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quarta-feira, 11 de maio de 2022

Hoje na História do Mundo: 11 de Maio

BOB MARLEY MORRE

    Em 1981, o músico, compositor e cantor jamaicano Bob Marley, o rei do reggae, morre num hospital em Miami, na Flórida, aos 36 anos. No ano anterior, dias depois de shows espetaculares em Nova York, Bob Marley sofre um colapso durante uma corrida no Central Park. Um câncer surgido num dedão do pé machucado num jogo de futebol vira metástase no cérebro, fígado e pulmões. Menos de oito meses depois, morre o primeiro astro pop global do Terceiro Mundo.

terça-feira, 7 de janeiro de 2020

Inteligência de Israel considera baixo risco de ataque do Irã pela morte do general

Os serviços secretos de Israel consideram baixa a probabilidade de um ataque do Irã como parte da retaliação pelo assassinato pelos Estados Unidos em 2 de janeiro, em Bagdá, do general Kassem Suleimani, que era comandante da Força Quods, tropa de elite da Guarda Revolucionária Iraniana, noticiou hoje a agência Reuters.

O primeiro-ministro interino, Benjamin Netanyahu orientou o ministério a deixar claro que os EUA agiram sozinhos ao matar Suleimani, sem envolvimento de Israel, apesar da inimizade histórica entre os dois países.

Israel tenta evitar uma escalada no confronto capaz de envolver o país. O governo israelense apoia a campanha de pressão máxima dos EUA contra o Irã, mas a ameaça de guerra levou a uma tentativa de se distanciar das ações mais recentes dos americanos.

Há alguns anos, Israel examina a possibilidade de atacar unilateralmente o Irã para neutralizar o programa nuclear iraniano, considerado hoje a maior ameaça à segurança do Estado judaico. Em campanha para as eleições parlamentares de 2 de março, Netanyahu se apresenta como o único líder capaz de garantir a segurança de Israel. Uma escalada no conflito com o Irã fragilizaria esta posição.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Provável retirada dos EUA fortalece posição do Irã no Iraque

Com a morte do principal general do Irã, talvez seu principal objetivo seja atingido: a retirada total das forças dos Estados Unidos do Iraque, o que aumenta a influência iraniana no país vizinho, ex-inimigo numa guerra que durou oito anos e matou cerca de 1 milhão de pessoas.

O presidente Donald Trump afirma que mandou matar o general Kassem Suleimani, comandante da Força Quods, a tropa de elite da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, para acabar com uma guerra e não para iniciar outra.

A lógica seria escalar para desescalar, amedrontando o Irã com o poderio militar dos Estados Unidos para evitar novos ataques, mas no momento o que se espera é a retaliação iraniana, como virá, onde e com que intensidade? É preciso observar todas as áreas Oriente Médio e na Ásia Central. Mas o risco é maior no Iraque, onde há 5 mil soldados americanos e várias milícias xiitas sustentadas pelo Irã. 

O discurso do líder do Hesbolá, o Partido de Deus xiita libanês, xeique Hassan Nasrallah, foi especialmente agressivo. Sob o comando do general Suleimani, morto pelos Estados Unidos no dia 2 de janeiro, o Irã exportou sua revolução islâmica e criou uma rede de grupos armados que o apoiam.

O Hesbolá, do Líbano, é o mais poderoso. Foi decisivo para sustentar a ditadura de Bachar Assad na guerra civil da Síria, que completa dez anos em março, com um total de mortos estimado em pelo menos 380 mil pessoas. Meu comentário:

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

EUA matam alto comandante da Guarda Revolucionária do Irã

O general Kassem Soleimani, comandante da Força Quods, braço da Guarda Revolucionária do Irã para ações no exterior, foi morto hoje num bombardeio dos Estados Unidos a Bagdá, a capital do Iraque, informou há pouco a televisão iraquiana. Com a notícia, que ameaça inflamar ainda mais o Oriente Médio, os preços internacionais do petróleo subiram.

O ataque atingiu alvos perto do aeroporto de Bagdá. Os detalhes ainda são confusos, mas há relatos de que cinco pessoas morreram, entre elas o líder das milícias Kataib Hesbolá (Brigadas do Partido de Deus), Abu Mahdi al-Muhandis, e o relações públicas das Forças de Mobilização Popular, nome do conjunto das milícias xiitas, Mohamed Ridha Jabri.

A morte do general foi confirmada oficialmente nem pelos EUA. É uma grande escalada no conflito do governo Donald Trump com a República Islâmica. Com certeza, o Irã dará uma resposta forte.

"Se for verdade, será um golpe arrasador para a Guarda Revolucionária, o regime e as ambições regionais do aiatolá Ali Khamenei", o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, comentou Mark Dubowitz, diretor executivo da Fundação para a Defesa da Democracia, um centro de pesquisas conservador que defende uma política de linha dura contra o Irã.

Durante 23 anos, o general comandou as forças de operações especiais da Guarda Revolucionária. "Era indispensável e insubstituível", acrescentou Dubowitz.

Soleimani era acusado pelos EUA pelas mortes de centenas de soldados americanos durante a invasão do Iraque, quando o Irã passou a financiar, armar e treinar milícias xiitas iraquianas. Desde 2014, quando os EUA voltaram ao Iraque para combater a organização terrorista Estado Islâmico, as milícias xiitas eram aliadas.

No domingo, os EUA fizeram o primeiro ataque a milícias xiitas no Iraque desde essa volta, em resposta a um bombardeio de mísseis contra uma base iraquiana onde havia soldados americanos e um funcionário contratado pelo Departamento da Defesa foi morto na semana passada.

Em reação, milicianos atacaram a embaixada americana em Bagdá a fizeram manifestação pedindo a retirada das forças dos EUA do país.

Os EUA e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que guardas revolucionários invadiram a embaixada americana em Teerã, em 4 de novembro de 1979, e mantiveram 52 americanos como reféns por 444 dias.

Em 8 de maio de 2018, o presidente Donald Trump abandonou o acordo nuclear negociado pelo governo Barack Obama, as outras grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos o programa nuclear militar do Irã, evitando assim que o país fabrique armas atômicas.

Desde então, o governo Trump trava uma guerra econômica para forçar a República Islâmica a negociar um acordo mais amplo, que inclua a proibição de ter armas atômicas e mísseis de médio e longo alcances, e de interferir em outros países do Oriente Médio. Trump quer impedir o Irã de exportar petróleo.

Com uma queda nas vendas ao exterior de 3 milhões para 600 mil barris por dia, a economia iraniana está em recessão, com inflação rondando os 50% ao ano. Uma onda de protestos contra a situação econômica foi duramente reprimida pela ditadura teocrática iraniana, com mais de 200 mortes.

Sob pressão da guerra econômica de Trump, a partir de maio, a Guarda Revolucionária atacou navios petroleiros e derrubou um drone militar americano. Em 14 de setembro, um ataque de mísseis atingiu instalações de petróleo da Arábia Saudita. Uma milícia xiita que luta na guerra civil do Iêmen com o apoio do Irã reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A política do governo Trump é clara: os EUA só usam a força quando vidas americanas foram ameaçadas. Foi o caso em pelo menos 11 ataques contra bases militares onde há soldados americanos no Iraque nos últimos dois meses e na tentativa de invasão da embaixada dos EUA em Bagdá, atacada com pedras e bombas incendiárias.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

Iraniana ganhadora do Nobel de Paz prevê fim da República Islâmica

A advogada e defensora dos direitos humanos iraniana Shirin Ebadi, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2003, vê o início do fim da ditadura teocrática do Irã nas manifestações de protesto, no momento em que os Estados Unidos cogitam enviar mais 14 mil soldados para o Oriente Médio tendo em vista a República Islâmica.

Em entrevista à televisão francesa France 24, Shirin Ebadi descreveu a repressão às atuais manifestações de protesto contra o regime dos aiatolás como a mais violenta desde a vitória da Revolução Islâmica, em 1979.

Os protestos começaram em 15 de novembro, depois de um aumento de 300% no preço da gasolina. O número de mortos é estimado entre 300 e 500 pessoas. Mais mil pessoas foram feridas e 7 mil presas. A ditadura cortou a Internet para dificultar a mobilização popular. 

Para Shirin Ebadi, quanto mais fraco é um regime mais violenta é a repressão: “Estamos assistindo ao início do fim do regime fundamentalista islâmico. É claro que isto é um processo que vai durar anos, mas a hora vai chegar. O povo está revoltado, a corrupção é enorme e a desigualdade também. 90 por cento vivem mal, enquanto 10 por cento são muito ricos”, disse ela. “A censura é muito forte. O regime não tolera qualquer contestação.” Meu comentário: 

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Estado Islâmico noticia morte do líder e anuncia sucessor

Cinco dias depois do ataque de forças de operações especiais dos Estados Unidos, a organização terrorista Estado Islâmico confirmou ontem a morte de seu líder Abu Baker al-Baghdadi e apresentou Abu Ibrahim al-Hachimi al-Kurachi como novo "comandante dos crentes" e novo "califa dos muçulmanos".

Pouco conhecido dos serviços secretos ocidental, o novo líder era o principal juiz do califado proclamado por Al-Baghdadi em 29 de junho de 2014, que chegou a ter uma área do tamanho do Reino Unido (245 mil quilômetros quadrados) e 10 milhões de habitantes. Al Kurachi era o responsável pela Autoridade da Charia, encarregada de aplicar a lei islâmica com um rigor medieval.

"Ó, muçulmanos, ó mujahedin, soldados do Estado Islâmico, nós choramos pelo comandante dos crentes Abu Baker al-Baghdadi", declarou a organização terrorista em gravação de som de sete minutos divulgada pelo aplicativo Telegram.

Na gravação, o Estado Islâmico apela aos seguidores para vinguem a morte do líder e ameaça especificamente os EUA, que o caçavam há nove anos, desde que se tornou líder do Estado Islâmico do Iraque. Durante a guerra civil da Síria, o grupo terrorista passou a se chamar Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Ontem, o Pentágono, sede do Departamento da Defesa dos EUA, divulgou as primeiras imagens da operação. Mostram os soldados chegando e cercando o complexo onde Al-Baghdadi estava refugiado, na vila de Bericha, no Nordeste da Síria.

quinta-feira, 26 de setembro de 2019

Morre ex-presidente francês Jacques Chirac

O ex-presidente conservador da França Jacques René Chirac morreu hoje de manhã aos 86 anos, anunciou a família. Numa carreira política de 40 anos, foi secretário de Estado do Emprego em 1967, eleito deputado nove vezes e ministro sete vezes, inclusive da Agricultura, do Interior e para Relações com o Parlamento, prefeito de Paris por 18 anos, duas vezes primeiro-ministro e presidente da República por dois mandatos, de 1995 a 2007.

Chirac foi o último grande líder do gaullismo, a corrente política liderada pelo general Charles de Gaulle, grande herói da França na Segunda Guerra Mundial e principal líder político do país na segunda metade do século 20. O presidente Emmanuel Macron o descreveu como um grande homem que levava no coração um grande amor pela França.

Com sua grande longevidade política, foi produtivista no Ministério da Agricultura, chefe de um governo ultraliberal, defensor do desenvolvimento sustentável, do movimento antiglobalização e da luta contra o aquecimento global: "Nossa casa está pegando fogo e olhamos para o outro lado."

Também foi o primeiro presidente a reconhecer a responsabilidade do Estado francês pelo Holocausto, especialmente pela chamada Rusga do Velódromo de Inverno, durante a ocupação da França pela Alemanha nazista.

Em 16 e 17 de julho de 1942, 13.152 judeus, um terço deles crianças, foram detidos em Paris e arredores. Destes, 8.160 foram levados para o Velódromo de Inverno. Ao todo, menos de cem sobreviveram à deportação para campos de concentração.

Só em 16 de julho de 1995, o presidente Chirac decidiu que era hora da França reconhecer sua participação. Afinal, admitiu Chirac, "450 policiais franceses, autorizados por seus chefes, atenderam às exigências dos nazistas". Ao todo, 76 mil judeus foram enviados da França para campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial.

No mesmo Velódromo de Inverno, em 16 de julho de 2017, o atual presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou o revisionismo histórico que tenta eximir a França de responsabilidade pelos atos cometidos pelo governo colaboracionista de Vichy (1940-44), sob a chefia do marechal Philippe Pétain.

Em 1967, Chirac foi nomeado secretário do Emprego do primeiro-ministro Georges Pompidou, sob a presidência de De Gaulle. Depois de romper com os caciques do gaullismo e apoiar o liberal Valéry Giscard d'Estaing contra o socialista François Mitterrand no segundo turno, em 1974, tornou-se o mais jovem primeiro-ministro da França, cargo que ocupou até 1976.

Ele voltaria a chefiar o governo de 1986 a 1988 com a vitória da centro-direita durante a presidência de Mitterrand, inaugurando a chamada coabitação entre um presidente de esquerda e um primeiro-ministro de direita. Repetiria a experiência como presidente com o primeiro-ministro socialista Lionel Jospin de 1997 a 2002.

Naquele ano, assediado por denúncias de corrupção, Chirac se reelegeu presidente com 80% dos votos porque foi para o segundo turno contra o neofascista Jean-Marie Le Pen, da Frente Nacional. Numa supresa para o mundo inteiro, Le Pen vencera no primeiro turno o primeiro-ministro Jospin, desgastado pelas políticas de austeridade fiscal introduzidas para qualificar a França para a união monetária europeia.

No ano seguinte, a França e a Alemanha lideraram a resistência no Conselho de Segurança das Nações Unidas contra a invasão dos Estados Unidos ao Iraque para derrubar Saddam Hussein.

Vítima de um acidente vascular cerebral em setembro de 2005, Chirac perdeu a liderança do movimento gaullista para seu ministro do Interior, Nicolas Sarkozy, que seria seu sucessor na Presidência da França, de 2007 a 2012.

Em dezembro de 2011, no fim de um processo em que não foi aos tribunais por motivo de saúde, foi condenado a dois anos de prisão com direito a suspensão da pena num escândalo de emprego de funcionários-fantasmas na Prefeitura de Paris.

Jacques Chirac foi "um espelho das contradições francesas", afirmou em editorial o jornal francês Le Monde. Sua morte marca o fim de uma era na história da França, da guerra e do pós-guerra, do gaullismo triunfante e declinante, da descolonização, da coabitação de presidentes de um partido com primeiro-ministro de outro, da globalização e do desemprego em massa, da aventura da integração da Europa ao desprestígio da União Europeia, da França que era o paraíso da política hoje convertida em purgatório pelo cerco do movimento dos coletes amarelos ao governo Macron.

sábado, 14 de setembro de 2019

EUA confirmam morte de filho e herdeiro de Ossama ben Laden

O presidente Donald Trump confirmou hoje que uma operação militar realizada pelos Estados Unidos  na "região do Afeganistão e Paquistão" matou Hamza ben Laden, filho e herdeiro político do terrorista saudita Ossama ben Laden, fundador da rede terrorista Al Caeda, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001.

"A perde de Hamza ben Laden não só priva Al Caeda de uma liderança importante e da conexão simbólica com seu pai, também mina importantes atividades operacionais do grupo", declarou em nota a Casa Branca.

Hamza teria cerca de 30 anos. Estava ao lado do pai no Afeganistão na data dos grandes atentados e também no Paquistão, depois que a invasão americana ao Afeganistão pressionou Ossama a fugir para o país vizinho, onde foi morto por um comando de elite da Marinha dos EUA em 2 de maio de 2011 na cidade de Abotabade.

Em 2017, o Departamento de Estado americano o acusou de terrorismo depois que ele incitou à realização de atentados contra capitais de países ocidentais para vingar a morte do pai. A Arábia Saudita cassou sua cidadania por decreto real em novembro do ano passado.

A morte de Hamza foi noticiada em 31 de julho pela agência Reuters. Na época, Trump evitou comentar o assunto. Em fevereiro, o Departamento de Estado havia oferecido uma recompensa de US$ 1 milhão, mais de R$ 4 milhões, pela "identificação ou localização" do "filho do xeique", como era conhecido entre seus seguidores.

segunda-feira, 17 de junho de 2019

Morre na prisão o único presidente eleito da história do Egito

O ex-presidente do Egito Mohamed Mursi, derrubado por um golpe militar em 3 de julho de 2013, morreu aos 67 hoje num tribunal do Cairo. Mursi, da Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista islâmico, foi eleito em 2012, depois da queda do ditador Hosni Mubarak na Primavera Árabe, em 11 de fevereiro de 2011. Sua morte deve provocar protestos dos islamistas.

Mursi sofria de diabetes e teve um colapso cardíaco depois de uma audiência no tribunal, onde respondia a processos. Sua deposição pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi, marcou o fim da breve experiência democrática do Egito.

Depois da queda, o ex-presidente foi condenado a 45 anos de prisão, a 20 anos por incitar as forças de segurança a atacar manifestantes em 2012 e a 25 anos por espionagem a favor do Catar, aliado da Irmandade Muçulmana, declarada grupo terrorista pelo novo governo egípcio.

Um de seus maiores aliados, o ditador da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, o chamou de mártir: "Que Alá dê a nosso mártir, nosso irmão Mursi, sua misericórdia. Outro aliado importante, o emir do Catar, xeque Tamin ben Hamad al-Thani, manifestou "profunda tristeza".

Com o golpe, mais de 1,4 mil manifestantes da Irmandade Muçulmana foram mortos e 15 mil presos. Centenas de islamistas foram condenados nos últimos anos sob acusação de terrorismo. Os mesmos ativistas que derrubaram Mubarak na esperança de democratizar o país saíram às ruas para denunciar o autoritarismo de Mursi e da Irmandade Muçulmana, convidando os militares a dar o golpe de 2013.

O regime hoje é ainda mais repressivo do que no tempo de Mubarak. A Primavera Árabe só democratizou a Tunísia. A Líbia, a Síria e o Iêmen estão até hoje em guerra civil.

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

Justiça dos EUA mandar Coreia do Norte indenizar família de americano torturado

Um tribunal dos Estados Unidos mandou a ditadura comunista da Coreia do Norte pagar US$ 501 milhões de indenização à família do estudante universitário Otto Warmbier, torturado na prisão, que morreu pouco depois de ser solto, noticiou ontem a agência Reuters.

Warmbier tinha 22 anos quando foi libertado em estado de coma, voltou para os EUA e morreu dias depois. Os médicos-legistas atestaram que a causa da morte foi falta de sangue e oxigênio no cérebro.

"A Coreia do Norte é culpada de tortura, sequestro e morte extrajudicial de Otto Warmbier e de danos psicológicos a seu pai e sua mãe, Fred e Cindy Warmbier", decidiu a juíza Beryl Howell, do tribunal federal da primeira instância do Distrito de Colúmbia.

O regime stalinista de Pyongyang rejeitou as acusações de tortura e culpou o botulismo e a ingestão de soníferos pela morte de Wambier.

"Estamos gratos aos EUA por ter um sistema judicial justo e aberto para que o mundo possa ver que o regime de Kim [Jong Un] é legal e moralmente responsável pela morte de Otto", declarou a família Warmbier.

A condenação foi à revelia, quando o réu não aparece para se defender. "Pusemos a família em grande provação de uma ação judicial e um julgamento público porque prometemos a Otto que não descansaríamos enquanto não houvesse justiça para ele. Hoje a opinião circunstanciada da juíza Howell foi um passo significativo."

O julgamento acontece num momento de impasse nas negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para pacificar e desnuclearizar a Península Coreana. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump escreveu no Twitter: "Relatório da minha equipe de trabalho sobre a Coreia do Norte. Progresso em andamento. Aguardo meu próximo encontro de cúpula com o dirigente Kim."

Warmbier era estudante da Universidade da Virgínia quando foi preso na Coreia do Norte, em janeiro de 2016, com visto de turista, por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime num corredor do hotel. Foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados e autorizado a voltar para os EUA um ano e cinco meses depois, em estado comatoso.

sábado, 25 de agosto de 2018

Morre o senador John McCain, herói da Guerra do Vietnã desprezado por Trump

Piloto de avião da Marinha dos Estados Unidos abatido em Hanói na Guerra do Vietnã (1964-71), John McCain ficou cinco anos e meio preso no Vietnã do Norte, onde foi torturado, o que o tornou um ativista contra a tortura, especialmente depois dos atentados de 11 de setembro.

Libertado, foi eleito para a Câmara em 1982 e 1984 e para o Senado pelo estado do Arizona desde 1986. Em 2008, disputou a eleição presidencial pelo Partido Republicano contra Barack Obama. Ele morreu hoje aos 81 anos de um câncer no cérebro.

McCain tinha um tipo de câncer muito agressivo chamado de glioblastoma, descoberto em julho de 2017. Fez radioterapia e quimioterapia para enfrentar a doença. Ontem, a família anunciou que havia suspendido o tratamento.

Mesmo em estado grave, McCain foi ao Senado votar contra a tentativa do presidente Donald Trump de revogar o Lei de Tratamento de Saúde a Preços Acessíveis, o programa do governo Barack Obama para oferecer assistência médica a todos os americanos. Ele não votou, mas apoiou, os cortes de imposto e foi importante para sua aprovação. Manteve a coerência até o fim.

Desde 7 de dezembro do ano passado, quando deu seu último voto, não ia mais ao Senado.

Filho e neto de almirantes, John Sidney McCain III nasceu em 29 de agosto de 1936 na Zona do Canal do Panamá. Era parte de uma família que lutou em todas as guerras dos EUA desde a independência.

Herói do Vietnã, ele se tornou um personagem importante da política americana no ano 2000, quando disputou a candidatura do Partido Republicano à Casa Branca com George Walker, que seria eleito e reeleito.

O senador cruzou os EUA com um ônibus chamado de Expresso do Papo Reto, onde respondia perguntas a diferentes grupos de repórteres e tratava diretamente, sem rodeios, dos problemas da nação. Ganhou a primeira eleição primária, no estado de Novo Hampshire, mas depois de uma derrota na Carolina do Sul deixou de ameaçar a campanha vitoriosa de Bush.

Apesar da derrota, McCain considerou a campanha das primárias "uma grande diversão". Especialista em segurança, defesa e política internacional, era um dos falcões da linha dura no Congresso. Sempre advertia que a Rússia continuava sendo inimiga dos EUA no mundo pós-Guerra Fria.

Em 2008, conquistou a candidatura do partido e indicou a governadora do Alasca, Sarah Palin, para vice-presidente, estridente e despreparada. Seu preferido seria o senador Joe Lieberman. Por causa da idade e da juventude de Obama, aceitou Palin. Os críticos o acusam de ter estimulado o crescimento da ala populista do partido.

Durante a campanha eleitoral de 2016, criticou Trump, chamando o atual presidente de "mal informado" e "impulsivo". No ano passado, alertou para o risco de "um nacionalismo mal passado e espúrio, uma armação de pessoas mais interessados em encontrar bodes expiatório do que em resolver problemas."

Do alto de seu narcisismo, Trump contra-atacou. Desprezou o herói nacional, dizendo que "ele virou herói porque foi capturado, gosto dos que não são presos" e o criticou várias vezes por não votar contra o fim do programa de saúde de Obama.

Com temperamento explosivo, McCain foi movido por sua lealdade às Forças Armadas, o conservadorismo e sua ousadia em combate. Rebelde, tinha problemas com a disciplina militar quando seu avião foi abatido durante um bombardeio a Hanói, a capital norte-vietnamita.

Como seu pai era o comandante-em-chefe das Forças dos EUA no Pacífico, McCain era um prisioneiro de guerra muito especial, um trunfo para o regime comunista vietnamita. Com os dois braços quebrados, foi submetido à tortura. Passou dois anos em confinamento.

Durante os cinco anos de meio de prisão, foi espancado com frequência, uma vez por até dez vietnamitas ao mesmo tempo. Tentou o suicídio duas vezes. Foi solto em março de 1973, quando os EUA fecharam um acordo de paz com o regime comunista do Vietnã do Norte, que em 1975 conquistaria o Sul, acabando com a guerra.

Para milhões de americanos, McCain virou um símbolo da resistência e da coragem, de um espírito de luta que não se entrega mesmo quando fisicamente quebrado e psicologicamente abalado. Nunca mais conseguiu erguer os braços acima do ombro, por causa dos ferimentos sofridos na queda do avião e das torturas que sofreu.

Trump não foi convidado para o enterro. Os ex-presidente George W. Bush e Barack Obama, e o vice-presidente Mike Pence, prestarão as homenagens.

segunda-feira, 19 de março de 2018

Carro sem motorista atropela e mata pedestre em teste no Arizona

A empresa Uber suspendeu as experiências com automóveis dirigidos automaticamente, sem motorista, depois da primeira morte de um pedestre em acidente causado por um de seus veículos autômos em teste nos Estados Unidos. Em 2016, o motorista de um Tesla morreu quando usava o piloto automático.

A morte de uma mulher em Tempe, no estado do Arizona, reabre o debate sobre veículos autônomos no momento em que as empresas tentam desenvolver a tecnologia e as autoridades estudam sua regulamentação.

Os testes da Uber estão sendo realizados em Tempe, São Francisco e Pittsburgh, nos EUA, e Toronto, no Canadá. O acidente aconteceu ontem por volta das 22h. A mulher atravessava a rua fora da faixa de segurança quando foi atingida.

"O veículo envolvido era um dos veículos autônomos da Uber", declarou a polícia da cidade. "Estava em modo autônomo no momento da colisão, com um operador na direção." A vítima foi hospitalizada, mas não resistiu aos ferimentos.

sexta-feira, 2 de março de 2018

Boko Haram mata um comandante do Exército da Nigéria

O coronel A E Mamudu, um dos comandantes da Força de Ataque do Exército da Nigéria, e um jovem oficial da Marinha morreram ontem quando uma bomba explodiu na passagem de seu carro durante uma operação na Floresta de Sambissa, principal refúgio da milícia extremista muçulmana Boko Haram, informou o boletim Sahara Reporters.

Mamudu veio do estado de Kogi e servia pela segunda vez no Nordeste da Nigéria, na guerra contra o Boko Haram. Havia sido enviado para o estado de Borno em 2015.

É a segunda derrota do Exército diante do grupo que repudia a educação ocidental e luta para impor a lei islâmica na região. Nesta semana, o governo admitiu que 110 meninas foram sequestradas de uma escola pelos rebeldes do Boko Haram na cidade de Dapchi.

Mais 15 mil pessoas morreram desde que o Boko Haram aderiu à luta armada, em 2009. Em março de 2015, seu líder Abubakar Shekau jurou lealdade à organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante. O grupo se apresenta agora também como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental.

terça-feira, 19 de setembro de 2017

OEA condena morte de preso político na Venezuela

A Organização dos Estados Americanos (OEA) protestou ontem contra a ditadura de Nicolás Maduro por causa da morte de um preso político na Venezuela no domingo passado. Carlos Andrés García estava detido há nove meses.

"Condenamos a flagrante violação dos direitos humanos pelo regime da Venezuela, que causou a morte do vereador Andrés García", declarou no Twitter o secretário-geral da OEA, o ex-ministro do Exterior do Uruguai Luis Almagro, horas depois da morte.

Em 8 de agosto, o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos denunciou os "crimes contra a humanidade" cometidos pelo governo Maduro na repressão à onda de manifestações de protesto iniciada em abril. Pelo menos 124 pessoas morreram, mais de 160 de acordo com a oposição.

García não recebeu tratamento médico e uma ordem judicial para libertá-lo por razões humanitárias foi ignorada.

Desde as manifestações de fevereiro de 2014, o número de presos políticos chegou a cerca de 600, acusa a organização de defesa dos direitos humanos Foro Legal.

terça-feira, 20 de junho de 2017

Estudante americano torturado na Coreia do Norte morre

SÃO FRANCISCO-CA, EUA - O governo Donald Trump cogita proibir viagens à Coreia do Norte depois da morte do estudante Otto Wambier, de 22 anos, preso há um ano e meio e torturado por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime stalinista de Pionguiangue.

Na semana passada, o governo norte-coreano devolveu Wambier em estado de coma. Ele estava hospitalizado no Centro Médico da Universidade de Cincinnati, no estado de Ohio.

"Infelizmente, o abominável maltratamento com tortura que nosso filho recebeu das mãos do atual governo norte-coreano garantiu que o resultado só poderia ser a experiência triste que experimentamos hoje", declararam em nota os pais do jovem.

O presidente Trump deplorou a morte e o senador John McCain afirmou que "os Estados Unidos não podem tolerar a morte de seus cidadãos por potências hostis." Tanto a Casa Branca quanto o Congresso podem proibir os americanos a viajar para lá.

sábado, 1 de abril de 2017

Líder da Juventude Liberal é morto pela polícia no Paraguai

O líder do setor jovem do Partido Liberal Radical Autêntico no distrito de La Colmena, Rodrigo Quintana, foi baleado e morto com um tiro na cabeça durante as manifestações de protesto contra a aprovação da reeleição presidencial pelo Senado do Paraguai. O jornal local ABC Color atribuiu o disparo à polícia.

Quintana, de 25 anos, foi atingido quando a polícia tentava invadir a sede do partido oposicionista em Assunção, a capital paraguaia, depois de manifestantes atacarem o Congresso e tocarem fogo em escritórios de parlamentares. Durante os protestos, a Ponte Internacional da Amizade, que liga Cidade do Leste e Foz do Iguaçu, no Brasil, foi fechada durante cinco horas.

Em nota oficial, o presidente Horacio Cartes responsabilizou a oposição e a mídia pela violência, acusando-as de tentar "destruir a democracia e a estabilidade política e econômica do país", e pediu calma à população. Mas o Agrupamento Montado da Polícia Nacional atacou o jornal ABC Color com tiros de balas de borracha e feriu dois funcionários. O jornal abriu sua redação para a mídia estrangeira reportar o conflito.

A emenda constitucional deve agora ser examinada pela Câmara dos Deputados, mas a sessão de hoje foi adiada. Os principais interessados são Cartes, o homem mais rico do país, e o ex-presidente Fernando Lugo, afastado em 2012 por um impeachment relâmpago, sem o menor direito de defesa.

Como o ditador Alfredo Stroessner foi eleito em 1954 e só deixou o poder em 1989, num golpe de Estado liderado por um de seus principais assessores, a Constituição do Paraguai proíbe a reeleição.

sábado, 18 de março de 2017

Morre Chuck Berry, um dos gênios criadores do rock

O cantor e compositor americano Chuck Berry, um dos pais do rock'n'roll, autor de sucessos como Johnny B. Goode e Roll over Beethoven, morreu hoje aos 90 anos. Foi um dos gênios criadores do rock. A polícia o encontrou inconsciente em casa, no condado de São Carlos, no estado do Missouri, no início da tarde. Ainda tentou animá-lo, sem sucesso.

Com seus solos de guitarra, seus riffs caminhando feito um pato pelo palco, músicas sobre temas da vida cotidiana dos jovens dos anos 1950s e 1960s, como carros e garotas, reunindo elementos do blues, rhythm & blues, gospel e música folclórica, Chuck Berry definiu o estilo do rock como nenhum outro.

Charles Edward Anderson Berry nasceu em São Luís, no estado do Missouri, em 18 de outubro de 1926. Aprendeu a tocar blues na guitarra na adolescência e deu seu primeiro show na escola durante o ensino médio.

Filho de um carpinteiro trabalhou na General Motors e estudou para ser cabeleireiro. Preso por assalto a mão armada, passou três anos no reformatório. Formou a primeira banda com o pianista Johnnie Johnson em 1952. Depois de conhecer Muddy Waters, Berry foi apresentado a Leonard Chess, da gravadora Chess Records, e gravou seu primeiro disco em 1955.

Maybellene chegou ao 5º lugar nas paradas de sucessos. No final dos anos 1950, já tinha mais de 40 sucessos, inclusive Roll over Beethoven, Johnny B. Goode, Carol, School Day e Back in the USA

Se Elvis Presley foi o primeiro ídolo popular em escala internacional, foi, na visão do jornal The New York Times, um "gênio conceitual" do rock. Ao fundir blues e country, Chuck Berry também criou seu próprio estilo de tocar guitarra, que descreveu em Johnny B. Goode como "tocando um sino".

Sua música influenciou e foi tocada pelas maiores bandas de rock, como os Beatles e os Rolling Stones, The Doors, The Kinks, The Beach Boys, The Grateful Dead, e cantores como James Taylor, Peter Tosh, Judas Priest, Dwight Yoakam, Phish e Sex Pistols. Confira e interpretação de Nadine, com Keith Richards.

"Os Rolling Stones ficam muito tristes ao saber da passagem de Chuck Berry", declarou a banda em nota. "Ele foi um verdadeiro pioneiro do rock & roll e teve uma tremenda influência sobre nós. Chuck não era apenas um guitarrista brilhante, cantor e showman, era um mestre artesão como compositor. Suas músicas vão viver para sempre."

Em outra gravação histórica, ele toca guitarra com Richards e Eric Clapton. Confira esta com seu contemporâneo Jerry Lee Lewis, acompanhados por Richards, seguida der uma apresentação com Bruce Springsteen, ambos no Hall da Fama do Rock'n'Roll.

Ao apresentar Chuck Berry no Hall da Fama do Rock, Richards confessou: "Chupei tudo o que esse cara fez." Em suas memórias, o rolling stone comentou: "O mais bonito na maneira de tocar de Chuck Berry é que é um embalo que sai sem esforço. Nada de suadouro, trabalho árduo ou caretas, apenas um embalo sem muito esforço como o de um leão."

"Chuck Berry foi o maior praticamente do rock, guitarrista e o maior autor do puro rock & roll já visto", escreveu Springsteen no Twitter

Jimi Hendrix fez sua versão de Johnny B. Goode. John Lennon gravou com o próprio Chuck Berry.

domingo, 8 de janeiro de 2017

Ex-presidente iraniano Rafsanjani morre aos 82 anos

O ex-presidente da República Islâmica do Irã Ali Akbar Hachemi Rafsanjani (1989-97) morreu do coração hoje aos 82 anos, informaram agências de notícias iranianas.

De homem do regime dos aiatolás, acusado de enriquecer em esquemas de corrupção, Rafsanjani passou a dissidente e apoiou a candidatura dissidentedo ex-primeiro-ministro Mir Hussein Mussavi, em 2009. Mussavi foi derrotado pelo então presidente Mahmoud Ahmadinejad numa eleição fraudulenta em que o Supremo Líder Espiritual da Revolução Islâmica, aiatolá Ali Khamenei, apoiou Ahmadinejad.

Em 2013, Rafsanjani apoiou o atual presidente Hassan Rouhani, considerado um aiatolá moderado, favorável a uma reaproximação com o Ocidente. Isso levou a um acordo com as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (EUA, China, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha para congelar por dez anos o programa nuclear iraniano.

Reintegrado ao sistema, chefiava a Assembleia dos Sábios, encarregada de aconselhar o Supremo Líder Espiritual. Sua morte enfraquece o movimento reformista para as eleições deste ano.

Rafsanjani presidia o Irã quando um atentado terrorista matou 85 pessoas na Associação Mutual Israelita Argentina (AMIA) em Buenos Aires e chegou a ser denunciado pela Justiça da Argentina.

sábado, 7 de janeiro de 2017

Ex-presidente de Portugal Mario Soares morre aos 92 anos

O ex-presidente Mario Soares, um dos símbolos da redemocratização de Portugal depois da queda da ditadura salazarista na Revolução dos Cravos, em 25 de abril de 1974, morreu hoje em Lisboa aos 92 anos.

Pai da democracia portuguesa, Soares foi presidente durante dez anos, primeiro-ministro, líder do Partido Socialista e deputado do Parlamento Europeu. Ele estava internado em coma havia 26 dias.

O primeiro-ministro socialista António Costa declarou que Portugal perdeu "aquele que tantas vezes foi o rosto e a voz da nossa liberdade contra a ditadura, e com isso sofreu com a prisão, a deportação e o exílio."

Soares nasceu em 1924 e foi um dos líderes da luta contra a ditadura intaurada por António Oliveira Salazar (1933-. Aos 18 anos, filiou-se ao Partido Comunista Português (PCP), do qual sairia em 1964 para fundar a Ação Socialista, embrião do Partido Socialista que ele encarnou.

Preso 12 vezes, fugiu para o exílio e só voltou a Portugal depois da Revolução dos Cravos. Em 1976, foi eleito primeiro-ministro no primeiro governo constitucional da democracia restaurada e foi um dos principais responsáveis pela adesão do país à Comunidade Europeia, em 1986, marco definitivo da consolidação da democracia e da modernização de Portugal.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Acidente de trem deixa uma morta e 108 feridos nos EUA

Um trem de passageiros em excesso de velocidade não parou na barreira de segurança e causou um acidente hoje ao entrar na estação da cidade de Hoboken, no estado de Nova Jérsei, nos Estados Unidos. 

Pelo menos uma pessoa morreu e 108 saíram feridas, das quais 74 foram hospitalizadas, noticia a rede de televisão americana CNN. Quem morreu foi a advogada brasileira Fabíola Bittar de Kroon, de 34 anos.

Parte do teto desabou numa hora em que a estação estava cheia de passageiros que esperavam o trem para Nova York. A pessoa que morreu estava na plataforma da estação. Todas as pessoas que ficaram no trem foram resgatadas.

Centenas de milhares de pessoas viajam diariamente entre os dois estados. O governador de Nova Jérsei, Chris Christie, declarou não ter até agora nenhuma indicação de que possa ter sido um ato criminoso.