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quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Hoje na História do Mundo: 8 de Janeiro

 PLANO DE PAZ DE WILSON

    Em 1918, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, apresenta em sessão conjunta do Congresso no Discurso Objetivos da Guerra e Termos da Paz um plano de 14 pontos para acabar com a Primeira Guerra Mundial (1914-18).

1. Convenções abertas de paz, abertamente alcançadas, após as quais não haverá entendimentos internacionais privados de qualquer tipo, mas a diplomacia deve proceder sempre com franqueza e aberta à opinião pública.

2. Total liberdade de navegação nos mares fora de águas territoriais, tanto na paz quanto na guerra, exceto quando os mares possam estar fechados no todo ou em parte por ação internacional para implementar convenções internacionais.

3. A remoção, tanto quanto possível, de todas as barreiras econômicas e o estabelecimento de condições de igualdade entre todas as nações que consistam com a paz e se associem para sua manutenção.

4. Garantias adequadas dadas e tomadas de que os armamentos nacionais serão reduzidas ao ponto mais baixo consistente com a segurança interna.

5. Um ajuste livre, de mente aberta, e absolutamente imparcial de todas as reivindicações coloniais, com base numa estrita observância do princípio de que, ao determinar todas estas questões de soberania, os interesses das populações em causa devem ter igual peso às reivindicações equitativas do governo cujo título deva ser determinado.

6. A retirada de todo o território russo e a resolução de todas as questões que afetam a Rússia garantirão a melhor e a mais livre cooperação das outras nações do mundo para dar a ela uma oportunidade desimpedida e sem obstáculos para determinação independente de seu próprio desenvolvimento político e política nacional, e assegurar-lhe uma recepção sincera na sociedade das nações livres sob instituições de sua escolha; e, mais do que um acolhimento, assistência também de todos os tipos que ela possa precisar e desejar. O tratamento concedido à Rússia por suas nações irmãs nos próximos meses será o teste ácido de sua boa vontade, de sua compreensão de suas necessidades como distintas de seus próprios interesses e de sua simpatia inteligente e altruísta.

7. A Bélgica, o mundo inteiro concordará, deve ser esvaziada e restaurada, sem qualquer tentativa de limitar a soberania de que ela goza em comum com todas as outras nações livres. Nenhum outro ato servirá, pois isso servirá para restaurar a confiança entre as nações nas leis que elas mesmas estabeleceram e determinaram para o governo de suas relações umas com as outras. Sem este ato de cura, toda a estrutura e validade do direito internacional será para sempre prejudicada.

8. Todo o território francês deve ser libertado e as porções invadidas restauradas, e o mal feito à França pela Prússia em 1871 na questão da Alsácia-Lorena, que perturbou a paz no mundo por quase 50 anos, para que a paz seja novamente assegurada no interesse de todos.

9. O reajuste das fronteiras da Itália deve ser efetuado ao longo de linhas de nacionalidade claramente reconhecíveis.

10. Aos povos da Áustria-Hungria, cujo lugar entre as nações deve ser salvaguardado e assegurado, deve ser concedida a oportunidade mais livre de desenvolvimento autônomo.

11. A Romênia, a Sérvia e Montenegro devem ser evacuadas; os territórios ocupados devem ser restauraudos; a Sérvia deve ter acesso livre e seguro ao mar; e as relações entre os Estados balcânicos determinadas por um conselho amistoso ao longo das linhas historicamente estabelecidas de lealdade e nacionalidade; e garantias internacionais de independência política e econômica e de integridade territorial dos vários Estados balcânicos.

12. As porções turcas do atual Império Otomano devem ter assegurados uma soberania segura, mas as outras nacionalidades que estão agora sob domínio turco devem ter asseguradas uma segurança indubitável da vida e uma oportunidade completamente inabalável de desenvolvimento autônomo, e o estreito de Dardanelos deve ser permanentemente aberto como uma passagem livre para os navios e o comércio de todas as nações, sob garantias internacionais.

13. Um Estado polonês independente deve ser erigido e deve incluir os territórios habitados por todas as populações indiscutivelmente polonesas, às quais deve ser garantido acesso livre e seguro ao mar, e cuja independência política e econômica e integridade territorial devem ser garantidas por pacto internacional.

14. Uma associação geral de nações deve ser formada sob convenções específicas com o objetivo de proporcionar garantias mútuas de independência política e integridade territorial a grandes e pequenos países.

Em 4 de outubro, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, príncipe Maximiliano de Baden, envia nota através da Suíça ao presidente Wilson pedindo um armistício e a abertura de negociações de paz com base no Plano de 14 Pontos de Wilson. Mais tarde, a Alemanha se declara traída pelos termos mais duros impostos pelo Tratado de Versalhes, de 1919.

Wilson convence os norte-americanos, historicamente isolacionistas, a intervir numa guerra na Europa sob o argumento de que era "a guerra para acabar com todas as guerras". O Tratado de Versalhes é "a paz para acabar com todas as pazes".

O Senado dos EUA, que tem o papel constitucional de aprovar os acordos internacionais, não ratifica a Convenção da Liga das Nações. A primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial nasce fraca, sem o país que se torna o mais poderoso do mundo. Não consegue impedir a invasão da Manchúria, em 1931, e do resto da China pelo Japão, em 1937; da Etiópia pela Itália, em 1935; a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha, em 1938 e 1939; e a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 26 de junho de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), 50 países assinam a Carta das Nações Unidas. A Liga das Nações deixa de existir em 20 de abril de 1946.

NASCIMENTO DE ELVIS PRESLY

    Em 1935, nasce Elvis Aaron Presley, em Tupelo, no Mississípi, no Sul dos Estados Unidos, o Rei do Rock e primeiro astro pop global.

O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, Elvis consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura. Seu requebrado de dança de origem africana é considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir o Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. 

Nos anos 1960, o rock sofre uma revolução com bandas inglesas como os Beatles, os Rolling Stones, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude. John Lennon diz que ele morre quando serve o Exército.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

FIDEL ENTRA EM HAVANA

    Em 1959, uma semana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista e da vitória dos rebeldes, o comandante Fidel Castro chega a Havana consolidando o triunfo do Movimento 26 de Julho, data do assalto ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 1953, no primeiro salvo da Revolução Cubana.


Fidel Castro Ruz nasce em Birán, em Cuba, em 13 de agosto de 1926. Filho de um fazendeiro rico, adere a ideias anti-imperialistas quando estuda direito na Universidade de Havana.

Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Depois de participar de rebeliões contra governos de direita na Colômbia e na República Dominicana, Fidel lidera a primeira rebelião em Cuba com o assalto ao Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. É preso e condenado a 15 anos de prisão. No julgamento, diz: "A história me absolverá."

Anistiados em 1955, Fidel e o irmão Raúl fogem para o México. Depois de comprar o velho iate Granma, partem de Veracruz, no México, em 2 de dezembro de 1956 com 81 revolucionários, entre eles Camilo Cienfuegos e o médico argentino Ernesto Che Guevara. Chegam em Cuba em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Che Guevara. A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

Os rebeldes entram em Havana em 1º de janeiro de 1959. Fidel chega uma semana dias depois.

PRISÃO DE EL CHAPO

    Em 2016, o criminoso mexicano Joaquín Guzmán, mais conhecido como El Chapo, poderoso chefão do Cartel de Sinaloa, uma máfia do tráfico de drogas, é preso em Los Mochis, no México, depois de fugir da cadeia seis meses antes.

No ano seguinte, ele é extraditado para os Estados Unidos, onde é denunciado por vários crimes, inclusive tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e conspiração para cometer homicídios. Em fevereiro de 2019, é considerado culpado de todos os crimes. Cinco meses depois, é sentenciado a prisão perpétua.

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quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Hoje na História do Mundo: 8 de Janeiro

 PLANO DE PAZ DE WILSON

    Em 1918, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, apresenta no Discurso Objetivos da Guerra e Termos da Paz um plano de 14 pontos para depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

1. Convenções abertas de paz, abertamente alcançadas, após as quais não haverá entendimentos internacionais privados de qualquer tipo, mas a diplomacia deve proceder sempre com franqueza e aberta à opinião pública.

2. Total liberdade de navegação nos mares fora de águas territoriais, tanto na paz quanto na guerra, exceto quando os mares possam estar fechados no todo ou em parte por ação internacional para implementar convenções internacionais.

3. A remoção, tanto quanto possível, de todas as barreiras econômicas e o estabelecimento de condições de igualdade entre todas as nações que consistam com a paz e se associem para sua manutenção.

4. Garantias adequadas dadas e tomadas de que os armamentos nacionais serão reduzidas ao ponto mais baixo consistente com a segurança interna.

5. Um ajuste livre, de mente aberta, e absolutamente imparcial de todas as reivindicações coloniais, com base numa estrita observância do princípio de que, ao determinar todas estas questões de soberania, os interesses das populações em causa devem ter igual peso às reivindicações equitativas do governo cujo título deva ser determinado.

6. A retirada de todo o território russo e a resolução de todas as questões que afetam a Rússia garantirão a melhor e a mais livre cooperação das outras nações do mundo para obter para ela uma oportunidade desimpedida e sem obstáculos para determinação independente dela o seu próprio desenvolvimento político e política nacional, e assegurar-lhe uma recepção sincera na sociedade das nações livres sob instituições de sua escolha; e, mais do que um acolhimento, assistência também de todos os tipos que ela possa precisar e desejar. O tratamento concedido à Rússia por suas nações irmãs nos próximos meses será o teste ácido de sua boa vontade, de sua compreensão de suas necessidades como distintas de seus próprios interesses e de sua simpatia inteligente e altruísta.

7. A Bélgica, o mundo inteiro concordará, deve ser esvaziada e restaurada, sem qualquer tentativa de limitar a soberania de que ela goza em comum com todas as outras nações livres. Nenhum outro ato servirá, pois isso servirá para restaurar a confiança entre as nações nas leis que elas mesmas estabeleceram e determinaram para o governo de suas relações umas com as outras. Sem este ato de cura, toda a estrutura e validade do direito internacional será para sempre prejudicada.

8. Todo o território francês deve ser libertado e as porções invadidas restauradas, e o mal feito à França pela Prússia em 1871 na questão da Alsácia-Lorena, que perturbou a paz no mundo por quase 50 anos, para que a paz seja novamente assegurada no interesse de todos.

9. O reajuste das fronteiras da Itália deve ser efetuado ao longo de linhas de nacionalidade claramente reconhecíveis.

10. Aos povos da Áustria-Hungria, cujo lugar entre as nações deve ser salvaguardado e assegurado, deve ser concedida a oportunidade mais livre de desenvolvimento autônomo.

11. A Romênia, a Sérvia e Montenegro devem ser evacuadas; os territórios ocupados devem ser restauraudos; a Sérvia deve ter acesso livre e seguro ao mar; e as relações entre os Estados balcânicos determinadas por um conselho amistoso ao longo das linhas historicamente estabelecidas de lealdade e nacionalidade; e garantias internacionais de independência política e econômica e de integridade territorial dos vários Estados balcânicos.

12. As porções turcas do atual Império Otomano devem ter assegurados uma soberania segura, mas as outras nacionalidades que estão agora sob domínio turco devem ter asseguradas uma segurança indubitável da vida e uma oportunidade completamente inabalável de desenvolvimento autônomo, e o estreito de Dardanelos devem ser permanentemente aberto como uma passagem livre para os navios e o comércio de todas as nações sob garantias internacionais.

13. Um Estado polonês independente deve ser erigido e deve incluir os territórios habitados por todas as populações indiscutivelmente polonesas, às quais deve ser garantido acesso livre e seguro ao mar, e cuja independência política e econômica e integridade territorial devem ser garantidas por pacto internacional.

14. Uma associação geral de nações deve ser formada sob convenções específicas com o objetivo de proporcionar garantias mútuas de independência política e integridade territorial a grandes e pequenos países.

Em 4 de outubro, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, príncipe Maximiliano de Baden, envia nota através da Suíça ao presidente Wilson pedindo um armistício e a abertura de negociações de paz com base no Plano de 14 Pontos de Wilson. Mais tarde, a Alemanha se declara traída pelos termos mais duros impostos pelo Tratado de Versalhes, de 1919.

Wilson convence os norte-americanos, historicamente isolacionistas, a intervir numa guerra na Europa sob o argumento de que era "a guerra para acabar com todas as guerras". O Tratado de Versalhes é "a paz para acabar com todas as pazes".

O Senado dos EUA, que tem o papel constitucional de aprovar os acordos internacionais, não ratifica a Convenção da Liga das Nações. A primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial nasce fraca, sem o país que se torna o mais poderoso do mundo. Não consegue impedir a invasão da Manchúria, em 1931, e do resto da China pelo Japão, em 1937; da Etiópia pela Itália, em 1935; a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha, em 1938 e 1939; e a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 26 de junho de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), 50 países assinam a Carta das Nações Unidas. A Liga das Nações deixa de existir em 20 de abril de 1946.

NASCIMENTO DE ELVIS PRESLY

    Em 1935, nasce Elvis Aaron Presley, em Tupelo, no Mississípi, no Sul dos Estados Unidos, o Rei do Rock e primeiro astro pop global.

O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura. Seu requebrado de dança de origem africana é considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir ao Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. 

Nos anos 1960, o rock sofre uma revolução com bandas inglesas como os Beatles, os Rolling Stones, The Who, Pink Floyd e Led Zeppelin, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude. John Lennon diz que ele morreu quando serviu o Exército.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

FIDEL ENTRA EM HAVANA

    Em 1959, uma semana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista e da vitória dos rebeldes, o comandante Fidel Castro chega a Havana consolidando o triunfo do Movimento 26 de Julho, data do assalto ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 1953, no primeiro salvo da Revolução Cubana.


Fidel Castro Ruz nasce em Birán, em Cuba, em 13 de agosto de 1926. Filho de um fazendeiro rico, adere a ideias anti-imperialistas quando estuda direito na Universidade de Havana.

Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Depois de participar de rebeliões contra governos de direita na Colômbia e na República Dominicana, Fidel lidera a primeira rebelião em Cuba com o assalto ao Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. É preso e condenado a 15 anos de prisão. No julgamento, diz: "A história me absolverá."

Anistiados em 1955, Fidel e Raúl fogem para o México. Depois de comprar o velho iate Granma, partem de Veracruz, no México, em 2 de dezembro de 1956 com 81 revolucionários, entre eles Camilo Cienfuegos e o médico argentino Ernesto Che Guevara, e chegam em Cuba em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Che Guevara. A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

Os rebeldes entram em Havana em 1º de janeiro de 1959. Fidel chega uma semana dias depois.

PRISÃO DE EL CHAPO

    Em 2016, o criminoso mexicano Joaquín Guzmán, mais conhecido como El Chapo, poderoso chefão do Cartel de Sinaloa, uma máfia do tráfico de drogas, é preso em Los Mochis, no México, depois de fugir da cadeia seis meses antes.

No ano seguinte, ele é extraditado para os Estados Unidos, onde é denunciado por vários crimes, inclusive tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e conspiração para cometer homicídios. Em fevereiro de 2019, é considerado culpado de todos os crimes. Cinco meses depois, é sentenciado a prisão perpétua.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

Secretário-geral da ONU acusa Israel por matança "totalmente inaceitável"

Durante reunião de cúpula do Movimento dos Países Não Alinhados em Kampala, a capital de Uganda, no Centro da África, o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, denunciou Israel pela matança “totalmente inaceitável” de civis palestinos na Faixa de Gaza, onde o número de mortos está em 25.105.

"As operações militares de Israel causaram destruição em massa e mataram civis numa escala sem precedentes durante o meu tempo como secretário-geral," disse Guterres. "Isso é de partir o coração e totalmente inaceitável. O Oriente Médio é um barril de pólvora, devemos fazer tudo o que pudermos para evitar que o conflito se inflame em toda a região."

Em Israel, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu rejeitou uma proposta de trégua do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), o grupo terrorista responsável pelo ataque de 7 de outubro, que chamou de "total rendição". Também não aceita um plano de paz dos Estados Unidos, do Egito e do Catar por prever a criação de um Estado nacional palestino.

Netanyahu se apresenta como o único líder capaz de evitar o estabelecimento de um país palestino, que descreve como "ameaça existencial a Israel". Ao mesmo tempo, humilha o presidente Joe Biden e aposta na volta do ex-presidente Donald Trump à Casa Branca.

Mais da metade dos israelenses entende que o primeiro-ministro coloca sua preocupação pessoal de não ir para a cadeira em processo que enfrenta por corrupção acima dos interesses nacionais, indica uma pesquisa divulga pelo canal 13 da televisão de Israel. Mais de 70% querem sua queda.

Os EUA confirmaram a morte de dois soldados da tropa de elite da Marinha Seals, a mesma que matou Ossama ben Laden, durante uma abordagem a um veleiro para impedir o envio de mísseis do Irã à milícia xiita zaidita huti, que ataca a navegação do Mar Vermelho.
 

segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Hoje na História do Mundo: 8 de Janeiro

PLANO DE PAZ DE WILSON

    Em 1918, o presidente dos Estados Unidos, Woodrow Wilson, apresenta no Discurso Objetivos da Guerra e Termos da Paz um plano de 14 pontos para depois da Primeira Guerra Mundial (1914-18).

1. Convenções abertas de paz, abertamente alcançados, após os quais não haverá entendimentos internacionais privados de qualquer tipo, mas a diplomacia deve proceder sempre com franqueza e na opinião pública.

2. Total liberdade de navegação nos mares fora de águas territoriais, tanto na paz quanto na guerra, exceto quando os mares possam estar fechados no todo ou em parte por ação internacional para implementar convenções internacionais.

3. A remoção, tanto quanto possível, de todas as barreiras econômicas e o estabelecimento de condições de igualdade entre todas as nações que consistam com a paz e se associem para sua manutenção.

4. Garantias adequadas dadas e tomadas de que os armamentos nacionais serão reduzidas ao ponto mais baixo consistente com a segurança interna.

5. Um ajuste livre, de mente aberta, e absolutamente imparcial de todas as reivindicações coloniais, com base numa estrita observância do princípio de que, ao determinar todas estas questões de soberania, os interesses das populações em causa devem ter igual peso às reivindicações equitativas do governo cujo título deva ser determinado.

6. A retirada de todo o território russo e a resolução de todas as questões que afetam a Rússia garantirão a melhor e a mais livre cooperação das outras nações do mundo para obter para ela uma oportunidade desimpedida e sem obstáculos para determinação independente dela o seu próprio desenvolvimento político e política nacional, e assegurar-lhe uma recepção sincera na sociedade das nações livres sob instituições de sua escolha; e, mais do que um acolhimento, assistência também de todos os tipos que ela possa precisar e desejar. O tratamento concedido à Rússia por suas nações irmãs nos próximos meses será o teste ácido de sua boa vontade, de sua compreensão de suas necessidades como distintas de seus próprios interesses e de sua simpatia inteligente e altruísta.

7. A Bélgica, o mundo inteiro concordará, deve ser esvaziada e restaurada, sem qualquer tentativa de limitar a soberania de que ela goza em comum com todas as outras nações livres. Nenhum outro ato servirá, pois isso servirá para restaurar a confiança entre as nações nas leis que elas mesmas estabeleceram e determinaram para o governo de suas relações umas com as outras. Sem este ato de cura, toda a estrutura e validade do direito internacional será para sempre prejudicada.

8. Todo o território francês deve ser libertados e as porções invadidas restauradas, e o mal feito à França pela Prússia em 1871 na questão da Alsácia-Lorena, que perturbou a paz no mundo por quase 50 anos para que a paz seja novamente assegurada no interesse de todos.

9. O reajuste das fronteiras da Itália deve ser efetuado ao longo de linhas de nacionalidade claramente reconhecíveis.

10. Aos povos da Áustria-Hungria, cujo lugar entre as nações deve ser salvaguardado e assegurado, deve ser concedida a oportunidade mais livre de desenvolvimento autônomo.

11. A Romênia, a Sérvia e Montenegro devem ser evacuadas; os territórios ocupados devem ser restauraudos; a Sérvia deve ter acesso livre e seguro ao mar; e as relações entre os Estados balcânicos determinadas por um conselho amistoso ao longo das linhas historicamente estabelecidas de lealdade e nacionalidade; e garantias internacionais de independência política e econômica e de integridade territorial dos vários Estados balcânicos.

12. As porções turcas do atual Império Otomano devem ter assegurados uma soberania segura, mas as outras nacionalidades que estão agora sob domínio turco devem ter asseguradas uma segurança indubitável da vida e uma oportunidade completamente inabalável de desenvolvimento autônomo, e o estreito de Dardanelos devem ser permanentemente aberto como uma passagem livre para os navios e o comércio de todas as nações sob garantias internacionais.

13. Um Estado polonês independente deve ser erigido e deve incluir os territórios habitados por todas as populações indiscutivelmente polonesas, aos quais deve ser garantido acesso livre e seguro ao mar, e cuja independência política e econômica e integridade territorial devem ser garantidas por pacto internacional.

14. Uma associação geral de nações deve ser formada sob convenções específicas com o objetivo de proporcionar garantias mútuas de independência política e integridade territorial a grandes e pequenos países.

Em 4 de outubro, o chanceler (primeiro-ministro) da Alemanha, príncipe Maximiliano de Baden, envia nota através da Suíça ao presidente Wilson pedindo um armistício e a abertura de negociações de paz com base no Plano de 14 Pontos de Wilson. Mais tarde, a Alemanha se declara traída pelos termos mais duros impostos pelo Tratado de Versalhes, de 1919.

Wilson convence os norte-americanos, historicamente isolacionistas, a intervir numa guerra na Europa sob o argumento de que era "a guerra para acabar com todas as guerras". O Tratado de Versalhes é "a paz para acabar com todas as pazes".

O Senado dos EUA, que tem o papel constitucional de aprovar os acordos internacionais, não ratifica a Convenção da Liga das Nações. A primeira organização internacional de caráter universal dedicada à paz mundial nasce fraca, sem o país que se torna o mais poderoso do mundo. Não consegue impedir a invasão da Manchúria, em 1931, e do resto da China pelo Japão, em 1937; da Etiópia pela Itália, em 1935; a anexação da Áustria e da Tcheco-Eslováquia pela Alemanha, em 1938 e 1939; e a Segunda Guerra Mundial (1939-45).

Em 26 de junho de 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial (1939-45), 50 países assinam a Carta das Nações Unidas. A Liga das Nações deixa de existir em 20 de abril de 1946.

NASCIMENTO DE ELVIS PRESLY

    Em 1935, nasce Elvis Aaron Presley, em Tupelo, no Mississípi, no Sul dos Estados Unidos, o Rei do Rock e primeiro astro pop global.

O irmão gêmeo Jesse morre no parto. Depois do ensino médio, consegue um emprego como motorista de caminhão.

Aos 19 anos, entra num estúdio e paga US$ 4 para gravar algumas músicas para presentear a mãe. O dono do estúdio, Sam Philips, gosta da voz e convida Elvis para ensaiar com músicos locais. Ao ouvir a gravação da canção de rhythm & blues That's All Right, decide lançar um compacto na sua gravadora Sun Records.

O disco chega ao primeiro lugar nas paradas de sucesso locais e lança Elvis, o cantor solo que mais vendeu discos até hoje no mundo. Em 1955, a Sun Records vende o contrato com Elvis para a RCA, uma das gravadoras mais importantes dos Estados Unidos pelo preço recorde de US$ 40 mil.

Em setembro de 1956, Elvis aparece no programa de televisão Ed Sullivan Show, mas as câmeras só o mostram da cintura. Seu requebrado de dança de origem africana é considerado sensual demais para os padrões moralistas da época.

De 1956 a 1958, ele estrela quatro filmes. Em 1958, para desespero dos fãs, é convocado para servir ao Exército dos EUA na Alemanha Ocidental durante a Guerra Fria. Seu empresário, coronel Tom Parker, guarda cinco compactos a serem lançados durante o ano do serviço militar. Todos vendem mais de um milhão de cópias.

Após deixar o Exército, Elvis muda seu estilo do rock para baladas românticas que embalam os melosos filmes de Hollywood que ele estrela. 

Nos anos 1960, o rock sofre uma revolução com bandas como os Beatles e os Rolling Stones, entre outras. Acomodado e conformado, Elvis deixa de ser um ídolo da juventude. John Lennon diz que ele morreu quando serviu o Exército.

Nos anos 1970, Elvis entra em declínio físico e mental. Divorcia-se da mulher, Priscilla. Deprimido, se vicia em álcool e drogas de farmácia. Engorda com comida de má qualidade e se torna obeso. Em 16 de agosto de 1977, é encontrado inconsciente na Mansão de Graceland, onde está enterrado, que vira uma grande atração turística.

FIDEL ENTRA EM HAVANA

    Em 1959, uma semana depois da fuga do ditador Fulgencio Batista e da vitória dos rebeldes, o comandante Fidel Castro chega a Havana consolidando o triunfo do Movimento 26 de Julho, data do assalto ao quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 1953, no primeiro salvo da Revolução Cubana.


Fidel Castro Ruz nasce em Birán, em Cuba, em 13 de agosto de 1926. Filho de um fazendeiro rico, adere a ideias anti-imperialistas quando estuda direito na Universidade de Havana.

Batista, ditador de 1933 a 1944, retoma o poder num golpe em 10 de março de 1952 e instaura uma ditadura corrupta e cruel, acusada por 20 mil mortes. 

Depois de participar de rebeliões contra governos de direita na Colômbia e na República Dominicana, lidera a primeira rebelião em Cuba com o assalto ao Quartel de Moncada, em Santiago de Cuba, em 26 de julho de 1953. É preso e condenado a 15 anos de prisão. No julgamento, diz: "A história me absolverá."

Anistiados em 1955, Fidel e Raúl fogem para o México. Depois de comprar o velho iate Granma, partem de Veracruz, no México, em 2 de dezembro de 1956 com 81 revolucionários, entre eles Camilo Cienfuegos e o médico argentino Ernesto Che Guevara, e chegam em Cuba em 25 de novembro de 1956. Eles se refugiam na Sierra Maestra, onde recebem o apoio de voluntários e formam um exército guerrilheiro de 200 homens.

Fidel divide o exército em três, com uma coluna comandada por ele, outra por Raúl e a terceira por Che Guevara. A ditadura de Batista responde com prisões em massa, tortura e execuções sumárias.

Os rebeldes entram em Havana em 1º de janeiro de 1959. Fidel chega uma semana dias depois.

PRISÃO DE EL CHAPO

    Em 2016, o criminoso mexicano Joaquín Guzmán, mais conhecido como El Chapo, poderoso chefão do Cartel de Sinaloa, uma máfia do tráfico de drogas, é preso em Los Mochis, no México, depois de fugir da cadeia seis meses antes.

No ano seguinte, ele é extraditado para os Estados Unidos, onde é denunciado por vários crimes, inclusive tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e conspiração para cometer homicídios. Em fevereiro de 2019, é considerado culpado de todos os crimes. Cinco meses depois, é sentenciado a prisão perpétua.

sábado, 25 de fevereiro de 2023

EUA e Ucrânia rejeitam plano de paz da China

A Ucrânia e os Estados Unidos discordaram, em princípio, da proposta da China para negociações de paz na guerra por considerá-la favorável à Rússia, mas o presidente da França, Emmanuel Macron, anunciou uma viagem a Beijim para discutir a paz. 

O plano chinês, de 12 pontos, fala em reduzir gradualmente as hostilidades para chegar a um cessar-fogo e na abertura de um diálogo direto. Mas não exige a retirada das forças russas de território ucraniano. Pede aos dois lados que “mantenham a racionalidade e exerçam o controle" para que a situação não saia de controle e leve a um conflito ainda pior. 

Se o ditador russo Vladimir "Putin aplaudiu,como pode ser bom?", perguntou o presidente Joe Biden, que não viu nada que indique que possa beneficiar a alguém além da Rússia.

O presidente Volodymyr Zelensky e o ministro do Exterior da Ucrânia, Dimytro Kuleba, admitiram examinar a proposta em detalhes. Mais tarde, um alto assessor de Zelensky descreveu a proposta como "irrealista", uma "aposta no agressor".

Durante reunião ministerial do Grupo dos Vinte, as maiores economias do mundo, em Bengaluru, na Índia, só a China apoiou a Rússia. Meu comentário: 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Palestinos rejeitam na ONU plano de paz de Trump para Oriente Médio

O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, denunciou hoje perante o Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York, o plano do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio como ilegítimo, unilateral e uma recompensa a Israel pela ocupação de territórios árabes desde a Guerra dos Seis Dias, em 1967. 

Trump apresentou seu plano com grande fanfarra na Casa Branca ao lado do primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, duas semanas atrás. 

Os palestinos não foram convidados para discutir a proposta, que oferece tudo o que a direita de Israel quer: a anexação das colônias judaicas na Cisjordânia ocupada, o controle sobre o Vale do Rio Jordão, o reconhecimento de Jerusalém como capital indivisível de Israel e a fundação de um Estado Nacional palestino com soberania limitada, sem Forças Armadas, quatro anos depois. 

Abbas descreveu o país palestino proposto por Trump como “um queijo suíço” cheio de assentamentos israelenses. Meu comentário:

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Palestinos rompem cooperação com EUA e Israel em segurança

Em reação ao plano de paz do governo Donald Trump para o Oriente Médio, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, anunciou hoje o fim da cooperação em questões de segurança e um rompimento total de relações com os Estados Unidos e Israel.

Por unanimidade, a pedido da ANP, a Liga Árabe rejeitou hoje no Cairo o plano de Trump por "não contemplar as mínimos direitos e aspirações do povo palestino" e declarou que não vai cooperar com sua implementação.

"Israel será o único responsável pelas consequência destas políticas", advertem os governos árabes.

A proposta de Trump estende a soberania de Israel ao Vale do Rio Jordão e a todas as colônias israelenses na Cisjordânia ocupada na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Isto é ilegal à luz do direito internacional, que proíbe a guerra de conquista. E declara que Jerusalém é a capital indivisível de Israel, embora o setor árabe (oriental) tenha sido ocupado na mesma guerra.

Também prevê a criação de um Estado Nacional palestino com soberania limitada no que restar na Cisjordânia e na Faixa de Gaza em quatro anos, desde que o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) entregue as armas e deixe de controlar Gaza.

"Jamais vou aceitar esta solução", afirmou Abbas. "Não vou deixar registrado na minha história que vendi Jerusalém."

Os palestinos continuarão lutando para acabar com a ocupação israelense na Cisjordânia e criar um país nos territórios da Cisjordânia e de Gaza com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967 e capital no setor oriental de Jerusalém.

Apesar das pressões do governo Trump, nem os maiores aliados dos EUA no mundo árabe, a Arábia Saudita e o Egito.

"Os esforços de paz devem procurar uma solução justa que inclua os direitos dos palestinos. A Arábia Saudita vai apoiar sempre as escolhas do povo palestino", declarou o ministro do Exterior saudita, Faissal ben Farhan.

Depois de adotar uma postura receptiva em relação ao plano, o Egito recuou: "A posição egípcia é bem conhecida e está em linha com as resoluções internacionais, a favor do estabelecimento de um Estado palestino com Jerusalém Oriental como capital."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Líderes de Israel vão à Casa Branca discutir plano de paz para o Oriente Médio

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu e o líder da oposição em Israel, general Benny Gantz, devem ir à Casa Branca na próxima terça-feira para discutir o plano do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio, que parece inaceitável para os palestinos.

O vice-presidente Mike Pence confirmou: os dois principais líderes israelense foram convidados para debater questões regionais e os prospectos para a paz na Terra Santa com o presidente Trump.

Os poucos detalhes que vazaram para a imprensa indicam que o plano dos Estados Unidos dá a Israel a soberania sobre o Vale do Rio Jordão e de todas as colônias israelenses na Cisjordânia ocupada, além de reconhecer Jerusalém como a capital israelense. Trump dá tudo o que Israel quer. 

Com certeza, este plano será rejeitado pelos palestinos. No Twitter, seu meio de comunicação favorito, o presidente americano afirmou que os detalhes revelados são meramente especulativos. Meu comentário:

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Plano de paz de Trump para o Oriente Médio já nasce morto

A conferência Da Paz às Prosperidade foi aberta ontem no emirado árabe do Bahrein por Jared Kushner, genro e assessor do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano de paz é considerado natimorto por ignorar a reivindicação de uma pátria para o povo palestino. Pode servir de desculpa para a anexação da Cisjordânia ocupada. É a receita para uma guerra sem fim.

Desde que chegou à Casa Branca, Trump se aliou incondicionalmente ao primeiro-ministro linha-dura de Israel, Benjamin Netanyahu, e tomou medidas que desqualificam os Estados Unidos como mediador no conflito árabe-israelense.

Trump transferiu a embaixada americana de Telavive para Jerusalém, que é considerada uma cidade parcialmente ocupada. O setor árabe (oriental) foi tomado por Israel na Guerra dos Seis Dias, em 1967, e a Carta das Nações Unidas proíbe a guerra de conquista.

sábado, 3 de março de 2018

Negociador palestino acusa plano de paz de Trump de criar 'apartheid'

A proposta do governo Donald Trump para a paz no Oriente Médio vai manter a situação atual, legitimando a colonização dos territórios árabes ocupados na guerra de 1967. Vai criar um regime de apartheid em que israelenses e palestinos viveriam no Estado de Israel com direitos diferentes, liquidando o sonho de uma Palestina independente, denunciou o principal negociador palestino, Saeb Erekat.

Em informe apresentado ontem ao Conselho Revolucionário da Fatah (Luta), o partido dominante na Organização para a Libertação da Palestina, sob o título Ditados do Presidente Trump para uma nova fase: impondo uma solução, Erekat argumenta que o plano de paz dos Estados Unidos vai "levar à criação de um Estado com dois sistemas, legitimando o apartheid e as colônias de acordo com os critérios americanos".

O plano de paz de Trump não foi concluído oficialmente. Erekat afirmou ter recebido informações e advertiu que o movimento nacional palestino não deve perder tempo: "Não precisamos esperar até que as linhas gerais e o conteúdo deste ditado e desta liquidação sejam anunciados", alegou.

"De acordo com esta nova fase para os americanos, quem quiser a paz precisa concordar com o ditado dos EUA e quem se opuser ao plano será considerado parte das forças do terrorismo e do extremismo, que devem ser combatidas e expulsas", analisou o negociador palestino. "Para os EUA, moderação significa aceitar um ditado que endossa as posições de sucessivos governos israelenses.""

A previsão do dirigente palestino é que o plano de paz de Trump tenha os seguintes pontos:

• Reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel e transferência para lá da Embaixada dos EUA, o que está previsto para maio. Na visão de Erekat, isso significa aceitar a anexação por Israel do setor oriental de Jerusalém.

• O governo Trump vai "inventar" uma capital para o Estado palestino nos subúrbios de Jerusalém, foram dos limites atuais do município.

• Num período de dois a três, Trump reconheceria a anexação das colônias israelenses situadas nos territórios ocupados, cerca de 10% da Cisjordânia. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, quer anexar 15% da Cisjordânia.

• O próximo passo seria um acordo regional de segurança com a participação do Egito e da Jordânia para criar um Estado Nacional palestino desmilitarizado, apenas com forças policiais. Israel manteria sua presença militar no Rio Jordão e nas montanhas centrais da Cisjordânia.

• Israel faria uma retirada gradual do resto da Cisjordânia, sem data marcada. No fim deste processo, seria anunciada a criação do Estado palestino, que incluiria a Faixa de Gaza.

• O Estado de Israel seria reconhecido internacionalmente como a pátria do povo judeu e a Palestina como a pátria do povo palestino.

• Israel garantiria a liberdade religiosa em todos os lugares sagrados de Jerusalém.

• Os palestinos poderiam usar parte dos portos de Ashdod e Haifa e o Aeroporto Internacional Ben Gurion, mas a segurança ficaria a cargo de Israel.

• Os palestinos teriam presença nas fronteiras internacionais, mas a responsabilidade pela segurança continuaria com Israel.

• As águas territoriais, o espaço aéreo e o espectro eletromagnético ficariam sob o controle de Israel, sem prejuízo, em tese, para a Palestina.

• Um canal de tráfego seguro seria aberto entre a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, sob a soberania israelense.

• O direito de retorno dos refugiados palestinos desde a criação de Israel, em 1948, teria uma solução justa no contexto da criação de um país para os palestinos.

Estas são as linhas gerais do acordo com Erekat considera inaceitável. O apartheid era o regime segregacionista imposto à maioria negra pela ditadura da minoria branca na África do Sul até 1994. Os palestinos alegam que a anexação dos territórios ocupados, como prega a ultradireita israelense, os tornaria cidadãos de segundo classe.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

China propõe plano de paz a Israel e palestinos

O embaixador da China nas Nações Unidas, Liu Jieyi, pediu hoje o apoio internacional ao plano de quatro pontos proposto pelo presidente Xi Jinping para um acordo de paz entre Israel e os palestinos que acabe com décadas de conflito e crie uma Palestina independente, noticiou o jornal The Times of Israel.

A proposta de paz chinesa foi elaborada depois da visita à Beijim do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas.

Seus quatro pontos são:
• avançar rumo a uma solução com dois estados com base nas fronteiras anteriores à guerra de 1967, com Jerusalém Oriental como capital do Estado palestino;
• aplicar "o conceito de uma segurança comum, ampla, cooperativa e sustentável", acabar imediatamente com a ampliação das colônias judaicas, tomar medidas imediatas para prevenir a violência contra civis e reiniciar as conversações de paz;
• coordenar os esforços internacional para por em prática "medidas conjuntas de promoção da paz";
• promover a paz através da cooperação e do desenvolvimento de Israel e dos palestinos.

O representante chinês afirmou que Israel e a Palestina são parceiros importantes no projeto do Novo Caminho da Seda, uma série de obras de infraestrutura para com portos, rodoviais e ferrovias na Ásia, na África e na Europa.

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

EUA e Rússia anunciam trégua e plano de paz para a Síria

Os Estados Unidos e a Rússia chegaram a um acordo para acabar com a guerra civil na Síria que inclui um cessar-fogo no país inteiro e uma transição política, anunciou hoje o secretário de Estado americano, John Kerry, depois de encontro com o ministro do Exterior russo, Serguei Lavrov, em Genebra, na Suíça.

Depois de cinco anos de guerra civil em que mais de 400 mil pessoas foram mortas e 5 milhões fugiram do país, Kerry descreveu o acordo como um "momento da virada" para "reduzir a violência, aliviar o sofrimento e retomar o movimento rumo a uma paz negociada e uma transição política na Síria".

A trégua entre a ditadura de Bachar Assad, apoiada pelo Rússia, o Irã e a milícia extremista xiita libanesa Hesbolá, e os diversos grupos rebeldes apoiados pelos Estados Unidos, a Europa, a Turquia, a Arábia Saudita e outros países do Oriente Médio entra em vigor ao pôr-do-sol da segunda-feira, 12 de setembro de 2016. O cessar-fogo vai permitir a chegada de ajuda humanitária às regiões mais críticas como a parte da cidade de Alepo tomada pelos rebeldes e cercada pelo Exército.

Apesar das divergências, os EUA e a Rússia estão unidos no combate a organizações terroristas como o Estado Islâmico do Iraque e do Levante e a Frente de Combate no Levante (Jabhat Fatah al-Cham), criada pela rede terrorista Al Caeda.

O acordo pede o fim dos bombardeios da Força Aérea da Síria e a suspensão de missões de combate contra forças rebeldes, com a exceção das duas milícias terroristas citadas acima. O Estado Islâmico opera sozinho, mas a Frente de Combate no Levante está aliada a outros grupos islamistas no Exército da Conquista. Isso pode permitir a Assad continuar atacando os rebeldes.

A guerra civil da Síria chegou a um impasse. O regime sírio não consegue derrotar os rebeldes nem estes tiveram força para tomar o poder em Damasco. Com a intervenção militar da Rússia, a partir de 30 de setembro de 2015, Assad viu uma esperança de conseguir a vitória no campo de batalha. Fortalecido, não parece disposto a fazer concessões na mesa de negociações a oposicionistas que desqualifica como "terroristas".

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Parlamentos rivais rejeitam plano de paz da ONU para a Líbia

Os líderes dos dois Parlamentos rivais da Líbia se encontraram hoje e rejeitaram um plano de paz feito pelas Nações Unidas, um dia antes da esperada assinatura do acordo por líderes moderados, noticiou a agência Reuters.

A proposta da ONU inclui um cessar-fogo e a formação de um governo de união nacional. Não foi esclarecido se a cerimônia de assinatura será realizada. Dentro da Líbia, o plano é questionado sob a acusação de que a ONU não é neutra.

Em 31 de março de 2011, o Conselho de Segurança das Nações Unidas autorizou o uso da força para impedir que o ditador Muamar Kadafi massacre seu próprio povo em meio a uma revolta deflagrada pela chamada Primavera Árabe.

Desde a queda e morte de Kadafi, naquele ano, as milícias que o derrubaram disputam o poder. A Líbia vive em estado de anarquia e recentemente houve infiltração no país do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Rússia apresenta plano de paz para a Síria

A Rússia divulgou hoje uma proposta para pôr fim à guerra civil na Síria, que matou mais de 250 mil pessoas nos últimos quatro anos e meio. O documento foi publicado tendo em vista a segunda rodada de negociações, marcada para 14 de novembro, em Viena, na Áustria, com a participação de 15 países, inclusive os Estados Unidos, a Rússia, a Arábia Saudita, o Irã e a Turquia.

Entre outros pontos, a Rússia propõe a redação de uma nova Constituição para a Síria a ser aprovada em referendo. Em seguida, seria realizada uma eleição presidencial. A proposta não esclarece se o ditador Bachar Assad poderia ser candidato.

Os Estados Unidos, o Reino Unido, a França, a Arábia Saudita e a Turquia exigem a queda de Assad. O Irã só admite sua saída se ele for derrotado nas urnas.

Em Damasco, o regime sírio reagiu com frieza, enquanto um dos principais líderes da oposição, Haitham al-Maleh, insistiu que Assad não poderá ter nenhum papel no futuro da Síria.

A initiava diplomática ocorre no momento em que a queda de um avião de passageiros russo, possivelmente abatido pelo Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mostra as consequências da intervenção militar do Kremlin para apoiar o aliado Assad.

Diante da dificuldade de obter uma vitória militar, só resta à Rússia mediar negociações de paz para sair com honra de uma guerra sem fim à vista.

terça-feira, 9 de junho de 2015

Governo reconhecido da Líbia rejeita plano de paz da ONU

O governo reconhecido internacionalmente da Líbia rejeitou a proposta de paz apresentada pelas Nações Unidas para formar uma união nacional com o governo paralelo liderado por milícias islamitas, noticiou hoje a agência de notícias Reuters.

A proposta foi apresentada ontem pelo embaixador da ONU no país a delegados dos dois governos rivais. Desde agosto de 2014, o governo reconhecido pelo resto do mundo se refugiou na cidade de Tobruk, a 800 quilômetros da capital, enquanto a coligação islamita Amanhecer da Líbia controla Trípoli.

Pelo plano da ONU, o governo seria formado por um conselho de ministros liderado por um primeiro-ministro e dois vice-primeiros-ministros. O Parlamento de Tobruk rejeitou a proposta porque daria cargos ao governo rival de Trípoli.

Assim, não há acordo possível. A Líbia vai continuar no estado de caos e anarquia em que se encontra desde a queda do ditador Muamar Kadari, em agosto de 2011.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Annan acusa Síria de ignorar o plano de paz

Ao relatar à Assembleia Geral das Nações Unidas suas tentativas frustradas de negociar a paz na Síria, o ex-secretário-geral Kofi Annan, enviado especial da Liga Árabe e da ONU, acusou a ditadura de Bachar Assad de não colaborar com seu plano de paz. "Se a situação não mudar", advertiu, "o futuro será de repressão brutal, massacres, violência sectária e até uma guerra civil total".

A proposta de Annan previa um cessar-fogo, a retirada de tanques e tropas das cidades, o acesso irrestrito de ajuda humanitária, liberdade de circulação para jornalistas estrangeiros, um diálogo nacional e a convocação de eleições livres.

Os observadores da ONU que monitoram a trégua que deveria estar em vigor desde 12 de abril foram alvo de tiroteio quando tentavam chegar a uma área onde os rebeldes denunciam que haveria acontecido um massacre nas últimas 24 horas, informa a agência Reuters.

Pelo menos 78 civis, inclusive 40 mulheres e crianças, foram mortos em Mazraat-al-Kubier, perto da cidade de Hama, arrasada em 1982 durante uma rebelião muçulmana contra a ditadura de Hafez Assad, pai de Bachar.

Mais uma vez, a maior suspeita recai sobre a milícia Chabiha, aliada ao governo, que por sua vez acusa "grupos armados terroristas", maneira como se refere aos rebeldes.

Em Washington, durante um encontro de 55 países do grupo de Amigos da Síria, o secretário do Tesouro americano, Timothy Geithner, apelou a todos para que imponham sanções econômicas unilateralmente à Síria, sem esperar pelo Conselho de Segurança da ONU, onde a China e a Rússia têm vetado medidas contra o regime sírio, reporta o jornal The Washington Post.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ditadura síria ignora promessa de cessar fogo

O Exército da Síria voltou a bombardear hoje Homs e outras cidades do país, ignorando a promessa de uma trégua prevista no plano de paz de seis pontos apresentado pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, que insiste que sua proposta ainda não está morta. Um novo prazo para a trégua foi marcado para quinta-feira às 18h locais.

Depois de visitar um campo de refugiados atacado ontem na Tunísia, Annan fez um apelo por "um cessar-fogo imediato sem precondições".

Sem admitir a violação do acordo, o ministro do Exterior sírio, Walid Muallen, afirmou que "retiramos algumas unidades militares" das cidades, reporta a TV estatal britânica BBC. O plano de paz previa um cessar-fogo e a retirada total das tropas e tanques das cidades sírias, entre outros pontos.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ONU aprova trégua na Síria a partir de 10 de abril

Diante de denúncias de que os últimos dias foram dos mais violentos em mais de um ano de conflito, o Conselho de Segurança das Nações Unidas endossou hoje o plano de paz para a Síria proposto por seu ex-secretário-geral Kofi Annan. Ele prevê a retirada total de tropas e tanques do Exército e um total cessar-fogo até 10 de abril.

A proposta prevê ainda a libertação de todos os presos políticos, a abertura de um diálogo nacional, liberdade para jornalistas estrangeiros atuarem no país, mas a oposição denuncia um aumento da violência antes da chegada de Annan a Damasco para acertar detalhes da trégua, informa a TV pública britânica BBC.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Síria promete cessar fogo até 10 de abril

A ditadura da Síria promete retirar tropas e tanques das grandes cidades e adotar um cessar-fogo até 10 de abril, anunciou hoje o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para negociar a paz na Síria.

Depois do relato de Annan ao Conselho de Segurança, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, manifestou a preocupação de que o regime sírio intensifique a violência nos próximos dias, antes do prazo por ele mesmo estabelecido para uma possível trégua.

"Vamos ser realistas", declarou Rice. "Vimos promessas e mais promessas serem quebradas nos últimos meses. A prova está nas ações, não nas palavras".

O embaixador sírio, Bachar Jaafari, defendeu-se dizendo que "o plano não terá sucesso se todos não estiverem comprometidos por ele". Já está culpando a oposição por um fracasso que ainda não houve.

terça-feira, 27 de março de 2012

Mortes passam de 9 mil e Síria aceita plano de paz

Mais de 9 mil pessoas foram mortas na Síria desde o início da revolta contra a ditadura de Bachar Assad, estimaram hoje as Nações Unidas, no momento em que o enviado especial da ONU e da Liga Árabe, o ex-secretário-geral Kofi Annan, anuncia que o regime sírio aceitou seu plano de paz.

"A violência não diminuiu", declarou ao Conselho de Segurança da ONU o enviado especial Robert Serry. "É urgente deter os combates".

Horas antes, depois de visitar a Rússia e a China, Annan anunciou que o regime sírio aceita seu plano de paz de seis pontos, que inclui:
• o fim imediato da violência;
• a libertação de presos que não cometeram atos de violência;
• a retirada de tropas e tanques das cidades;
• o acesso de ajuda humanitária às áreas em conflito durante pelo menos duas horas por dia;
• liberdade para jornalistas entrarem e saírem do país; e
• o início de um diálogo nacional.

A queda do ditador, defendida pela Liga Árabe, não está prevista. Até agora, a China e a Rússia vetaram as propostas de resolução do Conselho de Segurança da ONU, sob a alegação de serem contra a mudança no regime, como aconteceu na Líbia.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, ligado à oposição, calcula o total de mortos em 9.734, sendo 7.056 civis e 2.678 soldados e policiais.