A ditadura comunista da Coreia do Norte fez mais um teste com dois mísseis balísticos de curto alcance, disparados da costa leste do país em direção ao Mar do Japão na manhã deste sábado pela hora local, informou o Estado-Maior das Forças de Defesa do Japão, citado pela agência de notícias sul-coreana Yonhap.
O lançamento acontece pouco depois do fim das manobras militares conjuntas dos Estados Unidos com a Coreia do Sul. Foi o sétimo teste de mísseis norte-coreanos nas últimas semanas, mas não quebra a promessa feita pelo ditador Kim Jong Un ao presidente Donald Trump de que não haveria mais testes de mísseis de longo alcance, capazes de atingir o território americano.
As negociações para desnuclearizar a Península Coreana não avançaram muito depois do surpreendente encontro de cúpula entre Kim e Trump na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, em 30 de junho deste ano. Com o reinício das manobras militares conjuntas EUA-Coreia do Sul, a Coreia do Norte retomou os testes de mísseis.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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sábado, 24 de agosto de 2019
sábado, 10 de agosto de 2019
Coreia do Norte testa mísseis e pede reinício do diálogo com os EUA
A Coreia do Norte disparou hoje dois mísseis de curto alcance. Em carta ao presidente Donald Trump, o ditador Kim Jong Un declarou que os testes são uma resposta às "ridículas e caras" manobras militares conjuntas realizadas neste mês pelos Estados Unidos e a Coreia do Sul - e propôs a retomada das negociações entre os dois países.
O teste aconteceu horas depois de Trump anunciar ter recebido uma "carta muito linda" de Kim. Os dois líderes se encontraram pela terceira vez em 30 de junho, na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, e combinaram retomar as negociações para desnuclearizar a Península Coreana.
As Forças Armadas da Coreia do Sul estimaram que os mísseis subiram a uma altitude de 48 quilômetros e percorreram uma distância de cerca de 400 km. O presidente minimizou a importância dos testes: "Vou repetir: não houve mais testes nucleares. Os testes de mísseis foram todos de curto alcance. Não houve testes de mísseis balísticos. Nem de mísseis de longo alcance."
Trump está errado. Eram mísseis balísticos de curto alcance. Caso contrário, não subiriam 48 km. Não podem atingir o território continental dos EUA, mas podem atacar aliados e tropas americanas na região.
O regime comunista norte-coreano alega que as manobras conjuntas dos EUA e da Coreia do Sul são um treinamento para invadir o país.
O teste aconteceu horas depois de Trump anunciar ter recebido uma "carta muito linda" de Kim. Os dois líderes se encontraram pela terceira vez em 30 de junho, na zona desmilitarizada entre as duas Coreias, e combinaram retomar as negociações para desnuclearizar a Península Coreana.
As Forças Armadas da Coreia do Sul estimaram que os mísseis subiram a uma altitude de 48 quilômetros e percorreram uma distância de cerca de 400 km. O presidente minimizou a importância dos testes: "Vou repetir: não houve mais testes nucleares. Os testes de mísseis foram todos de curto alcance. Não houve testes de mísseis balísticos. Nem de mísseis de longo alcance."
Trump está errado. Eram mísseis balísticos de curto alcance. Caso contrário, não subiriam 48 km. Não podem atingir o território continental dos EUA, mas podem atacar aliados e tropas americanas na região.
O regime comunista norte-coreano alega que as manobras conjuntas dos EUA e da Coreia do Sul são um treinamento para invadir o país.
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quinta-feira, 4 de outubro de 2018
Coreia do Sul tenta mediar acordo entre EUA e Coreia do Norte
A Coreia do Sul está fazendo um apelo aos Estados Unidos para chegar um acordo com a Coreia do Norte, aceitando o desmantelamento da central nuclear de Yongbyon em troca de uma declaração de fim da Guerra da Coreia (1950-53), noticiou o jornal The Washington Post.
É uma tentativa do governo de Seul de romper o impasse negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para desnuclearizar a Península Coreana. Os EUA relutam em aceitar a proposta porque só prevê o fechamento de Yongbyon, o que é reversível. O regime comunista norte-coreano já destruiu o principal reator da usina e o reativou depois.
No domingo, o ditador Kim Jong Un recebe o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em Pyongyang para acertar detalhes do segundo encontro de cúpula com o presidente Donald Trump, que deve ser realizado ainda neste mês.
Depois do primeiro encontro de cúpula, em 12 de junho, em Cingapura, as negociações se estagnaram. Em três viagens anteriores a Pyongyang, Pompeo exigiu da ditadura stalinista norte-coreana uma relação das armas atômicas, que seria cerca de 60, e um cronograma de desarmamento para entregar 60% a 70% das bombas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Os EUA não querem que o desarmamento se arraste por muito anos e temem que o governo norte-coreano, em aliança com a China, exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, onde estão desde a Guerra da Coreia.
Diante do impasse, o presidente sul-coreano, Moon Jae In, foi à Coreia do Norte em 18 e 19 de setembro e assinou com Kim a Declaração Conjunta de Pyongyang. A Coreia do Norte prometeu desativar o centro de testes de mísseis de Tongchang-ri e fechar para sempre a central nuclear de Yongbyon.
Os dois países acertaram a construção de estradas, facilitar os encontros de famílias separadas desde a Guerra da Coreia e reabrir o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, onde trabalhadores norte-coreanos trabalham para empresas sul-coreanas. Kim pode ir a Seul pela primeira vez ainda neste ano e as duas Coreias prometeram apresentar uma candidatura conjunta para organizar a Olimpíada de Verão de 2032.
É uma tentativa do governo de Seul de romper o impasse negociações entre os EUA e a Coreia do Norte para desnuclearizar a Península Coreana. Os EUA relutam em aceitar a proposta porque só prevê o fechamento de Yongbyon, o que é reversível. O regime comunista norte-coreano já destruiu o principal reator da usina e o reativou depois.
No domingo, o ditador Kim Jong Un recebe o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, em Pyongyang para acertar detalhes do segundo encontro de cúpula com o presidente Donald Trump, que deve ser realizado ainda neste mês.
Depois do primeiro encontro de cúpula, em 12 de junho, em Cingapura, as negociações se estagnaram. Em três viagens anteriores a Pyongyang, Pompeo exigiu da ditadura stalinista norte-coreana uma relação das armas atômicas, que seria cerca de 60, e um cronograma de desarmamento para entregar 60% a 70% das bombas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Os EUA não querem que o desarmamento se arraste por muito anos e temem que o governo norte-coreano, em aliança com a China, exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, onde estão desde a Guerra da Coreia.
Diante do impasse, o presidente sul-coreano, Moon Jae In, foi à Coreia do Norte em 18 e 19 de setembro e assinou com Kim a Declaração Conjunta de Pyongyang. A Coreia do Norte prometeu desativar o centro de testes de mísseis de Tongchang-ri e fechar para sempre a central nuclear de Yongbyon.
Os dois países acertaram a construção de estradas, facilitar os encontros de famílias separadas desde a Guerra da Coreia e reabrir o complexo industrial de Kaesong, na Coreia do Norte, onde trabalhadores norte-coreanos trabalham para empresas sul-coreanas. Kim pode ir a Seul pela primeira vez ainda neste ano e as duas Coreias prometeram apresentar uma candidatura conjunta para organizar a Olimpíada de Verão de 2032.
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domingo, 30 de setembro de 2018
Trump se apaixonou por Kim
Durante um discurso de uma hora no estado da Virgínia Ocidental, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter "se apaixonado" pelo ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Un, além de reforçar a campanha para que o juiz Brett Kavanaugh, indicado por ele para a Suprema Corte, seja aprovado pelo Senado.
Ao falar do ditador norte-coreano, Trump afirmou: "Nós nos apaixonamos." E explicou: "Ele me escreveu cartas lindas. Eram grandes cartas. E então, nos apaixonamos."
Trump e Kim trocaram ameaças de guerra nuclear no ano passado. No discurso de Ano Novo, Kim mudou da retórica agressiva para a reconciliação, mandou uma delegação à Olimpíada de Inverno na Coreia do Sul, encontrou-se três vezes com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, e uma com Trump.
No histórico encontro de cúpula de 12 de junho em 2018, em Cingapura, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, Kim e Trump chegaram a um acerto inicial para desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, as negociações estagnaram. Por três vezes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou do regime comunista de Pyongyang uma relação completa das armas do arsenal nuclear e a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% das bombas atômicas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Quer um desarmamento gradual e a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam, temendo que o regime stalinista norte-coreano exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, hoje com 28,5 mil soldados.
Ao falar do ditador norte-coreano, Trump afirmou: "Nós nos apaixonamos." E explicou: "Ele me escreveu cartas lindas. Eram grandes cartas. E então, nos apaixonamos."
Trump e Kim trocaram ameaças de guerra nuclear no ano passado. No discurso de Ano Novo, Kim mudou da retórica agressiva para a reconciliação, mandou uma delegação à Olimpíada de Inverno na Coreia do Sul, encontrou-se três vezes com o presidente sul-coreano, Moon Jae In, e uma com Trump.
No histórico encontro de cúpula de 12 de junho em 2018, em Cingapura, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, Kim e Trump chegaram a um acerto inicial para desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz definitivo na Guerra da Coreia (1950-53).
Desde então, as negociações estagnaram. Por três vezes, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, cobrou do regime comunista de Pyongyang uma relação completa das armas do arsenal nuclear e a apresentação de um cronograma para entregar 60% a 70% das bombas atômicas dentro de seis a nove meses.
A Coreia do Norte resiste a um desarmamento unilateral. Quer um desarmamento gradual e a assinatura de um acordo de paz. Os EUA relutam, temendo que o regime stalinista norte-coreano exija a retirada total das forças americanas da Coreia do Sul, hoje com 28,5 mil soldados.
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terça-feira, 18 de setembro de 2018
Presidente da Coreia do Sul inicia visita a Pyongyang
O presidente Moon Jae In chegou hoje a Pyongyang para uma visita de três dias a terceira reunião de cúpula entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul desde que o ditador Kim Jong Un iniciou o degelo propondo um encontro entre os dois na mensagem de Ano Novo.
Os líderes das duas Coreias gostariam de chegar a um acordo de paz para acabar formalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Um armistício vigora há 65 anos, marcando o fim das hostilidades entre, de um lado, a Coreia do Sul e uma aliança liderada pelos Estados Unidos com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas para reunificar a Península Coreana e, do outro, a Coreia do Norte e a China, com o apoio da União Soviética.
A Coreia do Norte quer este acordo de paz há muitos anos. Os EUA relutam porque o regime comunista de Pyongyang quer ver a Península Coreana sem tropas americanas. Até hoje, há 28,5 mil soldados dos EUA na Coreia do Sul.
É uma força considerável que estaria na primeira linha de combate em caso de guerra com a China. Só sai se a Coreia do Sul exigir. Os EUA têm interesse em manter sua presença militar no Japão e na Coreia do Sul. Enquanto a Coreia do Norte não abandonar suas armas nucleares, o Sul tende a se proteger debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.
Depois do encontro histórico com Kim em 12 de junho em Cingapura, Trump chegou a dizer que a ameaça nuclear norte-coreana não existia mais, mas as negociações estagnaram. A missão de Moon em Pyongyang é reativar o diálogo direto entre os EUA e a Coreia do Norte.
Os líderes das duas Coreias gostariam de chegar a um acordo de paz para acabar formalmente com a Guerra da Coreia (1950-53). Um armistício vigora há 65 anos, marcando o fim das hostilidades entre, de um lado, a Coreia do Sul e uma aliança liderada pelos Estados Unidos com autorização do Conselho de Segurança das Nações Unidas para reunificar a Península Coreana e, do outro, a Coreia do Norte e a China, com o apoio da União Soviética.
A Coreia do Norte quer este acordo de paz há muitos anos. Os EUA relutam porque o regime comunista de Pyongyang quer ver a Península Coreana sem tropas americanas. Até hoje, há 28,5 mil soldados dos EUA na Coreia do Sul.
É uma força considerável que estaria na primeira linha de combate em caso de guerra com a China. Só sai se a Coreia do Sul exigir. Os EUA têm interesse em manter sua presença militar no Japão e na Coreia do Sul. Enquanto a Coreia do Norte não abandonar suas armas nucleares, o Sul tende a se proteger debaixo do guarda-chuva nuclear dos EUA.
Depois do encontro histórico com Kim em 12 de junho em Cingapura, Trump chegou a dizer que a ameaça nuclear norte-coreana não existia mais, mas as negociações estagnaram. A missão de Moon em Pyongyang é reativar o diálogo direto entre os EUA e a Coreia do Norte.
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sábado, 7 de julho de 2018
Coreia do Norte considera "lamentável" exigência de desnuclearização total
O Ministério do Exterior da Coreia do Norte chamou hoje de "lamentável" a exigência dos Estados Unidos de uma desnuclearização total e unilateral como precondição para as negociações entre os dois países. Assim, desmentiu o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, que saiu de Pyongyang declarando que a visita foi "positiva".
Pompeo admitiu que há muito trabalho a ser feito, mas seu otimismo contrasta com o ceticismo do regime comunista norte-coreano, que descreveu a postura de negociação dos EUA como "gangsterista" e "cancerosa".
Depois da carta de intenções assinada pelo presidente Donald Trump e pelo ditador Kim Jong Un no histórico encontro de cúpula de 12 de junho, em Cingapura, os negociadores dos dois países precisam começar a discutir os detalhes técnicos da desnuclearização e do regime de inspeções para fiscalizar um possível acordo. As indicações neste momento não são favoráveis.
Enquanto os EUA exigem uma "desnuclearização completa, irreversível e verificável", a Coreia do Norte amplia suas instalações nucleares. É um sinal de que pretende manter sua capacidade nuclear ou ao menos ganhar tempo e arrastar as negociações com avanços e recuos como em ocasiões anteriores.
As exigências de segurança da Coreia do Norte para abrir mão de suas armas atômicas também são desconhecidas. Se incluírem a retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul, os EUA não aceitarão.
Pompeo admitiu que há muito trabalho a ser feito, mas seu otimismo contrasta com o ceticismo do regime comunista norte-coreano, que descreveu a postura de negociação dos EUA como "gangsterista" e "cancerosa".
Depois da carta de intenções assinada pelo presidente Donald Trump e pelo ditador Kim Jong Un no histórico encontro de cúpula de 12 de junho, em Cingapura, os negociadores dos dois países precisam começar a discutir os detalhes técnicos da desnuclearização e do regime de inspeções para fiscalizar um possível acordo. As indicações neste momento não são favoráveis.
Enquanto os EUA exigem uma "desnuclearização completa, irreversível e verificável", a Coreia do Norte amplia suas instalações nucleares. É um sinal de que pretende manter sua capacidade nuclear ou ao menos ganhar tempo e arrastar as negociações com avanços e recuos como em ocasiões anteriores.
As exigências de segurança da Coreia do Norte para abrir mão de suas armas atômicas também são desconhecidas. Se incluírem a retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul, os EUA não aceitarão.
quarta-feira, 10 de maio de 2017
Presidente eleito da Coreia do Sul quer ir a Pionguiangue
Em uma tentativa para tentar retomar o diálogo, o presidente eleito da Coreia do Sul, Moon Jae In, declarou hoje estar pronto a visitar Pionguiangue, a capital da Coreia do Norte, "se houver condições apropriadas".
Moon, um advogado liberal defensor dos direitos humanos, é filho de refugiados do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-53). Chega ao poder dois meses depois do impeachment da presidente Park Geun Hye, acusada de corrupção, num momento de grande tensão na Península Coreana.
Desde que ascendeu à liderança do regime comunista norte-coreano, em 2012, o ditador Kim Jong Un, hoje com 33 anos, acelerou os programas de desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis. Seu objetivo aparente é ter capacidade de lançar um míssil nuclear em território americano.
Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, o secretário de Estado, Rex Tillerson, advertiu que acabou a "paciência estratégica" dos EUA com a ditadura stalinista de Pionguiangue. Numa de suas tiradas, Trump afirmou estar pronto para encontrar Kim Jong Un, mas isso é impossível sem uma preparação diplomática.
Na prática, Trump ameaçou agir. Estaria examinando a possibilidade de um ataque preventivo contra as instalações nucleares da Coreia do Norte. É fácil destruí-las, mas impossível impedir uma violenta retaliação em que o alvo principal seria a capital sul-coreana, Seul.
Moon está determinado a pacificar a península. Com a crise que levou ao impeachment da presidente Park, a Coreia do Sul ficou fora do jogo diplomático na questão norte-coreana, dominado por EUA e China. O primeiro passo é entrar na parada.
A China está insatisfeita com a instalação na Coreia do Sul do Terminal de Defesa Aérea a Alta Altitude (THAAD). É um sistema de defesa antimísseis dos EUA voltado inicialmente contra a ameaça da Coreia do Norte, mas capaz de ser usado contra a China em caso de confrontação entre as duas superpotências.
Em tese, o novo presidente sul-coreano poderia ceder à pressão de Beijim em troca de garantias de proteção da China, a maior aliada da ditadura de Kim Jong Un. É uma esperança de paz na última fronteira da Guerra Fria. Uma paz verdadeira dependa de uma mudança no regime comunista norte-coreano e a grande dúvida é se isso será possível pacificamente.
Moon, um advogado liberal defensor dos direitos humanos, é filho de refugiados do Norte durante a Guerra da Coreia (1950-53). Chega ao poder dois meses depois do impeachment da presidente Park Geun Hye, acusada de corrupção, num momento de grande tensão na Península Coreana.
Desde que ascendeu à liderança do regime comunista norte-coreano, em 2012, o ditador Kim Jong Un, hoje com 33 anos, acelerou os programas de desenvolvimento de armas atômicas e de tecnologia de mísseis. Seu objetivo aparente é ter capacidade de lançar um míssil nuclear em território americano.
Com a chegada de Donald Trump à Casa Branca, o secretário de Estado, Rex Tillerson, advertiu que acabou a "paciência estratégica" dos EUA com a ditadura stalinista de Pionguiangue. Numa de suas tiradas, Trump afirmou estar pronto para encontrar Kim Jong Un, mas isso é impossível sem uma preparação diplomática.
Na prática, Trump ameaçou agir. Estaria examinando a possibilidade de um ataque preventivo contra as instalações nucleares da Coreia do Norte. É fácil destruí-las, mas impossível impedir uma violenta retaliação em que o alvo principal seria a capital sul-coreana, Seul.
Moon está determinado a pacificar a península. Com a crise que levou ao impeachment da presidente Park, a Coreia do Sul ficou fora do jogo diplomático na questão norte-coreana, dominado por EUA e China. O primeiro passo é entrar na parada.
A China está insatisfeita com a instalação na Coreia do Sul do Terminal de Defesa Aérea a Alta Altitude (THAAD). É um sistema de defesa antimísseis dos EUA voltado inicialmente contra a ameaça da Coreia do Norte, mas capaz de ser usado contra a China em caso de confrontação entre as duas superpotências.
Em tese, o novo presidente sul-coreano poderia ceder à pressão de Beijim em troca de garantias de proteção da China, a maior aliada da ditadura de Kim Jong Un. É uma esperança de paz na última fronteira da Guerra Fria. Uma paz verdadeira dependa de uma mudança no regime comunista norte-coreano e a grande dúvida é se isso será possível pacificamente.
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domingo, 16 de junho de 2013
Coreia do Norte propõe negociações diretas aos EUA
A Coreia do Norte propôs hoje a realização de negociações diretas com os Estados Unidos para aliviar a tensão na Península Coreana, ignorando a Coreia do Sul, que considera um país-fantoche de Washington.
Historicamente, os EUA relutam em negociar diretamente com o regime comunista norte-coreano, preferindo as negociações hexapartites, de que também participam a China, a Coreia do Sul, o Japão e a Rússia.
Desde o fim do comunismo e o colapso da União Soviética, em 1991, o regime stalinista da Coreia do Norte faz uma chantagem nuclear com os EUA para barganhar ajuda em energia e alimentos para seu sistema econômico falido, incapaz de sustentar sua empobrecida população.
A tensão se agravou com o terceiro teste nuclear norte-coreano, realizado em fevereiro, e manobras militares conjuntas da Coreia do Sul e dos EUA, que mantêm forças no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em abril e maio.
Historicamente, os EUA relutam em negociar diretamente com o regime comunista norte-coreano, preferindo as negociações hexapartites, de que também participam a China, a Coreia do Sul, o Japão e a Rússia.
Desde o fim do comunismo e o colapso da União Soviética, em 1991, o regime stalinista da Coreia do Norte faz uma chantagem nuclear com os EUA para barganhar ajuda em energia e alimentos para seu sistema econômico falido, incapaz de sustentar sua empobrecida população.
A tensão se agravou com o terceiro teste nuclear norte-coreano, realizado em fevereiro, e manobras militares conjuntas da Coreia do Sul e dos EUA, que mantêm forças no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em abril e maio.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
Coreias baixam o tom
Depois da Coreia do Norte propor o fim da confrontação e a desnuclearização da Península Coreana, hoje foi a vez do presidente da Coreia do Sul, Lee Myung Bak, baixar o tom da confrontação entre os últimos inimigos ainda não reconciliados da Guerra Fria.
O clima estava ruim desde que um navio de guerra do Sul foi torpedeado pelo Norte, em 26 de março de 2010. Esquentou ainda mais quando o regime comunista norte-coreano bombardeou uma ilha, matando quatro sul-coreanos, em 23 de novembro de 2010.
Hoje, em discurso em Seul, a capital sul-coreana, o presidente Lee advertiu que não vai mais aceitar provocações e ameaças contra cidadãos e propriedades de seu país. Mas reafirmou o compromisso com o diálogo para desarmar o programa nuclear da Coreia do Norte e aumentar significativamente a ajuda econômica internacional ao governo stalinista de Pionguiangue.
Na capital norte-coreana, uma grande manifestação de massa no estilo da Guerra Fria, com coreagrafias ensaiadas e desfiles militares deu apoio às propostas do governo para 2011.
Em tom exaltado, o primeiro secretário do Partido dos Trabalhadores em Pionguiangue fez um apelo: "Vamos elevar os espíritos e lutar para construir um país comunista grande e poderoso sob a liderança do Camarada Kim Jong Il."
Os jornais oficiais da ditadura norte-coreana pediram, em editoriais publicados em 1º de janeiro de 2011, o fim da confrontação com a Coreia do Sul e a desnuclearização da península.
O clima estava ruim desde que um navio de guerra do Sul foi torpedeado pelo Norte, em 26 de março de 2010. Esquentou ainda mais quando o regime comunista norte-coreano bombardeou uma ilha, matando quatro sul-coreanos, em 23 de novembro de 2010.
Hoje, em discurso em Seul, a capital sul-coreana, o presidente Lee advertiu que não vai mais aceitar provocações e ameaças contra cidadãos e propriedades de seu país. Mas reafirmou o compromisso com o diálogo para desarmar o programa nuclear da Coreia do Norte e aumentar significativamente a ajuda econômica internacional ao governo stalinista de Pionguiangue.
Na capital norte-coreana, uma grande manifestação de massa no estilo da Guerra Fria, com coreagrafias ensaiadas e desfiles militares deu apoio às propostas do governo para 2011.
Em tom exaltado, o primeiro secretário do Partido dos Trabalhadores em Pionguiangue fez um apelo: "Vamos elevar os espíritos e lutar para construir um país comunista grande e poderoso sob a liderança do Camarada Kim Jong Il."
Os jornais oficiais da ditadura norte-coreana pediram, em editoriais publicados em 1º de janeiro de 2011, o fim da confrontação com a Coreia do Sul e a desnuclearização da península.
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