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quinta-feira, 5 de novembro de 2020

Biden está perto mas não garantiu a vitória

Aos 77 anos anos, faz 78 em dezembro, na terceira tentativa, o ex-vice-presidente Joe Biden está perto da Presidência dos Estados Unidos. Mas a batalha voto a voto ainda não terminou e o presidente Donald Trump anunciou que vai à Justiça pedir a recontagem dos votos de Wisconsin e para parar a apuração na Geórgia e na Pensilvânia, tendo em vista anular os votos enviados pelo correio.

Mais uma vez, as pesquisas e modelos matemáticos erraram. A expectativa era de uma vitória de Biden por 7 a 8 pontos percentuais nacionalmente no voto popular. No momento, a chapa democrata soma 72 milhões de votos (50,4%) e a chapa republicana, 68,6 milhões (48%), uma diferença de 2,4 pontos percentuais.

Com a vitória de Trump na Flórida, anunciada na noite de terça-feira, ficou aberto o caminho para a eleição do presidente. Biden virou o jogo na manhã de quarta-feira, ao assumir a liderança em Michigan e Wisconsin. Sua vantagem no voto popular está em 3.465.515, mais do que os 2.868.686 de Hillary Clinton em 2016. Meu comentário:

quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Biden lidera em Michigan e Wisconsin, e Trump na Pensilvânia

 A eleição presidencial nos Estados Unidos marcha para um final muito apertado. O ex-vice-presidente Joe Biden tomou a dianteira hoje nos estados de Michigan e Wisconsin, onde o presidente Donald Trump venceu em 2016. Trump tem uma boa vantagem na Pensilvânia, onde ainda não foram apurados centenas de milhares de votos enviados pelo correio.

O Partido Democrata ainda espera uma virada na Pensilvânia, onde Trump também ganhou em 2016, o que daria a vitória ao oposicionista. A campanha de Trump anunciou que vai pedir uma recontagem dos votos de Wisconsin, onde o ex-vice-presidente tem uma vantagem de 20 mil votos, que não deve ser anulada na recontagem.

Biden também está na frente no Arizona e em Nevada, onde os votos a apurar vem de regiões de maioria democrata. Assim, sua vitória não parece ameaçada. Se vencer no Arizona, em Nevada, em Michigan e Wisconsin, o candidato democrata chega à Casa Branca sem necessidade de ganhar na Pensilvânia.

Na Geórgia, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, a vantagem do presidente está diminuindo e faltam apurar votos de redutos democratas, mas Biden precisa de dois terços dos votos que faltam para levar o estado. Não precisa da Geórgia se ganhar nos estados citados acima.

Trump ganha em estados-chaves e eleição nos EUA terá final apertado

 Mais uma vez, as pesquisas estavam erradas. O presidente Donald Trump venceu a eleição presidencial na Flórida, em Ohio e em Iowa, e deve ganhar no Texas, na Geórgia e na Carolina do Norte, estados onde o ex-vice-presidente Joe Biden tinha esperança de vencer. 

Até agora, o candidato democrata só virou um estado, o Arizona, onde a apuração ainda não terminou. O resultado final está em aberto e pode não sair hoje.

Como em 2016, a eleição pode ser decidida em estados do Cinturão da Ferrugem e do Meio-Oeste, Pensilvânia, Michigan e Wisconsin, a chamada Muralha Azul (cor do Partido Democrata), que Trump derrubou para chegar à Casa Branca.

Os democratas esperam tirar a vantagem que o presidente tem no momento em Michigan, onde a maioria dos votos antecipados ainda não foi computada. A oposição espera uma repetição em Michigan, na Pensilvânia e em Wisconsin do que aconteceu no estado da Virgínia, onde Trump liderou a apuração até perto do fim, mas Biden ganhou.

"Este é um jogo de xadrez onde ninguém comeu uma peça importante", comentou David Axelrod, que foi marqueteiro do presidente Barack Obama. Os democratas estão muito menos eufóricos. Tem medo de uma repetição do que aconteceu em 2016, quando a ex-secretária de Estado Hillary Clinton venceu no voto popular por pouco menos de 2,9 milhões de votos, mas perdeu no Colégio Eleitoral por causa das derrotas na Pensilvânia, em Michigan e em Wisconsin por pouco menos de 78 mil votos.

Biden fez um pronunciamento há pouco para manter o otimismo, manifestando confiança de vencer em Michigan e na Pensilvânia,

Para ser eleito presidente dos Estados Unidos, um candidato precisa de pelo menos 270 votos no Colégio Eleitoral. No momento, às 3h30 no Rio de Janeiro, Biden tem 220 e  Trump 210. O presidente deve levar mais 16 votos eleitorais na Geórgia. O resto está em aberto.

Por causa da votação pelo correio, o resultado final no decisivo estado da Pensilvânia pode demorar dias e parar na Justiça.

No Twitter, Trump se vangloria de uma grande vantagem e acusa a oposição de querer roubar a eleição. Era esperado que o presidente saísse com uma liderança inicial na apuração porque os votos pelo correio e sufragados antecipadamente serão contados depois na maioria dos estados.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump vence em Wisconsin e sela a vitória na eleição presidencial

Com a vitória no estado de Wisconsin, onde o Partido Republicano não vencia uma eleição presidencial desde 1984, o magnata imobiliário Donald Trump superou os 270 votos necessários para garantir a maioria no Colégio Eleitoral que ratifica os resultados da corrida à Casa Branca, noticiou há pouco o jornal The Washington Post.

Em 2008 e 2012, o presidente Barack Obama obteve vitórias decisivas em Wisconsin. A confiança do Partido Democrata era tão grande que Hillary Clinton não foi nenhuma vez ao estado depois da oficialização de sua candidatura. Mais de 60% dos eleitores de Wisconsin disseram não confiar em Trump. Mesmo assim, a maioria optou pela mudança.

Há poucos minutos, depois que as televisões anunciaram a vitória do republicano, Hillary telefonou para Trump reconhecendo a derrota e cumprimentando o adversário.

Na minha opinião, a vitória de Trump é um sinal claro de decadência dos EUA. O bilionário fez campanha pintando um cenário catastrófico a respeito do país mais rico e poderoso da Terra, culpando imigrantes, a burocracia de Washington e outros países pelo declínio relativo dos EUA.

Com sua promessa vaga e vazia de "tornar a América grande de novo", como se os EUA não fossem a maior potência mundial, Trump conseguiu seduzir os perdedores no processo de globalização, especialmente o eleitorado branco sem curso superior que perdeu o emprego com a desindustrialização do país.

Trump ganhou com um discurso do medo, fascistoide, ressentido, racista, xenofóbico e machista, anti-imigrantes e contra o livre comércio. Explorou o temor dos americanos ao descrever seu próprio país como corrupto e decadente, como se ele próprio não fizesse parte do sistema e não tivesse se beneficiado dele e de suas distorções para acumular riqueza. Fez o discurso da antipolítica, como se não tivesse livre trânsito nos gabinetes de Washington.

Sua retórica nacionalista e protecionista promete repatriar empregos e fábricas, renegociar acordos comerciais internacionais, expulsar os imigrantes ilegais e bloquear o acesso dos muçulmanos aos EUA. Mas ele sempre falou em termos genéricos.

A reação do mercado dentro e fora dos EUA deixa clara que investidores e analistas não acreditam no sucesso de suas promessas econômicas.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Derrota em Wisconsin complica candidatura Donald Trump

Os favoritos até agora na corrida Casa Branca, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, no Partido Democrata, e o bilionário Donald Trump, no Partido Republicano, perderam hoje as eleições primárias do estado de Wisconsin. Enquanto Hillary segue firme rumo à candidatura, Trump terá problemas à frente.

No Partido Republicano, com 57% dos votos apurados, o ultraconservador Ted Cruz lidera com 51% dos votos contra 32% para Trump e 14% para o governador de Ohio, John Kasich.

Com a vitória do ultraconservador Cruz, outro nome mal visto pela cúpula do partido, Trump precisa conquistar 70% dos delegados em disputa nas prévias que faltam para chegar à convenção nacional do partido com pelo menos 1.237 comprometidos com sua candidatura.

Se conseguir, só um golpe de Estado interno no partido contra as regras do jogo poderia negar a Trump a candidatura republicana. O magnata imobiliário já reclamou que o governo de Ohio John Kasich não abandona a campanha, embora matematicamente não tenha chances.

Kasich, considerado um conversador moderado, ajuda a roubar votos de Trump. Se estivessem só Trump e Cruz na disputa, o vencedor chegaria na convenção com a candidatura assegurada.

Caso seja barrado, Trump ameaça concorrer como independente, o que tiraria votos do candidato republicano, facilitando em princípio uma vitória de Hillary.

No Partido Democrata, com mais da metade dos votos apurados, o socialista Sanders vence Hillary por 54% a 45%. Ele trouxe temas para a campanha como desigualdade, salário mínimo e abusos do sistema financeiro.

Com grande prestígio entre os jovens, o senador conquistou vitórias importantes em estados pequenos com eleitorado majoritariamente branco. Hillary ganha por ampla margem em estados com eleitorados negros e latinos importantes.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Governador Scott Walker abandona corrida à Casa Branca

Depois de iniciar a campanha como um dos favoritos dos meios de comunicação e da cúpula do Partido Republicano, diante da falta de apoio nas pesquisas e de dinheiro, o governador de Wisconsin, Scott Walker, abandonou hoje a disputa pela candidatura de oposição à Presidência dos Estados Unidos em 2016.

É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.

Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.

Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.

Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.

Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.

Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.

A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.

O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.

Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Desemprego cai menos em estados-chaves nos EUA

Má noticia para o presidente Barack Obama: o desemprego caiu menos nos 14 estados decisivos para a vitória na eleição presidencial de 6 de novembro de 2012 nos Estados Unidos.

No regime político americano, o presidente é eleito por um Colégio Eleitoral formado por 538 delegados que representam os estados da União. São necessários pelo menos 270 votos desses grandes eleitores para chegar à Casa Branca. Quando um candidato vence a eleição no voto popular em um estado, conquista todos os delegados daquele estado.

Assim, nos estados mais liberais, como Califórnia e Nova York, que tradicionalmente votam no Partido Democrata, o voto republicano para a Casa Branca acaba não pesando no resultado final.  Por outro lado, em estados conservadores como o Texas, as Dakotas do Norte e do Sul, Kansas e boa parte do Centro-Sul dos EUA, a vitória republicana é certa e o voto democrata para presidente não pesa.

Quando Jimmy Carter foi eleito, em 1976, houve disputa real em 40 estados. Mas, desde que Ronald Reagan forjou uma aliança do Partido Republicano com os cristãos conservadores, a partir de sua vitória, em 1980, a polarização entre liberais e conservadores aumentou. Há uma série de chamadas guerras culturais sobre aborto, drogas, homossexualismo, religião nas escolas públicas que dividem profundamente a sociedade americana.

Na reeleição de George W. Bush, em 2004, os democratas só ganharam nos três estados da Costa Oeste, em Nova York, na Nova Inglaterra e na região dos Grandes Lagos, junto ao Canadá, as regiões dos EUA mais abertas para o mundo. O estado de Ohio foi considerado decisivo, como a Flórida tinha sido em 2000, quando o governador Jeb Bush, irmão do candidato, deu uma mãozinha e fraudou a eleição, com a conivência de uma Suprema Corte conservadora, que não autorizou a recontagem dos votos pedida pela candidatura democrata de Al Gore.

Agora, o jornal inglês Financial Times comparou os dados sobre geração de empregos dos 14 estados que estão realmente em jogo, onde Obama e o ex-governador de Massachusetts Mitt Romney, praticamente certo como candidato do Partido Republicano, vão concentrar suas campanhas.

Romney esteve em Novo Hampshire na terça-feira e hoje foi a Ohio. Obama esteve nesta semana na Carolina do Norte, no Colorado e em Iowa. Os comícios para o lançamento oficial de sua campanha à reeleição serão na próxima semana em Ohio e na Virgínia.

Outro estado decisivo é a Flórida. Romney pode indicar o jovem senador Marco Rubio para candidato a vice-presidente numa tentativa de agradar à Flórida e aos conservadores. Rubio foi eleito no estado em 2010 com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá, que perdeu muita força mas ainda é uma base importante do partido.

Os outros estados-chaves examinados foram Maine, Michigan, Minnesota, Nevada, Novo México, Pensilvânia e Wisconsin.

De março de 2011 a março de 2012, esses 14 estados-chaves tiveram um saldo de 406 mil empregos gerados a mais do que destruídos, um aumento de 0,97% em relação aos 41,8 milhões de empregos registrados no início da pesquisa.

Nos demais estados e no Distrito de Colúmbia, foram abertas 1,22 milhão de novas vagas de emprego a mais do que fechadas, uma alta de 1,36% em relação aos 89,3 milhões de empregos preexistentes.

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, nenhum presidente americano se reelegeu com taxa de desemprego acima de 7,2% no dia da votação. Hoje o índice está em 8,2%. A redução do número de empregos gerados no mês passado de cerca de 200 mil para pouco mais de 120 mil indica uma desaceleração no mercado de trabalho.

"É um risco para a campanha de Obama falar de recuperação da economia em estados onde a geração de empregos tem sido fraca", observa Matt McDonald, consultor da empresa Hamilton Place Strategies.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Ex-governador ganha em Wisconsin e ignora Santorum

Além de Maryland e do Distrito de Colúmbia, o ex-governador Mitt Romney também ganhou ontem à noite a eleição primária no estado de Wisconsin para escolher o candidato da oposição à Presidência dos Estados Unidos em novembro.

No discurso da vitória, ele falou como candidato, atacando diretamente o presidente Barack Obama enquanto ignorou seu oponente dentro do partido, o ex-senador Rick Santorum.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Americanos são a favor dos sindicatos


A maioria dos americanos é a favor de que os trabalhadores se organizem em sindicatos para negociar coletivamente seus salários e condições de trabalho, indica uma pesquisa feita para a agência de notícias Bloomberg.

Cerca de 64% dos entrevista defendem a participação em sindicato, e 63% querem que os estados mantenham as promessas de seus programas de aposentadoria.

O tema entrou em discussão depois que o governador republicano do estado de Wisconsin propôs uma lei para proibir a participação dos sindicatos em negociações salariais do setor público. Vários outros governadores republicanos querem fazer o mesmo.

Em Wisconsin, os senadores democratas do Senado Estadual (nos EUA, há senados estaduais, seguindo a estrutura política do governo federal) deixaram o estado para negar quórum à votação da proposta, mas os republicanos conseguiram aprovar a lei.

"Dezoito senadores destruíram em meia hora 50 anos de conquistas", protestou o líder da oposição democrata, Mark Miller.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

McCain está perto da candidatura

Com duas vitórias hoje, nos estados de Washington e Wisconsin, o senador John McCain aproxima-se do número de delegados necessários para garantir a candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 4 de novembro de 2008.

McCain venceu o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, ex-pastor, da ala evangélica do partido, por 55% a 37% em Wisconsin e está na frente em Washington, onde a apuração ainda está na metade. McCain tem 49% e Huckabee, 21%.

O senador já garantiu o apoio de 942 delegados na convenção nacional republicana que vai indicar o candidato do partido no início de setembro. Precisa de 1.191.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Obama ganha eleições prévias do Potomac

Em sua marcha triunfal, o senador Barack Obama venceu na terça-feira as eleições primárias do Partido Democrata no Distrito de Colúmbia, onde fica a capital, Washington, e nos estados de Maryland e da Virgínia. São as chamadas prévias do Rio Potomac, que banha essas três unidades da federação americana.

Ele ganhou por 75% a 24% no DC, 64% a 35% na Virgínia e está na frente em Maryland, onde a apuração não terminou, por 60% a 34%.

As vitórias de Obama complicam a situação da senadora Hillary Clinton, que seguiu para o Texas, começando sua campanha para a primária daquele estado, que só será realizada em 4 de março.

Enquanto Hillary aposta no Texas e em Ohio, os dois grandes estados onde ainda haverá eleições prévias, sua campanha está perdendo a força.

O momento é de Obama, que acaba de fazer um discurso inflamado em Madison, no estado de Wisconsin, onde será realizada a próxima primária. Hillary corre o risco de repetir o erro do ex-prefeito de Nova Iorque, que concentrou a campanha na Flórida, enquanto seus adversários vinham embalados com vitórias nas primeiras prévias.

Obama aumentou sua penetração entre homens brancos e trabalhadores da baixa renda. Ganhou de Hillary no eleitorado latino, ainda que seja pequeno no Vale do Potomac, e chegou a 90% entre os negros.

Na Virgínia, onde os republicanos ganharam todas as eleições presidenciais desde 1964, Obama teve mais votos sozinho do que os dois candidatos republicamos somados.

Com mais três vitórias, Obama assumiu a liderança em número de delegados à Convenção Nacional Democrata que indicará oficialmene o candidato do partido. Tem 1.212 contra 1.191 de Hillary, pelas projeções do jornal The New York Times.

Para garantir a indicação, o candidato precisa conquistar o apoio de 2.025 delegados. Mesmo que ganhe todas as primárias em estados pequenos, Obama não vai chegar lá porque o Partido Democrata divide os delegados na proporção do número de eleitores. Ele precisa bater Hillary em estados importantes.

Neste caso, que no momento parece bastante provável, Obama consolidará sua vitória. Para quem viu os discursos de hoje, Hillary falou como uma derrotada. Tentou arregimentar suas tropas para a batalha final, mas o ambiente era de desânimo.

Obama fala num movimento que vai mudar os EUA, não numa campanha eleitoral, "um movimento que vai chegar a Washington e mudar este país".

Um economista calculou em US$ 800 bilhões adicionais o custo total dos programas que Obama anuncia. É comparado com John Kennedy e Ronald Reagan, dois heróis de seus partidos. Representa o sonho, a volta da utopia, ainda que seja uma utopia muito bem-comportada.