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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Japão e Coreia do Sul desafiam novo espaço aéreo chinês

Depois dos Estados Unidos dois dias atrás, hoje o Japão e a Coreia do Sul, os dois maiores aliados de Washington no Leste da Ásia, sobrevoaram o espaço aéreo das disputadas Ilhas Senkaku. No fim de semana, o regime comunista da China anunciou a extensão de seu espaço aéreo para incluir as ilhas, que os chineses chamam de Diaoyu.

A ampliação do espaço aéreo foi vista como mais uma atitude agressiva da cada vez mais poderosa China tentando reafirmar suas reivindicações em disputas de mar territorial que têm com o Japão, a Coreia do Sul, as Filipinas, o Vietnã, Brunei, a Malásia e Taiwan.

 O risco é de uma provocação levar a um incidente capaz de se tornar num conflito mais sério. Em depoimento na BBC Internacional, jornalistas chineses consideraram mais provável que a China não reaja.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Japão, China e Coréia querem liderar recuperação

Em uma reunião de cúpula sem precedentes, as três grandes economias do Leste da Ásia prometeram hoje em Fukuoka, no Japão, fazer um esforço conjunto para manter a Ásia como motor do crescimento mundial e liderar a recuperação da economia mundial.

O encontro trilateral da Ásia reuniu os primeiros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak.

A China e a Coréia são ex-inimigas históricas do Japão, que ocupou a Coréia de 1910 a 1945, invadiu a região chinesa da Mandchúria em 1931 e o resto da China em 1937, cometendo atrocidades como o massacre de Nanquim, onde teriam sido mortos 200 a 300 mil chineses. Desde 2006, resistiam ao convite para uma reunião de cúpula dos três.

A crise os aproximou. Com o agravamento da situação depois que o Senado dos Estados Unidos negou empréstimos de emergência de US$ 14 bilhões à General Motors e à Ford, o primeiro-ministro do Japão lançou na sexta-feira um plano anticrise no valor equivalente a US$ 255 bilhões. Já tinha anunciado um pacote econômico de US$ 295 bilhões.

Por sua vez, na China, o governo comunista está alarmado com as possíveis conseqüências sociais de uma crise econômica. O país precisa crescer a uma taxa anual de 8% para gerar empregos para 7 milhões de chineses que entram no mercado de trabalho por ano.

Com as exportações caindo pela primeira vez em sete anos e o índice de preços apontando para o risco de deflação, a China lançou um plano de incentivo ao crescimento da ordem de US$ 586 bilhões. Serão obras públicas de infra-estrutura e estímulos ao investimento e o consumo.

A Coréia do Sul também fez sua plano anticrise, mais modesto, de US$ 155 bilhões.

Graças a seus expressivos saldos comerciais, os dois gigantes do Leste da Ásia acumularam, com seus expressivos saldos comerciais, trilhões de dólares em divisas. A China tem cerca de US$ 2 trilhões em reservas cambiais.

O Japão, que vem em segundo com US$ 1,5 trilhão, sacou US$ 100 bilhões de suas reservas para reforçar o caixa do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que este tenha mais condições de socorrer países atingidos pela crise financeira global.
Em Fukuoka, Aso aconselhou a China a fazer o mesmo.

A China e o Japão fizeram acordos para troca de moedas, swaps cambiais, no valor de US$ 50 bilhões com a Coréia do Sul. O uom, a moeda sul-coreana, foi duramente atingida pela crise mundial e precisa da garantia de acesso a moedas fortes para estancar a desvalorização.

Lee também levantou a questão do desarmamento do programa nuclear da Coréia do Norte, objeto de uma conferência de paz de seis países (EUA, Coréia do Norte, Coréia do Sul, China, Rússia e Japão). Como Lee é um conservador linha-dura, desde sua posse, no início do ano, as relações Norte-Sul na Península Coreana pioraram.

Aso comentou que os três países precisam cooperar e olhar no mais sentido diante da questão atômica norte-coreana. A China, talvez o país com maior poder de pressão sobre o regime stalinista de Pionguiangue, foi mais discreta.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

BDA reduz previsão de crescimento da Ásia

O Banco de Desenvolvimento da Ásia reduziu suas previsões de crescimento para as economias emergentes asiáticas (todas, menos o Japão) para 5,8% em 2009. Fica abaixo dos 6,9% esperados este ano, dos 9% de 2007 e da previsão anterior para 2009, feita em setembro, de um crescimento de 7,2%.

Na próxima ano, pela previsão do BDA, a China deve crescer 8,2% e a Índia 6,5%.

Os primeiros-ministros do Japão, Taro Aso, e da China, Wen Jiabao, e o presidente da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, vão se reunir neste sábado em Fukuoka, no Japão, em busca de saídas. O encontro já está sendo chamado de Cúpula da Impopularidade.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Fitch rebaixa quatro emergentes

Com o agravamento da crise, a agência de classificação de risco Fitch rebaixou hoje quatro países emergentes - Hungria, Romênia, Bulgária e a ex-república soviética do Casaquistão.

A agência também reduziu de estáveis para negativas as expectativas da África do Sul, da Coréia do Sul, do México e da Rússia por causa da "profunda deterioração" da perspectiva global e ameaça significativa que isso representa para as finanças de países emergentes. O Chile e a Malásia caíram de positivo para estável.

"Os fluxos de capital e financiamento para os países emergentes serão restringidos e mais caros", observou David Riley, chefe do grupo de dívida soberana da Fitch. "Quem tiver grandes déficits de conta corrente e maior necessidade de financiamento externo vai sofrer mais."

Leia mais no Financial Times.

domingo, 19 de outubro de 2008

Coréia do Sul lança pacote de US$ 130 bilhões

Para amenizar o impacto negativo da crise financeira global, a Coréia do Sul, que historicamente tem suas finanças muito alavancadas, com alto nível de endividamento, anunciou hoje um plano de ajuda ao setor financeiro e à indústria exportadora no valor de US$ 130 bilhões.

A proposta prevê um investimento direto de US$ 30 bilhões em bancos e empresas exportadoras, e mais US$ 100 bilhões em garantias de empréstimos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Bolsa de Nova Iorque sobe em dia errático

As bolsas de valores caíram hoje no mundo inteiro, com a exceção de Nova Iorque, que subiu 400 pontos na última hora de negócios depois de oscilar o dia inteiro.

Com o mercado de olho na economia real, a Bolsa de Valores de Tóquio teve hoje o segundo pior dia de sua história. Foi a pior queda desde outubro de 1987. A Toyota, que disputa com a General Motors a liderança mundial na produção de automóveis, admitiu que o mercado piorou muito além do esperado.

Diante do colapso do mercado, o novo primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, anunciou um plano de US$ 18 bilhões para retomar o crescimento da segunda maior economia do mundo.

Outras bolsas asiáticas também sofreram. Em Seul, na Coréia do Sul, a bolsa caiu 9,4% e a moeda, o uom, 9,7%.

Na China, Xangai e Hong Kong também fecharam com perdas.

Quando o governo dos EUA anunciou a queda na produção industrial, os mercados da Ásia estavam fechados. A notícia aprofundou a queda na Europa, que também enfrenta problemas na economia real. Na Espanha, os operários da Nissan protestaram contra 1.680 demissões na fábrica de Barcelona, que tinha 4,5 mil funcionários.

No final dos negócios do dia, Londres registrava queda de 5,6%, enquanto Frankfurt tinha baixa de 4,9% e Paris de 5,9%.

A Bolsa de Nova Iorque viveu um dos dias de maiores volatilidade de sua história. O Índice Dow Jones oscilou mais de 800 pontos, fechando com alta de 401 pontos (4,7%).

Na última hora e meia, houve uma alta espetacular movida pela especulação provocada pela queda dos preços do barril de petróleo para baixo de US$ 70 pela primeira vez em um ano e dois meses. A bolsa Nasdaq, de ações de empresas de alta tecnologia, subiu 5,5%.

O raciocínio é que, gastando menos com combustível, o consumidor americano terá mais dinheiro para comprar outras coisas.

Como a inflação de setembro foi zero, o mercado também espera um corte na taxa básica de juros, que já está em 1,5%. O problema é que juros a este nível foram a principal causa da bolha no mercado imobiliário. Uma nova bolha está em gestação.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Ações do banco Lehman Brothers caem 45%

O colapso de uma negociação com um grupo da Coréia do Sul alimentou a expectativa de falta de liquidez no quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos, Lehman Brothers.

Suas ações perderam 45% do valor hoje, puxando para baixo a Bolsa de Nova Iorque. O índice Dow Jones caiu 2,43%, praticamente eliminando os ganhos da segunda-feira, quando subira 2,58%.

A aposta contra indica que o mercado acredita que o banco não teria o apoio do governo. O Tesouro acaba de assumir o controle dos dois gigantes do mercado imobiliário do país, Fannie Mae e Freddie Mac, poderá gastar US$ 200 bilhões no saneamento do setor de crédito hipotecário.

quinta-feira, 27 de março de 2008

Japão e Coréia do Sul não querem mozzarella

O Japão e a Coréia do Sul suspenderam as importações de mussarela de búfala da Itália, por suspeita de contaminação por dioxina, uma das substâncias mais tóxicas que existe.

segunda-feira, 24 de março de 2008

Lee corta impostos e regulamentação na Coréia

O presidente Lee Miung Bak prometeu transformar a Coréia do Sul, terceira maior economia da Ásia, com uma mistura de cortes de impostos, desregulamentação e privatizações. Seu objetivo é um crescimento econômico de 7% ao ano, apesar da crise financeira global.

Lee, ex-diretor-executivo do poderoso conglomerado industrial Hyundai, é chamado de Nicolas Sarkozy sul-coreano. Pretende criar um ambiente mais favorável a investimentos privados.

"Os negócios são a base da economia, é preciso estimular o ambiente de negócios para recuperar a economia", declarou o líder sul-coreano.

Confira a entrevista do presidente Lee ao Financial Times.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Novo presidente sul-coreano toma posse

O presidente Lee Myung Bak tomou posse nesta segunda-feira. É um conservador que deve endurecer a posição da Coréia do Sul nas negociações com o regime stalinista da Coréia do Norte.

Na semana passada, foi livrado das acusações de corrupção por causa de seus negócios.

Lee, de 66 anos, ex-diretor-executivo do grupo Hyundai, é conhecido como "rolo compressor". Seus principais desafios são revigorar a economia, reconstruir a relação com os Estados Unidos e enfrentar a questão nuclear norte-coreana.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Estilo de vida ocidental dá câncer de seio

A incidência de câncer de seio aumentou 80% no Reino Unido desde os anos, atingiu níveis quase epidêmicos na Europa e nos Estados Unidos, e se espalha pelo resto do mundo. Cerca de 1,3 milhão de novos casos foram diagnosticados em 2007.

Entre as causas, está a prosperidade crescente, que leva à adoção de estilos de vida ocidentais, do consumismo.

Uma dieta rica em gorduras, famílias pequenas, a maternidade adiada e o aleitamento por pouco tempo aumentam o risco de câncer de seio, assim como a obesidade e o consumo de bebidas alcoólicas.

Desde 2006, o câncer de seio superou o câncer nos pulmões, que atinge ambos os sexos, como o tipo mais comum da doença na Europa, por causa das campanhas cada vez maiores contra o tabaco.

Com o rápido crescimento da Ásia, a incidência da doença dobrou no Japão, em Cingapura e na Coréia do Sul. Na China, houve um aumento de 20% a 30% nos últimos 10 anos.

Leia mais no jornal inglês The Independent.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Novo líder sul-coreano quer crescimento de 6%

O presidente eleito da Coréia do Sul, Lee Myung Bak, que toma posse em 25 de fevereiro, pretende acelerar o crescimento econômico com desregulamentação e outros mecanismos para atrair investimentos privados.

Sua meta para 2008 é 6%, acima da previsão de 4,8% do governo atual. A longo prazo, visa a um crescimento de 7%.

"A taxa de crescimento vai aumentar e serão gerados mais empregos se liberalizarmos a regulamentação e as empresas investirem mais", declarou o futuro presidente. "Não vamos usar muitas medidas de estímulo econômico. Vamos tentar garantir a estabilidade para os propulsores do crescimento", do setor privado.

Nos seus cinco anos de mandato, Lee pretende aumentar a renda média por habitante da Coréia do Sul de US$ 18 mil para US$ 30 mil por ano.

Com a ameaça de recessão nos Estados Unidos, o mercado considera 6% para este ano uma meta ambiciosa demais.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Linha-dura ganha eleição na Coréia do Sul

O empresário e ex-prefeito de Seul Lee Myung Bak foi eleito presidente da Coréia do Sul nesta quarta-feira, 19 de dezembro de 2007. Ele deve tornar o país mais atraente para investimentos estrangeiros e adotar posições mais duras em relação à Coréia do Norte do que seu antecessor Roh Moo Hyun.

Lee, que toma posse em fevereiro, planeja revigorar a economia sul-coreana com um programa de cortes de impostos e despesas públicas. Quer construir um canal através do país e fechar mais acordos de livre comércio como o feito com os Estados Unidos este ano.

Em relação ao regime comunista da Coréia do Norte, promete manter abertos os canais de comunicação. Mas condicionou qualquer ajuda futura ao desarmamento nuclear do país.

É uma postura mais próxima dos EUA do que da estratégia de fazer agrados a Pionguiangue do liberal Roh: "A coisa mais importante para a Coréia do Norte é se livrar de seu programa nuclear", advertiu Lee. "É a melhor maneira de acelerar seu desenvolvimento econômico".

domingo, 9 de dezembro de 2007

Vazamento de petróleo atinge Coréia do Sul

A guarda-costeira e a defesa civil da Coréia do Sul lutam desesperdamente desde sábado para conter o pior vazamento de petróleo da história do país. O vento forte e o mar agitado tornam a tarefa ainda mais difícil.

Mais de 700 mil litros de petróleo vazaram desde sexta-feira, 7 de dezembro de 2007,

Ondas de petróleo quebram em Malipo, uma das praias mais importantes da Coréia do Sul. Centenas de soldados, policiais e residentes na área tentam remover o óleo, até mesmo com baldes. O cheiro pode ser sentido a um quilômetro de distância.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Coréia do Norte abrirá todo o programa nuclear

O regime comunista da Coréia do Norte vai divulgar uma lista de todos os seus programas nucleares na próxima semana, anunciou hoje o secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Christopher Hill, principal negociador americano nas negociações com Pionguiangue, que estão entrando numa etapa decisiva para o desarmamento nuclear do país.

"Esperamos receber nos próximos dias, na próxima semana, uma lista completa dos norte-coreanos de todos os seus programas, materiais e instalações nucleares para que possamos entrar numa próxima etapa no começo do próximo ano", declarou Hill na Câmara Americana de Comércio em Seul, na Coréia do Sul.

Hill viaja para Pionguiangue na segunda-feira.

Como lembra o professor Amaury Porto de Oliveira, no Panorama da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), até recentemente os EUA recusavam-se a negociar diretamente com a Coréia do Norte, que, por sua vez, acusava os governos da Coréia do Sul e do Japão de serem um meros fantoches dos americanos.

Depois do colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, sentindo-se isolado, o regime stalinista norte-coreano transformou seu antagonismo em relação aos EUA em fonte de legitimidade e fez uma chantagem nuclear.

Em 1994, num acordo negociado pessoalmente pelo ex-presidente Jimmy Carter, o fundador e então ditador da Coréia do Norte, Kim Il Sung, se comprometeu a acabar com seu programa nuclear em troca de dois reatores de água leve para geração de eletricidade.

Talvez as relações bilaterais estivessem próximas da normalização quando George Walker Bush chegou à Casa Branca, em 2001. Com a visão neoconservadora então dominante no Partido Republicano de que sob Bill Clinton os EUA não teriam tirado proveito da vitória na Guerra Fria, Bush passou a hostilizar os ex-inimigos do bloco comunista.

Essa postura agressiva perdeu o sentido depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os EUA precisavam do apoio da Rússia, com suas bases militares nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, e também da China. Esses países, por sua vez, queriam a anuência de Washington para combater seus inimigos muçulmanos na república russa da Chechênia e na província chinesa de Kachgar.

Mas os EUA não precisavam da Coréia do Norte na sua "guerra contra o terrorismo". Comenta-se até que, no famoso discurso do eixo do mal, Bush incluiu a Coréia do Norte para não acusar somente o Irã e o Iraque, dois países muçulmanos. A intenção era descaracterizar a "guerra contra o terrorismo" como antimuçulmana.

Sentindo-se ameaçada, quando o governo Bush a acusou de ter um programa secreto de enriquecimento de urânio, a Coréia do Norte rompeu o acordo com os EUA e denunciou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Como Bush já estava em guerra contra a rede terrorista Al Caeda, e o discurso visava a preparar a opinião pública americana para a invasão do Iraque, o regime Pionguiangue retomou suas atividades nucleares.

Em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou uma explosão atômica subterrânea parcialmente fracassada. Foi suficiente para os EUA levarem a sério o desafio do dirigente Kim Jong Il.

A partir daí, a negociação hexapartite (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) avançou. O atual acordo foi delineado em fevereiro de 2007. Foi possível graças à convergência estratégica dos interesses dos EUA e da China de evitar a nuclearização da península coreana, que poderia levar o Japão a desenvolver armas atômicas, e garantir a estabilidade no Leste da Ásia, essencial para o extraordinário crescimento econômico chinês.

Pelo acordo, a Coréia do Norte precisa revelar todos os seus programas e instalações nucleares antes de receber ajuda energética para sua depauperada economia estatal.

Hill visitou Pionguiangue em junho, abrindo caminho para a negociação bilateral. Como observa Oliveira, em 1994, os EUA queriam congelar o programa nuclear norte-coreano. Hoje, além dos EUA, todos os países vizinhos pressionam a Coréia do Norte a se desnuclearizar.

Oliveira cita entrevista do diplomata japonês Tanaka Hitoshi, veterano das negociações sobre a Coréia do Norte, à revista Japan Echo: "Para os americanos, não faz muita diferença se a Coréia do Norte dispuser de duas ou três armas nucleares. A ênfase é na não-proliferação, evitar um cenário onde tais armas sejam produzidas em grande escala e possam cair na mão de terroristas. Este raciocínio é inaceitável para o Japão. O Japão não pode permitir que exista qualquer tipo de armamento nuclear na Coréia do Norte". E a China e os EUA não querem armas nucleares no Japão.

Esta convergência estratégia leva Oliveira a sugerir que a crise irresolvida desde a Guerra da Coréia (1950-53) possa estar chegando ao fim. Mas não se podem subestimar a imprevisibilidade e a fragilidade dos stalinistas de Pionguiangue, para quem a ameaça externa é sempre útil para combater qualquer oposição interna.

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Trem vai ligar Coréias do Norte e do Sul

Pela primeira vez em mais de 50 anos, um trem vai ligar o Norte e o Sul da Península da Coréia. A medida pode ser o primeiro passo concreto para a reunificação do país, dividido no final da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

A ligação ferroviária começa em 11 de dezembro. Será um dos primeiros resultados do histórico encontro de cúpula do mês passado entre os presidentes sul-coreano, Roh Moo Hyun, e norte-coreano, Kim Jong Il, em Pionguiangue.

De início, fará apenas transporte de carga por uma distância de 26 quilômetros através da última fronteira da Guerra Fria. No futuro, espera-se que a estrada seja ligada à Ferrovia Transiberiana, permitindo transporte de carga até a Europa.

quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Coréias prometem acordo de paz definitivo

Os líderes da Coréia do Norte, Kim Jong Il, e da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun, terminaram hoje seu encontro de cúpula em Pionguiangue, capital norte-coreana, prometendo cooperar economicamente e negociar um tratado de paz definitivo para acabar com a Guerra da Coréia (1950-53) mais de meio século depois do fim dos combates.

Uma observação importante é que os países não se chamam oficialmente Coréia do Sul e Coréia do Norte mas República da Coréia (Sul) e República Popular Democrática da Coréia (Norte). Ambos reivindicam a soberania sobre toda a península coreana.

quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Coréia do Norte promete desarmamento nuclear

Sob enorme pressão por causa da decadência de sua economia, o regime comunista da Coréia do Norte prometeu mais uma vez desativar seu programa nuclear em troca de ajuda energética e de alimentos, anunciou hoje a China, no momento em que o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun, se encontrava com o dirigente máximo norte-coreano, Kim Jong Il.

Virtualmente isolado, em parte por causa de décadas de sua política de auto-suficiência (Juche), com a economia em declínio desde o colapso do comunismo e da União Soviética, o regime stalinista de Pionguiangue necessita desesperadamente de ajuda econômica - e faz uma chantagem nuclear. Promete e recua. Em outubro do ano passado, realizou uma explosão atômica.

Os países vizinhos também não querem o colapso do regime. A Coréia do Sul acompanha atentamente o processo de reunificação da Alemanha, que completa hoje 17 anos, que em a rica Alemanha Ocidental, terceira maior economia do mundo, teve enormes dificuldades para absorver a Alemanha Oriental, que era o país mais rico do bloco soviético.

Se o regime da Coréia do Norte desmoronar, o Sul teria de assumir a responsabilidade por 25 milhões de norte-coreanos e uma economia arruinada. Sabe que isso abalaria seu desenvolvimento econômico.

A China não quer nenhuma perturbação no seu entorno, muito menos uma nova guerra da Coréia, que atrairia os Estados Unidos. Na Guerra da Coréia (1950-53), houve uma guerra entre a China e os EUA. Os chineses empurraram os americanos para baixo do paralelo 38ºN e, desde então, os dois países nunca mais entraram em conflito. Respeitam-se mutuamente.

Depois da tensão na primeira fase da Guerra Fria, a visita do assessor de Segurança Nacional Henry Kissinger à China em 1971 abriu uma era de novas relações bilaterais, criando uma parceria tácita contra a União Soviética.

Hoje, EUA e China são parceiros comerciais importantes. Em 2006, os EUA tiveram com a China um déficit comercial de US$ 232,5 bilhões, enquanto o governo chinês acumula reservas em moedas fortes que já passam de US$ 1,3 trilhão, grande parte em dólares e títulos da dívida soberana dos EUA. Não tem assim o menor interesse numa crise forte da economia americana, seu maior comprador e também um grande devedor que emitiu títulos dessa dívida comprados pelos chineses.

É a globalização econômica em marcha. Pensei em falar a pleno vapor, mas essa é uma expressão da 1ª Revolução Industrial (máquina a vapor, do navio a vapor e da locomotiva). Foi o início da grande transformação da sociedade humana, em pleno andamento na 3ª Revolução Industrial (TV, informática, microchip, computadores pessoais, telefonia celular, tecnologia digital, internet) depois de uma 2ª Revolução Industral (telégrafo, eletricidade, telefone, automóvel, cinema, rádio).

Neste mundo extremamente dinâmico, em rápido desenvolvimento tecnológico, EUA e China são os pólos econômicos mais importantes. São países que não querem perder tempo com conflitos arcaicos como a chantagem nuclear de um ditadorzinho anacrônico do tempo da Guerra Fria.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Presidente da Coréia do Sul visita Coréia do Norte

O ditador da Coréia do Norte, Kim Jong Il, recebeu agora há pouco em Pionguiangue o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo Hyun. É o segundo encontro de presidentes dos dois países desde a divisão da Coréia depois da Segunda Guerra Mundial e da Guerra da Coréia (1950-53).

sábado, 1 de setembro de 2007

Coréia do Sul pagou US$ 20 milhões aos Talebã

O governo da Coréia do Sul pagou US$ 20 milhões à milícia dos Talebã pelo libertação de 19 reféns sul-coreanos, revelaram fontes da milícia que governou o Afeganistão de 1996 a 2001, sendo deposta depois dos atentados de 11 de setembro contra os Estados Unidos, acrescentando que o dinheiro será usado para comprar armas, equipamentos de comunicação e carros para atentados terroristas suicidas com carros-bomba.

A Coréia do Sul nega tudo. Os reféns saíram ontem do Afeganistão.