O Ministério do Exterior da Coreia do Norte responsabilizou mais uma vez ontem os Estados Unidos pelo fracasso nas negociações entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un em Hanói, no Vietnã, em 27 e 28 de fevereiro.
Para pressionar os EUA a voltar à mesa de negociações, a Coreia do Norte deve fazer testes de mísseis. A ditadura comunista norte-coreana não aceita a exigência americana de uma total desnuclearização antes do levantamento das sanções que sufocam a economia do país.
A apreensão recente de um navio da Coreia do Norte transportando carvão, em violação das sanções internacionais contra o programa nuclear de Pyongyang, aumentou a hostilidade entre os dois países, que está no pior nível desde que Trump e Kim trocaram os insultos por afagos e juras de amor.
Os EUA querem resolver tudo de uma só vez. A Coreia do Norte aposta numa negociação longa. Desde o fim da União Soviética, em 1991, o regime stalinista de Pyongyang faz uma chantagem atômica com o Ocidente, ameaçando desenvolver armas nucleares para barganhar energia e alimentos para sua combalida economia.
Kim Jong Un chegou ao poder em dezembro de 2011, ano da queda e morte do ditador líbio Muamar Kadafi, que tinha feito um acordo com as potências ocidentais para entregar suas armas de destruição em massa. Isso o teria levado à determinação de desenvolver armas atômicas como garantia de sobrevivência do regime.
Com um arsenal estimado hoje de 20 a 60 ogivas nucleares, Kim estaria em condições de negociar uma abertura econômica para desenvolver a Coreia do Norte, um país que passa a noite no escuro por escassez de energia. Mas dificilmente vai abrir mão das armas que lhe deram o poder que tem hoje.
O regime comunista norte-coreano investiu muito no programa nuclear, sacrificando seu povo, que passa fome, para entregar tudo numa negociação com seu inimigo histórico.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 25 de maio de 2019
sábado, 9 de março de 2019
Negociações EUA-China atingem um obstáculo
O acordo para acabar com uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China enfrenta obstáculos que adiam a marcação de um encontro de cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador Xi Jinping. Por exigência dos chineses, eles só devem se reunir quando tiverem um documento para assinar.
Há duas semanas, o acordo parecia bem encaminhado. Depois do fracasso da reunião de cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, a situação mudou. Trump abandonou as negociações de desnuclearização em Hanói, no Vietnã, quando Kim não se comprometeu a fazer um inventário do arsenal nuclear norte-coreana.
A China teme que Trump use a mesma tática de negociação, pressionando Xi na última hora com ultimatos do tipo pegar ou largar no encontro de cúpula a ser realizado no hotel e clube de golfe do presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida.
Agora, a China quer que o encontro seja apenas uma cerimônia para assinatura do acordo. Não aceita que seja mais uma rodada de negociações, a última e definitiva. Xi não pretende correr o risco de se expor a manobras inesperadas de Trump.
"O que os ministros chineses querem dizer é 'sim, Xi Jinping vai aos EUA para uma visita de Estado e esperamos que Trump não envergonhe vocês'", comentou o professor Evan Medeiros, especialista em China da Universidade Georgetown e ex-assessor do presidente Barack Obama.
Para o embaixador americano em Beijim, Terry Branstad, "o acordo está praticamente acertado, talvez faltem os toques finais, os últimos pontos a serem resolvidos pelos dois líderes, que tem uma boa química entre si".
A proposta inicial era realizar o encontro Trump-Xi em 27 de março. Em visita do vice-primeiro-ministro Liu He à Casa Branca durante uma rodada de negociações em Washington, o presidente e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, pressionaram os chineses a manter a cúpula de Mar-a-Lago. A China resiste.
O governo Trump ameaçava aumentar em 2 de março de 10% para 25% as tarifas de importação sobre produtos comprados pelos EUA da China num valor anual de US$ 200 bilhões. Trump previu um salto nas bolsas de valores se houver um acordo entre as duas maiores economias, mas fez uma ressalva: "Se não for um grande acordo, não vamos fazer."
Esta incerteza e a imprevisibilidade do presidente dos EUA levam os chineses a querer preservar o líder supremo do partido e do governo de um fracasso espetacular no estilo Trump.
Até agora, a China concordou em comprar mais produtos agrícolas e de energia dos EUA, dar mais acesso a investidores americanos a setores do mercado chinês como finanças e automóveis, e aumentar a proteção sobre a propriedade intelectual.
Outras questões estão em aberto, como os subsídios chineses a setores de alta tecnologia e a manipulação do câmbio, que Beijim considera assuntos internos.
Há duas semanas, o acordo parecia bem encaminhado. Depois do fracasso da reunião de cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, a situação mudou. Trump abandonou as negociações de desnuclearização em Hanói, no Vietnã, quando Kim não se comprometeu a fazer um inventário do arsenal nuclear norte-coreana.
A China teme que Trump use a mesma tática de negociação, pressionando Xi na última hora com ultimatos do tipo pegar ou largar no encontro de cúpula a ser realizado no hotel e clube de golfe do presidente americano em Mar-a-Lago, na Flórida.
Agora, a China quer que o encontro seja apenas uma cerimônia para assinatura do acordo. Não aceita que seja mais uma rodada de negociações, a última e definitiva. Xi não pretende correr o risco de se expor a manobras inesperadas de Trump.
"O que os ministros chineses querem dizer é 'sim, Xi Jinping vai aos EUA para uma visita de Estado e esperamos que Trump não envergonhe vocês'", comentou o professor Evan Medeiros, especialista em China da Universidade Georgetown e ex-assessor do presidente Barack Obama.
Para o embaixador americano em Beijim, Terry Branstad, "o acordo está praticamente acertado, talvez faltem os toques finais, os últimos pontos a serem resolvidos pelos dois líderes, que tem uma boa química entre si".
A proposta inicial era realizar o encontro Trump-Xi em 27 de março. Em visita do vice-primeiro-ministro Liu He à Casa Branca durante uma rodada de negociações em Washington, o presidente e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, pressionaram os chineses a manter a cúpula de Mar-a-Lago. A China resiste.
O governo Trump ameaçava aumentar em 2 de março de 10% para 25% as tarifas de importação sobre produtos comprados pelos EUA da China num valor anual de US$ 200 bilhões. Trump previu um salto nas bolsas de valores se houver um acordo entre as duas maiores economias, mas fez uma ressalva: "Se não for um grande acordo, não vamos fazer."
Esta incerteza e a imprevisibilidade do presidente dos EUA levam os chineses a querer preservar o líder supremo do partido e do governo de um fracasso espetacular no estilo Trump.
Até agora, a China concordou em comprar mais produtos agrícolas e de energia dos EUA, dar mais acesso a investidores americanos a setores do mercado chinês como finanças e automóveis, e aumentar a proteção sobre a propriedade intelectual.
Outras questões estão em aberto, como os subsídios chineses a setores de alta tecnologia e a manipulação do câmbio, que Beijim considera assuntos internos.
sexta-feira, 1 de março de 2019
Família Warmbier repudia elogios de Trump ao ditador da Coreia do Norte
A família do estudante americano Otto Warmbier, que morreu depois de ficar preso um ano e cinco meses na Coreia do Norte, onde foi torturado, repudiou a declaração do presidente Donald Trump elogiando Kim Jong Un e alegando que o ditador não sabia de nada.
Fred e Cindy Warmbier, pais do estudante morto, declararam que foram "respeitosos" durante o encontro de cúpula entre os dois líderes, mas "nenhuma desculpa ou elogio vai mudar" o fato de que "Kim e seu regime diabólico" mataram seu filho, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Otto Warmbier foi detido em Pyongyang sob a acusação de roubar um cartaz de propaganda da ditadura comunista norte-coreana em janeiro de 2016. Condenado a 15 anos de trabalhos forçados, foi solto em junho de 2017 e devolvido aos Estados Unidos em estado vegetativo. Ele morreu dias depois, em Cincinnati, no estado de Ohio, onde morava.
Durante entrevista em Hanói, no Vietnã, no fim do encontro de cúpula fracassado, Trump afirmou: "Ele me disse que não sabia de nada e acreditei em sua palavra." Em entrevista ao canal de notícias Fox News, que o apoia incondicionalmente, o presidente dos EUA chamou o ditador de "afiado" e "verdadeiro líder".
"Algumas pessoas dizem que eu não deveria gostar dele", disse Trump ao apresentador Sean Hannity, um dos maiores defensores do presidente nos meios de comunicação dos EUA. "Por que eu não deveria gostar dele? Ele é um personagem. Ele é uma verdadeira personalidade. Ele é muito inteligente."
Hannity defendeu a posição de Trump de se retirar das negociações, comparando ao que fez o então presidente Ronald Reagan com o líder soviético Mikhail Gorbachev nos anos 1980s, nas conversações que levaram ao fim da Guerra Fria.
Trump tem uma paixão indiscreta por ditadores sanguinários como Kim, o chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, acusado pelo assassinato brutal e cruel do jornalista Jamal Khashoggi, que vivia nos EUA.
Fred e Cindy Warmbier, pais do estudante morto, declararam que foram "respeitosos" durante o encontro de cúpula entre os dois líderes, mas "nenhuma desculpa ou elogio vai mudar" o fato de que "Kim e seu regime diabólico" mataram seu filho, noticiou a televisão pública britânica BBC.
Otto Warmbier foi detido em Pyongyang sob a acusação de roubar um cartaz de propaganda da ditadura comunista norte-coreana em janeiro de 2016. Condenado a 15 anos de trabalhos forçados, foi solto em junho de 2017 e devolvido aos Estados Unidos em estado vegetativo. Ele morreu dias depois, em Cincinnati, no estado de Ohio, onde morava.
Durante entrevista em Hanói, no Vietnã, no fim do encontro de cúpula fracassado, Trump afirmou: "Ele me disse que não sabia de nada e acreditei em sua palavra." Em entrevista ao canal de notícias Fox News, que o apoia incondicionalmente, o presidente dos EUA chamou o ditador de "afiado" e "verdadeiro líder".
"Algumas pessoas dizem que eu não deveria gostar dele", disse Trump ao apresentador Sean Hannity, um dos maiores defensores do presidente nos meios de comunicação dos EUA. "Por que eu não deveria gostar dele? Ele é um personagem. Ele é uma verdadeira personalidade. Ele é muito inteligente."
Hannity defendeu a posição de Trump de se retirar das negociações, comparando ao que fez o então presidente Ronald Reagan com o líder soviético Mikhail Gorbachev nos anos 1980s, nas conversações que levaram ao fim da Guerra Fria.
Trump tem uma paixão indiscreta por ditadores sanguinários como Kim, o chinês Xi Jinping, o russo Vladimir Putin e o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohamed ben Salman, acusado pelo assassinato brutal e cruel do jornalista Jamal Khashoggi, que vivia nos EUA.
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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019
Encontro de cúpula Trump-Kim fracassa
O presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un não chegaram a um acordo no segundo encontro de cúpula entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, realizado ontem e hoje em Hanói, no Vietnã, para desnuclearizar a Península Coreana, informou a Casa Branca.
Enquanto os EUA exigem a desnuclearização total, verificável e irreversível da Coreia do Norte, o regime stalinista de Pyongyang quer o fim das sanções econômicas internacionais. Os líderes dos dois países se encontraram pela primeira vez em Cingapura em 12 de junho de 2018 e assinaram uma carta de intenções.
Na época, o presidente americano chegou a afirmar que "a ameaça nuclear norte-coreana está afastada". Como não houve avanço desde então, Trump marcou um novo encontro com Kim. A reunião terminou duas horas antes do previsto.
Em entrevista coletiva, Trump declarou que o encontro foi produtivo, mas admitiu que não houve um avanço significativo para assinar um acordo. A reunião termina sem comunicado final. O secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou esperar que seja possível assinar um acordo nas próximas semanas.
"Basicamente, eles queriam a suspensão de todas as sanções e nós não quisemos", afirmou Trump, acrescentando que a relação com Kim continua excelente. O presidente americano não comentou o que o ditador norte-coreano entende por desnuclearização. "Conhecemos o país muito bem e ele só aceitou a desnuclearização parcial."
De acordo com Trump, a Coreia do Norte se comprometeu a não realizar novos testes nucleares e de mísseis. "Consideramos inapropriado assinar um acordo hoje." Ele disse que o fim da conversa foi amigável: "Apertamos as mãos. A relação continua muito boa. São sistemas muito diferentes, mas nos damos muito bem."
Trump negou que tenha faltado preparação: "Às vezes, é preciso sair."
Nenhum analista sério acredita que a Coreia do Norte esteja disposta a abandonar totalmente suas armas nucleares. O regime stalinista de Pyongyang estava disposto a desmantelar a central nuclear de Yongbion, mas o secretário Pompeo comentou que isto ainda deixaria um grande arsenal nuclear e de mísseis.
Enquanto os EUA exigem a desnuclearização total, verificável e irreversível da Coreia do Norte, o regime stalinista de Pyongyang quer o fim das sanções econômicas internacionais. Os líderes dos dois países se encontraram pela primeira vez em Cingapura em 12 de junho de 2018 e assinaram uma carta de intenções.
Na época, o presidente americano chegou a afirmar que "a ameaça nuclear norte-coreana está afastada". Como não houve avanço desde então, Trump marcou um novo encontro com Kim. A reunião terminou duas horas antes do previsto.
Em entrevista coletiva, Trump declarou que o encontro foi produtivo, mas admitiu que não houve um avanço significativo para assinar um acordo. A reunião termina sem comunicado final. O secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou esperar que seja possível assinar um acordo nas próximas semanas.
"Basicamente, eles queriam a suspensão de todas as sanções e nós não quisemos", afirmou Trump, acrescentando que a relação com Kim continua excelente. O presidente americano não comentou o que o ditador norte-coreano entende por desnuclearização. "Conhecemos o país muito bem e ele só aceitou a desnuclearização parcial."
De acordo com Trump, a Coreia do Norte se comprometeu a não realizar novos testes nucleares e de mísseis. "Consideramos inapropriado assinar um acordo hoje." Ele disse que o fim da conversa foi amigável: "Apertamos as mãos. A relação continua muito boa. São sistemas muito diferentes, mas nos damos muito bem."
Trump negou que tenha faltado preparação: "Às vezes, é preciso sair."
Nenhum analista sério acredita que a Coreia do Norte esteja disposta a abandonar totalmente suas armas nucleares. O regime stalinista de Pyongyang estava disposto a desmantelar a central nuclear de Yongbion, mas o secretário Pompeo comentou que isto ainda deixaria um grande arsenal nuclear e de mísseis.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
EUA e Coreia do Norte devem declarar o fim da Guerra da Coreia
Durante o encontro de cúpula de 27 e 28 de fevereiro em Hanói, no Vietnã, o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un devem fazer uma declaração conjunto proclamando o fim da Guerra da Coreia (1950-53), noticiou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando como fonte um assessor presidencial da Coreia do Sul.
A declaração de paz terá um significado simbólico importante para a reconciliação entre as duas Coreias, divididas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos ocuparam o Sul da Península Coreana e a União Soviética, o Norte.
Com o fim oficial da guerra, a Coreia do Norte e a China podem pressionar os EUA a retirar seus 28,5 mil soldados da Coreia do Sul, como o presidente americano já sinalizou que gostaria de fazer, mas deve ser contido pelo Pentágono, preocupado com a ascensão da China.
Trump e Kim se encontraram pela primeira vez em 12 de junho de 2018 em Cingapura, onde assinaram uma carta de intenções prometendo desnuclearizar a Península Coreana. Desde então, a Coreia do Norte suspendeu os testes nucleares e de mísseis, e os EUA as manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul. Mas não houve avanços práticos na desnuclearização.
Os EUA pediram ao Norte a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% de suas armas atômicas dentro de seis a nove meses. A ditadura comunista norte-coreana insiste no relaxamento das sanções econômicas.
Há uma possibilidade de que os EUA suspendam parte das sanções, permitindo a retomada das atividades do complexo industrial de Kaesong, no Norte, onde empresas da Coreia do Sul empregam mão de obra norte-coreana. Mas pode ser um sinal para a China e a Rússia relaxarem as sanções internacionais aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e minar a estratégia de Trump.
O presidente já reduziu suas expectativas. Em vez de uma desnuclearização total e verificável, está disposto a aceitar um congelamento dos testes nucleares e de mísseis. Para o Japão e a Coreia do Sul, alvos mais próximos dos mísseis nucleares de Kim, um congelamento com desnuclearização a longo prazo significa reconhecer a Coreia do Norte como potência nuclear.
Ele escolheu o Vietnã na expectativa de mostrar que um regime comunista pode criar uma economia forte aderindo à economia de mercado. Mas o grande exemplo de sucesso para a Coreia do Norte é a Coreia do Sul e Kim não tem a menor intenção de democratizar seu país.
A declaração de paz terá um significado simbólico importante para a reconciliação entre as duas Coreias, divididas desde o fim da Segunda Guerra Mundial, quando os Estados Unidos ocuparam o Sul da Península Coreana e a União Soviética, o Norte.
Com o fim oficial da guerra, a Coreia do Norte e a China podem pressionar os EUA a retirar seus 28,5 mil soldados da Coreia do Sul, como o presidente americano já sinalizou que gostaria de fazer, mas deve ser contido pelo Pentágono, preocupado com a ascensão da China.
Trump e Kim se encontraram pela primeira vez em 12 de junho de 2018 em Cingapura, onde assinaram uma carta de intenções prometendo desnuclearizar a Península Coreana. Desde então, a Coreia do Norte suspendeu os testes nucleares e de mísseis, e os EUA as manobras militares conjuntas com a Coreia do Sul. Mas não houve avanços práticos na desnuclearização.
Os EUA pediram ao Norte a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% de suas armas atômicas dentro de seis a nove meses. A ditadura comunista norte-coreana insiste no relaxamento das sanções econômicas.
Há uma possibilidade de que os EUA suspendam parte das sanções, permitindo a retomada das atividades do complexo industrial de Kaesong, no Norte, onde empresas da Coreia do Sul empregam mão de obra norte-coreana. Mas pode ser um sinal para a China e a Rússia relaxarem as sanções internacionais aprovadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas e minar a estratégia de Trump.
O presidente já reduziu suas expectativas. Em vez de uma desnuclearização total e verificável, está disposto a aceitar um congelamento dos testes nucleares e de mísseis. Para o Japão e a Coreia do Sul, alvos mais próximos dos mísseis nucleares de Kim, um congelamento com desnuclearização a longo prazo significa reconhecer a Coreia do Norte como potência nuclear.
Ele escolheu o Vietnã na expectativa de mostrar que um regime comunista pode criar uma economia forte aderindo à economia de mercado. Mas o grande exemplo de sucesso para a Coreia do Norte é a Coreia do Sul e Kim não tem a menor intenção de democratizar seu país.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2019
Kim Jong Un vai à China para quarto encontro de cúpula com Xi Jinping
O trem blindado do ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un cruzou ontem a fronteira da China para uma visita de quatro dias Beijim a convite do ditador Xi Jinping. O quarto encontro de cúpula entre os dois aliados indica que há uma preparação para uma próxima reunião de Kim com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Trump e Kim se encontraram em Cingapura, em 12 de junho de 2018, no primeiro encontro de um presidente em exercício dos EUA com um líder da Coreia do Norte. Eles chegaram a um acordo de princípios para desnuclearizar a Península Coreana e assinar um acordo de paz definitivo, pondo fim à Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, não houve avanços nas negociações entre os dois países. Os EUA exigem um cronograma de desnuclearização para o regime comunista norte-coreano entregar 60% a 70% de suas armas atômicas em seis a nove meses. A Coreia do Norte rejeita o "desarmamento unilateral". Exige o fim das sanções internacionais e a assinatura do acordo de paz com a Coreia do Sul e os EUA.
No domingo, o presidente americano revelou que EUA e Coreia do Norte estão negociando um local para o segundo encontro, o que indica que seria iminente, faltando apenas acertar os detalhes finais.
O Ministério do Exterior da Coreia do Sul descreveu hoje o encontro Kim-Xi como uma contribuição para "a desnuclearização e uma paz duradoura" na Península Coreana. Seul tem todo o interesse num acordo, mas o otimismo sul-coreano pode ser exagerado.
Na mensagem de Ano Novo, Kim advertiu os EUA de que pode procurar "um novo caminho" se não houver um alívio das sanções econômicas.
"Kim está ansioso para mostrar ao governo Trump que tem opções econômicas e diplomáticas além do que Washington e Seul têm a oferecer", comentou o pesquisador Harry Kazanis, especialista em Coreia do Norte do Centro para o Interesse Nacional, um instituto de pesquisas dos EUA.
A visita de Kim a Beijim em março do ano passado foi sua primeira viagem ao exterior desde que se tornou ditador da Coreia do Norte com a morte do pai, em dezembro de 2011. Durante a abertura do regime para contatos com os EUA e a Coreia do Sul, Kim sempre teve o cuidado de envolver a China.
"Enquanto os negociadores americanos e chineses se reúnem em Beijim para tentar resolver a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, Xi mostra aos EUA que pode jogar a carta da Coreia do Norte", acrescentou Kazanis.
Maior parceira comercial da Coreia do Norte, responsável por mais de 90% do comércio exterior do país vizinho, a China é fundamental para manter a pressão das sanções econômicas sobre a ditadura stalinista de Pyongyang.
Trump e Kim se encontraram em Cingapura, em 12 de junho de 2018, no primeiro encontro de um presidente em exercício dos EUA com um líder da Coreia do Norte. Eles chegaram a um acordo de princípios para desnuclearizar a Península Coreana e assinar um acordo de paz definitivo, pondo fim à Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, não houve avanços nas negociações entre os dois países. Os EUA exigem um cronograma de desnuclearização para o regime comunista norte-coreano entregar 60% a 70% de suas armas atômicas em seis a nove meses. A Coreia do Norte rejeita o "desarmamento unilateral". Exige o fim das sanções internacionais e a assinatura do acordo de paz com a Coreia do Sul e os EUA.
No domingo, o presidente americano revelou que EUA e Coreia do Norte estão negociando um local para o segundo encontro, o que indica que seria iminente, faltando apenas acertar os detalhes finais.
O Ministério do Exterior da Coreia do Sul descreveu hoje o encontro Kim-Xi como uma contribuição para "a desnuclearização e uma paz duradoura" na Península Coreana. Seul tem todo o interesse num acordo, mas o otimismo sul-coreano pode ser exagerado.
Na mensagem de Ano Novo, Kim advertiu os EUA de que pode procurar "um novo caminho" se não houver um alívio das sanções econômicas.
"Kim está ansioso para mostrar ao governo Trump que tem opções econômicas e diplomáticas além do que Washington e Seul têm a oferecer", comentou o pesquisador Harry Kazanis, especialista em Coreia do Norte do Centro para o Interesse Nacional, um instituto de pesquisas dos EUA.
A visita de Kim a Beijim em março do ano passado foi sua primeira viagem ao exterior desde que se tornou ditador da Coreia do Norte com a morte do pai, em dezembro de 2011. Durante a abertura do regime para contatos com os EUA e a Coreia do Sul, Kim sempre teve o cuidado de envolver a China.
"Enquanto os negociadores americanos e chineses se reúnem em Beijim para tentar resolver a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, Xi mostra aos EUA que pode jogar a carta da Coreia do Norte", acrescentou Kazanis.
Maior parceira comercial da Coreia do Norte, responsável por mais de 90% do comércio exterior do país vizinho, a China é fundamental para manter a pressão das sanções econômicas sobre a ditadura stalinista de Pyongyang.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Coreia do Sul tenta mediar acordo entre EUA e Coreia do Norte
A Coreia do Sul está fazendo um apelo aos Estados Unidos para chegar um acordo com a Coreia do Norte, aceitando o desmantelamento da central nuclear de Yongbyon em troca de uma declaração de fim da Guerra da Coreia (1950-53), noticiou o jornal The Washington Post.
É uma tentativa do governo de Seul de romper o impasse negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para desnuclearizar a Península Coreana. Os EUA relutam em aceitar a proposta porque só prevê o fechamento de Yongbyon, o que é reversível. O regime comunista norte-coreano já destruiu o principal reator da usina e o reativou depois.
No domingo, o ditador Kim Jong Un recebe o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em Pyongyang para acertar detalhes do segundo encontro de cúpula com o presidente Donald Trump, que deve ser realizado ainda neste mês.
Depois do primeiro encontro de cúpula, em 12 de junho, em Cingapura, as negociações se estagnaram. Em três viagens anteriores a Pyongyang, Pompeo exigiu da ditadura stalinista norte-coreana uma relação das armas atômicas, que seria cerca de 60, e um cronograma de desarmamento para entregar 60% a 70% das bombas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Os EUA não querem que o desarmamento se arraste por muito anos e temem que o governo norte-coreano, em aliança com a China, exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, onde estão desde a Guerra da Coreia.
Diante do impasse, o presidente sul-coreano, Moon Jae In, foi à Coreia do Norte em 18 e 19 de setembro e assinou com Kim a Declaração Conjunta de Pyongyang. A Coreia do Norte prometeu desativar o centro de testes de mísseis de Tongchang-ri e fechar para sempre a central nuclear de Yongbyon.
Os dois países acertaram a construção de estradas, facilitar os encontros de famílias separadas desde a Guerra da Coreia e reabrir o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, onde trabalhadores norte-coreanos trabalham para empresas sul-coreanas. Kim pode ir a Seul pela primeira vez ainda neste ano e as duas Coreias prometeram apresentar uma candidatura conjunta para organizar a Olimpíada de Verão de 2032.
É uma tentativa do governo de Seul de romper o impasse negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para desnuclearizar a Península Coreana. Os EUA relutam em aceitar a proposta porque só prevê o fechamento de Yongbyon, o que é reversível. O regime comunista norte-coreano já destruiu o principal reator da usina e o reativou depois.
No domingo, o ditador Kim Jong Un recebe o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em Pyongyang para acertar detalhes do segundo encontro de cúpula com o presidente Donald Trump, que deve ser realizado ainda neste mês.
Depois do primeiro encontro de cúpula, em 12 de junho, em Cingapura, as negociações se estagnaram. Em três viagens anteriores a Pyongyang, Pompeo exigiu da ditadura stalinista norte-coreana uma relação das armas atômicas, que seria cerca de 60, e um cronograma de desarmamento para entregar 60% a 70% das bombas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Os EUA não querem que o desarmamento se arraste por muito anos e temem que o governo norte-coreano, em aliança com a China, exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, onde estão desde a Guerra da Coreia.
Diante do impasse, o presidente sul-coreano, Moon Jae In, foi à Coreia do Norte em 18 e 19 de setembro e assinou com Kim a Declaração Conjunta de Pyongyang. A Coreia do Norte prometeu desativar o centro de testes de mísseis de Tongchang-ri e fechar para sempre a central nuclear de Yongbyon.
Os dois países acertaram a construção de estradas, facilitar os encontros de famílias separadas desde a Guerra da Coreia e reabrir o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, onde trabalhadores norte-coreanos trabalham para empresas sul-coreanas. Kim pode ir a Seul pela primeira vez ainda neste ano e as duas Coreias prometeram apresentar uma candidatura conjunta para organizar a Olimpíada de Verão de 2032.
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domingo, 30 de setembro de 2018
Trump se apaixonou por Kim
Durante um discurso de uma hora no estado da Virgínia Ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter "se apaixonado" pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, além de reforçar a campanha para que o juiz Brett Kavanaugh, indicado por ele para a Suprema Corte, seja aprovado pelo Senado.
Ao falar do ditador norte-coreano, Trump afirmou: "Nós nos apaixonamos." E explicou: "Ele me escreveu cartas lindas. Eram grandes cartas. E então, nos apaixonamos."
Trump e Kim trocaram ameaças de guerra nuclear no ano passado. No discurso de Ano Novo, Kim mudou da retórica agressiva para a reconciliação, mandou uma delegação à Olimpíada de Inverno na Coreia do Sul, encontrou-se três vezes com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, e uma com Trump.
No histórico encontro de cúpula de 12 de junho em 2018, em Cingapura, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, Kim e Trump chegaram a um acerto inicial para desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, as negociações estagnaram. Por três vezes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou do regime comunista de Pyongyang uma relação completa das armas do arsenal nuclear e a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% das bombas atômicas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Quer um desarmamento gradual e a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam, temendo que o regime stalinista norte-coreano exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, hoje com 28,5 mil soldados.
Ao falar do ditador norte-coreano, Trump afirmou: "Nós nos apaixonamos." E explicou: "Ele me escreveu cartas lindas. Eram grandes cartas. E então, nos apaixonamos."
Trump e Kim trocaram ameaças de guerra nuclear no ano passado. No discurso de Ano Novo, Kim mudou da retórica agressiva para a reconciliação, mandou uma delegação à Olimpíada de Inverno na Coreia do Sul, encontrou-se três vezes com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, e uma com Trump.
No histórico encontro de cúpula de 12 de junho em 2018, em Cingapura, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, Kim e Trump chegaram a um acerto inicial para desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, as negociações estagnaram. Por três vezes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou do regime comunista de Pyongyang uma relação completa das armas do arsenal nuclear e a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% das bombas atômicas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Quer um desarmamento gradual e a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam, temendo que o regime stalinista norte-coreano exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, hoje com 28,5 mil soldados.
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quinta-feira, 27 de setembro de 2018
Trump e Kim devem se reencontrar em outubro
O segundo encontro de cúpula entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, deve ser realizado no próximo mês. Depois de falar com o ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong Ho, ontem em Nova York, durante a sessão anual da Assembleia Geral das Nações Unidas, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, anunciou que vai a Pyongyang acertar os detalhes finais.
Em seu primeiro encontro de cúpula, em Cingapura, em 12 de junho, Kim e Trump acertaram negociar a desnuclearização da Península Coreana e a assinatura de um acordo de paz definitivo sobre a Guerra da Coreia (1950-53). Desde então, as negociações estagnaram.
Por três vezes, o secretário Pompeo cobrou do regime comunista norte-coreano um inventário de todas as armas nucleares do país e um cronograma para entregar 60% a 70% em seis a nove meses.
A Coreia do Norte não quer fazer isso unilateralmente. Exige a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam porque isso pode levar a demandas de retirada total das forças americanas da Coreia do Sul.
Para conseguir um segundo encontro com Trump, Kim prometeu ao presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, desmantelar a instalação de testes nucleares e permitir o acesso de inspetores internacionais para fiscalizar o processo.
Em entrevista na sede da ONU em Nova York, Trump declarou não ter pressa, sugerindo que as negociações podem durar anos.
Em seu primeiro encontro de cúpula, em Cingapura, em 12 de junho, Kim e Trump acertaram negociar a desnuclearização da Península Coreana e a assinatura de um acordo de paz definitivo sobre a Guerra da Coreia (1950-53). Desde então, as negociações estagnaram.
Por três vezes, o secretário Pompeo cobrou do regime comunista norte-coreano um inventário de todas as armas nucleares do país e um cronograma para entregar 60% a 70% em seis a nove meses.
A Coreia do Norte não quer fazer isso unilateralmente. Exige a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam porque isso pode levar a demandas de retirada total das forças americanas da Coreia do Sul.
Para conseguir um segundo encontro com Trump, Kim prometeu ao presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, desmantelar a instalação de testes nucleares e permitir o acesso de inspetores internacionais para fiscalizar o processo.
Em entrevista na sede da ONU em Nova York, Trump declarou não ter pressa, sugerindo que as negociações podem durar anos.
quarta-feira, 26 de setembro de 2018
Cúpula Trump-Kim começa a ser preparada na ONU
Os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Coreia do Sul, Moon Jae In, discutiram ontem na sede das Nações Unidas em Nova York, durante a sessão anual da Assembleia Geral, o segundo encontro de cúpula entre os EUA e a Coreia do Norte, noticiou o jornal sul-coreano Korea Herald.
Hoje o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deve discutir detalhes com o ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong Ho, em contato reservado na ONU.
Trump e o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, se encontraram em 12 de junho em Cingapura e acertaram desnuclearizar a Península Coreana, mas desde então as negociações não avançaram.
Pompeo apresentou pelo menos três vezes um cronograma de desnuclearização. O regime comunista da Coreia do Norte teria de apresentar uma relação completa de seus armas atômicas e entregar 60% para destruição dentro de seis a nove meses.
A ditadura stalinista de Pyongyang se nega fazer isso alegando que seria uma medida unilateral, sem qualquer contrapartida. Exige a assinatura de um acordo de paz para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-53). Os EUA relutam.
Com o apoio da China, a Coreia do Norte pode incluir entre suas exigências a retirada das forças americanas da Coreia do Sul, hoje 28,5 mil soldados.
Hoje o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deve discutir detalhes com o ministro do Exterior norte-coreano, Ri Yong Ho, em contato reservado na ONU.
Trump e o ditador norte-coreano, Kim Jong Un, se encontraram em 12 de junho em Cingapura e acertaram desnuclearizar a Península Coreana, mas desde então as negociações não avançaram.
Pompeo apresentou pelo menos três vezes um cronograma de desnuclearização. O regime comunista da Coreia do Norte teria de apresentar uma relação completa de seus armas atômicas e entregar 60% para destruição dentro de seis a nove meses.
A ditadura stalinista de Pyongyang se nega fazer isso alegando que seria uma medida unilateral, sem qualquer contrapartida. Exige a assinatura de um acordo de paz para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-53). Os EUA relutam.
Com o apoio da China, a Coreia do Norte pode incluir entre suas exigências a retirada das forças americanas da Coreia do Sul, hoje 28,5 mil soldados.
terça-feira, 18 de setembro de 2018
Presidente da Coreia do Sul inicia visita a Pyongyang
O presidente Moon Jae In chegou hoje a Pyongyang para uma visita de três dias a terceira reunião de cúpula entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul desde que o ditador Kim Jong Un iniciou o degelo propondo um encontro entre os dois na mensagem de Ano Novo.
Os líderes das duas Coreias gostariam de chegar a um acordo de paz para acabar formalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Um armistício vigora há 65 anos, marcando o fim das hostilidades entre, de um lado, a Coreia do Sul e uma aliança liderada pelos Estados Unidos com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas para reunificar a Península Coreana e, do outro, a Coreia do Norte e a China, com o apoio da União Soviética.
A Coreia do Norte quer este acordo de paz há muitos anos. Os EUA relutam porque o regime comunista de Pyongyang quer ver a Península Coreana sem tropas americanas. Até hoje, há 28,5 mil soldados dos EUA na Coreia do Sul.
É uma força considerável que estaria na primeira linha de combate em caso de guerra com a China. Só sai se a Coreia do Sul exigir. Os EUA têm interesse em manter sua presença militar no Japão e na Coreia do Sul. Enquanto a Coreia do Norte não abandonar suas armas nucleares, o Sul tende a se proteger debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.
Depois do encontro histórico com Kim em 12 de junho em Cingapura, Trump chegou a dizer que a ameaça nuclear norte-coreana não existia mais, mas as negociações estagnaram. A missão de Moon em Pyongyang é reativar o diálogo direto entre os EUA e a Coreia do Norte.
Os líderes das duas Coreias gostariam de chegar a um acordo de paz para acabar formalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Um armistício vigora há 65 anos, marcando o fim das hostilidades entre, de um lado, a Coreia do Sul e uma aliança liderada pelos Estados Unidos com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas para reunificar a Península Coreana e, do outro, a Coreia do Norte e a China, com o apoio da União Soviética.
A Coreia do Norte quer este acordo de paz há muitos anos. Os EUA relutam porque o regime comunista de Pyongyang quer ver a Península Coreana sem tropas americanas. Até hoje, há 28,5 mil soldados dos EUA na Coreia do Sul.
É uma força considerável que estaria na primeira linha de combate em caso de guerra com a China. Só sai se a Coreia do Sul exigir. Os EUA têm interesse em manter sua presença militar no Japão e na Coreia do Sul. Enquanto a Coreia do Norte não abandonar suas armas nucleares, o Sul tende a se proteger debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.
Depois do encontro histórico com Kim em 12 de junho em Cingapura, Trump chegou a dizer que a ameaça nuclear norte-coreana não existia mais, mas as negociações estagnaram. A missão de Moon em Pyongyang é reativar o diálogo direto entre os EUA e a Coreia do Norte.
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sexta-feira, 7 de setembro de 2018
Coreias marcam encontro de cúpula para manter o clima de paz
Diante da estagnação das negociações de desnuclearização com os Estados Unidos, a Coreia do Sul enviou uma delegação a Pyongyang para se encontrar com o ditador Kim Jong Un e anunciou um terceiro encontro de cúpula com a Coreia do Norte, a ser realizado de 18 a 20 de setembro.
A reunião das duas Coreias é o caminho para o presidente sul-coreano, Moon Jae In, tentar mediar o diálogo entre os EUA e o regime comunista norte-coreano. A Coreia do Sul está mais interessada em reduzir a tensão e fortalecer as relações com o Norte como estratégia de paz. Não tem a mesma preocupação com a desnuclearização que os EUA.
No encontro de cúpula histórico entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un em 12 de junho, em Cingapura, Kim prometeu entregar as armas nucleares e Trump assinar um acordo de paz para acabar finalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Hoje é evidente que nenhum dos dois tinha a intenção de honrar o compromisso assumido.
Nem a Coreia do Norte pretende entregar todas as armas atômicas desenvolvidas a um custo elevado nem os EUA estão dispostos a assinar um acordo de paz que implique a retirada dos 28,5 mil soldados americanos baseados na Coreia do Sul.
Em meio às últimas informações sobre o caos na Casa Branca, Trump teria cogitado retirar as tropas americanas da Coreia do Sul. Foi contido por assessores e generais do Pentágono. Se a China é o inimigo em potencial no futuro, os EUA têm todo o interesse em manter forças num país vizinho.
A reunião das duas Coreias é o caminho para o presidente sul-coreano, Moon Jae In, tentar mediar o diálogo entre os EUA e o regime comunista norte-coreano. A Coreia do Sul está mais interessada em reduzir a tensão e fortalecer as relações com o Norte como estratégia de paz. Não tem a mesma preocupação com a desnuclearização que os EUA.
No encontro de cúpula histórico entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un em 12 de junho, em Cingapura, Kim prometeu entregar as armas nucleares e Trump assinar um acordo de paz para acabar finalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Hoje é evidente que nenhum dos dois tinha a intenção de honrar o compromisso assumido.
Nem a Coreia do Norte pretende entregar todas as armas atômicas desenvolvidas a um custo elevado nem os EUA estão dispostos a assinar um acordo de paz que implique a retirada dos 28,5 mil soldados americanos baseados na Coreia do Sul.
Em meio às últimas informações sobre o caos na Casa Branca, Trump teria cogitado retirar as tropas americanas da Coreia do Sul. Foi contido por assessores e generais do Pentágono. Se a China é o inimigo em potencial no futuro, os EUA têm todo o interesse em manter forças num país vizinho.
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quinta-feira, 28 de junho de 2018
Trump vai pedir a Putin retirada total das forças iranianas da Síria
Quando encontrar o ditador Vladimir Putin, em Helsinque, na Finlândia, em 16 de julho, entre as muitas questões de segurança, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai exigir da Rússia que pressione o Irã a retirar todas as suas forças militares e milícias aliadas da Síria, revelou a imprensa israelense.
As relações bilaterais estão deterioradas desde que os EUA e a União Europeia impuseram sanções à Rússia em retaliação contra a anexação ilegal da península da Crimeia, que pertencia à ex-república soviética da Ucrânia.
Desde a campanha, Trump acena com a possibilidade de melhorar as relações através do contato direto com Putin, mas a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana, supostamente em conluio com a campanha de Trump para prejudicar a candidatura democrata da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, impediu uma maior aproximação.
Ao comentar a realização do encontro de cúpula, Trump tentou mais uma vez negar a interferência russa nas eleições de 2016. Na manhã de hoje, afirmou: "A Rússia continua a dizer que não teve nada a ver com a interferência em nossas eleições", como se Moscou fosse admitir publicamente ações de espionagem e sabotagem.
A Rússia rejeita a acusação, mas interfere sistematicamente nas eleições na Europa e nas ex-repúblicas soviéticas.
As relações bilaterais estão deterioradas desde que os EUA e a União Europeia impuseram sanções à Rússia em retaliação contra a anexação ilegal da península da Crimeia, que pertencia à ex-república soviética da Ucrânia.
Desde a campanha, Trump acena com a possibilidade de melhorar as relações através do contato direto com Putin, mas a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana, supostamente em conluio com a campanha de Trump para prejudicar a candidatura democrata da ex-secretária de Estado Hillary Clinton, impediu uma maior aproximação.
Ao comentar a realização do encontro de cúpula, Trump tentou mais uma vez negar a interferência russa nas eleições de 2016. Na manhã de hoje, afirmou: "A Rússia continua a dizer que não teve nada a ver com a interferência em nossas eleições", como se Moscou fosse admitir publicamente ações de espionagem e sabotagem.
A Rússia rejeita a acusação, mas interfere sistematicamente nas eleições na Europa e nas ex-repúblicas soviéticas.
terça-feira, 12 de junho de 2018
Kim e Trump mostram otimismo no encontro de cúpula histórico
Eles apertaram as mãos como velhos camaradas. Sorriram para as câmeras diante de bandeirinhas dos dois países. O presidente Donald Trump tomou um ar professor. O sanguinário ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, parecia um jovem estudante deslumbrado. O clima era de paz e concórdia.
Seis meses depois de trocarem ameaças de morte ferozes e ofensas pessoais, Trump e Kim se encontraram hoje em Cingapura para iniciar um diálogo pela paz. Os Estados Unidos exigem a "desnuclearização completa, irreversível e verificável, enquanto a Coreia do Norte quer reconhecimento, garantias de segurança e o fim das sanções internacionais que sufocam a frágil economia do regime comunista.
Trump e Kim ficaram sozinhos com os tradutores durante 45 minutos. Depois, houve uma reunião de trabalho com os assessores. Neste momento, há um almoço de trabalho.
A principal oferta dos EUA, além de garantir a manutenção de Kim no poder, é promover o desenvolvimento econômico da Coreia do Norte, um país que parou no tempo em comparação com a Coreia do Sul. Trump vai sair cantando vitória, como de costume, mas por enquanto o grande vencedor é o ditador norte-coreano.
Kim Jong Un acaba de conseguir o que a Coreia do Norte sempre quis: negociações diretas com os EUA, ignorando a Coreia do Sul e o Japão, que o regime stalinista de Pyongyang sempre descreveu como "fantoches de Washington".
De pária da sociedade internacional, depois de sua mensagem conciliatória de Ano Novo, iniciando a reaproximação com a Coreia do Sul, Kim conseguiu encontros com os presidentes dos EUA e da Coreia do Sul, e com o ditador da China, Xi Jinping, seu maior aliado. Com sua disposição para o diálogo, a China e a Rússia estão prontas a relaxar as sanções internacionais para garantir a sobrevivência econômica do regime comunista dinástico.
Sem ceder em absolutamente nada, Kim conseguiu reconhecimento internacional, câmeras e holofotes para consolidar sua imagem interna de estadista dedicado a garantir um futuro melhor para o país mais fechado do mundo.
O mais difícil começa em seguida. As negociações para desarmar o programa nuclear da Coreia do Norte e a implementação de um possível acordo devem levar anos. A diferença agora é o contato direto e pessoal dos dois líderes. Mas há muito mais em jogo.
Interessados diretos no resultado final, a China, o Japão e a Coreia do Sul, e em escala menor a Rússia, vão tentar influenciar as negociações. Aos governos de Tóquio e Seul, não serve, por exemplo, um acordo que elimine os mísseis intercontinentais, capazes de atingir os EUA, mas permite os de curto e médio alcances.
A China gostaria da retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul, mas é improvável que os EUA aceitem isso mesmo se as duas Coreias finalmente assinarem um acordo de paz, pondo fim à Guerra da Coreia (1950-53).
Seis meses depois de trocarem ameaças de morte ferozes e ofensas pessoais, Trump e Kim se encontraram hoje em Cingapura para iniciar um diálogo pela paz. Os Estados Unidos exigem a "desnuclearização completa, irreversível e verificável, enquanto a Coreia do Norte quer reconhecimento, garantias de segurança e o fim das sanções internacionais que sufocam a frágil economia do regime comunista.
Trump e Kim ficaram sozinhos com os tradutores durante 45 minutos. Depois, houve uma reunião de trabalho com os assessores. Neste momento, há um almoço de trabalho.
A principal oferta dos EUA, além de garantir a manutenção de Kim no poder, é promover o desenvolvimento econômico da Coreia do Norte, um país que parou no tempo em comparação com a Coreia do Sul. Trump vai sair cantando vitória, como de costume, mas por enquanto o grande vencedor é o ditador norte-coreano.
Kim Jong Un acaba de conseguir o que a Coreia do Norte sempre quis: negociações diretas com os EUA, ignorando a Coreia do Sul e o Japão, que o regime stalinista de Pyongyang sempre descreveu como "fantoches de Washington".
De pária da sociedade internacional, depois de sua mensagem conciliatória de Ano Novo, iniciando a reaproximação com a Coreia do Sul, Kim conseguiu encontros com os presidentes dos EUA e da Coreia do Sul, e com o ditador da China, Xi Jinping, seu maior aliado. Com sua disposição para o diálogo, a China e a Rússia estão prontas a relaxar as sanções internacionais para garantir a sobrevivência econômica do regime comunista dinástico.
Sem ceder em absolutamente nada, Kim conseguiu reconhecimento internacional, câmeras e holofotes para consolidar sua imagem interna de estadista dedicado a garantir um futuro melhor para o país mais fechado do mundo.
O mais difícil começa em seguida. As negociações para desarmar o programa nuclear da Coreia do Norte e a implementação de um possível acordo devem levar anos. A diferença agora é o contato direto e pessoal dos dois líderes. Mas há muito mais em jogo.
Interessados diretos no resultado final, a China, o Japão e a Coreia do Sul, e em escala menor a Rússia, vão tentar influenciar as negociações. Aos governos de Tóquio e Seul, não serve, por exemplo, um acordo que elimine os mísseis intercontinentais, capazes de atingir os EUA, mas permite os de curto e médio alcances.
A China gostaria da retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul, mas é improvável que os EUA aceitem isso mesmo se as duas Coreias finalmente assinarem um acordo de paz, pondo fim à Guerra da Coreia (1950-53).
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