O ditador Nicolás Maduro anunciou hoje o rompimento de relações diplomáticas de seu governo com os Estados Unidos e deu 72 horas para os diplomatas americanos deixarem a Venezuela. O governo Donald Trump repudiou a decisão e declarou que não vai retirar seus representantes.
Horas antes, o presidente da Assembleia Nacional, dominada pela oposição, Juan Guaidó, prestou juramento público diante de milhares de manifestantes em Caracas como presidente interino para "conseguir o fim da usurpação".
A oposição considera ilegítimo o governo de Maduro, reeleito fraudulentamente em maio do ano passado, e afirma que a Assembleia Nacional eleita em 6 de dezembro de 2015, nas últimas eleições democráticas na Venezuela, é o único poder legítimo no país.
Imediatamente, os EUA reconheceram o governo interino e o mesmo fizeram Brasil, Argentina, Chile, Colômbia, Peru, Canadá e Reino Unido.
Maduro pediu à Justiça que tome providências contra Guaidó. O ministro da Defesa, general Padrino López, e o comando das Forças Armadas apoiam Maduro como "presidente legítimo" da Venezuela. Sem uma cisão dentro do regime e entre os militares, o ditador não cai.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019
Venezuela de Maduro rompe relações com os EUA
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quinta-feira, 3 de maio de 2018
Marrocos rompe com o Irã e se aproxima da Arábia Saudita
O reino do Marrocos fechou ontem sua embaixada em Teerã e retirou o embaixador, rompendo relações com o Irã. O ministro do Exterior marroquino, Nasser Bourita, acusou a república islâmica de fornecer armas para a Frente Polisário, que luta pela independência da República Árabe Saariana Democrática no Saara Ocidental, antigo Saara Espanhol, especialmente mísseis terra-ar, através da milícia fundamentalista xiita libanesa Hesbolá (Partido de Deus).
As relações bilaterais são difíceis há muito tempo. Em 2009, o Marrocos rompeu com o Irã por causa do apoio do regime fundamentalista iraniano a uma rebelião xiita no Bahrein. Na época, também acusou o Irã de tentar converter os marroquinos ao xiismo.
O Marrocos ocupa a maior parte do Saara Ocidental desde 1975, quando a Espanha abandonou a antiga colônia com a morte do ditador Francisco Franco. Em 1991, depois de anos de guerra da Frente Polisário contra os vizinhos Marrocos e Mauritânia, houve uma trégua dentro de um processo de paz conduzido pelas Nações Unidas. Mas o Marrocos nunca permitiu a realização de um plebiscito para que o povo saariano decidisse a questão da independência.
Em maio de 2005, o conflito ressurgiu como a Intifada da Independência e durou até novembro daquele ano. Desde então, houve várias ondas de protesto dos saarianos contra a dominação marroquina.
No mês passado, o Marrocos denunciou às Nações Unidas a ajuda da Argélia à Frente Polisário. Para contrabalançar a influência argelina, o Marrocos procura o apoio dos Estados Unidos da França e do Conselho de Cooperação do Golfo, liderado pela Arábia Saudita.
Sob a liderança do jovem príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, os sauditas lideram uma aliança sunita contra a expansão iraniana no mundo árabe e muçulmano. A Argélia é aliada do Irã.
Assim, a Arábia Saudita elogiou imediatamente a decisão do Marrocos de romper com o Irã. O governo marroquino espera agora auferir benefícios dados pela Arábia Saudita em razão do rompimento com Teerã.
As relações bilaterais são difíceis há muito tempo. Em 2009, o Marrocos rompeu com o Irã por causa do apoio do regime fundamentalista iraniano a uma rebelião xiita no Bahrein. Na época, também acusou o Irã de tentar converter os marroquinos ao xiismo.
O Marrocos ocupa a maior parte do Saara Ocidental desde 1975, quando a Espanha abandonou a antiga colônia com a morte do ditador Francisco Franco. Em 1991, depois de anos de guerra da Frente Polisário contra os vizinhos Marrocos e Mauritânia, houve uma trégua dentro de um processo de paz conduzido pelas Nações Unidas. Mas o Marrocos nunca permitiu a realização de um plebiscito para que o povo saariano decidisse a questão da independência.
Em maio de 2005, o conflito ressurgiu como a Intifada da Independência e durou até novembro daquele ano. Desde então, houve várias ondas de protesto dos saarianos contra a dominação marroquina.
No mês passado, o Marrocos denunciou às Nações Unidas a ajuda da Argélia à Frente Polisário. Para contrabalançar a influência argelina, o Marrocos procura o apoio dos Estados Unidos da França e do Conselho de Cooperação do Golfo, liderado pela Arábia Saudita.
Sob a liderança do jovem príncipe herdeiro, Mohamed ben Salman, os sauditas lideram uma aliança sunita contra a expansão iraniana no mundo árabe e muçulmano. A Argélia é aliada do Irã.
Assim, a Arábia Saudita elogiou imediatamente a decisão do Marrocos de romper com o Irã. O governo marroquino espera agora auferir benefícios dados pela Arábia Saudita em razão do rompimento com Teerã.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
EUA expulsam 15 diplomatas cubanos
O governo Donald Trump ordenou hoje a expulsão de 15 diplomatas, mais da metade da delegação de Cuba nos Estados Unidos. É uma reação a um suposto ataque sônico que teria atingido mais de 20 diplomatas americanos e seus parentes quando serviam em Havana.
A lista com os 15 diplomatas expulsos foi entregue pelo Departamento de Estado do embaixador cubano em Washington, José Cabañas. Eles têm sete dias para deixar os EUA.
Na semana passada, os EUA retiraram todo o pessoal não essencial da embaixada em Havana. Decidiram expulsar os cubanos por uma questão de reciprocidade. "A decisão sobre as expulsões foi tomada devido à inabilidade de Cuba de proteger nossos diplomatas em Havana", declarou um porta-voz do Departamento de Estado.
"É uma decisão política e uma medida retaliatória", protestou em Havana o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodríguez, alegando que não tomada com base em fatos. "Cuba jamais perpetrou ou perpetraria ataques de qualquer tipo contra diplomatas e suas famílias, sem exceção." Também afirmou que não cederia seu território para uma ação desta natureza.
Alguns diplomatas americanos e seus familiares tiveram problemas de saúde como náusea, confusão mental, perda de audição e de memória. O governo Trump atribui isso a supostos ataques mudos e silenciosos com ondas de ultrassom ou infrassom, imperceptíveis pelo ouvido humano.
O senador democrata Patrick Leahy discordou: "Antes de retaliar outros países e expulsar seus diplomatas, deveríamos ter provas de que eles, e não outro país ou terceiros, fizeram mal a nossos cidadãos. Não sabemos quem fez isso e por quê, e estamos punindo os cubanos por não impedi-lo."
Quando anunciaram a decisão de retirar parte de seus diplomatas em Cuba, os EUA também desaconselharam os americanos a viajar à ilha.
As relações diplomáticas entre os EUA e Cuba foram reatadas após um anúncio do presidente Barack Obama e do ditador Raúl Castro em dezembro de 2014. O reatamento foi concretizado pela reabertura das embaixadas dos dois países, anunciada em 1º de julho de 2015.
Obama era a favor do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em fevereiro de 1962, em retaliação à revolução comunista liderada por Fidel Castro e à estatização de propriedades de americanos em Cuba. Desde 1992, o embargo é lei aprovada pelo Congresso. Só o Congresso pode acabar com ele. A lei atual exige a realização de eleições livres e democráticas na ilha.
Desde a eleição de Trump, a reaproximação entre os dois países foi esfriada e agora entrou claramente em retrocesso.
A lista com os 15 diplomatas expulsos foi entregue pelo Departamento de Estado do embaixador cubano em Washington, José Cabañas. Eles têm sete dias para deixar os EUA.
Na semana passada, os EUA retiraram todo o pessoal não essencial da embaixada em Havana. Decidiram expulsar os cubanos por uma questão de reciprocidade. "A decisão sobre as expulsões foi tomada devido à inabilidade de Cuba de proteger nossos diplomatas em Havana", declarou um porta-voz do Departamento de Estado.
"É uma decisão política e uma medida retaliatória", protestou em Havana o ministro do Exterior cubano, Bruno Rodríguez, alegando que não tomada com base em fatos. "Cuba jamais perpetrou ou perpetraria ataques de qualquer tipo contra diplomatas e suas famílias, sem exceção." Também afirmou que não cederia seu território para uma ação desta natureza.
Alguns diplomatas americanos e seus familiares tiveram problemas de saúde como náusea, confusão mental, perda de audição e de memória. O governo Trump atribui isso a supostos ataques mudos e silenciosos com ondas de ultrassom ou infrassom, imperceptíveis pelo ouvido humano.
O senador democrata Patrick Leahy discordou: "Antes de retaliar outros países e expulsar seus diplomatas, deveríamos ter provas de que eles, e não outro país ou terceiros, fizeram mal a nossos cidadãos. Não sabemos quem fez isso e por quê, e estamos punindo os cubanos por não impedi-lo."
Quando anunciaram a decisão de retirar parte de seus diplomatas em Cuba, os EUA também desaconselharam os americanos a viajar à ilha.
As relações diplomáticas entre os EUA e Cuba foram reatadas após um anúncio do presidente Barack Obama e do ditador Raúl Castro em dezembro de 2014. O reatamento foi concretizado pela reabertura das embaixadas dos dois países, anunciada em 1º de julho de 2015.
Obama era a favor do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em fevereiro de 1962, em retaliação à revolução comunista liderada por Fidel Castro e à estatização de propriedades de americanos em Cuba. Desde 1992, o embargo é lei aprovada pelo Congresso. Só o Congresso pode acabar com ele. A lei atual exige a realização de eleições livres e democráticas na ilha.
Desde a eleição de Trump, a reaproximação entre os dois países foi esfriada e agora entrou claramente em retrocesso.
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
Catar restabelece relações plenas com o Irã
Numa medida que deve irritar ainda mais a Arábia Saudita e as outras monarquias petroleiras do Oriente Médio, o Catar restabeleceu hoje relações diplomáticas plenas com o Irã. O Ministério do Exterior catarino anunciou o envio de um embaixador a Teerã depois de um ano e dez meses.
O Catar havia retirado seu embaixador de Teerã em janeiro de 2016 em resposta a ataques contra instalações diplomáticas sauditas no Irã. A retirada do embaixador é o último passo antes do rompimento total
Não houve explicação oficial para o reatamento. É uma retaliação ao boicote ao Catar declarado em junho pela Arábia Saudita, o Egito, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, sob a alegação de que o Catar apoia o terrorismo e é próximo do Irã, o arqui-inimigo das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
Esses países cortaram as ligações com o Catar por terra, mar e ar. A Alemanha, os Estados Unidos e o Kuwait tentaram intermediar um acordo, sem sucesso. O Catar rejeitou as 13 exigências dos vizinhos, que incluíam uma ruptura total com o Irã e o fechamento do canal de telejornalismo Al Jazira.
A crise se agravou com a visita de um membro do ramo da família real do Catar derrubado num golpe de Estado em 1972 à mansão do sultão da Arábia Saudita perto de Tânger, no Marrocos. O encontro foi visto como um possível desafio aos atuais governantes catarinos.
O Catar havia retirado seu embaixador de Teerã em janeiro de 2016 em resposta a ataques contra instalações diplomáticas sauditas no Irã. A retirada do embaixador é o último passo antes do rompimento total
Não houve explicação oficial para o reatamento. É uma retaliação ao boicote ao Catar declarado em junho pela Arábia Saudita, o Egito, os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein, sob a alegação de que o Catar apoia o terrorismo e é próximo do Irã, o arqui-inimigo das monarquias petroleiras sunitas do Golfo Pérsico.
Esses países cortaram as ligações com o Catar por terra, mar e ar. A Alemanha, os Estados Unidos e o Kuwait tentaram intermediar um acordo, sem sucesso. O Catar rejeitou as 13 exigências dos vizinhos, que incluíam uma ruptura total com o Irã e o fechamento do canal de telejornalismo Al Jazira.
A crise se agravou com a visita de um membro do ramo da família real do Catar derrubado num golpe de Estado em 1972 à mansão do sultão da Arábia Saudita perto de Tânger, no Marrocos. O encontro foi visto como um possível desafio aos atuais governantes catarinos.
sexta-feira, 4 de agosto de 2017
Trump culpa Congresso por problema nas relações com a Rússia
Em sua metralhadora giratória no Twitter, um dia depois de sancionar uma lei impondo novas sanções à Rússia, o presidente Donald Trump culpou o Congresso dos Estados Unidos pela deterioração nas relações entre os dois países.
Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.
"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.
Mais uma vez, Trump ignorou a história e a realidade atual: "Nosso relacionamento com a Rússia está no pior momento em todos os tempos, muito perigoso", afirmou o presidente. Esqueceu que os dois países quase foram à guerra nuclear durante a Guerra Fria e que há várias investigações sobre a interferência indevida do Kremlin na eleição presidencial americana do ano passado.
"Vocês podem agradecer ao Congresso, as mesmas pessoas que não são capazes de nos dar uma reforma da saúde", disparou o presidente, criticando o Senado, que não aprovou várias tentativas do governo Trump para acabar com o programa de universalização da saúde do governo Barack Obama.
quinta-feira, 15 de junho de 2017
Trump vai reduzir abertura em relação a Cuba
CAMBRIDGE-MA, EUA - O presidente Donald Trump deve anunciar amanhã sua política para Cuba. Deve restringir o turismo, a remessa de dinheiro e qualquer negócio com empresas ligadas às Forças Armadas, mas não reverter totalmente o reatamento realizado pelo governo Barack Obama, noticiou o boletim de notícias The Hill.
Em discurso em Miami, na Flórida, onde se concentra a maior comunidade cubano-americana, o presidente deve anunciar "marcos de referência" nas relações entre os dois países, exigindo a libertação de todos os presos políticos e a realização de eleições diretas na ilha, governada há 58 anos pela ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Trump não vai ressuscitar a polícia conhecida como "pé seco, pé molhado", revogada por Obama, pela qual cubanos que colocassem o pé em terra tinham direito de asilo automático nos Estados Unidos. As visitas individuais de americanos serão proibidas. Em grupo, as visitas serão permitidas. Os voos comerciais entre os dois países também serão mantidos.
Em discurso em Miami, na Flórida, onde se concentra a maior comunidade cubano-americana, o presidente deve anunciar "marcos de referência" nas relações entre os dois países, exigindo a libertação de todos os presos políticos e a realização de eleições diretas na ilha, governada há 58 anos pela ditadura dos irmãos Fidel e Raúl Castro.
Trump não vai ressuscitar a polícia conhecida como "pé seco, pé molhado", revogada por Obama, pela qual cubanos que colocassem o pé em terra tinham direito de asilo automático nos Estados Unidos. As visitas individuais de americanos serão proibidas. Em grupo, as visitas serão permitidas. Os voos comerciais entre os dois países também serão mantidos.
terça-feira, 6 de junho de 2017
Resgate de US$ 1 bilhão levou vizinhos árabes a isolar o Catar
O pagamento de um resgate de US$ 1 bilhão pela libertação de 26 membros da família real catarina e de 50 milicianos tomados como reféns levou ao rompimento de relações diplomáticas da Arábia Saudita, do Bahrein, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), do Egito e do Iêmen com o Catar, informou hoje o jornal britânico Financial Times. A fortuna foi paga a um braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, a altos funcionários iranianos e a milícias xiitas ligadas ao Irã.
Para seus vizinhos árabes, ao pagar tamanha fortuna como resgate, a monarquia catarina está financiando o extremismo muçulmano e o terrorismo. Os reféns eram membros da família real sequestrados durante uma expedição de caça no Iraque em dezembro de 2015 e 50 milicianos de grupos financiados pelo Catar na guerra civil síria. O pagamento foi acertado em abril.
"O resgate foi a palha que quebrou a espinha do camelo", comentou um analista político da região do Golfo Pérsico usando a frase dos árabes do deserto equivalente à gota d'água que transbordou o copo.
Maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, o Catar é um pequeno país de 11,6 mil quilômetros quadrados, uma península do Golfo Pérsico com 2,7 milhões de habitantes. Tem a maior base militar dos EUA no Oriente Médio.
A principal televisão árabe especializada em notícias, Al Jazira, é do Catar e incomoda as ditaduras do mundo árabe. A Arábia Saudita, o Bahrein e os EAU fecharam os escritórios d'al Jazira.
Rica e independente, a monarquia catarina financia grupos como a Irmandade Muçulmana, o mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 pelo egípcio Hassan al-Bana, considerado terrorista pela ditadura militar do Egito e pela Arábia Saudita, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), maior grupo fundamentalista palestino, e grupos extremistas na guerra civil síria. Já financiou a milícia dos Talebã, no Afeganistão, e agora ajudou o Irã e milícias iranianas.
"Se quiser saber como o Catar financia grupos jihadistas, basta olhar o acordo sobre os reféns", declarou um oposicionista sírio que participou de negociações de sequestro, libertação e troca de reféns com Al Caeda. "Essa não foi a primeira vez. É mais uma de uma série que vem desde o início da guerra", há 6 anos e 3 meses.
Cerca de US$ 700 milhões foram pagos a altos funcionários iranianos e a milícias xiitas apoiadas pelo Irã, os maiores inimigos do grupo de monarquias petroleiras de maioria sunita liderado pela Arábia Saudita (o Bahrein tem maioria xiita e elite dominante sunita, fonte de conflito permanente). Os reféns da família real teriam sido levados para o Irã.
A libertação de reféns, na visão de um diplomata ocidental, criou "a cobertura que o Irã e o Catar vinham procurando há muito tempo para realizar esta transação".
"Os iranianos levaram a maior parte", reclamou um miliciano xiita iraquiano. "Ficamos frustrados. Não era esse o acerto."
O resto do dinheiro, cerca de US$ 300 milhões, foi para grupos extremistas muçulmanos sunitas na Síria, especialmente Tahrir al-Sham (Liberdade no Levante), ligado à rede terrorista Al Caeda, e Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante), parte do Exército da Conquista, uma aliança de grupos salafistas jihadistas que lutam contra a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Irã.
"Isso significa que o Catar gastou US$ 1 bilhão neste negócio maluco", desabafou um comandante rebelde no conflito sírio. Ao financiar os dois lados, o Catar alimenta a guerra civil num país arrasado.
Em abril, o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anunciou a apreensão de centenas de milhões de dólares que entraram ilegalmente no país dentro de malas em aviões vindos do Catar. Não se sabe se faziam parte da mesma negociata.
Para seus vizinhos árabes, ao pagar tamanha fortuna como resgate, a monarquia catarina está financiando o extremismo muçulmano e o terrorismo. Os reféns eram membros da família real sequestrados durante uma expedição de caça no Iraque em dezembro de 2015 e 50 milicianos de grupos financiados pelo Catar na guerra civil síria. O pagamento foi acertado em abril.
"O resgate foi a palha que quebrou a espinha do camelo", comentou um analista político da região do Golfo Pérsico usando a frase dos árabes do deserto equivalente à gota d'água que transbordou o copo.
Maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, o Catar é um pequeno país de 11,6 mil quilômetros quadrados, uma península do Golfo Pérsico com 2,7 milhões de habitantes. Tem a maior base militar dos EUA no Oriente Médio.
A principal televisão árabe especializada em notícias, Al Jazira, é do Catar e incomoda as ditaduras do mundo árabe. A Arábia Saudita, o Bahrein e os EAU fecharam os escritórios d'al Jazira.
Rica e independente, a monarquia catarina financia grupos como a Irmandade Muçulmana, o mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 pelo egípcio Hassan al-Bana, considerado terrorista pela ditadura militar do Egito e pela Arábia Saudita, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), maior grupo fundamentalista palestino, e grupos extremistas na guerra civil síria. Já financiou a milícia dos Talebã, no Afeganistão, e agora ajudou o Irã e milícias iranianas.
"Se quiser saber como o Catar financia grupos jihadistas, basta olhar o acordo sobre os reféns", declarou um oposicionista sírio que participou de negociações de sequestro, libertação e troca de reféns com Al Caeda. "Essa não foi a primeira vez. É mais uma de uma série que vem desde o início da guerra", há 6 anos e 3 meses.
Cerca de US$ 700 milhões foram pagos a altos funcionários iranianos e a milícias xiitas apoiadas pelo Irã, os maiores inimigos do grupo de monarquias petroleiras de maioria sunita liderado pela Arábia Saudita (o Bahrein tem maioria xiita e elite dominante sunita, fonte de conflito permanente). Os reféns da família real teriam sido levados para o Irã.
A libertação de reféns, na visão de um diplomata ocidental, criou "a cobertura que o Irã e o Catar vinham procurando há muito tempo para realizar esta transação".
"Os iranianos levaram a maior parte", reclamou um miliciano xiita iraquiano. "Ficamos frustrados. Não era esse o acerto."
O resto do dinheiro, cerca de US$ 300 milhões, foi para grupos extremistas muçulmanos sunitas na Síria, especialmente Tahrir al-Sham (Liberdade no Levante), ligado à rede terrorista Al Caeda, e Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante), parte do Exército da Conquista, uma aliança de grupos salafistas jihadistas que lutam contra a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Irã.
"Isso significa que o Catar gastou US$ 1 bilhão neste negócio maluco", desabafou um comandante rebelde no conflito sírio. Ao financiar os dois lados, o Catar alimenta a guerra civil num país arrasado.
Em abril, o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anunciou a apreensão de centenas de milhões de dólares que entraram ilegalmente no país dentro de malas em aviões vindos do Catar. Não se sabe se faziam parte da mesma negociata.
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segunda-feira, 5 de junho de 2017
Quatro países árabes rompem com Catar acusando-o de terrorismo
A Arábia Saudita, o Bahrein, o Egito e os Emirados Árabes Unidos (EAU) romperam relações diplomáticas com o emirado do Catar, sob a alegação de que mina a segurança regional ao financiar o terrorismo. O governo saudita cortou os contatos por terra, mar e ar.
Em nota no Twitter, o Ministério do Exterior declarou que, num esforço para proteger a "segurança nacional das ameaças do terrorismo e do extremismo, a Arábia Saudita decidiu cortar as relações diplomáticas e consulares com o Catar."
O Catar admite apoiar movimentos islâmicos como a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Bana. Depois de breve passagem pelo poder durante a Primavera Árabe, no Egito, a Irmandade Muçulmana foi derrubada num golpe militar chefiado pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi.
Além do apoio à Irmandade Muçulmana, o Catar é dono da televisão árabe Al Jazira, especializada em notícias, que incomoda as ditaduras do mundo árabe e foi proibida na Arábia Saudita, no Bahrein e nos EAU.
Mesmo assim, a agência de notícias oficial do Bahrein acusou a Al Jazira na Internet de "minar a segurança e a estabilidade do Reino do Bahrein e interferir nos seus assuntos internos", de apoiar "atos de terror" e de financiar "grupos armados associados ao Irã para realizar ataques subversivos e semear o caos no Reino."
O Bahrein deu 48 horas para os diplomatas catarinos deixarem o país.
Com a notícia do rompimento entre grandes produtores de petróleo, o barril do tipo Brent, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, subiu 0,5% para US$ 50,28.
Em nota no Twitter, o Ministério do Exterior declarou que, num esforço para proteger a "segurança nacional das ameaças do terrorismo e do extremismo, a Arábia Saudita decidiu cortar as relações diplomáticas e consulares com o Catar."
O Catar admite apoiar movimentos islâmicos como a Irmandade Muçulmana, o mais antigo grupo fundamentalista muçulmano, fundado em 1928 no Egito por Hassan al-Bana. Depois de breve passagem pelo poder durante a Primavera Árabe, no Egito, a Irmandade Muçulmana foi derrubada num golpe militar chefiado pelo atual ditador, marechal Abdel Fattah al-Sissi.
Além do apoio à Irmandade Muçulmana, o Catar é dono da televisão árabe Al Jazira, especializada em notícias, que incomoda as ditaduras do mundo árabe e foi proibida na Arábia Saudita, no Bahrein e nos EAU.
Mesmo assim, a agência de notícias oficial do Bahrein acusou a Al Jazira na Internet de "minar a segurança e a estabilidade do Reino do Bahrein e interferir nos seus assuntos internos", de apoiar "atos de terror" e de financiar "grupos armados associados ao Irã para realizar ataques subversivos e semear o caos no Reino."
O Bahrein deu 48 horas para os diplomatas catarinos deixarem o país.
Com a notícia do rompimento entre grandes produtores de petróleo, o barril do tipo Brent, padrão da Bolsa de Mercadorias de Londres, subiu 0,5% para US$ 50,28.
sábado, 3 de dezembro de 2016
China protesta contra conversa de Trump com presidente de Taiwan
A República Popular da China protestou formalmente hoje contra a conversa telefônica entre o presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, e a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen. Foi o primeiro contato oficial de chefes de Estado desde que os EUA romperam com a ilha que a China considera uma província rebelde, em 1979.
O ministro do Exterior chinês, Wang Yi, condenou Taiwan por fazer a ligação, que chamou de manobra "mesquinha" sem acusar diretamente a equipe de transição de Trump. Ele reafirmou que o princípio de que só existe uma China é a base das relações entre os dois países.
Por força deste princípio, a China não mantém relações diplomáticas com países que reconhecem Taiwan. Os EUA não reconhecem Taiwan, mas mantém o compromisso de garantir sua segurança, aceitam a política de uma única China, só rejeitam o uso da força para reunificar o país.
Ao comentar o telefonema, um porta-voz do presidente eleito declarou que Trump e Tsai "discutiram os laços econômicos, políticos e de segurança entre os EUA e Taiwan".
A reação do regime comunista chinês foi cautelosa. O telefonema foi uma amostra de como será o relacionamento EUA-China. Nos seus comícios de agradecimento pela vitória, nesta semana, Trump voltou a citar o enorme déficit comercial dos EUA. A maior parte é com a China.
No Twitter, seu meio de comunicação favorito, Trump ironizou as críticas: "Interessante que os EUA vendam de bilhões de dólares em equipamentos militares a Taiwan e eu não deva aceitar um telefonema de congratulação."
No Twitter, seu meio de comunicação favorito, Trump ironizou as críticas: "Interessante que os EUA vendam de bilhões de dólares em equipamentos militares a Taiwan e eu não deva aceitar um telefonema de congratulação."
O presidente eleito adotou estratégias do mundo de negócios para vencer a eleição presidencial americana. Intimida e assusta para depois apresentar sua proposta. A China é seu maior desafio. O relacionamento começa tempestuoso.
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Trump fala com presidente de Taiwan em desafio à China
Numa medida sem precedentes desde que os Estados Unidos restabeleceram relações diplomáticas com a República Popular da China, em 1979, o presidente eleito, Donald Trump, falou por telefone com a presidente Tsai Ing-wen, de Taiwan, que a China considera uma província rebelde e ameaça invadir se declarar independência, noticiou o jornal britânico Financial Times.
Os EUA romperam relações diplomáticas com Taiwan em 1979, como precondição para o reatamento com a China, reconhecendo que só existe uma China e que o governo comunista de Beijim é seu único representante legítimo. Mas mantêm o compromisso histórico de defender a ilha para onde os nacionalistas do Kuomintang fugiram quando a revolução liderada por Mao Tsé-tung tomou o poder no continente, em 1º de outubro de 1949.
Desde o rompimento, nenhum presidente dos EUA havia mantido contato oficial direto com um presidente taiwanês. A China ainda não reagiu oficialmente.
De acordo com um porta-voz da equipe de transição do presidente eleito, Trump e Tsai "discutiram os laços econômicos, políticos e segurança estreitos" entre os dois países.
O partido da presidente taiwanesa é a favor da independência, o que pode gerar retaliação de Beijim. Desde sua eleição, o regime comunista cortou as comunicações porque a líder taiwanesa não proclamou oficialmente sua adesão ao princípio de que só existe uma China, pedra fundamental da política externa de Beijim.
"A ligação coloca em dúvida se Trump aceita ou não o princípio básico das relações EUA-China", comentou Evan Medeiros, ex-assessor do governo Barack Obama especialista em China, hoje na consultoria Eurasia Group. "É uma garantia de que as relações EUA-China sob Trump terão um início muito tumultuado."
Em 1979, quando do reatamento, a China era responsável por 2% do produto mundial bruto. Hoje, produz 16% da riqueza. É a segunda maior economia do mundo e uma superpotência em ascensão.
Os EUA romperam relações diplomáticas com Taiwan em 1979, como precondição para o reatamento com a China, reconhecendo que só existe uma China e que o governo comunista de Beijim é seu único representante legítimo. Mas mantêm o compromisso histórico de defender a ilha para onde os nacionalistas do Kuomintang fugiram quando a revolução liderada por Mao Tsé-tung tomou o poder no continente, em 1º de outubro de 1949.
Desde o rompimento, nenhum presidente dos EUA havia mantido contato oficial direto com um presidente taiwanês. A China ainda não reagiu oficialmente.
De acordo com um porta-voz da equipe de transição do presidente eleito, Trump e Tsai "discutiram os laços econômicos, políticos e segurança estreitos" entre os dois países.
O partido da presidente taiwanesa é a favor da independência, o que pode gerar retaliação de Beijim. Desde sua eleição, o regime comunista cortou as comunicações porque a líder taiwanesa não proclamou oficialmente sua adesão ao princípio de que só existe uma China, pedra fundamental da política externa de Beijim.
"A ligação coloca em dúvida se Trump aceita ou não o princípio básico das relações EUA-China", comentou Evan Medeiros, ex-assessor do governo Barack Obama especialista em China, hoje na consultoria Eurasia Group. "É uma garantia de que as relações EUA-China sob Trump terão um início muito tumultuado."
Em 1979, quando do reatamento, a China era responsável por 2% do produto mundial bruto. Hoje, produz 16% da riqueza. É a segunda maior economia do mundo e uma superpotência em ascensão.
terça-feira, 28 de junho de 2016
Turquia e Israel preparam troca de embaixadores
A Turquia e Israel vão trocar embaixadores nos próximos dias depois de um acordo de reconciliação sobre o ataque israelense a uma flotilha que tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza e levar ajuda aos palestinos em que dez turcos morreram, anunciou ontem a Agência France Presse (AFP) citando fontes de Ancara.
Como os dois países têm interesses comuns em meio ao caos no Oriente Médio, o acordo foi possível. Ambos tiveram de fazer concessões.
Depois que a França praticamente vetou a candidatura da Turquia à União Europeia, o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reorientar o país para a Ásia, islamizando o regime. Apoiava o governo da Irmandade Muçulmana no Egito e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.
Nos últimos dez anos, as relações entre Israel e a Turquia esfriaram, mas agora há um degelo. Com o recuo estratégico dos Estados Unidos, as potências regionais entram no vácuo, observa a empresa de consultoria e análises estratégicas Stratfor.
Os EUA deixaram de ser a potência militar dominante no Oriente Médio. Entram com a Força Aérea e o apoio logístico, deixando o combate direto em terra a cargo de aliados locais. Ao mesmo tempo, tentam criar um equilíbrio de forças em que nenhum país se torne a potência regional hegemônica.
Além de Israel, uma potência nuclear, com o Iraque e a Síria em guerras civis arrasadoras, disputam o poder a Turquia, o Irã e a Arábia Saudita em aliança com as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico.
O Irã constrói sua influência através da comunidade xiita no Iraque, no Líbano, na Síria, no Bahrein, no Iêmen, além de ter influência sobre os xiitas em todo o Oriente Médio, inclusive na rival Arábia Saudita.
A coalizão saudita foi abalada pela reaproximação entre EUA e Irã e o acordo nuclear com grandes potências das Nações Unidas com a república islâmica em torno da questão nuclear. Tratou de reforçar sua posição com acordos de cooperação econômica e segurança.
Desde 2011, a Arábia Saudita deu empréstimos e ajuda de US$ 3 bilhões ao Egito e US$ 1,8 bilhão à Jordânia. Em fevereiro de 2015, deu US$ 5 bilhões ao Exército do Sudão. Os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e Omã prometeram mais US$ 10 bilhões ao Egito.
Os interesses da Turquia e da Arábia Saudita, ambas aliadas dos EUA, convergem em certo sentido. Durante a Guerra Fria, ajudaram a conter a influência da União Soviética. Na guerra civil da Síria, os dois países apoiam rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad.
As relações entre Israel e a Turquia vinham se deteriorando desde a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza em 2008-9. O ataque ao navio turco Mavi Marmara, da chamada Flotilha de Liberdade de Gaza, em 31 de maio de 2010, com a morte de dez pessoas, foi um golpe direto.
A Turquia rebaixou as relações diplomáticas e suspendeu a cooperação militar.
Israel concordou em pedir desculpas e indenizar as famílias dos mortos em US$ 20 milhões, mas o bloqueio a Gaza dificulta a plena normalização das relações bilaterais. Até a ajuda humanitária da Turquia a Gaza é considerada ameaça à segurança nacional israelense.
Para fortalecer sua posição regional, Israel usa suas reservas de gás natural para acordos com o Egito e a Jordânia, os dois únicos países árabes com que assinou a paz. O presidente Erdogan acaba de pedir desculpas à Rússia pelo abate de um avião de caça na guerra civil da Síria em 24 de novembro de 2015, mas as relações com a Rússia estão abaladas.
O gás é mais um interesse a aproximar a Turquia de Israel. O objetivo turco é diversificar as parcerias no setor de energia para ter alternativas de suprimento. Além de Israel, deve negociar gás natural com o Azerbaijão e o Curdistão iraquiano.
Como os dois países têm interesses comuns em meio ao caos no Oriente Médio, o acordo foi possível. Ambos tiveram de fazer concessões.
Depois que a França praticamente vetou a candidatura da Turquia à União Europeia, o presidente Recep Tayyip Erdogan decidiu reorientar o país para a Ásia, islamizando o regime. Apoiava o governo da Irmandade Muçulmana no Egito e o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza.
Nos últimos dez anos, as relações entre Israel e a Turquia esfriaram, mas agora há um degelo. Com o recuo estratégico dos Estados Unidos, as potências regionais entram no vácuo, observa a empresa de consultoria e análises estratégicas Stratfor.
Os EUA deixaram de ser a potência militar dominante no Oriente Médio. Entram com a Força Aérea e o apoio logístico, deixando o combate direto em terra a cargo de aliados locais. Ao mesmo tempo, tentam criar um equilíbrio de forças em que nenhum país se torne a potência regional hegemônica.
Além de Israel, uma potência nuclear, com o Iraque e a Síria em guerras civis arrasadoras, disputam o poder a Turquia, o Irã e a Arábia Saudita em aliança com as monarquias petroleiras do Golfo Pérsico.
O Irã constrói sua influência através da comunidade xiita no Iraque, no Líbano, na Síria, no Bahrein, no Iêmen, além de ter influência sobre os xiitas em todo o Oriente Médio, inclusive na rival Arábia Saudita.
A coalizão saudita foi abalada pela reaproximação entre EUA e Irã e o acordo nuclear com grandes potências das Nações Unidas com a república islâmica em torno da questão nuclear. Tratou de reforçar sua posição com acordos de cooperação econômica e segurança.
Desde 2011, a Arábia Saudita deu empréstimos e ajuda de US$ 3 bilhões ao Egito e US$ 1,8 bilhão à Jordânia. Em fevereiro de 2015, deu US$ 5 bilhões ao Exército do Sudão. Os Emirados Árabes Unidos, o Kuwait e Omã prometeram mais US$ 10 bilhões ao Egito.
Os interesses da Turquia e da Arábia Saudita, ambas aliadas dos EUA, convergem em certo sentido. Durante a Guerra Fria, ajudaram a conter a influência da União Soviética. Na guerra civil da Síria, os dois países apoiam rebeldes que lutam contra a ditadura de Bachar Assad.
As relações entre Israel e a Turquia vinham se deteriorando desde a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza em 2008-9. O ataque ao navio turco Mavi Marmara, da chamada Flotilha de Liberdade de Gaza, em 31 de maio de 2010, com a morte de dez pessoas, foi um golpe direto.
A Turquia rebaixou as relações diplomáticas e suspendeu a cooperação militar.
Israel concordou em pedir desculpas e indenizar as famílias dos mortos em US$ 20 milhões, mas o bloqueio a Gaza dificulta a plena normalização das relações bilaterais. Até a ajuda humanitária da Turquia a Gaza é considerada ameaça à segurança nacional israelense.
Para fortalecer sua posição regional, Israel usa suas reservas de gás natural para acordos com o Egito e a Jordânia, os dois únicos países árabes com que assinou a paz. O presidente Erdogan acaba de pedir desculpas à Rússia pelo abate de um avião de caça na guerra civil da Síria em 24 de novembro de 2015, mas as relações com a Rússia estão abaladas.
O gás é mais um interesse a aproximar a Turquia de Israel. O objetivo turco é diversificar as parcerias no setor de energia para ter alternativas de suprimento. Além de Israel, deve negociar gás natural com o Azerbaijão e o Curdistão iraquiano.
sexta-feira, 14 de agosto de 2015
Kerry festeja em Havana o reatamento com Cuba
Os mesmos fuzileiros navais em que 1961 retiraram a bandeira dos Estados Unidos da embaixada em Cuba quando os dois países romperam relações diplomáticas hastearam a bandeira hoje em Havana diante do secretário de Estado americano, John Kerry, para festejar o reatamento.
"Estamos aqui porque os presidentes Barack Obama e Raúl Castro resolveram deixar de ser reféns da história", declarou Kerry, o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde antes da revolução liderada por Fidel Castro.
A luta agora é pelo fim do embargo econômico imposto na mesma época para sufocar o regime comunista cubano e pela abertura política em Cuba, onde há centenas de presos políticos. Raúl Castro ensaiou uma abertura econômica autorizando a abertura de microempresas individuais ou familiares, mas não liberalizou o regime político.
"Estamos aqui porque os presidentes Barack Obama e Raúl Castro resolveram deixar de ser reféns da história", declarou Kerry, o primeiro secretário de Estado a visitar Cuba desde antes da revolução liderada por Fidel Castro.
A luta agora é pelo fim do embargo econômico imposto na mesma época para sufocar o regime comunista cubano e pela abertura política em Cuba, onde há centenas de presos políticos. Raúl Castro ensaiou uma abertura econômica autorizando a abertura de microempresas individuais ou familiares, mas não liberalizou o regime político.
quarta-feira, 22 de julho de 2015
Mais de 70% são a favor do reatamento e fim do embargo a Cuba
Setenta e três por cento dos americanos são favoráveis ao restabelecimento de relações diplomáticas com Cuba e 72% querem o fim do embargo econômico à ilha, indica uma sondagem feita pelo Centro de Pesquisas Pew.
Nos últimos meses, houve um aumento do apoio ao reatamento, selado ontem com a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. Em janeiro de 2015, 63% eram a favor do reatamento e 66% favoráveis a acabar com o boicote econômico imposto contra o regime comunista cubano depois da estatização de propriedades de americanos na ilha.
Depois de 54 anos de ruptura, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram em 17 de dezembro de 2014 uma reconciliação que marca o fim da Guerra Fria na América Latina. O fim do embargo depende de decisão do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.
Entre os democratas, 83% aprovam a iniciativa do presidente Obama e 82% o fim do embargo. Entre os independentes, 75% apoiam o reatamento. No eleitorado republicano, o apoio ao fim do boicote econômico cresceu de 47% em janeiro para 59%.
Cerca de 74% dos negros e hispânicos, e 72% dos brancos, querem o fim das restrições econômicas; 43% acreditam que Cuba vai ser tornar "mais democrática" nos próximos anos.
A pesquisa ouviu 2.002 adultos de 14 a 20 de julho de 2015.
Nos últimos meses, houve um aumento do apoio ao reatamento, selado ontem com a reabertura das embaixadas em Havana e Washington. Em janeiro de 2015, 63% eram a favor do reatamento e 66% favoráveis a acabar com o boicote econômico imposto contra o regime comunista cubano depois da estatização de propriedades de americanos na ilha.
Depois de 54 anos de ruptura, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram em 17 de dezembro de 2014 uma reconciliação que marca o fim da Guerra Fria na América Latina. O fim do embargo depende de decisão do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.
Entre os democratas, 83% aprovam a iniciativa do presidente Obama e 82% o fim do embargo. Entre os independentes, 75% apoiam o reatamento. No eleitorado republicano, o apoio ao fim do boicote econômico cresceu de 47% em janeiro para 59%.
Cerca de 74% dos negros e hispânicos, e 72% dos brancos, querem o fim das restrições econômicas; 43% acreditam que Cuba vai ser tornar "mais democrática" nos próximos anos.
A pesquisa ouviu 2.002 adultos de 14 a 20 de julho de 2015.
segunda-feira, 20 de julho de 2015
Bandeira de Cuba tremula em Washington
Com a reabertura das embaixadas, os Estados Unidos e Cuba reataram hoje as relações diplomáticas, rompidas há 54 anos, depois da vitória da revolução liderada por Fidel Castro.
Em Washington, a bandeira cubana foi hasteada numa cerimônia com a presença de centenas de pessoas. Pouco antes, foi colocada na entrada do Departamento de Estado.
A embaixada dos EUA em Havana abriu logo depois da meia-noite sem uma cerimônia oficial. O secretário de Estado americano, John Kerry, visita Cuba em 14 de agosto para celebrar o reatamento. Ainda não há um embaixador indicado. A maioria oposicionista no Senado ameaça dificultar e nomeação.
No auge da Guerra Fria, de 14 a 27 de outubro de 1962, a tentativa de instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba deixou o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética.
A ruptura de relações diplomáticas era anterior, de 3 de janeiro de 1961. Em 17 de dezembro de 2014, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram o reatamento.
O pleno restabelecimento das relações bilaterais ainda dependem do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em retaliação à estatização de propriedades de americanos na ilha. Isso depende do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora é maioria.
Em Washington, a bandeira cubana foi hasteada numa cerimônia com a presença de centenas de pessoas. Pouco antes, foi colocada na entrada do Departamento de Estado.
A embaixada dos EUA em Havana abriu logo depois da meia-noite sem uma cerimônia oficial. O secretário de Estado americano, John Kerry, visita Cuba em 14 de agosto para celebrar o reatamento. Ainda não há um embaixador indicado. A maioria oposicionista no Senado ameaça dificultar e nomeação.
No auge da Guerra Fria, de 14 a 27 de outubro de 1962, a tentativa de instalação de mísseis nucleares soviéticos em Cuba deixou o mundo mais perto do que nunca de uma guerra nuclear entre os EUA e a União Soviética.
A ruptura de relações diplomáticas era anterior, de 3 de janeiro de 1961. Em 17 de dezembro de 2014, o presidente Barack Obama e o ditador Raúl Castro anunciaram o reatamento.
O pleno restabelecimento das relações bilaterais ainda dependem do fim do embargo econômico imposto pelos EUA em retaliação à estatização de propriedades de americanos na ilha. Isso depende do Congresso dos EUA, onde a oposição conservadora é maioria.
quarta-feira, 1 de julho de 2015
EUA e Cuba reabrem embaixadas ainda neste mês
O presidente Barack Obama anunciou há pouco que os Estados Unidos vão reabrir sua embaixada em Havana a partir de 20 de julho de 2015, reatando formalmente as relações com Cuba, rompidas há 54 anos. A reabertura será feita com a presença do secretário de Estado americano, John Kerry. O governo cubano confirmou.
Durante entrevista nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que o isolamento de Cuba foi improdutivo, não derrubou o regime comunista e só causou mais sofrimento ao povo cubano.
Em nota, o Ministério do Exterior de Cuba citou uma carta do presidente Obama para confirmar a reabertura das embaixadas em Havana e Washington em 20 de julho ou nos dias seguintes.
Obama e o dirigente cubano Raúl Castro anunciaram o reatamento em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas apoiadas pelo Vaticano e o papa Francisco.
Ao longo dos últimos 54 anos, os EUA mantiveram uma seção de negócios dentro da Embaixada da Suécia. Com cerca de 50 funcionários, era maior do que a maioria das embaixadas em Havana. Na prática, os EUA e Cuba tinham muitos problemas comuns a tratar, como tráfico de drogas, navegação no Estreito da Flórida, refugiados e a base naval de Guantânamo, e mantinham relações informalmente em várias áreas.
O embargo econômico em vigor desde 1960 só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria da oposição republicana é contra antes da democratização de Cuba. Mas a reaproximação é irreversível e Obama pediu ao Congresso o fim do embargo.
Durante entrevista nos jardins da Casa Branca, Obama afirmou que o isolamento de Cuba foi improdutivo, não derrubou o regime comunista e só causou mais sofrimento ao povo cubano.
Em nota, o Ministério do Exterior de Cuba citou uma carta do presidente Obama para confirmar a reabertura das embaixadas em Havana e Washington em 20 de julho ou nos dias seguintes.
Obama e o dirigente cubano Raúl Castro anunciaram o reatamento em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas apoiadas pelo Vaticano e o papa Francisco.
Ao longo dos últimos 54 anos, os EUA mantiveram uma seção de negócios dentro da Embaixada da Suécia. Com cerca de 50 funcionários, era maior do que a maioria das embaixadas em Havana. Na prática, os EUA e Cuba tinham muitos problemas comuns a tratar, como tráfico de drogas, navegação no Estreito da Flórida, refugiados e a base naval de Guantânamo, e mantinham relações informalmente em várias áreas.
O embargo econômico em vigor desde 1960 só pode ser revogado pelo Congresso dos EUA, onde a maioria da oposição republicana é contra antes da democratização de Cuba. Mas a reaproximação é irreversível e Obama pediu ao Congresso o fim do embargo.
terça-feira, 30 de junho de 2015
EUA e Cuba reabrem embaixadas
Os Estados Unidos e Cuba fecharam um acordo a ser anunciado em 1º de julho de 2015 para autorizar a reabertura de suas embaixadas, pondo fim formalmente à ruptura de relações diplomáticas, ocorrida em 1961, noticiou a agência Associated Press (AP).
A reabertura reflete o desejo dos EUA de normalizar as relações com a América Latina e o de Cuba de ampliar suas oportunidades no momento em que sua maior aliada, a Venezuela, enfrenta uma série crise econômica.
Em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram o reatamento.
O embargo econômico imposto a partir de 1960 em resposta à estatização de propriedades de americanos na ilha é desde 1992 lei aprovada pelo Congresso dos EUA. Só o Congresso pode revogá-lo e a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.
A reabertura reflete o desejo dos EUA de normalizar as relações com a América Latina e o de Cuba de ampliar suas oportunidades no momento em que sua maior aliada, a Venezuela, enfrenta uma série crise econômica.
Em 17 de dezembro de 2014, depois de um ano e meio de negociações secretas, os presidentes Barack Obama e Raúl Castro anunciaram o reatamento.
O embargo econômico imposto a partir de 1960 em resposta à estatização de propriedades de americanos na ilha é desde 1992 lei aprovada pelo Congresso dos EUA. Só o Congresso pode revogá-lo e a oposição conservadora tem maioria na Câmara e no Senado.
sexta-feira, 29 de maio de 2015
EUA retiram Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo
O Departamento de Estado retirou hoje oficialmente Cuba da lista de países que apoiam o terrorismo, abrindo caminho para que o país possa manter contas bancárias nos Estados Unidos e assim reabrir sua embaixada em Washington selando o reatamento diplomático entre os dois países depois de 54 anos. O boicote econômico à ilha continua.
A normalização total das relações EUA-Cuba depende do fim do embargo, que se baseia em leis aprovadas pelo Congresso e só pode ser revogado por deputados e senadores. Como o Partido Republicano tem maioria absoluta tanto na Câmara como no Senado, o fim do embargo terá de esperar mais um pouco.
Na prática, o número de americanos que visitam a ilha aumentou seus vezes desde o anúncio do reatamento, em 17 de dezembro de 2014. Há um novo dinamismo no mercado imobiliário na ilha, com restauração de prédios históricos na Velha Havana à espera das crescentes oportunidades de negócios. Mas é evidente que o regime comunista não pretende promover nenhuma abertura política.
Cuba foi incluída na lista em 1982, no governo Ronald Reagan (1981-89), sob a alegação de fornecer treinamento, armas e refúgio para grupos guerrilheiros em atividade na América Latina. Em 14 de abril de 2015, o presidente Barack Obama anunciou a intenção de remover Cuba da lista negra.
A normalização total das relações EUA-Cuba depende do fim do embargo, que se baseia em leis aprovadas pelo Congresso e só pode ser revogado por deputados e senadores. Como o Partido Republicano tem maioria absoluta tanto na Câmara como no Senado, o fim do embargo terá de esperar mais um pouco.
Na prática, o número de americanos que visitam a ilha aumentou seus vezes desde o anúncio do reatamento, em 17 de dezembro de 2014. Há um novo dinamismo no mercado imobiliário na ilha, com restauração de prédios históricos na Velha Havana à espera das crescentes oportunidades de negócios. Mas é evidente que o regime comunista não pretende promover nenhuma abertura política.
Cuba foi incluída na lista em 1982, no governo Ronald Reagan (1981-89), sob a alegação de fornecer treinamento, armas e refúgio para grupos guerrilheiros em atividade na América Latina. Em 14 de abril de 2015, o presidente Barack Obama anunciou a intenção de remover Cuba da lista negra.
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Cuba prende pelo menos 150 dissidentes
Pelo menos 150 ativistas da oposição foram presos em Cuba, noticiou a agência Associated Press (AP), citando como fontes dissidentes do regime comunista. A presidente do movimento das Mulheres de Branco declarou que 53 ativistas do grupo e outros 36 dissidentes foram presos.
Entre 150 e 200 dissidentes foram presos, estimou o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional de Cuba, Elizardo Sánchez. É a primeira grande onda de prisões desde o anúncio do restabelecimento de relações diplomáticas com os Estados Unidos, em 17 de dezembro de 2014.
Entre 150 e 200 dissidentes foram presos, estimou o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional de Cuba, Elizardo Sánchez. É a primeira grande onda de prisões desde o anúncio do restabelecimento de relações diplomáticas com os Estados Unidos, em 17 de dezembro de 2014.
quinta-feira, 15 de janeiro de 2015
EUA aliviam restrições econômicas a Cuba
Os departamentos do Comércio e do Tesouro dos Estados Unidos adotaram hoje uma série de medidas que entram em vigor amanhã dentro do reatamento de relações com Cuba anunciado pelos presidentes Barack Obama e Raúl Castro.
A partir de amanhã, os americanos podem viajar a Cuba para visitar a família ou com objetivos culturais ou religiosos sem necessidade de permissão especial do governo dos EUA. Nos outros casos, as restrições ou turismo estão mantidas por enquanto.
Cada cidadão americano poderá enviar até US$ 8 mil por ano a Cuba, quatro vezes mais do que o limite atual. Também poderá usar cartões de crédito na ilha.
As novas regras ainda autorizam empresas americanas a exportar equipamentos de telecomunicações e oferecer serviços de Internet em Cuba.
A partir de amanhã, os americanos podem viajar a Cuba para visitar a família ou com objetivos culturais ou religiosos sem necessidade de permissão especial do governo dos EUA. Nos outros casos, as restrições ou turismo estão mantidas por enquanto.
Cada cidadão americano poderá enviar até US$ 8 mil por ano a Cuba, quatro vezes mais do que o limite atual. Também poderá usar cartões de crédito na ilha.
As novas regras ainda autorizam empresas americanas a exportar equipamentos de telecomunicações e oferecer serviços de Internet em Cuba.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
EUA enviam delegação a Cuba ainda neste mês
Os Estados Unidos vão mandar uma delegação de alto nível a Havana daqui a duas semanas para negociar o restabelecimento das relações e questões relativas à imigração com Cuba, anunciou hoje a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.
A delegação será liderada pela mais alta autoridade dos EUA para a América Latina, Roberta Jacobsen. Ela vai se encontrar com os dirigentes cubanos em 21 e 22 de janeiro de 2015.
A delegação será liderada pela mais alta autoridade dos EUA para a América Latina, Roberta Jacobsen. Ela vai se encontrar com os dirigentes cubanos em 21 e 22 de janeiro de 2015.
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