Mostrando postagens com marcador TNP. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador TNP. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 28 de julho de 2020

Mundo vive nova era de instabilidade estratégica e nuclear

Risco de guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria

As hostilidades entre os Estados Unidos e a China aumentam enquanto caducam os tratados de desarmamento e controle de armas que puseram fim à confrontação estratégica entre os EUA e a União Soviética, que estruturou as relações internacionais na segunda metade do século 20.

Leia mais em Quarentena News.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Obama defende acordo nuclear com Irã como melhor opção

Neste momento, nos jardins da Casa Branca, o presidente Barack Obama confirma que as grandes potências do Conselho de Segurança das Nações Unidas (China, EUA, França, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha chegaram a um acordo preliminar com o Irã para impedir a república islâmica de fabricar a bomba atômica. Os detalhes finais deve ser acertados até 30 de junho de 2015.

Não foram revelados maiores detalhes. O Irã deve congelar aspectos do seu programa nuclear por dez anos. Pode continuar enriquecendo urânio, mas promete diluir o urânio enriquecido acima do teor usado em centrais atômicas para geração de energia, algo em torno de 3% a 5%. Já tinha chegado a 20% para uso em reatores de pesquisas médicas. Para fazer a bomba, é preciso enriquecer urânio a 90%.

Obama afirmou que o Irã aceitou se submeter ao mais rigoroso regime de inspeções do mundo inteiro: "O Irã não vai enriquecer urânio na central de Fordo. O Irã não vai enriquecer urânio com suas centrífugas de última geração. Mesmo se violar o acordo, o Irã estará a um ano e meio da fabricação de uma bomba e as limitações vão durar 15 anos. As inspeções darão acesso a toda a infraestrutura de apoio ao programa nuclear. Se o Irã trapacear, o mundo vai ficar sabendo."

Como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear, acrescentou, "o Irã jamais será autorizado a ter armas nucleares". Se o acordo for cumprido, as sanções internacionais serão gradualmente retiradas, mas as sanções dos EUA pelo apoio do regime fundamentalista iraniano a grupos terroristas  e interferência em outros países não serão levantadas.

O presidente dos EUA também deixou claro que um acordo preliminar não significa que vai haver um acordo definitivo, a ser negociado nos próximos três meses.

Só havia três opções, argumentou Obama: "Podemos controlar o programa nuclear iraniano com um acordo e inspeções rigorosas". Em segundo lugar, "podemos atacar e destruir as instalações nucleares do Irã, iniciando uma nova guerra no Oriente Médio. A terceira opção seria abandonar as negociações e reforçar o regime de sanções. O Irã retomaria o desenvolvimento de armas nucleares, haveria uma corrida armamentista nuclear na região e teríamos de ir à guerra."

Para Obama, um acordo é muito melhor do que uma nova guerra no Oriente Médio: "É de longe, a melhor opção. Se o Irã trapacear ou tentar trapacear, ficaremos sabendo e todas as opções que temos hoje estariam na mesa", inclusive o uso da força.

Ao povo iraniano, o presidente americano disse que este é o melhor acordo para que os próprios iranianos saibam o que acontece com seu programa nuclear. Ele prometeu telefonar ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu para comunicar detalhes do acordo e reiterar o compromisso dos EUA com a segurança de Israel.

Ao mesmo tempo, Obama acrescentou que as divergências políticas entre os EUA e o Irã continuam em questões como apoio a grupos que o governo americano considera terroristas e interferência em outros países do Oriente Médio como o Iêmen, onde o regime dos aiatolás apoio os rebeldes hutis que depuseram o presidente Abed Rabbo Mansur Hadi.

Em defesa do acordo, Obama citou ex-presidentes dos EUA como John Kennedy, que em plena Guerra Fria declarou: "Não devemos negociar por causa do medo, mas não devemos ter medo de negociar." A seguir, lembrou as negociações de Richard Nixon e Ronald Reagan, dois expoentes da direita do Partido Republicano, com a extinta União Soviética.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Irã não coopera com AIEA

O Irã expulsou dois inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica e se nega a responder perguntas importantes sobre seu programa nuclear, suspeito de estar desenvolvendo armas atômicas, denunciou hoje um relatório da agência das Nações Unidas, encarregada de fiscalizar o regime o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Irã quer punir ameaça de uso de armas nucleares

Ao discursar na conferências das Nações Unidas sobre a revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP) , o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, pediu punição aos países que ameaçam usar armas atômica.

Foi uma referência à nova doutrina nuclear do presidente Barack Obama, que prometeu não usar armas nucleares contra quem não tenha, mas admitiu que os Estados Unidos podem usar contra violadores do TNP, no caso, contra o Irã e a Coreia do Norte.

Ao abrir a conferência, o secretário-geral da ONU, Ban Ki Moon, delcarou que cabe ao Irã provar que seu programa nuclear não tem objetivos militares. Ele pediu à república islâmica que:
• respeite as resoluções do Conselho de Segurança da ONU;
• coopere com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA); e
• aceite a proposta para mandar enriquecer urânio no exterior.

Já o dirigente iraniano acusou os EUA de terem criado a bomba atômica, promovido uma corrida armamentista e de ameaçarem usá-la, inclusive contra o Irã.

Num discurso de 35 minutos, Ahmadinejad pediu que os EUA sejam suspensos do Conselho de Governadores da AIEA.

Em sinal de protesto, as delegações dos EUA, do Reino Unido e da França abandonaram o plenário.

A secretária de Estado, Hillary Clinton, declarou estar cansada do que chamou de "mentiras e manobras do Irã para esconder os fatos e tentar evadir-se de suas responsabilidades".

O Irã "desafia o Conselho de Segurança e a AIEA, colocando em risco o regime de não proliferação nuclear. Mas o Irã não terá sucesso nos seus esforços para desviar a atenção e dividir".

Para o ministro das Relações Exteriores do Brasil, embaixador Celso Amorim, que tenta mediar o conflito entre EUA e Irã, "o TNP é um tratamento intrincesamente injusto porque divide o mundo entre os países e os países que não têm armas nucleares".

Ao mesmo tempo, acrescentou o chanceler brasileiro, o TNP prevê o desarmamento nuclear, única maneira, na lógica de Amorim, de acabar com a desigualdade entre potências nucleares e os países que não podem ter a bomba atômica.

Numa visão realista das relações internacionais, é difícil acreditar na extinção das armas nucleares, como promete o presidente Obama. Parece mais uma jogada para enquadrar a Coreia do Norte e o Irã.

Do lado brasileiro, há um certo idealismo por querer se tornar uma potência mundial desarmada. Amorim comentou que todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU são potências reconhecidas pelo TNP.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

EUA e Rússia querem Oriente Médio sem armas de destruição em massa

Os Estados Unidos e a Rússia devem propor na conferência de revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear um acordo para livrar o Oriente Médio de armas de destruição em massa, revela o jornal inglês The Guardian.

Um coordenador da proposta iniciaria conversas exploratórias com Israel e com o Irã.

Ahmadinejad declara TNP "falido"

Antes de embarcar para Nova York, onde fala hoje na conferência das Nações Unidas para renovar o Tratado de Não Proliferação Nuclear, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad afirmou que o TNP é um acordo "falido".

"A maior ameaça ao mundo hoje é a produção e a armazenagem de armas nucleares. Por mais de 60 anos, a ameaça atômica influencia as relações internacionais", declarou o dirigente iraniano.

"Nos últimos 40 anos, a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não foi bem-sucedida em sua missão. Não tivemos desarmamento nem não proliferação. Algum países fizeram a bomba nesse período", acrescentou, referindo-se a Israel.

Como signatário do TNP, o Irã tem direito de desenvolver tecnologia nuclear para fins pacíficos, mas não de fabricar armas atômicas. Ele vai pressionar a ONU a pressionar Israel a assinar o TNP e abrir suas instalações a inspeções internacionais.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Irã reage com fúria à doutrina nuclear dos EUA

O presidente radical do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, reagiu furiosamente hoje contra a revisão da política nuclear dos Estados Unidos e ameaçou com uma resposta "contundente".

Em discurso na cidade de Urmia, no Norte do Irã, Ahmadinejad acusou Obama de ser "um jovem amador e inexperiente", de agir como um cowboy a serviço de Israel e de fazer ameaças que outros líderes americanos supostamente mais fortes do que ele não conseguiram cumprir.

A nova doutrina nuclear anunciada ontem determina que os EUA não vão atacar países sem a bomba atômica que respeitem o Tratado de Não Prolifeiração Nuclear.

Sem dúvida, o governo Obama está mandando um recado clara à Coreia do Norte e ao Irã: eles podem ser alvo de um ataque nuclear americano. Daí a indignação do dirigente iraniano.

"Eu o aconselho a tomar cuidado", afirmou Ahmadinejad. "Se quiser seguidas as mesmas políticas erradas de George Bush, terá a mesma resposta contundente".

Sob pressão da China, o ministro do Exterior do Irã, Manouchehr Mottaki, declarou que a possibilidade de enviar urânio para enriquecimento no exterior ainda pode ser negociada.

EUA querem mais controle sobre material nuclear

documento final que está sendo preparado para a conferência internacional sobre segurança nuclear convocada para os dias 12 e 13 de abril pelos Estados Unidos propõe um aumento do controle sobre a circulação de material nuclear que possa cair nas mãos de terroristas.

Dentro de estratégia nuclear do presidente Barack Obama, o objetivo da conferência é reforçar o Tratado de Não Proliferação Nuclear e pressionar o Irã a abrir seu programa nuclear a inspeção internacional.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

ONU aprova resolução para desarmamento nuclear

Em reunião de cúpula presidida pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, o Conselho de Segurança da ONU aprovou hoje uma resolução para impedir a proliferação nuclear em que as potências nucleares reafirmam o compromisso de abrir mão de suas armas atômicas.

A medida prepara as negociações para renovar o Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), que deve ser revisado em maio.

Na prática, o objetivo é conter a proliferação. Não há precedentes na História de grandes potências abrindo mão de seu poder. O Senado dos EUA nunca ratificou o Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares, aprovado em 1996.

• O mundo tem hoje cerca de 23,5 mil armas nucleares, 13 mil russas e 9,5 mil. Também tem a bomba atômica Reino Unido, França, China, Israel, Índia e Paquistão, os três últimos contrariando o TNP. A Coreia do Norte realizou duas explosões nucleares, mas isso não significa que tenha capacidade de fazer uma bomba. O Irã já teria urânio enriquecido para fazer a bomba e estaria desenvolvimento ogivas e tecnologia de mísseis. A oposição iraniana diz ter identificado mais duas instalações nucleares.

• O diretor-geral da AIEA, Mohamed ElBaradei, disse que houve pelo menos 200 tentativas de roubo e tráfico de material nuclear no ano passado.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

Coréia do Norte abrirá todo o programa nuclear

O regime comunista da Coréia do Norte vai divulgar uma lista de todos os seus programas nucleares na próxima semana, anunciou hoje o secretário de Estado adjunto dos Estados Unidos, Christopher Hill, principal negociador americano nas negociações com Pionguiangue, que estão entrando numa etapa decisiva para o desarmamento nuclear do país.

"Esperamos receber nos próximos dias, na próxima semana, uma lista completa dos norte-coreanos de todos os seus programas, materiais e instalações nucleares para que possamos entrar numa próxima etapa no começo do próximo ano", declarou Hill na Câmara Americana de Comércio em Seul, na Coréia do Sul.

Hill viaja para Pionguiangue na segunda-feira.

Como lembra o professor Amaury Porto de Oliveira, no Panorama da Conjuntura Internacional da Universidade de São Paulo (USP), até recentemente os EUA recusavam-se a negociar diretamente com a Coréia do Norte, que, por sua vez, acusava os governos da Coréia do Sul e do Japão de serem um meros fantoches dos americanos.

Depois do colapso do comunismo na Europa Oriental e na União Soviética, sentindo-se isolado, o regime stalinista norte-coreano transformou seu antagonismo em relação aos EUA em fonte de legitimidade e fez uma chantagem nuclear.

Em 1994, num acordo negociado pessoalmente pelo ex-presidente Jimmy Carter, o fundador e então ditador da Coréia do Norte, Kim Il Sung, se comprometeu a acabar com seu programa nuclear em troca de dois reatores de água leve para geração de eletricidade.

Talvez as relações bilaterais estivessem próximas da normalização quando George Walker Bush chegou à Casa Branca, em 2001. Com a visão neoconservadora então dominante no Partido Republicano de que sob Bill Clinton os EUA não teriam tirado proveito da vitória na Guerra Fria, Bush passou a hostilizar os ex-inimigos do bloco comunista.

Essa postura agressiva perdeu o sentido depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. Os EUA precisavam do apoio da Rússia, com suas bases militares nas antigas repúblicas soviéticas da Ásia Central, e também da China. Esses países, por sua vez, queriam a anuência de Washington para combater seus inimigos muçulmanos na república russa da Chechênia e na província chinesa de Kachgar.

Mas os EUA não precisavam da Coréia do Norte na sua "guerra contra o terrorismo". Comenta-se até que, no famoso discurso do eixo do mal, Bush incluiu a Coréia do Norte para não acusar somente o Irã e o Iraque, dois países muçulmanos. A intenção era descaracterizar a "guerra contra o terrorismo" como antimuçulmana.

Sentindo-se ameaçada, quando o governo Bush a acusou de ter um programa secreto de enriquecimento de urânio, a Coréia do Norte rompeu o acordo com os EUA e denunciou o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP). Como Bush já estava em guerra contra a rede terrorista Al Caeda, e o discurso visava a preparar a opinião pública americana para a invasão do Iraque, o regime Pionguiangue retomou suas atividades nucleares.

Em 9 de outubro de 2006, a Coréia do Norte realizou uma explosão atômica subterrânea parcialmente fracassada. Foi suficiente para os EUA levarem a sério o desafio do dirigente Kim Jong Il.

A partir daí, a negociação hexapartite (EUA, China, Coréia do Norte, Coréia do Sul, Japão e Rússia) avançou. O atual acordo foi delineado em fevereiro de 2007. Foi possível graças à convergência estratégica dos interesses dos EUA e da China de evitar a nuclearização da península coreana, que poderia levar o Japão a desenvolver armas atômicas, e garantir a estabilidade no Leste da Ásia, essencial para o extraordinário crescimento econômico chinês.

Pelo acordo, a Coréia do Norte precisa revelar todos os seus programas e instalações nucleares antes de receber ajuda energética para sua depauperada economia estatal.

Hill visitou Pionguiangue em junho, abrindo caminho para a negociação bilateral. Como observa Oliveira, em 1994, os EUA queriam congelar o programa nuclear norte-coreano. Hoje, além dos EUA, todos os países vizinhos pressionam a Coréia do Norte a se desnuclearizar.

Oliveira cita entrevista do diplomata japonês Tanaka Hitoshi, veterano das negociações sobre a Coréia do Norte, à revista Japan Echo: "Para os americanos, não faz muita diferença se a Coréia do Norte dispuser de duas ou três armas nucleares. A ênfase é na não-proliferação, evitar um cenário onde tais armas sejam produzidas em grande escala e possam cair na mão de terroristas. Este raciocínio é inaceitável para o Japão. O Japão não pode permitir que exista qualquer tipo de armamento nuclear na Coréia do Norte". E a China e os EUA não querem armas nucleares no Japão.

Esta convergência estratégia leva Oliveira a sugerir que a crise irresolvida desde a Guerra da Coréia (1950-53) possa estar chegando ao fim. Mas não se podem subestimar a imprevisibilidade e a fragilidade dos stalinistas de Pionguiangue, para quem a ameaça externa é sempre útil para combater qualquer oposição interna.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Abertura nuclear levará a eleições na Índia

A Índia deve iniciar em breve negociações com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para abrir seu programa nuclear a inspeção internacional e cumprir um acordo assinado com os Estados Unidos. Mas isto deve provocar uma ruptura entre o Partido do Congresso e os comunistas, que se opõem à medida, a queda do governo de coalizão e a realização de eleições antecipadas.

Os partidos comunistas que integram a Aliança Progressista Unida, liderada pelo Partido do Congresso, de Sonia Gandhi e do primeiro-ministro Manmohan Singh, advertiram que haverá "sérias conseqüências" se o acordo de salvaguardas assinado com os EUA for aplicado. Mas o diretor-geral da AIEA, Mohamed el Baradei, chegou ontem à noite a Nova Déli para acertar detalhes das inspeções.

No domingo, Sonia Gandhi, a viúva do primeiro-ministro Rajiv Gandhi, atacou a esquerda como reacionária por se opor ao acordo nuclear firmado com o governo George Walker Bush, que pretende vê-lo totalmente implementado até o final de 2008: "Não são inimigos apenas do Partido do Congresso. São inimigos da paz e do desenvolvimento. Precisamos nos dar as mãos para lhes dar a resposta adequada".

Ela parece tranqüila porque o Partido Bharatiya Janata (BJP), o maior da oposição, nacionalista hindu, está em crise. Acaba de escolher o ex-vice-primeiro-ministro L.K. Advani, de 80 anos, como novo líder.

A esquerda alega que a Índia está abrindo mão de sua "política externa independente". Desde a independência, em 1947, rejeita todos os acordos e tratados que considera injustos, inclusive o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), que criou países nucleares e não-nucleares. Durante a Guerra Fria, manteve o não-alinhamento.

Depois da derrota para a China, num conflito de fronteiras, em 1962, a Índia começou a desenvolver armas atômicas, passando a considerar seriamente a necessidade da dissuasão nuclear. Explodiu sua primeira bomba em 1974, no governo Indira Gandhi, mãe de Rajiv, mas só assumiu o status de potência nuclear sob o BJP, em 1998.

Apesar dos protestos iniciais do governo Bill Clinton, logo os EUA passaram a dar à Índia o reconhecimento de potência nuclear, aliada em potencial para conter a China. Bush negociou o acordo que está sendo implementado agora, que de modo algum afeta ou reduz a capacidade nuclear indiana. Precisa ser ratificado pelo Congresso dos EUA para permitir cooperação e negócios na área de tecnologia nuclear para fins pacíficos.

sábado, 24 de março de 2007

Irã diz que britânicos confessaram invasão

O governo do Irã declarou hoje que os 15 fuzileiros navais e marinheiros detidos ontem no Golfo Pérsico confessaram ter invadido o mar territorial iraniano.

Oficialmente, o Reino Unido afirma que eles estavam patrulhando águas iraquianas, com um mandato do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que deve aprovar hoje novas sanções contra a república islâmica, acusada de desenvolver armas atômicas, violando o Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP).