semanas depois da invasão do Iraque, os Estados Unidos derrubam o ditador Saddam Hussein, que estava no poder desde 1979.

No Discurso sobre o Estado da União de 2002, meses depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, o presidente George Walker Bush acusa a Coreia do Norte, o Irã e o Iraque de fazer parte de um "eixo do mal".

Com a fuga de Ossama ben Laden e da liderança da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentatos, para o Paquistãoo depois da Batalha de Tora Bora, em dezembro de 2001, os neoconservadores do governo Bush buscam outro país muçulmano para atacar. O escolhido é o Iraque de Saddam Hussein, derrotado na Primeira Guerra do Golfo (1991) pelo governo de Georbe Herbert Walker Bush, o pai.

A alegação para justificar a guerra é que Saddam está desenvolvendo armas de destruição em massa (quimícas, biológicas ou nucleares). O governo italiano de Silvio Berlusconi divulga um informe falso afirmando que o Iraque tentara comprar urânio no Níger para fazer armas nucleares.

Sob um duro regime de inspeções imposto pelas Nações Unidas depois da guerra de 1991, o Iraque nega que tenha as armas proibidas. Os EUA levam a questão ao Conselho de Segurança da ONU, onde o secretário de Estado norte-americano, general Colin Powell, não consegue convencer os outros países. 

Sem votos suficientes e sob o risco de veto da França, aliada na Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), os EUA não colocam a proposta de uso da força em votação e invadem o Iraque em 20 de março de 2003, numa guerra ilegal, porque não foi aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU, e ilegítima, porque a alegação para justificar a guerra era falsa.

sábado, 14 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 14 de Maio

EUA EXPLORAM NOROESTE

    Em 1804, um ano depois que os Estados Unidos dobraram seu território comprando a Louisiana da França de Napoleão Bonaparte, a expedição de Lewis e Clark deixa São Luís, no Missouri, para explorar o Nordeste do país, entre o Rio Mississípi e o Oceano Pacífico.

Antes de concluir a negociação, o presidente Thomas Jefferson convoca seu secretário particular, Meriwether Lewis e o capitão do Exército William Clark para liderar a missão, que parte com 45 homens.

A expedição sobe o Rio Missouri num barco de 17 metros e dois menores. Um comerciante de peles franco-canadense e sua esposa indígena se juntam ao grupo como intérpretes. Eles passam o inverno no que hoje é o estado de Dakota do Norte. Quando entram no que hoje é Montana, avistam pela primeira vez as Montanhas Rochosas.

Do outro lado da cordilheira, encontram os índios Shoshones, que vendem cavalos à expedição, e seguem até o Rio Colúmbia, que os leva até o mar. Em 5 de novembro de 1805, a missão chega ao Pacífico. Depois do inverno, os exploradores iniciam a viagem de volta a São Luís.

FUNDAÇÃO DE ISRAEL

    Em 1948, David Ben Gurion proclama a fundação de Israel, criando o primeiro Estado do povo judeu em quase 2 mil anos, e se torna primeiro-ministro, mas os países árabes não aceitam e iniciam a guerra que não acabou até hoje. 

É o fim do mandato concedido pela Liga das Nações ao Império Britânico em 1922 para administrar a Palestina depois da dissolução do Império Otomano no fim da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O Egito faz um bombardeio aéreo à noite. Mesmo com blecaute na capital, Telavive, os israelenses festejam o nascimento do país, reconhecido pelos Estados Unidos.

O movimento sionista, a favor da criação de uma pátria para o povo judeu, tem origem nos massacres registrados na Europa Oriental no fim do século 19 e do Caso Dreyfus, na França, onde um oficial judeu é condenado por espionagem e enviado para prisão da Ilha do Diabo, na Guiana Francesa.

Em 1896, o jornalista judeu austríaco Theodor Herzl, lança o panfleto O Estado Judaico e vira líder do movimento sionista, que decide voltar ao território histórico de Israel.

Na Declaração de Balfour, em 2 de novembro de 1917, o secretário do Exterior britânico, Arthur James Balfour, promete ao Barão de Rothschild, líder da comunidade judaica no Reino Unido, refundar Israel na Palestina, onde vive uma população árabe. O conflito entre árabes e judeus começa em 1929.

Por causa do Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), muitos judeus migram para a Palestina. Grupos terroristas judaicos atacam os britânicos por achar que renegaram a promessa.

Com o fim da guerra, os EUA abraçam a causa sionista. Em novembro de 1947, a Assembleia Geral das Nações Unidas, presidida pelo ex-chanceler brasileiro Oswaldo Aranha, aprova a divisão do território histórico da Palestina entre um Estado judaico e outro árabe.

Na Guerra da Independência, que termina em 10 de março de 1949, Israel amplia seu território e cria a diáspora palestina. Em 1967, na Guerra dos Seis Dias, Israel toma a Faixa de Gaza e a Península do Sinai do Egito; a Cisjordânia, inclusive o setor oriental (árabe) de Jerusalém da Jordânia; e as Colinas do Golã da Síria.

Depois de uma tentativa fracassa de reconquistar o Sinai na Guerra do Yom Kippur, o Egito abandona a aliança com a União Soviética, se aproxima dos EUA e faz o Acordo de Paz de Camp David com Israel, em troca do Sinai.

O processo da paz no Oriente Médio é retomado na Conferência de Madri, em 30 e 31 de outubro de 1991, depois da Guerra do Golfo de 1991, quando Israel se conteve diante dos ataques do ditador do Iraque, Saddam Hussein.

Negociações secretas realizadas em Oslo, na Noruega, levam ao histórico aperto de mãos nos jardins da Casa Branca, em 13 de setembro de 1993, do primeiro-ministro israelense, Yitzhak Rabin, e do presidente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), Yasser Arafat. Nasce a Autoridade Nacional Palestina (ANP), que inicialmente controla a Faixa de Gaza e Jericó.

O assassinato de Rabin por um extremista israelense, em 4 de novembro de 1995, e a volta da direita ao poder com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que superou Ben Gurion como governante que ficou mais tempo no poder em Israel, desgastam o processo de paz. O resultado é esta guerra sem fim.

terça-feira, 5 de abril de 2016

BP paga US$ 20,8 bilhões por vazamento de óleo no Golfo do México

Um juiz federal de Nova Orleans aprovou ontem o acordo entre o governo dos Estados Unidos e a companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, para que a empresa pague US$ 20,8 bilhões (R$ 76 bilhões) como responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México em 2010, o maior acidente ecológico da história do país.

A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.

"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.

O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.

terça-feira, 6 de outubro de 2015

BP paga US$ 20,8 bi por vazamento de petróleo no Golfo do México

A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, concordou em pagar US$ 20,8 bilhões em compensações pelo vazamento de cerca de 800 milhões de litros de petróleo bruto no Golfo do México em 2010, anunciou ontem o Departamento da Justiça dos Estados Unidos, informa o jornal Latin American Herald Tribune.

Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.

Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".

Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.

sábado, 24 de março de 2012

Santorum vence eleição primária na Louisiana

O ex-senador ultraconservador Rick Santorum conquistou mais uma vitória nas eleições primárias para escolha do candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 6 de novembro de 2012, desta vez na Louisiana, um dos estados mais pobres da União.

Com 90% dos votos apurados Santorum liderava com 49,7%, seguido pelo ex-governador de Massachusetts Mitt Romney com 25,8%, o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich com 16,1% e o deputado Ron Paul com 6,1%.

Sua terceira vitória no chamado Sul Profundo confirma as dificuldades do favorito, o ex-governador Mitt Romney, para conquistar as bases conservadoras do partido, que o consideram moderado e liberal.

Santorum também ganhou nos vizinhos Alabama e no Mississípi, mas está mais de 300 delegados atrás de Romney na disputa pelos 1.144 votos necessários para garantir a indicação na convenção nacional republicana, a ser realizada em Tampa, na Flórida, em agosto.