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terça-feira, 10 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 10 de Março

 TRIBUNAL REVOLUCIONÁRIO

    Em 1793, na segunda fase da Revolução Francesa de 1789, a Convenção Nacional aprova a criação do Tribunal Revolucionário, uma proposta do jacobino Georges-Jacques Danton que seria o símbolo do Período do Terror (1793-94).

A ideia é criar um tribunal penal extraordinário. Em 29 de outubro, passa a ser chamado de Tribunal Revolucionário. Quando Maximiliano Robespierre cai e é executado, em julho de 1794, há uma expectativa de que o Tribunal Revolucionário seja extinto. Mas ele é usado para processar os algozes do Reino do Terror e encerra suas atividades em 31 de maio de 1795.

Ao todo, cerca de 17 mil pessoas são condenadas à morte na guilhotina pelo Tribunal Revolucionário, inclusive a rainha Maria Antonieta, Danton e Robespierre. Outras 25 mil pessoas são mortes em massacres e guerras decorrentes da Revolução. Ao todo, cerca de 50 mil pessoas são mortas pela Revolução Francesa de 1789.

PRIMEIRO CAMPO DE CONCENTRAÇÃO NAZISTA

    Em 1933, 40 dias depois da ascensão de Adolf Hitler ao poder como chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, os nazistas abrem em Dachau, a 16 quilômetros de Munique, o primeiro campo de concentração do regime.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Dachau chega a ter 150 ramos ou filiais. É o protótipo do campo de concentração nazista.

Cerca de 160 mil prisioneiros de guerra passam pelo campo principal e mais 60 mil pelos ramos. Pelo menos 32 mil são executados sumariamente, morrem sob tortura, de fome ou doenças. Milhares são deportados para centros de extermínio como Auschwitz, na Polônia ocupada pela Alemanha.

Os primeiros presos em Dachau são sociais-democratas e comunistas. A composição das vítimas revela a mudança nos alvos prioritários dos nazistas ao longo da guerra. Depois dos esquerdistas, é a vez de ciganos, homossexuais e testemunhas de Jeová. 

Depois da Kristallnacht (Noite dos Cristais), em que judeus são mortos e lojas de judeus são destruídas na Alemanha, os judeus começam a ser deportados para Dachau. Inicialmente, os judeus são soltos se tiverem como sair da Alemanha. 

Em 20 de janeiro de 1942, na Conferência de Wannsee, em Berlim, o regime nazista adota a "solução final" para exterminar os judeus da Europa. Uma câmara de gás é construída em Dachau em 1942, mas nunca é usada.

Além de ser o primeiro campo de concentração, Dachau é o centro das pesquisas científicas dos nazistas que usam seres humanos como cobaias.

Dachau é libertado pelos Estados Unidos em 29 de abril de 1945.

REVOLTA TIBETANA

    Em 1959, 300 mil tibetanos protestam contra a ocupação chinesa e cercam o palácio de verão do Dalai Lama, em Lhaça, com medo da prisão do líder político e espiritual do Tibete, Tenzin Gyatso, o 14º Dalai Lama, dando início a uma rebelião de duas semanas.

As manifestações, a princípio pacíficas, levam a choques com o Exército Popular de Libertação (EPL) da China e a combates violentos, com a morte de 2 mil soldados chineses e 85 mil tibetanos, números contestados. O Dalai Lama foge para o exílio na Índia.

Parte do Império Chinês desde o século 13, o Tibete se torna independente em 1912 com a queda da monarquia na China. Depois da vitória da revolução comunista, em 1º de outubro de 1949, Mao Tsé-tung manda recapturar o Tibete.

Como o Tibete é o teto do mundo, com altitude média de 4,9 mil metros, e não há estradas, o Exército Popular de Libertação leva 11 meses para chegar lá, em outubro de 1950. No ano seguinte, é assinado um tratado que transforma o Tibete numa região autônoma da República Popular da China e deixa o governo regional a cargo do Dalai Lama.

A resistência cresce. Em dezembro de 1958, o EPL ameaça bombardear a capital tibetana. A revolta é deflagrada pelo temor de que Tenzin Gyatso seja preso e levado para Beijim, quando o EPL convida o Dalai Lama para visitar seu quartel-general em Lhaça e ir sozinho, sem guarda-costas ou qualquer escolta.

Então, os tibetanos cercam o Palácio Norbulinka, em 10 de março, para impedir que o Dalai Lama vá ao QG chinês. Em 17 de março, a artilharia do EPL ataca o palácio. O Dalai Lama foge para a Índia.

Dois dias depois, começa a batalha das ruas. Os chineses são muito mais, têm as melhores armas e treinamento militar. Em 21 de março, o EPL bombardeia o palácio e mata dezenas de milhares de tibetanos acampados do lado de fora. A guarda pessoal do Dalai Lama é executada e os principais mosteiros do lamaísmo, o budismo tibetano, são destruídos.

No Grande Salto para a Frente (1958-62), uma política fracassada de criar unidades industriais no campo, morrem 30 milhões de pessoas na China e entre 200 mil e 1 milhão no Tibete. Durante a Grande Revolução Cultural Proletária (1966-76), mais de 6 mil mosteiros tibetanos são destruídos.

IMPEACHMENT NA COREIA DO SUL

    Em 2017, a primeira mulher a presidir a Coreia do Sul, Park Geun-Hye, é destituída quando a Corte Suprema confirma a condenação em processo de impeachment, como prevê a Constituição do país.

A conservadora Park Geun-Hye é filha de Park Chung-Hee, ditador anticomunista da Coreia do Sul do golpe de 1961 até ser assassinado em 26 de outubro de 1979, durante a Guerra Fria. 

Ela nasce em 2 de fevereiro de 1952. Em 1974, quando a mãe morre num atentado da Coreia do Norte contra o pai, ela se torna a primeira-dama. O legado do pai divide o país até hoje.

Em 1998, Park é eleita deputada da Assembleia Nacional pelo Grande Partido Nacional e exerce quatro mandatos consecutivos até 2012. De 2004 a 2006, preside seu partido, quando é chamada de Rainha das Eleições.

Park toma posse como presidente em 25 de fevereiro de 2013. É considerada a melhor presidente depois dos três Kims (Kim Young-Sam, Kim Dae-Jung e Kim Jong-Pil) até estourar a série de escândalos de corrupção que envolvem a maior empresa da Coreia do Sul, a Samsung, uma potência transnacional, hoje a maior empresa de eletroeletrônicos do mundo, e levam ao impeachment por fraude e tráfico de influência em conluio com a amiga Choi Soon-Sil.

Pela Constituição da Coreia do Sul, a decisão do Parlamento precisa ser confirmada por dois terços da Corte Suprema.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 18 de Dezembro

 MAYFLOWER IN PLYMOUTH

    Em 1620, depois de longa e tempestuosa viagem, os peregrinos do Mayflower ancoram onde hoje fica Plymouth, no estado de Massachusetts, para fundar uma colônia no Novo Mundo.

A história começa em 1606, quando um grupo de protestantes reformistas decide criar sua própria igreja. Acusados de traição, eles fogem para a Holanda. Doze anos depois, recebem ajuda de mercadores britânicos para criar uma colônia na América.

Os 102 peregrinos do Mayflower zarpam em 6 de setembro de 1620 pensando em chegar à colônia da Virgínia, mas o mau tempo desvia o navio para o norte. O nome Peregrinos do Mayflower é dado por William Bradford, primeiro governador da nova colônia.

Em 11 de novembro, o Mayflower chega ao Cabo Cod. Antes de irem para a terra em busca de um porto seguro, 41 peregrinos assinam um documento se comprometendo a criar um governo por consenso e a cumprir as leis da nova colônia.

Era 10 de dezembro quando um grupo descobre uma enseada e volta ao Mayflower. Com o mau tempo, o navio só aporta no dia 18.

Durante um inverno brutal, 50 peregrinos morrem. O Mayflower volta para a Inglaterra em 5 de abril de 1621. Um ano depois da chegada, os peregrinos festejam sua sobrevivência no primeiro Dia Nacional de Ação de Graças.

FIM OFICIAL DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, com a ratificação por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos Estados Unidos, entra em vigor a 13ª Emenda, determinando que "nem a escravidão nem a servidão involuntária deve existir nos EUA ou em qualquer lugar submetido a sua jurisdição."

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln e a ala abolicionista do Partido Republicano querem apenas evitar que a escravidão avance para os novos estados e territórios do Oeste. Isto é inaceitável para os estados do Sul.

Em novembro de 1860, quando Lincoln é eleito, sete estados do Sul formam os Estados Confederados da América para sair da União e manter a escravatura. A Guerra Civil começa em 12 abril de 1861, pouco mais de um mês depois da posse do novo presidente, em 4 de março.

A Proclamação de Emancipação, em 1º de janeiro de 1863, transforma a guerra para manter a União numa luta pela abolição da escravatura. Esta mudança desestimula a França e o Reino Unido a apoiar o Sul e permite ao Norte alistar 180 mil soldados negros para a guerra.

Dois terços do Senado aprovam a 13ª Emenda em abril de 1864, mas a Câmara, que tinha uma grande bancada democrata, só faz isso em janeiro de 1865, três meses antes da rendição do comandante militar da Confederação, general Robert Lee, em Appotomax, em 9 de abril.

Em 2 de dezembro, o Alabama torna-se o 27º estado a ratificar a emenda, precondição para voltar à União, completando os três quartos exigidos pela Constituição. No dia 18 de dezembro, 246 anos depois que o primeiro grupo de escravos chegou à colônia de Jamestown, na Virgínia, a 13ª Emenda entra em vigor.

O QUEBRA-NOZES ESTREIA EM SÃO PETERSBURGO

    Em 1892, o balé O Quebra-Nozes, do compositor Peter Tchaikovsky (foto), estreia no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, a capital imperial da Rússia.

 A peça se baseia no livro O Quebra-Nozes e o Rei Camundongo, do escritor alemão Ernest Theodor Amadeus Hoffmann, sobre uma menina que fica amiga de um quebra-nozes que se torna vivo na véspera do Natal e a ajuda a enfrentar o rei malvado. É um livro sombrio. O coreógrafo Marius Petipa, do Balé Imperial da Rússia preferiu seguir uma adaptação mais leve feita pelo francês Alexandre Dumas.

Tchaikovsky começa a compor em fevereiro de 1891 e continua durante uma excursão pelos EUA em que participa da inauguração do Carnegie Hall, em Nova York. Na volta, em Paris, descobre um novo instrumento, a celesta, que será usado em O Quebra-Nozes.

É a terceira peça de Tchaikovsky para balé, depois de O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida. A crítica é feroz. O compositor morre antes de ver o sucesso de O Quebra-Nozes, o balé mais apresentado no mundo, uma introdução à música clássica para muitos jovens. Como é uma história natalina, é muito encenado na época do Natal.


FIM DA BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, depois de 10 meses e 1 milhão de baixas, termina a Batalha de Verdun, a mais longa da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

É uma das maiores batalhas da história e uma das mais arrasadoras da guerra. É um símbolo da resistência francesa e dos horrores da guerra industrial da era moderna, conhecida como o "moedor de carne de Verdun",

O combate começa em 21 de fevereiro, quando a Alemanha ataca o Exército da França em Verdun, na margem do Rio Meuse. O comandante militar alemão, general Erich von Falkenhayn, considera o Exército francês mais fraco do que o britânico e acredita que uma derrota levará os aliados a negociar a paz.

LÍDER DA OPOSIÇÃO ELEITO PRESIDENTE DA COREIA DO SUL

    Em 1997, Kim Dae Jung, que chega a ser preso e condenado a morte pela ditadura militar, é o primeiro líder da oposição a se eleger presidente da Coreia do Sul.
Kim nasce em 8 de janeiro de 1924 na ilha de Haui, no condado de Sinã, hoje parte da Coreia do Sul. Ele se forma como melhor aluno num curso comercial de ensino médio. Em 1943, entra para uma empresa japonesa da qual se torna dono em 1945. Durante a Guerra da Coreia (1950-53), é preso e condenado à morte pelos comunistas, mas consegue escapar.

Nos anos 1950, Kim se torna um militante pela democracia. Em 1954, critica as políticas autoritárias do ditador Syngman Rhee. Na quinta tentativa, ele se elege deputado em 1961, mas as eleições são anuladas por um golpe militar do general Park Chung Hee, que governa a Coreia do Sul até ser assassinado em 26 de outubro de 1979.

Durante a ditadura de Park, Kim, um brilhante orador de 40 anos quando perde o mandato, vira o principal líder da oposição. Ele se candidata a presidente contra Park em 1971 e perde com 40% dos votos. Em 1973, é sequestrado num hotel em Tóquio pela Agência Central de Inteligência da Coreia (KCIA) e levado de volta à Coreia do Sul. Em 1976, é preso por ser um ativista pró-democracia. Sai da prisão domiciliar em 1979, dois meses antes da morte de Park.

Kim Dae Jung é preso de novo em maio de 1980 por sedição e conspiração. É condenado à morte, mas o ditador Chun Doo Hwan comuta a pena, inicialmente para prisão perpétua e depois para 20 anos. Ele vai se tratar nos EUA em 1982 e fica exilado.

Ao voltar à Coreia do Sul, em 1985, Kim reassume a posição de líder da oposição. Ele concorre à Presidência e perde em 1987 e 1992. Em 1995, funda um novo partido, o Congresso Nacional por uma Nova Política, e finalmente conquista a vitória em 1997.

No poder, ele faz um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para recuperar a economia sul-coreana depois da Crise da Ásia e melhora as relações com a Coreia do Norte. Sua política do brilho do sol permite que sul-coreanos visitem o Norte e reduz as restrições para investimentos no Norte.

De 13 a 15 de junho de 2000, Kim Dae Jung se encontra com o ditador norte-coreano Kim Jong Il na primeira reunião de cúpula entre os líderes das duas Coreias.

Como a Coreia do Sul não tem reeleição para presidente, Kim deixa o poder em 2003. Ele morre em Seul em 18 de agosto de 2009 aos 85 anos.

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domingo, 26 de outubro de 2025

Hoje na História do Mundo: 26 de Outubro

 GEORGE III AUTORIZA USO DA FORÇA

    Em 1775, seis meses depois do início da Guerra da Independência dos Estados Unidos, o rei George III, do Reino Unido, fala diante das duas câmaras do Parlamento Britânico. Começa lendo a Proclamação da Rebelião e pede uma ação rápida e enérgica contra os colonos norte-americanos. 

"Muitas dessas pessoas infelizes ainda podem ser leais, e talvez não sejam muito inteligentes para não ver as consequências fatais de sua usurpação e desejem resistir; que a onda de violência seja suficientemente forte para compelir sua aquiescência", declara George III.

Ao autorizar o uso da força, o rei faz o que os colonos acreditam que jamais aconteceria: o Império Britânico atacando seus próprios súditos.

A esta altura, a maioria dos colonos permanecia leal à coroa. Em janeiro de 1776, o revolucionário britânico Tom Paine publica o livro Senso Comum, a favor da independência. Em 4 de julho, os colonos proclamam a independência dos Estados Unidos.

BENJAMIN FRANKLIN VAI A PARIS

    Em 1776, Benjamin Franklin viaja para Paris como embaixador para negociar uma aliança com a França na Guerra da Independência dos Estados Unidos (1775-83).

Inventor do para-raio, Franklin, é recebido com honrarias nos círculos científicos e literários de Paris. O governo francês apoia secretamente os colonos. Entende que só deve apoiar abertamente a revolta quando os colonos tiverem chance de vitória.

Depois da vitória dos colonos na Batalha de Saratoga, em 1777, começam as negociações para o Tratado de Amizade e Comércio e o Tratado de Aliança, assinados em 6 de fevereiro de 1778. A guerra termina com o Tratado de Paris, de 3 de setembro de 1783, quando a França e o Reino Unido reconhecem a independência dos EUA.

TIROTEIO EM TOMBSTONE

    Em 1881, os irmãos Earp enfrentam a gangue da Clanton e McLaury num tiroteio histórico em O. K. Corral, na cidade de Tombstone, que se tornara uma das mais ricas cidades mineiras do Sudoeste dos Estados Unidos desde a descoberta de prata em 1877.

Wyatt Earp, ex-policial no Kansas, é segurança de um banco. Ele e os irmãos, Morgan e Virgil, o xerife da cidade, são os defensores da segurança pública em Tombstone.

Os Clanton e os McLaury moram em ranchos fora da cidade e estão envolvidos com ladrões de gado, assaltantes e assassinos. A disputa de poder em Tombstone resulta em tiroteio.

Ike Clanton e Tom McLaury vão a Tombstone fazer compras na manhã de 25 de outubro. Nas próximas 24 horas, eles têm vários encontros com os irmãos Earp e seu amigo Doc Holliday.

Às 13h30 do dia 26, Billy Clanton, Frank McLaury e Billy Clairborne vão à cidade. Ao entrar no bar da cidade, Holliday conta que seus irmãos levaram coronhadas dos irmãos Earp e eles saem em busca de vingança.

Por volta das 15h, os irmãos Earp e Holliday veem os cinco membros da gangue num terreno baldio no fim da rua Fremont. Em 30 segundos, 30 tiros são disparados. 

A maioria dos relatos diz que Virgil Earp disparou primeiro, matando Billy Clanton, enquanto Holliday atira no peito de Tom McLaury e Wyatt Earp atinge Frank McLaury, que ainda consegue disparar alguns tiros antes de morrer.

Quando acaba o tiroteio, os irmãos McLaury e Billy Clanton estão mortos. Doc Holliday, Morgan e Virgil Earp saem feridos. Ike Clanton e Clairborne fogem para a montanha.

O xerife do Condado de Cochise, John Behan, acusa Holliday e os irmãos Earp de homicídio, mas o juiz de Tombstone os absolve sob o argumento de que os homicídios eram "totalmente justificáveis". Cinco filmes são feitos sobre o tiroteio em O.K. Corral.

DITADOR DA COREIA DO SUL ASSASSINADO

    Em 1979, o ditador sul-coreano Park Chung Hee é morto pelo chefe da Agência Central de Inteligência da Coreia (KCIA), Kim Jae Kyu, seu amigo de longa data, que é condenado à morte pelo crime.

Park Chung Hee nasce em 14 de novembro de 1917 numa família camponesa pobre em Gumi, hoje parte da Coreia do Sul. Ele se forma na Escola Normal Daegu e trabalha como professor do ensino fundamental antes de entrar para uma academia militar japonesa. O Japão ocupa a Coreia de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Durante a guerra, Park serve como segundo-tenente no Exército Imperial do Japão. Quando a Coreia recupera a independência, passa a fazer parte de seu exército. No fim da guerra, o país é ocupado pelos Estados Unidos e a União Soviética, que declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, o dia da bomba de Nagasáki. Durante a Guerra Fria, é dividido entre Coreia do Norte e Coreia do Sul.

A tentativa do regime comunista do Norte de unificar o país deflagra a Guerra da Coreia (1950-53). No fim desta guerra, Park é promovido a general de brigada e, em 1958, a general de exército.

Em 16 de maio de 1961, Park lidera um golpe militar e derruba a Segunda República. Ele chefia a junta militar durante dois anos e depois se elege presidente três vezes. Em 17 de outubro de 1972, impõe a lei marcial e reforma a Constituição para angariar amplos poderes.

Seu regime restringe as liberdades democráticas, censura os meios de comunicação, proíbe partidos de oposição, controla o Poder Judiciário e as universidades, mas o país tem um grande desenvolvimento, o milagre econômico sul-coreano.

Quando Park afasta da Assembleia Nacional o deputado Kim Young Sam, muito popular. que seria presidente (1993-99), estoura uma onda de protestos e manifestações violentas no país. Neste clima de violência, Park é assassinado. Até hoje se discute se foi acidental, um impulso ou premeditado. ]

Sua morte leva à democratização da Coreia do Sul nos anos 1980 com muita luta e protestos do movimento estudantil contra policiais vestidos como Darth Vader, o vilão da série cinematofráfica Guerra nas Estrelas

A filha Park Geon Hye se torna a primeira mulher a presidir a Coreia do Sul (2013-17) e é afastada num processo de impeachment por corrupção envolvendo a Samsung, a maior empresa do país e hoje a maior fabricante mundial de produtos eletroeletrônicos.

BUSH SANCIONA LEI PATRIÓTICA

    Em 2001, um mês e meio depois dos atentados de 11 de setembro, o presidente George Walker Bush assina a Lei Patriótica para "fortalecer as punições aos terroristas e a quem os ajudar".

Os movimentos de defesa dos direitos civis criticam a lei por restringir as liberdades democráticas e dar poderes demais ao governo para investigar seus próprios cidadãos, prender estrangeiros por tempo indeterminado sem submetê-los a julgamento e fazer operações de busca e apreensão em residências sem consentimento nem ordem judicial.

Até a tortura é autorizada na luta contra o terrorismo dos jihadistas. A maioria da provisões da lei caduca em 2020, mas ela não é revogada.

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segunda-feira, 1 de setembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Setembro

QUEDA DO SEGUNDO IMPÉRIO

    Em 1870, durante a Guerra Franco-Prussiana (1870-71), a França sofre uma derrota decisiva na Batalha de Sedan, que leva à queda do Segundo Império (1852-70) e ao fim da Dinastia Bonaparte. Dá início à Terceira República (1870-1940), o mais longo período de estabilidade política no país desde a Revolução Francesa de 1789.

A batalha é travada por 120 mil franceses sob o comando do marechal Patrice de Mac-Mahon e 200 mil alemães sob a liderança do general Helmuth von Moltke na fortaleza francesa de Sedan, junto à fronteira do Rio Meuse. 

Depois das derrotas em Mars-la-tour e Gravelotte, só resta à França o exército de Mac-Mahon. Em vez de recuar para defender Paris, Mac-Mahon tenta furar o cerco de Metz para apoiar o marechal Achille-François Bazaine.

Cerca de 3 mil franceses morrem, 14 mil saem feridos e 103 mil são presos na Batalha de Sedan. Do lado alemão, são 2.330 mortos, 5.980 feridos e 700 desaparecidos.

A vitória na Guerra Franco-Prussiana leva à unificação da Alemanha sob a liderança do Chanceler de Ferro, Otto von Bismarck. 

 INÍCIO DA SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

    Em 1939, a Alemanha Nazista bombardeia o porto de Gdansk (Danzig para os alemães) e invade a Polônia com sua blitzkrieg, um ataque-relâmpago com aviação e tanques de alta velocidade, dando início à Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Hitler quer recuperar territórios com base na tese nazista de que onde tem alemães é Alemanha. No Brasil, o comentário na época é que assim acabaria em São Leopoldo e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. Alega que os alemães são discriminados e atacados na Polônia.

O Exército da Polônia tem mais de 1 milhão de soldados, mas não tem condições de competir tecnologicamente com a Alemanha, e o Pacto Germano-Soviético, assinado nove dias antes, deixa a União Soviética neutra. O ditador Josef Stalin quer mais tempo para preparar a guerra contra Hitler, que considera inevitável.

Em 3 de setembro, em resposta à invasão da Polônia, a França e o Reino Unido declaram guerra à Alemanha. Depois de conquistar a Europa Ocidental, menos o Reino Unido, em 1940, Hitler invade a URSS em 22 de junho de 1941, seu maior erro, que o levaria à derrota. Mais de 80% das tropas alemãs são derrotadas na frente oriental.

Depois da vitória na Batalha de Stalingrado, em 2 de fevereiro de 1943, o Exército Vermelho da URSS avança em direção a Berlim, que toma em 8 de maio de 1945, fim da Segunda Guerra Mundial na Europa. O Japão se rende na Guerra do Pacífico em 15 de agosto, depois das bombas atômicas jogadas pelos EUA em Hiroxima e Nagasáki.

O VELHO E O MAR

    Em 1952, a revista Life começa a publicar a última grande obra de ficção do escritor norte-americano Ernest Hemingway, O Velho e o Mar. É história de Santiago, um velho pescador sem fisgar um peixe há 84 dias que pega seu maior peixe, um espadarte que não cabe no barco e é devorado pelos tubarões na volta à terra. O Velho e o Mar também é publicado em livro e recebe o Prêmio Pulitzer em 1953. Hemingway ganha o Prêmio Nobel de Literatura em 1954.

É um drama sobre a luta do homem com a natureza selvagem, que se mostra invencível. Santiago prova seu valor ao pegar um peixão daquela tamanho, mas morre na volta para casa.

Ernest Miller Hemingway nasce em 21 de julho de 1899 em Cicero, hoje Oak Park, um subúrbio de Chicago, no estado de Illinois, nos Estados Unidos. Ele começa a escrever quando está no ensino médio e não entra na faculdade. Vai para Kansas City trabalhar como repórter.

Por deficiência de visão, Hemingway é rejeitado pelo serviço militar, mas participa da Primeira Guerra Mundial (1914-18) como motorista da Cruz Vermelha. Ferido na frente austro-italiana em Fossalta di Piave, é condecorado por heroísmo e hospitalizado em Milão, onde se apaixona pela enfermeira Agnes von Kurowsky, que rejeita seus pedidos de casamento.

Depois de se recuperar, Hemingway vai para a França como correspondente do jornal canadense Toronto Star, onde entra para o grupo de escritores norte-americanos radicados em Paris, F. Scott Fitzgerald, Gertrude Stein, Ezra Pound, que o incentivam a escrever literatura de ficção. Seu primeiro livro importante, No Nosso Tempo, é lançado em Paris em 1924.

Em 1928, Hemingway publica O Sol Também se Levanta, o primeiro grande sucesso. Adeus às Armas (1929) supera as obras anteriores. É uma história de amor em meio à guerra baseada em sua experiência na Primeira Guerra Mundial. Depois de um safári, escreve As Verdes Colinas da África (1935).

Nesta época, compra uma casa em Key West, na Flórida, o extremo sul da parte continental dos EUA, onde escreve Ter e Não Ter (1937), um livro sobre a violência da classe baixa e a decadência da classe alta em Key West durante a Grande Depressão (1929-39).

Sua paixão pela Espanha, era apreciador de touradas, o envolve na Guerra Civil Espanhola (1936-39). Hemingway arrecada dinheiro para os republicanos que lutam contra os nacionalistas liderados pelo general Francisco Franco e escreve A Quinta Coluna, que se passa na Madri sitiada pelos falangistas de Franco.

Depois da sair da Espanha em guerra, Hemingway compra uma propriedade rural em Cuba perto de Havana, mas sai para cobrir outra guerra, a invasão da China pelo Japão. Sua experiência na Guerra Civil Espanhola o leva a escrever Por Quem os Sinos Dobram, considerada sua maior obra. É a história de um norte-americano que entra para as Brigadas Internacionais que apoiam os republicanos.

Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45), Hemingway vai para Londres como jornalista. Acompanha várias missões da Força Aérea Real britânica. Atravessa o Canal da Mancha com as forças dos EUA na Invasão da Normandia, em 6 de junho de 1944. Participa da libertação da Paris, em 25 de agosto. E cobre a Batalha de Ardenne ou Ardenas, a contraofensiva da Alemanha Nazista na frente ocidental para tentar conter o avanço dos norte-americanos no fim de 1944 e início de 1945.

Além de demonstrar coragem no campo de batalha, Hemingway se torna um especialista em questões militares, táticas de guerrilha e coleta de inteligência.

Com o fim da guerra, ele volta a Cuba, onde escreve O Velho e o Mar. Em 1960, Hemingway deixa Cuba e vai para Ketchum, no estado de Idaho, nos EUA. Depressivo, é internado duas vezes na Clínica Mayo, em Rochester, em Minnesota, onde recebe eletrochoque.

Dois dias depois de voltar para casa, em 2 de julho de 1961, ele se suicida.

KADAFI DÁ GOLPE NA LÍBIA

    Em 1969, o coronel Muamar Kadafi derruba o rei Idris I, se torna ditador da Líbia e impõe uma regime supostamente socialista que dura até a chamada Primavera Árabe, em 2011, quando é deposto e morto pelos rebeldes apoiados por uma intervenção militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

A descoberta de grandes jazidas de petróleo, em 1959, permitem ao Reino da Líbia se transformar de uma das nações mais pobres do mundo num país rico, mas a riqueza é concentrada pelo rei Ídris e sua corte.

O descontentamento aumenta com a ascensão do ditador egípcio Gamal Abdel Nasser, líder do nacionalismo pan-árabe, e da revolução socialista na vizinha Argélia, que se torna independente da França em 1962 no fim de uma guerra sangrenta.

A Revolução de 1º de Setembro é realizada pelo Movimento dos Oficiais Livres, uma facção jovem, esquerdista e revolucionária liderada pelo coronel Kadafi, que funda a República Árabe Popular Socialista Líbia.

Kadafi se torna um dos grandes inimigos do Ocidente durante a Guerra Fria. Com seus petrodólares, financia grupos terroristas palestinos e até o Exército Republicano Irlandês (IRA), na luta contra o domínio britânico sobre a Irlanda do Norte. Fracassa em guerras contra os vizinhos Chade e Egito.

Em 21 de dezembro de 1988, um Boeing 747 da companhia aérea norte-americana PanAm explode no ar sobre Lockerbie, na Escócia, matando todas as 259 pessoas a bordo e 11 no solo. Dois agentes líbios são acusados. Sob pressão internacional, Kadafi os entrega para julgamento na Holanda.

Durante a guerra do governo George W. Bush contra o terrorismo dos extremista muçulmanos, um inimigo comum, em 2003, Kadafi faz um acordo com as potências ocidentais e entrega suas armas de destruição em massa.

Na Primavera Árabe, os protestos populares começam em 13 de fevereiro de 2011. Dois dias depois, o ditador inicia uma repressão violenta. Os rebeldes tomam Bengázi, a segunda maior cidade líbia. Quando Kadafi ameaça esmagar a revolta, o Conselho de Segurança da ONU aprova, em 17 de março, uma intervenção militar na Líbia. Kadafi cai em agosto e é assassinado em 20 de outubro.

FISCHER É CAMPEÃO MUNDIAL DE XADREZ

    Em 1972, Bobby Fischer vence o russo Boris Spassky em Reikjavik, na Islândia, e se torna o primeiro norte-americano a ganhar o campeonato mundial de xadrez, acabando com o virtual monopólio da União Soviética.

Em plena Guerra Fria, o embate é enquadrado na grande competição estratégica entre os EUA e a URSS na segunda metade do século 20. Fischer não vai à cerimônia de abertura em 1º de julho. Exige mais dinheiro. Muda de ideia ao receber um telefonema do assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Henry Kissinger, que lhe diz: "Os EUA querem que você vá lá e bata os russos."

A primeira partida é disputada em 11 de julho. A última, em 31 de agosto, é suspenda depois de 40 jogadas. No dia seguinte, Spassky abandona.

Fischer perde o título em 1975 para o soviético Anatoli Karpov por se negar a disputar as partidas depois de fazer exigências não atendidas.

URSS ABATE JUMBO SUL-COREANO

    Em 1983, a Força Aérea da União Soviética derruba um Boeing 747 da companhia aérea sul-coreana Korean Air, matando as 269 pessoas a bordo, inclusive um deputado federal dos Estados Unidos, Larry McDonald, vice-presidente da conservadora Sociedade John Birch. É o auge da Segunda Guerra Fria, que começa com a invasão do Afeganistão pelos soviéticos, em 24 de dezembro de 1979.

O Jumbo vai de Anchorage, no Alasca, para Seul, na Coreia do Sul, por uma rota via Polo Norte e entra no espaço aéreo soviético. Outro deputado e dois senadores dos EUA deveriam embarcar no mesmo voo 007. Iam festejar os 30 anos do fim da Guerra da Coreia (1950-53). 

A URSS acusava os EUA de enviar aviões-espiões, as versões militares do Boeing, atrás de voos comerciais para iludir os radares. 

O piloto do avião de caça soviético consulta os superiores, mas não consegue contato com o comando central em Moscou. O oficial com quem fala aconselha: "Na dúvida, use o manual." E o manual manda abater aviões suspeitos.

Na época, os EUA estão prestes a instalar mísseis de curto e médio alcances na Europa Ocidental, em 1º de novembro, reduzindo o tempo de reação dos soviéticos. A Segunda Guerra Fria acaba com a ascensão do líder reformista Mikhail Gorbachev à chefia do Partido Comunista da URSS, em 11 de março de 1985.

RESTOS DO TITANIC

    Em 1985, 73 anos depois do naufrágio mais famoso da história, os restos do Titanic são localizados a cerca de 640 quilômetros da costa da Terra Nova, no Canadá, a uma profundidade de quase 4 mil metros.

O megatranstlântico, maior navio do mundo na época, considerado insubmersível, bate num iceberg em sua viagem inaugural, entre Southampton, na Inglaterra, e Nova York, e afunda na noite de 14 para 15 de abril de 1912. Mais de 1,5 mil pessoas morrem.  

quarta-feira, 25 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 25 de Junho

 MAIOR VITÓRIA INDÍGENA 

    Em 1876, as tribos Sioux lideradas por Touro Sentado e Cavalo Doido vencem o 7º Regimento de Cavalaria do Exército dos Estados Unidos, comandado pelo coronel George Custer, perto do Rio Little Big Horn, no Sul do estado de Montana.

Depois da descoberta de ouro em Dakota do Sul, o Exército dos EUA entra na região, ignorando os tratados vigentes. Muitos sioux e cheyennes abandonam as reservas e se juntam a Touro Sentado e Cavalo Doido em Montana.

Na primavera de 1876, há 10 mil índios acampados junto ao Rio Little Big Horn, desafiando ordens do governo norte-americano de voltar para suas reservas. Três colunas do Exército são enviadas para atacar os indígenas. Em 17 de junho, 1,2 mil nativos rechaçam a primeira ofensiva do Exército.

Cinco dias depois, o general Alfred Terry manda o coronel Custer e o 7º Regimento da Cavalaria. Na manhã de 25 de junho, Custer chega perto do acampamento e decide atacar, sem esperar os reforços que estão a caminho. Ao meio-dia, Custer entra no Vale de Little Big Horn com 600 homens. Os índios logo percebem o ataque.

Enquanto Touro Sentado, mais velho, organiza a retaguarda para proteger mulheres e crianças, Cavalo Doido parte para um contra-ataque frontal. Custer e um batalhão de 200 homens enfrentam 3 mil indígenas. Em um hora, o coronel e todos os seus soldados morrem.

A Batalha de Little Big Horn é a maior vitória dos índios e a maior derrota do Exército nas guerras indígenas dos EUA. A morte de Custer e seus homens reforça a imagem de "selvagens" dos nativos.

Cinco anos depois, quase todos os cheyennes e sioux estão confinados em reservas. Em 29 de dezembro de 1890, eles são massacrados num acampamento junto ao Riacho de Wounded Knee, no estado de Dakota do Sul. Pelo menos 150 homens, mulheres e crianças indígenas morrem.

ZEBRA NA COPA DE 1950

    Em 1950, um time de amadores dos Estados Unidos derrota a Inglaterra por 1-0 em Belo Horizonte na primeira Copa do Mundo no Brasil, numa das maiores zebras da história do futebol. Os ingleses se consideram os reis do futebol e disputam sua primeira Copa do Mundo.

O gol é marcado por Joe Gaetjens, nascido no Haiti. Mais tarde, ele volta à sua terra natal e desaparece durante a ditadura de François Duvalier, o Papa Doc (1957-71).

INÍCIO DA GUERRA DA COREIA

     Em 1950, a Coreia do Norte invade a Coreia do Sul no começo da Guerra da Coreia.


Os Estados Unidos e aliados reagem e entram na guerra com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas para reunificar a Península Coreana. A União Soviética, que criara a Coreia do Norte, não veta. Está boicotando a ONU por causa da não admissão da República Popular a China.

Os EUA repelem a invasão norte-coreana e invadem a Coreia do Norte, levando o 4º Exército da China, comandado por Lin Piao, a entrar na guerra, em outubro de 1950, e a empurrar as forças americanas e aliadas de volta para o Sul, restaurando a situação anterior ao conflito armado. A partir daí, há um equilíbrio de forças, um impasse, até o fim dos combates, em 27 de julho de 1953.

Dentro da Guerra da Coreia, há uma guerra entre EUA e China. A China ganha, ao atingir seu objetivo político de restaurar o status quo pré-guerra, evitando a presença de um aliado dos EUA junto à sua fronteira. Os dois países nunca mais entram em guerra. 

Agora que a China também se torna uma superpotência e disputa a supremacia mundial, o risco de conflito aumenta. O maior desafio das relações internacionais nos próximos anos e décadas será acomodar a ascensão da China e o declínio relativo dos EUA. 

Cerca de 5 milhões de pessoas morrem na Guerra da Coreia. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo. Os EUA mantêm 28,5 mil soldados na Coreia do Sul e, desde 2006, a Coreia do Norte possui armas nucleares. O presidente Donald Trump tenta um diálogo direto com o ditador Kim Jong Un, sem sucesso. O atual ditador é neto do Grande Líder Kim Il Sung, que começou a guerra.

TERROR NA ARÁBIA SAUDITA

    Em 1996, um atentado terrorista com um caminhão-bomba carregado com 11 toneladas de explosivos atinge as Torres Khobar, um complexo habitacional de soldados da Força Aérea dos Estados Unidos em Darã, na Arábia Saudita, matando 19 militares e ferindo outros 498.


É a pior ação terrorista contra militares norte-americanos desde o ataque com caminhão-bomba contra o quartel-general dos fuzileiros navais em Beirute, no Líbano, que matou 241 soldados em 23 de outubro de 1983.

Os EUA acusam a milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá, apoiada pelo Irã, pelo ataque às Torres Khobar. Em julho de 2020, a Justiça norte-americana condena o Irã a pagar US$ 879 milhões, R$ 4,2 bilhões pelo câmbio atual sem correção monetária, de indenização aos sobreviventes.

SENTENCIADO ASSASSINO DE FLOYD

    Em 2021, a Justiça dos Estados Unidos sentencia o ex-policial branco Derek Chauvin a 22 anos e meio de prisão pelo assassinato do segurança negro George Floyd, em Mineápolis, em 25 de maio de 2020.


Durante 9 minutos e 25 segundos, o policial pressiona o pescoço de Floyd, algemado e caído de bruços no chão, enquanto a vítima reclama: "Eu não consigo respirar."

As imagens feitas por uma menor de idade correm o mundo e causam uma onda de protestos contra o racismo e a violência policial em dezenas de países do mundo inteiro. Ao proferir a sentença, o juiz Peter Cahill considera agravantes a "grande crueldade" de Chauvin e a presença de menores assistindo a tudo. 

sexta-feira, 13 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 13 de Junho

 MORTE DE ALEXANDRE O GRANDE

    Em 323 antes de Cristo, morre aos 33 anos na Babilônia, hoje parte do Iraque, Alexandre, o Grande, da Macedônia, um dos maiores generais de todos os tempos.

Filho de Felipe II, da Macedônia, Alexandre é discípulo de Aristóteles. 

Aos 16 anos, Alexandre Magno lidera as primeiras tropas em combate. Depois da morte do pai, invade o Oriente Médio. Em 330 antes de Cristo, havia derrotado o Império Persa e conquistado todo o Oriente Médio. Em 327 AC, tomara o Afeganistão, a Ásia Central e o Norte da Índia.

REVOLTA CAMPONESA SAQUEIA LONDRES

     Em 1381, durante a Revolta Camponesa, um exército camponês liderado por Wat Tyler invade, saqueia e incendeia Londres. Vários prédios públicos são destruídos, prisioneiros libertados e um juiz decapitado.

A Revolta Camponesa tem sua origem na pior pandemia da história, a Peste Negra (1346-53), segunda pandemia da peste bubônica, quando morrem 30% a 60% da população da Europa, com estimativas de mortes variando de 70 a 200 milhões de pessoas. 

A escassez de mão de obra força uma alta de salários, mas o Parlamento Britânico resiste à mudança do sistema feudal, aprova leis para conter os salários e estimula os proprietários de terra a exercer seus direitos de senhorio e manter a servidão. Quando o Parlamento aprova uma lei restringindo o direito de voto ao aumentar o valor de um imposto cobrado por pessoa, em 30 de maio de 1381, estoura a Revolta Camponesa.

Wat Tyler, líder rebelde do Condado de Kent, marcha sobre Londres com seu exército camponês depois de tomar Maidstone, Rochester e a Cantuária no caminho depois que a corte rejeita seu pedido de uma audiência com o rei Ricardo II.

No dia seguinte, o rei, de apenas 14 anos, se reúne com líderes camponeses em Mile End e aceita acabar com a servidão e com as restrições no mercado de trabalho. Mas a revolta prossegue. Tyler toma a Torre de Londres, na única vez que a fortaleza é conquistada, e executa o arcebispo da Cantuária.

Quando o rei encontra Tyler em Smithfield, em 15 de junho, o líder rebelde faz novas exigências, inclusive confiscar as propriedades da Igreja. Irritado com a arrogância de Tyler, o prefeito de Londres, William Walworth, o ataca e mata a golpes de espada.

O rei suspende as concessões, mobiliza um exército de 4 mil homens e derrota a rebelião. Até novembro, pelo menos 1,5 mil rebeldes são mortos.

PRIMEIRO JUIZ NEGRO DA SUPREMA CORTE 

   Em 1967, o presidente Lyndon Johnson nomeia o juiz federal Thurgood Marshall como primeiro ministro negro da Suprema Corte dos Estados UnidosO Senado aprova a indicação por 69 a 11.

Bisneto de escravos, Marshall nasce em Baltimore, no estado de Maryland, em 2 de julho de 1908. Ele se forma em direito em 1933, sob a tutela do advogado defensor dos direitos civis Charles Houston. 

Três anos depois, começa a trabalhar no setor jurídico da Associação Nacional para o Avanço das Pessoas de Cor (NAACP). De 1938 a 1961, como principal advogado da NAACP, ele defende 32 causas junto à Suprema Corte.

NY TIMES PUBLICA PAPÉIS DO PENTÁGONO 

   Em 1971, o jornal The New York Times publica os Papéis do Pentágono, ou A História do Processo de Tomada de Decisões dos EUA sobre o Vietnã, uma análise sobre o envolvimento do país na Guerra do Vietnã.

Os documentos dos governos John Kennedy (1961-63) e Lyndon Johnson (1963-69) são furtados por Daniel Ellsberg, um ex-analista do Departamento da Defesa que vira ativista contra a guerra. O governo Richard Nixon (1969-74) tenta proibir a publicação. Em 30 de junho, a Suprema Corte decide que o jornal tem o direito de publicar.

CÚPULA DAS COREIAS

    No ano 2000, o presidente da Coreia do Sul, Kim Dae Jung, se encontra com ditador da Coreia do Norte, Kim Jong Il, na primeira reunião de cúpula dos dois países.

O Japão ocupa a Coreia de 1910 até o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45). A União Soviética declara guerra ao Japão em 9 de agosto de 1945, dia em que os Estados Unidos jogam a bomba atômica em Nagasáki, invade o Norte da Península Coreana e as Ilhas Kurilas do Sul. Os EUA, que derrotam o Japão, ocupam o Sul.

Com o país dividido no início da Guerra Fria, o Norte se transforma na República Popular Democrática da Coreia, comunista, aliada da URSS, sob a liderança de Kim il Sung, líder da guerrilha comunista contra a ocupação japonesa. O Sul vira a República da Coreia, capitalista, aliada dos EUAAmbas reivindicam a soberania sobre toda a Península Coreana.

Em 25 de junho de 1950, a Coreia do Norte invade o Sul e começa a Guerra da Coreia (1950-53), que termina com a restauração do status quo anterior à guerra, sem que nenhum dos lados consiga unificar o país. A guerra acaba com um armistício. Até hoje, não há um acordo de paz definitivo.

Kim Dae Jung é o grande líder da democratização da Coreia do Sul, sequestrado pela ditadura militar num plano para matá-lo, é condenado à morte por traição. Com a redemocratização, é o primeiro líder da oposição eleito presidente, em 1998.

Sua política do Brilho do Sul, uma tentativa de melhorar as relações entre as duas Coreias, leva à reunião de cúpula com Kim Jong Il.

Em 2006, sob Kim Jong Il, a Coreia do Norte faz sua primeira explosão atômica e vira uma potência nuclear, agravando ainda mais a situação na Península Coreana, a última fronteira da Guerra Fria.