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terça-feira, 3 de março de 2020

Coreia do Norte volta a testar mísseis depois de três meses

No primeiro teste de mísseis desde o fim de novembro, a Coreia do Norte disparou dois projéteis de curto alcance, informou a imprensa sul-coreanas citando fontes militares da Coreia do Sul.

Os dois foguetes foram disparados da região de Wonsan, na costa oeste da Coreia do Norte, atingiram uma altitude de 35 quilômetros e uma distância de 240 km até cair no Mar do Japão. Em Tóquio, o Ministério da Defesa do Japão declarou não ter detectado a presença de projéteis no seu território ou mar territorial.

No fim do ano passado, a ditadura comunista norte-coreana anunciou o fim da moratórias de testes nucleares e de mísseis de longo alcance, capazes de atingir o continente americano, em protesto contra a estagnação das negociações de desarmamento com os Estados Unidos.

Por causa da epidemia do coronavírus, como a Coreia do Sul tem o maior número de casos fora da China, mais de 5 mil, os EUA e o governo sul-coreano suspenderam manobras militares conjuntas, mas a Coreia do Norte está fazendo treinamento na fronteira com o Sul e na costa oeste.

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Coreia do Norte testa mais dois mísseis de curto alcance

Em mais uma provocação diante da estagnação das negociações de desarmamento com os Estados Unidos, a Coreia do Norte testou hoje dois mísseis lançados de Kusong. 

Os foguetes teleguiados atingiram uma altitude de 50 quilômetros e caíram no Mar do Japão, o primeiro a uma distância de 420 quilômetros e o segundo, de 270 km.

O segundo teste em uma semana coincide com a visita do representante especial dos EUA para a Coreia do Norte, Stephen Biegun, à Coreia do Sul. É um sinal claro do descontentamento do regime comunista de Pyongyang com o estado atual das negociações com Washington.

A ditadura de Kim Jong Un mantém a moratória de testes nucleares e de mísseis de médio e longo alcances, mas as negociações de desarmamento nuclear estão paradas desde o fracasso do segundo encontro de cúpula entre Kim e o presidente Donald Trump, em 27 e 28 de fevereiro de 2019, em Hanói, no Vietnã.

Biegun teve hoje os primeiros encontros com autoridades da Coreia do Sul. Mais tarde, o presidente Moon Jae In deu uma entrevista para marcar o início de seu terceiro ano de governo e fez um apelo para um quarto encontro de cúpula com Kim.

O regime stalinista norte-coreano não realizava testes de mísseis desde novembro de 2017. As experiências de 4 de maio foram consideradas "testes de projéteis".

sábado, 23 de setembro de 2017

Bombardeiros dos EUA sobrevoam litoral da Coreia do Norte

Dois aviões bombardeiros dos Estados Unidos sobrevoaram hoje o Mar do Japão até perto da costa da Coreia do Norte para deixar claro que o país tem "numerosas opções militares", anunciou hoje o Departamento da Defesa.

"No século 20, jamais um avião de caça ou bombardeiro americano havia voado tão longe ao norte da Zona Desmilitarizada [entre as duas Coreias], sublinhando assim a seriedade com que tomamos o comportamento irresponsável", declarou a porta-voz do Pentágono, Dana White.

Em discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Donald Trump ameaçou "destruir totalmente" a Coreia do Norte se o regime comunista norte-coreano usar as armas nucleares a mísseis que está testando contra os EUA ou aliados.

sexta-feira, 17 de julho de 2015

China e Rússia farão manobras navais conjuntas no Mar do Japão

As marinhas de guerra da China e da Rússia assinaram protocolo hoje para realizar manobras militares conjuntas no Mar do Japão no fim de agosto de 2015, informou a agência Tass. Pela primeira vez, chineses e russos vão treinar um assalto anfíbio, no caso ao território russo de Primorsky.

Um grupo naval da Frota do Pacífico da Rússia liderado por um porta-aviões vai participar das manobras, que reunirão ao todo cerca de 60 navios de guerra, além de barcos de apoio, aviões e helicópteres.

Em maio, a China e a Rússia fizeram exercícios militares conjuntos no Mar Mediterrâneo. O Kremlin planeja reforças suas posições na costa no Oceano Pacífico na próxima década, mas enfrenta restrições orçamentários que obrigarão a fazer opções.

As manobras serão realizadas pouco depois de uma decisão tomada nesta semana pelo Parlamento do Japão para autorizar as Forças Armadas do país a realizar operações ofensivas no exterior. Isso era proibido pela Constituição imposta pelos Estados Unidos depois da derrota japonesa na Segunda Guerra Mundial.

quarta-feira, 4 de março de 2015

Embaixador dos EUA é atacado na Coreia do Sul

O embaixador dos Estados Unidos na Coreia do Sul, Mark Lippert, foi atacado a faca nesta quinta-feira quando participava de um café da manhã de trabalho por um ativista que declarou pertencer ao grupo Woori Madang, ser contra a presença de forças americanas no país e a favor da unificação com a Coreia do Norte. O diplomata sofreu cortes nas mãos e na face, sem maior gravidade.

Woori Madang é um movimento cultural que tenta resgatar a cultura popular tradicional da Coreia.

A tensão na Península Coreana aumenta com o início nesta semana das manobras militares conjuntas da Coreia do Sul com os Estados Unidos, que mantêm soldados no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, informa a televisão americana CNN.

Hoje há 29,3 mil soldados americanos na Coreia do Sul. Ao todo, 200 mil soldados dos dois países participaram do exercício.

Para o regime comunista norte-coreano, trata-se de um treinamento para invadir o país. Em resposta, o governo de Pionguiangue disparou dois mísseis de curto alcance no Mar do Japão. Recentemente a Coreia do Norte declarou ter desenvolvido a capacidade de miniaturizar armas atômicas, o que permite colocar uma pequena bomba nuclear dentro de um míssil.

Última ditadura stalinista sobrevivente da Guerra Fria, desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, exigindo ajuda em energia e alimentos para não fazer armas nucleares.

Depois de inúmeros acordos, todos rompidos, a Coreia do Norte realizou explosões nucleares experimentais em 2006, 2009 e 2013. Isso foi usado ontem no Congresso dos EUA pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Congresso dos EUA em seu repúdio à negociação nuclear com o Irã, para alegar que sanções e inspeções não bastam para impedir um país de fazer a bomba atômica.