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quinta-feira, 14 de abril de 2016

Presidente do Parlamento é eleito primeiro-ministro da Ucrânia

Depois de semanas de intensa luta política, o presidente do Parlamento da Ucrânia, Volodymyr Groysman, foi eleito hoje primeiro-ministro em substituição a Arseni Yatseniuk, que chefiava o governo há mais de dois anos, desde a revolução da Praça Maidan.

Como Groysman é próximo do presidente Petro Porochenko, sua nomeação representa uma trégua na disputa política em Kiev.

Desde a queda do presidente Viktor Yanukovich, aliado da Rússia, em fevereiro de 2014, Moscou anexou a península da Crimeia e fomentou uma rebelião no Leste da Ucrânia, transformando o país num campo de batalha com sérios prejuízos à economia.

De todos os países do mundo, só a Venezuela deve ter um desempenho econômico pior do que a Ucrânia em 2016.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

Ucrânia deve antecipar eleições parlamentares

Com o colapso da coalizão de governo em plena guerra contra os separatistas apoiados pela Rússia e a demissão hoje do primeiro-ministro Arseni Yatseniuk, o Parlamento da Ucrânia tem 30 dias para formar uma nova aliança majoritária. Se não conseguir, o presidente Petro Porochenko pode dissolver o parlamento e antecipar as eleições legislativas.

Os partidos Svoboda (Liberdade), de extrema direita, e a Aliança Democrática Ucraniana para a Reforma (ADUR), liderada pelo ex-campeão de boxe e ex-prefeito de Kiev Vitali Klitschko, retiraram o apoio ao governo. Eles foram as maiores forças por trás do movimento popular contra o presidente Viktor Yanukovich iniciado em novembro de 2013, quando ele rejeitou um acordo de associação com a União Europeia.

A atual legislatura ainda é a mesma, mas passou por grandes mudanças desde a revolta que derrubou Yanukovich, apoiado pela Rússia, o que levou à intervenção militar promovida pelo Kremlin e à anexação da Crimeia à Federação Russa.

Quando a revolta começou, o Partido das Regiões, de Yanukovich, tinha 187 das 450 cadeiras do Parlamento da Ucrânia. Governava com o apoio dos 32 deputados comunistas e dos 43 independentes. Com a queda de Yanukovich, houve uma debandada geral. O PR tinha ontem 87 deputados.

Com a revolução, surgiram três novos partidos: Ucrânia Europeia Soberana, com 35 deputados; Desenvolvimento Econômico, com 39; e Pela Paz e Estabilidade, com 34 cadeiras. Os dois primeiros apoiam a aproximação à UE e o terceiro, a aliança com a Rússia.

Os três partidos de oposição a Yanukovich que viraram parte do governo revolucionário também sofreram mudanças. O maior, chamado de Pátria, liderado pelos ex-primeiros-ministros Yatseniuk e Yulia Timochenko, é pró-Ocidente. Tem 86 deputados. A ADUR tem 41 deputados e a Svoboda, 35.

Porochenko, um bilionário conhecido como rei do chocolate, foi eleito em maio pelo partido Solidariedade, que não tem representação no Parlamento. As eleições parlamentares seriam assim uma oportunidade para fortalecer o poder do presidente.

terça-feira, 13 de maio de 2014

UE amplia lista de russos sancionados

A União Europeia acrescentou mais três nomes à lista de altos funcionários da Rússia responsáveis pela anexação ilegal da província ucraniana da Crimeia.

Eles são:
• Viacheslav Volodin, subchefe da Casa Civil do Kremlin;
• Vladimir Chamanov, comandante das forças aerotransportadas da Rússia; e
• Vladimir Pligin, presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Duma do Estado, a Camara dos Deputados da Rússia.

O ministro do Exterior da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, foi hoje a Kiev, a capital da Ucrânia, para tentar promover uma negociação entre o governo provisório formado depois da revolução de fevereiro e os rebeldes que querem aderir à Rússia.

Hoje o primeiro-ministro interino Arseni Yatseniuk acusou a Rússia de querer transformar a Ucrânia num país falido para lhe negar legitimidade. O boicote às eleições parlamentares e presidencial de 25 de maio de 2014 seria um passo decisivo.

Se o Kremlin e seus aliados impedirem a votação, os Estados Unidos e a UE devem impor novas sanções à Rússia.

terça-feira, 18 de março de 2014

Militar ucraniano morre em ataque russo

Um oficial do Exército da Ucrânia foi morto e outro ferido hoje num assalto de tropas russas para tomar sua base militar em Simferopol, a capital da região da Crimeia, que decidiu ilegalmente se integrar à Rússia. É a primeira morte de um militar desde a intervenção russa na Crimeia, no fim do mês passado.

Em Kiev, o primeiro-ministro interino Arseni Yatseniuk descreveu a morte como "um crime de guerra", enquanto o presidente interino Olexander Turchinov comparava o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o ditador nazista Adolf Hitler.

Apesar da trégua negociada até 21 de março, depois da morte de um oficial hoje, o Ministério da Defesa da Ucrânia autorizou o uso da força para "proteger as vidas dos soldados ucranianos".

domingo, 16 de março de 2014

Ucrânia ameaça processar separatistas

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, ameaçou hoje processar os separatistas que pretendem anexar a república autônoma da Crimeia à Rússia com base em referendo ilegal realizado hoje na península. A vitória russa é certa.

Os ministérios da Defesa das duas ex-repúblicas soviéticas acertaram hoje uma trégua na Crimeia até 21 de março. Pelo acordo, a Ucrânia não vai retirar suas forças e não haverá ações militares contra instalações militares ucranianas.

Com a intervenção militar, há hoje cerca de 22 mil soldados russos na Ucrânia, muito acima do limite de 12,5 mil previsto no acordo sobre a Frota do Mar Negro, baseada em Sebastopol, na Crimeia.

Em Donetsk, no Leste da Ucrânia, onde os russos são maioria, cerca de 4 mil manifestantes se reuniram na Praça Lenin em apoio à independência da Crimeia.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Obama faz nova a advertência à Rússia pela Ucrânia

Ao receber hoje na Casa Branca o primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, o presidente Barack Obama reafirmou o apoio dos Estados Unidos à integridade territorial do país e advertiu a Rússia mais uma vez que haverá um custo se o presidente Vladimir Putin insistir em anexar a região ucraniana da Crimeia.

Hoje o Grupo dos Sete (EUA, Japão, Alemanha, França, Reino Unido, Itália e Canadá), as maiores potências industriais capitalistas, avisou que não vai reconhecer o referendo convocado para o próximo domingo para que a Crimeia se integre à Rússia.

A União Europeia ameaça aplicar sanções a partir da segunda-feira, se a consulta popular for mantida. Mas há uma crescente acodomoção internacional diante da inevitabilidade da anexação da Crimeia.

Nenhuma grande potência vai enfrentar militarmente a Rússia por causa da região, que pertencia a Moscou até 1954 e sedia a Frota do Mar Negro, principal acesso do país a mares de águas mornas que não congelam.

O secretário de Estado americano, John Kerry, marcou encontro com o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, em Londres na sexta-feira.

domingo, 2 de março de 2014

Ucrânia considera atos da Rússia declaração de guerra

O primeiro-ministro interino da Ucrânia, Arseni Yatseniuk, considerou hoje que as ações militares da Rússia em território ucraniano são uma "declaração de guerra". Para garantir a soberania, o novo governo ucraniano afastou 18 dos 24 governadores regionais e mobilizou as Forças Armadas, mas têm pouca chance na república autônoma da Crimeia, onde a Rússia mantém soldados na Frota do Mar Negro.

Hoje o comandante da Marinha ucraniana, almirante Denis Berezovski, nomeado sexta-feira pelo presidente interino Olexander Turchinov, declarou lealdade às autoridades pró-Rússia da Crimeia. Foi substituído por Serguei Haiduk.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), Anders Fogh Rasmussen, afirmou que "o que a Rússia está fazendo na Ucrânia viola a Carta das Nações Unidas".

Ontem, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, pediu autorização ao Parlamento para usar a força na Ucrânia, que tenta intimidar e submeter para manter sua área de influência sobre as ex-repúblicas da União Soviética.

Em conversa telefônica de uma hora e meia com o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que o acusou de violar o direito internacional, Putin alegou estar defendendo os interesses nacionais da Rússia e dos ucranianos étnica e culturamente russos.

Os russos são 58% da população da Crimeia; os ucranianos, 25%; e os tártaros, que se opõem ao domínio de Moscou porque foram deportados para a Sibéria pelo ditador soviético Josef Stalin, são 12%.

Obama disse que ações de combate "terão um custo" para Putin. Mas há pouco que possa fazer além de excluir a Rússia do Grupo dos Oito (G-8) e aplicar sanções econômicas de efeito duvidoso dadas as riquezas naturais russas. Os EUA, o Canadá, a França e o Reino Unido anunciaram que não vão à reunião de cúpula prevista para junho em Sóchi, na Rússia, onde foi realizada a Olimpíada de Inverno de 2014.

Em entrevista à televisão americana CNN, o general Wesley Clark, ex-comandante militar da OTAN, comentou que "Putin age como um ditador soviético do século 20, mas é um bilionário do século 21", sugerindo que o homem-forte da Rússia deve ter uma fortuna depositada em bancos internacionais.

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Parlamento da Ucrânia indica primeiro-ministro

Com 371 votos a favor, o Parlamento da Ucrânia aprovou hoje a nomeação do ex-ministro da Economia e ex-ministro do Exterior Arseni Yatseniuk pra chefiar o novo governo do país. Ele é ligado à ex-primeira-ministra Yulia Timochenko, libertada no fim da semana passada. Estabeleceu como prioridade o ingresso na União Europeia.

O presidente deposto, Viktor Yanukovitch, que estaria refugiado na Rússia, declarou que ainda é o "presidente legítimo" da Ucrânia. Ele deve dar entrevista coleta amanhã.  O governo russo prometeu garantir a segurança do aliado.

Na região ucraniana da Crimeia, de maioria russa, homens armados invadiram o parlamento regional, hastearam a bandeira russa e pediram "unificação" com o país vizinho, enquanto as Forças Armadas da Rússia fazem manobras militares na vizinhança e seus caças a jato sobrevoam a fronteira entre os dois países.

Desde a guerra contra a ex-república soviética da Geórgia, a Rússia incluiu a defesa e a proteção dos russos no exterior como parte de sua doutrina de segurança nacional.