O embaixador da China nas Nações Unidas, Liu Jieyi, pediu hoje o apoio internacional ao plano de quatro pontos proposto pelo presidente Xi Jinping para um acordo de paz entre Israel e os palestinos que acabe com décadas de conflito e crie uma Palestina independente, noticiou o jornal The Times of Israel.
A proposta de paz chinesa foi elaborada depois da visita à Beijim do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.
Seus quatro pontos são:
• avançar rumo a uma solução com dois estados com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém Oriental como capital do Estado palestino;
• aplicar "o conceito de uma segurança comum, ampla, cooperativa e sustentável", acabar imediatamente com a ampliação das colônias judaicas, tomar medidas imediatas para prevenir a violência contra civis e reiniciar as conversações de paz;
• coordenar os esforços internacional para por em prática "medidas conjuntas de promoção da paz";
• promover a paz através da cooperação e do desenvolvimento de Israel e dos palestinos.
O representante chinês afirmou que Israel e a Palestina são parceiros importantes no projeto do Novo Caminho da Seda, uma série de obras de infraestrutura para com portos, rodoviais e ferrovias na Ásia, na África e na Europa.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
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terça-feira, 1 de agosto de 2017
China propõe plano de paz a Israel e palestinos
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segunda-feira, 28 de março de 2016
Israel desiste de indicar líder colono para embaixador no Brasil
Diante da oposição do governo brasileiro, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu desistiu da nomeação do líder colono Dani Dayan, nascido na Argentina, para embaixador de Israel no Brasil, informou hoje o jornal The Times of Israel. Ele será indicado novo cônsul geral israelense em Nova York.
Netanyahu, que acumula o cargo de ministro do Exterior, nomeou Dayan em 5 de agosto de 2015 sem fazer as consultas diplomáticas de praxe para saber se a indicação seria aceita. O governo Dilma Rousseff rejeitou a indicação porque Dayan presidiu o Conselho Yesha, um comitê que representa os colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Com a guinada para a direita da política israelense nos últimos anos, partidos representantes dos colonos querem anexar a Cisjordânia, negando-se a devolver o território que seria a principal parte de uma Palestina independente. Isso levou a uma total estagnação no processo de paz.
Como o Brasil reconheceu a independência da Palestina, o governo brasileiro entende que aceitar Dayan seria uma contradição para sua política externa. Ele faz parte do grupo que quer simplesmente anexar a Cisjordânia.
Em janeiro, o primeiro-ministro Netanyahu deixou clara a intenção de manter a indicação de Dayan, mas, em 17 de março, o Ministério de Exterior de Israel publicou edital anunciando que procurava embaixadores para o Brasil, a Eritreia e a Hungria. No mesmo dia, declarou que a nomeação de Dayan estava mantida.
Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio do Exército de Israel, Dayan revelou que em agosto manifestara a Netanyahu o interesse em Nova York e tratou a rejeição brasileira com uma declaração triunfalista: "Aqueles que não queriam um líder dos colonos na sua capital agora terão um líder dos colonos na capital do mundo."
Netanyahu, que acumula o cargo de ministro do Exterior, nomeou Dayan em 5 de agosto de 2015 sem fazer as consultas diplomáticas de praxe para saber se a indicação seria aceita. O governo Dilma Rousseff rejeitou a indicação porque Dayan presidiu o Conselho Yesha, um comitê que representa os colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em 1967.
Com a guinada para a direita da política israelense nos últimos anos, partidos representantes dos colonos querem anexar a Cisjordânia, negando-se a devolver o território que seria a principal parte de uma Palestina independente. Isso levou a uma total estagnação no processo de paz.
Como o Brasil reconheceu a independência da Palestina, o governo brasileiro entende que aceitar Dayan seria uma contradição para sua política externa. Ele faz parte do grupo que quer simplesmente anexar a Cisjordânia.
Em janeiro, o primeiro-ministro Netanyahu deixou clara a intenção de manter a indicação de Dayan, mas, em 17 de março, o Ministério de Exterior de Israel publicou edital anunciando que procurava embaixadores para o Brasil, a Eritreia e a Hungria. No mesmo dia, declarou que a nomeação de Dayan estava mantida.
Nesta segunda-feira, em entrevista à Rádio do Exército de Israel, Dayan revelou que em agosto manifestara a Netanyahu o interesse em Nova York e tratou a rejeição brasileira com uma declaração triunfalista: "Aqueles que não queriam um líder dos colonos na sua capital agora terão um líder dos colonos na capital do mundo."
domingo, 7 de fevereiro de 2016
Israel admite que embaixador nomeado não será aceito no Brasil
Israel já admite que Dani Dayan, designado há seis meses embaixador no Brasil, não será aceito pelo governo brasileiro por ser líder dos colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados. O reconhecimento é do deputado Tzachi Hanegbi, presidente da Comissão de Defesa e Relações Exteriores da Knesset, o Parlamento israelense, noticiou hoje o jornal The Times of Israel.
"Não precisamos nos iludir. Dani Dayan não será embaixador no Brasil. Condenamos o comportamento do Brasil", declarou o deputado, um aliado próximo do primeiro-ministro linha-ura Benjamin Netanyahu durante um debate na comissão. Ele prometeu a Dayan a representação num país da "mesma importância".
A deputada Anat Berko, do partido Likud, do primeiro-ministro, manifestou a preocupação de que a decisão brasileira crie um precedente e leve outros países a impor quem devem ser os diplomatas de Israel.
Presente no debate, o diretor para a América Latina do Ministério do Exterior de Israel, Moti Efraim, alegou "ainda estar esperando uma resposta oficial de Brasília, embora esta seja uma situação sem precedentes".
Apesar da recusa, Netanyahu se nega a retirar a indicação e a nomear outro embaixador em Brasília. O Itamaraty afirma que o primeiro-ministro israelense violou a tradição diplomática de sondar as autoridades do país antes de indicar o embaixador.
As relações entre os dois países estão abaladas desde que o Brasil reconheceu a independência da Palestina, em 3 de dezembro de 2010, e em crise diplomática desde que o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Israel em protesto contra a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza, em julho de 2014.
Na época, o porta-voz da chanceleria israelense, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático". Ele foi afastado, mas não diria isso sem autorização de seus superiores.
Por reconhecer a independência da Palestina, o Brasil não poderia aceitar um embaixador que foi líder dos colônias ilegais da Cisjordânia ocupada. Netanyahu é aliado de partidos favoráveis à anexação dos territórios ocupados, o que inviabilizaria a criação de um país independente para os palestinos.
Antes das últimas eleições, o primeiro-ministro prometeu que, se fosse reeleito, "jamais será criado um Estado palestino".
Israel enfrenta no momento uma nova revolta palestina, a chamada intifada das facas. Na semana passada, quando o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, atribuiu a violência à estagnação do processo de paz, Netanyahu reagiu afirmando que o chefe da ONU estava defendendo "terroristas". É sua forma de deslegitimar o movimento nacional palestino depois de quase 50 anos de ocupação.
Em 30 de janeiro, o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, prometeu novos esforços diplomáticos para relançar as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Se não houver avanços no processo de paz, a França ameaça reconhecer a independência da Palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital no setor árabe de Jerusalém.
"Não precisamos nos iludir. Dani Dayan não será embaixador no Brasil. Condenamos o comportamento do Brasil", declarou o deputado, um aliado próximo do primeiro-ministro linha-ura Benjamin Netanyahu durante um debate na comissão. Ele prometeu a Dayan a representação num país da "mesma importância".
A deputada Anat Berko, do partido Likud, do primeiro-ministro, manifestou a preocupação de que a decisão brasileira crie um precedente e leve outros países a impor quem devem ser os diplomatas de Israel.
Presente no debate, o diretor para a América Latina do Ministério do Exterior de Israel, Moti Efraim, alegou "ainda estar esperando uma resposta oficial de Brasília, embora esta seja uma situação sem precedentes".
Apesar da recusa, Netanyahu se nega a retirar a indicação e a nomear outro embaixador em Brasília. O Itamaraty afirma que o primeiro-ministro israelense violou a tradição diplomática de sondar as autoridades do país antes de indicar o embaixador.
As relações entre os dois países estão abaladas desde que o Brasil reconheceu a independência da Palestina, em 3 de dezembro de 2010, e em crise diplomática desde que o Brasil chamou para consultas seu embaixador em Israel em protesto contra a guerra contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) na Faixa de Gaza, em julho de 2014.
Na época, o porta-voz da chanceleria israelense, Yigal Palmor, chamou o Brasil de "anão diplomático". Ele foi afastado, mas não diria isso sem autorização de seus superiores.
Por reconhecer a independência da Palestina, o Brasil não poderia aceitar um embaixador que foi líder dos colônias ilegais da Cisjordânia ocupada. Netanyahu é aliado de partidos favoráveis à anexação dos territórios ocupados, o que inviabilizaria a criação de um país independente para os palestinos.
Antes das últimas eleições, o primeiro-ministro prometeu que, se fosse reeleito, "jamais será criado um Estado palestino".
Israel enfrenta no momento uma nova revolta palestina, a chamada intifada das facas. Na semana passada, quando o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, atribuiu a violência à estagnação do processo de paz, Netanyahu reagiu afirmando que o chefe da ONU estava defendendo "terroristas". É sua forma de deslegitimar o movimento nacional palestino depois de quase 50 anos de ocupação.
Em 30 de janeiro, o ministro do Exterior da França, Laurent Fabius, prometeu novos esforços diplomáticos para relançar as negociações de paz entre israelenses e palestinos. Se não houver avanços no processo de paz, a França ameaça reconhecer a independência da Palestina na Cisjordânia e na Faixa de Gaza, com capital no setor árabe de Jerusalém.
sábado, 19 de dezembro de 2015
Brasil veta embaixador designado por Israel
Depois de chamar o Brasil de "anão diplomático", o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, indicou em 5 de agosto um novo embaixador em Brasília, Dani Dayan, rejeitado pelo governo Dilma Rousseff por ser líder dos colonos assentados ilegalmente nos territórios árabes ocupados. O prazo-limite é o Natal, revelou na semana passada o jornal The Times of Israel.
A nomeação de Dayan foi elogiada até mesmo pelo Partido Trabalhista, de esquerda, favorável a uma paz negociada com a criação de um Estado Nacional para o povo palestino, com a retirada israelense dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em
Imediatamente, no Brasil e em Israel, começou um movimento para pressionar o governo brasileiro a rejeitar a indicação. Em 20 de setembro, o mesmo jornal noticiou que a presidente Dilma Rousseff vetou Dayan, que tivera a nomeação aprovada pelo governo em 6 de setembro.
"O Brasil não vai aceitar Dayan", comentou anonimamente um ex-diplomata israelense. "Eles não nos deram nenhuma resposta, o que significa que esperam que a gente entenda a mensagem por nós mesmos. Para o Brasil, é um escândalo que mande um líder dos colonos como embaixador."
Desde a indicação, Dayan estuda português e mantém contato com organizações judaicas e parlamentares brasileiros. Terá tempo de sobra para aprender a língua, mas talvez não tenha onde usá-la.
A nomeação de Dayan foi elogiada até mesmo pelo Partido Trabalhista, de esquerda, favorável a uma paz negociada com a criação de um Estado Nacional para o povo palestino, com a retirada israelense dos territórios árabes ocupados na Guerra dos Seis Dias, em
Imediatamente, no Brasil e em Israel, começou um movimento para pressionar o governo brasileiro a rejeitar a indicação. Em 20 de setembro, o mesmo jornal noticiou que a presidente Dilma Rousseff vetou Dayan, que tivera a nomeação aprovada pelo governo em 6 de setembro.
"O Brasil não vai aceitar Dayan", comentou anonimamente um ex-diplomata israelense. "Eles não nos deram nenhuma resposta, o que significa que esperam que a gente entenda a mensagem por nós mesmos. Para o Brasil, é um escândalo que mande um líder dos colonos como embaixador."
Desde a indicação, Dayan estuda português e mantém contato com organizações judaicas e parlamentares brasileiros. Terá tempo de sobra para aprender a língua, mas talvez não tenha onde usá-la.
quarta-feira, 4 de março de 2015
Embaixador dos EUA é atacado na Coreia do Sul
O embaixador dos Estados Unidos na Coreia do Sul, Mark Lippert, foi atacado a faca nesta quinta-feira quando participava de um café da manhã de trabalho por um ativista que declarou pertencer ao grupo Woori Madang, ser contra a presença de forças americanas no país e a favor da unificação com a Coreia do Norte. O diplomata sofreu cortes nas mãos e na face, sem maior gravidade.
Woori Madang é um movimento cultural que tenta resgatar a cultura popular tradicional da Coreia.
A tensão na Península Coreana aumenta com o início nesta semana das manobras militares conjuntas da Coreia do Sul com os Estados Unidos, que mantêm soldados no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, informa a televisão americana CNN.
Hoje há 29,3 mil soldados americanos na Coreia do Sul. Ao todo, 200 mil soldados dos dois países participaram do exercício.
Para o regime comunista norte-coreano, trata-se de um treinamento para invadir o país. Em resposta, o governo de Pionguiangue disparou dois mísseis de curto alcance no Mar do Japão. Recentemente a Coreia do Norte declarou ter desenvolvido a capacidade de miniaturizar armas atômicas, o que permite colocar uma pequena bomba nuclear dentro de um míssil.
Última ditadura stalinista sobrevivente da Guerra Fria, desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, exigindo ajuda em energia e alimentos para não fazer armas nucleares.
Depois de inúmeros acordos, todos rompidos, a Coreia do Norte realizou explosões nucleares experimentais em 2006, 2009 e 2013. Isso foi usado ontem no Congresso dos EUA pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Congresso dos EUA em seu repúdio à negociação nuclear com o Irã, para alegar que sanções e inspeções não bastam para impedir um país de fazer a bomba atômica.
Woori Madang é um movimento cultural que tenta resgatar a cultura popular tradicional da Coreia.
A tensão na Península Coreana aumenta com o início nesta semana das manobras militares conjuntas da Coreia do Sul com os Estados Unidos, que mantêm soldados no país desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945, informa a televisão americana CNN.
Hoje há 29,3 mil soldados americanos na Coreia do Sul. Ao todo, 200 mil soldados dos dois países participaram do exercício.
Para o regime comunista norte-coreano, trata-se de um treinamento para invadir o país. Em resposta, o governo de Pionguiangue disparou dois mísseis de curto alcance no Mar do Japão. Recentemente a Coreia do Norte declarou ter desenvolvido a capacidade de miniaturizar armas atômicas, o que permite colocar uma pequena bomba nuclear dentro de um míssil.
Última ditadura stalinista sobrevivente da Guerra Fria, desde o fim da União Soviética, em 1991, a Coreia do Norte faz uma chantagem atômica, exigindo ajuda em energia e alimentos para não fazer armas nucleares.
Depois de inúmeros acordos, todos rompidos, a Coreia do Norte realizou explosões nucleares experimentais em 2006, 2009 e 2013. Isso foi usado ontem no Congresso dos EUA pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, no Congresso dos EUA em seu repúdio à negociação nuclear com o Irã, para alegar que sanções e inspeções não bastam para impedir um país de fazer a bomba atômica.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Maduro acusa Maria Corina e EUA de tentar matá-lo
Em mais um gesto teatral, sem apresentar qualquer prova, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou a líder oposicionista María Corina Machado e o novo embaixador dos Estados Unidos na Colômbia, Kevin Whitaker, de participar de uma conspiração para assassiná-lo. O Departamento de Estado considera as acusações "falsas e sem base".
A denúncia vazia coincide com a aprovação pela Câmara dos Representantes dos EUA de um projeto autorizando a Casa Branca a congelar os ativos no país de funcionários venezuelanos responsáveis por violações dos direitos humanos na repressão governamental contra os protestos populares que já duram mais de 100 dias.
O Senado americano ainda debate a conveniência de aprovar a lei temendo uma influência negativa sobre o diálogo entre o governo e a oposição da Venezuela promovido pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
Durante entrevista no Teatro Nacional, em Caracas, ao lado da primeira-dama Cilia Flores e do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, Jorge Rodríguez, porta-voz da cúpula do regime, apresentou apenas um email de María Corina elogiando os protestos antigovernamentais e dizendo que "Kevin Whitaker reconfirmou seu apoio e indicou novos passos". Não há nenhum indício de aprovação do uso da força
"O Departamento de Estado sabe que a ultradireita venezuelana, quando tenta realizar atos criminosos que violam a Constituição, a paz e a democracia, pede instruções e autorização a um funcionário do Departamento de Estado?", vociferou Rodríguez para tentar dar um ar de veracidade à sua teoria conspiratória. Mas não deu detalhes de quando e como seria o atentado, como foi descoberto, quem seriam os autores, quais suas ligações com os acusados, onde está o inquérito policial e quando será enviado à Justiça.
Maduro ganhou as eleições realizadas em 14 de abril de 2013, depois da morte do presidente Hugo Chávez, em 5 de março do mesmo ano com uma vantagem de apenas 1,5 ponto percentual, o que levantou suspeitas de fraude, já que o governo controla toda a máquina pública e eleitoral. Até hoje não conseguiu se legitimar.
A onda de protestos é consequência da inflação, que ronda 70% ao ano, do desabastecimento que chegou a 28% dos produtos encontrados em supermercados e do índice de homicídios, que está entre os mais altos do mundo. Com a crise do modelo chavista, o número de pobres, reduzido à metade pelas políticas sociais financiadas pelo petróleo venezuelano, volta a subir.
No país que se vangloria de ter as maiores reservas mundiais de petróleo, não podem faltar dólares nem dinheiro para importações. Sem profundas reformas econômicas que aposentem o "socialismo do século 21", não há saída nem haverá acordo com a oposição.
Se a missão de paz da Unasul fracassar, o futuro da Venezuela será sombrio.
A denúncia vazia coincide com a aprovação pela Câmara dos Representantes dos EUA de um projeto autorizando a Casa Branca a congelar os ativos no país de funcionários venezuelanos responsáveis por violações dos direitos humanos na repressão governamental contra os protestos populares que já duram mais de 100 dias.
O Senado americano ainda debate a conveniência de aprovar a lei temendo uma influência negativa sobre o diálogo entre o governo e a oposição da Venezuela promovido pela União das Nações Sul-Americanas (Unasul).
Durante entrevista no Teatro Nacional, em Caracas, ao lado da primeira-dama Cilia Flores e do presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, Jorge Rodríguez, porta-voz da cúpula do regime, apresentou apenas um email de María Corina elogiando os protestos antigovernamentais e dizendo que "Kevin Whitaker reconfirmou seu apoio e indicou novos passos". Não há nenhum indício de aprovação do uso da força
"O Departamento de Estado sabe que a ultradireita venezuelana, quando tenta realizar atos criminosos que violam a Constituição, a paz e a democracia, pede instruções e autorização a um funcionário do Departamento de Estado?", vociferou Rodríguez para tentar dar um ar de veracidade à sua teoria conspiratória. Mas não deu detalhes de quando e como seria o atentado, como foi descoberto, quem seriam os autores, quais suas ligações com os acusados, onde está o inquérito policial e quando será enviado à Justiça.
Maduro ganhou as eleições realizadas em 14 de abril de 2013, depois da morte do presidente Hugo Chávez, em 5 de março do mesmo ano com uma vantagem de apenas 1,5 ponto percentual, o que levantou suspeitas de fraude, já que o governo controla toda a máquina pública e eleitoral. Até hoje não conseguiu se legitimar.
A onda de protestos é consequência da inflação, que ronda 70% ao ano, do desabastecimento que chegou a 28% dos produtos encontrados em supermercados e do índice de homicídios, que está entre os mais altos do mundo. Com a crise do modelo chavista, o número de pobres, reduzido à metade pelas políticas sociais financiadas pelo petróleo venezuelano, volta a subir.
No país que se vangloria de ter as maiores reservas mundiais de petróleo, não podem faltar dólares nem dinheiro para importações. Sem profundas reformas econômicas que aposentem o "socialismo do século 21", não há saída nem haverá acordo com a oposição.
Se a missão de paz da Unasul fracassar, o futuro da Venezuela será sombrio.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Departamento de Estado falhou no ataque em Bengázi
Uma serie de "falhas sistêmicas"do Departamento de Estado deixou o Consulado Americano em Bengázi, na Líbia, sem condições de se defender do ataque terrorista de 11 de setembro de 2012, em que morreram o embaixador Christopher Stevens e outros três cidadãos dos Estados Unidos, concluiu uma investigação ordenada pela secretária de Estado, Hillary Clinton. Ela aceitou todas as conclusões do inquérito.
O relatório confirma que o governo Barack Obama errou ao dizer que o ataque tinha acontecido em meio a um protesto contra um filme ofensivo ao profeta Maomé e ao islamismo de modo geral. Não houve manifestação naquele dia em Bengázi, constatou a investigação, citada no jornal The Washington Post.
É munição para a oposição republicana, que tentou tirar proveito político durante a campanha, insistindo em que Obama é um presidente frágil em questões de segurança e defesa.
Durante um debate na campanha eleitoral, o presidente não respondeu a uma pergunta sobre um pedido de reforço na segurança do consulado em Bengázi feito pela embaixada americana em Trípoli, que teria sido negado por contenção de despesas.
O relatório confirma que o governo Barack Obama errou ao dizer que o ataque tinha acontecido em meio a um protesto contra um filme ofensivo ao profeta Maomé e ao islamismo de modo geral. Não houve manifestação naquele dia em Bengázi, constatou a investigação, citada no jornal The Washington Post.
É munição para a oposição republicana, que tentou tirar proveito político durante a campanha, insistindo em que Obama é um presidente frágil em questões de segurança e defesa.
Durante um debate na campanha eleitoral, o presidente não respondeu a uma pergunta sobre um pedido de reforço na segurança do consulado em Bengázi feito pela embaixada americana em Trípoli, que teria sido negado por contenção de despesas.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Embaixador no Iraque abandona governo da Síria
Na segunda defecção importante em uma semana, o embaixador da Síria no Iraque, Nawaf Fares, confirmou ontem, em entrevista à televisão árabe Al Jazira, que abandonou o partido Baath e o governo Bachar Assad em protesto contra "os massacres horríveis cometidos pelo regime contra o povo sírio".
Fares é um sunita com fortes ligações na área de segurança. É o segundo embaixador a abandonar a ditadura de Assad, depois de Bassam Imadi, que representava a Síria na Suécia até dezembro de 2011.
Imadi faz parte hoje do Conselho Nacional Sírio, o órgão político dos rebeldes. Na sua opinião, as deserções de Fares e do general-brigadeiro Manaf Tlass, na semana passada, são sinais de desintegração do círculo íntimo do regime, um prenúncio da queda de Assad.
Mais de 15 mil pessoas foram mortas na guerra deflagrada pela ditadura de Bachar Assad contra a revolta popular inicialmente pacífica que começou em 15 de março de 2011.
Fares é um sunita com fortes ligações na área de segurança. É o segundo embaixador a abandonar a ditadura de Assad, depois de Bassam Imadi, que representava a Síria na Suécia até dezembro de 2011.
Imadi faz parte hoje do Conselho Nacional Sírio, o órgão político dos rebeldes. Na sua opinião, as deserções de Fares e do general-brigadeiro Manaf Tlass, na semana passada, são sinais de desintegração do círculo íntimo do regime, um prenúncio da queda de Assad.
Mais de 15 mil pessoas foram mortas na guerra deflagrada pela ditadura de Bachar Assad contra a revolta popular inicialmente pacífica que começou em 15 de março de 2011.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
TV Senado entrevista embaixador dos EUA
Sinopse do Diplomacia Edição nº85 – dezembro de 2011
A última edição de 2011 do Diplomacia, a revista de política internacional da TV Senado, traz uma reportagem especial na tríplice fronteira, em Foz do Iguaçu, sobre o Estatuto do Sacoleiro. Nossa equipe mostra o que muda no comércio do local, já que a nova lei tem o objetivo de incentivar a formalização dos pequenos comerciantes que atravessam a aduana da Receita Federal todos os dias.
Você confere também um balanço do primeiro ano de mandato da presidente Dilma Rousseff. De acordo com especialistas e parlamentares, a política externa brasileira não teve grandes mudanças. A percepção é de que o governo tem se voltado mais para as questões internas. Mas a presidente já demonstra um estilo próprio para conduzir as relações internacionais do país.
O quadro Dossiê Diplomático discute a polêmica em torno da Lei Geral da Copa, com exigências da FIFA para a realização do Mundial de Futebol no Brasil, prevista para ser votada na semana que vem na comissão especial destinada a estudar o assunto na Câmara dos Deputados. Especialistas e autoridades revelam que o projeto de lei entra em choque com a legislação brasileira, especialmente com o Código do Consumidor.
No Diplomacia Entrevista, o embaixador americano, Thomas Shannon, analisa as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos e aponta que o trânsito de turistas de um país para o outro deve ficar menos complicado a partir de agora.
O programa mostra, ainda, o retorno dos trabalhos no Parlamento do Mercosul, que, depois de um ano, conta com mais representantes. E uma reportagem da TV Assembléia do Ceará revela que, pela proximidade, o estado aproveita o mercado com países de Língua Portuguesa para alavancar a economia local.
No bloco cultural, o Arte e Diplomacia mostra uma viagem pela Polônia por meio de cartazes culturais. As colunas trazem a produção cinematográfica angolana e o som caribenho de Eddy Herrera. E o ensaio fotográfico, de Kênia Ribeiro, desta vez é sobre a Ilha de Páscoa, no Pacífico.
Serviço:
O programa Diplomacia, a revista de Política Internacional da TV Senado, vai ao ar neste final de semana: sábado, dia 17/12, às 12h30 e às 22h30; Domingo, dia 18/12, às 9h e às 17h. Reprise no final de semana seguinte: sábado, dia 24/12, às 3h e às 17h; e no domingo, dia 01/01, às 3h.
A TV Senado pode ser sintonizada em canal aberto (UHF) nas seguintes cidades:
· 16 UHF (Rio Branco – AC)
· 36 UHF (Gama-DF)
· 40 UHF (João Pessoa-PB)
· 43 UHF (Fortaleza-CE)
· 49 UHF (Rio de Janeiro-Zona Oeste)
· 51 UHF (Brasília-DF)
· 52 UHF (Natal-RN)
· 53 UHF (Salvador-BA)
· 55 UHF (Recife-PE)
· 56 UHF (Cuiabá-MT)
· 57 UHF (Manaus-AM)
Também nos canais 07 (Net Brasília), 118 (Sky), 217 (Direct TV) e 17 (TECSAT), 121 (VIA-Embratel), 903 (OI-TV) ou na Internet pelowww.senado.gov.br/tv.
terça-feira, 8 de novembro de 2011
Novo embaixador argentino morou em Porto Alegre
O governo brasileiro aceitou ontem o credenciamento do novo embaixador da República Argentina, Luis María Kreckler, ex-secretário de Comércio e ex-subsecretário de Comércio Exterior do Palácio San Martín, sede da chancelaria argentina.
Filho de um diplomata argentino que serviu como cônsul em Porto Alegre, Luisito Castelhano, como era conhecido pelos amigos brasileiros, morou na capital gaúcha no fim dos anos 60 e início dos 70.
Filho de um diplomata argentino que serviu como cônsul em Porto Alegre, Luisito Castelhano, como era conhecido pelos amigos brasileiros, morou na capital gaúcha no fim dos anos 60 e início dos 70.
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