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terça-feira, 20 de outubro de 2009

Karzai aceita disputar segundo turno no Afeganistão

Sob intensa pressão dos Estados Unidos e das Nações Unidas, por causa das denúncias de fraude generalizada na eleição de 20 de agosto, o presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, concordou hoje em disputar um segundo turno com o ex-ministro do Exterior Abdullah Abdullah.

A votação foi marcada para 7 de novembro, antes que o rigoroso inverno afegão feche as estradas, impedindo o comparecimento dos eleitores às urnas.

Pelo resultado oficial, Karzai teria sido eleito no primeiro turno com 54% dos votos válidos. Mas uma revisão do resultado encomendada pelo ONU impugnou as urnas de 210 seções eleitorais.

A votação de Karzai caiu para 48%. Hoje, ao lado do senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado dos EUA, o líder afegão considerou a nova decisão da comissão eleitoral legítima, legal e constitucional. Chegou a dizer que ela fortalece a democracia no país.

Nas ruas de Cabul, um eleitorado descrente duvida da conveniência de votar pela segunda vez, sob pressão da milícia fundamentalista dos Talebã, que
ameaça de morte quem votar.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Obama abre vantagem em estados-chaves

O senador democrata Barack Obama está se beneficiando da crise financeira nos Estados Unidos. Em pesquisa da CNN e da revista Time, Obama ampliou sua vantagem sobre o senador republicano John McCain para 11 pontos (54% a 43%) entre os eleitores que provavelmente votem em 4 de novembro.

Talvez seja mais importante ainda seja a vantagem nos estados da Flórida, Ohio e Pensilvânia, que podem ser decisivos na corrida à Casa Branca, como indicam sondagens da Universidade de Quinniapiac.

Na Pensilvânia, a pesquisa apontam para um avanço de Obama. Antes do primeiro debate presidencial, ele batia McCain por 49% a 43%. Agora, lidera por 54% a 39%.

Na Flórida, que decidiu a eleição de 2000 no Colégio Eleitoral a favor do atual presidente, George Walker Bush, McCain perdia por 49% a 43% antes do debate. Desde então, Obama avançou para 51%, enquanto o republicano ficou parado.

Em Ohio, que garantiu a vitória de Bush contra o senador John Kerry em 2004, o senador por Illinois avançou um ponto, chegando a 50% ao passo que seu adversário republicano, senador pelo Arizona, se mantém com 42% das preferências.

Desde a eleição de John Kennedy, em 1960, nenhum candidato chegou à Presidência dos Estados Unidos sem ganhar em pelo menos dois destes três estados.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Hillary leva Massachusetts apesar dos Kennedy

Apesar do apoio a Barack Obama do senador Ted Kennedy e de Caroline Kennedy, filha do presidente John Kennedy (1961-63), e do senador John Kerry, candidato derrotado por George W. Bush em 2004, a senadora Hillary Clinton ganhou o eleição primária do Partido Democrata no estado de Massachusetts.

Hillary acaba de ganhar também em Nova Jérsei, outro estado populoso e importante na definição das candidaturas dos grandes partidos para a eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos.

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Obama reduz vantagem de Hillary

O senador negro americano Barack Obama reduziu à metade a vantagem que a ex-primeira-dama e senadora Hillary Clinton tinha na disputa pela candidatura do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos em 2008.

Em pesquisa divulgada hoje pelo Wall St. Journal e a rede de televisão NBC, Hillary lidera com 36% contra 31% para Obama, que no mês passado estava 12 pontos percentuais atrás. Cresceu também o candidato a vice na chapa de John Kerry em 2004, John Roberts, que passou de 15% para 20%.

Como o presidente George Walker Bush é muito impopular por causa da guerra no iraque, a oposição democrata sonha em reconquistar a Casa Branca. A pesquisa indica que os americanos apóiam a política da maioria democrata no Congresso de marcar prazos para a retirada do Iraque por 56% a 37%.

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Hillary e Giuliani lideram corrida à Casa Branca

A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton, pelo Partido Democrata, e o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, pelo Partido Republicano, são os favoritos para a eleição presidencial de 2008 nos Estados Unidos, revela uma pesquisa do jornal The Washington Post e da rede de TV ABC.

Entre os democratas, Hillary Clinton tem uma boa vantagem, com 39% das preferências, seguida pelo senador de origem queniana Barack Obama, com 17%. O ex-senador e ex-candidato a vice-presidente em 2004 John Edwards tem 12%, enquanto o ex-vice-presidente derrotado pelo presidente George W. Bush em 2000, Al Gore, tem 10%, e o candidato derrotado em 2004, John Kerry, 7%.

Entre os eleitores republicanos, Giuliani lidera com 34%, seguido do senador John McCain, que foi prisioneiro no Vietnã durante anos e se revoltou contra o emprego da tortura na guerra contra o terrorismo dos fundamentalistas muçulmanos. McCain tem 26% das preferências, bem à frente do ex-presidente da Câmara Newt Gingrich, com 12%, e do governador de Massachusetts, Mitt Romney, com 5%.

terça-feira, 21 de novembro de 2006

Hillary lidera corrida à Casa Branca entre democratas

A senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton é a favorita entre os pré-candidatos do Partido Democrata à Presidência dos Estados Unidos na eleição de 2008, segundo pesquisa feita para a rede de TV CNN.

Hillary teve 33% das indicações, superando o senador Barack Obama com 15%, o ex-senador e ex-candidato a vice-presidente com John Edwards e o vice-presidente e candidato derrotado por George W. Bush em 2000 Al Gore, ambos com 14%.

O senador John Kerry, derrotado por Bush em 2004, caiu de 12% para 7% depois das declarações que deu na campanha criticando o presidente, que foram consideradas derrogatórias para os soldados americanos no Iraque.

segunda-feira, 13 de novembro de 2006

Derrota republicana marca fim da era Bush

Com a aplastante derrota que tirou do Partido Republicano a maioria na Câmara e no Senado dos Estados Unidos, conquistada há 12 anos, começa o fim da era Bush, de triste memória. É marcada pelos atentados de 11 de setembro de 2001, pela desastrada invasão do Iraque, pela doutrina de guerras preventivas, pela erosão dos direitos humanos no combate ao terrorismo, por um aumento impressionante do antiamericanismo em quase todo o mundo mundo e pelo avanço da direita religiosa.

Sob o impacto da crise no Iraque, dos escândalos de corrupção e até sexuais, o Partido Republicano teve em 7 de novembro sua pior eleição para a Câmara dos Representantes desde 1982. Elegeu 196 deputados, contra 229 democratas.

A oposição precisava de um ganho de 15 cadeiras para reassumir o controle da Câmara. Todas as pesquisas previsam que conseguiria.

No Senado, era mais difícil ainda o desafio democrata. Estavam em jogo apenas 33 das 100 cadeiras. A oposição precisava manter todas as suas cadeiras e conquistar mais seis.

Só na manhã do dia 8 foi definida a eleição para o Senado em Montana com a vitória do democrata Jon Tester sobre o senador Conrad Burns. Na noite do mesmo dia, o senador George Allen prometeu não exigir a recontagem a que teria direito na Virgínia por ter sido derrotado por James Webb por menos de 1% do total de votos.

Com 51 a 49, os democratas conquistaram também a maioria no Senado. Dominarão assim as mesas diretoras, as comissões, a pauta e a agenda do Legislativo. O presidente George Walker Bush passa a ser um “pato manco”, um político em fim de mandato, sem força para impor seus projetos, na definição da revista inglesa The Economist, “o incrível presidente que encolheu”.

Resultados imediatos: caiu o secretário da Defesa, Donald Rumsfeld, assumindo a responsabilidade pelo fracasso na ocupação do Iraque, e Bush recebeu na Casa Branca a deputada democrata californiana Nancy Pelosi, que será a próxima presidente da Câmara. Desde já, é a mulher mais poderosa do país, fazendo sombra à senadora Hillary Clinton, reeleita por Nova Iorque e aspirante à presidência.

A derrota do atual presidente e suas políticas deflagram a sucessão presidencial para 2008. Bush não será um grande cabo eleitoral. Do lado republicano, o favorito hoje é o senador John McCain, um veterano que esteve anos preso no Vietnã e combateu vigorosamente a prática da tortura no combate ao terrorismo.

Outros aspirantes republicanos são o ex-prefeito de Nova Iorque Rudolph Giuliani, que posou de presidente enquanto Bush se escondia em 11 de setembro de 2001, e o atual líder da maioria no Senado, Bill Frist, que não concorreu à reeleição.

Entre os democratas, além da ex-primeira-dama Hillary Clinton, a estrela é o senador Barack Obama, filho de imigrantes quenianos. Correndo por fora, o ex-vice-presidente Al Gore, em campanha ecológica contra o aquecimento global, um dos temas negligenciados na era Bush, e o senador John Kerry, o candidato derrotado por Bush em 2004.

Leia a íntegra na minha coluna de política internacional em http://www.baguete.com.br