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segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Vice-presidente das Filipinas adere à oposição

A vice-presidente Leni Robredo, eleita independentemente, anunciou hoje que vai sair do governo das Filipinas e líderar a oposição a políticas controvertidas do presidente Rodrigo Duterte, como sua guerra contra as drogas, noticiou o jornal filipino Manila Times.

Depois de entrar várias vezes em choque com o presidente, Leni Robredo foi proibida de participar de reuniões ministeriais. Fora do governo, sente-se livre para contra-atacar: "Terei uma voz mais forte de oposição a todas as políticas em detrimento do povo como a pena de morte, a redução da maioridade penal, execuções extrajudiciais e o tratamento discriminatório das mulheres."

Na eleição presidencial de maio de 2016, Robredo derrotou por pequena margem Ferdinand Marcos Jr., filho do ditador do mesmo nome, que dirigiu o país com mão de ferro durante a Guerra Fria, de 1965 a 1986.

Como vice independente, Robredo estabeleceu suas próprias prioridades: segurança alimentar e combate à fome, educação, desenvolvimento internacional, empoderamento e cobertura universal de saúde. Ela acusa as políticas de combate ao crime de Duterte de ignorar o verdadeiro problema das Filipinas, a miséria de grande parte da população.

Marcos Júnior, aliado de Duterte, que reenterrou o ditador no Cemitério dos Heróis, acusou Leni Robredo de fraudar a eleição e seu Partido Liberal de conspirar para derrubar o presidente.

Há rumores persistentes de golpe de Estado em Manila, mas a empresa de consultoria e análise estratégica americana Strafor não acredita em golpe, "a não ser que uma ampla parcela da sociedade e do Congresso se mobilizem contra Duterte."

Cerca de 4 mil pessoas morreram em seis meses da guerra de Duterte contra as drogas, criticada por organizações não governamentais de defesa dos direitos humanos. O presidente instigou a população a fazer justiça por conta própria, matando traficantes e usuários de drogas. Um agente denunciou à Anistia Internacional que basta colocar uma fita crepe ao redor da cabeça do morto e escrever caso de drogas para a morte não ser investigada.

Duterte chegou a ofender o presidente Barack Obama com palavrões por críticas à sua guerra contra as drogas. O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, falou com ele por telefone. Na versão do governo filipino, Trump teria elogiado a política de guerra às drogas.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Vice de Hillary ganhou a batalha da verdade

A maioria dos comentaristas deu a vitória no debate dos candidatos à Vice-Presidência dos Estados Unidos ao governador Mike Pence, do Partido Republicano, que parecia mais calmo e não ficou interrompendo o oponente 70 vezes como fez Tim Kaine, do Partido. Mas numa análise da veracidade das respostas, o vice de Hillary Clinton ganhou por ampla margem.

Desde o início, Kaine partiu para o ataque às declarações inconsequentes de Trump, suspeito de passar 18 anos sem pagar imposto de renda. Pence manteve a calma e respondeu serenamente confiando na ignorância do eleitorado.

Um blogue especializado em conferir se as afirmações dos políticos são verdadeiras chamado PolitiFact, vencedor do Prêmio Pulitzer, o maior do jornalismo americano, conclui que 79% das alegações de Kaine foram verdadeiras ou majoritariamente verdadeiras contra apenas 31% para Pence.

Entre outras mentiras, o governador de Indiana negou que Trump tenha elogiado o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e acusou a chapa adversária de "fazer uma campanha de insultos", exatamente o que o magnata imobiliário.

Também negou que Trump tenha dito que a Arábia Saudita, a Coreia do Sul e o Japão devem fabricar armas nucleares, que não está nem aí para uma guerra nuclear na Ásia e que o bilionário ameace não manter o compromisso de defender os aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Quanto à Rússia, retomando a posição tradicionalmente linha dura do partido, Pence acusou Hillary para hostilidade e as intervenções militares da Rússia, citando a Síria e as ex-repúblicas soviéticas da Geórgia e da Ucrânia. O detalhe é que a guerra da Geórgia foi em agosto de 2008, quando o presidente era o republicano George W. Bush.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

Hillary escolhe senador Tim Kaine para vice-presidente

A ex-secretária de Estado Hillary Clinton, pré-candidata do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 8 de novembro de 2016, indicou hoje para vice-presidente o senador Tim Caine, da Virgínia, um estado decisivo.

O anúncio, feito um dia depois do fim da convenção nacional republicana que oficializou a candidatura do magnata imobiliário Donald Trump, tenta atrair a atenção para a convenção nacional democrata, que começa na segunda-feira.

Kaine, de 58 anos, é um político moderado amplamente respeitado no Senado, contrário ao aborto, popular entre o eleitorado branco masculino, com conhecimento de política externa, que fala espanhol, como mostrou na semana passada, quando participou de comícios de Hillary como forte candidato à vaga.

A escolha mostra que Hillary está mais preocupada com o mapa do Colégio Eleitoral do que em agradar os eleitores mais à esquerda que apoiaram o senador socialista Bernie Sanders nas eleições primárias. Aposta mais em roubar eleitores de Trump. A Virgínia está entre os estados-chaves porque é um dos poucos em que os dois partidos têm chance de vitória.

sexta-feira, 15 de julho de 2016

Trump confirma Pence como candidato a vice-presidente dos EUA

O magnata imobiliário nova-iorquino Donald Trump, pré-candidato do Partido Republicano à Casa Branca, confirmou hoje que o governador de Indiana, Mike Pence, será seu candidato a vice-presidente na eleição presidencial de 8 de novembro de 2016 nos Estados Unidos.

Depois de adiar o anúncio por causa do atentado terrorista em Nice, na França, Trump usou seu meio de comunicação favorito, o Twitter, para reafirmar sua decisão amplamente antecipada pelos jornalistas americanos.

"Cristão, conservador e republicano" nas suas próprias palavras, Pence vem da ala mais direitista do partido. Sua indicação tenta garantir os votos do eleitorado que desconfia das credenciais conservadoras de Trump, que no passado defendeu o aborto e a cobertura universal de saúde.

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Governador de Indiana deve ser vice de Trump

A quatro dias da convenção nacional do Partido Republicano para oficializar sua candidatura à Presidência dos Estados Unidos, o pré-candidato Donald Trump disse a colegas do partido que o governador de Indiana, Mike Pence, será seu candidato a vice-presidente. O anúncio oficial deve ser feito amanhã, noticiou o jornal The Wall Street Journal.

"Não estamos confirmando nada", declarou o gerente da campanha de Trump, Paul Manafort, em mensagem de texto, enquanto o porta-voz oficial do magnata imobiliário, Jason Miller, insistia no Twitter que a decisão final não foi tomada ainda.

A expectativa é que Pence seja anunciado oficialmente como vice de Trump nesta sexta-feira. Aos 57 anos, ele faz parte da ala mais direitista e mais linha-dura do Partido Republicano. O governador de Indiana se define como "cristão, conservador e republicano".

Outros nomes cotados são o governador de Nova Jérsei, Chris Christie, e o ex-presidente da Câmara Newt Gingrich.

sábado, 14 de março de 2015

Vice-presidente de Serra Leoa pede asilo aos EUA

O vice-presidente do país africano de Serra Leoa, Samuel Sam Sumana, procurou asilo político na embaixada dos Estados Unidos depois que soldados cercaram sua casa, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Na semana passada, Sumana foi expulso do partido do governo sob a acusação de criar um movimento político rival. Há duas semanas, ele anunciou que estava se internando voluntariamente para uma quarentena por causa da epidemia da febre hemorrágica ebola.

"Não me sinto seguro nesta manhã como vice-presidente", declarou o vice-presidente por telefone à agência de notícias Associated Press (AP). A embaixada americana não comentou a situação.

O ministro da Informação, Alpha Kanu, afirmou que os soldados foram enviadas à casa de Sumana para "reforçar a quarentena".

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Ex-vice-presidente do Irã pega cinco anos por corrupção

O ex-vice-presidente iraniano Mohamed Reza Rahimi começou a cumprir ontem uma sentença de cinco anos e três meses de prisão por ter "enriquecido por métodos ilícitos", informa a agência Associated Press (AP).

Rahimi havia sido condenado a 15 anos de prisão em janeiro, mas o Supremo Tribunal de Justiça do Irã reduziu a pena. Ele era chefe do escritório de combate à corrupção do regime fundamentalista iraniano.

É público e notório o enriquecimento ilícito de altas autoridades da república islâmica. O ex-presidente Ali Akbar Hachemi Rafsanjani teria perdido a reeleição por ter caído na boca do povo.

Rafsanjani é um dos denunciados na Argentina pelo atentado terrorista de 1994 contra a Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA), em que 85 pessoas morreram. Foi presidente do Assembleia dos Sábios, um órgão de assessoramento encarregada de eleger e fiscalizar o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, o líder da ditadura militar, e agora chefia o Conselho de Discernimento, que resolve conflitos entre o Majlis (Parlamento) e o Conselho dos Anciães.

O presidente reformista Hassan Rouhani iniciou uma campanha anticorrupção e deve privatizar várias empresas estatais depois de saneá-las. Também está negociando com os Estados Unidos e as grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas o desarmamento do programa nuclear iraniano e o fim das sanções internacionais contra a república dos aiatolás.

domingo, 7 de julho de 2013

El Baradei agora é nomeado vice-presidente do Egito

O presidente interino do Egito, Ali Mansour, o presidente do Supremo Tribunal do país, nomeou hoje o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Mohamed El Baradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005, para o cargo de vice-presidente e Ziad Bahaa el-Din como primeiro-ministro, informou à noite a televisão estatal.

Enquanto extremistas muçulmanos revoltados com o golpe de quarta-feira passada contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, lançavam novos ataques contra postos militares no Deserto do Sinai, o novo governo fez um apelo à Irmandade para que participe do processo político.

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Maduro é nomeado vice-presidente da Venezuela

O ministro do Exterior, Nicolás Maduro, foi nomeado ontem vice-presidente da Venezuela, o que o coloca como principal candidato à sucessão do presidente Hugo Chávez na liderança do Partido Socialista Unido da Venezuela e de sua "revolução bolivarista".

Durante o ato de proclamação de Chávez como presidente eleito, no Centro de Imprensa Internacional do Conselho Nacional Eleitoral, o caudilho venezuelano anunciou o nome de seu vice-presidente, agradecendo ao anterior Elías Jaua e a sua família pela lealdade.

Chávez tem um câncer abdominal diagnosticado em 2011 e tratado como segredo de Estado. Desde junho do ano passado, o presidente venezuelano foi submetido a três cirurgias para tratar da doença.

Durante a campanha, o candidato oposicionista, Henrique Capriles, de 40 anos, governador do estado de Miranda, foi a mais de 300 cidades para mostrar vigor, em contraste com o debilitado Chávez, que abusou do poder convocando cadeias nacionais de rádio e televisão 130 vezes.

Quando Chávez foi se tratar de câncer em Cuba, não passou o poder ao vice. Governava a Venezuela pelo telefone. Com a saúde do caudilho debilitada, a grande dúvida é se ele conseguirá concluir o mandato, em 2019.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ryan defendeu estímulo no governo George W. Bush

O deputado arquiconservador Paul Ryan, indicado para candidato à Vice-Presidência dos Estados Unidos na chapa do Partido Republicano, saiu em campanha defendeu suas propostas de redução do tamanho do Estado e cortes nos gastos públicos para equilibrar o orçamento federal. Mas, no passado recente, tentou obter dinheiro público para seu estado.

Antes de se tornar o queridinho do movimento radical de direita Festa do Chá e um dos maiores críticos da política de aumento nos gastos públicos para estimular a economia, Ryan apoiou um plano de incentivo do governo George W. Bush em 2002.

"O que estamos tentando conseguir hoje com a passagem deste terceiro pacote de estímulo é gerar empregos e ajudar os desempregados", argumentou Ryan em debate na Câmara para encaminhar a votação do projeto de US$ 120 bilhões, em 14 de fevereiro de 2002. É mais ou menos o que diz o presidente Barack Obama.

Nos últimos anos, o agora vice de Mitt Romney afirma que a Lei de Recuperação e Reinvestimento do governo Obama é "uma gastança inútil", "uma experiência neokeynesiana fracassada" e "uma economia estimulada por açúcar".

sábado, 11 de agosto de 2012

Romney nomeia radical de direita para vice

O candidato da oposição republicana à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, indicou hoje o deputado ultrarradical de direita Paul Ryan como candidato a vice-presidente na sua chapa para a eleição de 6 de novembro de 2012. Ele era o favorito do movimento Festa do Chá por ser considerado um falcão em termos fiscais.

Sua escolha empurra a candidatura Romney para a direita no momento em que está perdendo apoio dos eleitores independentes, como indicam duas pesquisas divulgadas ontem.

Aos 42 anos, Ryan está a 14 anos no Congresso, onde preside a Comissão de Orçamento da Câmara. Nesta condição, apresentou proposta orçamentárias alternativas às do governo Barack Obama em 2011 e 2012, com cortes nas aposentadorias, no auxílio-alimentação e no sistema de saúde que acabaria com a reforma da saúde de Obama. Também quer reduzir impostos, no caso das empresas, pela metade.

Católico praticante, ele cita a Igreja como base de suas ideias, destacando o papel das famílias e das comunidades no combate à pobreza. Mas foi criticado, em carta aberta de professores da Universidade Georgetown, por "interpretar equivocadamente os ensinamentos da Igreja" e advertido de que o governo não pode "abandonar os mais vulneráveis", reporta a televisão pública britânica BBC.