Primeiro, foi o presidente eleito, Barack Obama. Agora há pouco, todos os 50 senadores da bancada democrata no Congresso dos Estados Unidos pediram a renúncia do governador de Illinois, Rod Blagojevich, acusado de negociar a sucessão à vaga de Obama no Senado, onde representava Illinois.
Quando o governador foi preso, na terça-feira, 9 de novembro de 2008, Obama declarou que seria "inapropriado" fazer mais comentários. Ontem, diante das evidências estarrecedoras reveladas nas gravações dos telefonemas de Blagojevich, o presidente eleito resolveu tomar uma posição clara e inequívoca.
Mais de mil pessoas foram condenadas por corrupção no estado de Illinois desde os anos 70, inclusive três governadores. Durante a campanha, o candidato republicano, senador John McCain, sugeriu diversas vezes que Obama não é um santo porque se formou politicamente no Partido Democrata em Chicago, uma grande cidade americana com presença histórica da máfia.
Se não renunciar, Blagojevich será submetido a um processo de impeachment.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
MCain reconhece derrota e elogia Obama
O senador John McCain, recém-derrotado na disputa pela Presidência dos Estados Unidos, acaba de reconhecer a derrota e de fazer inúmeros elogios senador e presidente eleito Barack Obama.
"Tive a honra de congratular há pouco o senador Barack Obama", disse McCain. "Esta é uma eleição histórica. Entendo o orgulho dos afro-americanos. Vejo este país como uma terra de oportunidades para todos. O senador Obama também acredita nisso."
McCain prometeu trabalhar ao lado de Obama na busca de soluções para a crise e para a defesa dos EUA. Não faltaram elogios para sua vice, a governadora Sarah Palin, "que tem grandes serviços a prestar ao Alasca, ao Partido Republicano e ao país".
Foi um discurso honrado e elegante, de um soldado e herói de guerra. Terminou com a promessa de não se render jamais.
"Tive a honra de congratular há pouco o senador Barack Obama", disse McCain. "Esta é uma eleição histórica. Entendo o orgulho dos afro-americanos. Vejo este país como uma terra de oportunidades para todos. O senador Obama também acredita nisso."
McCain prometeu trabalhar ao lado de Obama na busca de soluções para a crise e para a defesa dos EUA. Não faltaram elogios para sua vice, a governadora Sarah Palin, "que tem grandes serviços a prestar ao Alasca, ao Partido Republicano e ao país".
Foi um discurso honrado e elegante, de um soldado e herói de guerra. Terminou com a promessa de não se render jamais.
Obama está eleito presidente dos EUA
O senador Barack Obama será o primeiro negro a presidir os Estados Unidos, o que já é uma revolução em si.
As redes de televisão BBC e Fox News acabam de anunciar que Obama ganhou o estado de Ohio. Nenhum republicano chegou à Casa Branca sem ganhar em Ohio. Lá, foi decidida a eleição presidencial de 2004 em favor de George Walker Bush.
Na contagem de delegados no Colégio Eleitoral, as projeções da Fox dão 200 votos eleitorais a Obama e 90 a McCain. Como ainda falta contar os votos do maior estado americano em população, a Califórnia, que dará com certeza 55 delegados a Obama, e o candidato democrata lidera em vários estados, dá para concluir tranqüilamente que Obama ganhou.
Como o Colégio Eleitoral, que se reúne em 15 de dezembro, tem 538 delegados, o número necessário para ser presidente dos EUA é 270.
As redes de televisão BBC e Fox News acabam de anunciar que Obama ganhou o estado de Ohio. Nenhum republicano chegou à Casa Branca sem ganhar em Ohio. Lá, foi decidida a eleição presidencial de 2004 em favor de George Walker Bush.
Na contagem de delegados no Colégio Eleitoral, as projeções da Fox dão 200 votos eleitorais a Obama e 90 a McCain. Como ainda falta contar os votos do maior estado americano em população, a Califórnia, que dará com certeza 55 delegados a Obama, e o candidato democrata lidera em vários estados, dá para concluir tranqüilamente que Obama ganhou.
Como o Colégio Eleitoral, que se reúne em 15 de dezembro, tem 538 delegados, o número necessário para ser presidente dos EUA é 270.
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Últimas pesquisas confirmam favoritismo
O senador democrata Barack Obama chega à eleição presidencial nos Estados Unidos com uma vantagem de 11 pontos sobre o senador republicano John McCain na pesquisa nacional da agência de notícias Reuters e do instituto Zogby.
Obama também lidera em cinco dos oito estados considerados decisivos na eleição de hoje.
Confira os números da pesquisa Reuters/Zogby.
Obama também lidera em cinco dos oito estados considerados decisivos na eleição de hoje.
Confira os números da pesquisa Reuters/Zogby.
Obama está perto de uma eleição histórica
O senador Barack Obama é o franco favorito para se tornar hoje o primeiro negro a conquistar a Presidência dos Estados Unidos, um país que nos 60 ainda vivia sob um regime de segragação racial nos estados do Sul.
As pesquisas precisam estar muito erradas para não dar Obama, e não é essa a tradição americana. Em 1948, a vitória do presidente Harry Truman sobre John Dewey foi uma surpresa, mas os institutos de pesquisa evoluíram desde aquela época. Temos perfis dos candidatos, os desafios do próximo presidente, o mapa eleitoral.
Em alguns estados do Leste, a votação termina às 21h30 pelo horário de verão em Brasília. Talvez saia algum resultado, mas não tem a menor chance de matar a charada.
Uma hora depois, a votação estará encerrada em toda o Leste, incluindo Flórida, Virgínia, Pensilvânia, Ohio e Carolina do Norte. Ainda assim, se a disputa for apertada, a expectativa pode se estender pela madrugada, como aconteceu com a Flórida em 2000, que acabou no tapetão. Se for uma avalanche, o resultado sai cedo.
Confira aqui o mapa eleitoral com a distribuição de votos por estado no Colégio Eleitoral.
É um momento histórico. Há um ano, quem iria imaginar que um negro poderia ser eleito presidente dos EUA? Num país com o passado segregacionista como os EUA, é uma revolução. É uma vitória póstuma do reverendo Martin Luther King jr.
No seu famoso discurso Eu Tenho um Sonho, Luther King disse que sonhava que "um dia meus filhos não serão julgados pela cor de sua pela mas pela nobreza de seu caráter". Para a população negra americana, esse dia chegou. É uma redenção.
Leia no jornal francês Le Monde algumas questões importantes para entender melhor esta eleição histórica.
Em tese, Obama será também o presidente dos EUA mais à esquerda desde John Kennedy (1961-63), um liberal da Nova Inglaterra.
Seu vice e sucessor Lyndon Johnson (1963-69), era um fazendeiro do Texas, que na época votava nos democratas. Seguiram-no os republicanos Richard Nixon, arquiconservador, e Gerald Ford, um moderado.
O próximo presidente democrata, Jimmy Carter (1977-81) era um fazendeiro de amendoin na Geórgia. Estava longe de ser um revolucionário.
Veio a era do ultraconservador Ronald Reagan (1981-89) seguido pelo pragmático George Bush, sr. (1989-93).
Em 1992, com Bill Clinton (1993-2001), governador de um estado atrasado do Sul, os democratas retomaram a Casa Branca. Ele fez chapa com Al Gore, outro político conservador e sulista dentro do Partido Democrata.
Era uma chapa Sul-Sul, contrariando a regra de escolher um do Sul e um do Norte, a velha divisão do país da Guerra da Secessão (1861-65), a pior guerra da História dos EUA. Aliás, a Guerra do Iraque já é mais longa do que a guerra civil americana e do que a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
Da eleição de Ronald Reagan para cá, a divisão foi mais entre os estados cosmopolitas da Nova Inglaterra, da Costa Oeste e da região dos Grandes Lagos, na fronteira com o Canadá, que votam nos democratas, em contraposição à América Profunda, autocentrada e ignorante do resto do mundo, a turma que a gente vê de chapéu de vaqueiro nos comícios do McCain.
As pesquisas precisam estar muito erradas para não dar Obama, e não é essa a tradição americana. Em 1948, a vitória do presidente Harry Truman sobre John Dewey foi uma surpresa, mas os institutos de pesquisa evoluíram desde aquela época. Temos perfis dos candidatos, os desafios do próximo presidente, o mapa eleitoral.
Em alguns estados do Leste, a votação termina às 21h30 pelo horário de verão em Brasília. Talvez saia algum resultado, mas não tem a menor chance de matar a charada.
Uma hora depois, a votação estará encerrada em toda o Leste, incluindo Flórida, Virgínia, Pensilvânia, Ohio e Carolina do Norte. Ainda assim, se a disputa for apertada, a expectativa pode se estender pela madrugada, como aconteceu com a Flórida em 2000, que acabou no tapetão. Se for uma avalanche, o resultado sai cedo.
Confira aqui o mapa eleitoral com a distribuição de votos por estado no Colégio Eleitoral.
É um momento histórico. Há um ano, quem iria imaginar que um negro poderia ser eleito presidente dos EUA? Num país com o passado segregacionista como os EUA, é uma revolução. É uma vitória póstuma do reverendo Martin Luther King jr.
No seu famoso discurso Eu Tenho um Sonho, Luther King disse que sonhava que "um dia meus filhos não serão julgados pela cor de sua pela mas pela nobreza de seu caráter". Para a população negra americana, esse dia chegou. É uma redenção.
Leia no jornal francês Le Monde algumas questões importantes para entender melhor esta eleição histórica.
Em tese, Obama será também o presidente dos EUA mais à esquerda desde John Kennedy (1961-63), um liberal da Nova Inglaterra.
Seu vice e sucessor Lyndon Johnson (1963-69), era um fazendeiro do Texas, que na época votava nos democratas. Seguiram-no os republicanos Richard Nixon, arquiconservador, e Gerald Ford, um moderado.
O próximo presidente democrata, Jimmy Carter (1977-81) era um fazendeiro de amendoin na Geórgia. Estava longe de ser um revolucionário.
Veio a era do ultraconservador Ronald Reagan (1981-89) seguido pelo pragmático George Bush, sr. (1989-93).
Em 1992, com Bill Clinton (1993-2001), governador de um estado atrasado do Sul, os democratas retomaram a Casa Branca. Ele fez chapa com Al Gore, outro político conservador e sulista dentro do Partido Democrata.
Era uma chapa Sul-Sul, contrariando a regra de escolher um do Sul e um do Norte, a velha divisão do país da Guerra da Secessão (1861-65), a pior guerra da História dos EUA. Aliás, a Guerra do Iraque já é mais longa do que a guerra civil americana e do que a participação dos EUA na Segunda Guerra Mundial.
Da eleição de Ronald Reagan para cá, a divisão foi mais entre os estados cosmopolitas da Nova Inglaterra, da Costa Oeste e da região dos Grandes Lagos, na fronteira com o Canadá, que votam nos democratas, em contraposição à América Profunda, autocentrada e ignorante do resto do mundo, a turma que a gente vê de chapéu de vaqueiro nos comícios do McCain.
Candidatos fazem maratona final nos EUA
O último dia da campanha para a Casa Branca foi marcado por uma maratona dos candidatos. Mas as batalhas foram travadas em território republicano. Isso reforça o favoritismo do senador democrata Barack Obama contra o senador republicano John McCain.
Só no estado da Pensilvânia, partidários de Obama bateram em um milhão de casas para tentar convencer os eleitores a votar. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.
O movimento dos partidários de Obama é um fator importante. Houve campanhas de alistamento eleitoral e agora, na reta final, a ordem é tirar o eleitor de casa. Ao que tudo indica o senador por Illinois conseguiu montar uma formidável máquina eleitoral.
Leia mais sobre o final da campanha no jornal francês Le Monde.
Confira o mapa eleitoral com o número de delegados de cada estado para o Colégio Eleitoral que vai eleger o presidente dos Estados Unidos em 15 de dezembro e as previsões com base nas pesquisas de intenção de voto.
Só no estado da Pensilvânia, partidários de Obama bateram em um milhão de casas para tentar convencer os eleitores a votar. Nos Estados Unidos, o voto não é obrigatório.
O movimento dos partidários de Obama é um fator importante. Houve campanhas de alistamento eleitoral e agora, na reta final, a ordem é tirar o eleitor de casa. Ao que tudo indica o senador por Illinois conseguiu montar uma formidável máquina eleitoral.
Leia mais sobre o final da campanha no jornal francês Le Monde.
Confira o mapa eleitoral com o número de delegados de cada estado para o Colégio Eleitoral que vai eleger o presidente dos Estados Unidos em 15 de dezembro e as previsões com base nas pesquisas de intenção de voto.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Obama lidera na véspera da eleição americana
Na véspera das eleições de 4 de novembro nos Estados Unidos, o senador democrata Barack Obama mantém seu favoritismo na corrida à Casa Branca contra o senador republicano John McCain.
A média das pesquisas feita pela rede de televisão americana CNN dá sete pontos percentuais de vantagem a Obama. São milhões de eleitores.
Na pesquisa do jornal The Wall St. Journal e da rede de televisão NBC, a vantagem do democrata é ainda maior 51%-43%, mas caiu um pouco. Há uma semana, era de 10 pontos percentuais nesta pesquisa.
A média das pesquisas feita pela rede de televisão americana CNN dá sete pontos percentuais de vantagem a Obama. São milhões de eleitores.
Na pesquisa do jornal The Wall St. Journal e da rede de televisão NBC, a vantagem do democrata é ainda maior 51%-43%, mas caiu um pouco. Há uma semana, era de 10 pontos percentuais nesta pesquisa.
domingo, 2 de novembro de 2008
Média das pesquisas dá Obama seis pontos à frente
A dois dias das eleições nos Estados Unidos, o senador oposicionista Barack Obama tem seis pontos de vantagem sobre o senador republicano John McCain na disputa pela Casa Branca.
Na pesquisa das pesquisas feita pela rede de televisão CNN, Obama tem 50% das preferências contra 43% para o senador John McCain. Como há 6% de indecisos, a eleição presidencial ainda está indefinida.
Já as pesquisas estado por estado dão ao candidato democrata cerca de 300 votos no Colégio Eleitoral que vai eleger de fato o novo presidente dos Estados Unidos, em 15 de dezembro. A expectativa é também de um aumento da maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado.
Leia mais na edição deste domingo do jornal The Washington Post.
Na pesquisa das pesquisas feita pela rede de televisão CNN, Obama tem 50% das preferências contra 43% para o senador John McCain. Como há 6% de indecisos, a eleição presidencial ainda está indefinida.
Já as pesquisas estado por estado dão ao candidato democrata cerca de 300 votos no Colégio Eleitoral que vai eleger de fato o novo presidente dos Estados Unidos, em 15 de dezembro. A expectativa é também de um aumento da maioria do Partido Democrata na Câmara e no Senado.
Leia mais na edição deste domingo do jornal The Washington Post.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Um presidente dos EUA que o mundo pode amar
Se as pesquisas estiverem corretas, daqui a uma semana o senador Barack Obama deve ser eleito o primeiro presidente negro dos Estados Unidos em 4 de novembro, batendo o senador republicano John McCain, um veterano que foi prisioneiro de guerra no Vietnã.
Um presidente negro no país que há pouco mais de 40 anos tinha segregação racial já é uma revolução. Mais importante ainda, Obama é um presidente dos EUA que o resto do mundo pode amar. Essa é uma enorme vantagem para um país que perdeu prestígio e autoridade moral sob o governo de George W. Bush.
Obama representaria a volta do poder suave, sutil, de persuasão. O poder da comunicação, o cinema de Hollywood, o rock’n’roll, os blues e o jazz, blue jeans e também a Coca-Cola, o Cadillac e outras marcas contribuíram mais para a vitória na Guerra Fria dos que as armas, observa o professor Joseph Nye, ex-subsecretário da Defesa no governo Clinton.
A vitória na Guerra Fria foi uma vitória do estilo de vida americano.
O governo George W., dominado pelos neoconservadores, se propunha a tirar as vantagens que os EUA não teriam tirado sob Bill Clinton (1993-2001) da vitória na Guerra Fria, que eles atribuíam ao presidente Ronald Reagan (1981-89). Acabou jogando fora o prestígio ao invadir o Iraque com um pretexto furado.
Nunca o antiamericanismo foi tão forte no mundo. Sempre foi forte na América Latina, pelo domínio imperial que os EUA exerceram historicamente sobre o resto do continente.
Hoje, é mais radical no mundo muçulmano, mas em poucos países do mundo os EUA têm uma imagem favorável – e a crise financeira só agrava a situação: os modelos americanos estão em baixa.
Não basta uma eleição presidencial para mudar. Mas já é um bom começo. O maior comício da campanha de Obama foi um discurso para 200 mil pessoas em Berlim.
Barack Hussein Obama II nasceu em 4 de agosto de 1961, em Honolulu, Havaí, filho de pai queniano de mesmo nome e de Ann Dunham, uma americana branca do Kansas, um dos estados mais conservadores dos EUA. Eles se conheceram na Universidade do Havaí e se separam quando Obama tinha dois anos.
Ele foi morar com a mãe na Indonésia, onde ficou até 10 anos, quando voltou a Honolulu para morar com os avós.
Depois de terminar o ensino médio, Barack Obama foi fazer faculdade em Los Angeles, mas acabou se transferindo para a Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. Ficou quatro anos em Nova Iorque e foi para Chicago, onde foi contratado como diretor de projetos de desenvolvimento comunitário na pobre Zona Sul da cidade.
Em 1988, ele vai pela primeira vez à Europa e ao Quênia para conhecer a família. No fim do ano, entra na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard. Lá ele foi editor e tornou-se o primeiro presidente negro da Harvard Law Review, a revista acadêmica da escola.
De volta a Illinois, Obama virou professor de Direito na Universidade de Chicago, onde dava um seminário sobre igualdade racial bastante concorrido.
Sua carreira política começa em 1996, com a eleição para o Senado Estadual de Illinois. Reeleito em 1998 e 2002. Em 2000, queria concorrer à Câmara de Representantes mas perdeu uma prévia do partido para o deputado Bobby Rush.
A eleição para o Senado Federal, em 2004, abriu caminho para a candidatura à Casa Branca. Em 10 de fevereiro de 2007, Obama lançou sua candidatura sob o olhar descrente dos que consideravam inevitável a vitória da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton.
Com seu talento de grande orador e uma mensagem genérica de mudança e esperança, Obama empolgou as multidões, mobilizou a comunidade negra, que finalmente se sente representada de fato, e boa parte da juventude. Através da Internet, arrecadou US$ 600 milhões.
Na Superterça-Feira, 5 de fevereiro, quando houve eleições primárias em 22 estados, Hillary percebeu que tinha um adversário formidável. Obama parecia presidencial. Tomou a dianteira e nunca mais a cedeu.
Sob o fogo pesado da oponente na disputa interna do Partido Democrata, sua candidatura pareceu perder o brilho dos grandes discursos, como o discurso sobre raça, em que ele promete “lutar por uma União mais perfeita, sem o pecado original da escravidão” acima das diferenças de cor de pele, sem ódio, sem rancor, sem vingança.
Ao projetar um futuro melhor, Obama encontrou uma imagem positiva de uns EUA melhores do que são hoje. Logo depois das convenções nacionais dos partidos que confirmaram as candidaturas no final de agosto e início de setembro, Obama e McCain estavam praticamente empatados nas pesquisas de opinião.
A crise financeira global e a incapacidade do governo Bush de apresentar uma resposta terminaram por sepultar, até prova em contrário, a candidatura do senador McCain.
Aos 72 anos, ele tem excelentes serviços prestados à nação. É um herói de guerra e um senado que muitas vezes contrariou seu próprio partido em defesa de suas convicções, o que também não é comum nos EUA.
Mas só conquistou a candidatura do Partido Republicano porque depois de dois governos de George W. Bush esta é uma eleição para a oposição democrata vencer. O próprio eleitorado conservador estava acomodado, ainda que McCain tenha aberto mão de toda sua suposta rebeldia para garantir o voto conservador.
Só virou o jogo quando lançou a governadora do Alasca, Sarah Palin, como candidata a vice. Aos 44 anos, ex-miss e ex-atleta na universidade, ultraconservadora, caçadora, evangélica e contra o abordo, o Furacão Sarah, que se definiu como uma “pitbull de batom”, empolgou a direita conservadora, mas acabou por alienar o eleitorado mais de centro, independente, que é quem decide eleições.
A vantagem democrata é evidente. Os últimos campos de batalha são estados onde George Bush ganhou em 2004 e Obama pode ganhar agora, como Ohio, Virgínia e Pensilvânia. McCain faz um último apelo ao bolso. Acusa Obama de ser um socialista que quer distribuir a riqueza. Já se fala até numa avalanche em 4 de novembro.
Um presidente negro no país que há pouco mais de 40 anos tinha segregação racial já é uma revolução. Mais importante ainda, Obama é um presidente dos EUA que o resto do mundo pode amar. Essa é uma enorme vantagem para um país que perdeu prestígio e autoridade moral sob o governo de George W. Bush.
Obama representaria a volta do poder suave, sutil, de persuasão. O poder da comunicação, o cinema de Hollywood, o rock’n’roll, os blues e o jazz, blue jeans e também a Coca-Cola, o Cadillac e outras marcas contribuíram mais para a vitória na Guerra Fria dos que as armas, observa o professor Joseph Nye, ex-subsecretário da Defesa no governo Clinton.
A vitória na Guerra Fria foi uma vitória do estilo de vida americano.
O governo George W., dominado pelos neoconservadores, se propunha a tirar as vantagens que os EUA não teriam tirado sob Bill Clinton (1993-2001) da vitória na Guerra Fria, que eles atribuíam ao presidente Ronald Reagan (1981-89). Acabou jogando fora o prestígio ao invadir o Iraque com um pretexto furado.
Nunca o antiamericanismo foi tão forte no mundo. Sempre foi forte na América Latina, pelo domínio imperial que os EUA exerceram historicamente sobre o resto do continente.
Hoje, é mais radical no mundo muçulmano, mas em poucos países do mundo os EUA têm uma imagem favorável – e a crise financeira só agrava a situação: os modelos americanos estão em baixa.
Não basta uma eleição presidencial para mudar. Mas já é um bom começo. O maior comício da campanha de Obama foi um discurso para 200 mil pessoas em Berlim.
Barack Hussein Obama II nasceu em 4 de agosto de 1961, em Honolulu, Havaí, filho de pai queniano de mesmo nome e de Ann Dunham, uma americana branca do Kansas, um dos estados mais conservadores dos EUA. Eles se conheceram na Universidade do Havaí e se separam quando Obama tinha dois anos.
Ele foi morar com a mãe na Indonésia, onde ficou até 10 anos, quando voltou a Honolulu para morar com os avós.
Depois de terminar o ensino médio, Barack Obama foi fazer faculdade em Los Angeles, mas acabou se transferindo para a Universidade de Colúmbia, em Nova Iorque. Ficou quatro anos em Nova Iorque e foi para Chicago, onde foi contratado como diretor de projetos de desenvolvimento comunitário na pobre Zona Sul da cidade.
Em 1988, ele vai pela primeira vez à Europa e ao Quênia para conhecer a família. No fim do ano, entra na Faculdade de Direito da Universidade de Harvard. Lá ele foi editor e tornou-se o primeiro presidente negro da Harvard Law Review, a revista acadêmica da escola.
De volta a Illinois, Obama virou professor de Direito na Universidade de Chicago, onde dava um seminário sobre igualdade racial bastante concorrido.
Sua carreira política começa em 1996, com a eleição para o Senado Estadual de Illinois. Reeleito em 1998 e 2002. Em 2000, queria concorrer à Câmara de Representantes mas perdeu uma prévia do partido para o deputado Bobby Rush.
A eleição para o Senado Federal, em 2004, abriu caminho para a candidatura à Casa Branca. Em 10 de fevereiro de 2007, Obama lançou sua candidatura sob o olhar descrente dos que consideravam inevitável a vitória da senadora e ex-primeira-dama Hillary Clinton.
Com seu talento de grande orador e uma mensagem genérica de mudança e esperança, Obama empolgou as multidões, mobilizou a comunidade negra, que finalmente se sente representada de fato, e boa parte da juventude. Através da Internet, arrecadou US$ 600 milhões.
Na Superterça-Feira, 5 de fevereiro, quando houve eleições primárias em 22 estados, Hillary percebeu que tinha um adversário formidável. Obama parecia presidencial. Tomou a dianteira e nunca mais a cedeu.
Sob o fogo pesado da oponente na disputa interna do Partido Democrata, sua candidatura pareceu perder o brilho dos grandes discursos, como o discurso sobre raça, em que ele promete “lutar por uma União mais perfeita, sem o pecado original da escravidão” acima das diferenças de cor de pele, sem ódio, sem rancor, sem vingança.
Ao projetar um futuro melhor, Obama encontrou uma imagem positiva de uns EUA melhores do que são hoje. Logo depois das convenções nacionais dos partidos que confirmaram as candidaturas no final de agosto e início de setembro, Obama e McCain estavam praticamente empatados nas pesquisas de opinião.
A crise financeira global e a incapacidade do governo Bush de apresentar uma resposta terminaram por sepultar, até prova em contrário, a candidatura do senador McCain.
Aos 72 anos, ele tem excelentes serviços prestados à nação. É um herói de guerra e um senado que muitas vezes contrariou seu próprio partido em defesa de suas convicções, o que também não é comum nos EUA.
Mas só conquistou a candidatura do Partido Republicano porque depois de dois governos de George W. Bush esta é uma eleição para a oposição democrata vencer. O próprio eleitorado conservador estava acomodado, ainda que McCain tenha aberto mão de toda sua suposta rebeldia para garantir o voto conservador.
Só virou o jogo quando lançou a governadora do Alasca, Sarah Palin, como candidata a vice. Aos 44 anos, ex-miss e ex-atleta na universidade, ultraconservadora, caçadora, evangélica e contra o abordo, o Furacão Sarah, que se definiu como uma “pitbull de batom”, empolgou a direita conservadora, mas acabou por alienar o eleitorado mais de centro, independente, que é quem decide eleições.
A vantagem democrata é evidente. Os últimos campos de batalha são estados onde George Bush ganhou em 2004 e Obama pode ganhar agora, como Ohio, Virgínia e Pensilvânia. McCain faz um último apelo ao bolso. Acusa Obama de ser um socialista que quer distribuir a riqueza. Já se fala até numa avalanche em 4 de novembro.
sábado, 25 de outubro de 2008
Pesquisa diária dá nove pontos a mais a Obama
Na pesquisa diária do instituto Zogby para a agência de notícias Reuters, o senador democrata Barack Obama manteve hoje sua vantagem sobre o senador republicano John McCain. Obama teria 51% dos votos contra 42% para McCain.
Em outra pesquisa, do jornal New York Times e da rede de televisão CBS, a vantagem é ainda maior: 52% a 39%.
Depois de visitar a vó, que está muito doente, no Havaí, o candidato democrata voltou hoje à campanha. O senador McCain insiste em que as pesquisas podem estar erradas, lembrando a vitória inesperada do presidente Harry Truman sobre o favorito John Dewey em 1948.
Mais uma vez, ele acusou Obama de socialista por querer "distribuir a riqueza". O senador por Illinois respondeu que McCain diz isso porque só está preocupado com os ricos e ele, Obama, se preocupada com a classe média.
Nos bastidores da campanha republicana, assessores de McCain estariam insatisfeitos com a candidata a vice, a governadora do Alasca, Sarah Palin. Além de uma investigação sobre abuso de poder como governadora e de gastar US$ 150 mil em roupas para a campanha em plena crise financeira global, Palin usa uma linguagem agressiva, tentando desqualificar Obama para o cargo.
Em outra pesquisa, do jornal New York Times e da rede de televisão CBS, a vantagem é ainda maior: 52% a 39%.
Depois de visitar a vó, que está muito doente, no Havaí, o candidato democrata voltou hoje à campanha. O senador McCain insiste em que as pesquisas podem estar erradas, lembrando a vitória inesperada do presidente Harry Truman sobre o favorito John Dewey em 1948.
Mais uma vez, ele acusou Obama de socialista por querer "distribuir a riqueza". O senador por Illinois respondeu que McCain diz isso porque só está preocupado com os ricos e ele, Obama, se preocupada com a classe média.
Nos bastidores da campanha republicana, assessores de McCain estariam insatisfeitos com a candidata a vice, a governadora do Alasca, Sarah Palin. Além de uma investigação sobre abuso de poder como governadora e de gastar US$ 150 mil em roupas para a campanha em plena crise financeira global, Palin usa uma linguagem agressiva, tentando desqualificar Obama para o cargo.
terça-feira, 21 de outubro de 2008
Nova pesquisa dá 10 pontos de frente a Obama
Uma nova pesquisa divulgada hoje pela TV NBC e o jornal The Wall Street Journal amplia para 10 pontos a vantagem do senador democrata Barack Obama na reta final da corrida à Casa Branca.
Obama tem 52% das preferências contra 42% para o senador republicano John McCain. É a maior vantagem desde que as duas candidaturas foram confirmadas pelas convenções nacionais dos partidos, no final de agosto e no início de setembro. Na época, os dois estavam praticamente empatados.
A eleição presidencial americana será realizada em 4 de novembro.
Obama tem 52% das preferências contra 42% para o senador republicano John McCain. É a maior vantagem desde que as duas candidaturas foram confirmadas pelas convenções nacionais dos partidos, no final de agosto e no início de setembro. Na época, os dois estavam praticamente empatados.
A eleição presidencial americana será realizada em 4 de novembro.
sábado, 18 de outubro de 2008
McCain agora acusa Obama de socialismo
Na reta final da corrida à Casa Branca, o senador republicano John McCain comparou hoje o senador democrata Barack Obama aos socialistas europeus, em mais uma tentativa de pintar o adversário como distante e desligado do verdadeiro povo americano.
Na última pesquisa do instituto Zogby para a agência de notícias Reuters, Obama tem 48% das preferências e 44% para o senador republicano John McCain.
É uma pesquisa bem diferente das outras, que vem dando vantagem maior a Obama. Pode ser um sinal de que a eleição ainda está indefinida.
Os candidados concentram as campanhas nos estados-chaves, que podem virar o jogo. Nos Estados Unidos, o que importa é a vitória num estado inteiro, já que o vencedor ganha todos os delegados daquele estado no Colégio Eleitoral onde 538 grandes eleitores vão escolher o presidente.
Por mais de um século, nenhum presidente dos EUA tinha sido eleito sem ganhar também no voto popular. George Bush ganhou em 2000 graças a uma vitória por cerca de 500 votos na Flórida, que era governada por seu irmão.
Agora, Obama lança uma ofensiva de quatro dias em estados onde Bush venceu em 2004, Virgína, Missouri, Carolina do Norte e Flórida, mas agora o democrata está perto da vitória. Ele foi ontem à Virgínia e hoje fez em Saint-Louis, no Missouri, o maior comício da campanha, só superado pelo discurso de Berlim, que reuniu 200 mil pessoas.
Em Concord, na Carolina do Norte, bateu no argumento que está no centro de sua campanha no momento: tenta amedrontar o eleitorado com a expectativa de que Obama será obrigado a aumentar impostos para financiar os programas que propõe.
Isso tiraria mais dinheiro do bolso do cidadão americano num momento de crise em que o governo acaba de lançar um plano de salvação do sistema financeiro de US$ 700 bilhões. Essa é a atual mensagem de McCain: Obama será um mau gerente da crise.
O senador democrata por Illinois recebeu o apoio de dois jornais importantes: o Los Angeles Times e o Chicago Tribune. É a primeira vez que o Tribune, um jornal conservador, apóia um democrata para a Casa Branca. Obama começou sua carreira política em Chicago.
Na última pesquisa do instituto Zogby para a agência de notícias Reuters, Obama tem 48% das preferências e 44% para o senador republicano John McCain.
É uma pesquisa bem diferente das outras, que vem dando vantagem maior a Obama. Pode ser um sinal de que a eleição ainda está indefinida.
Os candidados concentram as campanhas nos estados-chaves, que podem virar o jogo. Nos Estados Unidos, o que importa é a vitória num estado inteiro, já que o vencedor ganha todos os delegados daquele estado no Colégio Eleitoral onde 538 grandes eleitores vão escolher o presidente.
Por mais de um século, nenhum presidente dos EUA tinha sido eleito sem ganhar também no voto popular. George Bush ganhou em 2000 graças a uma vitória por cerca de 500 votos na Flórida, que era governada por seu irmão.
Agora, Obama lança uma ofensiva de quatro dias em estados onde Bush venceu em 2004, Virgína, Missouri, Carolina do Norte e Flórida, mas agora o democrata está perto da vitória. Ele foi ontem à Virgínia e hoje fez em Saint-Louis, no Missouri, o maior comício da campanha, só superado pelo discurso de Berlim, que reuniu 200 mil pessoas.
Em Concord, na Carolina do Norte, bateu no argumento que está no centro de sua campanha no momento: tenta amedrontar o eleitorado com a expectativa de que Obama será obrigado a aumentar impostos para financiar os programas que propõe.
Isso tiraria mais dinheiro do bolso do cidadão americano num momento de crise em que o governo acaba de lançar um plano de salvação do sistema financeiro de US$ 700 bilhões. Essa é a atual mensagem de McCain: Obama será um mau gerente da crise.
O senador democrata por Illinois recebeu o apoio de dois jornais importantes: o Los Angeles Times e o Chicago Tribune. É a primeira vez que o Tribune, um jornal conservador, apóia um democrata para a Casa Branca. Obama começou sua carreira política em Chicago.
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
McCain defende fim da sobretaxa ao álcool
Na única referência ao Brasil no último debate entre os candidatos à Presidência dos Estados Unidos, o senador republicano John McCain defendeu o fim do subsídio aos produtores de álcool de milho e da sobretaxa ao etanol de cana-de-açúcar importado do Brasil.
Seu rival, o senador democrata Barack Obama, é a favor do subsídio, que beneficia os produtores de milho do Meio-Oeste dos EUA.
Só falta agora o governo brasileiro torcer por uma vitória republicana, como fez com George W. Bush, com conseqüências catastróficas para o mundo inteiro.
De resto, sobre a América Latina, o debate apresentou um pequeno duelo em torno dos acordos de livre comércio negociados pelo governo Bush. McCain criticou Obama por ser contra o acordo firmado com a Colômbia, "nosso maior aliado na região". Pelos seus cálculos, poderia render US$ 1 bilhão a mais por ano em exportações para a Colômbia.
Obama alegou que há uma política de extermínio sistemático de sindicalista, por isso o acordo com o governo Álvaro Uribe, que não toma providências porque é aliado dos grupos paramilitares de direita, seria negativo para os direitos humanos. Ele defendeu o acordo firmado com o Peru, que teria cláusulas sociais e ambientais, como quer o Partido Democrata, que deve ampliar suas maiorias na Câmara e no Senado.
Seu rival, o senador democrata Barack Obama, é a favor do subsídio, que beneficia os produtores de milho do Meio-Oeste dos EUA.
Só falta agora o governo brasileiro torcer por uma vitória republicana, como fez com George W. Bush, com conseqüências catastróficas para o mundo inteiro.
De resto, sobre a América Latina, o debate apresentou um pequeno duelo em torno dos acordos de livre comércio negociados pelo governo Bush. McCain criticou Obama por ser contra o acordo firmado com a Colômbia, "nosso maior aliado na região". Pelos seus cálculos, poderia render US$ 1 bilhão a mais por ano em exportações para a Colômbia.
Obama alegou que há uma política de extermínio sistemático de sindicalista, por isso o acordo com o governo Álvaro Uribe, que não toma providências porque é aliado dos grupos paramilitares de direita, seria negativo para os direitos humanos. Ele defendeu o acordo firmado com o Peru, que teria cláusulas sociais e ambientais, como quer o Partido Democrata, que deve ampliar suas maiorias na Câmara e no Senado.
McCain parte para o ataque contra Obama
Com uma postura muito mais agressiva, o senador John McCain acusou agora há pouco seu adversário na corrida à Casa Branca, o senador democrata Barack Obama, de fazer uma campanha baseada na luta de classes para "distribuir a riqueza" que conseguir tomar do povo americano com mais impostos.
No terceiro e último debate desta reta final da campanha para a eleição de 4 de novembro, realizado na Universidade Hofstra, em Hempstead, no estado de Nova Iorque, Obama foi mais racional e ponderado, acusando McCain de querer cortar impostos só para os ricos e de não coibir as agressões de seus partidários.
McCain saiu-se melhor na primeira meia hora do debate, que durou uma hora e meia, mas se mostrou raivoso e irritado a partir do momento em que o democrata questionou-o por causa dos ataques pessoais contra si. Na última meia hora, Obama foi melhor, além de parecer mais presidenciável.
Em pesquisa da rede de televisão americana CNN, 58% deram a vitória a Obama e apenas 31% a McCain, que perde assim a última grande chance de reverter a vantagem do candidato democrata.
No terceiro e último debate desta reta final da campanha para a eleição de 4 de novembro, realizado na Universidade Hofstra, em Hempstead, no estado de Nova Iorque, Obama foi mais racional e ponderado, acusando McCain de querer cortar impostos só para os ricos e de não coibir as agressões de seus partidários.
McCain saiu-se melhor na primeira meia hora do debate, que durou uma hora e meia, mas se mostrou raivoso e irritado a partir do momento em que o democrata questionou-o por causa dos ataques pessoais contra si. Na última meia hora, Obama foi melhor, além de parecer mais presidenciável.
Em pesquisa da rede de televisão americana CNN, 58% deram a vitória a Obama e apenas 31% a McCain, que perde assim a última grande chance de reverter a vantagem do candidato democrata.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Obama vence segundo debate com McCain
Mais sereno e equilibrado, o senador Barack Obama venceu mais um debate com o senador John McCain na reta final da corrida à Casa Branca.
Em pesquisa da rede de televisão americana CNN divulgada logo depois do debate, 54% disseram que Obama ganhou e apenas 30% preferiram McCain.
Em pesquisa da rede de televisão americana CNN divulgada logo depois do debate, 54% disseram que Obama ganhou e apenas 30% preferiram McCain.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Obama mantém vantagem em nova pesquisa
Em pesquisa divulgada ontem à noite pela TV NBC e o jornal The Wall St. Journal, o senador democrata Barack Obama vence o senador republicano John McCain por 49% a 42%.
O resultado consolida uma tendência de crescimento de Obama, beneficiado pela crise econômica.
Com os Estados Unidos vivendo sua pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39), quando o desemprego chegou a 25%, o candidato de oposição tem uma vantagem considerável.
A pesquisa indica que o eleitorado independente, de centro, está optando por Obama. Este é um sinal claro de vitória.
O resultado consolida uma tendência de crescimento de Obama, beneficiado pela crise econômica.
Com os Estados Unidos vivendo sua pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39), quando o desemprego chegou a 25%, o candidato de oposição tem uma vantagem considerável.
A pesquisa indica que o eleitorado independente, de centro, está optando por Obama. Este é um sinal claro de vitória.
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Obama abre vantagem em estados-chaves
O senador democrata Barack Obama está se beneficiando da crise financeira nos Estados Unidos. Em pesquisa da CNN e da revista Time, Obama ampliou sua vantagem sobre o senador republicano John McCain para 11 pontos (54% a 43%) entre os eleitores que provavelmente votem em 4 de novembro.
Talvez seja mais importante ainda seja a vantagem nos estados da Flórida, Ohio e Pensilvânia, que podem ser decisivos na corrida à Casa Branca, como indicam sondagens da Universidade de Quinniapiac.
Na Pensilvânia, a pesquisa apontam para um avanço de Obama. Antes do primeiro debate presidencial, ele batia McCain por 49% a 43%. Agora, lidera por 54% a 39%.
Na Flórida, que decidiu a eleição de 2000 no Colégio Eleitoral a favor do atual presidente, George Walker Bush, McCain perdia por 49% a 43% antes do debate. Desde então, Obama avançou para 51%, enquanto o republicano ficou parado.
Em Ohio, que garantiu a vitória de Bush contra o senador John Kerry em 2004, o senador por Illinois avançou um ponto, chegando a 50% ao passo que seu adversário republicano, senador pelo Arizona, se mantém com 42% das preferências.
Desde a eleição de John Kennedy, em 1960, nenhum candidato chegou à Presidência dos Estados Unidos sem ganhar em pelo menos dois destes três estados.
Talvez seja mais importante ainda seja a vantagem nos estados da Flórida, Ohio e Pensilvânia, que podem ser decisivos na corrida à Casa Branca, como indicam sondagens da Universidade de Quinniapiac.
Na Pensilvânia, a pesquisa apontam para um avanço de Obama. Antes do primeiro debate presidencial, ele batia McCain por 49% a 43%. Agora, lidera por 54% a 39%.
Na Flórida, que decidiu a eleição de 2000 no Colégio Eleitoral a favor do atual presidente, George Walker Bush, McCain perdia por 49% a 43% antes do debate. Desde então, Obama avançou para 51%, enquanto o republicano ficou parado.
Em Ohio, que garantiu a vitória de Bush contra o senador John Kerry em 2004, o senador por Illinois avançou um ponto, chegando a 50% ao passo que seu adversário republicano, senador pelo Arizona, se mantém com 42% das preferências.
Desde a eleição de John Kennedy, em 1960, nenhum candidato chegou à Presidência dos Estados Unidos sem ganhar em pelo menos dois destes três estados.
sábado, 27 de setembro de 2008
McCain tem pequena vantagem no primeiro debate
Ao ser mais agressivo e incisivo, tentando posar como o veterano de guerra experiente enquanto acusava o adversário de não entender a realidade, o senador republicano John McCain levou uma vantagem no primeiro debate presidencial com o senador democrata Barack Obama, realizado ontem à noite na Universidade do Mississípi em Oxford.
Obama esteve bem, mas foi um pouco indeciso. Os dois candidatos se acusaram mutuamente de falta de julgamento para ser presidente dos EUA. McCain foi incisivo e direto, tentando explorar a inexperiência de seu oponente com uma frase que repetiu várias vezes: "O senador Obama parece que não entende ou não percebe..." Foi professoral e arrogante, sugerindo que o oponente é inexperiente para governar o país.
Para a estratégia do medo usada pelo Partido Republicano para ganhar eleições acusando os democratas de serem fracos em defesa, talvez dê resultado, tentando se colocar no lugar do eleitorado americano.
O debate era sobre política externa e defesa, mas começou pela crise econômica, que Obama atribuiu a oito anos de políticas fracassadas do governo republicano de Bush. McCain disse que a maneira de superar a crise é cortando os gastos públicos. Acusou Obama de ser um dos senadores que mais aumentam gastos e de fazer propostas que custariam US$ 800 bilhões.
Obama insistiu que McCain estava errado quanto à guerra no Iraque, dizendo que seria uma vitória rápida e fácil, que havia armas de destruição em massa, que os americanos seriam libertadores e que não havia um histórico de conflito entre sunitas e xiitas. McCain respondeu que Obama não reconhece o sucesso da estratégia de aumento de tropas.
O candidato democrata também foi duro. Repetiu sua tática de apresentar McCain como a continuação da desgraçada era de George Walker Bush, que começou com os atentados de 11 de setembro e terminou com a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). Obama acusou a ideologia econômica ultraliberal republicana dos últimos oito anos pela crise financeira que ameaça empregos, salários, pensões e aposentadorias.
Num balanço final, para os analistas, McCain levou uma pequena vantagem por ser mais agressivo, incisivo e direto, contando com sua maior experiência de herói de guerra que passou quase seis anos preso no Vietnã. Mas pesquisas realizadas durante o debate indicam que o público preferiu Obama, por causa da crise econômica.
Obama esteve bem, mas foi um pouco indeciso. Os dois candidatos se acusaram mutuamente de falta de julgamento para ser presidente dos EUA. McCain foi incisivo e direto, tentando explorar a inexperiência de seu oponente com uma frase que repetiu várias vezes: "O senador Obama parece que não entende ou não percebe..." Foi professoral e arrogante, sugerindo que o oponente é inexperiente para governar o país.
Para a estratégia do medo usada pelo Partido Republicano para ganhar eleições acusando os democratas de serem fracos em defesa, talvez dê resultado, tentando se colocar no lugar do eleitorado americano.
O debate era sobre política externa e defesa, mas começou pela crise econômica, que Obama atribuiu a oito anos de políticas fracassadas do governo republicano de Bush. McCain disse que a maneira de superar a crise é cortando os gastos públicos. Acusou Obama de ser um dos senadores que mais aumentam gastos e de fazer propostas que custariam US$ 800 bilhões.
Obama insistiu que McCain estava errado quanto à guerra no Iraque, dizendo que seria uma vitória rápida e fácil, que havia armas de destruição em massa, que os americanos seriam libertadores e que não havia um histórico de conflito entre sunitas e xiitas. McCain respondeu que Obama não reconhece o sucesso da estratégia de aumento de tropas.
O candidato democrata também foi duro. Repetiu sua tática de apresentar McCain como a continuação da desgraçada era de George Walker Bush, que começou com os atentados de 11 de setembro e terminou com a pior crise econômica desde a Grande Depressão (1929-39). Obama acusou a ideologia econômica ultraliberal republicana dos últimos oito anos pela crise financeira que ameaça empregos, salários, pensões e aposentadorias.
Num balanço final, para os analistas, McCain levou uma pequena vantagem por ser mais agressivo, incisivo e direto, contando com sua maior experiência de herói de guerra que passou quase seis anos preso no Vietnã. Mas pesquisas realizadas durante o debate indicam que o público preferiu Obama, por causa da crise econômica.
domingo, 14 de setembro de 2008
Sarah Palin é a "grande esperança branca"
A fraqueza intelectual e a falta de experiência da governadora do Alasca, Sarah Palin, ficaram evidentes na sua primeira grande entrevista desde que foi indicada candidata à Vice-Presidência dos Estados Unidos daqui a 51 dias.
Assim, uma possível explicação para seu sucesso é que o eleitorado branco de classe média descontente com o candidato do Partido Republicano, senador John McCain, precisava de uma boa desculpa para ficar contra o senador mulato Barack Obama, candidato do Partido Democrata, que pode ser o primeiro afrodescendente a chegar à Casa Branca.
Neste sentido, Sarah pode ser considerada a "grande esperança branca", como observou o colunista Mario Diment no jornal argentino La Nación.
O colunista parte da história de Jack Johnson, o primeiro negro a se sagrar campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado, em 1908. Antes, os negros eram proibidos de competir nessa categoria.
Imediatamente, os americanos racistas passaram a procurar um lutador capaz de restaurar a supremacia. Depois de vários fracassos, o ex-campeão Tim Jeffries, que se aposentara sem derrotas, foi convencido a voltar ao ringue como a grande esperança branca. Seus segundos jogaram a tolha no final da luta, depois de duas quedas, para evitar um humilhante nocaute.
Agora, é a vez de Sarah Palin.
Numa descarada manipulação da realidade, Obama, filho de um pai africano que o abandonou e de uma mãe americana pobre, é apresentado pela propaganda republicana como um privilegiado que estudou numa universidade de elite, Harvard, como se não tivesse chegado lá por seus próprios méritos.
Por outro lado, Sarah Palin é pintada como a defensora dos valores tradicionais de deus, pátria e família, a mãe de cinco filhos que equilibra trabalho e vida pessoal, a evangélica que adora armas de fogo e acredita que deus está do lado dos soldados americanos em guerra. O objetivo é fazer com que as mães americanas de classe média baixa ou pobres, as mães do Wal-Mart, a rede de supermercados que compete com preços baixos.
É a glorificação da inexperiência e do antiintelectualismo como estratégia para ganhar eleições. Não é muito diferente do que fizeram os presidentes George Walker Bush e Luiz Inácio Lula da Silva na sua irresistível ascensão.
Lula nasceu pobre, realmente lutou para vencer na vida e fez carreira política num partido de esquerda. Isso lhe dá uma empatia natural com os excluídos que são uma parcela importante da sociedade brasileira.
Suas políticas sociais e a manutenção da política macroeconômica dos governos de Fernando Henrique Cardoso melhoraram a vida das camadas mais pobres da população, o que se traduz nas pesquisas de opinião.
Bush e Palin são conservadores que prometem cortes de impostos para os ricos e acusam os democratas de planejar aumentos de impostos para todos. Como prefeita e governadora do Alasca, ela lutou por 200 emendas parlamentares ao orçamento para ganhar dinheiro público. Seu partido a apresenta como uma rebelde que vai desafiar a burocracia de Washington.
Dentro desta estratégia de iludir o eleitorado, mentindo como Bush mentiu ao justificar a guerra do Iraque, em seu discurso de aceitação da candidatura, o senador McCain disse com falsa ironia que não via a hora de "apresentá-la a Washington". Falava como se a mulher que se descreveu como "um pitbull de batom" não fosse conhecedora dos lobbies e corredores escuros da capital americana que levam à liberação de verbas do Tesouro dos EUA.
Por ironia e falsidade, a burocracia de Washington é um dos alvos favoritos das campanhas eleitorais nos EUA, como se os principais candidatos e os grandes partidos que os representam não fossem frutos desse sistema político. No caso do Partido Republicano, é uma jogada para fazer campanha posando de oposição.
Mas o pior de tudo é o culto da ignorância e do despreparo como virtude, como se bastante o conceito religioso de "missão" para saber o que é certo ou errado nos negócios de Estado.
Assim, uma possível explicação para seu sucesso é que o eleitorado branco de classe média descontente com o candidato do Partido Republicano, senador John McCain, precisava de uma boa desculpa para ficar contra o senador mulato Barack Obama, candidato do Partido Democrata, que pode ser o primeiro afrodescendente a chegar à Casa Branca.
Neste sentido, Sarah pode ser considerada a "grande esperança branca", como observou o colunista Mario Diment no jornal argentino La Nación.
O colunista parte da história de Jack Johnson, o primeiro negro a se sagrar campeão mundial de boxe na categoria peso-pesado, em 1908. Antes, os negros eram proibidos de competir nessa categoria.
Imediatamente, os americanos racistas passaram a procurar um lutador capaz de restaurar a supremacia. Depois de vários fracassos, o ex-campeão Tim Jeffries, que se aposentara sem derrotas, foi convencido a voltar ao ringue como a grande esperança branca. Seus segundos jogaram a tolha no final da luta, depois de duas quedas, para evitar um humilhante nocaute.
Agora, é a vez de Sarah Palin.
Numa descarada manipulação da realidade, Obama, filho de um pai africano que o abandonou e de uma mãe americana pobre, é apresentado pela propaganda republicana como um privilegiado que estudou numa universidade de elite, Harvard, como se não tivesse chegado lá por seus próprios méritos.
Por outro lado, Sarah Palin é pintada como a defensora dos valores tradicionais de deus, pátria e família, a mãe de cinco filhos que equilibra trabalho e vida pessoal, a evangélica que adora armas de fogo e acredita que deus está do lado dos soldados americanos em guerra. O objetivo é fazer com que as mães americanas de classe média baixa ou pobres, as mães do Wal-Mart, a rede de supermercados que compete com preços baixos.
É a glorificação da inexperiência e do antiintelectualismo como estratégia para ganhar eleições. Não é muito diferente do que fizeram os presidentes George Walker Bush e Luiz Inácio Lula da Silva na sua irresistível ascensão.
Lula nasceu pobre, realmente lutou para vencer na vida e fez carreira política num partido de esquerda. Isso lhe dá uma empatia natural com os excluídos que são uma parcela importante da sociedade brasileira.
Suas políticas sociais e a manutenção da política macroeconômica dos governos de Fernando Henrique Cardoso melhoraram a vida das camadas mais pobres da população, o que se traduz nas pesquisas de opinião.
Bush e Palin são conservadores que prometem cortes de impostos para os ricos e acusam os democratas de planejar aumentos de impostos para todos. Como prefeita e governadora do Alasca, ela lutou por 200 emendas parlamentares ao orçamento para ganhar dinheiro público. Seu partido a apresenta como uma rebelde que vai desafiar a burocracia de Washington.
Dentro desta estratégia de iludir o eleitorado, mentindo como Bush mentiu ao justificar a guerra do Iraque, em seu discurso de aceitação da candidatura, o senador McCain disse com falsa ironia que não via a hora de "apresentá-la a Washington". Falava como se a mulher que se descreveu como "um pitbull de batom" não fosse conhecedora dos lobbies e corredores escuros da capital americana que levam à liberação de verbas do Tesouro dos EUA.
Por ironia e falsidade, a burocracia de Washington é um dos alvos favoritos das campanhas eleitorais nos EUA, como se os principais candidatos e os grandes partidos que os representam não fossem frutos desse sistema político. No caso do Partido Republicano, é uma jogada para fazer campanha posando de oposição.
Mas o pior de tudo é o culto da ignorância e do despreparo como virtude, como se bastante o conceito religioso de "missão" para saber o que é certo ou errado nos negócios de Estado.
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Sarah Palin energiza campanha de McCain
Com a escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, para candidata a vice-presidente, a chapa do Partido Republicano para a eleição presidencial de 4 de novembro nos Estados Unidos cresceu nas pesquisas.
Em pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Gallup, o senador John McCain obteve 50% das preferências contra 46% para o candidato do Partido Democrata, senador Barack Obama. É mais um sinal do impacto positivo do Furacão Sarah.
McCain e sua vice estão fazendo comícios juntos, ao contrário do previsto, e atraindo muito mais gente do que McCain conseguia sozinho.
Preocupado, Obama vai se encontrar com Bill Clinton para discutir a estratégia da campanha, num sinal de crise. Bill pode dizer que Obama deveria ter escolhido Hillary Clinton para vice. Mas agora é tarde.
O Partido Democrata depende agora da mídia, que pode revelar a verdadeira face de Sarah Palin, uma ultraconservadora que recorreu a lobistas para receber mais emendas parlamentares para seu estado mas se apresenta como campeã da luta contra a burocracia e a corrupção.
Em pesquisa divulgada ontem pelo Instituto Gallup, o senador John McCain obteve 50% das preferências contra 46% para o candidato do Partido Democrata, senador Barack Obama. É mais um sinal do impacto positivo do Furacão Sarah.
McCain e sua vice estão fazendo comícios juntos, ao contrário do previsto, e atraindo muito mais gente do que McCain conseguia sozinho.
Preocupado, Obama vai se encontrar com Bill Clinton para discutir a estratégia da campanha, num sinal de crise. Bill pode dizer que Obama deveria ter escolhido Hillary Clinton para vice. Mas agora é tarde.
O Partido Democrata depende agora da mídia, que pode revelar a verdadeira face de Sarah Palin, uma ultraconservadora que recorreu a lobistas para receber mais emendas parlamentares para seu estado mas se apresenta como campeã da luta contra a burocracia e a corrupção.
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