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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Milhares de judeus morrem por inalar gás dentro de caminhonetes no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia.

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia são mortos nessas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população judaica da Europa, além de 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner.

A transmissão é da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TV é dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

GM EM CONCORDATA

    Em 2009, com dívidas de US$ 173 bilhões, a companhia automobilística General Motors (GM), que durante 79 anos foi a maior fabricante de automóveis do mundo, anuncia que está quebrada e pede proteção contra seus credores.

Depois de saneada com o apoio do governo Barack Obama (2009-17), a GM volta ao mercado em 2010 numa das maiores ofertas iniciais de ações da história dos EUA.

A GM é fundada por William Durant em 1908 e se consolida ao produzir carros de várias marcas, Buick, Oldsmobile, Cadillac e caminhões Rapid. 

É pioneira da ignição elétrica, instalada pela primeira vez no Cadillac 1912. Este avanço tecnológico acaba com a manivela, que era usada para dar a partida. 

A empresa expande suas atividades no exterior com a Vaxhall no Reino Unido em 1925 e a Opel na Alemanha em 1929, quando a a GM supera a Ford e se torna a maior fabricante de automóveis nos EUA.

Em 1941, a GM fabrica 44% dos carros vendidos nos EUA. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), é uma das maiores empresas do mundo e se beneficia do extraordinário crescimento da economia dos EUA no pós-guerra. Nos anos 1950 e 60, mantém uma fatia de de 40% a 45% do mercado norte-americano.

Com a concorrência dos carros japoneses nos anos 1970 e 80, a GM perde mercado e tem grandes perdas. Nos anos 1990, fecha muitas fábricas e demite dezenas de milhares de trabalhadores.

Em 2008, a companhia japonesa Toyota ultrapassa a GM como maior fabricante de automóveis do mundo. Com a reestruturação, a GM é reduzida a quatro divisões: Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC.

POLUIÇÃO LUMINOSA

    Em 2002, a República Tcheca é o primeiro país a aprovar uma lei nacional de combate ao excesso de luz, a chamada Lei do Céu Escuro, que entra em vigor neste dia.

Esta lei exige que que a iluminação externa noturna seja mais eficiente e dirigida para baixo para não iluminar o céu. Cidadãos e organizações que a desrespeitem estão sujeitos a multa.

Num país com tradição na astronomia, onde Johannes Kepler e Tycho Brahe trabalharam com patrocínio imperial, os astrônomos reclamam no início do milênio que precisam ir para a Áustria para ter um céu suficientemente escuro para fazer observações.

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domingo, 1 de junho de 2025

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Milhares de judeus morrem por inalar gás dentro de caminhonetes no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia.

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia são mortos nessas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população judaica da Europa, além de 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner.

A transmissão é da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TV é dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

GM EM CONCORDATA

    Em 2009, com dívidas de US$ 173 bilhões, a companhia automobilística General Motors (GM), que durante 79 anos foi a maior fabricante de automóveis do mundo, anuncia que está quebrada e pede proteção contra seus credores.

Depois de saneada com o apoio do governo Barack Obama (2009-17), a GM volta ao mercado em 2010 numa das maiores ofertas iniciais de ações da história dos EUA.

A GM é fundada por William Durant em 1908 e se consolida ao produzir carros de várias marcas, Buick, Oldsmobile, Cadillac e caminhões Rapid. 

É pioneira da ignição elétrica, instalada pela primeira vez no Cadillac 1912. Este avanço tecnológico acaba com a manivela, que era usada para dar a partida. 

A empresa expande suas atividades no exterior com a Vaxhall no Reino Unido em 1925 e a Opel na Alemanha em 1929, quando a a GM supera a Ford e se torna a maior fabricante de automóveis nos EUA.

Em 1941, a GM fabrica 44% dos carros vendidos nos EUA. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), é uma das maiores empresas do mundo e se beneficia do extraordinário crescimento da economia dos EUA no pós-guerra. Nos anos 1950 e 60, mantém uma fatia de de 40% a 45% do mercado norte-americano.

Com a concorrência dos carros japoneses nos anos 1970 e 80, a GM perde mercado e tem grandes perdas. Nos anos 1990, fecha muitas fábricas e demite dezenas de milhares de trabalhadores.

Em 2008, a companhia japonesa Toyota ultrapassa a GM como maior fabricante de automóveis do mundo. Com a reestruturação, a GM é reduzida a quatro divisões: Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Kamala Harris não comete erros mas é vaga na primeira entrevista

 A pouco mais de dois meses da eleição presidencial nos Estados Unidos, a vice-presidente Kamala Harris não cometeu erros, mostrou confiança, firmeza e um tom presidencial ontem na primeira entrevista como candidata oficial do Partido Democrata. Sobre as mudanças de posição, afirmou que "meus valores não mudaram". Ela prometeu convidar membros do Partido Republicano para seu ministério numa tentativa de acabar com a brutal divisão do país estimulada pelo ex-presidente Donald Trump.

Em 27 minutos, ao lado do candidato a vice-presidente, o governador de Minnesota, Tim Walz, Kamala respondeu a todas as perguntas com seriedade, acusou Trump de pressionar a bancada republicana no Congresso para derrubar um projeto bipartidário para aumentar a segurança na fronteira e criar uma economia com oportunidades para todos. Não explicou como pretende fazer isso.

Os dois candidatos à Casa Branca devem se enfrentar num debate na rede de televisão ABC em 10 de setembro.

sábado, 1 de junho de 2024

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

 PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial (1939-45). Milhares de judeus morrem por inalar gás dentro de caminhonetes no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia.

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia são mortos nestas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus morrem no Holocausto, 60% da população judaica da Europa, além de 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão com especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner.

A transmissão foi da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TV é dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

GM EM CONCORDATA

    Em 2009, com dívidas de US$ 173 bilhões, a companhia automobilística General Motors (GM), que durante 79 anos foi a maior fabricante de automóveis do mundo, anuncia que está quebrada e pede proteção contra seus credores.

Depois de saneada com o apoio do governo Barack Obama (2009-17), a GM volta ao mercado em 2010 numa das maiores ofertas iniciais de ações da história dos EUA.

A GM é fundada por William Durant em 1908 e se consolida ao produzir carros de várias marcas, Buick, Oldsmobile, Cadillac e caminhões Rapid. 

É pioneira da ignição elétrica, instalada pela primeira vez no Cadillac 1912. Este avanço tecnológico acaba com a manivela, que era usada para dar a partida. 

A empresa expande suas atividades no exterior com a Vaxhall no Reino Unido em 1925 e a Opel na Alemanha em 1929, quando a a GM supera a Ford e se torna a maior fabricante de automóveis nos EUA.

Em 1941, a GM fabrica 44% dos carros vendidos nos EUA. No fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), é uma das maiores empresas do mundo e se beneficia do extraordinário crescimento da economia dos EUA no pós-guerra. Nos anos 1950 e 60, mantém uma fatia de de 40% a 45% do mercado norte-americano.

Com a concorrência dos carros japoneses nos anos 1970 e 80, a GM perde mercado e tem grandes perdas. Nos anos 1990, fecha muitas fábricas e demite dezenas de milhares de trabalhadores.

Em 2008, a companhia japonesa Toyota ultrapassa a GM como maior fabricante de automóveis do mundo. Com a reestruturação, a GM é reduzida a quatro divisões: Buick, Cadillac, Chevrolet e GMC.

quinta-feira, 1 de junho de 2023

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

 PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Milhares de judeus haviam sido mortos por gás dentro de uma caminhonete no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia.

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia foram mortos nestas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto, além de 1,5 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão com especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner.

A transmissão foi da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TVé dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentavam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

terça-feira, 7 de março de 2023

Guerra termina quando Putin entender que não tem como ganhar, afirma Scholz

A invasão da Ucrânia pela Rússia é uma agressão imperialista e só vai terminar quando o ditador Vladimir Putin entender que não tem como vencer, afirmou o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, Olaf Scholz, em entrevista a Fareed Zakaria na televisão norte-americana CNN.

A Coreia do Sul anunciou um plano para indenizar coreanos obrigados pelo Japão a fazer trabalhos forçados durante a Segunda Guerra Mundial com dinheiro de uma fundação estatal, sem cobrar dos japoneses. É uma medida para normalizar as relações entre os dois países.

Ao mostrar imagens inéditas do assalto ao Congress dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021, quando o presidente Donald Trump tentou dar um golpe para anular a eleição de Joe Biden, o apresentador Tucker Carlson, da Fox News, alegou que não houve nenhuma insurreição mortal, mas um protesto "predominantemente pacífico".

Seis pessoas morreram, cem policiais saíram feridos, mil arruaceiros foram presos e 500 confessaram a culpa. Carlson tenta reescrever a história para ajudar o Partido Republicano e a candidatura de Trump.

Uma nova crise envolve o programa nuclear do Irã. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontrou urânio enriquecido a 83,7% numa instalação nuclear iraniana. Para fazer a bomba atômica, o Irã precisa ser enriquecido a 90%. O Irã está perto.

A França entra hoje numa greve geral contra a reforma previdenciária do presidente Emmanuel Macron capaz de paralisar o país por dias. Meu comentário:

quarta-feira, 1 de junho de 2022

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

PRIMEIRA NOTÍCIA DO HOLOCAUSTO

     Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Milhares de judeus haviam sido mortos por gás dentro de uma caminhonete no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia. 

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia foram mortos nestas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa em 20 de janeiro de 1942, as vans e o gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto, além de 1 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

TELEJORNALISMO SEM PARAR

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão com especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner. A transmissão foi da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia, a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

É uma revolução. Até então, o noticiário na TVé dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentavam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chega inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganha prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se torna obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

terça-feira, 1 de junho de 2021

Hoje na História do Mundo: 1º de Junho

    Em 1942, o jornal clandestino polonês The Liberty Brigade publica os primeiros relatos sobre o Holocausto, o genocídio cometido pela Alemanha na Segunda Guerra Mundial. Milhares de judeus haviam sido mortos por gás centro de uma caminhonete no campo de concentração nazista de Chelmno, na Polônia. 

Mais de 360 mil judeus de 200 comunidades na Polônia foram mortos nestas vans. Um mês antes da Conferência de Wannsee, que aprovou a "solução final" para exterminar os judeus da Europa, as vans e gás começaram a matar mil judeus por dia em Chelmno.

Cerca de 6 milhões de judeus foram mortos no Holocausto, além de 1 milhão de ciganos, socialistas, comunistas, anarquistas, resistentes e dissidentes do regime nazista, num total estimado em 11 milhões de pessoas.

    Em 1980, entra no ar nos Estados Unidos a CNN (Cable News Network), o primeiro canal de televisão com especializado em jornalismo, uma iniciativa do empresário Ted Turner. A transmissão foi da sede, em Atlanta, na Geórgia. A principal notícia foi a tentativa de assassinato do ativista dos direitos civis Vernan Jordan.

Foi uma revolução. Até então, o noticiário na TV era dominado pelas três grandes redes nacionais, ABC (American Broadcasting Company), CBS (Columbia Broadcasting System) e NBC (National Broadcasting Company), que apresentavam um telejornal de meia hora no início da noite.

A CNN chegou inicialmente a menos de 2 milhões de casas. Hoje está em 90 milhões de lares americanos e em 370 milhões no mundo, inclusive hotéis. Ganhou prestígio com a cobertura ao vivo da Guerra do Golfo de 1991 e se tornou obrigatória para jornalistas.

Em 4 de outubro de 1993, assisti ao vivo o bombardeio do presidente Boris Yeltsin contra o Parlamento da Rússia.

sábado, 30 de maio de 2020

Tortura e morte de negro deflagra onda de cólera nos EUA

No quarto dia de cólera contra a tortura e morte de George Floyd, de 46 anos, diante das câmeras em Mineápolis, os protestos contra o racismo institucional e a violência policial se espalharam por várias cidades dos Estados Unidos, inclusive Nova York, Los Angeles, Chicago, Washington, Denver, Detroit e Atlanta. Na capital, manifestantes cercaram a Casa Branca.

Floyd morreu na segunda-feira depois que um policial o imobilizou no chão apertando seu pescoço com o joelho durante nove minutos, enquanto três colegas assistiam e populares filmavam e pediam que parasse com a tortura. "Não consigo respirar", gritava a vítima antes de perder os sentidos. Ele foi detido sob suspeita de usar uma nota de dinheiro falsa.

Embora o policial assassino, Derek Chauvin, tenha sido preso ontem e acusado de homicídio em terceiro grau (não intencional), não foi suficiente para conter a revolta popular. Os quatro policiais haviam sido demitidos. Lojas e edifícios foram depredados e saqueados.

Na noite de quinta-feira, a multidão incendiou a delegacia de polícia onde os policiais estavam lotados. O prefeito de Mineápolis, Jacob Frey, tirou a polícia das ruas para evitar um confronto maior dizendo que "tijolos e argamassa" podem ser reconstruídos.

Ontem o governador democrata de Minnesota, Tim Walz, chamou a Guarda Nacional para impor um toque de recolher noturno, que não foi respeitado. Mais cedo, em outro ato racista, Omar Jimenez, um repórter negro da rede de televisão CNN foi preso e solto horas depois

Em Atlanta, na Geórgia, onde a sede da CNN foi atacada, a prefeita Keisha Bottoms decretou estado de emergência e fez um discurso enérgico pedindo aos manifestantes que parassem de depredar a cidade e votassem nas eleições de novembro, se quiserem mudar os EUA.

O presidente Donald Trump chamou os manifestantes de bandidos e ameaçou mandar o Exército: "Quando os saques começarem, os tiros vão começar", escreveu no Twitter, que fez uma advertência afirmando que ele estava violando as regras da rede social.

Em Detroit, um homem foi baleado por alguém que atirou contra a multidão de manifestantes.

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Presidente da Ucrânia ia anunciar abertura de inquérito sobre Biden

Sob pressão de um ultimato do governo Donald Trump, o presidente Volodymyr Zelensky esta prestes a anunciar a abertura de inquérito sobre os negócios de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, na Ucrânia quando estourou o escândalo que pode levar ao impeachment do presidente dos Estados Unidos.

Zelensky faria a revelação bombástica para atingir o favorito para ser o candidato do Partido Democrata à Casa Branca na eleição presidencial de 2020 em entrevista ao jornalista Fareed Zakaria, na rede de televisão CNN.

Para pressionar o novo presidente ucraniano, um comediante sem experiência política, Trump segurou uma ajuda militar de US$ 391 milhões, vital para o país, que enfrenta uma guerra indireta da Rússia nas províncias de Luhansk e Donetsk.

Trump queria que Zelensky anunciasse publicamente a investigação sobre Joe e Hunter Biden e uma suposta interferência da Ucrânia na eleição presidencial de 2016. Trump tenta usar a Ucrânia como contraponto à flagrante interferência da Rússia em apoio à sua candidatura, como comprovou o procurador especial Robert Mueller, sem encontrar provas de conluio da campanha com o Kremlin.

Seria munição para a campanha de 2020, que já começou. Como vice-presidente no governo Barack Obama, Joe Biden participou de um grupo de combate à corrupção na Ucrânia e pressionou para derrubar um procurador-geral leniente com a corrupção.

Numa total inversão da realidade, Trump tenta ligar a queda do procurador-geral corrupto a uma investigação que nunca existiu sobre Hunter Biden. Embora haja um possível conflito de interesses quando o filho do vice-presidente dos EUA sai pelo mundo a fazer negócios, os filhos de Trump fazem isso todo o tempo e não há indícios de irregularidades dos Biden.

Nenhuma Justiça que se preze abre investigação sem um fato com suspeita de crime.

A entrevista estava marcada para 13 de setembro. Pouco antes, a ajuda militar à Ucrânia foi liberada e estourou a notícia de que um soprador de apito, um agente de inteligência dera o alerta de que o presidente havia comprometido a política externa e a segurança nacional dos EUA num telefonema a Zelensky em 25 de julho.

O presidente usou a política externa e a estrutura do governo dos EUA, aliado a uma potência estrangeira, para atacar um adversário político interno. Trump e seus corregilionários querem descobrir a identidade do agente que denunciou o escândalo. Mas já foram revelados trechos da conversa telefônica em que o presidente americano pede "um favor" ao ucraniano.

Há dois dias, no início das audiências públicas na Câmara dos Representantes do processo de impeachment, o embaixador dos EUA na Ucrânia, William Taylor Jr., revelou ter ouvido um telefonema em que Trump perguntou ao embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, sobre as investigações. Ao desligar, Sondland comentou que o presidente estava mais interessado na investigação do que na Ucrânia.

Ontem, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, levantou suspeita de que o presidente tenha subornado o presidente ucraniano ao reter a ajuda militar. É um crime de responsabilidade que pode justificar um processo de impeachment.

Sondland, um contribuinte da campanha de Trump que ganhou a embaixada na UE como recompensa, formou com o advogado particular do presidente, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, um grupo que fazia uma política externa paralela em busca de lama para a campanha eleitoral de Trump.

A Ucrânia era uma das repúblicas onde a União Soviética tinha armas nucleares. Quando todas as armas atômicas soviéticas foram transferidas para a Rússia, os EUA, a Rússia e o Reino Unido assinaram o memorando de Budapeste, dando garantias de segurança à Ucrânia. De 1994 a 1996, a Ucrânia entregou o terceiro maior arsenal nuclear do mundo.

Em 2014, depois da revolta popular que derrubou o presidente Viktor Yanukovic, aliado de Moscou, a Rússia anexou a península da Crimeia e fomentou uma guerra civil dos ucranianos de origem russa no Leste da Ucrânia, violando o Memorando de Budapeste.

O primeiro documento da história da Rússia é uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, adotando o cristianismo como religião oficial. A Rússia Kievana é o primeiro Estado russo. Desta forma, para o nacionalismo russo, se a Rússia nasceu em Kiev, a Ucrânia faz parte da Rússia.

Há outra questão importante. Se os dois países são irmãos, uma Ucrânia democrática e voltada para o Ocidente, para a União Europeia - Yanukovich caiu quando suspendeu um acordo de associação à UE sob pressão do Kremlin - é uma ameaça à ditadura de Vladimir Putin.

A Ucrânia tem seu próprio exemplo, a Polônia. Livre da União Soviética e do comunismo, a Polônia entrou para a UE e se tornou um país próspero e moderno, com uma qualidade de vida invejável para os padrões ucranianos.

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Juiz manda governo Trump devolver credencial de repórter da CNN

Em uma vitória da liberdade de imprensa, um juiz federal dos Estados Unidos aceitou hoje o pedido da rede de televisão americana CNN para devolver a credencial do setorista da Casa Branca Jim Acosta, cassada depois que ele discutiu com o presidente Donald Trump durante uma entrevista coletiva.

"Quero agradecer a todos os meus colega da imprensa que me apoiaram nesta semana e quero agradecer ao juiz pela decisão de hoje", festejou Acosta diante do tribunal, em Washington, a capital dos EUA. Até a TV Fox News, que apoia Trump, ficou ao lado do repórter neste caso.

No dia seguinte à vitória eleitoral que deu maioria na Câmara dos Representantes ao Partido Democrata, de oposição, Trump se irritou com uma pergunta sobre a caravana de miseráveis da América Central que tentam entrar nos EUA, descrita pela presidente como uma invasão.

Quando Trump pediu a uma estagiária da Casa Branca que tirasse o microfone de Acosta, o repórter perguntou se o presidente temia novas denúncias do procurador especial Robert Mueller, que investiga um possível conluio da campanha de Trump com a Rússia na eleição presidencial de 2016.

Mais tarde, a assessora de imprensa de Trump declarou em nota: "Hoje, o tribunal deixou claro que não existe um direito absoluto de acesso à Casa Branca com base na Primeira Emenda. Em resposta, vamos temporariamente restituir a credencial. Também vamos estabelecer regras e processos para garantir entrevistas coletivas justas e ordeiras no futuro. Precisa haver decoro na Casa Branca."

A ação da CNN se baseia na Emenda nº 1 à Constituição dos EUA, que garante plena liberdade de imprensa, alegando que a credencial foi cassada por causa do conteúdo das reportagens do jornalista. Trump hostiliza constantemente todo repórter e meio de comunicação que divulga notícias críticas a seu governo, chamando-os de "inimigos do povo" e acusando-os de publicar "notícias falsas".

Sua atitude encoraja ditadores ao redor do mundo a atacar jornalistas, como foi o caso do dissidente saudita Jamal Khashoggi, morto e esquartejado no Consulado da Arábia Saudita em Istambul, na Turquia, em 2 de outubro de 2018.

quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Investigação sobre terrorismo nos EUA foca no Sul da Flórida

Depois que dez bombas caseiras foram enviadas para adversários e críticos do presidente Donald Trump, o FBI (Federal Bureau of Investigation), a polícia federal dos Estados Unidos investiga endereços no Sul do estado da Flórida, onde alguns artefatos explosivos teriam sido postos no correio. Hoje foram descobertas mais três bombas, duas destinadas ao ex-vice-presidente Joe Biden e a outra ao ator Robert de Niro, noticiou o jornal The New York Times.

Os outros alvos foram os ex-presidente Bill Clinton e Barack Obama, a ex-senadora Hillary Clinton, o e-ministro da Justiça Eric Holder, a deputada Maxine Waters, o ex-diretor da CIA (Agência Central de Inteligência) John Brennan, comentarista da rede de televisão CNN, para onde foi enviada a bomba, e o megainvestidor George Soros, patrocinador de causas liberais.

Todos os pacotes-bomba apontavam como remetente a deputada Debbie Wasserman Schulz, ex-presidente do diretório nacional do Partido Democrata. "Parecem ter sido enviadas pela mesma pessoa", declarou um investigador.

A primeira bomba foi encontrada na segunda-feira na casa de Soros, em Nova York. As bombas para os ex-presidentes e altos funcionários foram interceptadas pelo serviço secreto. Na madrugada de hoje, às 5h (6h em Brasília), um segurança da Tribeca Produções, de Robert de Niro, suspeitou de um pacote e chamou o esquadrão antibombas da polícia nova-iorquina. A bomba foi removida uma hora e meia depois.

De Niro, crítico feroz de Trump, usou palavrões para se referir ao presidente americano na entrega dos Prêmios Tony, em junho passado.

No primeiro momento, a suspeita era de que algumas bombas tivessem sido deixadas diretamente nas caixas de correio. Agora, a polícia acredita que todas serão enviadas pelo correio. O objetivo agora é descobrir onde os envelopes e componentes das bombas foram comprados.

O FBI está pegando os dados das torres de telefonia celular nas áreas onde supõe que as bombas tenham sido postadas. Vai criar uma lista dos usuários que andaram por lá quando os pacotes com explosivos foram remetidos.

Depois de prometer defender todos os americanos e pedir unidade na Casa Branca à tarde, na noite de ontem Trump voltou ao discurso contra o jornalismo, acusando a imprensa de "incivilidade", "hostilidade permanente" e de publicar "notícias falsas".

Em resposta, o ex-diretor da CIA mandou o presidente parar de culpar os outros e se "olhar no espelho". Durante entrevista coletiva, o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, reafirmou que foi terrorismo.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Até republicanos admitem vitória de Hillary no primeiro debate

Depois de avançar nas pesquisas nas últimas seis semanas, o bilionário Donald Trump tinha a chance de virar o jogo ontem à noite, mas foi amplamente derrotado pela ex-secretária de Estado Hillary Clinton no primeiro debate dos candidatos à Presidência dos Estados Unidos. Até os republicanos reconhecem a vitória de Hillary, como indicam pesquisas e grupos de eleitores indecisos.

Em pesquisa da rede de televisão CNN, 62% deram a vitória a Hillary e 27% a Trump. De acordo com o instituto de pesquisas Public Policy Polling, a democrata venceu por 50% a 41%.

Em um painel de especialistas da revista Politico.com, 99% dos democratas e 57% dos republicanos viram vantagem para a ex-secretária de Estado.

Na Flórida, de um grupo de 20 indecisos convidados pela CNN, 18 gostaram mais da democrata.

O pesquisador republicano Frank Luntz reuniu um grupo de indecisos em outro estado decisivo na eleição presidencial de 8 de novembro, a Pensilvânia. Só cinco preferiram Trump contra 15 para Hillary.

Em Ohio, de um grupo de 29 indecisos, 11 declararam uma tendência de votar em Hillary em 8 de novembro e o resto continua sem saber. Ninguém decidiu votar em Trump. Há décadas, nenhum republicano chega à Casa Branca sem vencer em Ohio.

O Partido Republicano espera que a vitória da democrata no primeiro debate não tenha grande impacto nas pesquisas e que seu candidato se recupere nos outros dois.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Venezuela expulsa CNN

A Venezuela anulou os vistos de trabalho dos jornalistas da rede de televisão americana CNN, horas depois do presidente Nicolás Maduo afirmar que a emissora tinha de "retificar" sua cobertura da crise política no país e "parar de fazer propaganda de guerra".

Venezuela ameaça expulsar a CNN

Depois de acusar a televisão americana CNN de apresentar a crise política na Venezuela como uma guerra civil, o presidente Nicolás Maduro ameaçou ontem bloquear as transmissões da emissora e expulsar suas equipes do país. As redes de TV locais, controladas pelo regime chavista, praticamente não cobrem os protestos em que pelo menos seis pessoas morreram.

"Pedi ao ministro das Comunicações que notifique a CNN de que será aberto um processo administrativo para expulsá-la se não se corrigir. A CNN tem de parar de fazer propaganda de guerra", bradou o sucessor de Hugo Chávez, que a exemplo do caudilho morto culpa os Estados Unidos por todos os problemas venezuelanos.

Maduro acrescentou: "Fico no meu escritório assistindo à CNN 24 horas por dia. É uma programação de guerra. Eles querem mostrar ao mundo que a Venezuela está em estado de guerra civil enquanto as pessoas estão trabalhando".

Na semana passada, o governo obrigou as companhias venezuelanas de TV a cabo de excluir a transmissão da rede colombiana especializada em notícias NTN24, acusando-a de gerar "ansiedade" ao difundir imagens dos protestos da oposição.

As TVs venezuelanas, acusadas (com razão) de apoiar o golpe contra Chávez em abril de 2002, tiveram a licença cassada ou foram vendidas a grupos amigos do regime.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

OTAN instala mísseis na fronteira da Turquia com Síria

Para impedir o alastramento da guerra civil na Síria para a vizinha Turquia, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), a aliança militar liderada pelos Estados Unidos, deve instalar mísseis antimísseis Patriot do lado turco da fronteira entre os dois países, anunciou hoje o secretário-geral Anders Fogh Rasmussen, ex-primeiro-ministro da Dinamarca.

Em entrevista à correspondente Christiane Amanpour, da rede de televisão americana CNN, o chefe da OTAN antecipou a decisão que deve ser tomada hoje pelos ministros da defesa da aliança atlântica.

Os Estados Unidos relutam em intervir militarmente na Síria. Eleito depois do desastroso George W. Bush, de quem herdou as guerras no Afeganistão e no Iraque, o presidente Barack Obama faz tudo para se livrar desses conflitos. Tudo o que não quer é uma nova guerra no Oriente Médio.

Pelos planos de contingência do Departamento da Defesa, o Pentágono, seriam necessários 75 mil homens para intervir na Síria, único país do Oriente Médio com uma base militar russa. O Irã é outro aliado da ditadura de Bachar Assad, para quem manda armas através do espaço aéreo do Iraque.

Como os rebeldes conquistaram vitórias militares importantes nas últimas semanas, o governo Obama teme que Assad intensifique o uso da força e lance mão de armas químicas como último recurso para salvar o regime. Neste caso, ou se houver risco de que essas armas caiam nas mãos de extremistas muçulmanos, os EUA invadiriam a Síria.

Nos últimos dias, os serviços secretos dos EUA teriam detectado movimento de armas químicas na Síria. O governo promete não usá-las contra seu próprio povo.

Os mísseis da OTAN da Turquia visam a desencorajar Assad de tentar internacionalizar a guerra civil síria como manobra para se salvar.

A ONU retirou seu pessoal não essencial da Síria.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

TVs anunciam vitória de Obama

Com a vitória do presidente Barack Obama no estado-chave de Ohio, a Fox News e a CNN acabam de declarar que ele está reeleito para mais um mandato quatro anos na Presidência dos Estados Unidos.

Apesar de enfrentar a pior crise econômica desde a Grande Depressão, com desemprego de 7,9%, contra uma campanha pesada financiada por bilionários através dos chamados supercomitês de ação política e o racismo de parte da sociedade americana, o presidente negro consegue se reeleger.

O movimento radical de direita Festa do Chá, que cresceu com a vitória republicana nas eleições intermediárias de 2010, foi amplamente derrotado. Seus candidatos perderam as disputas para o Senado e o candidato republicano a vice-presidente, deputado Paul Ryan, não conseguiu levar a chapa à vitória no seu estado, Wisconsin.

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Racistas são expulsos da convenção republicana

Duas pessoas foram expulsas da Covenção Nacional do Partido Republicano dos Estados Unidos depois de jogar amendoin numa repórter cinematográfica negra da rede de televisão americana CNN e dizer: "É assim que se alimenta os animais".

"Dois participantes tiveram comportamento deplorável nesta noite", declararam os responsáveis pela convenção que oficializou a candidatura do ex-governador de Massachusetts Mitt Romney à Presidência dos EUA na eleição de 6 de novembro de 2012. "Sua conduta é indesculpável e inaceitável. Esse tipo de comportamento não será tolerado".

Com o primeiro presidente negro da História dos EUA lutando pela reeleição, qualquer acusação séria de racismo roubaria muitos votos da oposição. As imagens do plenário mostram uma maioria esmagadora de brancos, louros e anglo-saxões. Os discursos fazem apelos inflamados para que Obama seja presidente de um só mandato, uma pressão que líderes negros denunciam como racista.

terça-feira, 7 de junho de 2011

EUA não querem volta de Saleh ao Iêmen

Os Estados Unidos tentam impedir a volta ao Iêmen do presidente Ali Abdullah Saleh, no poder desde 1978. Insistem que ele deve deixar o cargo imediatamente. Saleh foi ferido num bombardeio ao palácio presidencial em Saná e está em tratamento na Arábia Saudita.

Ao mesmo tempo, mais de 400 guerreiros de uma tribo local tomaram a cidade de Taiz, no sudoeste do país mais pobre do mundo árabe, informa a TV americana CNN. Aumenta a pressão sobre o regime, que há quatro meses enfrenta uma revolta popular como as que derrubaram os ditadores do Egito e da Tunísia.

Saleh estaria com um pulmão em colapso e 40% atingido por queimaduras.

sábado, 4 de junho de 2011

ONU estima que mil foram mortos na Síria

Mais de mil pessoas foram mortas em dois meses e meio de revolta popular contra a ditadura na Síria, declarou ontem o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, informa a TV americana CNN.

A revolta iniciada na cidade de Dera chegou a Hama, local de um massacre de 20 mil pessoas em 1982, quando o ditador era Hafez Assad, pai do atual presidente, Bachar Assad.

Os protestos na cidade teriam reunido 50 mil pessoas, informa o sítio de notícias MarketWatch. Pelo menos 63 pessoas foram mortas, informou em Londres o Observatório Sírio de Direitos Humanos, atualizando os números de ontem.

Desde o início dos protestos, em 15 de março de 2011, pelo menos 51 crianças foram mortas, denunciam os Comitês de Coordenação Locais da revolução síria, que estimam o total de mortos em 1.270.

O resto do mundo continua receoso, quase em silêncio diante do colapso sangrento de uma das ditaduras mais fechadas do Oriente Médio. Nem Israel se manifesta, como se o futuro governo sírio pudesse ser pior do que o regime da família Assad.

Nesta semana, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, voltou a insistir que Assad deve renunciar ou iniciar reformas liberalizantes, como se sua permanência no poder ainda fosse aceitável.