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quarta-feira, 8 de abril de 2020

Sanders abandona disputa e Biden será candidato democrata contra Trump

Com a retirada hoje do senador socialista Bernie Sanders, o ex-vice-presidente Joe Biden é o virtual candidato do Partido Democrata para enfrentar o presidente Donald Trump na eleição presidencial de 3 de novembro nos Estados Unidos.

Pouco mais de um mês atrás, até a superterça-feira, 3 de março, o senador liderava as eleições primárias do partido. Biden reagiu com grandes vitórias na Carolina do Sul, onde pesou a força do voto negro para o vice do presidente Barack Obama, e na superterça-feira.

Sanders não esperou o resultado da eleição primária realizada ontem no estado de Wisconsin: "Quero expressar a cada um minha profunda gratidão por ajudarem a criar uma campanha política de base sem precedentes com um profundo impacto sobre a mudança em nossa nação."

O senador, que teria grandes dificuldades para derrotar Trump por se apresentar como socialista no maior país capitalista do mundo, também agradeceu a "centenas de milhares de voluntários que bateram em milhões de portas no inverno gelado de Iowa e Novo Hampshire e no calor de Nevada e da Carolina do Sul, e em todo o país."

Cerca de 2,1 milhões de americanos contribuíram para a campanha de Sanders fazendo 10 milhões de doações com a média de US$ 18,50 cada. "Juntos, transformamos a consciência americana sobre o tipo de país que podemos ser e demos um grande passo à frente na luta sem fim por justiça econômica, social, racial e ambiental."

Entre suas propostas, Sanders defendeu a criação de um sistema universal de saúde pública, universidade gratuita, salário mínimo de US$ 15 por hora e taxação das grandes fortunas. Uma das principais acusações a seus adversários na campanha democrata era que recebiam dinheiro de bilionários, bancos e grandes empresas.

Em nota distribuída via Internet, Sanders citou a atual pandemia do novo coronavírus como exemplo da necessidade de ter um sistema público de saúde robusto e cumprimentou o ex-vice-presidente, "um homem decente", pela vitória, destacando a necessidade de união para vender Trump, que descreveu como "o presidente mais perigoso da história dos EUA".

A grande dúvida é se o eleitorado jovem mobilizado pela pregação esquerdista do senador pelo estado de Vermont vai apoiar o moderado Joe Biden, mais identificado com o status quo. Sanders prometeu uma "revolução jovem", mas o eleitorado jovem é o que menos participa de eleições nos EUA, onde o voto não é obrigatório.

quarta-feira, 18 de março de 2020

Biden vence mais três primárias e consolida candidatura à Casa Branca

Com mais três amplas vitórias em eleições primárias em estados importantes, Flórida, Illinois e Arizona, o ex-vice-presidente Joe Biden aumentou sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. 

A pressão para que o senador socialista Bernie Sanders desista e se una à campanha contra o presidente Donald Trump tende a aumentar. Na prática, ele não tem mais chance de provocar uma reviravolta.

Ao lado de Nova York, a Flórida é o terceiro estado que mais manda delegados ao Colégio Eleitoral que elege o presidente dos EUA (29), depois da Califórnia (55) e do Texas (38). É um estado com grande população de origem latino-americana que, ao contrário de outros estados, vota no Partido Republicano por causa da questão cubana.

Lá, Biden conquistou 61,9% dos votos e leva 130 delegados à Convenção Nacional Democrata, que vai indicar oficialmente o candidato, contra 22,8% e 48 delegados para Sanders.

Em Illinois, o estado onde o ex-presidente Barack Obama iniciou a carreira política, Biden venceu por 59,1% a 36,1%, conquistando 93 delegados contra 46 para Sanders.

É o estado onde fica Chicago, a terceira maior e mais importante cidade dos EUA, depois de Nova York e Los Angeles. Tem uma grande população negra que se identifica com Obama, é o quarto estado que mais envia delegados ao Colégio Eleitoral (20) e será decisivo na eleição presidencial.

No Arizona, um estado do Oeste com grande população de latinos e aposentados, por causa do calor, onde o Partido Republicano costuma vencer, a apuração ainda não terminou. Com 88% das urnas apuradas, Biden tem 43,6% contra 31,6% para Sanders.

Por enquanto, Biden leva 26 delegados e Sanders 22 à convenção democrata. Para o Colégio Eleitoral, o Arizona manda 11 delegados.

O estado de Ohio também deveria realizar eleições prévias hoje. As autoridades de saúde proibiram por causa da pandemia do novo coronavírus. A votação deve ser realizada pelo correio.

Por causa da pandemia, o Partido Democrata cogita não realizar sua convenção nacional. Se o candidato estiver definido, melhor. A campanha eleitoral migrou para a Internet. O fracasso da resposta inicial do governo Donald Trump ao coronavírus e a possível recessão ajudam a oposição.

terça-feira, 10 de março de 2020

Biden ganha primárias democratas em Michigan, Missouri e Mississípi

Com uma grande vitória no estado de Michigan, maior prêmio das eleições prévias de hoje, o ex-vice-presidente Joe Biden reafirma sua liderança na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro.

Apurados dois terços dos votos em Michigan, centro história da indústria automobilística americana, Biden lidera com 53% contra 39% para o senador socialista Bernie Sanders. No Mississípi, o estado mais pobre do país, onde o eleitorado democrata é sobretudo negro, o ex-vice-presidente venceu por 81% a 15%. No Missouri, a vitória foi de 60% a 34%.

Também realizam primárias hoje os estados de Dakota do Norte, Idaho e Washington. No fim da noite, Biden venceu em Idaho e Sanders em Dakota do Norte. No estado de Washington, a apuração ainda não acabou.

No discurso da vitória, na cidade da Filadélfia, onde cancelou um comício por causa da epidemia do coronavírus, depois de citar todos os ex-pré-candidatos democratas que aderiram à sua campanha, Biden se dirigiu aos partidários do adversário: "Quero agradecer a Bernie Sanders e seus partidários por sua energia inesgotável e sua paixão. Temos um objetivo comum. Juntos, vamos derrotar Donald Trump."

Em Michigan, Sanders obteve uma ampla vitória sobre Hillary Clinton nas eleições primárias de 2016. Na eleição presidencial, Hillary perdeu para o presidente Donald Trump por pouco mais de 10 mil votos. Fui um dos estados decisivos, ao lado de Ohio, Pensilvânia e Wisconsin, para a eleição de Trump.

Ao derrotar Sanders num estado onde o partido tem uma forte base operária, Biden se mostra capaz de vencer Trump num estado-chave em novembro.

Joe Biden tem o voto do eleitorado negro, em parte por ter sido vice-presidente de Obama, e a maioria do voto latino-americano por causa da perseguição de Trump a imigrantes. Seu desafio é reconquistar os eleitores das classes média e baixa branco sem curso superior que abandonaram o Partido Democrata e votaram no atual presidente.

Na disputa pelos delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar o candidato da oposição de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin, Biden tem agora 812 contra 655 para Sanders.

Para garantir a indicação, um candidato preciso do apoio de no mínimo 1.991 delegados. Nesta noite, restam 129 delegados a serem alocados de acordo com os resultados das primárias ainda em apuração.

quinta-feira, 5 de março de 2020

Senadora Elizabeth Warren abandona campanha à Presidência dos EUA

Depois de um desempenho medíocre na superterça-feira, a senadora Elizabeth Warren vai desistir da candidatura à Presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata, anunciou hoje a mídia americana, citando como fonte funcionários da campanha. Ainda não está claro se ela vai apoiar outro candidato.

Warren faz parte da ala mais à esquerda do partido. Como o senador socialista Bernie Sanders, defende a taxação dos bilionários, a criação de um sistema de saúde pública e a universidade gratuita. Mas não há garantia de que seus eleitores passem automaticamente a apoiar Sanders.

Parte dos eleitores de Warren seria gente que votou em Hillary Clinton contra Sanders na campanha de 2016 na expectativa de ver uma mulher na Casa Branca.

Na superterça-feira, Warren não ganhou nem em seu estado, Massachusetts. Ficou em terceiro, atrás do ex-vice-presidente Joe Biden, líder da disputa entre os democratas, e de Sanders.

Ao anunciar oficialmente a retirada, Warren optou por não apoiar nenhum candidato, dando a seus eleitores total liberdade para escolher.

quarta-feira, 4 de março de 2020

Bloomberg deixa corrida à Casa Branca e apoia Biden

Depois de gastar meio bilhão de dólares na sua própria campanha e de um desempenho fraco ontem na superterça-feira, o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg abandonou hoje a disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. 

Bloomberg anunciou apoio ao ex-vice-presidente Joe Biden, o grande vencedor ontem, para barrar o senador socialista Bernie Sanders, que será um adversário fácil para o presidente Donald Trump.

"Depois dos resultados de ontem, a matemática dos delegados se tornou virtualmente impossível. Um caminho viável para a nomeação não existe mais", declarou Bloomberg.

"Sempre acreditei que a derrota de Donald Trump começa pela união em torno do candidato com melhores condições de fazê-lo. Depois da votação de ontem, está claro que este candidato é meu amigo Joe Biden, um grande americano. Vou trabalhar para que seja o próximo presidente dos EUA", acrescentou.

É o quarto pré-candidato ao deixar a corrida à Casa Branca dos democratas, depois do deputado Beto O'Rourke, do ex-prefeito Pete Buttigieg e da senadora Amy Klobuchar, numa reação da cúpula e da ala moderada do Partido Democrata, que considera Sanders inelegível.

O senador por Vermont parecia estar numa ascensão irresistível. Se tivesse vencido ontem, provavelmente abriria uma vantagem capaz de garantir a maioria dos delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata, que vai indicar o candidato de 13 a 16 de julho, em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

Sanders se apresenta como um socialista. Seu programa prevê um enorme aumento nos gastos públicos para financiar um sistema de saúde estatal para todos, universidade gratuita e outras propostas que seduzem especialmente os jovens. Mas a participação dos jovens ontem foi fraca. A "revolução jovem" do senador veterano não aconteceu e a coalizão formada por Sanders parece ter chegado ao limite.

Biden ganhou com os votos do eleitorado negro e dos idosos. Ele tem forte apelo junto à classe trabalhadora sem curso superior, um segmento decisivo para a vitória de Trump em 2016.

Biden domina o Sul mas perde na Califórnia na superterça-feira

O ex-vice-presidente Joe Biden conteve o crescimento da pré-candidatura do senador socialista Bernie Sanders com uma expressiva vitória nos estados do Sul dos Estados Unidos na superterça-feira. 

Joe Biden consolidou sua posição como o candidato moderado, mas perdeu no maior estado, a Califórnia, onde perde para Sanders e esteve atrás do ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg.

A apuração das eleições prévias do Partido Democrata ainda está em andamento nos dois maiores estados, a Califórnia e o Texas, onde o ex-vice-presidente assumiu a liderança com 60% das urnas apuradas.

Biden venceu no Alabama, em Arkansas, na Carolina do Norte, em Massachusetts, em Minnesota, em Oklahoma, no Tennessee e na Virgínia. No momento, lidera a apuração com 38 mil votos de vantagem no Texas, que manda 228 delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai indicar o candidato de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

Sanders ganhou no Colorado, em Utah, e em Vermont, o estado que representa no Senado. Tem uma vantagem de 140 mil votos na Califórnia, que envia 415 delegados à convenção.

A senadora Elizabeth Warren ficou em terceiro no seu estado, Massachusetts, vencido por Biden, com Sanders em segundo, o que deve enterrar sua candidatura. Warren promete ir até a convenção, mas deve sofrer pressão da ala mais à esquerda do partido para sair da disputa e apoiar Sanders.

Bloomberg, o bilionário que se apresentava como o moderado capaz de derrotar Trump, teve um desempenho fraco hoje à noite. Foi para Nova York para reavaliar sua campanha. Não quer se sua participação ajude Sanders.

Para conquistar a investidura do Partido Democrata, um candidato precisa do apoio de 1.991 delegados. Se nenhum candidato conseguir o número necessário de delegados, a disputa final será na convenção, com sério risco de dividir o partido.

O ex-vice-presidente vence com o apoio do eleitorado negro e dos velhos. Sanders tem ampla liderança entre os jovens, mas o comparecimento às urnas dos jovens é pequeno. A "revolução jovem" de Sanders ainda não aconteceu.

Com a série de vitórias, Biden acumula mais de 450 delegados e Sanders mais de 380.

segunda-feira, 2 de março de 2020

Senadora Amy Klobuchar deixa disputa democrata e deve apoiar Biden

A senadora moderada Amy Klobuchar abandonou a luta pela candidatura democrata à Presidência dos Estados Unidos e está viajando para o Texas, onde hoje à noite deve anunciar apoio ao ex-vice-presidente Joe Biden e aparecer ao lado dele num comício.

Desde o início da campanha, Klobuchar se apresentava como uma democrata moderada capaz de aglutinar o partido e vencer o presidente Donald Trump em 3 de novembro. Mas, com a exceção da eleição primária de Novo Hampshire, em que chegou em terceiro com 19,7% do voto popular, nunca chegou perto dos líderes.

Sua saída na véspera da superterça-feira, 3 de março, quando haverá eleições prévias em 14 estados, assim como a desistência do ex-prefeito Pete Buttigieg ontem, revelam a intenção da fortalecer a candidatura do ex-vice-presidente Joe Biden, um moderado, e evitar que o senador socialista Bernie Sanders tome uma dianteira insuperável.

No sábado, o bilionário california Tom Steyer saiu fora. Ontem, foi a vez do ex-prefeito Pete Buttigieg, que pretendia ser o primeiro gay assumido a concorrer à Casa Branca. Hoje, Klobuchar desistiu.

A campanha democrata se afunila com a disputa entre Biden e Sanders, com o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que financia sua própria campanha, correndo por fora. Sua pré-candidatura toma votos de Biden.

Pete Buttigieg abandona a corrida à Casa Branca

Depois de um mau resultado na eleição primária da Carolina do Sul, o ex-prefeito de South Bend, no estado de Indiana, Pete Buttigieg deixou ontem a disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 3 de novembro.

Ex-veterano de guerra e homossexual assumido, Buttigieg, de 39 anos, fez uma campanha histórica. Ele venceu as convenções regionais do estado de Iowa e ficou em segundo em Novo Hampshire, mas enfrentou problemas como a falta de experiência e a pequena popularidade entre o eleitorado negro, uma base importante do partido.

No sábado, o bilionário californiano Tom Steyer abandonou a campanha.

Com a saída desses dois candidatos, a disputa se concentra em torno do ex-vice-presidente Joe Biden e do senador Bernie Sanders, que se apresenta como socialista, o que preocupa os caciques do partido.

O estigma do socialismo poderia prejudicar outros candidatos do partido à Câmara, ao Senado e aos governos estaduais. Biden pediu apoio a Buttigieg na véspera na superterça-feira, 3 de março, quando 14 estados realizam eleições prévias, inclusive os dois mais populosos, a Califórnia e o Texas, que mandam mais delegados à Convenção Nacional Democrata, que vai escolher o candidato do partido de 13 a 16 de julho em Kilwaukee, no estado de Wisconsin.

A senadora Elizabeth Warren deve sair em breve e tende a apoiar Sanders. O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que financia sua própria campanha, corre por fora.

sábado, 29 de fevereiro de 2020

Biden vence eleição primária na Carolina do Sul

Com pouco menos da metade dos votos, o ex-vice-presidente Joe Biden vence a eleição primária da Carolina do Sul, onde 61% dos eleitores do Partido Democrata são negros. Renasce, assim, uma campanha em que se apresenta como do candidato moderado com melhores chances de vencer o presidente Donald Trump em 3 de novembro.

O senador socialista Bernie Sanders está em segundo lugar, com 19,1%. Os outros candidatos estão abaixo do limite de 15% para conquistar delegados à convenção nacional do partido que vai indicar o candidato em julho na cidade de Milwaukee, no estado de Wisconsin.

Em terceiro, está o bilionário Tom Steyer, com 11,5%, seguido do ex-prefeito Pete Buttigieg (7,8%), da senadora Elizabeth Warren (6,8%), da senadora Amy Klobuchar (3%). Há pouco, Steyer anunciou sua saída da corrida à Casa Branca.

Agora, os pré-candidatos vão para a superterça-feira, 3 de março, quando 14 estados realizam primárias.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Sanders vence em Nevada e se firma como líder da corrida democrata à Casa Branca

Com 44,1% dos delegados, o senador socialista Bernie Sanders ganhou as convenções regionais do estado de Nevada para indicar o candidato do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. 

O ex-vice-presidente Joe Biden ficou bem atrás, com 25%, seguido pelo ex-prefeito Pete Buttigieg (14,9%) e a senadora Elizabeth Warren (8,4%), de acordo com as projeções da rede de televisão americana CNN.

Sanders ganhou no voto popular em Iowa, mas perdeu no número de delegados, que é o que realmente importa, para Buttigieg. Depois de vencer em Novo Hampshire e agora em Nevada, um estado com 40% de negros e latinos, eleitorados importantes para os democratas, firma-se como o candidato favorito do partido.

Em Nevada, dois terços dos jovens e mais da metade dos latinos votaram em Sanders. Os latinos representam 20% do eleitorado. Ele conquistou os votos dos latinos moderados. A senadora Amy Klobuchar, teve apenas 4% do voto latino, Warren 7% e Buttigieg 9%.

Entre os homens, Sanders conquistou 38% dos votos, Buttigieg 16% e Biden 15%. Klobuchar só levou 3% do voto negro e Buttigieg 2%.

Pouco mais da metade dos participantes das convenções do Partido Democrata era de mulheres. Sanders levou 30% do voto feminino, enquanto Biden ficou com 16%, Buttigieg com 14% e Klobuchar com 12%.

Ontem, foi noticiado que a campanha da Rússia para ajudar na reeleição de Trump trabalha para apoiar a candidatura de Sanders. Como ele é assumidamente socialista, quer estatizar o sistema de saúde, e é muito difícil de imaginar que os EUA elejam um presidente socialista, seria o candidato mais fácil para Trump derrotar.

O grande teste será a Super Terça-Feira, 3 de março, quando haverá eleições primárias em 14 estados: Alabama, Arkansas, Califórnia, Carolina do Norte Colorado, Maine, Massachusetts, Minnesota, Oklahoma, Tennessee, Texas, Utah, Vermont e Virgínia. Também votam neste dia os Democratas no Exterior. A contagem destes votos será concluída em 10 de março.

Num único dia, estarão em jogo 1.357 dos 3.979 delegados à convenção nacional do Partido Democrata escolhidos nas prévias. A convenção vai indicar de 13 a 16 de julho, em Milwaukee, no estado de Wisconsin, o candidato da oposição ao presidente do Donald Trump. Os dois estados mais populosos, a Califórnia e o Texas, elegem 415 e 228 delegados.

Antes, em 29 de fevereiro, daqui a uma semana, a Carolina do Sul faz sua eleição primária. Biden precisa de uma vitória para impedir a disparada de Sanders.

Na Super Terça, entra na disputa o ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg, um bilionário que está financiando sua própria e foi o principal alvo dos outros pré-candidatos no último debate na televisão dias atrás.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Sanders vence a eleição primária democrata em Novo Hampshire

O senador socialista Bernie Sanders é o novo líder da disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 3 de novembro. Depois de ganhar no voto popular no estado de Iowa, mas perder no número de delegados, Sanders venceu ontem a eleição primária em Novo Hampshire.

Com 97% das urnas apuradas, Sanders venceu com 25,7%, seguido pelo ex-prefeito Pete Buttigieg, vencedor em Iowa, desta vez com 24,4%. A grande surpresa foi a senadora moderada Amy Klobuchar, que conquistou 19,8% dos votos.

Os grandes derrotados foram a senadora Elizabeth Warren (9,2%), que disputa com Sanders os votos da ala mais esquerdista do partido, e o ex-vice-presidente Joe Biden (8,4%), considerado por muitos como o mais capaz de vencer o presidente Donald Trump.

Além das duas derrotas, Biden, de 77 anos, vê dois candidatos mais jovens, Buttigieg e Klobuchar, disputando os votos dos moderados. Biden é o favorito entre o eleitorado negro, fundamental para um candidato democrata. Em pronunciamento gravado, declarou que a corrida para derrotar Trump está apenas começando.

O ex-vice-presidente terá de provar sua viabilidade nas próximas eleições prévias, em Nevada, na Carolina do Sul e especialmente nos 15 estados e territórios que votam na SuperTerça-Feira, em 3 de março, quando estarão em jogo os dois estados mais populosos, a Califórnia e o Texas.

Por outro lado, a soma dos votos nos principais candidatos moderados ultrapassa os 50%, enquanto os radicais não chegam a 35%. Quatro anos atrás, Sanders chegou a 60% contra a ex-secretária de Estado Hillary Clinton. O empresário Andrew Yang, o senador Michael Bennet e o ex-governador Deval Patrick abandonaram a disputa.

Sanders e Warren empolgam as alas mais radicais do partido com propostas como aumentar impostos para os muito ricos e criar um sistema público para garantir cobertura universal de saúde, mas a maioria dos americanos não quer abrir mão de seu seguro-saúde privado nem pagar os impostos necessários para financiar um sistema totalmente público. São considerados inelegíveis por levar o partido muito para a esquerda. Serão acusados de socialistas por Trump.

A grande novidade é o ex-prefeito de South Bend, no estado de Indiana, Pete Buttigieg, moderado veterano de guerra e homossexual assumido. Além de jovem e pouco experiente, ele faz 39 anos daqui a uma semana, é difícil imaginar que os americanos elejam um presidente gay. Sua candidatura galvanizaria o eleitorado conservador e religioso ao redor da reeleição de Trump.

Neste cenário, cresce a candidatura do bilionário Michael Bloomberg, ex-prefeito de Nova York, que não participou das prévias em Iowa e Novo Hampshire. Ele banca sua própria campanha e pode ser o moderado capaz de derrotar o atual presidente. Já está em terceiro lugar nas pesquisas, atrás de Sanders e Buttigieg.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Primárias democratas começam com grande atraso na divulgação do resultado

A luta para derrotar o presidente Donald Trump na eleição de 3 de novembro começou com problemas técnicos. Até agora, só foi divulgado um resultado parcial das convenções regionais do Partido Democrata no estado de Iowa. 

Com a apuração dos votos em 62% dos locais de votação, o ex-prefeito Pete Buttigieg (26,9%) lidera, seguido pelo senador socialista Bernie Sanders (25,1%). A senadora Elizabeth Warren (18,3%) ficou em terceiro e o suposto favorito nas pesquisas nacionais, o ex-vice-presidente Joe Biden, foi o quarto (15,6%).

No fim da apuração, quem tiver mais de 15% leva parte dos delegados do estado à convenção nacional que vai indicar o adversário de Trump, a ser realizada de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado de Wisconsin.

Os dirigentes estaduais do partido, que organizaram a prévia, negam ter havido um ataque cibernético. Atribuíram o atraso a um aplicativo usado para fazer a totalização dos votos.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Democratas começam a escolher o adversário de Donald Trump

Os americanos começam a votar para escolher o próximo presidente dos Estados Unidos. O estado de Iowa faz hoje a primeira eleição prévia entre os aspirantes à candidatura do Partido Democrata, de oposição. Com a economia crescendo em ritmo de 2,1% ao ano e a taxa de desemprego em 3,5%, o presidente Donald Trump é favorito, apesar da impopularidade.

Num regime presidencialista, como no Brasil e nos Estados Unidos, a reeleição é sempre um plebiscito sobre o governo do dia e o presidente tem a máquina pública nas mãos. Como ficou evidente nas relações com a Ucrânia que levaram ao processo de impeachment, Trump não hesita em usar a máquina para trabalhar para ele.

Mas hoje é o dia do início das prévias democrata. No estado de Iowa, não é uma eleição primária, é uma série de convenções regionais só para membros do partido. Iowa elege 49 delegados à Convenção Nacional do Partido Democrata que vai escolher o candidato de 13 a 16 de julho em Milwaukee, no estado do Wisconsin. 

O candidato do Partido Republicano será indicado em convenção nacional a ser realizada de 24 a 27 de agosto em Charlotte, no estado da Carolina do Norte. Com certeza, será Trump. 

A eleição no voto popular está marcada para 3 de novembro. Quem vencer em cada estado, ganha os delegados do estado no Colégio Eleitoral que vai eleger efetivamente o presidente dos Estados Unidos em 14 de dezembro. Meu comentário:

terça-feira, 2 de julho de 2019

Kamala Harris sobe entre democratas na corrida à Casa Branca

Grande vencedora dos debates da semana passada, a senadora pelo estado da Califórnia Kamala Harris ficou em segundo lugar na última pesquisa da rede de televisão americana CNN sobre os pré-candidatos do Partido Democrata à eleição presidencial de 2020, ultrapassando os senadores Bernie Sanders e Elizabeth Warren.

No segundo debate, na sexta-feira, a senadora desafiou o líder nas pesquisas sobre a candidatura democrata, o ex-vice-presidente Joe Biden, ao falar de suas relações com supremacistas brancos do Partido Republicano. Quem conhece a luta de Biden pelos direitos civis considerou a crítica exagerada, mas aparentemente pegou bem entre os eleitores do partido.

Biden lidera com 22%, seguido de Harris com 17%, Warren com 15% e Sanders com 14%, na pesquisa CNN. As eleições primárias começam no início do próximo ano.

Como há 20 democratas lutando pela candidatura, os postulantes foram divididos em dois grupos para os primeiros debates. O primeiro dia foi dominado por Warren. Não houve grandes choques. Os pré-candidatos estavam mais interessados em se apresentar ao eleitorado e o líder não estava presente para ser alvo de todos os outros.

Harris, Biden e Sanders estavam no segundo dia. A senadora californiana impressionou com sua história da vida pessoal de uma menina negra que se sentia segregada quando frequentava uma escola pública em Berkeley.

A ascensão de Warren pela esquerda é atribuída em parte ao desgaste do socialista Sanders, que não é mais novidade como em 2016, quando desafiava a ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

quinta-feira, 23 de maio de 2019

Vice de Obama lidera entre pré-candidatos democratas à Presidência dos EUA

O ex-vice-presidente Joe Biden lidera as pesquisas entre os 24 aspirantes à Casa Branca do Partido Democrata, com 33% das preferências em pesquisa da Universidade Monmouth, de West Long Beach, no estado da Virgínia. 

Biden subiu desde que declarou sua candidatura. Também avançaram as senadoras Elizabeth Warren e Kamala Harris, enquanto o senador socialista Bernie Sanders sofreu uma queda forte.

Biden tinha 28% em março e 27% em abril. Sanders caiu de 25% em março para 20% em abril. Agora, tem 15%. Harris aparece em terceiro, com 11%, um pouco acima dos 8% de abril e dos 10% de março. Warren está com 10%, depois de receber o apoio de 8% em março e 6% em abril.

O prefeito Pete Buttigieg, homossexual assumido, caiu para 6% depois de subir de menos de 1% em março para 8% em abril. O deputado Beto O'Rourke tem 4%, mesmo índice de abril, depois de registrar 6% em março. E a senadora Amy Klobuchar ficou com os 3% que tinha em março, após uma queda para 1% em abril.

Depois de Biden, Warren é a candidata mais conhecida pelos eleitores democratas (88%), seguida por Harris (82%).

terça-feira, 26 de julho de 2016

Michelle Obama rouba a cena no início da convenção democrata

Com um discurso sensível e tocante, a primeira-dama Michelle Obama foi destaque da primeira noite da convenção nacional do Partido Democrata que vai oficializar a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016.

O senador socialista Bernie Sanders prometeu manter viva sua "revolução política", mas pediu o voto de seus eleitores para Hillary e o vice moderado Tim Kaine em troca da inclusão na plataforma democrata de algumas de suas propostas, como o salário mínimo de US$ 15 por hora.

A senadora Elizabeth Warren atacou o candidato republicano em tom moderado e discreto, sem a veemência de discursos anteriores para desmascarar Donald Trump. Descreveu o adversário como um bilionário sem escrúpulos que "nunca cedeu absolutamente nada a ninguém".

Calma e serena, Michelle contou sua história pessoal de criar duas filhas na Casa Branca para falar da importância histórica do governo Barack Obama e de Hillary se tornar a primeira mulher a presidir os EUA. Insistiu que ela é a única alternativa confiável para controlar os códigos secretos das armas nucleares do país. Atacou Trump sem citar seu nome.

"É difícil acreditar que faz oito anos que estive aqui para falar para vocês por que eu achava que meu marido deveria ser presidente dos EUA", disse Michelle, sob aplausos. "Relembrem como eu falei de seu caráter e suas convicções, sua decência e sua cortesia, a cortesia que vimos durante todo seu tempo na Casa Branca, uma pessoa sempre suave. Se alguém é rude e ameaça, quando eles apelam para baixarias, nós saímos por cima."

Em seguida, a primeira-dama elogiou a dedicação da ex-secretária de Estado à vida pública: "Vejam! Em muitos momentos, Hillary poderia ter decidido que este trabalho é muito árduo, que o preço a pagar pelo serviço público é muito elevado, criticada como é pela maneira como se apresenta, se veste e até quando ri. O que o mais admiro em Hillary é que ela nunca se entrega sob pressão. Ela nunca procura a saída mais fácil. Nunca desistiu de nada na sua vida.

"Quero uma pessoa com força comprovada para perseverar", prosseguiu Michelle, "alguém que conheça este trabalho e o leve a sério, alguém que entenda que as questões que um presidente encara não são em branco e preto e não podem ser reduzidas a 140 caracteres, que conheça que me trouxe a este palco nesta noite, a história de gerações de pessoas que sentiram o chicote da escravidão, a vergonha da servidão, o estigma da segregação, mas que continuaram lutando, tendo esperança e fazendo o que tinham de fazer. Todos os dias de manhã eu acordava numa casa construída por escravos e se hoje minhas filhas acreditam que uma mulher pode chegar à Presidência dos EUA devo isso a Hillary."

No seu discurso, Sanders foi generoso com Hillary, descrevendo-a como "uma primeira-dama diferente das outras primeiras-damas, que se dedicou à luta pela cobertura universal de saúde". Foi uma tentativa de resgatar uma imagem mais progressista de Hillary.

Depois de uma campanha centrada no combate à desigualdade social em que prometeu uma revolução pelo voto, o desafio de Sanders agora é fazer seus seguidores votaram na chapa Clinton-Kaine.

Como observou o jornal mais vendido nos EUA, The Wall Street Journal, o Partido Democrata reunido na Filadélfia nesta semana é muito diferente daquele que em 1992 indicou Bill Clinton e Al Gore para presidente e vice. Ambos eram sulistas considerados conservadores da ala moderada do partido.

Os democratas vinham de três derrotas em eleições presidenciais, duas para Ronald Reagan, em 1980e 1984, e uma para George Herbert Walker Bush, o pai, em 1988. Clinton bateu Bush por causa de um terceiro candidato independente, o magnata Ross Perot, que roubou votos à direita de George Bush.

Nesta terça-feira, cabe ao ex-presidente Bill Clinton fazer o discurso mais esperado da convenção para defender a candidatura da mulher à Casa Branca. Na quarta-feira, será a vez do presidente Barack Obama e do vice-presidente Joe Biden. Hillary faz o discurso de aceitação oficial da candidatura na quinta-feira.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

Sanders pede união dos democratas para derrotar Trump

Horas antes do início da convenção nacional do Partido Democrata para oficializar a candidatura de Hillary Clinton à Presidência dos Estados Unidos, seu rival nas eleições primárias, o senador socialista Bernie Sanders pediu união para derrotar o candidato republicano, Donald Trump, apesar do vazamento de e-mails indicando favorecimento da cúpula do partido a Hillary.

Cerca de 20 mil mensagens de correio eletrônico do comitê executivo nacional democrata foram reveladas pelo sítio WikiLeaks, especializado em piratear segredos políticos e empresariais. Neles, fica evidente a intenção de prejudicar a candidatura Sanders, com críticas inclusive em relação à religião. Sanders é judeu e ateu.

O escândalo ameaça a unidade do Partido Democrata, especialmente depois que Hillary escolheu o senador conservador Tim Kaine para candidato a vice-presidente. Ela ignorou a ala mais à esquerda do partido, que votou em massa em Sanders nas eleições prévias, seduzida pelas críticas à desigualdade social e às grandes empresas, especialmente financeiras, e acordos comerciais.

Em discurso no início da tarde, o senador socialista insistiu em propostas como um salário mínimo de US$ 15 por hora e pediu o voto para a chapa Clinton-Kane, apesar da reação negativa de seus aliados.

Depois de uma convenção republicana marcada pela clara rejeição de amplos setores do partido a Trump, na semana passada, os democratas esperavam dar uma demonstração de unidade. Sanders fala hoje à noite. Vai insistir que o verdadeiro inimigo é Trump.

domingo, 24 de julho de 2016

Presidente democrata cai após vazamento de e-mails anti-Sanders

A presidente da comissão executiva nacional do Partido Democrata, deputada federal Debbie Wasserman Schultz, renunciou ao cargo diante do vazamento de mensagens reveladoras de favorecimento da cúpula partidária à ex-secretária de Estado Hillary Clinton na disputa com o senador Bernie Sanders pela candidatura à Presidência dos Estados Unidos, informou o jornal The New York Times.

O vazamento do sítio WikiLeaks, que pirateia mensagens de governos, partidos e empresas para revelar sua hipocrisia, aconteceu às véspera do início, amanhã, na Filadélfia, da convenção nacional para consagrar Hillary candidata. Abala a frágil trégua interna do partido com os eleitores de Sanders, mais à esquerda, que não ficaram satisfeitos com a escolha do senador moderado Tim Kaine para vice-presidente.

O coordenador da Rede de Delegados de Bernie, Norman Solomon, protestou contra o vice-presidente "inaceitável": "A secretária Clinton deve saber que a escolha de Kaine só pode inflamar em vez de acalmar a grande maioria dos eleitores de Bernie."

Sanders, socialista assumido, fez campanha denunciando o centro financeiro de Wall Street, a desigualdade social e os acordos de livre comércio. Sempre acusou Hillary de ser uma candidata do sistema que recebe ajuda dos grandes bancos e da cúpula do partido em sua campanha.

"A liderança do partido deve ser sempre imparcial durante o processo de indicação do candidato, algo que não aconteceu em 2016", lamentou Sanders em nota.

Ao anunciar a renúncia, Debbie Schultz deixou claro que vai continuar lutando por Hillary: "Eu sei que eleger Hillary Clinton a próxima presidente é crucial para o futuro dos EUA. Vou servir como militante na campanha na Flórida e ao redor do país para garantir a vitória. No momento, a melhor maneira de atingir este objetivo é deixar a presidência do partido no fim desta convenção."

Em nota, Hillary agradeceu à ex-presidente do partido: "Sou grata a Debbie por trazer o Partido Democrata até a histórica convenção deste ano na Filadélfia, e eu sei que o evento desta semana vai ser um sucesso graças a ela e a sua liderança."

O escândalo atinge a campanha à reeleição da própria Debbie, que disputa a candidatura pelo 23º distrito da Flórida com o professor de direito Tom Canova, aliado de Sanders, numa eleição primária em agosto.

Alguns dirigentes democratas acusaram a Rússia pelo vazamento, sob a alegação de que o presidente Vladimir Putin tem interesse na eleição do candidato republicano, Donald Trump.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Hillary escolhe senador Tim Kaine para vice-presidente

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pré-candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016, indicou hoje para vice-presidente o senador Tim Caine, da Virgínia, um estado decisivo.

O anúncio, feito um dia depois do fim da convenção nacional republicana que oficializou a candidatura do magnata imobiliário Donald Trump, tenta atrair a atenção para a convenção nacional democrata, que começa na segunda-feira.

Kaine, de 58 anos, é um político moderado amplamente respeitado no Senado, contrário ao aborto, popular entre o eleitorado branco masculino, com conhecimento de política externa, que fala espanhol, como mostrou na semana passada, quando participou de comícios de Hillary como forte candidato à vaga.

A escolha mostra que Hillary está mais preocupada com o mapa do Colégio Eleitoral do que em agradar os eleitores mais à esquerda que apoiaram o senador socialista Bernie Sanders nas eleições primárias. Aposta mais em roubar eleitores de Trump. A Virgínia está entre os estados-chaves porque é um dos poucos em que os dois partidos têm chance de vitória.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Bernie Sanders endossa candidatura de Hillary à Casa Branca

Em um discurso em que apontou a desigualdade social como principal tema da campanha e acusou o pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, o senador socialista Bernie Sanders apoiou oficialmente a candidatura da ex-secretária de Estado Hillary Clinton.

Os dois prometeram unir esforços para impedir a vitória de Donald Trump, descrito por Sanders como um candidato que explora o medo e o preconceito numa campanha marcada por insultos contra negros, mulheres, latinos e imigrantes. Para ganhar em 8 de novembro, a ex-secretária precisa especialmente dos votos dos jovens mobilizados pela campanha de Sanders.

Hillary está estudando com Sanders meios de tornar a universidade mais acessível ao americano de classe média. Ela defendeu uma nova polícia comunitária para acabar com o racismo institucionalizado responsável pelas mortes de tantos negros registradas nas últimos anos por câmeras.

"A situação muda quando as pessoas respeitam a lei e são respeitadas pelos agentes da lei", declarou Hillary, citando como exemplo a polícia de Dallas, que enfrentou Micah Johnson no fim de semana mesmo depois dele afirmar que queria matar brancos, especialmente policiais brancos.

Em outra questão polêmica, a pré-candidata democrata insistiu que "não deve haver armas de guerra nas ruas dos EUA" para que a polícia não tenha de enfrentá-las quando caírem nas mãos de algum desequilibrado.

A ex-secretária de Estado e ex-primeira-dama acenou ainda com a maior geração de bons empregos desde a Grande Depressão (1929-39). "O senador Sanders e eu acreditamos que todas as pessoas que trabalham duro merecem um salário justo", alegando que "US$ 7,50 são um salário de fome que não permite alimentar uma família". Ela também defendeu o direito à livre organização sindical.

Outro tema em que propôs uma ação decidida foi o aquecimento global para tornar os EUA uma economia de baixo carbono.

"Vamos garantir que o centro financeiro de Wall Street e os bilionários paguem sua parte nos impostos", acrescentou Hillary, acusando Trump de reduzir a arrecadação em US$ 1 trilhão com cortes de impostos para as grandes empresas e os super-ricos numa "economia vudu".

As mulheres devem ganhar salários iguais aos homens e os EUA devem oferecer licença-maternidade e licença-paternidade como os demais países ricos, argumentou a ex-secretária de Estado.