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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2024

Israel anuncia resgate de dois reféns em Rafá

Num raro sucesso no resgate de reféns, Israel anunciou a libertação de dois argentinos na cidade de Rafá. A operação envolveu o serviço secreto interno (Shin Bet), o Exército e forças especiais depois de ondas de bombardeio da Força Aérea ao Batalhão Shabura do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas).

Até agora, só três reféns foram soltos em operações militares. Durante uma trégua de uma semana no fim de novembro, 110 reféns foram trocados por 240 prisioneiros palestinos.

Para fazer pressão por uma trégua, as Brigadas al-Qassam, braço armado do Hamas, alertaram para riscos para a vida dos reféns, dos bombardeios à falta de medicamentos. Israel, por sua vez, intensifica os ataques a Rafá, a cidade mais ao sul da Faixa de Gaza, para onde fugiram mais de um milhão de pessoas.

Durante conversa telefônica de 45 minutos, o presidente Joe Biden pressionou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu a fazer um plano para proteger civis na invasão de Rafá e a chegar a um acordo para uma trégua que permita troca reféns por presos.

Diante da impopularidade de Netanyahu, o general Benny Gantz, ex-comandante militar e ex-vice-primeiro-ministro é o favorito para ser o próximo chefe de governo de Israel.

quinta-feira, 13 de outubro de 2022

Hoje na História do Mundo: 13 de Outubro

 PEDRA FUNDAMENTAL DA CASA BRANCA

    Em 1792, é lançada a pedra fundamental da sede do governo dos Estados Unidos, em Washington, a nova cidade construída especialmente para ser capital do país, substituindo a Filadélfia.

O segundo presidente dos EUA, John Adams, é o primeiro a ocupar o prédio, que logo começa a ser chamado de Casa Branca, em contraste com os edifícios de tijolos vermelhos.

Os estados de Maryland e da Virgínia cedem os territórios para a fundação do Distrito de Colúmbia. As obras começam em 1791.

Em 1814, durante a Guerra de 1812, os soldados britânicos tocaram fogo na Casa Branca e no Capitólio em retaliação pelo incêndio de prédios do governo colonial no Canadá.

CANADÁ SALVO DE INVASÃO

    Em 1812, durante a Guerra de 1812, em que o Reino Unido tenta recolonizar os Estados Unidos, forças britânicas sob o comando do general Sir Isaac Brock derrotam os norte-americanos na Batalha de Queenstown Heights e impedem a invasão do Canadá.

Brock, o melhor general britânico nesta guerra, morre em combate, assim como cerca de mil soldados. Os EUA desistem de tomar o Canadá.

MILAGRE NOS ANDES

    Em 1972, o voo 571 da Força Aérea do Uruguai começa a descida para o aeroporto de Santiago do Chile antes da hora, bate na Cordilheira dos Andes e os sobreviventes só são resgatados 72 dias mais tarde.

O avião é fretado para levar o time do Old Christian Rugby Club de Montevidéu, a capital do Uruguai, para o Chile. Leva 45 pessoas a bordo, 19 jogadores, além parentes, amigos e tripulantes. 

Em meio às nuvens que escondem as montanhas, o piloto erra a manobra de descida e, de repente, se vê diante de um pico escuro. Tenta passar por cima, mas o avião bate na montanha, se espatifa e desliza pela encosta da montanha até parar numa geleira.

Doze pessoas morrem na hora, entre elas o piloto, e cinco pouco depois, inclusive o copiloto.

Uma hora depois do acidente, o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo do Chile inicia a operação de resgate, mas os sobreviventes só são encontrados 72 dias depois.

Logo, eles ficam sem comida. No 11º dia na montanha, os sobreviventes ouvem num rádio que a busca foi suspensa. O sobrevivente Roberto Canessa conta que eles tinham a sensação que os corpos estavam se consumindo para sobreviver: "Sabíamos a resposta, mas era terrível demais."

Depois de rezar, eles decidem que só resta canibalizar os mortos. Provavelmente todos morreriam sem esta medida extrema. 

Uma avalanche no 17º dia matou oito sobreviventes e quase enterrou os outros vivos. Em 15 de novembro, um grupo de quatro decidiu saem atrás de ajuda pensando em chegar a um vale próximo. Eles encontram os destroços da cauda do avião, onde acham remédios, alimentos e livros, mas não conseguem ajuda.

Três sobreviventes, Canessa, Nando Parrado e Antonio Vizintín, fazem nova tentativa. Sobem a montanha durante três dias. Quando chegam ao pico, percebem que estão mais longe do que pensavam. Canessa e Parrado caminham mais nove dias até atingir um rio e um vale onde conseguem ajuda.

Os outros sobreviventes são resgatados por helicópteros da Força Aérea do Chile em 22 e 23 de dezembro.

PALESTINOS SEQUESTRAM AVIÃO ALEMÃO

    Em 1977, quatro militantes da Frente Popular pela Libertação da Palestina (FPLP) sequestram um avião da companhia aérea alemã-ocidental Lufthansa e exigem a libertação de 11 prisioneiros do grupo terrorista Baader-Meinhof, também conhecido como Fração do Exército Vermelho. 

Durante três décadas, o grupo de ultraesquerda aterrorizou a Alemanha Ocidental e matou mais de 30 políticos, militares e empresários.

Depois de passar por seis países, o avião pousa em Mogadíscio, a capital da Somália, em 17 de outubro, depois dos terroristas matarem o piloto. No dia seguinte, um comando de operações especiais do Exército da Alemanha Ocidental ataca o avião, mata três sequestradores e liberta os 86 reféns.

Na manhã seguinte, Andreas Baader é encontrado na cela da prisão de Stammheim morto por um tiro. Gudrun Ensslin está enforcada. Jan-Carl Rasper agoniza depois de levar um tiro e Irmgard Möller tem quatro marcas de facadas no pescoço e no peito. A versão oficial é suicídio coletivo. A única sobrevivente afirma que foram dopados e assassinados. 

RESGATE DE MINEIROS CHILENOS

    Em 2010, depois de 69 dias presos no subsolo a 800 metros da superfície, os últimos de 33 mineiros chilenos são salvos, depois de um tempo recorde de sobrevivência embaixo da terra.

O drama dos mineiros começa em 5 de agosto, quando a mina de ouro e cobre São José, situada a cerca de 800 quilômetros ao norte de Santiago, desaba. Os mineiros procuram um refúgio seguro dentro de mina e não tem contato com a superfície durante 17 dias.

Quando alguns mineiros já pensavam em suicídio ou canibalismo, em 22 de agosto, uma sonda atinge a área onde estão os mineiros, que enviam uma nota dizendo que todos estão bem. Logo, eles passam a receber água, comida, cartas, outros suprimentos e câmeras de vídeo para monitorar a situação.

Para viabilizar o resgate, os engenheiros cavam um buraco e enfiam um tubo com espaço suficiente para passar uma pessoa. Cada um ficou cerca de 15 minutos dentro da cápsula até chegar à superfície.

terça-feira, 6 de junho de 2017

Resgate de US$ 1 bilhão levou vizinhos árabes a isolar o Catar

O pagamento de um resgate de US$ 1 bilhão pela libertação de 26 membros da família real catarina e de 50 milicianos tomados como reféns levou ao rompimento de relações diplomáticas da Arábia Saudita, do Bahrein, dos Emirados Árabes Unidos (EAU), do Egito e do Iêmen com o Catar, informou hoje o jornal britânico Financial Times. A fortuna foi paga a um braço da rede terrorista Al Caeda na guerra civil da Síria, a altos funcionários iranianos e a milícias xiitas ligadas ao Irã.

Para seus vizinhos árabes, ao pagar tamanha fortuna como resgate, a monarquia catarina está financiando o extremismo muçulmano e o terrorismo. Os reféns eram membros da família real sequestrados durante uma expedição de caça no Iraque em dezembro de 2015 e 50 milicianos de grupos financiados pelo Catar na guerra civil síria. O pagamento foi acertado em abril.

"O resgate foi a palha que quebrou a espinha do camelo", comentou um analista político da região do Golfo Pérsico usando a frase dos árabes do deserto equivalente à gota d'água que transbordou o copo.

Maior exportador de gás natural liquefeito do mundo, o Catar é um pequeno país de 11,6 mil quilômetros quadrados, uma península do Golfo Pérsico com 2,7 milhões de habitantes. Tem a maior base militar dos EUA no Oriente Médio.

A principal televisão árabe especializada em notícias, Al Jazira, é do Catar e incomoda as ditaduras do mundo árabe. A Arábia Saudita, o Bahrein e os EAU fecharam os escritórios d'al Jazira.

Rica e independente, a monarquia catarina financia grupos como a Irmandade Muçulmana, o mais antigo movimento fundamentalista islâmico, fundado em 1928 pelo egípcio Hassan al-Bana, considerado terrorista pela ditadura militar do Egito e pela Arábia Saudita, o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), maior grupo fundamentalista palestino, e grupos extremistas na guerra civil síria. Já financiou a milícia dos Talebã, no Afeganistão, e agora ajudou o Irã e milícias iranianas.

"Se quiser saber como o Catar financia grupos jihadistas, basta olhar o acordo sobre os reféns", declarou um oposicionista sírio que participou de negociações de sequestro, libertação e troca de reféns com Al Caeda. "Essa não foi a primeira vez. É mais uma de uma série que vem desde o início da guerra", há 6 anos e 3 meses.

Cerca de US$ 700 milhões foram pagos a altos funcionários iranianos e a milícias xiitas apoiadas pelo Irã, os maiores inimigos do grupo de monarquias petroleiras de maioria sunita liderado pela Arábia Saudita (o Bahrein tem maioria xiita e elite dominante sunita, fonte de conflito permanente). Os reféns da família real teriam sido levados para o Irã.

A libertação de reféns, na visão de um diplomata ocidental, criou "a cobertura que o Irã e o Catar vinham procurando há muito tempo para realizar esta transação".

"Os iranianos levaram a maior parte", reclamou um miliciano xiita iraquiano. "Ficamos frustrados. Não era esse o acerto."

O resto do dinheiro, cerca de US$ 300 milhões, foi para grupos extremistas muçulmanos sunitas na Síria, especialmente Tahrir al-Sham (Liberdade no Levante), ligado à rede terrorista Al Caeda, e Ahrar al-Sham (Movimento dos Homens Livres do Levante), parte do Exército da Conquista, uma aliança de grupos salafistas jihadistas que lutam contra a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Irã.

"Isso significa que o Catar gastou US$ 1 bilhão neste negócio maluco", desabafou um comandante rebelde no conflito sírio. Ao financiar os dois lados, o Catar alimenta a guerra civil num país arrasado.

Em abril, o primeiro-ministro iraquiano Haider al-Abadi anunciou a apreensão de centenas de milhões de dólares que entraram ilegalmente no país dentro de malas em aviões vindos do Catar. Não se sabe se faziam parte da mesma negociata.

sábado, 26 de março de 2016

Nigéria anuncia libertação mais de 800 reféns do Boko Haram

O Exército da Nigéria resgatou mais de 800 reféns mantidos pela milícia extremista muçulmana Boko Haram, que há mais de um ano se apresenta como a Província do Estado Islâmico na África Ocidental, noticiou a televisão árabe Al Jazira.

Só na vila de Kussuma foram soltos 520 reféns e mais de 300 em outras aldeias do Nordeste da Nigéria, declarou o porta-voz do Exército, coronel Sani Kukasheka Usman. Pelo menos 25 jihadistas foram mortos.

Derrotar a rebelião muçulmana do Boko Haram, cujo nome significa repúdio à educação ocidental, é uma prioridade do presidente Muhammadu Buhari, no poder há 10 meses. Desde então, o Boko Haram perdeu territórios, mas ainda é capaz de fazer ações terroristas, principalmente no Nordeste da Nigéria. Também atacou países vizinhos como Camarões, Chade e Níger.

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Rússia resgata piloto sobrevivente do ataque da Turquia

Depois de 12 horas, uma força de operações especiais da Rússia conseguiu na Síria resgatar o piloto do caça-bombardeiro Sukhoi-24 abatido ontem pela Turquia sob a acusação de ter invadido seu espaço aéreo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC

O piloto já está na base aérea russa na Síria, em Lataquia, onde manteve a versão de Moscou de que não houve alerta dos caças F-16s turcos, de fabricação americana, que o derrubaram. A Turquia afirma ter feito dez advertências em cinco minutos antes de derrubar o avião.

O copiloto foi morto quando descia de paraquedas por rebeldes sírios turcomenos, apoiados pela Turquia, que eram alvo de bombardeios da Força Aérea da Rússia, que intervém na guerra civil da Síria desde 30 de setembro de 2015. Um fuzileiro naval russo morreu na operação de resgate, quando seu helicóptero foi atacado pelos rebeldes.

Como uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos - que já fez 8 mil ataques ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, acaba de informar o presidente Barack Obama - e a intervenção da Rússia, o risco de incidentes entre aviões de guerra no espaço aéreo sírio é enorme.

Os EUA fizeram um acerto com a Rússia para evitar um choque imprevisto. Ontem, Obama declarou que ele não se aplica no caso do ataque da Turquia, porque este país tem direito de proteger "seu território e seu espaço aéreo".

terça-feira, 19 de maio de 2015

UE tem plano para evitar calote da Grécia

A Comissão Europeia já tem um plano para evitar um calote da Grécia. O documento vazado hoje pelo jornal grego To Vima revela que a União Europeia deve liberar uma parcela de 7,2 bilhões de euros que o governo grego espera desde fevereiro. A UE não confirmou.

Com esse dinheiro, equivalente a mais de R$ 24 bilhões, o governo radical de esquerda da Grécia poderá honrar os pagamentos devidos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) em junho e ao Banco Central Europeu (BCE) em julho e agosto.

Na proposta encaminhada ontem ao primeiro-ministro Alexis Tsipras, o presidente da CE, Jean-Claude Juncker, exige em troca que a Grécia realize reformas econômicas e fiscais a partir de junho para poupar 5 bilhões de euros por ano, reduzindo a pressão por um ajuste fiscal mais rigoroso..

Desde que se tornou incapaz de pagar sua dívida pública, em 2009, a Grécia recebeu uma ajuda de 240 bilhões de euros (R$ 813 bilhões), da qual a parcela de 7,2 bilhões faz parte. Em troca, a UE, o FMI e o BCE impuseram um rigoroso programa de ajuste de contas. A economia entrou em depressão e o PIB caiu 25%. Tinha voltado a crescer, mas encolheu de novo no primeiro trimestre de 2015.

O governo da Coligação de Esquerda Radical (Syriza) foi eleito em janeiro de 2015 com a promessa de abandonar o programa de austeridade fiscal. Até hoje, não apresentou um plano de aumento de arrecadação e cortes nos gastos públicos capaz de convencer seus 18 parceiros na Zona do Euro.

domingo, 3 de maio de 2015

Europa resgata 6 mil migrantes no Mar Mediterrâneo

Em mais de 20 operações diferentes, as Marinhas da França e da Itália resgataram nos úlitmos dois dias 6 mil migrantes que tentavam chegar à União Europeia em embarcaçoões precárias, informou hoje a Guarda Costeira italiana, noticiou a televisão pública britânica BBC.

Pelo menos 1.750 pessoas tentando cruzar o Mediterrâneo para chegar à Itália. O principal ponto de partida é a Líbia, que vive em estado de anarquia desde a queda do ditador Muamar Kadafi, em agosto de 2011.

Depois de uma reunião de cúpula, a UE decidiu reforçar o patrulhamento no mar para apreender o que o primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, chamou de "navios negreiros do século 21", mas está disposta a receber apenas refugiados de guerra e não o que chama de migrantes econômicos.

domingo, 26 de abril de 2015

Total de mortos no Nepal passa de 2,5 mil

As equipes de resgate lutam para resgatar sobreviventes do terremoto de 7,9 graus na escala aberta de Richter que abalou ontem o Nepal, um pequeno país situado entre a China e a Índia, na Cordilheira do Himalaia, onde ficam as montanhas mais altas do mundo. O total de mortos chegou já passa de 2,5 mil e há pelo menos 4 mil feridos, informou a televisão americana CNN.

Os tremores secundários e as chuvas fortes previstas para durar uma semana dificultam as operações de resgate. O mais forte atingiu hoje 6,7 graus na escala Richter. As ondas de choque causadoras desses abalos se movem na direção leste, rumo ao Monte Everest, onde pelo menos 17 montanhistas morreram, aumentando o risco de avalanches no início da temporada de alpinismo, quando há centenas de pessoas na montanha mais alta do mundo, de 8.848 metros.

As primeiras 72 horas são vitais para salvar pessoas soterradas. A destruição na capital, Catmandu, é "apocalíptica", descreveu um fotógrafo ouvido pela CNN. Nas ruas escuras, populares e mochileiros procuram um lugar para passar a noite. Mas alguns serviços essenciais estão funcionando e o aeroporto foi reaberto.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Estado Islâmico executa um refém japonês

Em vídeo divulgado na Internet, a milícia terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante anunciou hoje a execução do refém japonês Haruna Yukawa. O grupo havia pedido ao governo do Japão um resgate de US$ 200 milhões por dois reféns sequestrados na Síria.

Na gravação, o outro refém, o documentarista independente Kenji Goto, segura uma imagem do corpo decapitado de Yukawa e adverte que ele também será morto se as exigências dos jihadistas não forem aceitas.

Além do resgate, o Estado Islâmico exigiu a libertação de uma terrorista suicida presa na Jordânia. O valor de US$ 200 milhões foi o que o governo japonês prometeu em ajuda aos países do Oriente Médio para o combate ao terrorismo.

sábado, 20 de setembro de 2014

Estado Islâmico liberta 49 reféns no Iraque

A milícia extremista muçulmana Estado Islâmico libertou 46 turcos e três iraquianos mantidos como reféns desde que o grupo tomou em junho o Consulado da Turquia em Mossul, a segunda maior cidade iraquiana.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou que eles foram soltos numa "operação de resgate" e que não foi pago nenhum dinheiro em troca. Como não houve conflito com os milicianos, esta versão está sob suspeita.

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Naufrágio deixa 300 desaparecidos na Coreia do Sul

Mais de 300 pessoas, a maioria estudantes do ensino médio que iam para uma colônia de férias, estão desaparecidas desde o naufrágio de um ferryboat que ia do porto de Inchon para a ilha de Jeju, no Sudoeste da Coreia do Sul com 447 pessoas a bordo. Pelo menos 164 náufragos foram resgatados do mar gelado. Seis mortes foram confirmadas.

Hoje à tarde, pelo horário brasileiro, uma mãe contou ter recebido um pedido de ajuda do filho por mensagem de texto de telefone. Várias pessoas estariam presas com vida no casco semissubmerso.

Cerca de 160 mergulhadores da Marinha e da Guarda Costeira da Coreia do Sul participam da operação de resgate, mas o mau tempo e as fortes correntes marinhas prejudicam o trabalho.

"Não podemos esmorecer", declarou a presidente Park Geun Hye. "Temos de fazer o melhor para resgatar cada dos passageiros e estudantes que não conseguiram sair do navio."

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Resgate no Chile custou US$ 20 milhões

Ao festejar esta manhã o bom estado de saúde dos 33 mineiros resgatados ontem no Chile, o presidente Sebastián Piñera estimou o custo da operação de resgate em US$ 10 milhões a US$ 20 milhões.

Os economistas calculam algo em torno de US$ 20 milhões.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Primeiro mineiro volta à superfície no Chile

Florencio Ávila chegou à superfície minutos atrás. É o primeiro dos 33 mineiros enterrados no fundo de uma mina, a 622 metros de profundidade, em Copiapó, no Norte do Chile, desde um acidente em 5 de agosto de 2010 a ser içado numa operação de resgate histórica.

Nos primeiros 17 dias depois do acidente na mina San José, da mineradora San Esteban, os mineiros não tiveram contato nenhum com o restos do mundo. Não sabiam se ficariam enterrados vivos.

Em 8 de agosto, três dias depois do acidente, o governo chileno começara a fazer perfurações para tentar descobrir onde eles estava. Só no dia 22 os mineiros foram localizados pela sonda e conseguiram mandar uma mensagem: "Estamos bem todos os 33", abrigados num refúgio com oxigênio, água e comida para sobreviver a acidentes.

Através de três dutos, eles receberam água, comida, medicamentos, roupas e camas de campanha. Uma linha de comunicação permitiu que eles conversassem com suas famílias.

Três sondas trabalharam ao mesmo tempo para cavar um poço e chegar até o abrigo, uma área de segurança no fundo da mina. Em 33 dias, no último sábado, 9 de outubro de 2010, a sonda concluiu a perfuração.

Depois de testes sobre a segurança do poço do elevador por onde eles estão sendo içados, o governo do Chile marcou o resgate para a noite desta terça-feira.

Foram momentos de grande tensão, especialmente das famílias dos mineiros, durante os 17 minutos da subida de Ávalos pelos 622 m do poço de resgate. Ele parecia bem fisicamente. Não parecia uma pessoa que passou mais de dois meses debaixo da terra.

É um momento histórico. Vai afetar a indústria da mineração no mundo inteiro.