PRIMEIRO ELEVADOR
Em 1857, o inventor norte-americano Elisha Otis instala a primeiro elevador em prédio comercial numa loja de departamentos em Nova York.
Otis, descendente de imigrantes ingleses, nasce em Halifax, no estado de Vermont, em 3 de agosto de 1811. De 1838 a 1845, ele constrói navios e carruagens. Em 1852, Otis é enviado para dirigir uma nova fábrica e instalar o maquinário em Yonkers, no estado de Nova York.
Lá, Otis projeta e constrói o primeiro elevador com uma trava de segurança para evitar a queda se a corrente ou corda que o puxa se romper. No ano seguinte, ele pede demissão e abre sua própria loja em Yonkers. A demanda é pequena.
Em 1854, uma demonstração no Chrystal Palace em Nova York atrai a atenção. O primeiro elevador em prédio comercial é instalado na empresa E. V. Haughwout & Co.
FUNDAÇÃO DO PARTIDO FASCISTA
Em 1922, um grupo de pouco mais de 100 pessoas, veteranos de guerra, sindicalistas e intelectuais futuristas liderados por Benito Mussolini, se reúne na Aliança Industrial e Comercial de Milão, na Praça do Santo Sepulcro, para fundar o Partido Nacional Fascista com o objetivo de "declarar guerra ao socialismo por ser contra o nacionalismo".
Inicialmente, Mussolini chama do grupo de Fasci de Combatimento, algo como Fraternidade de Combate. Três anos e meio mais tarde, dois dias depois da Marcha sobre Roma, realizada em 28 de outubro de 1922, o rei Vítor Emanuel III nomeia Mussolini primeiro-ministro da Itália.
Em 3 de janeiro de 1925, Mussolini se declara ditador da Itália e adota o título de Duce (Líder). O Fascismo se alia ao Nazismo de Adolf Hitler, que leva o mundo à Segunda Guerra Mundial (1939-45).
Mussolini cai quando os aliados invadem a Itália, mas é libertado pelos nazistas e forma a República Social Italiana na região do Norte do país sob o controle do nazifascismo. É executado pela resistência italiana no fim da guerra, em 28 de abril de 1945, e pendurado de cabeça para baixo em Milão.
O partido Irmãos da Itália, da primeira-ministra Giorgia Meloni, é herdeiro político do Fascismo. Seu símbolo é uma chama tricolor nas cores da Itália. É o mesmo símbolo do Movimento Social Italiano, fundado em 1946 pelos herdeiros de Mussolini.
PODERES ESPECIAIS PARA HITLER
Em 1933, o Reichstag, o parlamento da Alemanha, aprova a Lei Habilitante, também chamada de Lei de Concessão de Poderes Especiais ou Lei para Sanar a Aflição do Povo e da Nação, seu verdadeiro nome. A lei dá poderes especiais a Adolf Hitler para reagir a uma suposta conspiração comunista que seria responsável pelo incêndio do Reichstag em 27 de fevereiro.
Depois de eleições em que o Partido Nacional-Socialista Trabalhista da Alemanha (Nazista) conquista 33% dos votos em 6 de novembro de 1932, Hitler é nomeado chanceler (primeiro-ministro). Menos de um mês depois, há o incêndio do parlamento. Os nazistas são suspeitos e acusam os comunistas. É o grande golpe da ascensão de Hitler ao poder total.
A Lei Habilitante é aprovada pelo Partido Nazista, pelo Partido Nacional Popular da Alemanha e pelo Partido de Centro. Dá os primeiros poderes ditatoriais a Hitler, permitindo que o governo prenda sem autorização judicial, proíba partidos políticos, censure a imprensa, crie leis sem aprovação do Parlamento e assine tratados com outros países sem a aprovação do Reichstag.
Com a morte do presidente Paul von Hindenburg, em 2 de agosto de 1934, o regime nazista convoca um plebiscito para unificar os cargos de presidente e primeiro-ministro na figura do Führer (Líder). Em 19 de agosto, os alemães aprovam a ditadura de Adolf Hitler com quase 90% dos votos.
DIREITOS HUMANOS
Em 1976, entra em vigor a Convenção ou Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, que incorpora os direitos consagrados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada pelas Nações Unidas em 10 de dezembro de 1948.
A convenção é aberta para adesões em 19 de dezembro de 1966. Reconhece o direito à vida; a não ser submetido a tortura ou penas ou tratamentos cruéis, desumanos e degradantes; a não ser submetido à escravidão ou ao tráfico de escravos; à liberdade e à segurança pessoal; à livre circulação; à igualdade perante tribunais e cortes de justiça; à liberdade de pensamento, de consciência, de religião e de expressão; e de não ser discriminado por raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, situação econômica, nascimento ou qualquer condição.
Em 1983, durante a Guerra Fria, o presidente Ronald Reagan anuncia que os Estados Unidos vão desenvolver a Iniciativa de Defesa Estratégica, um programa de tecnologia antimísseis para proteger o país de ataques de mísseis nucleares.
O projeto é logo chamado de Guerra nas Estrelas, referência à série de filmes de grande sucesso dos anos 1970. A União Soviética, que não consegue competir com os EUA em tecnologia da informação. protesta.
A iniciativa viola o Tratado de Mísseis Antibalísticos (ABM), de 1972, que proíbe o desenvolvimento e a instalação de sistemas de defesa antimísseis. Também é conhecido como "destruição mutuamente assegurada" (MAD, que significa louco em inglês), a garantia do equilíbrio do terror nuclear na Guerra Fria.
Aumenta a pressão sobre a URSS, o que leva a negociações de desarmamento e controle de armas depois da ascensão do reformista Mikhail Gorbachev à liderança do Partido Comunista, em 11 de março de 1985, e ao fim da Guerra Fria.
PRIMEIRA ELEIÇÃO DIRETA EM TAIWAN
Em 1996, Lee Teng-hui vence a primeira eleição presidencial direta em Taiwan e recebe um mandato para democratizar a ilha que a China considera uma província rebelde e ameaça invadir.
Lee nasce em 15 de janeiro de 1923 perto de Tan-shui, em Taiwan. Ele estuda na Universidade de Quioto, no Japão, e na Universidade Nacional de Taiwan, fez mestrado economia agrícola na Universidade Estadual de Iowa e doutorado na Universidade Cornell, nos Estados Unidos.
Em 1978, Lee é eleito prefeito de Taipé. Depois, é governador da província de Taiwan (1981-84) antes de se tornar vice-presidente de Chiang Ching-kuo, em 1984. Depois da morte de Chiang, em 1988, Lee assume a presidência do país e do partido do governo, o Kuomintang (KMT), que trava uma guerra civil contra o Partido Comunista até a vitória da revolução liderada por Mao Tsé-tung, em 1º de outubro de 1949, quando o então líder do KMT, Chiang Kai-shek, foge para Taiwan.
Durante a campanha eleitoral, a República Popular da China faz testes de mísseis para intimidar a democracia taiwanesa. O regime comunista chinês ameaça invadir a ilha se Taiwan declarar a independência. Lee adota uma política de "diplomacia flexível" em relação à China continental e levanta as restrições de viagem e comércio.
A tensão nas relações bilaterais continua e se agrava em 1999, quando Lee anuncia que os contatos serão feito de Estado para Estado. O mandato de Lee termina em 2000, quando o KMT perde as eleições e o controle de Taiwan pela primeira vez para o Partido Democrático Progressista (PDP), mais favorável à independência, que está no poder atualmente.
O KMT segue a política dos Três Nãos: não à guerra, não à independência e não à unificação.






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