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sábado, 10 de fevereiro de 2024

Biden ameaça cortar ajuda militar a Israel

 Os Estados Unidos deram um prazo de 45 dias para Israel apresentar um relatório sobre medidas para proteger civis e evitar crimes de guerra, sob a ameaça do presidente Joe Biden de cortar a ajuda militar, noticiou o jornal conservador israelense Jerusalem Post.

 Israel tem mais duas semanas para apresentar relatório à Corte Internacional de Justiça dentro do processo em que é acusado pela África do Sul de cometer "atos de genocídio" na Faixa de Gaza.

A grande preocupação é com a ofensiva rumo a Rafá, no extremo sul de Gaza, que está sob intenso bombardeio nos últimos dias em preparação de um avanço por terra do Exército de Israel. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ordenou a retirada dos civis e a destruição de quatro batalhões do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) que estariam aquartelados na cidade.

Netanyahu insiste numa "vitória total", com a eliminação do Hamas, mas a inteligência dos EUA estima que só um terço dos milicianos do grupo terrorista tenham sido mortos até agora. A destruição da máquina militar do Hamas exigiria muito meses mais, talvez anos.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Maioria republicana no Senado absolve Trump no processo de impeachment

Como era esperado, os senadores do Partido Republicano absolveram hoje o presidente Donald Trump no julgamento do processo de impeachment. Só um senador republicano, o ex-candidato a presidente Mitt Romney, condenou Trump por abuso de poder. Eram necessários os votos de pelo menos 20 senadores do partido para afastar o presidente.

O processo começou em setembro na Câmara dos Representantes, dominada pelo Partido Democrata, de oposição. Trump foi investigado por pressionar o novo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a investigar as atividades de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, principal rival de Trump na eleição deste ano. Hunter dirigia uma empresa de gás no país.

Trump segurou uma ajuda militar de 391 milhões de dólares aprovada pelo Congresso para pressionar o líder ucraniano. Também queria um inquérito para acusar a Ucrânia e não à Rússia pela interferência indevida nas eleições de 2016 nos Estados Unidos.

Um agente secreto que teve acesso ao conteúdo de um telefonema de Trump e Zelensky em 25 de julho deu o alerta. O presidente exigia um anúncio oficial da abertura de investigações sobre Biden e o filho. Usou a máquina pública para conseguir um trunfo na campanha eleitoral deste ano.

Em 17 de dezembro, a maioria democrata na Câmara aprovou a denúncia contra o presidente com duas acusações: abuso de poder ao usar a máquina pública para pressionar o presidente da Ucrânia em benefício próprio e obstrução do Congresso ao se negar a entregar documentos e a autorizar assessores a depor. 

Pela Constituição dos Estados Unidos, basta maioria simples para a Câmara denunciar um presidente num processo de impeachment. Mas a condenação no Senado exige dois terços dos votos. Meu comentário:

sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Presidente da Ucrânia ia anunciar abertura de inquérito sobre Biden

Sob pressão de um ultimato do governo Donald Trump, o presidente Volodymyr Zelensky esta prestes a anunciar a abertura de inquérito sobre os negócios de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, na Ucrânia quando estourou o escândalo que pode levar ao impeachment do presidente dos Estados Unidos.

Zelensky faria a revelação bombástica para atingir o favorito para ser o candidato do Partido Democrata à Casa Branca na eleição presidencial de 2020 em entrevista ao jornalista Fareed Zakaria, na rede de televisão CNN.

Para pressionar o novo presidente ucraniano, um comediante sem experiência política, Trump segurou uma ajuda militar de US$ 391 milhões, vital para o país, que enfrenta uma guerra indireta da Rússia nas províncias de Luhansk e Donetsk.

Trump queria que Zelensky anunciasse publicamente a investigação sobre Joe e Hunter Biden e uma suposta interferência da Ucrânia na eleição presidencial de 2016. Trump tenta usar a Ucrânia como contraponto à flagrante interferência da Rússia em apoio à sua candidatura, como comprovou o procurador especial Robert Mueller, sem encontrar provas de conluio da campanha com o Kremlin.

Seria munição para a campanha de 2020, que já começou. Como vice-presidente no governo Barack Obama, Joe Biden participou de um grupo de combate à corrupção na Ucrânia e pressionou para derrubar um procurador-geral leniente com a corrupção.

Numa total inversão da realidade, Trump tenta ligar a queda do procurador-geral corrupto a uma investigação que nunca existiu sobre Hunter Biden. Embora haja um possível conflito de interesses quando o filho do vice-presidente dos EUA sai pelo mundo a fazer negócios, os filhos de Trump fazem isso todo o tempo e não há indícios de irregularidades dos Biden.

Nenhuma Justiça que se preze abre investigação sem um fato com suspeita de crime.

A entrevista estava marcada para 13 de setembro. Pouco antes, a ajuda militar à Ucrânia foi liberada e estourou a notícia de que um soprador de apito, um agente de inteligência dera o alerta de que o presidente havia comprometido a política externa e a segurança nacional dos EUA num telefonema a Zelensky em 25 de julho.

O presidente usou a política externa e a estrutura do governo dos EUA, aliado a uma potência estrangeira, para atacar um adversário político interno. Trump e seus corregilionários querem descobrir a identidade do agente que denunciou o escândalo. Mas já foram revelados trechos da conversa telefônica em que o presidente americano pede "um favor" ao ucraniano.

Há dois dias, no início das audiências públicas na Câmara dos Representantes do processo de impeachment, o embaixador dos EUA na Ucrânia, William Taylor Jr., revelou ter ouvido um telefonema em que Trump perguntou ao embaixador americano na União Europeia, Gordon Sondland, sobre as investigações. Ao desligar, Sondland comentou que o presidente estava mais interessado na investigação do que na Ucrânia.

Ontem, a presidente da Câmara, a deputada democrata Nancy Pelosi, levantou suspeita de que o presidente tenha subornado o presidente ucraniano ao reter a ajuda militar. É um crime de responsabilidade que pode justificar um processo de impeachment.

Sondland, um contribuinte da campanha de Trump que ganhou a embaixada na UE como recompensa, formou com o advogado particular do presidente, o ex-prefeito de Nova York Rudy Giuliani, um grupo que fazia uma política externa paralela em busca de lama para a campanha eleitoral de Trump.

A Ucrânia era uma das repúblicas onde a União Soviética tinha armas nucleares. Quando todas as armas atômicas soviéticas foram transferidas para a Rússia, os EUA, a Rússia e o Reino Unido assinaram o memorando de Budapeste, dando garantias de segurança à Ucrânia. De 1994 a 1996, a Ucrânia entregou o terceiro maior arsenal nuclear do mundo.

Em 2014, depois da revolta popular que derrubou o presidente Viktor Yanukovic, aliado de Moscou, a Rússia anexou a península da Crimeia e fomentou uma guerra civil dos ucranianos de origem russa no Leste da Ucrânia, violando o Memorando de Budapeste.

O primeiro documento da história da Rússia é uma carta de Vladimir, príncipe de Kiev, adotando o cristianismo como religião oficial. A Rússia Kievana é o primeiro Estado russo. Desta forma, para o nacionalismo russo, se a Rússia nasceu em Kiev, a Ucrânia faz parte da Rússia.

Há outra questão importante. Se os dois países são irmãos, uma Ucrânia democrática e voltada para o Ocidente, para a União Europeia - Yanukovich caiu quando suspendeu um acordo de associação à UE sob pressão do Kremlin - é uma ameaça à ditadura de Vladimir Putin.

A Ucrânia tem seu próprio exemplo, a Polônia. Livre da União Soviética e do comunismo, a Polônia entrou para a UE e se tornou um país próspero e moderno, com uma qualidade de vida invejável para os padrões ucranianos.

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Transcrição de conversa com líder da Ucrânia compromete Trump

Sob intensa pressão da oposição democrata, a Casa Branca divulgou na manhã de hoje uma transcrição editada de um telefonema de 25 de julho em que o presidente Donald Trump pressiona o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, a abrir inquérito para investigar os negócios de Hunter Biden, filho do ex-vice-presidente Joe Biden, hoje o principal adversário de Trump na eleição presidencial de 2020.

Na conversa, depois de segurar ajudas militar e econômica à Ucrânia, Trump avisa Zelensky que o ministro da Justiça e procurador-geral dos Estados Unidos, William Barr, e o ex-prefeito de Nova York Rudolph Giuliani vão entrar em contato para ajudar na investigação.

"Queria que você nos fizesse um favor", pediu Trump, quando Zelensky falou em comprar equipamentos militares americanos. Depois de dizer que os EUA "fizeram muito pela Ucrânia", o presidente acrescentou: "Então, o que você puder fazer como procurador-geral será ótimo."

Trump alegou que "há muita conversa sobre o filho de Biden, que Biden teria bloqueado a investigação e muita gente quer saber o que houve."

Zelensky respondeu que "o próximo procurador-geral será 100% meu, será meu candidato. Ele ou ela vai examinar a situação."

Em 12 de agosto, um oficial de informações que teve acesso ao conteúdo do telefonema alertou o diretor-geral de Inteligência de que o presidente havia feito algo capaz de comprometer a segurança nacional dos EUA.

Ontem, a presidente da Câmara dos Representantes, a deputada democrata Nancy Pelosi, abriu inquérito para um possível processo de impeachment contra Trump, alegando que o presidente violou a Constituição dos EUA e que "ninguém está acima da lei".

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

EUA suspendem toda ajuda de segurança ao Paquistão

O governo Donald Trump vai congelar toda ajuda de segurança ao Paquistão até que este país tome medidas mais duras contra as redes de terrorismo islâmico em seu território. A medida vai atrapalhar o apoio logístico e o suprimento das forças dos Estados Unidos no vizinho Afeganistão.

Pelos cálculos do jornal inglês Financial Times, são cerca de US$ 2 bilhões. Dias depois da embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, anunciar que o governo Trump vai segurar a liberação de uma ajuda militar de US$ 255 milhões, Washington confirmou a suspensão de mais de US$ 1 bilhão.

Há anos, os EUA acusam o Paquistão de servir de refúgio para grupos terroristas, inclusive para a milícia dos Talebã (Estudantes), que os americanos combatem no Afeganistão desde 2001. Por um lado, o apoio do Paquistão era considerado indispensável; de outro, o país abriga uma grande quantidade de grupos extremistas muçulmanos que usa na guerra indireta com a Índia.

A maior vítima deste jihadismo é o próprio Paquistão. Entre tantos outros casos, a ex-primeira-ministra Benazir Bhutto foi morta num atentado em 27 de dezembro de 2007, quando fazia campanha para voltar ao poder.

Desde o ano 2000, 62.979 foram mortas no Paquistão pelo terrorismo e a guerra contra o terrorismo. O pico foi em 2009, com 11.704 mortes.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

EUA e Japão dão ajuda militar a países no Mar do Sul da China

Os Estados Unidos e o Japão prometeram hoje aumentar a ajuda militar aos países envolvidos em disputas territoriais com a China no Mar do Sul da China (Brunei, Filipinas, Malásia, Taiwan e Vietnã), reportou hoje a Agência France Presse (AFP).

De acordo com a Guarda Costeira das Filipinas, os EUA vão dar dois aviões-espiões usados para aumentar a vigilância aérea e orientar as patrulhas navais do país. O Japão vai fornecer navios, barcos, equipamento de telecomunicações e treinamento para a Guarda Costeira da Malásia.

Ontem, o Japão havia prometido às Filipinas dois navios de patrulha costeira e cinco aviões-espiões usados. O governo japonês vem gradualmente aumentando a ajuda militar às Filipinas. Antes, prometera dez barcos-patrulha.

Hoje o governo filipino denunciou a construção de mais uma ilha artificial pelo regime comunista chinês nos rochedos de Scarborough.

Diante do crescente poderio militar chinês e do recuo estratégico dos EUA, o primeiro-ministro Shinzo Abe tenta reverter as limitações ao uso da força no exterior impostas ao Japão na Constituição de 1947, durante a ocupação americana depois da Segunda Guerra Mundial (1939-45). Na sua estratégia de contenção da China, também se aproxima da Índia e do Vietnã.

domingo, 13 de setembro de 2015

Rússia reforça ajuda militar a Bachar Assad na Síria

A Rússia vai manter o apoio à ditadura de Bachar Assad, reafirmou hoje o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, acrescentando que especialistas russos vão orientar as forças do governo da Síria no uso dos equipamentos comprados de Moscou, noticiou a agência Reuters.

Há poucos dias, imagens de satélite revelaram a chegada de um comboio de caminhões com ajuda da Rússia ao regime sírio. Oficialmente era apenas ajuda humanitária, mas ninguém conferiu o conteúdo da carga entregue am áreas dominadas por Assad.

Sob pressão internacional da Europa e dos Estados Unidos para aceitar um acordo que exclua Assad do futuro governo da Síria, o presidente Vladimir Putin deve discursar neste mês na Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York. Deve explicar suas posições sobre a Síria, a Ucrânia, a crise econômica internacional, a queda nos preços do petróleo e as sanções internacionais contra a economia da Rússia.

A Síria é sede da única base naval da Rússia no Mar Mediterrâneo. Putin quer preservá-la. Defender Assad tornou-se uma questão de honra para o autoritário líder russo. É mais uma batalha de sua guerrilha particular contra o Ocidente.

quinta-feira, 21 de maio de 2015

Navio do Irã chega a Djibúti para inspeção antes de ir para o Iêmen

O navio cargueiro iraniano Chahed está parado a pouco mais de cinco quilômetros do principal porto de Djibúti, um pequeno país do Nordeste da África onde estão sendo concentrados os esforços de ajuda humanitária na guerra civil do Iêmen, para ser inspecionado.

A tripulação espera espaço para receber autorização para atracar ou que uma equipe das Nações Unidas ou da Cruz Vermelha Internacional vão a bordo e verifiquem se o navio leva apenas ajuda humanitária e não ajuda militar para os rebeldes hutis, xiitas zaiditas apoiados pelo Irã que derrubaram em fevereiro o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi.

Se o navio iraniano tivesse decidido ir diretamente para o porto iemenita de Hudaida, como seria seu plano inicial, poderia ser abordo por navios de guerra dos Estados Unidos e da Arábia Saudita que patrulham a região.

domingo, 29 de dezembro de 2013

Arábia Saudita dá ajuda militar de US$ 3 bi ao Líbano

Diante da desestabilização do Líbano pela guerra civil na Síria, a Arábia Saudita vai dar uma ajuda militar de US$ 3 bilhões ao país, anunciou hoje o presidente libanês, Michel Suleiman.

As monarquias ricas em petróleo do Golfo Pérsico, que são sunitas, temem o fortalecimento da milícia fundamentalista xiita Hesbolá (Partido de Deus), que luta ao lado da ditadura de Bachar Assad na Síria com a ajuda do Irã.

No fundo, há uma disputa pelo poder regional entre a Arábia Saudita e o Irã, entre sunitas e xiitas. Com o desinteresse dos Estados Unidos de intervir militarmente na Síria e sua reaproximação com o Irã, a monarquia saudita passou em 2013 a adotar uma política externa mais independente de Washington.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

EUA e UE param de apoiar o Exército da Síria Livre

Os Estados Unidos e a União Europeia anunciaram hoje que só darão ajuda não letal ao Exército da Síria Livre, que teria sido infiltrado por extremistas muçulmanos.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

EUA cortam ajuda militar ao Egito

Depois do golpe que derrubou o presidente eleito Mohamed Mursi, do massacre de mais de mil civis pela ditadura militar e de outras medidas repressivas, os Estados Unidos decidiram cortar a ajuda militar do Egito, de US$ 1,3 bilhão por ano, ou pelo menos os US$ 585 milhões ainda não desembolsados em 2013. Israel é contra.

Essa ajuda é dada desde que o Egito abandonou o Bloco Soviético, alinhou-se aos EUA e fez um acordo de paz com Israel, em 1979. Agora, autoridades israelenses temem que as relações bilaterais sejam prejudicadas pela decisão americana.

Imediatamente, as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico que apoiaram o golpe contra a Irmandade Muçulmana, a Arábia Saudita, o Catar e os Emirados Árabes Unidos, se dispuseram a dar às Forças Armadas egípcias o dinheiro que estão perdendo.

Pela lei americana, os EUA não podem ajudar diretamente regimes golpistas. Como é um dos países mais importantes do mundo árabe e tem um acordo de paz com Israel, o governo Barack Obama relutou, mas ontem a Casa Branca anunciou deixou vazar a notícia, ainda não foi confirmada, do corte da ajuda ao Egito.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Total de mortos no Egito chega a 525

O total oficial de mortes na ação das forças de segurança do Egito para dispersar manifestantes favoráveis ao presidente deposto Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, chegou hoje a 525, informou no Cairo o Ministério da Saúde.

Em pronunciamento divulgado neste momento, o presidente Barack Obama afirma que os Estados Unidos não tomam partido de nenhum dos dois lados, querem o sucesso de um Egito "pacífico, democrático e próspero".

Obama suspendeu manobras militares conjuntas, mas não cortou a ajuda militar de US$ 1,3 bilhão por ano. O Egito é um dos países que mais recebem ajuda dos EUA desde que o então presidente Anuar Sadat abandonou a União Soviética e foi a Jerusalém, em 1977, e assinou um acordo de paz com Israel, em 1979.

domingo, 19 de maio de 2013

Presidente afegão vai pedir ajuda militar à Índia

Na visita de três dias que começa amanhã em Nova Déli, o presidente Hamid Karzai vai pedir à India ajuda militar para o Afeganistão, o que certamente vai desagradar ao Paquistão, inimigo histórico da Índia.

Entre os assuntos em discussão, Karzai vai analisar com o governo indiano os recentes conflitos de fronteira entre o Afeganistão e o Paquistão. Os dois países disparos de artilharia pesada no distrito de Gochta, na província afegã de Nangarhar.

O Afeganistão acusa o Paquistão de querer instalar postos militares avançados dentro do território afegão. Não é o primeiro conflito em torno da fronteira conhecida como Linha Durand, traçada no século 19 pelo Império Britânico.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

Bombardeio a posto de gasolina mata 30 na Síria

Pelo menos pelo menos 30 pessoas morreram hoje num ataque aéreo contra um posto de gasolina perto da vila de Ain Issa, no Norte da Síria, denunciaram os rebeldes que lutam há um ano e meio para derrubar a ditadura de Bachar Assad, noticia o jornal The New York Times.

Um helicóptero militar caiu perto de Damasco, a capital do país. Os rebeldes anunciaram que ele foi derrubado. Na versão oficial, sua hélice teria sido atingida por um avião de passageiros com 200 pessoas a bordo que teria pousado sem problemas, noticia a TV pública britânica BBC.

Nos Estados Unidos, o senador John Kerry, presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, propôs a suspensão da ajuda ao Iraque se este país não fechar seu espaço aéreo para voos usados pela Guarda Revolucionária Iraniana para levar armas, munições e suprimentos ao governo sírio.

O Irã é o maior aliado da Síria no Oriente Médio. Luta para evitar a queda de Assad, que deixaria a ditadura dos aiatolás ainda mais isolada. Estaria enviando grandes carregamentos de armas para o regime sírio, acusa um relatório de serviços secretos ocidentais a que a agência de notícias Reuters teve acesso.

Em Bagdá, o porta-voz do governo iraquiano rejeitou as "acusações sem base", afirmando que o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, um aliado natural do Irã, defende "uma solução pacífica do conflito sírio" e "a proibição de qualquer interferência de outros países na Síria pelo envio de armas ou apoio para que outros façam isso". Desde que o Iraque proibiu a passagem dos carregamentos iranianos por terra, o transporte estaria sendo feito por aviões civis com a conivência de Maliki.

Um túmulo em Teerã confirma a participação da Guarda Revolucionária Iraniana na guerra civil na Síria. A lápide da sepultura do major Muharram Turk revela que ele morreu como "mártir" aos 33 anos em Damasco, em 19 de janeiro de 2012, como mostra o sítio da TV árabe especializada em notícias Al Arabiya, com sede nos Emirados Árabes Unidos.

Depois de descrever as revoluções populares na Tunísia, no Egito e na Líbia como um "renascimento islâmico, o regime fundamentalista irianiano adota uma postura totalmente diferente em relação à revolta contra Assad.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

EUA ameaçam suspender ajuda ao Egito

O governo Barack Obama ameaçou ontem suspender a ajuda militar ao Egito de US$ 1,3 bilhão por ano depois que o governo provisório das Forças Armadas proibiu a saída do país de meia dúzia de americanos do Instituto Republicano Internacional, que promove a democracia.

Sam LaHood, filho do secretário dos Transporte, Ray LaHood, foi impedido no sábado de pegar um voo do aeroporto do Cairo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, revelou o jornal The New York Times.