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domingo, 1 de março de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Março

CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1692, Sarah Goode, Sarah Osbornee e Tituba, uma escrava de Barbados, são acusadas de bruxaria na vila de Salém, na Colônia da Baía de Massachusetts, parte do Império Britânico. No mesmo dia, Tituba, provavelmente sob tortura confessa o crime, o que leva as autoridades a iniciar uma caça às "feiticeiras" de Salém.

O problema começou um mês antes, quando Elizabeth Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11 anos, filha e sobrinha do reverendo Samuel Parris, começam a sofrer distúrbios e doenças misteriosas. Um médico atribui os problemas a bruxaria.

Sob pressão dos adultos, as duas crianças e outros residentes de Salém acusam mais de 150 homens e mulheres de práticas satânicas.

NASCIMENTO DE CHOPIN

    Em 1810, o músico polonês radicado na França Frédéric François Chopin, um dos maiores compositores de todos os tempos, o poeta do piano, nasce em Zelazowa Mola, filho de um imigrante francês que trabalha como tutor da aristocracia na Polônia.

Quando Frédéric tem oito meses, o pai, Nicholas, se torna professor de francês do Liceu de Varsóvia. Chopin estuda no liceu de 1823 a 1826.

Sempre muito atento quando a mãe ou a irmã toca piano, aos seis anos ele tenta reproduzir o que ouve. No ano seguinte, começa a estudar piano. Aos oito anos, faz a primeira apresentação em público num concerto beneficente. Três anos depois, toca para o czar Alexandre I, da Rússia, que vai à abertura do Parlamento em Varsóvia.

Na segunda metade do século 18, há três divisões da Polônia entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Em 1795, a Polônia deixa de existir. Só recupera a independência em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É nessa Polônia ocupada que Chopin nasce e cresce.

O menino-prodígio também compõe. Aos sete anos, escreve a primeira Polonaise. Aos 16 anos, Chopin entra para o recém-criado Conservatório de Varsóvia, sob a direção do compositor polonês Joseph Elsner, com quem Chopin havia estudado. 

Elsner compreende que precisa lhe dar total liberdade de criação, em vez de submetê-lo ao rigor acadêmico. Chopin estuda harmonia e composição, e tem ampla liberdade para se desenvolver como pianista.

Chopin vai a Berlim em 1828 e se apresenta pela primeira vez em Viena, capital do Império Austríaco, um dos grandes centros culturais do mundo, especialmente para música clássica, em 1829. Quando sai da Polônia, em 1830, para estudar na Alemanha e na Itália, estoura uma revolta polonesa contra a Rússia. Ele está em Viena quando recebe a notícia.

Em julho de 1831, Chopin vai para Paris, onde encontra o ambiental ideal para o florescimento de sua arte. Logo estabelece ligações com os imigrantes e refugiados poloneses e com compositores como Franz Liszt, Hector Berlioz, Vincenzo Bellini e Felix Mendelssohn.

Também conhece Aurora Dudevant, uma escritora que usa o pseudônimo de George Sand, com quem começa um relacionamento amoroso em 1838. Eles alugam uma casa em Mayorca, uma das Ilhas Baleares, da Espanha, onde Chopin fica doente. Quando o dono da casa ouve rumores de tuberculose, manda eles saírem.

Durante 10 anos, Chopin luta contra a tuberculose. Faz a última apresentação no Guildhall, em Londres, em 16 de novembro de 1848, para arrecadar dinheiro para os exilados poloneses. Morre em Paris em 17 de outubro de 1849.


FIM DA GUERRA DO PARAGUAI

    Em 1870, com a morte do ditador Francisco Solano López na Batalha de Cerro Corá, termina a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, que a chama de Guerra Grande.

Maior conflito armado internacional da história da América Latina, a Guerra do Paraguai começa em 12 de outubro de 1864. Neste ano, o Brasil invade o Uruguai, intervém na Guerra do Uruguai, uma guerra civil, ao lado do Partido Colorado na luta contra o Partido Blanco. Cai o presidente Bernardo Berro, alvo da Cruzada Libertadora lançada no ano anterior pelo líder colorado, general Venancio Flores.

Berro é aliado de Solano López e dos federalistas argentinos. Além do Brasil, Flores tem o apoio de Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina, um unitário que se opõe aos federalistas.

Em 11 de novembro, o Paraguai apreende o navio brasileiro Marquês de Olinda. Ele transporta o presidente da província do Mato Grosso, que morre numa prisão paraguaia. Um mês depois, em 14 de dezembro, o Paraguai invade o Sul do Mato Grosso.

López sonha em criar um Grande Paraguai, conquistando o Uruguai, o Mato Grosso, o Rio Grande do Sul e as províncias argentinas de Missiones e Corrientes. Em 1865, o Paraguai invade Corrientes e o Rio Grande do Sul, e a Argentina entra na guerra.

O Paraguai invade Corrientes em 13 de abril. A Argentina, o Brasil e o Uruguai firmam o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865. O tratado prevê que "o Paraguai deve ser responsabilizado por todas as consequências do conflito, pagar todas as dívidas de guerra" e "ficar sem qualquer fortaleza e força militar".

Solano López conta com o apoio do general federalista Justo José de Urquiza, inimigo de Mitre na política argentina, mas Urquiza prefere apoiar seu país a um líder estrangeiro.

Em 11 de junho de 1865, uma esquadra brasileira sob o comando do almirante Francisco Manuel Barroso, destrói a poderosa marinha paraguaia na Batalha Naval do Riachuelo e impede o Paraguai de ocupar permanentemente o território argentino. 

Ao dar o controle da navegação na Bacia do Rio da Prata aos aliados, é a batalha decisiva da guerra. Os paraguaios avançam até o Rio Grande do Sul. Tomam São Borja, Itaqui e Uruguaiana. O Barão de Porto Alegre sai da capital da província para enfrentar o inimigo. Em 18 de setembro de 1865, a guarnição paraguaia se rende.

Em 16 de abril de 1866, os aliados invadem o Paraguai. Depois de duas vitórias do general brasileiro Manuel Luís Osório, os paraguaios contêm a contraofensiva na primeira grande batalha terrestre da guerra, em Estero Bellaco, em 2 de maio.

Vitorioso, Solano López aposta numa vitória na Batalha de Tuiuti. Em 24 de maio de 1866, 25 mil paraguaios enfrentam 35 mil aliados no combate mais sangrento da guerra, que termina com 6 mil vítimas entre os aliados e 12 mil entre os paraguaios.

O Paraguai se recupera e vence as forças de Mitre e Flores na Batalha do Boqueirão, mas perde a Batalha do Curuzu para o general brasileiro Porto Alegre.

Em 12 de setembro de 1866, depois de perder a Batalha do Curuzu, Solano López convida Mitre e Flores para uma conferência de paz em Yatayty Cora. Há uma "discussão acalorada". Percebendo que a guerra está perdida, Solano López quer negociar a paz. Mitre exige que ele cumpra o que está no Tratado da Tríplice Aliança, que inviabiliza a paz com Solano López no poder. Ele não aceita.

Dias depois, na Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866, os aliados atacam as forças paraguaias frontalmente e sofrem sua maior derrota, o que atrasa a ofensiva por 10 meses, até 18 de julho de 1867.

O Brasil decide então criar um comando unificado das forças brasileiras. O imperador nomeia o general Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês e futuro Duque de Caxias, como comandante em 10 de outubro de 1866. Com a saída de Mitre em fevereiro de 1867, Caxias se torna o comandante geral aliado. Obtém vitórias decisivas como em Humaitá. Em 1869, passa o comando para o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Ao todo, o Império do Brasil manda 150 mil homens para a guerra, dos quais 50 mil morrem. Com mais 10 mil civis mortos, 60 mil brasileiros morrem na Guerra do Paraguai. A Argentina e o Uruguai perdem a metade de suas tropas, e o Paraguai 300 mil pessoas entre mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra. Só 10% da população adulta masculina do Paraguai sobrevivem.

Por causa da invasão e tentativa de conquistar o território brasileiro, o imperador Dom Pedro II só aceita a rendição incondicional de Solano López. A Guerra do Paraguai marca a entrada dos militares na política brasileira.

PRIMEIRO PARQUE NACIONAL

    Em 1872, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do país e talvez do mundo, dividido entre os estados de Montanha, Wyoming e Idaho.

Com quase 9 mil quilômetros quadrados, Yellowstone não é só o mais antigo e mais conhecido parque nacional dos EUA. É também o maior. Alguns naturalistas alegam que não é o mais antigo do mundo por causa do Parque Nacional Bogd Khan, na Mongólia, que seria de 1778.

Yellowstone é declarado reserva da biosfera em 1976 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e patrimônio da humanidade em 1978. Fica numa região com atividade sísmica e geológica há dezenas de milhares de ano. Tem a maior quantidade de fontes geotérmicas do mundo.

PROIBIDA EXECUÇÃO DE MENORES

    Em 2005, por 5-4, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que é inconstitucional executar condenados que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade.


O tribunal considera que a execução de menores viola das emendas nºs 8 e 14 à Constituição dos EUA. A Emenda nº 8 proíbe a "punição cruel e incomum". A Emenda nº 14 garante a proteção igual para todos.

No voto vencedor, o ministro-relator Anthony Kennedy escreve que, "quando um jovem criminoso comete um crime odioso, o Estado pode tirar algumas liberdades básicas, mas não pode extinguir sua vida e o potencial de alcançar uma compreensão madura de sua própria humanidade."

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Hoje na História do Mundo: 18 de Dezembro

 MAYFLOWER IN PLYMOUTH

    Em 1620, depois de longa e tempestuosa viagem, os peregrinos do Mayflower ancoram onde hoje fica Plymouth, no estado de Massachusetts, para fundar uma colônia no Novo Mundo.

A história começa em 1606, quando um grupo de protestantes reformistas decide criar sua própria igreja. Acusados de traição, eles fogem para a Holanda. Doze anos depois, recebem ajuda de mercadores britânicos para criar uma colônia na América.

Os 102 peregrinos do Mayflower zarpam em 6 de setembro de 1620 pensando em chegar à colônia da Virgínia, mas o mau tempo desvia o navio para o norte. O nome Peregrinos do Mayflower é dado por William Bradford, primeiro governador da nova colônia.

Em 11 de novembro, o Mayflower chega ao Cabo Cod. Antes de irem para a terra em busca de um porto seguro, 41 peregrinos assinam um documento se comprometendo a criar um governo por consenso e a cumprir as leis da nova colônia.

Era 10 de dezembro quando um grupo descobre uma enseada e volta ao Mayflower. Com o mau tempo, o navio só aporta no dia 18.

Durante um inverno brutal, 50 peregrinos morrem. O Mayflower volta para a Inglaterra em 5 de abril de 1621. Um ano depois da chegada, os peregrinos festejam sua sobrevivência no primeiro Dia Nacional de Ação de Graças.

FIM OFICIAL DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, com a ratificação por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos Estados Unidos, entra em vigor a 13ª Emenda, determinando que "nem a escravidão nem a servidão involuntária deve existir nos EUA ou em qualquer lugar submetido a sua jurisdição."

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln e a ala abolicionista do Partido Republicano querem apenas evitar que a escravidão avance para os novos estados e territórios do Oeste. Isto é inaceitável para os estados do Sul.

Em novembro de 1860, quando Lincoln é eleito, sete estados do Sul formam os Estados Confederados da América para sair da União e manter a escravatura. A Guerra Civil começa em 12 abril de 1861, pouco mais de um mês depois da posse do novo presidente, em 4 de março.

A Proclamação de Emancipação, em 1º de janeiro de 1863, transforma a guerra para manter a União numa luta pela abolição da escravatura. Esta mudança desestimula a França e o Reino Unido a apoiar o Sul e permite ao Norte alistar 180 mil soldados negros para a guerra.

Dois terços do Senado aprovam a 13ª Emenda em abril de 1864, mas a Câmara, que tinha uma grande bancada democrata, só faz isso em janeiro de 1865, três meses antes da rendição do comandante militar da Confederação, general Robert Lee, em Appotomax, em 9 de abril.

Em 2 de dezembro, o Alabama torna-se o 27º estado a ratificar a emenda, precondição para voltar à União, completando os três quartos exigidos pela Constituição. No dia 18 de dezembro, 246 anos depois que o primeiro grupo de escravos chegou à colônia de Jamestown, na Virgínia, a 13ª Emenda entra em vigor.

O QUEBRA-NOZES ESTREIA EM SÃO PETERSBURGO

    Em 1892, o balé O Quebra-Nozes, do compositor Peter Tchaikovsky (foto), estreia no Teatro Mariinsky, em São Petersburgo, a capital imperial da Rússia.

 A peça se baseia no livro O Quebra-Nozes e o Rei Camundongo, do escritor alemão Ernest Theodor Amadeus Hoffmann, sobre uma menina que fica amiga de um quebra-nozes que se torna vivo na véspera do Natal e a ajuda a enfrentar o rei malvado. É um livro sombrio. O coreógrafo Marius Petipa, do Balé Imperial da Rússia preferiu seguir uma adaptação mais leve feita pelo francês Alexandre Dumas.

Tchaikovsky começa a compor em fevereiro de 1891 e continua durante uma excursão pelos EUA em que participa da inauguração do Carnegie Hall, em Nova York. Na volta, em Paris, descobre um novo instrumento, a celesta, que será usado em O Quebra-Nozes.

É a terceira peça de Tchaikovsky para balé, depois de O Lago dos Cisnes e A Bela Adormecida. A crítica é feroz. O compositor morre antes de ver o sucesso de O Quebra-Nozes, o balé mais apresentado no mundo, uma introdução à música clássica para muitos jovens. Como é uma história natalina, é muito encenado na época do Natal.


FIM DA BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, depois de 10 meses e 1 milhão de baixas, termina a Batalha de Verdun, a mais longa da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

É uma das maiores batalhas da história e uma das mais arrasadoras da guerra. É um símbolo da resistência francesa e dos horrores da guerra industrial da era moderna, conhecida como o "moedor de carne de Verdun",

O combate começa em 21 de fevereiro, quando a Alemanha ataca o Exército da França em Verdun, na margem do Rio Meuse. O comandante militar alemão, general Erich von Falkenhayn, considera o Exército francês mais fraco do que o britânico e acredita que uma derrota levará os aliados a negociar a paz.

LÍDER DA OPOSIÇÃO ELEITO PRESIDENTE DA COREIA DO SUL

    Em 1997, Kim Dae Jung, que chega a ser preso e condenado a morte pela ditadura militar, é o primeiro líder da oposição a se eleger presidente da Coreia do Sul.
Kim nasce em 8 de janeiro de 1924 na ilha de Haui, no condado de Sinã, hoje parte da Coreia do Sul. Ele se forma como melhor aluno num curso comercial de ensino médio. Em 1943, entra para uma empresa japonesa da qual se torna dono em 1945. Durante a Guerra da Coreia (1950-53), é preso e condenado à morte pelos comunistas, mas consegue escapar.

Nos anos 1950, Kim se torna um militante pela democracia. Em 1954, critica as políticas autoritárias do ditador Syngman Rhee. Na quinta tentativa, ele se elege deputado em 1961, mas as eleições são anuladas por um golpe militar do general Park Chung Hee, que governa a Coreia do Sul até ser assassinado em 26 de outubro de 1979.

Durante a ditadura de Park, Kim, um brilhante orador de 40 anos quando perde o mandato, vira o principal líder da oposição. Ele se candidata a presidente contra Park em 1971 e perde com 40% dos votos. Em 1973, é sequestrado num hotel em Tóquio pela Agência Central de Inteligência da Coreia (KCIA) e levado de volta à Coreia do Sul. Em 1976, é preso por ser um ativista pró-democracia. Sai da prisão domiciliar em 1979, dois meses antes da morte de Park.

Kim Dae Jung é preso de novo em maio de 1980 por sedição e conspiração. É condenado à morte, mas o ditador Chun Doo Hwan comuta a pena, inicialmente para prisão perpétua e depois para 20 anos. Ele vai se tratar nos EUA em 1982 e fica exilado.

Ao voltar à Coreia do Sul, em 1985, Kim reassume a posição de líder da oposição. Ele concorre à Presidência e perde em 1987 e 1992. Em 1995, funda um novo partido, o Congresso Nacional por uma Nova Política, e finalmente conquista a vitória em 1997.

No poder, ele faz um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI) para recuperar a economia sul-coreana depois da Crise da Ásia e melhora as relações com a Coreia do Norte. Sua política do brilho do sol permite que sul-coreanos visitem o Norte e reduz as restrições para investimentos no Norte.

De 13 a 15 de junho de 2000, Kim Dae Jung se encontra com o ditador norte-coreano Kim Jong Il na primeira reunião de cúpula entre os líderes das duas Coreias.

Como a Coreia do Sul não tem reeleição para presidente, Kim deixa o poder em 2003. Ele morre em Seul em 18 de agosto de 2009 aos 85 anos.

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sábado, 1 de março de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Março

 CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1692, Sarah Goode, Sarah Osbornee e Tituba, uma escrava de Barbados, são acusadas de bruxaria na vila de Salém, na Colônia da Baía de Massachusetts, parte do Império Britânico. No mesmo dia, Tituba, provavelmente sob tortura confessa o crime, o que leva as autoridades a iniciar uma caça às "feiticeiras" de Salém.

O problema começou um mês antes, quando Elizabeth Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11 anos, filha e sobrinha do reverendo Samuel Parris, começam a sofrer distúrbios e doenças misteriosas. Um médico atribui os problemas a bruxaria.

Sob pressão dos adultos, as duas crianças e outros residentes de Salém acusam mais de 150 homens e mulheres de práticas satânicas.

NASCIMENTO DE CHOPIN

    Em 1810, o músico polonês radicado na França Frédéric François Chopin, um dos maiores compositores de todos os tempos, o poeta do piano, nasce em Zelazowa Mola, filho de um imigrante francês que trabalha como tutor da aristocracia na Polônia.

Quando Frédéric tem oito meses, o pai, Nicholas, se torna professor de francês do Liceu de Varsóvia. Chopin estuda no liceu de 1823 a 1826.

Sempre muito atento quando a mãe ou a irmã toca piano, aos seis anos ele tenta reproduzir o que ouve. No ano seguinte, começa a estudar piano. Aos oito anos, faz a primeira apresentação em público num concerto beneficente. Três anos depois, toca para o czar Alexandre I, da Rússia, que vai à abertura do Parlamento em Varsóvia.

Na segunda metade do século 18, há três divisões da Polônia entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Em 1795, a Polônia deixa de existir. Só recupera a independência em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É nessa Polônia ocupada que Chopin nasce e cresce.

O menino-prodígio também compõe. Aos sete anos, escreve a primeira Polonaise. Aos 16 anos, Chopin entra para o recém-criado Conservatório de Varsóvia, sob a direção do compositor polonês Joseph Elsner, com quem Chopin havia estudado. 

Elsner compreende que precisa lhe dar total liberdade de criação, em vez de submetê-lo ao rigor acadêmico. Chopin estuda harmonia e composição, e tem ampla liberdade para se desenvolver como pianista.

Chopin vai a Berlim em 1828 e se apresenta pela primeira vez em Viena, capital do Império Austríaco, um dos grandes centros culturais do mundo, especialmente para música clássica, em 1829. Quando sai da Polônia, em 1830, para estudar na Alemanha e na Itália, estoura uma revolta polonesa contra a Rússia. Ele está em Viena quando recebe a notícia.

Em julho de 1831, Chopin vai para Paris, onde encontra o ambiental ideal para o florescimento de sua arte. Logo estabelece ligações com os imigrantes e refugiados poloneses e com compositores como Franz Liszt, Hector Berlioz, Vincenzo Bellini e Felix Mendelssohn.

Também conhece Aurora Dudevant, uma escritora que usa o pseudônimo de George Sand, com quem começa um relacionamento amoroso em 1838. Eles alugam uma casa em Mayorca, uma das Ilhas Baleares, da Espanha, onde Chopin fica doente. Quando o dono da casa ouve rumores de tuberculose, manda eles saírem.

Durante 10 anos, Chopin luta contra a tuberculose. Faz a última apresentação no Guildhall, em Londres, em 16 de novembro de 1848, para arrecadar dinheiro para os exilados poloneses. Morre em Paris em 17 de outubro de 1849.


FIM DA GUERRA DO PARAGUAI

    Em 1870, com a morte do ditador Francisco Solano López na Batalha de Cerro Corá, termina a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, que a chama de Guerra Grande.

Maior conflito armado internacional da história da América Latina, a Guerra do Paraguai começa em 12 de outubro de 1864. Neste ano, o Brasil invade o Uruguai, intervém na Guerra do Uruguai, uma guerra civil, ao lado do Partido Colorado na luta contra o Partido Blanco. Cai o presidente Bernardo Berro, alvo da Cruzada Libertadora lançada no ano anterior pelo líder colorado, general Venancio Flores.

Berro é aliado de Solano López e dos federalistas argentinos. Além do Brasil, Flores tem o apoio de Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina, um unitário que se opõe aos federalistas.

Em 11 de novembro, o Paraguai apreende o navio brasileiro Marquês de Olinda. Ele transporta o presidente da província do Mato Grosso, que morre numa prisão paraguaia. Um mês depois, em 14 de dezembro, o Paraguai invade o Sul do Mato Grosso.

López sonha em criar um Grande Paraguai, conquistando o Uruguai, o Mato Grosso, o Rio Grande do Sul e as províncias argentinas de Missiones e Corrientes. Em 1865, o Paraguai invade Corrientes e o Rio Grande do Sul, e a Argentina entra na guerra.

O Paraguai invade Corrientes em 13 de abril. A Argentina, o Brasil e o Uruguai firmam o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865. O tratado prevê que "o Paraguai deve ser responsabilizado por todas as consequências do conflito, pagar todas as dívidas de guerra" e "ficar sem qualquer fortaleza e força militar".

Solano López conta com o apoio do general federalista Justo José de Urquiza, inimigo de Mitre na política argentina, mas Urquiza prefere apoiar seu país a um líder estrangeiro.

Em 11 de junho de 1865, uma esquadra brasileira sob o comando do almirante Francisco Manuel Barroso, destrói a poderosa marinha paraguaia na Batalha Naval do Riachuelo e impede o Paraguai de ocupar permanentemente o território argentino. 

Ao dar o controle da navegação na Bacia do Rio da Prata aos aliados, é a batalha decisiva da guerra. Os paraguaios avançam até o Rio Grande do Sul. Tomam São Borja, Itaqui e Uruguaiana. O Barão de Porto Alegre sai da capital da província para enfrentar o inimigo. Em 18 de setembro de 1865, a guarnição paraguaia se rende.

Em 16 de abril de 1866, os aliados invadem o Paraguai. Depois de duas vitórias do general brasileiro Manuel Luís Osório, os paraguaios contêm a contraofensiva na primeira grande batalha terrestre da guerra, em Estero Bellaco, em 2 de maio.

Vitorioso, Solano López aposta numa vitória na Batalha de Tuiuti. Em 24 de maio de 1866, 25 mil paraguaios enfrentam 35 mil aliados no combate mais sangrento da guerra, que termina com 6 mil vítimas entre os aliados e 12 mil entre os paraguaios.

O Paraguai se recupera e vence as forças de Mitre e Flores na Batalha do Boqueirão, mas perde a Batalha do Curuzu para o general brasileiro Porto Alegre.

Em 12 de setembro de 1866, depois de perder a Batalha do Curuzu, Solano López convida Mitre e Flores para uma conferência de paz em Yatayty Cora. Há uma "discussão acalorada". Percebendo que a guerra está perdida, Solano López quer negociar a paz. Mitre exige que ele cumpra o que está no Tratado da Tríplice Aliança, que inviabiliza a paz com Solano López no poder. Ele não aceita.

Dias depois, na Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866, os aliados atacam as forças paraguaias frontalmente e sofrem sua maior derrota, o que atrasa a ofensiva por 10 meses, até 18 de julho de 1867.

O Brasil decide então criar um comando unificado das forças brasileiras. O imperador nomeia o general Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês e futuro Duque de Caxias, como comandante em 10 de outubro de 1866. Com a saída de Mitre em fevereiro de 1867, Caxias se torna o comandante geral aliado. Obtém vitórias decisivas como em Humaitá. Em 1869, passa o comando para o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Ao todo, o Império do Brasil manda 150 mil homens para a guerra, dos quais 50 mil morrem. Com mais 10 mil civis mortos, 60 mil brasileiros morrem na Guerra do Paraguai. A Argentina e o Uruguai perdem a metade de suas tropas, e o Paraguai 300 mil pessoas entre mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra. Só 10% da população adulta masculina do Paraguai sobrevivem.

Por causa da invasão e tentativa de conquistar o território brasileiro, o imperador Dom Pedro II só aceita a rendição incondicional de Solano López. A Guerra do Paraguai marca a entrada dos militares na política brasileira.

PRIMEIRO PARQUE NACIONAL

    Em 1872, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do país e talvez do mundo, dividido entre os estados de Montanha, Wyoming e Idaho.

Com quase 9 mil quilômetros quadrados, Yellowstone não é só o mais antigo e mais conhecido parque nacional dos EUA. É também o maior. Alguns naturalistas alegam que não é o mais antigo do mundo por causa do Parque Nacional Bogd Khan, na Mongólia, que seria de 1778.

Yellowstone é declarado reserva da biosfera em 1976 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e patrimônio da humanidade em 1978. Fica numa região com atividade sísmica e geológica há dezenas de milhares de ano. Tem a maior quantidade de fontes geotérmicas do mundo.

PROIBIDA EXECUÇÃO DE MENORES

    Em 2005, por 5-4, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que é inconstitucional executar condenados que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade.


O tribunal considera que a execução de menores viola das emendas nºs 8 e 14 à Constituição dos EUA. A Emenda nº 8 proíbe a "punição cruel e incomum". A Emenda nº 14 garante a proteção igual para todos.

No voto vencedor, o ministro-relator Anthony Kennedy escreve que, "quando um jovem criminoso comete um crime odioso, o Estado pode tirar algumas liberdades básicas, mas não pode extinguir sua vida e o potencial de alcançar uma compreensão madura de sua própria humanidade."

quarta-feira, 18 de dezembro de 2024

Hoje na História do Mundo: 18 de Dezembro

 MAYFLOWER IN PLYMOUTH

    Em 1620, depois de longa e tempestuosa viagem, os peregrinos do Mayflower ancoram onde hoje fica Plymouth, no estado de Massachusetts, para fundar uma colônia no Novo Mundo.

A história começa em 1606, quando um grupo de protestantes reformistas decide criar sua própria igreja. Acusados de traição, eles fogem para a Holanda. Doze anos depois, recebem ajuda de mercadores britânicos para criar uma colônia na América.

Os 102 peregrinos do Mayflower zarpam em 6 de setembro de 1620 pensando em chegar à colônia da Virgínia, mas o mau tempo desvia o navio para o norte. O nome Peregrinos do Mayflower é dado por William Bradford, primeiro governador da nova colônia.

Em 11 de novembro, o Mayflower chega ao Cabo Cod. Antes de irem para a terra em busca de um porto seguro, 41 peregrinos assinam um documento se comprometendo a criar um governo por consenso e a cumprir as leis da nova colônia.

Era 10 de dezembro quando um grupo descobre uma enseada e volta ao Mayflower. Com o mau tempo, o navio só aporta no dia 18.

Durante um inverno brutal, 50 peregrinos morrem. O Mayflower volta para a Inglaterra em 5 de abril de 1621. Um ano depois da chegada, os peregrinos festejam sua sobrevivência no primeiro Dia Nacional de Ação de Graças.

FIM OFICIAL DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, com a ratificação por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos Estados Unidos, entra em vigor a 13ª Emenda, determinando que "nem a escravidão nem a servidão involuntária deve existir nos EUA ou em qualquer lugar submetido a sua jurisdição."

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln e a ala abolicionista do Partido Republicano querem apenas evitar que a escravidão avance para os novos estados e territórios do Oeste. Isto é inaceitável para os estados do Sul.

Em novembro de 1860, quando Lincoln é eleito, sete estados do Sul formam os Estados Confederados da América para sair da União e manter a escravatura. A Guerra Civil começa em 12 abril de 1861, pouco mais de um mês depois da posse do novo presidente, em 4 de março.

A Proclamação de Emancipação, em 1º de janeiro de 1863, transforma a guerra para manter a União numa luta pela abolição da escravatura. Esta mudança desestimula a França e o Reino Unido a apoiar o Sul e permite ao Norte alistar 180 mil soldados negros para a guerra.

Dois terços do Senado aprovam a 13ª Emenda em abril de 1864, mas a Câmara, que tinha uma grande bancada democrata, só faz isso em janeiro de 1865, três meses antes da rendição do comandante militar da Confederação, general Robert Lee, em Appotomax, em 9 de abril.

Em 2 de dezembro, o Alabama torna-se o 27º estado a ratificar a emenda, precondição para voltar à União, completando os três quartos exigidos pela Constituição. No dia 18 de dezembro, 246 anos depois que o primeiro grupo de escravos chegou à colônia de Jamestown, na Virgínia, a 13ª Emenda entra em vigor.

FIM DA BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, depois de 10 meses e 1 milhão de baixas, termina a Batalha de Verdun, a mais longa da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

É uma das maiores batalhas da história e uma das mais arrasadoras da guerra. É um símbolo da resistência francesa e dos horrores da guerra industrial da era moderna, conhecida como o "moedor de carne de Verdun",

O combate começa em 21 de fevereiro, quando a Alemanha ataca o Exército da França em Verdun, na margem do Rio Meuse. O comandante militar alemão, general Erich von Falkenhayn, considera o Exército francês mais fraco do que o britânico e acredita que uma derrota levará os aliados a negociar a paz.

sexta-feira, 1 de março de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Março

 CAÇA ÀS BRUXAS

    Em 1692, Sarah Goode, Sarah Osbornee e Tituba, uma escrava de Barbados, são acusadas de bruxaria na vila de Salém, na Colônia da Baía de Massachusetts, parte do Império Britânico. No mesmo dia, Tituba, provavelmente sob tortura confessa o crime, o que levou as autoridades a iniciar uma caça às feiticeiras de Salém.

O problema começa um mês antes, quando Elizabeth Parris, de 9 anos, e Abigail Williams, de 11 anos, filha e sobrinha do reverendo Samuel Parris, começam a sofrer distúrbios e doenças misteriosas. Um médico atribui os problemas a bruxaria.

Sob pressão dos adultos, as duas crianças e outros residentes de Salém acusam mais de 150 homens e mulheres de práticas satânicas.

NASCIMENTO DE CHOPIN

    Em 1810, o músico polonês radicado na França Frédéric François Chopin, um dos maiores compositores de todos os tempos, o poeta do piano, nasce em Zelazowa Mola, filho de um imigrante francês que trabalha como tutor da aristocracia na Polônia.

Quando Frédéric tem oito meses, o pai, Nicholas, se torna professor de francês do Liceu de Varsóvia. Chopin estuda no liceu de 1823 a 1826.

Sempre muito atento quando a mãe ou a irmã toca piano, aos seis anos ele tenta reproduzir o que ouve. No ano seguinte, começa a estudar piano. Aos oito anos, faz a primeira apresentação em público num concerto beneficente. Três anos depois, toca para o czar Alexandre I, da Rússia, que vai à abertura do Parlamento em Varsóvia.

Na segunda metade do século 18, há três divisões da Polônia entre a Rússia, a Prússia e a Áustria. Em 1795, a Polônia deixa de existir. Só recupera a independência em 1918, depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18). É nessa Polônia ocupada que Chopin nasce e cresce.

O menino-prodígio também compõe. Aos sete anos, escreve a primeira Polonaise. Aos 16 anos, Chopin entra para o recém-criado Conservatório de Varsóvia, sob a direção do compositor polonês Joseph Elsner, com quem Chopin havia estudado. 

Elsner compreende que precisa lhe dar total liberdade de criação, em vez de submetê-lo ao rigor acadêmico. Chopin estuda harmonia e composição, e tem ampla liberdade para se desenvolver como pianista.

Chopin vai a Berlim em 1828 e se apresenta pela primeira vez em Viena, capital do Império Austríaco, um dos grandes centros culturais do mundo, especialmente para música clássica, em 1829. Quando sai da Polônia, em 1830, para estudar na Alemanha e na Itália, estoura uma revolta polonesa contra a Rússia. Ele está em Viena quando recebe a notícia.

Em julho de 1831, Chopin vai para Paris, onde encontra o ambiente ideal para o florescimento de sua arte. Logo estabelece ligações com os imigrantes e refugiados poloneses e com compositores como Franz Liszt, Hector Berlioz, Vincenzo Bellini e Felix Mendelssohn.

Também conhece Aurora Dudevant, uma escritora que usa o pseudônimo de George Sand, com quem começa um relacionamento amoroso em 1838. Eles alugam uma casa em Mayorca, uma das Ilhas Baleares, da Espanha, onde Chopin fica doente. Quando o dono da casa ouve rumores de tuberculose, manda eles saírem.

Durante 10 anos, Chopin luta contra a tuberculose. Faz a última apresentação no Guildhall, em Londres, em 16 de novembro de 1848, para arrecadar dinheiro para os exilados poloneses. Morre em Paris aos 39 anos em 17 de outubro de 1849.


FIM DA GUERRA DO PARAGUAI

    Em 1870, com a morte do ditador Francisco Solano López na Batalha de Cerro Corá, termina a Guerra do Paraguai ou a Guerra da Tríplice Aliança de Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai, que a chama de Guerra Grande.

Maior conflito armado internacional da história da América Latina, a Guerra do Paraguai começa em 12 de outubro de 1864. Neste ano, o Brasil invade o Uruguai, intervém na Guerra do Uruguai, uma guerra civil, ao lado do Partido Colorado na luta contra o Partido Blanco. Cai o presidente Bernardo Berro, alvo da Cruzada Libertadora lançada no ano anterior pelo líder colorado, general Venancio Flores.

Berro é aliado de Solano López e dos federalistas argentinos. Além do Brasil, Flores tem o apoio de Bartolomeu Mitre, presidente da Argentina, um unitário que se opõe aos federalistas.

Em 11 de novembro, o Paraguai apreende o navio brasileiro Marquês de Olinda. Ele transporta o presidente da província do Mato Grosso, que morre numa prisão paraguaia. Um mês depois, em 14 de dezembro, o Paraguai invade o Sul do Mato Grosso.

López sonha em criar um Grande Paraguai, conquistando o Uruguai, o Mato Grosso, o Rio Grande do Sul e as províncias argentinas de Missiones e Corrientes. Em 1865, o Paraguai invade Corrientes e o Rio Grande do Sul, e a Argentina entra na guerra.

O Paraguai invade Corrientes em 13 de abril. A Argentina, o Brasil e o Uruguai firmam o Tratado da Tríplice Aliança em 1º de maio de 1865. O tratado prevê que "o Paraguai deve ser responsabilizado por todas as consequências do conflito, pagar todas as dívidas de guerra" e "ficar sem qualquer fortaleza e força militar".

Solano López conta com o apoio do general federalista Justo José de Urquiza, inimigo de Mitre na política argentina, mas Urquiza prefere apoiar seu país a um líder estrangeiro.

Em 11 de junho de 1865, uma esquadra brasileira sob o comando do almirante Francisco Manuel Barroso, destrói a poderosa marinha paraguaia na Batalha Naval do Riachuelo e impede o Paraguai de ocupar permanentemente o território argentino. 

Ao dar o controle da navegação na Bacia do Rio da Prata aos aliados, é a batalha decisiva da guerra. Os paraguaios avançam até o Rio Grande do Sul. Tomam São Borja, Itaqui e Uruguaiana. O Barão de Porto Alegre sai da capital da província para enfrentar o inimigo. Em 18 de setembro de 1865, a guarnição paraguaia se rende.

Em 16 de abril de 1866, os aliados invadem o Paraguai. Depois de duas vitórias do general brasileiro Manuel Luís Osório, os paraguaios contêm a contraofensiva na primeira grande batalha terrestre da guerra, em Estero Bellaco, em 2 de maio.

Vitorioso, Solano López aposta numa vitória na Batalha de Tuiuti. Em 24 de maio de 1866, 25 mil paraguaios enfrentam 35 mil aliados no combate mais sangrento da guerra, que termina com 6 mil vítimas entre os aliados e 12 mil entre os paraguaios.

O Paraguai se recupera e vence as forças de Mitre e Flores na Batalha do Boqueirão, mas perde a Batalha do Curuzu para o general brasileiro Porto Alegre.

Em 12 de setembro de 1866, depois de perder a Batalha do Curuzu, Solano López convida Mitre e Flores para uma conferência de paz em Yatayty Cora. Há uma "discussão acalorada". Percebendo que a guerra está perdida, Solano López quer negociar a paz. Mitre exige que ele cumpra o que está no Tratado da Tríplice Aliança, que inviabiliza a paz com Solano López no poder. Ele não aceita.

Dias depois, na Batalha de Curupaiti, em 22 de setembro de 1866, os aliados atacam as forças paraguaias frontalmente e sofrem sua maior derrota, o que atrasa a ofensiva por 10 meses, até 18 de julho de 1867.

O Brasil decide então criar um comando unificado das forças brasileiras. O imperador nomeia o general Luís Alves de Lima e Silva, o Marquês e futuro Duque de Caxias, como comandante em 10 de outubro de 1866. Com a saída de Mitre em fevereiro de 1867, Caxias se torna o comandante geral aliado. Obtém vitórias decisivas como em Humaitá. Em 1869, passa o comando para o Conde d'Eu, marido da Princesa Isabel.

Ao todo, o Império do Brasil manda 150 mil homens para a guerra, dos quais 50 mil morrem. Com mais 10 mil civis mortos, 60 mil brasileiros morrem na Guerra do Paraguai. A Argentina e o Uruguai perdem a metade de suas tropas, e o Paraguai 300 mil pessoas entre mortos em combate, de fome e de doenças causadas pela guerra. Só 10% da população adulta masculina do Paraguai sobrevive.

Por causa da invasão e tentativa de conquistar o território brasileiro, o imperador Dom Pedro II só aceita a rendição incondicional de Solano López. A Guerra do Paraguai marca a entrada dos militares na política brasileira. Em 1943, o presidente Getúlio Vargas perdoa a dívida do Paraguai.

PRIMEIRO PARQUE NACIONAL

    Em 1872, o Congresso dos Estados Unidos aprova a criação do Parque Nacional de Yellowstone, o primeiro parque nacional do país e talvez do mundo, dividido entre os estados de Montanha, Wyoming e Idaho.

Com quase 9 mil quilômetros quadrados, Yellowstone não é só o mais antigo e mais conhecido parque nacional dos EUA. É também o maior. Alguns naturalistas alegam que não é o mais antigo do mundo por causa do Parque Nacional Bogd Khan, na Mongólia, que seria de 1778.

Yellowstone é declarado reserva da biosfera em 1976 pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura) e patrimônio da humanidade em 1978. Fica numa região com atividade sísmica e geológica há dezenas de milhares de ano. Tem a maior quantidade de fontes geotérmicas do mundo.

PROIBIDA EXECUÇÃO DE MENORES

    Em 2005, por 5-4, a Suprema Corte dos Estados Unidos decide que é inconstitucional executar condenados que cometeram crimes antes dos 18 anos de idade.


O tribunal considera que a execução de menores viola das emendas nºs 8 e 14 à Constituição dos EUA. A Emenda nº 8 proíbe a "punição cruel e incomum". A Emenda nº 14 garante a proteção igual para todos.

No voto vencedor, o ministro-relator Anthony Kennedy escreve que, "quando um jovem criminoso comete um crime odioso, o Estado pode tirar algumas liberdades básicas, mas não pode extinguir sua vida e o potencial de alcançar uma compreensão madura de sua própria humanidade."

segunda-feira, 18 de dezembro de 2023

Hoje na História do Mundo: 18 de Dezembro

 MAYFLOWER IN PLYMOUTH

    Em 1620, depois de longa e tempestuosa viagem, os peregrinos do Mayflower ancoram onde hoje fica Plymouth, no estado de Massachusetts, para fundar uma colônia no Novo Mundo.

A história começa em 1606, quando um grupo de protestantes reformistas decide criar sua própria igreja. Acusados de traição, eles fogem para a Holanda. Doze anos depois, recebem ajuda de mercadores britânicos para criar uma colônia na América.

Os 102 peregrinos do Mayflower zarpam em 6 de setembro de 1620 pensando em chegar À colônia da Virgínia, mas o mau tempo desviou o navio para o norte. O nome Peregrinos do Mayflower é dado por William Bradford, primeiro governador da nova colônia.

Em 11 de novembro, o Mayflower chega ao Cabo Cod. Antes de irem para a terra em busca de um porto seguro, 41 peregrinos assinam um documento se comprometendo a criar um governo por consenso e a cumprir as leis da nova colônia.

Era 10 de dezembro quando um grupo descobre uma enseada e volta ao Mayflower. Com o mau tempo, o navio só aporta no dia 18.

Durante um inverno brutal, 50 peregrinos morrem. O Mayflower volta para a Inglaterra em 5 de abril de 1621. Um ano depois da chegava os peregrinos festejam sua sobrevivência no primeiro Dia Nacional de Ação de Graças.

FIM OFICIAL DA ESCRAVIDÃO NOS EUA

    Em 1865, com a ratificação por três quartos dos estados, como exige a Constituição dos Estados Unidos, entra em vigor a 13ª Emenda, determinando que "nem a escravidão nem a servidão involuntária deve existir nos EUA ou em qualquer lugar submetido a sua jurisdição."

Antes da Guerra da Secessão (1861-65), o presidente Abraham Lincoln e a ala abolicionista do Partido Republicano querem apenas evitar que a escravidão avance para os novos estados e territórios do Oeste. Isto é inaceitável para os estados do Sul.

Em novembro de 1860, quando Lincoln é eleito, sete estados do Sul formam os Estados Confederados da América para sair da União e manter a escravatura. A Guerra Civil começa em 12 abril de 1861, pouco mais de um mês depois da posse do novo presidente, em 4 de março.

A Proclamação de Emancipação, em 1º de janeiro de 1863, transforma a guerra para manter a União numa luta pela abolição da escravatura. Esta mudança desestimula a França e o Reino Unido a apoiar o Sul e permite ao Norte alistar 180 mil soldados negros para a guerra.

Dois terços do Senado aprovam a 13ª Emenda em abril de 1864, mas a Câmara, que tinha uma grande bancada democrata, só faz isso em janeiro de 1865, três meses antes da rendição do comandante militar da Confederação, general Robert Lee, em Appotomax, em 9 de abril.

Em 2 de dezembro, o Alabama torna-se o 27º estado a ratificar a emenda, precondição para voltar à União, completando os três quartos exigidos pela Constituição. No dia 18, 246 anos depois que o primeiro grupo de escravos chegou à colônia de Jamestown, na Virgínia, a 13ª Emenda entra em vigor.

FIM DA BATALHA DE VERDUN

    Em 1916, depois de 10 meses e 1 milhão de baixas, termina a Batalha de Verdun, a mais longa da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

O combate começa em 21 de fevereiro, quando a Alemanha ataca o Exército da França em Verdun, na margem do Rio Meuse. O comandante militar alemão, general Erich von Falkenhayn, considera o Exército francês mais fraco do que o britânico e acredita que uma derrota levará os aliados a negociar a paz.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Legalização da maconha tem apoio de 55% em Massachusetts

Entre os vários plebiscitos a serem realizados paralelamente às eleições de 8 de novembro nos Estados Unidos, cinco estados vão decidir se legalizam o uso recreativo da maconha, a exemplo do que fizeram o Alasca, o Colorado, o Oregon, o estado de Washington e o Distrito de Colúmbia. Na maioria, as pesquisas indicam disputada apertada. Em Massachusetts, 55% disseram ser a favor da legalização na última pesquisa, informa a agência Reuters.

Cerca de 40% dos eleitores que devem votar são contra. É um avanço dos defensores da legalização. Na pesquisa anterior, feita no mês passado, 50% foram a favor e 45% contra.

Se a proposta for aprovada, a partir de dezembro, a maconha será liberada para maiores de 21 anos. A margem de erro da pesquisa é de 4,4%. Cerca de 84% declararam não se preocupar se os usuários fumarem a droga dentro de casa, enquanto 64% são contra o consumo em espaços públicos.

Além da Massachusetts, a legalização da maconha será decidida nas urnas no Arizona, na Califórnia, no Maine e em Nevada. Nos estados onde foi liberada e no Uruguai, o primeiro país do mundo a legalizar o uso recreativo da droga, não houve explosão do consumo nem aumento da violência.

Ao contrário, diminuíram os crimes ligados ao tráfico de drogas. No Uruguai, não houve mais nenhum caso de homicídio ligado ao tráfico.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Massachusetts contesta preço de medicamentos contra hepatite C

Em carta ao laboratório Gilead, a procuradora-geral do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, pressionou a companhia farmacêutica a baixar o preços dos tratamentos contra a hepatite C com os medicamentos Sovaldi e Harvoni, que custam US$ 84 mil a US$ 94,5 mil, alegando que violam a lei estadual, revelou hoje a agência de notícias Reuters.

"Meu escritório está examinando se a estratégia de preços da Gilead em relação a Sovaldi e Harvoni pode constituir uma prática comercial desleal em violação à lei de Massachusetts", afirmou a procuradora-geral Maura Healey carta de 22 de janeiro.

Healey acusou a política de preços do laboratório de "permitir que a hepatite C continue se propagando entre populações vulneráveis, ao contrário de erradicar a doença, num grande dano ao público."

Ao se defender, a empresa concordou "com a procuradora-geral quanto à importância de ajudar todos os pacientes com hepatite C - e o advento de novos tratamentos seguros e efetivos nos permite agora considerar a possibilidade de erradicar a doença", declarou a porta-voz Amy Flood.

Os dois tratamentos permitem curar 90% dos casos de hepatite C, num grande avanço em relação ao tratamento mais usado atualmente, com base em injeções semanais de interferon peguilado e a ingestão diária de ribaverina durante um período de seis meses. É um tratado difícil, cheio de efeitos colaterais e às vezes ineficiente.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Qualquer cidadão pode propor lei no estado americano de Massachusetts

CAMBRIDGE, EUA - A mais antiga constituição escrita do mundo, do estado de Massachusetts, nos Estados Unidos, aprovada em 1780, permite que qualquer cidadão apresente projetos de lei. Não é necessário colher um número expressivo de assinaturas.

O legislativo estadual recebe entre 7 e 10 mil projetos por ano.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Obama perde supermaioria no Senado

A vitória do senador estadual republicano Scott Brown sobre a candidata democrata, a procuradora-geral Martha Coakley, na disputa pela cadeira do estado de Massachusetts que era de Ted Kennedy tirou a supermaioria de 60 senadores que o governo Barack Obama tinha no Congresso dos Estados Unidos. 

Com 60 votos no Senado, a maioria democrata poderia impedir a obstrução sistemática da oposição republicana. Ela deve começar pela reforma da saúde, um dos temas favoritos de Ted Kennedy, que morreu de câncer no cérebro no ano passado depois de lutar durante toda sua vida política pela cobertura universal de saúde.

No discurso da vitória, Brown foi generoso e citou Ted Kennedy, mas disse que "a cadeira é do povo de Massachusetts". Como o estado é tradicionalmente liberal e democrata, é o berço dos Kennedy, talvez a família política mais importante da História dos EUA. Coakley era favorita.

Quando perdeu a liderança nas pesquisas, partiu para uma campanha mais agressiva. Não adiantou. Scott Brown venceu-a por 52% a 47%.

O resultado é um alerta para o Partido Democrata. Em novembro, haverá eleições de meio de mandato para toda a Câmara e um terço do Senado.

Se a situação econômica não melhorar e o desemprego não diminuir, Obama pode perder a maioria na Câmara e no Senado. Isso complicaria muito o fim do governo e as chances de reeleição. Os democratas precisam se dar conta do que está acontecendo e reagir logo.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Hillary leva Massachusetts apesar dos Kennedy

Apesar do apoio a Barack Obama do senador Ted Kennedy e de Caroline Kennedy, filha do presidente John Kennedy (1961-63), e do senador John Kerry, candidato derrotado por George W. Bush em 2004, a senadora Hillary Clinton ganhou o eleição primária do Partido Democrata no estado de Massachusetts.

Hillary acaba de ganhar também em Nova Jérsei, outro estado populoso e importante na definição das candidaturas dos grandes partidos para a eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos.