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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Biden deve vencer a eleição presidencial nos EUA

 Com a vitória no estado de Michigan, anunciada há pouco pela rede de televisão americana CNN, o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos, o ex-vice-presidente Joe Biden, marcha para a vitória na eleição ontem. 

Biden soma 253 votos eleitorais contra 213 de Trump, e lidera no Arizona e em Nevada, onde os votos que faltam vêm de redutos onde o Partido Democrata costuma vencer. Com esses dois estados, chega aos 270 votos necessários à vitória no Colégio Eleitoral.

Sem aceitar o resultado, o presidente Donald Trump recorreu à Justiça para pedir a recontagem dos votos em Wisconsin e o fim da apuração na Pensilvânia, onde sua liderança é ameaçada pelos votos enviados pelo correio.

Em pronunciamento há pouco em Delaware, onde mora, Biden evitou cantar vitória. Pediu apenas que todos os votos sejam contados: "Ninguém vai tirar nossa democracia." Ele prometeu governar para todos: "Temos de parar de considerar nossos oponentes inimigos. Não somos inimigos."

No Arizona, faltam principalmente os votos do condado onde fica Phoenix, a maior cidade do estado, tradicional reduto democrata. Arizona é o estado de John McCain, senador, herói da Guerra do Vietnã e candidato derrotado por Barack Obama em 2008, menosprezado por Trump, que disse não considerar McCain um herói porque "foi preso". A viúva, Cindy McCain, apoiou Biden.

Em Nevada, a maioria dos votos que faltam vem do condado de Las Vegas, onde os democratas costumam vencer e estão na frente. Na Pensilvânia, Trump está na frente e tenta parar a contagem dos votos enviados pelo correio, em que Biden leva vantagem.

Biden lidera em Michigan e Wisconsin, e Trump na Pensilvânia

 A eleição presidencial nos Estados Unidos marcha para um final muito apertado. O ex-vice-presidente Joe Biden tomou a dianteira hoje nos estados de Michigan e Wisconsin, onde o presidente Donald Trump venceu em 2016. Trump tem uma boa vantagem na Pensilvânia, onde ainda não foram apurados centenas de milhares de votos enviados pelo correio.

O Partido Democrata ainda espera uma virada na Pensilvânia, onde Trump também ganhou em 2016, o que daria a vitória ao oposicionista. A campanha de Trump anunciou que vai pedir uma recontagem dos votos de Wisconsin, onde o ex-vice-presidente tem uma vantagem de 20 mil votos, que não deve ser anulada na recontagem.

Biden também está na frente no Arizona e em Nevada, onde os votos a apurar vem de regiões de maioria democrata. Assim, sua vitória não parece ameaçada. Se vencer no Arizona, em Nevada, em Michigan e Wisconsin, o candidato democrata chega à Casa Branca sem necessidade de ganhar na Pensilvânia.

Na Geórgia, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, a vantagem do presidente está diminuindo e faltam apurar votos de redutos democratas, mas Biden precisa de dois terços dos votos que faltam para levar o estado. Não precisa da Geórgia se ganhar nos estados citados acima.

Trump canta vitória e denuncia tentativa de fraude

Em pronunciamento na Casa Branca, o presidente Donald Trump acaba de se declarar vencedor da eleição presidencial de 3 de novembro e de denunciar uma suposta tentativa de fraudar o resultado. Ele prometeu recorrer à Suprema Corte para parar a contagem dos votos.

Trump vangloriou-se das vitórias no Texas, na Flórida e em Ohio, onde efetivamente venceu, mas alegou ter ganho também na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin, os estados decisivos em 2016, onde a apuração ainda está longe do fim.

O vice-presidente Mike Pence falou rapidamente, agradeceu a mais de 60 milhões de americanos que votaram neles e prometeu manter a vigilância enquanto a apuração estiver em andamento, ou seja, não cantou vitória antes da hora.

Trump ganha em estados-chaves e eleição nos EUA terá final apertado

 Mais uma vez, as pesquisas estavam erradas. O presidente Donald Trump venceu a eleição presidencial na Flórida, em Ohio e em Iowa, e deve ganhar no Texas, na Geórgia e na Carolina do Norte, estados onde o ex-vice-presidente Joe Biden tinha esperança de vencer. 

Até agora, o candidato democrata só virou um estado, o Arizona, onde a apuração ainda não terminou. O resultado final está em aberto e pode não sair hoje.

Como em 2016, a eleição pode ser decidida em estados do Cinturão da Ferrugem e do Meio-Oeste, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, a chamada Muralha Azul (cor do Partido Democrata), que Trump derrubou para chegar à Casa Branca.

Os democratas esperam tirar a vantagem que o presidente tem no momento em Michigan, onde a maioria dos votos antecipados ainda não foi computada. A oposição espera uma repetição em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin do que aconteceu no estado da Virgínia, onde Trump liderou a apuração até perto do fim, mas Biden ganhou.

"Este é um jogo de xadrez onde ninguém comeu uma peça importante", comentou David Axelrod, que foi marqueteiro do presidente Barack Obama. Os democratas estão muito menos eufóricos. Tem medo de uma repetição do que aconteceu em 2016, quando a ex-secretária de Estado Hillary Clinton venceu no voto popular por pouco menos de 2,9 milhões de votos, mas perdeu no Colégio Eleitoral por causa das derrotas na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin por pouco menos de 78 mil votos.

Biden fez um pronunciamento há pouco para manter o otimismo, manifestando confiança de vencer em Michigan e na Pensilvânia,

Para ser eleito presidente dos Estados Unidos, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. No momento, às 3h30 no Rio de Janeiro, Biden tem 220 e  Trump 210. O presidente deve levar mais 16 votos eleitorais na Geórgia. O resto está em aberto.

Por causa da votação pelo correio, o resultado final no decisivo estado da Pensilvânia pode demorar dias e parar na Justiça.

No Twitter, Trump se vangloria de uma grande vantagem e acusa a oposição de querer roubar a eleição. Era esperado que o presidente saísse com uma liderança inicial na apuração porque os votos pelo correio e sufragados antecipadamente serão contados depois na maioria dos estados.

sábado, 23 de maio de 2020

Trump ataca voto pelo correio

Com popularidade em queda por causa da pandemia do coronavírus, que tem mais de 1,665 milhão de casos registrados e 98.639 mortes nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump atacou nesta semana a votação pelo correio, a melhor alternativa para evitar que os eleitores tenham de enfrentar longas filas nas eleições de 3 de novembro, alegando que podem ter fraude generalizada.

Trump ameaçou suspender a ajuda federal a estados governados pelo Partido Democrata, como Michigan e Nevada, que estão oferecendo a alternativa aos eleitores. A Califórnia e Wisconsin oferecem a mesma oportunidade para evitar um aumento da abstenção.

"Para votar de verdade, sem fraude, você precisar votar numa sessão eleitoral", declarou o presidente ao visitar uma fábrica da Ford em Michigan, um dos estados-chaves, alegando que o voto pelo correio pode "estar sujeito a fraude e abuso".

Em 2016, o candidato Trump levantou suspeitas de fraude. Mesmo depois da vitória, insistiu no assunto para justificar a derrota por quase 3 milhões de votos para a candidata democrata, Hillary Clinton, no voto popular. Nunca apresentou nenhuma prova para corroborar a acusação.

Como nos EUA e nas democracias liberais de modo geral, o voto não é obrigatório, o risco de pegar a covid-19 pode levar muito mais eleitores a ficar em casa. Historicamente o Partido Republicano se beneficia quando a abstenção aumenta e tenta criar problemas, por exemplo, para desestimular o voto de minorias como negros e latinos, bases eleitorais importantes do Partido Democrata.

Michigan e Nevada estão entre os chamados estados-pêndulo, o pequeno grupo de 10 a 15 estados onde a situação está indefinida, que são os que decidem a eleição presidencial. Nos EUA, a eleição presidencial é realizada por um Colégio Eleitoral de 538 delegados. Quem vence num estado no voto popular leva todos os votos daquele estado no Colégio Eleitoral.

Nos estados mais liberais, como a Califórnia e Nova York, a vitória do Partido Democrata é certa. Em estados conservadores como Texas, Kansas, Idaho, Dakota do Sul e Dakota do Norte, o Partido Republicano é amplamente favorito, embora no Texas haja dúvida por causa do aumento da população de origem latino-americana.

Assim, a eleição presidencial costuma ser decidida em estados como a Flórida, Michigan, Ohio, Pensilvânia e Wisconsin. Em 2016, Trump se elegeu derrotando Hillary por margens apertadas de dezenas de milhares de votos nestes últimos quatro estados. A tendência é que a disputa seja apertada mais uma vez neste ano.

Por causa do crescimento econômico e do desemprego no menor nível em 50 anos, Trump era o favorito antes da pandemia. A situação mudou. Desde março, 38,6 milhões de americanos perderam o emprego. A taxa de desemprego subiu de 3,5% para 14,7% no mês passado e pode chegar a 20% neste mês.

No momento, o candidato democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, tem uma vantagem de 2 a 10 pontos percentuais nas pesquisas nacionais, que não necessariamente refletem a realidade de uma eleição decidida pelos estados. Mas Trump está preocupado. As pesquisas indicam a chance de vitória democrata em estados conservadores como o Arizona, onde Biden lidera com vantagem de quatro pontos percentuais.

Em nível nacional, 53,4% dos americano desaprovam o governo Trump e 42,9% aprovam, de acordo com o sítio FiveThirtyEight, do matemático Nate Silver, que acertou o resultado das últimas eleições presidenciais, menos a vitória de Trump em 2016. Só a pesquisa do jornal Los Angeles Times acertou. Usou sempre a mesma amostra, conseguindo detectar melhor a tendência do eleitorado.

terça-feira, 10 de março de 2020

Biden ganha primárias democratas em Michigan, Missouri e Mississípi

Com uma grande vitória no estado de Michigan, maior prêmio das eleições prévias de hoje, o ex-vice-presidente Joe Biden reafirma sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro.

Apurados dois terços dos votos em Michigan, centro história da indústria automobilística americana, Biden lidera com 53% contra 39% para o senador socialista Bernie Sanders. No Mississípi, o estado mais pobre do país, onde o eleitorado democrata é sobretudo negro, o ex-vice-presidente venceu por 81% a 15%. No Missouri, a vitória foi de 60% a 34%.

Também realizam primárias hoje os estados de Dakota do Norte, Idaho e Washington. No fim da noite, Biden venceu em Idaho e Sanders em Dakota do Norte. No estado de Washington, a apuração ainda não acabou.

No discurso da vitória, na cidade da Filadélfia, onde cancelou um comício por causa da epidemia do coronavírus, depois de citar todos os ex-pré-candidatos democratas que aderiram à sua campanha, Biden se dirigiu aos partidários do adversário: "Quero agradecer a Bernie Sanders e seus partidários por sua energia inesgotável e sua paixão. Temos um objetivo comum. Juntos, vamos derrotar Donald Trump."

Em Michigan, Sanders obteve uma ampla vitória sobre Hillary Clinton nas eleições primárias de 2016. Na eleição presidencial, Hillary perdeu para o presidente Donald Trump por pouco mais de 10 mil votos. Fui um dos estados decisivos, ao lado de Ohio, Pensilvânia e Wisconsin, para a eleição de Trump.

Ao derrotar Sanders num estado onde o partido tem uma forte base operária, Biden se mostra capaz de vencer Trump num estado-chave em novembro.

Joe Biden tem o voto do eleitorado negro, em parte por ter sido vice-presidente de Obama, e a maioria do voto latino-americano por causa da perseguição de Trump a imigrantes. Seu desafio é reconquistar os eleitores das classes média e baixa branco sem curso superior que abandonaram o Partido Democrata e votaram no atual presidente.

Na disputa pelos delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar o candidato da oposição de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin, Biden tem agora 812 contra 655 para Sanders.

Para garantir a indicação, um candidato preciso do apoio de no mínimo 1.991 delegados. Nesta noite, restam 129 delegados a serem alocados de acordo com os resultados das primárias ainda em apuração.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

New York Times considera mais provável a vitória de Trump

Com desempenho superior ao previsto nas pesquisas, o candidato do Partido Republicano, Donald Trump, tem agora 95% de chance de vencer a eleição presidencial nos Estados Unidos, prevê o jornal The New York Times em seu barômetro eleitoral.

Trump está tendo bom desempenho em todos os estados decisivos, aqueles onde qualquer um dos grandes partidos pode ganhar. O magnata imobiliário acaba de vencer em Ohio, um estado essencial para um republicano conquistar a Casa Branca. Está perto da vitória na Flórida e lidera em Michigan, Novo Hampshire e Wisconsin,

A candidata democrata Hillary Clinton assumiu há pouco a liderança na Virgínia e ganhou neste estado. Uma derrota no estado que seu vice, Tim Kaine, representa no Senado e onde foi governador, seria humilhante para os democratas. O presidente Barack Obama ganhou suas duas eleições presidenciais na Virgínia, um estado tradicionalmente republicano.

Mesmo que não vença, Trump será o melhor candidato republicano nas últimas três eleições. Com seu discurso nacionalista rastaquera, antiglobalização, protecionista e racista, o bilionário conseguiu galvanizar o mal-estar do eleitorado insatisfeito com a globalização e com os políticos tradicionais.

Embora tenha se aproveitado dos furos do sistema para enriquecer, não pagar impostos e explorar empresas e trabalhadores, Trump se apresenta como o candidato antissistema capaz de revigorar a economia dos EUA e reindustrializar o país, como se fosse possível trazer de volta empregos que migraram para países com salários muito mais baixos, com China, Coreia do Sul, Indonésia e Vietnã.

Uma possível vitória de Trump já abala os mercados, com queda do dólar e de 500 pontos no mercado futuro da Bolsa de Nova York, e alta do iene japonês, dos títulos da dívida pública dos EUA e do ouro - tradicionais refúgios quando há fuga para ativos seguros.

O peso mexicano caiu 12% por causa da promessa do republicano de renegociar o Acordo de Livre Comércio da América do Norte (Nafta). É a maior baixa desde a megadesvalorização de dezembro de 1994.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Rejeição a Trump aumenta no Partido Republicano

Com mais três vitórias, nos estados de Michigan, no Mississípi e no Havaí, o biblionário Donald Trump avançou na luta pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016. Mas enfrenta uma resistência cada vez maior dentro do seu próprio partido.

Quem não o apoia preferia ver os senadores Ted Cruz ou Marco Rubio numa disputa direta com Trump ou até mesmo uma rebelião na convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 julho na cidade de Cleveland, no estado de Ohio.

Em pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post realizada antes das prévias de ontem, Trump lidera a corrida republicana à Casa Branca com 34% dos votos de republicanos e independentes com tendência a votar na oposição ao presidente Barack Obama.

O histriônico magnata imobiliário está estagnado em cerca de um terço. O senador evangélico texano Ted Cruz, mais conservador do que Trump e igualmente rejeitado pelo eleitorado independente, é o segundo com 25%. Rubio ficou em terceiro com 18% e o governador de Ohio, John Kasich, com 13%.

Depois de desrespeitar negros, latino-americanos e mulheres com suas tiradas nazifascistoides em busca de votos, Trump se tornou o pré-candidato com a maior rejeição em todos os partidos. Mas avança nas eleições primárias e convenções que escolhem os candidatos à convenção nacional.

Ontem, Trump ganhou no Havaí com 42% contra 33% para Cruz. E Michigan, o estado mais importante com prévias ontem, Trump teve 37% contra 25% contra Cruz. No Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, Trump venceu Cruz por 47% a 36%. Cruz bateu Trump em Idaho por 45% a 28%.

Se o partido negar a candidatura a Trump depois da vitória nas prévias, ele deve concorrer como independente, tirando votos à direita do candidato republicano.

Sanders mantém candidatura viva com vitória em Michigan

O senador socialista Bernie Sanders superou ontem a ex-secretária de Estado Hillary Clinton nas eleições primárias do importante estado de Michigan, centro da indústria automobilística americana, e se manteve na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016.

No Mississípi, o estado mais pobre do país, Hillary obteve uma ampla vitória, com mais de 80% dos votos. Em Michigan, Sanders levou 49,8% dos votos contra 48,3% de sua oponente, que chegara a ter uma vantagem de 30 pontos percentuais nas pesquisas, informou o jornal The Washington Post.

A ex-secretária perdeu por causa do eleitorado negro e da classe trabalhadora, duas bases importantes do Partido Democrata cuja mobilização será decisiva para uma vitória em novembro.

No momento, Hillary liderada a disputa do partido por 1.214 a 566 delegados à convenção nacional que vai indicar oficialmente o candidato democrata, a ser realizada de 25 a 28 de julho na Filadélfia. Mas Sanders e sua "revolução popular", focada no combate à desigualdade social, à má distribuição da riqueza e ao poderio do centro financeiro de Wall Street, em Nova York.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desemprego cai menos em estados-chaves nos EUA

Má noticia para o presidente Barack Obama: o desemprego caiu menos nos 14 estados decisivos para a vitória na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

No regime político americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados que representam os estados da União. São necessários pelo menos 270 votos desses grandes eleitores para chegar à Casa Branca. Quando um candidato vence a eleição no voto popular em um estado, conquista todos os delegados daquele estado.

Assim, nos estados mais liberais, como Califórnia e Nova York, que tradicionalmente votam no Partido Democrata, o voto republicano para a Casa Branca acaba não pesando no resultado final.  Por outro lado, em estados conservadores como o Texas, as Dakotas do Norte e do Sul, Kansas e boa parte do Centro-Sul dos EUA, a vitória republicana é certa e o voto democrata para presidente não pesa.

Quando Jimmy Carter foi eleito, em 1976, houve disputa real em 40 estados. Mas, desde que Ronald Reagan forjou uma aliança do Partido Republicano com os cristãos conservadores, a partir de sua vitória, em 1980, a polarização entre liberais e conservadores aumentou. Há uma série de chamadas guerras culturais sobre aborto, drogas, homossexualismo, religião nas escolas públicas que dividem profundamente a sociedade americana.

Na reeleição de George W. Bush, em 2004, os democratas só ganharam nos três estados da Costa Oeste, em Nova York, na Nova Inglaterra e na região dos Grandes Lagos, junto ao Canadá, as regiões dos EUA mais abertas para o mundo. O estado de Ohio foi considerado decisivo, como a Flórida tinha sido em 2000, quando o governador Jeb Bush, irmão do candidato, deu uma mãozinha e fraudou a eleição, com a conivência de uma Suprema Corte conservadora, que não autorizou a recontagem dos votos pedida pela candidatura democrata de Al Gore.

Agora, o jornal inglês Financial Times comparou os dados sobre geração de empregos dos 14 estados que estão realmente em jogo, onde Obama e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, praticamente certo como candidato do Partido Republicano, vão concentrar suas campanhas.

Romney esteve em Novo Hampshire na terça-feira e hoje foi a Ohio. Obama esteve nesta semana na Carolina do Norte, no Colorado e em Iowa. Os comícios para o lançamento oficial de sua campanha à reeleição serão na próxima semana em Ohio e na Virgínia.

Outro estado decisivo é a Flórida. Romney pode indicar o jovem senador Marco Rubio para candidato a vice-presidente numa tentativa de agradar à Flórida e aos conservadores. Rubio foi eleito no estado em 2010 com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, que perdeu muita força mas ainda é uma base importante do partido.

Os outros estados-chaves examinados foram Maine, Michigan, Minnesota, Nevada, Novo México, Pensilvânia e Wisconsin.

De março de 2011 a março de 2012, esses 14 estados-chaves tiveram um saldo de 406 mil empregos gerados a mais do que destruídos, um aumento de 0,97% em relação aos 41,8 milhões de empregos registrados no início da pesquisa.

Nos demais estados e no Distrito de Colúmbia, foram abertas 1,22 milhão de novas vagas de emprego a mais do que fechadas, uma alta de 1,36% em relação aos 89,3 milhões de empregos preexistentes.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente americano se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2% no dia da votação. Hoje o índice está em 8,2%. A redução do número de empregos gerados no mês passado de cerca de 200 mil para pouco mais de 120 mil indica uma desaceleração no mercado de trabalho.

"É um risco para a campanha de Obama falar de recuperação da economia em estados onde a geração de empregos tem sido fraca", observa Matt McDonald, consultor da empresa Hamilton Place Strategies.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Al Gore apóia Obama para presidente dos EUA

O ex-vice-presidente Albert Gore Jr., candidato derrotado pelo presidente George Walker Bush no Colégio Eleitoral em 2000, apoiou hoje oficialmente a candidatura do senador Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos.

Em comício em Detroit, no estado de Michigan, Gore disse que depois de oito anos desastrosos sob George W. Bush é horar de mudar, "depois da pior política externa da História dos EUA, é hora de mudar - e esta mudança é Barack Obama", discursou o ex-vice-presidente nos governos Bill Clinton (1993-2001).

Antigo militante ecológico, Gore esteve no Rio de Janeiro na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a Rio-92, em julho de 1992. Nos últimos anos, destaca-se na luta contra o aquecimento da Terra. Ganhou inclusive um Oscar pelo documentário Uma Verdade Inconveniente, sobre o agravamento do efeito estufa.

Gore veio ao Rio para fazer sombra ao então presidente George Bush, o pai do atual presidente. Bush foi contra os acordos sobre o clima e a biodiversidade, porque achava que seriam novas regulamentações prejudiciais aos negócios de empresas americanas.

Os países árabes exportadores de petróleo, liderados pela Arábia Saudita, também eram contra. Mas a Rio-92 aprovou a Convenção sobre Mudança do Clima. Era o início do processo que levou ao Protocolo de Quioto, mais uma vez, rejeitado pelos EUA.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Romney volta à corrida à Casa Branca

Com uma importante vitória no estado de Michigan, onde nasceu e seu pai foi governador, o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney reanimou seu sonho de ser o primeiro mórmon a conquistar a Presidência dos Estados Unidos.

Depois de dois segundos lugares em Iowa e Novo Hampshire, Romney está de volta à disputa pela candidatura do Partido Republicano à eleição presidencial de novembro deste ano.

Romney recebeu 39% dos votos, batendo o senador John McCain (30%), vencedor em Novo Hampshire, e o ex-governador de Arkansas e ex-pastor evangélico Mike Huckabee (16%), ganhador em Iowa.

Emocionado, Romney declarou ser "uma vitória do otimismo sobre o pessimismo de Washington".

Três grandes candidatos à Casa Branca, McCain e os principais aspirantes democratas, Hillary Clinton e Barack Obama, são senadores. Romney tratou de associá-los à burocracia do governo federal, com a capital dos EUA.

Leia mais no jornal americano The Washington Post.