Setenta e três por cento dos americanos são favoráveis ao restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba e 72% querem o fim do embargo econômico à ilha, indica uma sondagem feita pelo Centro de Pesquisas Pew.
Nos últimos meses, houve um aumento do apoio ao reatamento, selado ontem com a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. Em janeiro de 2015, 63% eram a favor do reatamento e 66% favoráveis a acabar com o boicote econômico imposto contra o regime comunista cubano depois da estatização de propriedades de americanos na ilha.
Depois de 54 anos de ruptura, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram em 17 de dezembro de 2014 uma reconciliação que marca o fim da Guerra Fria na América Latina. O fim do embargo depende de decisão do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.
Entre os democratas, 83% aprovam a iniciativa do presidente Obama e 82% o fim do embargo. Entre os independentes, 75% apoiam o reatamento. No eleitorado republicano, o apoio ao fim do boicote econômico cresceu de 47% em janeiro para 59%.
Cerca de 74% dos negros e hispânicos, e 72% dos brancos, querem o fim das restrições econômicas; 43% acreditam que Cuba vai ser tornar "mais democrática" nos próximos anos.
A pesquisa ouviu 2.002 adultos de 14 a 20 de julho de 2015.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 22 de julho de 2015
terça-feira, 27 de março de 2012
Apoio à guerra no Afeganistão cai nos EUA
Diante dos recentes escândalos e massacres, cerca de 69% americanos entendem que é hora de acabar com a guerra no Afeganistão, a mais longa da História dos Estados Unidos, indica uma pesquisa feita para o jornal The New York Times e a rede de televisão CBS. Em quatro meses, o apoio à guerra caiu em 16 pontos percentuais.
Depois da morte do líder da rede Al Caeda, Ossama ben Laden, em maio de 2011, o apoio à guerra perdeu sentido para boa parte dos americanos. As imagens de soldados americanos urinando em cadáveres afegãos, o escândalo da queima do Corao, livro sagrado dos muçulmanos, em quartéis americanos, e o massacre de 16 civis em Kandahar, em março, minaram ainda mais o apoio popular à intervenção.
Para 68% dos entrevistados, a guerra vai "um pouco mal" ou "muito mal". O pessimismo é tanto de eleitores democratas quanto republicanos. Seis em cada dez republicanos, geralmente mais favoráveis ao uso da força, estão descontentes com os rumos do conflito.
Na opinião de 44%, os EUA deveriam se retirar antes da data prevista, em 2014; 33% querem manter o atual cronograma; 17% defendem a manutenção das forças no Afeganistão pelo tempo necessário; e 3% são a favor de uma retirada imediata.
Depois da morte do líder da rede Al Caeda, Ossama ben Laden, em maio de 2011, o apoio à guerra perdeu sentido para boa parte dos americanos. As imagens de soldados americanos urinando em cadáveres afegãos, o escândalo da queima do Corao, livro sagrado dos muçulmanos, em quartéis americanos, e o massacre de 16 civis em Kandahar, em março, minaram ainda mais o apoio popular à intervenção.
Para 68% dos entrevistados, a guerra vai "um pouco mal" ou "muito mal". O pessimismo é tanto de eleitores democratas quanto republicanos. Seis em cada dez republicanos, geralmente mais favoráveis ao uso da força, estão descontentes com os rumos do conflito.
Na opinião de 44%, os EUA deveriam se retirar antes da data prevista, em 2014; 33% querem manter o atual cronograma; 17% defendem a manutenção das forças no Afeganistão pelo tempo necessário; e 3% são a favor de uma retirada imediata.
quinta-feira, 1 de março de 2012
Ativistas americanos deixam Egito
Sete americanos acusados de atuação política ilegal que estavam proibidos de sair do Egito deixaram hoje o país. As autoridades egípcias tinham suspendido a proibição ontem.
Os americanos de organizações não lucrativas ligadas aos dois grandes partidos políticos dos Estados Unidos foram para o Egito ensinar a população local a usar a Internet como arma política. Isso foi fundamental para o sucesso da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011. Eles não tinham a documentação necessária para atuar no país.
Diante do processo, que agora deve ser arquivado, os EUA ameaçaram suspender uma ajuda de US$ 1,5 bilhão por ano que dão ao Egito. Por sua vez, a Irmandade Muçulmana, partido vencedor das primeiras eleições parlamentares livres da história do país, advertiu que sem a ajuda americana o acordo de paz com Israel poderia ser revisado.
O processo foi visto como mais uma peça na estratégia das Forças Armadas para manter o poder e adiar sua transferência aos civis.
Os americanos de organizações não lucrativas ligadas aos dois grandes partidos políticos dos Estados Unidos foram para o Egito ensinar a população local a usar a Internet como arma política. Isso foi fundamental para o sucesso da revolução que derrubou o ditador Hosni Mubarak em 11 de fevereiro de 2011. Eles não tinham a documentação necessária para atuar no país.
Diante do processo, que agora deve ser arquivado, os EUA ameaçaram suspender uma ajuda de US$ 1,5 bilhão por ano que dão ao Egito. Por sua vez, a Irmandade Muçulmana, partido vencedor das primeiras eleições parlamentares livres da história do país, advertiu que sem a ajuda americana o acordo de paz com Israel poderia ser revisado.
O processo foi visto como mais uma peça na estratégia das Forças Armadas para manter o poder e adiar sua transferência aos civis.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
EUA ameaçam suspender ajuda ao Egito
O governo Barack Obama ameaçou ontem suspender a ajuda militar ao Egito de US$ 1,3 bilhão por ano depois que o governo provisório das Forças Armadas proibiu a saída do país de meia dúzia de americanos do Instituto Republicano Internacional, que promove a democracia.
Sam LaHood, filho do secretário dos Transporte, Ray LaHood, foi impedido no sábado de pegar um voo do aeroporto do Cairo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, revelou o jornal The New York Times.
Sam LaHood, filho do secretário dos Transporte, Ray LaHood, foi impedido no sábado de pegar um voo do aeroporto do Cairo para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, revelou o jornal The New York Times.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Irã pede US$ 500 mil para libertar americana
A Justiça do Irã fixou em US$ 500 mil, cerca de R$ 860 mil, a fiança para libertar Sarah Shourd, uma alpinista americana preso em 31 de julho de 2009 junto com dois colegas.
Apesar de alegarem que cruzaram sem saber a fronteira entre o Iraque e o Irã numa região montanhosa, os três foram presos e acusados de espionagem.
No domingo, pela primeira vez, o advogado Moussad Chafie conseguiu ver os três americanos e disse que eles estão bem.
Sarah Shourd está numa solitária. Deveria ter sido solta no sábado, mas a Justiça do Irã recuou na última hora, dizendo que o processo não estava encerrado.
O advogado declarou que a decisão de pagar a fiança é de responsabilidade da acusada.
Apesar de alegarem que cruzaram sem saber a fronteira entre o Iraque e o Irã numa região montanhosa, os três foram presos e acusados de espionagem.
No domingo, pela primeira vez, o advogado Moussad Chafie conseguiu ver os três americanos e disse que eles estão bem.
Sarah Shourd está numa solitária. Deveria ter sido solta no sábado, mas a Justiça do Irã recuou na última hora, dizendo que o processo não estava encerrado.
O advogado declarou que a decisão de pagar a fiança é de responsabilidade da acusada.
domingo, 23 de março de 2008
Americanos esperam recuperação em 2009
Cerca de 60% dos americanos acreditam que a situação econômica dos Estados Unidos será "boa" em 2009, em contraste com 75% que a consideram "ruim" no momento, indica uma pesquisa divulgada pela rede de televisão CNN.
Dos mil entrevistados entre 14 e 16 de março, 83% estão confiantes em que conseguirão manter sua padrão de vida no próximo ano e 85% acham que manterão seus empregos nos próximos seis meses.
Nove em cada dez estão certos de que vão quitar as prestações da casa própria e 83% esperam pagar em dia seus empréstimos educacionais, prestações de automóveis e cartões de crédito no futuro. A dívida média dos cartões de crédito dos entrevistados é de US$ 4 mil.
Dos mil entrevistados entre 14 e 16 de março, 83% estão confiantes em que conseguirão manter sua padrão de vida no próximo ano e 85% acham que manterão seus empregos nos próximos seis meses.
Nove em cada dez estão certos de que vão quitar as prestações da casa própria e 83% esperam pagar em dia seus empréstimos educacionais, prestações de automóveis e cartões de crédito no futuro. A dívida média dos cartões de crédito dos entrevistados é de US$ 4 mil.
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