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terça-feira, 26 de abril de 2016

Trump ganha eleições primárias em mais cinco estados

O bilionário Donald Trump venceu as eleições primárias do Partido Republicano realizadas hoje em cinco estados do Nordeste dos Estados Unidos (Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island), aumentando as chances de garantir a candidatura à Casa Branca antes da convenção nacional do partido, em julho.

Com dois concorrentes que concentram seus esforços em outros estados, o senador Ted Cruz e o governador John Kasich praticamente abandonaram as prévias de hoje. Assim, no início da apuração Trump obtém vantagens de 60% ou mais e todas as projeções indicam sua vitória.

Trump conquistou hoje 105 delegados contra 5 para Kasich e 1 para Cruz, um evangélico ultraconservador texano sem prestígio nos estados mais liberais do Nordeste dos EUA.

O magnata imobiliário nova-iorquino tem agora 949 delegados com 548 de Cruz e 153 para Kasich, na contagem do jornal The Wall Street Journal. Para garantir a candidatura republicana, são necessários 1.237 delegados.

Se Trump chegar à convenção nacional em Cleveland, Ohio, em 18 de julho, sem a vitória assegurada, a partir da segunda votação os delegados não precisam mais seguir o resultado das prévias. Numa "convenção disputada", podem votar livremente e escolher mais ao gosto da cúpula do partido.

No momento, Trump precisa de mais 288 delegados. Como lidera com vantagens de mais de 25 pontos percentuais na Califórnia e Nova Jérsei, onde há 223 delegados em jogo e o ganhador leva todos, faltariam apenas 65 delegados a disputar nas primárias de Indiana, Novo México e Oregon. Por isso, Cruz e Kasich fizeram uma aliança para o mais fraco apoiar o mais forte nestes três estados.

Entre os democratas, a ex-secretária de Estado e ex-senadora Hillary Clinton praticamente garantiu a candidatura do partido ao ganhar na Pensilvânia, em Maryland, os dois estados mais populosos em jogo em mais estar superterça-feira, em Delaware e Connecticut.

O senador socialista Bernie Sanders só ganhou em Rhode Island. Está sob pressão para abandonar a disputa e apoiar Hillary, que marcha para assegurar a candidatura democrata à Presidente dos EUA em 8 de novembro.

Hillary ganhou mais 195 delegados hoje contra 129 para Sanders. No Partido Democrata, o número para garantir a candidatura é 2.383. A ex-secretária de Estado chegou hoje a 2.141, enquanto Sanders soma 1.321.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Cruz e Kasich se unem para barrar candidatura Trump

O senador Ted Cruz e o governador John Kasich uniram esforços para tentar impedir que o bilionário Donald Trump seja o candidato do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016.

Seu objetivo é evitar que Trump chegue à convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 de julho em Cleveland, no estado de Ohio, com o apoio de 1.237 delegados. Isso lhe garantiria a nomeação automaticamente.

Na primeira votação dentro da convenção, os delegados são obrigados a manter a lealdade aos candidatos com base nos resultados das prévias do partido. Se não houver um vencedor, a partir da segunda votação, os delegados são livres para votarem como quiserem, até mesmo em que não disputou as primárias.

Como Trump é o favorito nos cinco estados do Nordeste dos EUA que realizam eleições prévias amanhã (Connecticut, Delaware, Maryland, Pensilvânia e Rhode Island) Kasich se retirou da primária do estado de Indiana, onde Cruz tem mais chances. O senador texano fará o mesmo nos estados do Novo México e Oregon, onde o governador de Ohio deve sair melhor.

O acordo foi negociado discretamente na semana passada durante a reunião do diretório nacional do partido realizada no estado da Flórida entre o gerente da campanha de Cruz, Jeff Roe, e John Weaver, assessor de Kasich.

Em seu estilo agressivo, Trump se defendeu no Twitter atacando: "Ted Mentiroso e Kasich estão matematicamente mortos e totalmente desesperados. Seus doares e grupos de interesses especiais não estão satisfeitos com eles. Triste!"

No momento, Trump tem 845 delegados contra 559 de Cruz, 171 do senador Marco Rubio, que já abandonou a disputa, e 148 para Kasich.

A ex-senadora e ex-secretária de Estado Hillary Clinton já garantiu na prática a candidatura do Partido Democrata e é a favorita.

terça-feira, 5 de abril de 2016

Derrota em Wisconsin complica candidatura Donald Trump

Os favoritos até agora na corrida Casa Branca, a ex-secretária de Estado Hillary Clinton, no Partido Democrata, e o bilionário Donald Trump, no Partido Republicano, perderam hoje as eleições primárias do estado de Wisconsin. Enquanto Hillary segue firme rumo à candidatura, Trump terá problemas à frente.

No Partido Republicano, com 57% dos votos apurados, o ultraconservador Ted Cruz lidera com 51% dos votos contra 32% para Trump e 14% para o governador de Ohio, John Kasich.

Com a vitória do ultraconservador Cruz, outro nome mal visto pela cúpula do partido, Trump precisa conquistar 70% dos delegados em disputa nas prévias que faltam para chegar à convenção nacional do partido com pelo menos 1.237 comprometidos com sua candidatura.

Se conseguir, só um golpe de Estado interno no partido contra as regras do jogo poderia negar a Trump a candidatura republicana. O magnata imobiliário já reclamou que o governo de Ohio John Kasich não abandona a campanha, embora matematicamente não tenha chances.

Kasich, considerado um conversador moderado, ajuda a roubar votos de Trump. Se estivessem só Trump e Cruz na disputa, o vencedor chegaria na convenção com a candidatura assegurada.

Caso seja barrado, Trump ameaça concorrer como independente, o que tiraria votos do candidato republicano, facilitando em princípio uma vitória de Hillary.

No Partido Democrata, com mais da metade dos votos apurados, o socialista Sanders vence Hillary por 54% a 45%. Ele trouxe temas para a campanha como desigualdade, salário mínimo e abusos do sistema financeiro.

Com grande prestígio entre os jovens, o senador conquistou vitórias importantes em estados pequenos com eleitorado majoritariamente branco. Hillary ganha por ampla margem em estados com eleitorados negros e latinos importantes.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Rejeição a Trump aumenta no Partido Republicano

Com mais três vitórias, nos estados de Michigan, no Mississípi e no Havaí, o biblionário Donald Trump avançou na luta pela candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em novembro de 2016. Mas enfrenta uma resistência cada vez maior dentro do seu próprio partido.

Quem não o apoia preferia ver os senadores Ted Cruz ou Marco Rubio numa disputa direta com Trump ou até mesmo uma rebelião na convenção nacional republicana, marcada para 18 a 21 julho na cidade de Cleveland, no estado de Ohio.

Em pesquisa da rede de televisão ABC e do jornal The Washington Post realizada antes das prévias de ontem, Trump lidera a corrida republicana à Casa Branca com 34% dos votos de republicanos e independentes com tendência a votar na oposição ao presidente Barack Obama.

O histriônico magnata imobiliário está estagnado em cerca de um terço. O senador evangélico texano Ted Cruz, mais conservador do que Trump e igualmente rejeitado pelo eleitorado independente, é o segundo com 25%. Rubio ficou em terceiro com 18% e o governador de Ohio, John Kasich, com 13%.

Depois de desrespeitar negros, latino-americanos e mulheres com suas tiradas nazifascistoides em busca de votos, Trump se tornou o pré-candidato com a maior rejeição em todos os partidos. Mas avança nas eleições primárias e convenções que escolhem os candidatos à convenção nacional.

Ontem, Trump ganhou no Havaí com 42% contra 33% para Cruz. E Michigan, o estado mais importante com prévias ontem, Trump teve 37% contra 25% contra Cruz. No Mississípi, o estado mais pobre dos EUA, Trump venceu Cruz por 47% a 36%. Cruz bateu Trump em Idaho por 45% a 28%.

Se o partido negar a candidatura a Trump depois da vitória nas prévias, ele deve concorrer como independente, tirando votos à direita do candidato republicano.

quinta-feira, 3 de março de 2016

Mitt Romney denuncia Donald Trump como "uma fraude"

O candidato do Partido Republicano vencido pelo presidente Barack Obama na eleição de 2012, o ex-governador Mitt Romney atacou duramente hoje o bilionário Donald Trump, líder da disputa pela candidatura na eleição presidencial de 2016 nos Estados Unidos, acusando-o de falsidade e fraude.

É mais uma tentativa de conter o irresistível falastrão, que faz campanha atacando a tudo e a todos, com tiradas racistas e sexistas, Romney questionou a honestidade, a integridade, o comportamento e seu equilíbrio emocional. Afirmou que suas propostas econômicas vão gerar uma grande recessão e que sua política externa vai enfraquecer os EUA.

"Se nós, republicanos, escolhermos Donald Trump como nosso candidato, a perspectiva de um futuro próspero e seguro será grandemente diminuída", advertiu Romney em discurso de 17 minutos no Instituto Hinckley, da Universidade de Utah.

Com sete vitórias em 12 eleições prévias e convenções regionais realizadas na Superterça-feira, Trump disparou na liderança, provocando a reação da cúpula do partido através do ex-candidato.

"Donald Trump é falso e uma fraude", acusou Romney. "Suas promessas valem tanto quanto um diploma da Universidade Trump. Ele está manipulando o povo americano como um aproveitador: ele segue livremente rumo à Casa Branca e nós ficamos com chapéu de palhaço."

Em comício em Portland, no estado do Maine, Romney chamou Trump de "candidato fracassado" e desleal: "Vocês podem ver como ele é leal", atacou Trump. "Ele implorou por meu apoio. Eu poderia ter dito, Mitt, se ajoelhe. Ele teria se ajoelhado. Estava mendigando."

Romney pediu aos republicanos que apoiem os outros candidatos, citando explicitamente o senador Marco Rubio na eleição primária da Flórida e o governador John Kasich na prévia do estado de Ohio, ambas marcadas para 15 de março. Até agora, eles só ganharam em estados pequenos e pouco expressivos.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Trump ameaça ser candidato independente se partido não o apoiar

No primeiro debate entre os aspirantes à candidatura do Partido Republicano à Presidência dos Estados Unidos em 2016, o bilionário Donald Trump, inesperado líder das pesquisas, foi o único que se negou a prometer apoio a quem vencer as eleições primárias. 

Se perder, Trump ameaça concorrer como independente, o que derrubaria a candidatura republicana ao dividir os votos do eleitorado conservador.

O primeiro debate da campanha para a Casa Branca em 2016, realizado em Cleveland, Ohio, pela TV Fox News, reuniu os dez melhores colocados nas pesquisas, já que não haveria espaço para todos os 17 aspirantes da oposição ao emprego de Barack Obama.

Em seu estilo agressivo de magnata imobiliário acostumado a fechar grandes negócios, Trump não se esquivou de perguntas sobre sua recente declaração acusando os imigrantes mexicanos de violência e crimes sexuais.

"O grande problema deste país é ser politicamente correto", disparou o bilionário. "O governo do México é muito esperto e nossos líderes são idiotas. Temos de erguer um muro na fronteira." Trump quer que o governo mexicano pague a obra.

Segundo colocado, o ex-governador da Flórida Jeb Bush negou estar concorrendo em cima do sobrenome, já que seu pai e seu irmão mais velho foram presidentes dos EUA: "Na Flórida, me conhecem por Jeb", alegou.

Corrigindo o que tinha dito anteriormente, Jeb criticou a invasão do Iraque, em 2003, ordenada por seu irmão: "Sabendo o que sabemos hoje, foi um erro."

Como o debate foi realizado em Cleveland, Ohio, o governador John Kasich estava em casa e aproveitou a oportunidade. Foi um dos vencedores.

Houve poucas propostas concretas e muitas acusações ao presidente Barack Obama, à ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama Hillary Clinton, a favorita hoje na corrida à Casa Branca, e aos demais candidatos ali presentes.

À tarde, no debate entre os sete aspirantes em pior posição nas pesquisas, o destaque foi Carly Fiorina, ex-diretora-presidente da empresa de alta tecnologia Hewlett-Packard.