A família do estudante americano Otto Warmbier, que morreu depois de ficar preso um ano e cinco meses na Coreia do Norte, onde foi torturado, repudiou a declaração do presidente Donald Trump elogiando Kim Jong Un e alegando que o ditador não sabia de nada.
Fred e Cindy Warmbier, pais do estudante morto, declararam que foram "respeitosos" durante o encontro de cúpula entre os dois líderes, mas "nenhuma desculpa ou elogio vai mudar" o fato de que "Kim e seu regime diabólico" mataram seu filho, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Otto Warmbier foi detido em Pyongyang sob a acusação de roubar um cartaz de propaganda da ditadura comunista norte-coreana em janeiro de 2016. Condenado a 15 anos de trabalhos forçados, foi solto em junho de 2017 e devolvido aos Estados Unidos em estado vegetativo. Ele morreu dias depois, em Cincinnati, no estado de Ohio, onde morava.
Durante entrevista em Hanói, no Vietnã, no fim do encontro de cúpula fracassado, Trump afirmou: "Ele me disse que não sabia de nada e acreditei em sua palavra." Em entrevista ao canal de notícias Fox News, que o apoia incondicionalmente, o presidente dos EUA chamou o ditador de "afiado" e "verdadeiro líder".
"Algumas pessoas dizem que eu não deveria gostar dele", disse Trump ao apresentador Sean Hannity, um dos maiores defensores do presidente nos meios de comunicação dos EUA. "Por que eu não deveria gostar dele? Ele é um personagem. Ele é uma verdadeira personalidade. Ele é muito inteligente."
Hannity defendeu a posição de Trump de se retirar das negociações, comparando ao que fez o então presidente Ronald Reagan com o líder soviético Mikhail Gorbachev nos anos 1980s, nas conversações que levaram ao fim da Guerra Fria.
Trump tem uma paixão indiscreta por ditadores sanguinários como Kim, o chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, acusado pelo assassinato brutal e cruel do jornalista Jamal Khashoggi, que vivia nos EUA.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sexta-feira, 1 de março de 2019
terça-feira, 25 de dezembro de 2018
Justiça dos EUA mandar Coreia do Norte indenizar família de americano torturado
Um tribunal dos Estados Unidos mandou a ditadura comunista da Coreia do Norte pagar US$ 501 milhões de indenização à família do estudante universitário Otto Warmbier, torturado na prisão, que morreu pouco depois de ser solto, noticiou ontem a agência Reuters.
Warmbier tinha 22 anos quando foi libertado em estado de coma, voltou para os EUA e morreu dias depois. Os médicos-legistas atestaram que a causa da morte foi falta de sangue e oxigênio no cérebro.
"A Coreia do Norte é culpada de tortura, sequestro e morte extrajudicial de Otto Warmbier e de danos psicológicos a seu pai e sua mãe, Fred e Cindy Warmbier", decidiu a juíza Beryl Howell, do tribunal federal da primeira instância do Distrito de Colúmbia.
O regime stalinista de Pyongyang rejeitou as acusações de tortura e culpou o botulismo e a ingestão de soníferos pela morte de Wambier.
"Estamos gratos aos EUA por ter um sistema judicial justo e aberto para que o mundo possa ver que o regime de Kim [Jong Un] é legal e moralmente responsável pela morte de Otto", declarou a família Warmbier.
A condenação foi à revelia, quando o réu não aparece para se defender. "Pusemos a família em grande provação de uma ação judicial e um julgamento público porque prometemos a Otto que não descansaríamos enquanto não houvesse justiça para ele. Hoje a opinião circunstanciada da juíza Howell foi um passo significativo."
O julgamento acontece num momento de impasse nas negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para pacificar e desnuclearizar a Península Coreana. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump escreveu no Twitter: "Relatório da minha equipe de trabalho sobre a Coreia do Norte. Progresso em andamento. Aguardo meu próximo encontro de cúpula com o dirigente Kim."
Warmbier era estudante da Universidade da Virgínia quando foi preso na Coreia do Norte, em janeiro de 2016, com visto de turista, por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime num corredor do hotel. Foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados e autorizado a voltar para os EUA um ano e cinco meses depois, em estado comatoso.
Warmbier tinha 22 anos quando foi libertado em estado de coma, voltou para os EUA e morreu dias depois. Os médicos-legistas atestaram que a causa da morte foi falta de sangue e oxigênio no cérebro.
"A Coreia do Norte é culpada de tortura, sequestro e morte extrajudicial de Otto Warmbier e de danos psicológicos a seu pai e sua mãe, Fred e Cindy Warmbier", decidiu a juíza Beryl Howell, do tribunal federal da primeira instância do Distrito de Colúmbia.
O regime stalinista de Pyongyang rejeitou as acusações de tortura e culpou o botulismo e a ingestão de soníferos pela morte de Wambier.
"Estamos gratos aos EUA por ter um sistema judicial justo e aberto para que o mundo possa ver que o regime de Kim [Jong Un] é legal e moralmente responsável pela morte de Otto", declarou a família Warmbier.
A condenação foi à revelia, quando o réu não aparece para se defender. "Pusemos a família em grande provação de uma ação judicial e um julgamento público porque prometemos a Otto que não descansaríamos enquanto não houvesse justiça para ele. Hoje a opinião circunstanciada da juíza Howell foi um passo significativo."
O julgamento acontece num momento de impasse nas negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para pacificar e desnuclearizar a Península Coreana. Na segunda-feira, o presidente Donald Trump escreveu no Twitter: "Relatório da minha equipe de trabalho sobre a Coreia do Norte. Progresso em andamento. Aguardo meu próximo encontro de cúpula com o dirigente Kim."
Warmbier era estudante da Universidade da Virgínia quando foi preso na Coreia do Norte, em janeiro de 2016, com visto de turista, por tentar roubar um cartaz de propaganda do regime num corredor do hotel. Foi condenado a 15 anos de trabalhos forçados e autorizado a voltar para os EUA um ano e cinco meses depois, em estado comatoso.
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