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terça-feira, 28 de julho de 2020

Mundo vive nova era de instabilidade estratégica e nuclear

Risco de guerra nuclear é o maior desde o fim da Guerra Fria

As hostilidades entre os Estados Unidos e a China aumentam enquanto caducam os tratados de desarmamento e controle de armas que puseram fim à confrontação estratégica entre os EUA e a União Soviética, que estruturou as relações internacionais na segunda metade do século 20.

Leia mais em Quarentena News.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

Fim de acordo de desarmamento nuclear aponta para nova corrida armamentista

Os Estados Unidos abandonaram hoje um marco do degelo na Guerra Fria, o primeiro tratado que eliminou dois tipos de armas nucleares. Aumenta o risco de uma nova corrida armamentista nuclear, que já estaria em andamento.

O Tratado sofre Forças Nucleares intermediárias foi assinado em 8 de dezembro de 1987 pelo presidente Ronald Reagan e o último líder da União Soviética, Mikhail Gorbachev, para eliminar todos os mísseis nucleares baseados em terra de curto e médio alcances, com raio de ação de 500 a 5 mil e 500 quilômetros. 

Os EUA deixaram o acordo sob a alegação de que a Rússia violou o tratado a partir de 2014, ao desenvolver um novo míssil, o SSC-8,  com alcance estimado em mil e 500 quilômetros, e de que a China não faz parte e assim pode desenvolver estas armas. 

Desde 2014, houve seis encontros de técnicos especializados dos dois países para discutir o assunto, sem que a Rússia reconhecesse o erro. Moscou garante que o SSC-8 tem raio de ação de 300 quilômetros.

Em fevereiro, os EUA deram seis meses à Rússia para acabar com a violação. O prazo acabou hoje. Meu comentário:

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Coreia do Norte testa mais dois mísseis de curto alcance

Em mais uma provocação diante da estagnação das negociações de desarmamento com os Estados Unidos, a Coreia do Norte testou hoje dois mísseis lançados de Kusong. 

Os foguetes teleguiados atingiram uma altitude de 50 quilômetros e caíram no Mar do Japão, o primeiro a uma distância de 420 quilômetros e o segundo, de 270 km.

O segundo teste em uma semana coincide com a visita do representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, à Coreia do Sul. É um sinal claro do descontentamento do regime comunista de Pyongyang com o estado atual das negociações com Washington.

A ditadura de Kim Jong Un mantém a moratória de testes nucleares e de mísseis de médio e longo alcances, mas as negociações de desarmamento nuclear estão paradas desde o fracasso do segundo encontro de cúpula entre Kim e o presidente Donald Trump, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, em Hanói, no Vietnã.

Biegun teve hoje os primeiros encontros com autoridades da Coreia do Sul. Mais tarde, o presidente Moon Jae In deu uma entrevista para marcar o início de seu terceiro ano de governo e fez um apelo para um quarto encontro de cúpula com Kim.

O regime stalinista norte-coreano não realizava testes de mísseis desde novembro de 2017. As experiências de 4 de maio foram consideradas "testes de projéteis".

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

Coreia do Norte adia encontro com secretário de Estado americano

A Coreia do Norte suspendeu um encontro marcado com o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, marcado para Nova York, confirmou hoje o ministro do Exterior da Coreia do Sul, Kang Kyung Wha, noticiou a agência de notícias sul-coreana Yonhap.

O cancelamento inesperado suscita mais dúvida sobre o diálogo entre os Estados Unidos e o regime comunista norte-coreano. A Casa Branca insiste em que o segundo encontro de cúpula entre o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un será realizada no início de 2019.

No primeiro de um presidente americano no exercício do cargo e um ditador norte-coreano, em 12 de junho, em Cingapura, Trump e Kim se comprometeram com o desarmamento nuclear da Península Coreana e a assinatura de um acordo de paz para pôr fim à Guerra da Coreia (1950-53).

Desde então, as negociações não evoluíram. Em três visitas a Pyongyang, o secretário Pompeo exigiu da ditadura stalinista a elaboração de um cronograma para entrega de 60% a 70% das armas nucleares norte-coreanas dentro de seis a nove meses. A Coreia do Norte rejeitou o desarmamento unilateral. Quer o alívio de parte das sanções econômicas impostas por Washington.

A julgar por negociações anteriores, o regime norte-coreano aposta em estender as negociações enquanto pede à China e à Rússia, rivais dos EUA, o relaxamento das sanções econômicas. Em Washington, Trump comentou: "Não temos pressa."

sábado, 3 de novembro de 2018

Coreia do Norte ameaça retomar programa nuclear por causa das sanções

A ditadura comunista da Coreia do Norte advertiu que poderá retomar seu programa nuclear e reforçar seu arsenal de armas atômicas, se os Estados Unidos não retiraram as sanções econômicas, reportou hoje a agência Associated Press (AP).

Em nota divulgada ontem à noite pelo Ministério do Exterior, o regime stalinista pressiona os EUA na expectativa de obter mais concessões no encontro da próxima semana do secretário de Estado americano, Mike Pompeo, com o chanceler norte-coreano.

Depois de uma série de testes de bombas atômicas e mísseis balísticos, e de uma troca de ameaças de guerra no ano passado, o ditador Kim Jong Un adotou um tom conciliador a partir da mensagem de Ano Novo. Encontrou-se três vezes com o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae In, e com o presidente americano, Donald Trump, em 12 de junho, em Cingapura.

Naquele histórico encontro de cúpula, o primeiro de um presidente dos EUA no exercício do cargo com um ditador da Coreia do Norte, os dois líderes prometeram desnuclearizar a Península Coreana e chegar a um acordo de paz para por fim à Guerra da Coreia (1950-53).

Desde então, os EUA exigem que a Coreia do Norte faça um cronograma para entregar dentro de seis a nove meses 60% a 70% de suas armas nucleares. A ditadura de Pyongyang rejeita o que chama de "desarmamento unilateral", enquanto o governo Trump afirma que só vai levantar as sanções internacionais quando houver um desarmamento nuclear.

A posição de Kim também visa a obter um relaxamento das sanções pela China e a Rússia, rivais dos EUA que tentam minar a superioridade da superpotência. A chantagem atômica tem sido usada pela Coreia do Norte desde o fim da União Soviética, em 1991, na busca de energia e alimentos para sua combalida economia.

Kim chegou ao poder com a morte do pai, em dezembro de 2011, meses depois da queda e morte do ditador da Líbia, Muamar Kadafi, que havia feito um acordo com o Ocidente para entregar suas armas de destruição em massa. O ditador norte-coreano passou então a investir no programa nuclear como garantia de sobrevivência do regime.

Em um acordo de paz definitivo, a Coreia do Norte e a China podem exigir a retirada total dos 28,5 mil soldados americanos estacionados na Coreia do Sul.

sábado, 30 de junho de 2018

Coreia do Norte aumentou produção de combustível nuclear

Em um sinal de que não pretende abandonar suas armas atômicas, a Coreia do Norte aumentou a produção de combustível nuclear e fez reformas importantes para melhorar um centro de pesquisas, revelaram imagens de satélites-espiões dos Estados Unidos.

Quando for a Pyongyang nesta semana, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, vai deixar claro que os EUA conhecem as reais dimensões do programa nuclear norte-coreano. Não estão dispostos a aceitar que algo seja escondido.

No encontro de cúpula histórico de 12 de junho em Cingapura, o presidente Donald Trump e o ditador Kim Jong Un assinaram uma carta de intenções. O regime comunista norte-coreano se comprometeu com a desnuclearização em troca de garantias de segurança e de ajuda ao desenvolvimento econômico.

Apesar das promessas, dos sorrisos e das juras de melhora nas relações entre os dois países, o que está sendo aperfeiçoado é a Central Nuclear de Yongbion, revelou o boletim de notícias 38 North, especializado em Coreia do Norte. Seu nome vem do paralelo 38º Norte, que divide as duas Coreias.

"De jeito nenhum, a Coreia do Norte vai abandonar algum dia suas armas nucleares", observou o diretor do Centro para o Interesse Nacional, Harry Kazianis, ao comentar as últimas notícias. "Desde a cúpula, aprendemos que a Coreia do Norte está querendo uma coisa do governo Trump: a aceitação do status nuclear, não o desarmamento."

A reunião com Trump foi uma vitória diplomática de Kim, que saiu de seu isolamento histórico e ainda conseguiu do presidente americano uma concessão importante: a suspensão das manobras militares conjuntas dos EUA com a Coreia do Sul.

Trump ganhou prestígio, mas está sendo criticado por dizer que a ameaça nuclear norte-coreana acabou. Na quarta-feira, o secretário de Estado, Mike Pompeo, declarou ao Senado que o risco ainda existe. O presidente estaria falando numa redução da ameaça. "Não existe nenhuma dúvida a esse respeito", concluiu Pompeo.

O documento assinado em Cingapura é vago. Todos os detalhes do programa de desnuclearização da Coreia do Norte serão definidos em negociações longas e complexas.

Kazianis acredita que Kim vai usar a mesma tática de seu avô e de seu pai, de quem herdou o poder num comunismo dinástico: "Negociar durante meses ou anos enquanto consolida Pyongyang como uma potência nuclear.

Outros analistas têm mais esperanças. Jonathan Schanzer, da Fundação para a Defesa das Democracias, vê nas imagens de satélite "inegavelmente um sinal de que a Coreia do Norte não será uma parceira confiável neste esforço de desnuclearização. Espero um misto de barganhas e ameaças de parte dos EUA para descobrir se a Coreia do Norte é séria no compromisso de concluir o processo."

Os EUA terão de mostrar seriedade, fazer pressão, talvez aumentar sua presença militar na região, o que incomodará a China. No senado, o secretário Pompeo considerou "inapropriado e, francamente, contraproducente" revelar "detalhes das discussões em andamento".

domingo, 22 de abril de 2018

Trump exige desnuclearização para levantar sanções à Coreia do Norte

Congelar os testes nucleares e de mísseis não basta. Quando encontrar o ditador Kim Jong Un, no fim de maio ou início de junho, o presidente Donald Trump vai exigir o desmantelamento do arsenal nuclear da Coreia do Norte para suspender as sanções impostas pelos Estados Unidos.

Estas são duas questões fundamentais: o ritmo do desarmamento nuclear do regime comunista da Coreia do Norte e o cronograma de retirada das sanções internacionais.

"Quando o presidente diz que não vai repetir os erros do passado, significa que os EUA não farão concessões substanciais como levantar as sanções antes que a Coreia do Norte desmantele substancialmente seus programas nucleares", declarou um alto funcionário do governo Trump ao jornal The Wall Street Journal.

Em pronunciamento ao povo norte-coreano, Kim afirmou que estava congelando os testes nucleares e de mísseis porque o país atingiu o objetivo de ter armas atômicas. O objetivo central do regime stalinista de Pyongyang passaria a ser o desenvolvimento econômico.

"Se a Coreia do Norte partir para uma desnuclearização rápida, então o céu é o limite", acrescentou a mesma fonte. Mas Trump não vai oferecer nenhum benefício econômico antes de se certificar de que a desnuclearização é para valer.

No Twitter, o presidente americano observou que "estamos muito longe de uma conclusão com a Coreia do Norte, talvez as coisas funcionem, talvez não - só o tempo dirá... Mas o trabalho que estou fazendo agora deveria ter sido feito há muito tempo."

Ontem, Kim indicou que não pretende abrir mão das armas. Depois do encontro com o ditador da China, Xi Jinping, um porta-voz chinês citou o ditador norte-coreano para falar que prefere "medidas sincronizadas em fases para chegar à paz".

Durante o fim de semana da Páscoa, quando recebeu em Pyongyang o diretor-geral da CIA (Agência Central de Inteligência) e secretário de Estado designado, Mike Pompeo, Kim propôs um acordo baseado em concessões paralelas a cada fase que poderia se estender por anos.

"Um congelamento é simples de reverter", comentou o alto funcionário. O governo Trump exige medidas imediatas de grande impacto. Não aceita que a Coreia do Norte use as negociações como pretexto para driblar as sanções internacionais impostas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Como a aplicação das sanções depende basicamente da China, responsável por 90% do comércio exterior norte-coreano, Kim pode usar as negociações para convencer Beijim a aliviar a pressão.

A Coreia do Norte insiste na necessidade de ir construindo uma confiança mútua entre os dois países. Com base no histórico de negociações da Coreia do Norte, os EUA desconfiam de qualquer acordo baseado na implementação gradual da desnuclearização.