As primeiras manobras militares aéreas conjuntas da China e da Rússia provocam tensão no Leste da Ásia. A Embaixada da Rússia em Seul negou formalmente hoje a alegação da Coreia do Sul de que um avião de guerra russo tenha invadido seu espaço aéreo, noticiou a agência Reuters.
O governo sul-coreano havia dito que o adido militar russo responsabilizara problemas de funcionamento da aeronave pelo incidente.
A Rússia nega esta versão, enquanto as autoridades militares da Coreia do Sul não acreditam que a invasão tenha sido causada por problemas técnicos. Estão certas de que foi um ato intencional.
Aviões de guerra da China e da Rússia fizeram ontem inúmeras passagens pela zona de identificação de defesa aérea da Coreia do Sul no Mar Amarelo e no Mar do Japão.
A Coreia do Sul, aliada dos Estados Unidos, que mantêm 28,5 mil soldados no país, acusou duas invasões de seu espaço aéreo sobre a ilha Dodko, disputada pela Coreia do Sul e o Japão, que a chama de Takeshima.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador espaço aéreo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador espaço aéreo. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 24 de julho de 2019
quarta-feira, 25 de novembro de 2015
Rússia resgata piloto sobrevivente do ataque da Turquia
Depois de 12 horas, uma força de operações especiais da Rússia conseguiu na Síria resgatar o piloto do caça-bombardeiro Sukhoi-24 abatido ontem pela Turquia sob a acusação de ter invadido seu espaço aéreo, noticiou hoje a televisão pública britânica BBC.
O piloto já está na base aérea russa na Síria, em Lataquia, onde manteve a versão de Moscou de que não houve alerta dos caças F-16s turcos, de fabricação americana, que o derrubaram. A Turquia afirma ter feito dez advertências em cinco minutos antes de derrubar o avião.
O copiloto foi morto quando descia de paraquedas por rebeldes sírios turcomenos, apoiados pela Turquia, que eram alvo de bombardeios da Força Aérea da Rússia, que intervém na guerra civil da Síria desde 30 de setembro de 2015. Um fuzileiro naval russo morreu na operação de resgate, quando seu helicóptero foi atacado pelos rebeldes.
Como uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos - que já fez 8 mil ataques ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, acaba de informar o presidente Barack Obama - e a intervenção da Rússia, o risco de incidentes entre aviões de guerra no espaço aéreo sírio é enorme.
Os EUA fizeram um acerto com a Rússia para evitar um choque imprevisto. Ontem, Obama declarou que ele não se aplica no caso do ataque da Turquia, porque este país tem direito de proteger "seu território e seu espaço aéreo".
O piloto já está na base aérea russa na Síria, em Lataquia, onde manteve a versão de Moscou de que não houve alerta dos caças F-16s turcos, de fabricação americana, que o derrubaram. A Turquia afirma ter feito dez advertências em cinco minutos antes de derrubar o avião.
O copiloto foi morto quando descia de paraquedas por rebeldes sírios turcomenos, apoiados pela Turquia, que eram alvo de bombardeios da Força Aérea da Rússia, que intervém na guerra civil da Síria desde 30 de setembro de 2015. Um fuzileiro naval russo morreu na operação de resgate, quando seu helicóptero foi atacado pelos rebeldes.
Como uma coalizão aérea de 65 países liderada pelos Estados Unidos - que já fez 8 mil ataques ao Estado Islâmico do Iraque e do Levante, acaba de informar o presidente Barack Obama - e a intervenção da Rússia, o risco de incidentes entre aviões de guerra no espaço aéreo sírio é enorme.
Os EUA fizeram um acerto com a Rússia para evitar um choque imprevisto. Ontem, Obama declarou que ele não se aplica no caso do ataque da Turquia, porque este país tem direito de proteger "seu território e seu espaço aéreo".
Marcadores:
espaço aéreo,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
EUA,
Guerra Civil,
Intervenção Militar,
piloto,
Resgate,
Rússia,
Síria,
Sukhoi-24,
Turquia
quinta-feira, 28 de novembro de 2013
Japão e Coreia do Sul desafiam novo espaço aéreo chinês
Depois dos Estados Unidos dois dias atrás, hoje o Japão e a Coreia do Sul, os dois maiores aliados de Washington no Leste da Ásia, sobrevoaram o espaço aéreo das disputadas Ilhas Senkaku. No fim de semana, o regime comunista da China anunciou a extensão de seu espaço aéreo para incluir as ilhas, que os chineses chamam de Diaoyu.
A ampliação do espaço aéreo foi vista como mais uma atitude agressiva da cada vez mais poderosa China tentando reafirmar suas reivindicações em disputas de mar territorial que têm com o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas, o Vietnã, Brunei, a Malásia e Taiwan.
O risco é de uma provocação levar a um incidente capaz de se tornar num conflito mais sério. Em depoimento na BBC Internacional, jornalistas chineses consideraram mais provável que a China não reaja.
A ampliação do espaço aéreo foi vista como mais uma atitude agressiva da cada vez mais poderosa China tentando reafirmar suas reivindicações em disputas de mar territorial que têm com o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas, o Vietnã, Brunei, a Malásia e Taiwan.
O risco é de uma provocação levar a um incidente capaz de se tornar num conflito mais sério. Em depoimento na BBC Internacional, jornalistas chineses consideraram mais provável que a China não reaja.
Assinar:
Postagens (Atom)