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terça-feira, 23 de julho de 2019

Boris Johnson é eleito líder do Partido Conservador britânico

Como previsto pelas pesquisas de opinião, o ex-prefeito de Londres e ex-ministro do Exterior Boris Johnson foi eleito novo líder do Partido Conservador britânico e deve ser nomeado amanhã primeiro-ministro do Reino Unido, noticiou o jornal The Guardian. 

Sua vitória foi recebida com ceticismo pelos dirigentes da União Europeia em Bruxelas, que rejeitam seus planos de retirar o país da União Europeia em 31 de outubro com ou sem acordo.

Na votação final entre os filiados ao partido, Johnson obteve 92.153 votos contra 46.656 votos para o ministro da Defesa, Jeremy Hunt. Sua principal tarefa será resolver os problemas criados pela Brexit (saída britânica).

Em Bruxelas, a futura presidente da Comissão Europeia, órgão executivo da UE, a alemã Ursula von der Leyen, declarou que "há muitas questões difíceis para resolver juntos. "É importante construirmos uma forte relação de trabalho porque temos o dever de entregar algo que seja bom para o povo da Europa e do Reino Unido."

Johnson é hoje o grande palhaço da política britânica, um bufão disposto a fazer qualquer coisa para se tornar chefe de governo. Ele não era a favor da saída da UE. Durante a campanha para o plebiscito de 23 de junho de 2016, chegou a escrever duas declarações. Na última hora, optou pela saída, numa traição ao então primeiro-ministro David Cameron.

Cameron convocou o plebiscito para tentar pacificar o Partido Conservador, dividido em torno da questão da Europa desde a queda da primeira-ministra Margaret Thatcher, em 1990. Acabou dividindo ainda mais o partido e o país, e renunciou ao cargo.

Como na política britânica, há uma regra não escrita de que quem mata o rei não ascende ao trono, Johnson perdeu a disputa pela liderança conservadora em 2016. Venceu a primeira-ministra Theresa May, que ficara ao lado de Cameron, votando pela permanência na UE.

May passou anos negociando um acordo de saída da UE, rejeitado três vezes pela Câmara dos Comuns do Parlamento Britânico. Sem condições de cumprir a missão mais importante de seu mandato, May caiu, abrindo caminho para o bufão carismático.

Uma saída dura da UE será um desastre para o Reino Unido, com queda de mais de 10% do produto interno bruto em cinco anos, de acordo com estudo do Banco da Inglaterra. Se a Brexit for confirmada, a Escócia deve convocar um novo plebiscito sobre a independência e sair do Reino Unido para voltar à Europa.

Amanhã, May vai apresentar seu pedido de demissão à rainha Elizabeth II. Pouco depois, Johnson vai ao Palácio de Buckingham, onde vai receber a incumbência de formar um novo governo.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Líder da oposição na Armênia encontra embaixadores estrangeiros

Além de obter o apoio do Partido Republicano da Armênia, o líder da oposição, deputado Nikol Panchinian, se encontrou ontem em Ierevã com os embaixadores da Rússia, dos Estados Unidos, da União Europeia e da Geórgia. A expectativa é que seja eleito primeiro-ministro em 8 de maio de 2018, pondo fim à atual crise política política.

Em 1º de maio, a Assembleia Nacional, onde o Partido Republicano tem a maior bancada, rejeitou Panchinian em primeira votação. Como líder da oposição, ele criticara e ameaçara punir os deputados governistas que apoiavam o ex-presidente e primeiro-ministro por seis dias, Serge Sarkissian, que caiu em 23 de abril depois de 11 dias de manifestações de rua convocadas por Panchinian.

Os encontros com embaixadores estrangeiros ajudam a indicar que Panchinian não deve mudar a política externa da ex-república soviética da Armênia, que vive na esfera de influência da Rússia, sob a proteção militar do Kremlin contra dois vizinhos, a ex-república soviética do Azerbaijão, com que disputa o território de Nagorno-Karabakh, e a Turquia, que os armênios acusam de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Manifestantes fecham estradas em mais protestos na Armênia

As manifestações de protesto retomaram a força hoje na Armênia, com bloqueio de ruas, estradas e estações de trem e de metrô, um dia depois que a Assembleia Nacional rejeitou a indicação do líder da oposição, o deputado Nikol Pashinian, para primeiro-ministro, informou a Rádio Europa Livre, financiada pelo Congresso dos Estados Unidos. Os protestos devem continuar até nova votação para escolher um chefe de governo, em 8 de maio.

Os armênios saíram às ruas em 13 de abril para impedir o ex-presidente Serge Sarkissian de se tornar primeiro-ministro depois de dez anos e dois governos medíocres em que a economia não avançou e a pobreza aumentou. Ele desistiu em 23 de abril.

Ex-jornalista crítico da corrupção no governo, Pashinian só conseguiu um voto do Partido Republicano da Armênia, liderado por Sarkissian, depois de liderar o movimento por seu afastamento.

Até agora, as manifestações chegaram a reunir 100 mil pessoas na capital armênia, Ierevã, mas foram pacíficas e a reação das autoridades, moderada.

A Rússia, que mantém a Armênia em sua esfera de influência, com 5 mil soldados russos para defender esta ex-república soviética, acompanha com atenção, mas não espera mudanças na política externa.

Durante o debate na Assembleia Nacional, Pashinian deixou claro que vai manter a aliança com a Rússia, essencial para a segurança da Armênia, diante do conflito com a ex-república soviética do Azerbaijão pelo território de Nagorno-Karabakh e da inimizade histórica com a Turquia, que acusa de genocídio durante a Primeira Guerra Mundial.

Se a situação degenerar em caos e anarquia e as relações bilaterais estiverem ameaçadas, a Rússia pode intervir.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Parlamento da Armênia rejeita indicação de líder da oposição para primeiro-ministro

A Assembleia Nacional da ex-república soviética da Armênia rejeitou hoje a indicação do líder da oposição, deputado Nikol Panchinian, para chefiar um novo governo, oito dias depois da queda do primeiro-ministro e ex-presidente Serge Sarkissian, que estava no poder há dez anos.

Sarkissian pediu demissão depois de onze dias de manifestações de rua. Panchinian prometeu manter os protestos se a nomeação não fosse confirmada. O Parlamento fará nova votação para escolher um novo primeiro-ministro em 8 de maio.

O Partido Republicano da Armênia recebeu 49% dos votos nas eleições de 2 de abril. Sarkissian foi eleito primeiro-ministro em 17 de abril. Como tinha prometido não se candidatar ao cargo quando aumentou os poderes do primeiro-ministro, numa reforma constitucional aprovada em 2015, uma multidão saiu às ruas em protestos.

Depois de dez anos de governos medíocres, Sarkissian manobrou para continuar no poder, mas foi repudiado durante manifestações de rua por 11 dias.

Hoje Panchinian era candidato único. Precisava de 53 votos. Obteve apenas 45. Só recebeu um voto do Partido Republicano.

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Primeiro-ministro da Armênia cai após dias de protestos de rua

Depois de dez anos no poder como presidente da Armênia, Serge Sarkissian durou apenas seis dias como primeiro-ministro. Nomeado em 17 de abril, pediu demissão hoje, sob pressão de onze dias de manifestações de rua em Ierevã, capital da ex-república soviética da região do Cáucaso.

"Eu deixo o cargo de dirigente do país", declarou Sarkissian, citado pela agência oficial de notícias Armenpress.

Poucas horas antes, foi libertado o deputado Nikol Panchinian, líder do movimento popular, que mandou seus seguidores festejaram: "Cidadão comum da Armênia, você ganhou! E ninguém pode te privar desta vitória. Eu te felicito, povo vitorioso."

A festa foi na Praça da República, no centro de Ierevã, diante da sede do governo. Milhares de pessoas se reuniram, se abraçaram e dançaram em meio a bandeiras da Armênia. Em vários bairros da cidade, donos de bares abriram garrafas de vinho e ofereceram um cálice a quem passava para brindar o futuro do país, informou a Agência France Presse.

O padrão se repete nas ex-repúblicas da União Soviética: um líder eleito democraticamente se alia à oligarquia que enriqueceu com as privatizações do fim do comunismo, enquanto a maioria não tem oportunidade, o setor público não funciona e é visto como corrupto. Aí, o povo sai às ruas e faz uma revolução, mas a oligarquia dominante mantém o poder.

Presidente de 2008 a 2018, Sarkissian foi o alvo central da cólera da população armênia. Eleito primeiro-ministro depois de dois mandados como presidente, sem direito à reeleição, ele pretendia continuar no poder depois de governos medíocres.

A taxa de pobreza da Armênia aumentou de 27,6% em 2008 para 29,8% em 2016, indicam dados do Banco Mundial. A renda média por habitante ficou praticamente estagnada nos últimos dez anos. Está hoje em US$ 3.770 por ano (R$ 12.985).

Com a crise da democracia representativa em criar um mundo melhor, como em tantos outros países, "a maioria da população não confia nas autoridades nem no sistema político do país", observa o analista Iuri Navoian, presidente da organização não governamental russa Diálogo, com sede em Moscou. "As autoridades e o povo constituem duas realidades opostas."

Dentro da política do ditador da Rússia, Vladimir Putin, de restaurar o poder imperial soviético, a Armênia, faz parte do chamado "exterior próximo", referência às ex-repúblicas do "império interior" soviético. É praticamente um satélite do Kremlin e mais uma revolta popular para inquietar Putin.

Quando aprovou uma reforma constitucional em 2015 aumentando os poderes do primeiro-ministro, Sarkissian prometeu não se candidatar ao cargo. O povo nas ruas cobrou a promissória.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Primeiro-ministro do Kossovo ganha 300 gravatas de militantes

A antiga província sérvia do Kossovo é um dos países mais pobres da Europa, não reconhecido internacionalmente por muitos países. Quando o primeiro-ministro Ramush Haradinaj dobrou seu salário, ativistas promoveram uma campanha e arrecadaram 300 gravatas, noticiou o jornal esquerdista francês Libération.

Haradinaj está sob pressão por dobrar seu próprio salário de 1,5 mil para 3 mil euros por mês. Para se justificar, alegou que precisa andar bem vestido: "Devo estar à altura de minhas responsabilidades. Sou obrigado a ter uma gravata, não posso sair de qualquer maneira, devo ter uma camisa."

A reação da organização não governamental Atrás do Muro foi organizar uma campanha de doação de gravatas para o chefe de governo. "Ramush Haradinaj é primeiro-ministro de uma gente pobre que ganha 200 euros por mês", declarou Kaushtrim Mehmeti, um dos responsáveis pela ONG. "Ele não deve esquecer que representa gente que não tem problemas por falta de gravata, mas de pobreza."

O Kossovo tem uma taxa de desemprego que ronda os 30%. Cerca de 30% dos kossovares são pobres e 8% vivem na miséria.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Macron nomeia primeiro-ministro de centro-direita

Um dia depois de assumir a Presidência da França, Emmanuel Macron apontou hoje o deputado Édouard Philippe, do partido conservador Os Republicanos, para futuro primeiro-ministro. A indicação confirma a intenção de atrair deputados de centro-direita e de centro-esquerda para tentar conquistar maioria na Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 11 e 18 de junho.

Philippe, de 46 anos, é prefeito de Havre desde 2014 (na França, é possível acumular os cargos de deputados e prefeito). Estudou na Faculdade de Ciências Políticas de Paris (Science Po) e na Escola Nacional de Administração, duas instituições tradicionais de ensino superior do país.

De 2007 a 2010, Philippe foi diretor da companhia francesa de energia nuclear Areva. Desde 2016, era porta-voz do ex-primeiro-ministro Alain Juppé, de quem é aliado há 15 anos.

Macron, de 39 anos, é o mais jovem chefe de Estado da França desde Napoleão Bonaparte, coroado imperador em 1804, aos 34 anos. Durante a campanha, tentou quebrar a divisão direita-esquerda que marca a política do país desde a Revolução Francesa de 1789.

Eleito sem ter um grande partido, para ter maioria parlamentar, Macron precisa atrair deputados tanto dos Republicanos quanto do Partido Socialista, ambos duramente abalados por não conseguir chegar ao segundo turno da eleição presidencial.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Ex-primeiro-ministro Renzi volta a liderar centro-esquerda na Itália

Com mais de 70% dos votos na eleição primária do último domingo, o ex-primeiro-ministro Matteo Renzi recuperou a liderança do Partido Democrático, de centro-esquerda, e vai disputar o direito de formar o novo governo da Itália nas próximas eleições parlamentares, que precisam ser realizadas até 20 de maio de 2018.

Renzi deixou o cargo em dezembro de 2016, depois de perder um referendo sobre reformas constitucionais. Tinha chegado lá numa disputa interna do partido, sem o aval do voto popular em eleições legislativas. Agora, vai em busca desta legitimidade.

Na eleição primária do PD, Renzi venceu o ministro da Justiça, Andrea Orlando, e o governador regional da Apúlia, Michele Emiliano. Seu maior adversário nas eleições gerais será o Movimento 5 Estrelas, do comediante Beppe Grillo.

A decisão de convocar eleições é do primeiro-ministro Paolo Gentiloni e do presidente Sergio Mattarella. Gentiloni pode renunciar antes disso para abrir o caminho para Renzi. Seria mais uma vez sem eleições e Renzi sofreria o desgaste do poder.

Três fatores podem acelerar a convocação de eleições na Itália: a aprovação da lei do orçamento, a cotação eleitoral do PD nas pesquisas e a reforma na lei eleitoral.

Como a orçamento deve impor novos sacrifícios para equilibrar as contas públicas e reduzir a dívida, interessa ao partido do governo realizar eleições antes da aprovação do orçamento. Uma alternativa é Gentiloni aprovar o orçamento enquanto Renzi prepara o partido para a campanha.

No momento, o PD e o M5E estão tecnicamente empatados, mas Renzi tem opções de coalizão enquanto o populista Beppe Grillo é por natureza isolacionista. Também pesa contra o fracasso do M5E na Prefeitura de Roma.

A lei eleitoral italiana foi declarada inconstitucional em janeiro. O Congresso deve aprovar uma nova legislação no fim de maio ou início de junho. Aí, definidas as regras, começa a batalha eleitoral.

O Congresso da Itália é formado por uma Câmara com 630 deputados e um Senado com 315 cadeiras.

domingo, 11 de dezembro de 2016

Paolo Gentiloni é indicado primeiro-ministro da Itália

Com a queda do primeiro-ministro Matteo Renzi depois da derrota no referendo constitucional do domingo passado, o presidente Sergio Mattarela convidou hoje o ministro do Exterior, Paolo Gentilone, para formar um novo governo na Itália.

Gentiloni, de 62 anos, do Partido Democrático, de centro-esquerda, o mesmo de Renzi, vai iniciar consultas para formar um ministério e tentar obter a aprovação do Congresso para o novo governo.

A derrota foi atribuída ao sucesso de partidos populistas como o Movimento 5 Estrelas e a Liga Norte, mas foi um repúdio à tentativa de Renzi de mudar a Constituição para esvaziar o poder do Senado e das regiões, dando um bônus em cadeiras a mais para o partido vencedor da eleição na Câmara de modo a formar governos fortes. O eleitorado repudiou a proposta de formar governos fortes com maiores escassas.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Malásia congela contas em investigação sobre primeiro-ministro

As autoridades da Malásia congelaram hoje seis contas bancárias em meio a um inquérito sobre transferências ilegais de dinheiro público para contas do primeiro-ministro Najib Razak, noticiou o jornal americano The Wall Street Journal.

Ao examinar as atividades do fundo de desenvolvimento 1MDB, que deve US$ 11 bilhões a bancos e investidores, os investigadores descobriram depósitos de quase US$ 700 milhões em contas pessoais do chefe de governo malasiano.

Em declaração conjunta, o procurador-geral Abdul Gani Patail; o presidente do Banco Central, Zeti Akhtar Aziz; o inspetor-geral da Polícia, Khalid Abu Bakar; e o presidente da Comissão Anticorrupção da Malásia, Abu Kassim Mohamed; revelaram estar investigando 17 contas bancárias. Os bancos e os titulares das contas não foram identificados.

Najib, de 61 anos, primeiro-ministro da Malásia desde 2009, acusou os adversários políticos de quererem manchar seu nome, mas não rebateu as alegações específicas de que recebeu dinheiro ilícito.

sábado, 4 de abril de 2015

Humala nomeia seu sétimo primeiro-ministro no Peru

O presidente Ollanta Humala deu posse ontem ao sétimo primeiro-ministro desde que chegou ao poder no Peru, em 2011. Pedro Catariano substitui a primeira-ministra Ana Jara, censurada pelo Congresso por causa de um escândalo de espionagem de adversários políticos do governo, empresários e jornalistas, noticia o jornal Latin American Herald Tribune.

Catariano era ministro da Defesa do Peru desde julho de 2012. O presidente aproveitou a crise para promover uma reforma ministerial. Ana María Sánchez é a nova ministra do Exterior. Jakke Valakivi chefia o Ministério da Defesa. Gustavo Adrianzen é o novo ministro da Justiça.

A primeira-ministra Ana Jara caiu na segunda-feira passada.

Humala, um ex-militar nacionalista de esquerda, perdeu a eleição presidencial para Alán García em 2006, quando recebeu o apoio ostensivo do então presidente venezuelano Hugo Chávez e foi acusado de traição à pátria.

Em 2011, com campanha organizada por publicitários brasileiros, inspirado no governo Lula, derrotou no segundo turno Keiko Fujimori, filha do ex-ditador Alberto Fujimori (1990-2000), preso e condenado por corrupção e violações dos direitos humanos na luta contra os grupos terroristas de esquerda Sendero Luminoso e Movimento Revolucionário Túpac Amaru (MRTA).

No poder, o próprio Humala admitiu ter dificuldades para se livrar dos princípios da hierarquia militar e se adaptar às regras do jogo democrático. Entre outros erros, encheu a Direção Nacional de Inteligência (DNI) de militares aliados.

A maior parte das violações de direitos humanos que condenaram Fujimori foi cometida pelo então Serviço Nacional de Inteligência, dirigido por Vladimiro Lenin Montesinos, treinado na Escola das Américas, um centro de treinamento de ditadores e torturadores mantido pelos Estados Unidos na Zona do Canal do Panamá durante a Guerra Fria. Montesinos foi condenado por homicídio, tortura, assassinato e tráfico de drogas.

Keiko Fujimori é a favorita para a eleição presidencial de 2016. Ela recebeu em 2006 a maior votação dada a um candidato à Camara dos Deputados, 602.869 votos. Em 2011, teve 7.289.414 no segundo turno da eleição presidencial (48,5%).

terça-feira, 11 de março de 2014

Primeiro-ministro da Líbia cai

O Congresso Nacional Geral da Líbia afastou hoje o primeiro-ministro Ali Zeidan por não conseguir evitar a exportação ilegal de petróleo por milícias do Leste do país. Nos próximos 15 dias, até a eleição de um novo chefe de governo, o cargo será ocupado pelo ministro da Defesa, Abdullah al-Thani.

O parlamento provisório teve seu mandato prorrogado até a realização de novas eleições.

Como o paranoico ditador Muamar Kadafi (1969-2011) temia golpes militares, a Líbia não tinha Forças Armadas estruturadas nacionalmente. Assim, as milícias que o derrubaram ainda têm muito poder. O grande desafio do novo regime é assumir o controle de fato sobre todo o território nacional.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Parlamento da Ucrânia indica primeiro-ministro

Com 371 votos a favor, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje a nomeação do ex-ministro da Economia e ex-ministro do Exterior Arseni Yatseniuk pra chefiar o novo governo do país. Ele é ligado à ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada no fim da semana passada. Estabeleceu como prioridade o ingresso na União Europeia.

O presidente deposto, Viktor Yanukovitch, que estaria refugiado na Rússia, declarou que ainda é o "presidente legítimo" da Ucrânia. Ele deve dar entrevista coleta amanhã.  O governo russo prometeu garantir a segurança do aliado.

Na região ucraniana da Crimeia, de maioria russa, homens armados invadiram o parlamento regional, hastearam a bandeira russa e pediram "unificação" com o país vizinho, enquanto as Forças Armadas da Rússia fazem manobras militares na vizinhança e seus caças a jato sobrevoam a fronteira entre os dois países.

Desde a guerra contra a ex-república soviética da Geórgia, a Rússia incluiu a defesa e a proteção dos russos no exterior como parte de sua doutrina de segurança nacional.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Ex-ministro das Finanças será primeiro-ministro do Egito

O ex-ministro das Finanças Hazem al-Biblawi, foi nomeado hoje chefe de governo interino do Egito. É um economista liberal, fundador do Partido Social-Democrata Egípcio. Seu nome não tinha sido citado em dois anúncios anteriores não confirmados.

Favorito no primeiro momento, o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005, foi vetado pelo partido salafista Nour. Hoje foi indicado para vice-presidente.

Líder da Frente de Salvação Nacional, que se opõe à islamização da política, ElBaradei é uma das principais vozes liberais do Egito revolucionário. É visto com desconfiança por parte do país por ter passado a maior parte de sua vida pública no exterior.

Ontem, o presidente interino Adli Mansour anunciou que um referendo para aprovar uma nova Constituição preparada por uma comissão de notáveis será realizado dentro de quatro meses e meio. As eleições parlamentares devem ocorrer no início de 2014. Depois da instalação do novo Parlamento, haveria uma nova eleição presidencial

A Irmandade Muçulmana rejeitou o cronograma do presidente interino, insistindo na reinstauração no poder do presidente deposto, Mohamed Mursi.

domingo, 7 de julho de 2013

El Baradei agora é nomeado vice-presidente do Egito

O presidente interino do Egito, Ali Mansour, o presidente do Supremo Tribunal do país, nomeou hoje o ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Mohamed El Baradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005, para o cargo de vice-presidente e Ziad Bahaa el-Din como primeiro-ministro, informou à noite a televisão estatal.

Enquanto extremistas muçulmanos revoltados com o golpe de quarta-feira passada contra o presidente Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, lançavam novos ataques contra postos militares no Deserto do Sinai, o novo governo fez um apelo à Irmandade para que participe do processo político.

quinta-feira, 4 de julho de 2013

ElBaradei deve ser primeiro-ministro do Egito

O ex-diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Mohamed ElBaradei, ganhador do Prêmio Nobel da Paz 2005 junto com a instituição, é o candidato mais provável à vaga de primeiro-ministro interino do Egito.

ElBaradei chefia o Partido da Constituição e é um dos líderes da Frente de Salvação Nacional, que luta contra a islamização da política do país. Chegou a lançar sua candidatura à Presidência no ano passado, mas desistiu porque estava mal nas pesquisas e apoiou o ex-ministro do Exterior e ex-secretário-geral da Liga Árabe, Amir Moussa.

Como diretor da AIEA, ElBaradei foi enfático em 2003 ao negar as acusações dos Estados Unidos de que o Iraque estaria desenvolvendo armas nucleares antes da invasão do país a mando do então presidente George W. Bush, supostamente para tomar as armas de destruição em massa de Saddam Hussein, nunca encontradas. Também defendeu o regime fundamentalista do Irã das acusações de Israel e do Ocidente de que estaria desenvolvendo bombas atômicas.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Itália tem novo candidato a formar governo

O presidente Giorgio Napolitano nomeou hoje Enrico Letta, ex-vice-líder do Partido Democrático, novo primeiro-ministro da Itália.

Letta, de 46 anos, foi o ministro mais jovem da História da Itália, mas politicamente pertence à velha guarda. Deve tentar formar uma grande coalizão de governo com a direita liderada pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o pequeno partido tecnocrático de centro do primeiro-ministro interino Mario Monti.

Dois meses depois das últimas eleições legislativas, a Itália ainda não tem um novo governo porque a esquerda ganhou na Câmara e a direita no Senado, impedindo a formação de um governo com maioria nas duas casas do Congresso.

Berlusconi já fez suas propostas. Quer revogar o aumento do imposto predial e territorial e reformar o Poder Judiciário para tentar se livrar de seus processos.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Primeiro-ministro sírio deserta e foge para Jordânia

Riyad Hijab
O primeiro-ministro da Síria, Riad Farid Hijab, fugiu para a Jordânia com sua família depois de denunciar a brutalidade do regime, anunciou hoje o Conselho Nacional Sírio, principal órgão político dos rebeldes que lutam há um ano e cinco meses contra a ditadura de Bachar Assad.

É o funcionário mais importante a desertar até agora, em pouco menos de um ano e cinco meses de revolta popular. Era o mais importante membro sunita do governo. A televisão estatal disse que ele foi demitido.

"Anuncio hoje minha deserção deste massacre e do regime terrorista, e declaro que me uni às fileiras da revolução pela liberdade e a dignidade. A partir de hoje, sou um soldado desta revolução abençoada", declarou o primeiro-ministro em texto lido por um porta-voz na rede de televisão árabe especializada em notícias Al Jazira.

Ex-ministro da Agricultura, Hijab estava na chefia do governo há apenas dois meses, quando Assad realizou uma reforma ministerial depois de eleições realizadas para dar uma satisfação ao então mediador Kofi Annan, enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas para negociar a paz na Síria. Outros três ministros desertaram com ele.

Annan renunciou à missão na semana passada e acusou as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU de não terem impedido que o conflito sírio se transformasse numa guerra civil generalizada.

Pelo menos três pessoas saíram feridas de uma explosão na sede da direção da televisão estatal síria, em Damasco, informa o jornal The Washington Post.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Jean-Marc Ayrault será primeiro-ministro da França

O líder da bancada socialista na Assembleia Nacional e prefeito de Nantes, Jean-Marc Ayrault, será nomeado hoje novo primeiro-ministro da França, informou agora há pouco o jornal francês Le Monde, citando como fonte o presidente da Autoridade dos Serviços Financeiros, Jean-Pierre Jouyet, próximo do presidente eleito, François Hollande.

Ex-professor de alemão, Ayrault é considerado um germanófilo. Portanto, está capacitado a entender o vizinho poderoso e a negociar com a Alemanha.

Hollande toma posse hoje às 10 horas em Paris (5h em Brasília). Depois da cerimônia, deve indicar seu primeiro-ministro e viajar a Berlim para seu primeiro encontro com a chanceler (primeira-ministra) Angela Merkel, a quem pretende convencer que a Europa precisa crescer para superar a pior crise econômica de sua história recente.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Monti será também ministro das Finanças da Itália

O Palácio do Quirinal, sede da Presidência da Itália confirmou agora há pouco a indicação do ex-comissário europeu antimonopólio Mario Monti como novo primeiro-ministro da Itália, em substituição ao arquicorrupto Silvio Berlusconi, que pediu demissão no sábado. Monti será também ministro das Finanças.

Ao anunciar seus 16 ministros, Monti afirmou que escolheu apenas técnicos "para evitar conflitos no parlamento".