Num gesto de desespero, sem condições matemáticas de superar o magnata imobiliário Donald Trump na disputa pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro, o senador evangélico ultraconservador Ted Cruz indicou a executiva Carly Fiorina como candidata a vice-presidente.
"Durante os 13 meses desta corrida, houve uma lutadora testada e consistente. Uma lutadora que aterroriza Hillary. Por isso, tenho o orgulho de anunciar Carly Fiorina como minha vice-presidente", declarou Cruz.
Ex-diretora-executiva da empresa multinacional Hewlett-Packard (HP), Fiorina, de 61 anos, foi candidata ao Senado pela Califórnia em 2010, o estado mais populoso dos EUA, onde haverá 172 delegados em disputa na eleição primária republicana.
Sem grande prestígio num estado liberal depois de ser arrasado por Trump no Nordeste dos EUA por criticar os "valores de Nova York", resta a Cruz apelar ao eleitorado religioso e a Fiorina. O bilionário lidera na Califórnia com mais de 25 pontos percentuais de frente.
Quando ainda estava na luta, Fiorina afirmou que não aceitaria um convite para ser vice: "Não. Estou concorrendo a presidente e não para ser vice. As pessoas que me apoiam sabem que sou a candidata mais qualificada para ser presidente e para conquistar o cargo. Este é o desafio e vou ganhar."
Em março, depois de abandonar sua própria campanha, Fiorina apoiou Cruz. O costume é indicar o candidato a vice-presidente quando a candidatura a presidente está assegurada.
"Parece fora de contato com a realidade indicar vice-presidente antes de garantir os 1.237", comentou o ex-presidente da Câmara e ex-aspirante à Casa Branca Newt Gingrich, referindo-se ao mínimo necessário para ser nomeado candidato oficialmente.
Sem chances matemáticas no confronto direto, Cruz aposta que Trump também não chegue lá para que o Partido Republicano tenha uma disputa dentro da convenção nacional de 18 a 21 de julho, em Cleveland, no estado de Ohio. Se Trump não levar na primeira votação, a disputa fica em aberto. Os delegados não precisam mais seguir a distribuição definida nas eleições primárias.
Com Fiorina a seu lado, Cruz sonha em ser ungido na convenção.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Carly Fiorina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carly Fiorina. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 27 de abril de 2016
segunda-feira, 21 de setembro de 2015
Governador Scott Walker abandona corrida à Casa Branca
Depois de iniciar a campanha como um dos favoritos dos meios de comunicação e da cúpula do Partido Republicano, diante da falta de apoio nas pesquisas e de dinheiro, o governador de Wisconsin, Scott Walker, abandonou hoje a disputa pela candidatura de oposição à Presidência dos Estados Unidos em 2016.
É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.
Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.
Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.
Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.
Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.
Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.
A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.
O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.
Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.
É o segundo dos 14 aspirantes republicanos a tirar o time de campo. O primeiro foi o ex-governador do Texas Rick Perry. Em 2012, Perry chegou a liderar as pesquisas. Caiu quando não soube dizer num debate quais as três agências do governo federal que fecharia se fosse eleito.
Em seu anúncio, Walker atribuiu seu fracasso à inesperada popularidade nas pesquisas de intenção de voto do magnata imobiliário Donald Trump, que vem atacando ferozmente todos os rivais e se negou a se comprometer a apoiar quem for escolhido nas eleições primárias. Ameaça concorrer como candidato independente.
Ao fazer isso em 1992, o magnata Ross Perot ajudou Bill Clinton a derrotar George Bush, o pai, dando a Casa Branca ao Partido Democrata.
Walker recomendou o abandono da corrida aos outros candidatos com poucas chances para que o Partido Republicano possa se concentrar em evitar que Trump ganhe a parada.
Na segunda-feira à noite, o senador texano Ted Cruz, talvez o candidato mais à direita de todos, tinha encontro marcado em Nova York com um doador da campanha de Walker. Jeb Bush, outro favorito que não decolou ia telefonar para outro doador.
Na última pesquisa da televisão americana CNN, Walker não pontuou. Trump continua em primeiro, mas caiu de 32% para 24%. A alta executiva Carly Fiorina, ex-diretora-geral da empresa de informática HP, pulou três pontos para o segundo lugar com 15% por causa de seu bom desempenho no segundo debate da campanha. Passou à frente do neurocirurgião Ben Carson, que agora é o terceiro com 14%.
A característica comum dos três primeiros colocados é que nenhum é político de carreira. O velho discurso do Partido Republicano contra os políticos em geral e os de Washington em particular colou.
O quarto colocado é o jovem senador da Flórida Marco Rubio, filho de exilados cubanos, considerado um dos vencedores do debate ao lado de Fiorina. Com 11%, Rubio passou o ex-governador da Flórida Jeb Bush, irmão e filho de ex-presidentes, considerado o favorito da cúpula do partido, que aparece em quinto lugar com 9%.
Logo atrás, dois evangélicos, o senador Ted Cruz e o ex-governador do Arkansas Mick Huckabee com 6%; o senador libertário do Kentucky Rand Paul, com 4%; o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, com 3%; o governador de Ohio, John Kasich, com 2%; e o ex-senador pela Pensilvânia Rick Santorum, com 1%.
Marcadores:
Carly Fiorina,
Casa Branca 2016,
Donald Trump,
Eleição presidencial,
Eleições primárias,
EUA,
Marco Rubio,
Mike Huckabee,
Partido Republicano,
Rick Perry,
Scott Walker,
Ted Cruz,
Wisconsin
sexta-feira, 7 de agosto de 2015
Trump ameaça ser candidato independente se partido não o apoiar
No primeiro debate entre os aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016, o bilionário Donald Trump, inesperado líder das pesquisas, foi o único que se negou a prometer apoio a quem vencer as eleições primárias.
Se perder, Trump ameaça concorrer como independente, o que derrubaria a candidatura republicana ao dividir os votos do eleitorado conservador.
O primeiro debate da campanha para a Casa Branca em 2016, realizado em Cleveland, Ohio, pela TV Fox News, reuniu os dez melhores colocados nas pesquisas, já que não haveria espaço para todos os 17 aspirantes da oposição ao emprego de Barack Obama.
Em seu estilo agressivo de magnata imobiliário acostumado a fechar grandes negócios, Trump não se esquivou de perguntas sobre sua recente declaração acusando os imigrantes mexicanos de violência e crimes sexuais.
"O grande problema deste país é ser politicamente correto", disparou o bilionário. "O governo do México é muito esperto e nossos líderes são idiotas. Temos de erguer um muro na fronteira." Trump quer que o governo mexicano pague a obra.
Segundo colocado, o ex-governador da Flórida Jeb Bush negou estar concorrendo em cima do sobrenome, já que seu pai e seu irmão mais velho foram presidentes dos EUA: "Na Flórida, me conhecem por Jeb", alegou.
Corrigindo o que tinha dito anteriormente, Jeb criticou a invasão do Iraque, em 2003, ordenada por seu irmão: "Sabendo o que sabemos hoje, foi um erro."
Como o debate foi realizado em Cleveland, Ohio, o governador John Kasich estava em casa e aproveitou a oportunidade. Foi um dos vencedores.
Houve poucas propostas concretas e muitas acusações ao presidente Barack Obama, à ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, a favorita hoje na corrida à Casa Branca, e aos demais candidatos ali presentes.
À tarde, no debate entre os sete aspirantes em pior posição nas pesquisas, o destaque foi Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard.
Se perder, Trump ameaça concorrer como independente, o que derrubaria a candidatura republicana ao dividir os votos do eleitorado conservador.
O primeiro debate da campanha para a Casa Branca em 2016, realizado em Cleveland, Ohio, pela TV Fox News, reuniu os dez melhores colocados nas pesquisas, já que não haveria espaço para todos os 17 aspirantes da oposição ao emprego de Barack Obama.
Em seu estilo agressivo de magnata imobiliário acostumado a fechar grandes negócios, Trump não se esquivou de perguntas sobre sua recente declaração acusando os imigrantes mexicanos de violência e crimes sexuais.
"O grande problema deste país é ser politicamente correto", disparou o bilionário. "O governo do México é muito esperto e nossos líderes são idiotas. Temos de erguer um muro na fronteira." Trump quer que o governo mexicano pague a obra.
Segundo colocado, o ex-governador da Flórida Jeb Bush negou estar concorrendo em cima do sobrenome, já que seu pai e seu irmão mais velho foram presidentes dos EUA: "Na Flórida, me conhecem por Jeb", alegou.
Corrigindo o que tinha dito anteriormente, Jeb criticou a invasão do Iraque, em 2003, ordenada por seu irmão: "Sabendo o que sabemos hoje, foi um erro."
Como o debate foi realizado em Cleveland, Ohio, o governador John Kasich estava em casa e aproveitou a oportunidade. Foi um dos vencedores.
Houve poucas propostas concretas e muitas acusações ao presidente Barack Obama, à ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, a favorita hoje na corrida à Casa Branca, e aos demais candidatos ali presentes.
À tarde, no debate entre os sete aspirantes em pior posição nas pesquisas, o destaque foi Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard.
Marcadores:
Carly Fiorina,
Casa Branca 2016,
Debate,
Donald Trump,
Eleição presidencial,
EUA,
Hillary Clinton,
Jeb Bush,
John Kasich,
Obama,
Partido Republicano
terça-feira, 5 de maio de 2015
Mais três republicanos entram na corrida à Casa Branca
De olho no voto evangélico, o ex-governador do Arkansas Mike Huckabee, um conservador em questões sociais, lançou hoje sua campanha à candidatura do Partido Republicano na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos. Ontem, foi a vez da executiva Carly Fiorina e o neurocirurgião aposentado Ben Carson.
Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.
Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.
Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.
Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.
"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."
As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.
Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.
Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".
Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.
Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".
As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.
Enquanto no Partido Democrata a candidatura da ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton parece imbatível, no campo republicano, a expectativa hoje é que a disputa envolva oito ou nove candidatos.
Além dos três citados acima, aspiram a candidatura republicana três senadores eleitos com o apoio do movimento radical de direita Festa do Chá: Ted Cruz, Rand Paul e Marco Rubio. Cruz e Rubio têm ascendência cubana. Os favoritos, o ex-governador da Flórida Jeb Bush e o governador de Wisconsin, Scott Walker, ainda não se lançaram, assim como o governador de Nova Jérsei, Chris Christie.
Huckabee, de 60 anos, disputou a canditadura republicana em 2008, quando ficou em segundo na contagem de delegados à convenção nacional do partido e em terceiro no voto popular o no número de estados onde venceu nas eleições primárias, atrás do senador John McCain e do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney. McCain perdeu para Obama em 2008 e Romney em 2012.
Na propaganda na Internet, Huckabee promete defender o direito de andar armado e lutar contra novas leis, registros e regulamentações para comprar e portar armas. Ele defende o reforço do patrulhamento nas fronteiras e é contra a anistia para imigrantes ilegais decretada pelo presidente Barack Obama.
"A educação é uma função da família e não do governo federal", argumenta Huckabee. "As decisões educacionais são melhores quando feitas pelas autoridades mais próximas, pais e mães." Em economia, acrescenta, "eu acredito em autossuficiência": "Um país que não é capaz de se alimentar, produzir combustíveis por si próprio e se defender não pode ser verdadeiramente livre."
As duas candidaturas lançadas ontem, de Carson e Fiorina, ambos distantes das máquinas partidárias de Washington, são consideradas marginais, sem chance real de obter a indicação.
Carly Fiorina, de 60 anos, foi diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard, de onde saiu com fama de autoritária e arrogante. Seu papel na campanha será denunciar a burocracia, a esclerose das máquinas partidárias e as políticas do Partido Democrata contrárias à economia de mercado.
Fiorina já responsabilizou o excesso de regulamentação pela falta d'água na Califórnia e acusa o governo Obama de não ter eliminado nenhuma dificuldade burocrática ao empreendorismo, que considera a solução para todos os problemas do país. Em entrevista à rede de televisão ABC, ela disse que é "a melhor pessoa" para governar os EUA porque entende "como a economia funciona".
Ben Carson é o único negro até agora na corrida à Casa Branca. Neurocirurgião renomado internacionalmente, ele anunciou ontem num discurso em Detroit. Ele é adventista, tem 63 anos e foi condecorado pelo então presidente George W. Bush com a Medalha da Liberdade, a maior honraria civil do governo dos EUA.
Crítico da reforma da saúde pública feita pelo governo Obama, Carson chegou a dizer em 2013 que "foi a pior coisa que aconteceu neste país desde a escravidão". Ao lançar sua candidatura, declarou que "muitos americanos têm medo de dizer o que pensam" e que é hora de repensar as lições dos fundadores do país "para podermos ser livres".
As eleições primárias e convenções estaduais do Partido Republicano serão realizadas de 18 de janeiro a 7 de junho de 2016. A convenção nacional que vai oficializar a candidadura à Casa Branca está marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, decisivo para a vitória na eleição presidencial, em 8 de novembro.
Marcadores:
Ben Carson,
Carly Fiorina,
Casa Branca 2016,
Eleição presidencial,
EUA,
Hewlett-Packard,
Jeb Bush,
Marco Rubio,
Mike Huckabee,
Partido Republicano,
Rand Paul,
Ted Cruz
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Dinheiro não falou mais alto na Califórnia
Duas campanhas milionárias foram derrotadas ontem no estado da Califórnia, indicando que o poder do dinheiro nem sempre é decisivo em eleições.
A empresária Meg Whitman, uma das fundadoras do sítio de Internet eBay, gastou US$ 146 milhões de seu próprio bolso, mas não conseguiu derrotar o ex-governador Jerry Brown na disputa pelo governo californiano.
Outra milionária derrotada foi Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de informática Hewlett Packard. Ela gastou mais de US$ 6 milhões de sua própria fortuna.
Com uma campanha contra o aborto e na defesa dos princípios conservadores do Partido Republicano, Fiorina perdeu a eleição para Barbara Boxer, a política mais à esquerda no Senado dos Estados Unidos.
A empresária Meg Whitman, uma das fundadoras do sítio de Internet eBay, gastou US$ 146 milhões de seu próprio bolso, mas não conseguiu derrotar o ex-governador Jerry Brown na disputa pelo governo californiano.
Outra milionária derrotada foi Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de informática Hewlett Packard. Ela gastou mais de US$ 6 milhões de sua própria fortuna.
Com uma campanha contra o aborto e na defesa dos princípios conservadores do Partido Republicano, Fiorina perdeu a eleição para Barbara Boxer, a política mais à esquerda no Senado dos Estados Unidos.
Assinar:
Postagens (Atom)