Com uma grande vitória no estado de Michigan, maior prêmio das eleições prévias de hoje, o ex-vice-presidente Joe Biden reafirma sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro.
Apurados dois terços dos votos em Michigan, centro história da indústria automobilística americana, Biden lidera com 53% contra 39% para o senador socialista Bernie Sanders. No Mississípi, o estado mais pobre do país, onde o eleitorado democrata é sobretudo negro, o ex-vice-presidente venceu por 81% a 15%. No Missouri, a vitória foi de 60% a 34%.
Também realizam primárias hoje os estados de Dakota do Norte, Idaho e Washington. No fim da noite, Biden venceu em Idaho e Sanders em Dakota do Norte. No estado de Washington, a apuração ainda não acabou.
No discurso da vitória, na cidade da Filadélfia, onde cancelou um comício por causa da epidemia do coronavírus, depois de citar todos os ex-pré-candidatos democratas que aderiram à sua campanha, Biden se dirigiu aos partidários do adversário: "Quero agradecer a Bernie Sanders e seus partidários por sua energia inesgotável e sua paixão. Temos um objetivo comum. Juntos, vamos derrotar Donald Trump."
Em Michigan, Sanders obteve uma ampla vitória sobre Hillary Clinton nas eleições primárias de 2016. Na eleição presidencial, Hillary perdeu para o presidente Donald Trump por pouco mais de 10 mil votos. Fui um dos estados decisivos, ao lado de Ohio, Pensilvânia e Wisconsin, para a eleição de Trump.
Ao derrotar Sanders num estado onde o partido tem uma forte base operária, Biden se mostra capaz de vencer Trump num estado-chave em novembro.
Joe Biden tem o voto do eleitorado negro, em parte por ter sido vice-presidente de Obama, e a maioria do voto latino-americano por causa da perseguição de Trump a imigrantes. Seu desafio é reconquistar os eleitores das classes média e baixa branco sem curso superior que abandonaram o Partido Democrata e votaram no atual presidente.
Na disputa pelos delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar o candidato da oposição de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin, Biden tem agora 812 contra 655 para Sanders.
Para garantir a indicação, um candidato preciso do apoio de no mínimo 1.991 delegados. Nesta noite, restam 129 delegados a serem alocados de acordo com os resultados das primárias ainda em apuração.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 10 de março de 2020
terça-feira, 5 de abril de 2016
BP paga US$ 20,8 bilhões por vazamento de óleo no Golfo do México
Um juiz federal de Nova Orleans aprovou ontem o acordo entre o governo dos Estados Unidos e a companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, para que a empresa pague US$ 20,8 bilhões (R$ 76 bilhões) como responsável pelo vazamento de petróleo no Golfo do México em 2010, o maior acidente ecológico da história do país.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.
"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.
O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
A plataforma Horizonte de Águas Profundas explodiu em 20 de abril daquele ano, causando um vazamento de cerca de 5 milhões de barris de petróleo bruto durante 87 dias. Cada barril de petróleo tem 42 galões. No total, foram quase 800 milhões de litros.
"A BP está recebendo a punição que merece, enquanto também provê a compensação necessária pelos danos causados ao meio ambiente e à economia da região do Golfo", declarou a ministra da Justiça e procuradora-geral dos EUA, Loretta Lynch.
O acordo prevê o pagamento de mais de US$ 14 bilhões (R$ 51 bilhões) ao governo federal com base na Lei da Água Limpa e na Lei de Poluição de Petróleo e US$ 5,5 bilhões (R$ 20,19 bilhões) aos estados da orla do golfo: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
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quarta-feira, 9 de março de 2016
Rejeição a Trump aumenta no Partido Republicano
Com mais três vitórias, nos estados de Michigan, no Mississípi e no Havaí, o biblionário Donald Trump avançou na luta pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016. Mas enfrenta uma resistência cada vez maior dentro do seu próprio partido.
Quem não o apoia preferia ver os senadores Ted Cruz ou Marco Rubio numa disputa direta com Trump ou até mesmo uma rebelião na convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 julho na cidade de Cleveland, no estado de Ohio.
Em pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post realizada antes das prévias de ontem, Trump lidera a corrida republicana à Casa Branca com 34% dos votos de republicanos e independentes com tendência a votar na oposição ao presidente Barack Obama.
O histriônico magnata imobiliário está estagnado em cerca de um terço. O senador evangélico texano Ted Cruz, mais conservador do que Trump e igualmente rejeitado pelo eleitorado independente, é o segundo com 25%. Rubio ficou em terceiro com 18% e o governador de Ohio, John Kasich, com 13%.
Depois de desrespeitar negros, latino-americanos e mulheres com suas tiradas nazifascistoides em busca de votos, Trump se tornou o pré-candidato com a maior rejeição em todos os partidos. Mas avança nas eleições primárias e convenções que escolhem os candidatos à convenção nacional.
Ontem, Trump ganhou no Havaí com 42% contra 33% para Cruz. E Michigan, o estado mais importante com prévias ontem, Trump teve 37% contra 25% contra Cruz. No Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, Trump venceu Cruz por 47% a 36%. Cruz bateu Trump em Idaho por 45% a 28%.
Se o partido negar a candidatura a Trump depois da vitória nas prévias, ele deve concorrer como independente, tirando votos à direita do candidato republicano.
Quem não o apoia preferia ver os senadores Ted Cruz ou Marco Rubio numa disputa direta com Trump ou até mesmo uma rebelião na convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 julho na cidade de Cleveland, no estado de Ohio.
Em pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post realizada antes das prévias de ontem, Trump lidera a corrida republicana à Casa Branca com 34% dos votos de republicanos e independentes com tendência a votar na oposição ao presidente Barack Obama.
O histriônico magnata imobiliário está estagnado em cerca de um terço. O senador evangélico texano Ted Cruz, mais conservador do que Trump e igualmente rejeitado pelo eleitorado independente, é o segundo com 25%. Rubio ficou em terceiro com 18% e o governador de Ohio, John Kasich, com 13%.
Depois de desrespeitar negros, latino-americanos e mulheres com suas tiradas nazifascistoides em busca de votos, Trump se tornou o pré-candidato com a maior rejeição em todos os partidos. Mas avança nas eleições primárias e convenções que escolhem os candidatos à convenção nacional.
Ontem, Trump ganhou no Havaí com 42% contra 33% para Cruz. E Michigan, o estado mais importante com prévias ontem, Trump teve 37% contra 25% contra Cruz. No Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, Trump venceu Cruz por 47% a 36%. Cruz bateu Trump em Idaho por 45% a 28%.
Se o partido negar a candidatura a Trump depois da vitória nas prévias, ele deve concorrer como independente, tirando votos à direita do candidato republicano.
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Sanders mantém candidatura viva com vitória em Michigan
O senador socialista Bernie Sanders superou ontem a ex-secretária de Estado Hillary Clinton nas eleições primárias do importante estado de Michigan, centro da indústria automobilística americana, e se manteve na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016.
No Mississípi, o estado mais pobre do país, Hillary obteve uma ampla vitória, com mais de 80% dos votos. Em Michigan, Sanders levou 49,8% dos votos contra 48,3% de sua oponente, que chegara a ter uma vantagem de 30 pontos percentuais nas pesquisas, informou o jornal The Washington Post.
A ex-secretária perdeu por causa do eleitorado negro e da classe trabalhadora, duas bases importantes do Partido Democrata cuja mobilização será decisiva para uma vitória em novembro.
No momento, Hillary liderada a disputa do partido por 1.214 a 566 delegados à convenção nacional que vai indicar oficialmente o candidato democrata, a ser realizada de 25 a 28 de julho na Filadélfia. Mas Sanders e sua "revolução popular", focada no combate à desigualdade social, à má distribuição da riqueza e ao poderio do centro financeiro de Wall Street, em Nova York.
No Mississípi, o estado mais pobre do país, Hillary obteve uma ampla vitória, com mais de 80% dos votos. Em Michigan, Sanders levou 49,8% dos votos contra 48,3% de sua oponente, que chegara a ter uma vantagem de 30 pontos percentuais nas pesquisas, informou o jornal The Washington Post.
A ex-secretária perdeu por causa do eleitorado negro e da classe trabalhadora, duas bases importantes do Partido Democrata cuja mobilização será decisiva para uma vitória em novembro.
No momento, Hillary liderada a disputa do partido por 1.214 a 566 delegados à convenção nacional que vai indicar oficialmente o candidato democrata, a ser realizada de 25 a 28 de julho na Filadélfia. Mas Sanders e sua "revolução popular", focada no combate à desigualdade social, à má distribuição da riqueza e ao poderio do centro financeiro de Wall Street, em Nova York.
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terça-feira, 6 de outubro de 2015
BP paga US$ 20,8 bi por vazamento de petróleo no Golfo do México
A companhia de petróleo BP, a antiga British Petroleum, concordou em pagar US$ 20,8 bilhões em compensações pelo vazamento de cerca de 800 milhões de litros de petróleo bruto no Golfo do México em 2010, anunciou ontem o Departamento da Justiça dos Estados Unidos, informa o jornal Latin American Herald Tribune.
Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".
Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.
Pelo acordo, a empresa vai pagar mais de US$ 14 bilhões ao governo federal americano com base na Lei da Água Limpa e a Lei da Poluição por Petróleo, e quase US$ 5 bilhões a cinco estados com litoral no Golfo do México: Alabama, Flórida, Louisiana, Mississípi e Texas.
Em entrevista coletiva, a ministra da Justiça e procuradora-geral, Loretta Lynch, descreveu o acordo como o "maior já realizado com uma única entidade na história dos EUA".
Uma explosão no poço Macondo, em 20 de abril de 2010, matou 11 trabalhadores na plataforma Horizonte de Águas Profundas e provocou um vazamento que durou 87 dias. O petróleo se depositou numa área de mais de mil quilômetros quadrados no fundo do mar e contaminou mais de mil km no litoral da Flórida ao Texas.
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quarta-feira, 17 de abril de 2013
Homem é preso nos EUA por enviar cartas letais
O FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos, prendeu hoje no estado do Mississípi um homem suspeito de enviar cartas com a substância venenosa ricina, capaz de matar, para o presidente Barak Obama e o senador Roger Wicker.
Paul Kevin Curtis foi detido em sua casa na cidade de Corinth. Ele também foi acusado de enviar uma carta com veneno para um funcionário da Justiça do Mississípi.
Paul Kevin Curtis foi detido em sua casa na cidade de Corinth. Ele também foi acusado de enviar uma carta com veneno para um funcionário da Justiça do Mississípi.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Campanha de Hillary apela para o racismo
A primeira mulher candidata a vice-presidente dos Estados Unidos por um grande partido, Geraldine Ferraro, abandonou ontem o comitê financeiro da campanha da senadora Hillary Rodham Clinton pela candidatura do Partido Democrata à Casa Branca na eleição de 4 de novembro. Há dois dias, Ferraro, vice na derrotada chapa de Walter Mondale em 1984, declarou que o senador Barack Obama "só está onde está por ser negro".
Em outras palavras, Ferraro apela para o racismo da maioria branca nos EUA para insinuar que o movimento popular que levou Obama à liderança na luta pela candidatura democrata tem uma conotação racial.
Desde o início da campanha, o senador por Illinois apresenta-se como americano e não como candidato dos pobres ou dos negros. Ele lidera a disputa pelos delegados que indicariam o candidato democrata na convenção nacional do partido, a ser realizada em Denver, no Colorado, no final de agosto.
Sem chances de alcançar Obama tanto no voto popular como no número de delegados, a campanha de Hillary joga a carta racial. Com isso, divide inapelavelmente o partido e marcha, no máximo, para uma vitória de Pirro, um general que obteve duas derrotas tão arrasadores contra Roma que declarou: "Mais uma vitória dessas e estou perdido".
Depois de vitórias em Heracléia e Ásculo, Pirro perdeu em Malevento, que os romanos rebatizaram para Benevento. Desde então, uma vitória com jeito de derrota é chamada de vitória de Pirro.
Obama ganhou na terça-feira passada a eleição primária no Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, onde 37% da população é negra. Os afro-americanos são a maioria do eleitorado democrata e 92% votaram em Obama. Mas, entre os brancos, o senador teve apenas 25% dos votos.
Como os negros são apenas 12% da população americana, o voto negro não basta para eleger um presidente.É preciso ter uma boa votação entre os brancos.
A jogada da campanha de Hillary é convencer os 796 superdelegados do Partido Democrata de que a candidatura de Obama não teria chances contra o senador republicano John McCain, candidato do partido do presidente George W. Bush.
Seria a única chance para a ex-primeira-dama, que reluta em reconhecer a derrota. O problema é que na campanha de baixo nível que faz contra Obama está fazendo o Partido Democrata sangrar e se dividir.
Uma vitória que parecia garantida depois dos catastróficos governos de Bush está ameaçada. Se Hillary for a candidata, o eleitorado negro vai sair de casa para votar nela? As pesquisas indicam que não.
Em outras palavras, Ferraro apela para o racismo da maioria branca nos EUA para insinuar que o movimento popular que levou Obama à liderança na luta pela candidatura democrata tem uma conotação racial.
Desde o início da campanha, o senador por Illinois apresenta-se como americano e não como candidato dos pobres ou dos negros. Ele lidera a disputa pelos delegados que indicariam o candidato democrata na convenção nacional do partido, a ser realizada em Denver, no Colorado, no final de agosto.
Sem chances de alcançar Obama tanto no voto popular como no número de delegados, a campanha de Hillary joga a carta racial. Com isso, divide inapelavelmente o partido e marcha, no máximo, para uma vitória de Pirro, um general que obteve duas derrotas tão arrasadores contra Roma que declarou: "Mais uma vitória dessas e estou perdido".
Depois de vitórias em Heracléia e Ásculo, Pirro perdeu em Malevento, que os romanos rebatizaram para Benevento. Desde então, uma vitória com jeito de derrota é chamada de vitória de Pirro.
Obama ganhou na terça-feira passada a eleição primária no Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, onde 37% da população é negra. Os afro-americanos são a maioria do eleitorado democrata e 92% votaram em Obama. Mas, entre os brancos, o senador teve apenas 25% dos votos.
Como os negros são apenas 12% da população americana, o voto negro não basta para eleger um presidente.É preciso ter uma boa votação entre os brancos.
A jogada da campanha de Hillary é convencer os 796 superdelegados do Partido Democrata de que a candidatura de Obama não teria chances contra o senador republicano John McCain, candidato do partido do presidente George W. Bush.
Seria a única chance para a ex-primeira-dama, que reluta em reconhecer a derrota. O problema é que na campanha de baixo nível que faz contra Obama está fazendo o Partido Democrata sangrar e se dividir.
Uma vitória que parecia garantida depois dos catastróficos governos de Bush está ameaçada. Se Hillary for a candidata, o eleitorado negro vai sair de casa para votar nela? As pesquisas indicam que não.
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