Em mais uma provocação diante da estagnação das negociações de desarmamento com os Estados Unidos, a Coreia do Norte testou hoje dois mísseis lançados de Kusong.
Os foguetes teleguiados atingiram uma altitude de 50 quilômetros e caíram no Mar do Japão, o primeiro a uma distância de 420 quilômetros e o segundo, de 270 km.
O segundo teste em uma semana coincide com a visita do representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, à Coreia do Sul. É um sinal claro do descontentamento do regime comunista de Pyongyang com o estado atual das negociações com Washington.
A ditadura de Kim Jong Un mantém a moratória de testes nucleares e de mísseis de médio e longo alcances, mas as negociações de desarmamento nuclear estão paradas desde o fracasso do segundo encontro de cúpula entre Kim e o presidente Donald Trump, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, em Hanói, no Vietnã.
Biegun teve hoje os primeiros encontros com autoridades da Coreia do Sul. Mais tarde, o presidente Moon Jae In deu uma entrevista para marcar o início de seu terceiro ano de governo e fez um apelo para um quarto encontro de cúpula com Kim.
O regime stalinista norte-coreano não realizava testes de mísseis desde novembro de 2017. As experiências de 4 de maio foram consideradas "testes de projéteis".
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Kusong. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Kusong. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 9 de maio de 2019
sábado, 15 de outubro de 2016
Teste de míssil da Coreia do Norte fracassa
O regime comunista da Coreia do Norte lançou hoje um míssil balístico de médio alcance de uma base próxima da cidade de Kusong, no Noroeste do país, mas o teste fracassou, anunciou o Departamento da Defesa dos Estados Unidos, citado pela agência Reuters.
Os EUA condenaram o teste e reafirmaram o compromisso com a defesa de seus aliados no Leste da Ásia, o Japão e a Coreia do Sul. O Pentágono observou que este míssil não ameaça a América do Norte.
Como parte de sua chantagem atômica, o governo de Pionguiangue, o último regime stalinista, tenta desenvolver armas nucleares e mísseis para transportá-las. Sob a liderança do jovem e inexperiente Kim Jong Un, esse processo se acelerou.
A Coreia do Norte já fez cinco testes nucleares, sendo dois em 2016. Os testes fracassados se repetem, mas o conhecimento acumulado vai levar inevitavelmente ao deenvolvimento de tecnologia de mísseis.
O então presidente George W. Bush colocou Iraque, Irã e Coreia do Norte num suposto "eixo do mal" e invadiu o Iraque. Os outros dois países aceleraram seus programas nucleares. Sabem que se um dia tiverem de enfrentar os EUA não será com armas convencionais.
Com sua política de evitar e confronto direto e evitar o uso da força, o governo Barack Obama não tem resposta ao desafio nuclear norte-coreano. É uma bomba atômica que deixa para o sucessor.
Durante a campanha eleitoral americana, o candidato do Partido Republicano, o bilionário Donald Trump, prometeu pressionar a China a forçar sua aliada Coreia do Norte a abrir mão das armas atômicas. Mas a questão norte-coreana é uma carta na manga do regime comunista chinês para negociações difíceis com os EUA. Nada indica que a China abra mão desta carta.
Os EUA condenaram o teste e reafirmaram o compromisso com a defesa de seus aliados no Leste da Ásia, o Japão e a Coreia do Sul. O Pentágono observou que este míssil não ameaça a América do Norte.
Como parte de sua chantagem atômica, o governo de Pionguiangue, o último regime stalinista, tenta desenvolver armas nucleares e mísseis para transportá-las. Sob a liderança do jovem e inexperiente Kim Jong Un, esse processo se acelerou.
A Coreia do Norte já fez cinco testes nucleares, sendo dois em 2016. Os testes fracassados se repetem, mas o conhecimento acumulado vai levar inevitavelmente ao deenvolvimento de tecnologia de mísseis.
O então presidente George W. Bush colocou Iraque, Irã e Coreia do Norte num suposto "eixo do mal" e invadiu o Iraque. Os outros dois países aceleraram seus programas nucleares. Sabem que se um dia tiverem de enfrentar os EUA não será com armas convencionais.
Com sua política de evitar e confronto direto e evitar o uso da força, o governo Barack Obama não tem resposta ao desafio nuclear norte-coreano. É uma bomba atômica que deixa para o sucessor.
Durante a campanha eleitoral americana, o candidato do Partido Republicano, o bilionário Donald Trump, prometeu pressionar a China a forçar sua aliada Coreia do Norte a abrir mão das armas atômicas. Mas a questão norte-coreana é uma carta na manga do regime comunista chinês para negociações difíceis com os EUA. Nada indica que a China abra mão desta carta.
Marcadores:
Armas nucleares,
Chantagem Atômica,
Coreia do Norte,
Coreia do Sul,
EUA,
Japão,
Kusong,
míssil de médio alcance,
teste de mísseis,
teste nuclear
Assinar:
Postagens (Atom)