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sábado, 4 de agosto de 2012

Renúncia de Annan intensifica guerra civil na Síria

Com o colapso da tentativa de mediação do ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, que saiu criticando as grandes potências do Conselho de Segurança, intensificaram-se as batalhas por Damasco e Alepo, as duas principais cidades sírias.

O Irã denunciou o sequestro de 48 iranianos que foram visitar um santuário xiita na Síria. A maioria dos rebeldes é sunita, enquanto o núcleo de poder da ditadura de Bachar Assad é dominado pela minoria alauíta, que é xiita. Eles teriam sido atacados quando estavam a caminho do aeroporto de Damasco.

É a terceira vez em um ano e cinco meses de revolta popular que iranianos são sequestrados em protesto contra o apoio do regime fundamentalista de Teerã à ditadura síria, informa o jornal The New York Times.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Annan abandona mediação na Síria

LONDRES - Diante da escalada de violênciamna guerra civil na Síria, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan anunciou hoje que está abandonando as funções de mediador que exercia em nome das Nações Unidas e da Liga Árabe.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rebeldes repudiam trégua na Síria

Os rebeldes da Síria anunciaram hoje que não vão mais respeitar o frágil cessar-fogo que deveria estar em vigor desde 12 de abril como parte do plano de paz proposto pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan para acabar com o conflito.

Ontem, o ditador Bachar Assad reapareceu na televisão depois de cinco meses. Em discurso ao Parlamento, o dirigente sírio negou qualquer participação do governo no massacre de Hula, onde 108 pessoas foram mortas, entre elas 49 crianças: "Nem mesmo monstros poderiam cometer tais atos".

Mais uma vez, o ditador insistiu em que "esta é uma guerra externa promovida por elementos internos", culpando inimigos externos pela tragédia na Síria. Desde o início da revolta, em 15 de março de 2011, pelo cálculo dos rebeldes, mais de 12 mil pessoas foram mortas.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Annan pede a todos sírios que deponham as armas

Ao chegar hoje a Damasco numa tentativa de salvar seu plano de paz, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan fez um apelo para que "todo indivíduo com um revólver" na Síria deponha as armas.

"Estou pessoalmente chocado e horrorizado com o massacre de 108 pessoas na cidade de Hula durante o fim de semana, que tirou tantas vidas de crianças, mulheres e homens inocentes", declarou Annan, que vai aumentar a pressão para o ditador Bachar Assad parar com a violência política que matou mais de dez mil pessoas num ano e dois meses.

Annan fez um apelo para reinstaurar o cessar-fogo que deveria estar em vigor desde 12 de abril e pela investigação do massacre.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Sanções já custam US$ 4 bilhões à Síria

As sanções impostas à indústria do petróleo já custaram US$ 4 bilhões à Síria, admitiu hoje o ministro do Petróleo, Sufian Alao.

Também hoje, a Turquia acusou a Síria de servir de base para rebeldes curdos e a Rússia culpou o Ocidente pelo fracasso na implantação do plano de paz proposto pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan para acabar com a guerra civil síria, informa o jornal The New York Times.

Em novo relatório divulgado pela ONU, o Exército da Síria foi acusado hoje pela maioria das atrocidades e violações dos direitos humanos cometidas durante o conflito, mas também acusou os rebeldes por tortura e assassinatos. A conclusão, diz a BBC, é que a militarização do conflito está aumentando.

A revolta popular contra a ditadura de Bachar Assad começou pacificamente em 15 de março de 2011, em meio à chamada Primavera Árabe. Desde então, mais de 10 mil pessoas foram mortas.

sábado, 21 de abril de 2012

Conselho de Segurança da ONU amplia missão na Síria

Por unanimidade, o Conselho de Segurança das Nações Unidas acaba de aprovar o aumento de 30 para 300 do número de observadores internacionais encarregados de monitorar a frágil trégua em vigor há nove dias na guerra civil na Síria.

A Resolução 2.043 exige ainda a aplicação imediata e integral do plano de paz do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan. Além do cessar-fogo e da retirada de tropas e tanques das cidades sírias, a proposta inclui a libertação de todos os presos políticos, a abertura de corredores de ajuda humanitária, liberdade de atuação de jornalistas estrangeiros e o início de um grande diálogo nacional para reconciliar o país.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

ONU acusa Síria de desrespeitar trégua

A Síria não está cumprindo a promessa de retirar tropas e tanques dos centros urbanos, denunciou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, em encontro realizado hoje em Paris para discutir a crise no Oriente Médio.

"Ou temos sucesso em aplicar o plano de paz do ex-secretário-geral Kofi Annan de acordo com a orientação do Conselho de Segurança com a ajuda dos monitores, ou o presidente Bachar Assad vai perder sua última chance antes de novas medidas serem tomadas", alertou Ban. Ele exige do regime sírio total liberdade de movimentação para os observadores do cessar-fogo.

Em entrevista de rádio, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, defendeu a abertura de corredores de ajuda humanitária e pediu à Rússia e à China que retirem o apoio ao ditador.

Pelo menos mais 25 pessoas foram mortas hoje, denunciam os comitês de coordenação local da oposição. Desde 15 de março de 2011, mais de 9 mil pessoas foram mortas na revolta síria, estima a ONU. Os rebeldes afirmam que o total de mortes passa de 11 mil, reporta a TV americana CNN.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Síria promete cessar fogo amanhã

A Síria promete suspender nesta quinta-feira as ações militares contra os rebeldes que lutam há um ano pela democratização do regime, anunciou hoje a televisão estatal. O ex-secretário-geral e enviado especial das Nações Unidas, Kofi Annan, confirmou que o Exército vai parar os ataques à meia-noite pelo horário de Brasília.

"Depois que nossas Forças Armadas completaram com sucesso as operações de combate a atos criminosos de grupos armados terroristas e restabeleceram o poder do Estado sobre seu território, foi decidido suspender essas operações a partir de quinta-feira", declarou a TV do ditador Bachar Assad.

Mas o Exército da Síria Livre não espera uma trégua: "Não acredito que nossas forças parem de atirar porque o outro lado não vai parar", disse o porta-voz Ayham al-Kurdi em entrevista à BBC na fronteira sírio-turca. "Se o outro lado parar, o povo sírio vai marchar até o palácio no mesmo dia. Por isso, o regime não vai parar".

O enviado especial Kofi Annan foi hoje ao Irã, que tem na Síria seu principal aliado no mundo árabe, para pedir apoio ao plano de paz, alegando que o agravamento do conflito seria "desastroso", reporta o jornal The New York Times.

Em artigo publicado no mesmo jornal, dois professores americanos de origem árabe defendem negociações diretas com Assad com a inclusão da Rússia e do Irã, seus maiores aliados, para evitar uma escalada na violência.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Ditadura síria ignora promessa de cessar fogo

O Exército da Síria voltou a bombardear hoje Homs e outras cidades do país, ignorando a promessa de uma trégua prevista no plano de paz de seis pontos apresentado pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, que insiste que sua proposta ainda não está morta. Um novo prazo para a trégua foi marcado para quinta-feira às 18h locais.

Depois de visitar um campo de refugiados atacado ontem na Tunísia, Annan fez um apelo por "um cessar-fogo imediato sem precondições".

Sem admitir a violação do acordo, o ministro do Exterior sírio, Walid Muallen, afirmou que "retiramos algumas unidades militares" das cidades, reporta a TV estatal britânica BBC. O plano de paz previa um cessar-fogo e a retirada total das tropas e tanques das cidades sírias, entre outros pontos.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Turquia acusa Síria de matar refugiados além da fronteira

As possibilidades de que uma trégua entre em vigor nesta terça-feira, como prevê o plano de paz do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan para a Síria, são escassas. Hoje, a Turquia acusou o regime sírio de atacar refugiados em seu território, depois deles atravessarem a fronteira, reporta o jornal The New York Times. Pelo menos dois sírios morreram e outras 23 pessoas saíram feridas.

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, um dos maiores adversários do ditador sírio, Bachar Assad, foi hoje a Beijim fazer um apelo à China para que o atual plano não seja implementado. A Turquia acredita que ele só serve para esmagar o movimento rebelde e manter Assad no poder.

A China, ao lado da Rússia, vetou duas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a Síria. Agora, insiste em que o cessar-fogo precisa ser adotado pelas duas partes.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

ONU aprova trégua na Síria a partir de 10 de abril

Diante de denúncias de que os últimos dias foram dos mais violentos em mais de um ano de conflito, o Conselho de Segurança das Nações Unidas endossou hoje o plano de paz para a Síria proposto por seu ex-secretário-geral Kofi Annan. Ele prevê a retirada total de tropas e tanques do Exército e um total cessar-fogo até 10 de abril.

A proposta prevê ainda a libertação de todos os presos políticos, a abertura de um diálogo nacional, liberdade para jornalistas estrangeiros atuarem no país, mas a oposição denuncia um aumento da violência antes da chegada de Annan a Damasco para acertar detalhes da trégua, informa a TV pública britânica BBC.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Síria promete cessar fogo até 10 de abril

A ditadura da Síria promete retirar tropas e tanques das grandes cidades e adotar um cessar-fogo até 10 de abril, anunciou hoje o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan, enviado especial da ONU e da Liga Árabe para negociar a paz na Síria.

Depois do relato de Annan ao Conselho de Segurança, a embaixadora dos Estados Unidos na ONU, Susan Rice, manifestou a preocupação de que o regime sírio intensifique a violência nos próximos dias, antes do prazo por ele mesmo estabelecido para uma possível trégua.

"Vamos ser realistas", declarou Rice. "Vimos promessas e mais promessas serem quebradas nos últimos meses. A prova está nas ações, não nas palavras".

O embaixador sírio, Bachar Jaafari, defendeu-se dizendo que "o plano não terá sucesso se todos não estiverem comprometidos por ele". Já está culpando a oposição por um fracasso que ainda não houve.

domingo, 1 de abril de 2012

74 "países amigos" da Síria apoiam oposição

Durante reunião em Istambul, na Turquia, 74 "países amigos" da Síria apontaram o Conselho Nacional Sírio (CNS) como legítimo representante do povo sírio e seu "principal interlocutor" para tentar resolver o conflito político no país, onde mais de 9 mil pesssoas foram mortas nos últimos 12 meses numa revolta inicialmente pacífica contra a ditadura de Bachar Assad.

"Os Amigos da Síria reconhecem o CNS como representante de todos os sírios e principal interlocutor para negociações na Síria", afirmou o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu. Mas não houve apelo pela renúncia imediata de Assad nem acordo para armar a oposição.

A Arábia Saudita e outros países árabes darão US% 100 milhões pagar salários aos rebeldes sírios, que devem receber equipamentos de comunicação dos Estados Unidos.

No fim do encontro, os 74 países pediram ao enviado especial da Liga Árabe e das Nações Unidas, o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que prepare um cronograma para pressionar Assad a aceitar um cessar-fogo imediato, a primeira exigência de um plano de paz de seis pontos. Se a violenta repressão não parar, querem que o caso volte a ser apreciado pelo Conselho de Segurança da ONU.

"Nossa mensagem deve ser clara para aqueles que ordenam e que executam a matança: parem de matar seus cidadãos ou sofrerão sérias consequências", advertiu a secretária de Estado americana, Hillary Clinton. "Os sírios e a comunidade internacional não esquecerão".

Assad concordou com o plano de paz na quinta-feira. Nesta segunda-feira, Annan faz um relato de sua iniciativa de paz ao Conselho de Segurança.

quinta-feira, 29 de março de 2012

ONU cobra trégua da ditadura da Síria

Ao abrir hoje a primeira reunião de cúpula da Liga Árabe realizada em Bagdá desde 1990, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki Moon, exigiu hoje que o ditador Bachar Assad cumpra a promessa de aceitar um plano de paz e entre imediatamente numa trégua com os rebeldes que há um ano tentam derrubar seu regime na Síria.

Assad aceitou uma proposta do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, mas não aplicou a medida inicial, um cessar-fogo imediato.

terça-feira, 13 de março de 2012

Síria convoca eleições legislativas para 7 de maio

Em meio a uma revolta popular sem precedentes com mais de 8 mil mortes num ano, o ditador Bachar Assad convocou hoje eleições parlamentares para 7 de maio de 2012.

Desde que Bachar substituiu o pai, Hafez Assad, em 2000, houve duas eleições legislativas. Nas últimas eleições, em 2007, a Frente Nacional Progressista, coalizão liderada pelo partido Baath, conquistou ampla maioria na Assembleia Nacional, de 250 cadeiras.

Os rebeldes, a Liga Árabe e as potências ocidentais denunciaram a convocação de eleições em meio a uma guerra civil como mais uma "farsa" do regime.

No fim de semana, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan visitou Damasco como enviado especial para negociar a paz, sem sucesso. Ele pediu um cessar-fogo imediato, a libertação dos presos políticos e a abertura de um diálogo nacional com as oposições.

Assad rejeitou qualquer possibilidade de conversar com os rebeldes, que acusa de serem terroristas financiados por outros países.

Um documento assinado por 50 personalidades de destaque, inclusive o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o ex-presidente do supremo tribunal da França Robert Badinter e a ganhadora do Prêmio Nobel da Paz iraniana Shirin Ebadi, apela à Rússia para parar de usar seu direito de veto no Conselho de Segurança das Nações Unidas e retirar a "permissão de matar" de Bachar Assad. Leia no jornal francês Le Monde.

domingo, 11 de março de 2012

Annan pede trégua e libertação de presos na Síria

Antes de deixar Damasco, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan pediu ao ditador Bachar Assad o fim imediato da violência e a libertação dos rebeldes presos para dar início à pacificação da Síria.

Assad rejeitou qualquer possibilidade de diáligo com a oposição, que chamou de terrorista.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Annan ameaça deixar negociações no Quênia

Diante da intransigência do governo e da oposição no Quênia, o ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan ameaça abandonar a função de mediador nas negociações para resolver a crise gerada pela fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro.

"Se houvesse uma vontade política genuína, o problema teria sido resolvido há uma ou duas semanas", lamentou um assessor de Annan.

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Bush pressiona quenianos a dividir o poder

No início de sua segunda viagem à Africa, no Benin, o presidente dos Estados Unidos, George Walker Bush, pressionou o governo e a oposição do Quênia a chegar a um acordo para dividir o poder. Desde que a oposição rejeitou o resultado da eleição presidencial de 27 de dezembro, uma onda de violência assolou o país, matando mais de mil pessoas e deixando 300 mil desabrigadas.

Bush foi em seguida para a Tanzânia e vai ainda a Gana, Libéria e Ruanda. O roteiro incluía o Quênia, excluído por causa do conflito.

Em vez de Bush, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, foi a Nairóbi pressionar os dirigentes quenianos a aceitar o plano de paz proposto pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan.

O presidente Mwai Kibaki e o líder oposicionista Raila Odinga, que teria ganho a eleição, já concordaram em reformar a Constituição e formar uma comissão independente para revisar os resultadores eleitorais. Mas ainda não concordaram em dividir o poder formar um governo de união nacional.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Acordo vai mudar constituição do Quênia

O governo e a oposição do Quênia anunciaram hoje um acordo para aprovar uma nova Constituição dentro de um ano. É o primeiro passo dado para pacificar o país, onde mais de mil pessoas desde a denúncia de fraude na eleição presidencial de 27 de dezembro.

Agora, as negociações mediadas pelo ex-secretário-geral das Nações Unidas Kofi Annan devem acertar a divisão do poder, com a formação de um governo de união nacional. O cargo de primeiro-ministro pode ser criado para acomodar o líder da oposição, Raila Odinga, que na verdade teria ganho a eleição presidencial.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Annan comissão de verdade no Quênia

Em mais uma tentativa para tentar acelerar o processo de paz no Quênia, o ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, propôs nesta segunda-feira a criação de uma comissão de verdade e reconciliação, como aconteceu na África do Sul depois do fim do regime segregacionista branco do apartheid.

A comissão sul-africana deu anistia a quem confessou seus crimes.