Diante da suspensão das negociações de adesão à União Europeia por causa dos atropelos à democracia depois do fracassado golpe de 15 de julho na Turquia, o presidente Recep Tayyip Erdogan ameaçou hoje abrir as fronteiras do país e soltar uma nova onda de refugiados rumo à Europa.
Para conter a onda de refugiados, a UE fez um acordo com a Turquia que previa a reabertura das negociações em troca de permanência no país do Oriente Médio de 3 milhões de pessoas que fugiram da guerra civil na Síria. Ontem, o Parlamento Europeu aprovou a suspensão das negociações.
Com o bombardeio sem trégua da cidade síria de Alepo pelas forças da Rússia e da Síria, e as ofensivas contra a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante em Mossul, no Iraque, e de Rakka, na Síria, a tendência é de aumentar a onda de refugiados.
Na Europa, os analistas políticos criticam a vinculação da crise dos refugiados à reabertura das negociações de adesão da Turquia. A democracia é uma pedra fundamental do projeto de integração europeia. Os abusos cometidos desde 15 de julho desqualificam o país de Erdogan para se tornar sócio do bloco europeu.
Este é o blog do jornalista Nelson Franco Jobim, Mestre em Relações Internacionais pela London School of Economics, ex-correspondente do Jornal do Brasil em Londres, ex-editor internacional do Jornal da Globo, do Jornal Nacional e da TV Brasil, ex-professor de jornalismo e de relações internacionais na UniverCidade, no Rio de Janeiro. Todos os comentários, críticas e sugestões são bem-vindos, mas não serão publicadas mensagens discriminatórias, racistas, sexistas ou com ofensas pessoais.
Mostrando postagens com marcador Erdogan. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Erdogan. Mostrar todas as postagens
sexta-feira, 25 de novembro de 2016
quarta-feira, 23 de março de 2016
Serviço secreto da Bélgica recebeu alerta sobre ataque ao aeroporto
Os serviços secretos da Bélgica e de outros países ocidentais foram advertidos de que a organização terrorista Estado Islâmico do Iraque e do Levante preparava ataques contra o aeroporto e possivelmente contra o metrô de Bruxelas, afirmou hoje o jornal liberal israelense Haaretz.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
A advertência era clara: estavam sendo planejados ataques contra o aeroporto e o metrô. Os serviços de segurança da Bélgica não se preparam para preveni-los. De acordo com o jornal, os atentados foram arquitetados na cidade de Rakka, na Síria, considerada a capital do Estado Islâmico.
O primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, acusou hoje a Bélgica de ignorar os alertas turcos. Um dos terroristas suicidas da capital belga, Brahim al-Bakraoui, havia sido deportado da Turquia para a Holanda em junho de 2015 e a Bélgica foi avisada de que se tratava de um militante perigoso
Até o momento, tudo indica que a mesma célula terrorista realizou os atentados de novembro em Paris e de ontem em Bruxelas. A prisão de Salah Abdeslam, o único dos terroristas que atacaram Paris que ainda estava solto, teria acelerado os ataques na Bélgica, que estariam em preparação há meses.
Pelo menos 31 pessoas foram mortas e 260 saíram feridas dos atentados de 22 de março de 2016 em Bruxelas, capital da União Europeia.
Marcadores:
aeroporto,
Bélgica,
Bruxelas,
Erdogan,
Estado Islâmico do Iraque e do Levante,
Metrô,
Salah Abdeslam,
serviço secreto,
Terrorismo,
Turquia
segunda-feira, 2 de novembro de 2015
Erdogan recupera maioria absoluta na Turquia
Com uma campanha de medo e intimidação, marcada pela intervenção militar na Síria e por bombardeios aos rebeldes curdos, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), do presidente Recep Tayyip Erdogan, obteve 49% dos votos nas eleições parlamentares de ontem e terá maioria absoluta na Assembleia Nacional da Turquia.
Erdogan convocou novas eleições depois de boicotar a formação de um governo de coalizão quando o AKP, islamita moderado, perdeu a maioria nas eleições anteriores, em junho, ao receber apenas 40,9% dos votos. Mas não conseguiu a supermaioria de dois terços necessária para mudar a Constituição e instituir o presidencialismo, esvaziando o poder do primeiro-ministro.
O Partido Popular Republicano (CHP), o maior da oposição, que luta para manter o secularismo da República da Turquia, rejeitando a convergência entre religião e poder político, passou de 25% para 25,71%.
As maiores perdas foram do Partido Movimento Nacional (MHP), de ultradireita, que caiu de 16,3% para 12,1%, e o Partido Democrático Popular (HDP), esquerdista moderado e pró-curdo, que baixou de 13,1% para 10,5% mas superou a barreira de 10% para ter representação parlamentar.
Para conquistar a vitória, Erdogan apelou para o medo e a intimidação. Bombardeou os curdos, ameaçando o processo de paz. Interveio na guerra civil Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas atacou mais o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.
Ao mesmo tempo, negociou com a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, uma ajuda para cuidar dos refugiados da Síria e uma promessa de reabertura das negociações de adesão à União Europeia.
A economia turca permanece estagnada e o país é vulnerável a ações terroristas dos curdos, dos jihadistas e de radicais de esquerda. Erdogan é uma figura polarizadora. Cada vez mais autoritário, tenta recriar uma esfera de influência no antigo Império Otomano, dissolvido depois da Primeira Guerra Mundial, quando Mustafá Kemal Ataturk criou a república turca secularista, agora ameaçada por Erdogan.
Depois de 13 anos, para a metade do eleitorado turco, Erdogan permanece um símbolo de força e da prosperidade econômica dos últimos anos. Talvez o medo de uma longa instabilidade política sob governos de coalizão tenha atraído eleitores para o AKP, mais forte no interior do que nos centros urbanos, mais modernos e secularistas.
Com a nova maioria absoluta do AKP, a Turquia retoma um certo senso de normalidade política. A política externa não deve mudar. O envolvimento na guerra civil no Norte da Síria deve aumentar para evitar a fundação de um Curdistão independente, se proteger dos jihadistas, especialmente do Estado Islâmico, e tentar afastar definitivamente o ditador Bachar Assad do poder na Síria.
Na questão migratória, a Turquia deve continuar barganhando com a UE, mas não vai impedir os migrantes de seguirem rumo à Europa. Com um governo de maioria do AKP, terá mais força nas negociações para comprar gás natural da Rússia em troca do compromisso de participar do projeto do gasoduto TurkStream.
Se o presidente Vladimir Putin não concordar, Erdogan já avisou que pode comprar gás em outro lugar. Com a volta do Ira ao mercado internacional depois do fim das sanções contra o programa nuclear, a oferta de gás e petróleo tende a aumentar.
Erdogan convocou novas eleições depois de boicotar a formação de um governo de coalizão quando o AKP, islamita moderado, perdeu a maioria nas eleições anteriores, em junho, ao receber apenas 40,9% dos votos. Mas não conseguiu a supermaioria de dois terços necessária para mudar a Constituição e instituir o presidencialismo, esvaziando o poder do primeiro-ministro.
O Partido Popular Republicano (CHP), o maior da oposição, que luta para manter o secularismo da República da Turquia, rejeitando a convergência entre religião e poder político, passou de 25% para 25,71%.
As maiores perdas foram do Partido Movimento Nacional (MHP), de ultradireita, que caiu de 16,3% para 12,1%, e o Partido Democrático Popular (HDP), esquerdista moderado e pró-curdo, que baixou de 13,1% para 10,5% mas superou a barreira de 10% para ter representação parlamentar.
Para conquistar a vitória, Erdogan apelou para o medo e a intimidação. Bombardeou os curdos, ameaçando o processo de paz. Interveio na guerra civil Síria a pretexto de combater o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, mas atacou mais o Partido dos Trabalhadores do Curdistão.
Ao mesmo tempo, negociou com a chanceler (primeira-ministra) da Alemanha, Angela Merkel, uma ajuda para cuidar dos refugiados da Síria e uma promessa de reabertura das negociações de adesão à União Europeia.
A economia turca permanece estagnada e o país é vulnerável a ações terroristas dos curdos, dos jihadistas e de radicais de esquerda. Erdogan é uma figura polarizadora. Cada vez mais autoritário, tenta recriar uma esfera de influência no antigo Império Otomano, dissolvido depois da Primeira Guerra Mundial, quando Mustafá Kemal Ataturk criou a república turca secularista, agora ameaçada por Erdogan.
Depois de 13 anos, para a metade do eleitorado turco, Erdogan permanece um símbolo de força e da prosperidade econômica dos últimos anos. Talvez o medo de uma longa instabilidade política sob governos de coalizão tenha atraído eleitores para o AKP, mais forte no interior do que nos centros urbanos, mais modernos e secularistas.
Com a nova maioria absoluta do AKP, a Turquia retoma um certo senso de normalidade política. A política externa não deve mudar. O envolvimento na guerra civil no Norte da Síria deve aumentar para evitar a fundação de um Curdistão independente, se proteger dos jihadistas, especialmente do Estado Islâmico, e tentar afastar definitivamente o ditador Bachar Assad do poder na Síria.
Na questão migratória, a Turquia deve continuar barganhando com a UE, mas não vai impedir os migrantes de seguirem rumo à Europa. Com um governo de maioria do AKP, terá mais força nas negociações para comprar gás natural da Rússia em troca do compromisso de participar do projeto do gasoduto TurkStream.
Se o presidente Vladimir Putin não concordar, Erdogan já avisou que pode comprar gás em outro lugar. Com a volta do Ira ao mercado internacional depois do fim das sanções contra o programa nuclear, a oferta de gás e petróleo tende a aumentar.
domingo, 7 de junho de 2015
Partido de Erdogan perde maioria absoluta na Turquia
Em um derrota pessoal do presidente Recep Tayyip Erdogan, o Partido da Justiça e do Desenvolvimento (AKP), islamita moderado, perdeu nas eleições deste domingo a maioria absoluta que tinha há 13 anos no Parlamento da Turquia , informou o jornal turco Hurriyet.
Mais de 53,7 milhões de eleitores foram às urnas. Depois de ser primeiro-ministro por três mandatos, Erdogan se elegeu presidente no ano passado. Precisa de uma maioria de dois terços para mudar a Constituição para aumentar os poderes do presidente.
Com mais de 99% das urnas apuradas, o partido do governo recebeu cerca de 40% dos votos. Isso o coloca bem à frente dos demais partidos. Mas a expectativa é que não eleja os 276 deputados necessários para ter maioria absoluta, o que lhe permitiria manter o poder dentro do atual regime parlamentarista. Deve chegar no máximo a 260.
Em segundo, ficou o Partido Popular Republicano, social-democrata e secularista, com cerca de 25% da votação total e pouco mais de 130 deputados.
O grande vitorioso foi o Partido Popular Democrático (HDP), representante da minoria curda, que ultrapassou a barreira de 10% para ter acesso ao Parlamento, elegeu 78 deputados e diminuiu consideravelmente a bancada governista.
No fim da campanha, um motorista de ônibus do partido curdo foi morto. Há dois dias, duas bombas explodiram num comício em Diarbakir, a maior cidade da região curda do Sudeste da Turquia, matando três pessoas.
Com o Parlamento dividido, será difícil formar um novo governo. O HDP rejeita qualquer possibilidade de aliança com o AKP.
Mais de 53,7 milhões de eleitores foram às urnas. Depois de ser primeiro-ministro por três mandatos, Erdogan se elegeu presidente no ano passado. Precisa de uma maioria de dois terços para mudar a Constituição para aumentar os poderes do presidente.
Com mais de 99% das urnas apuradas, o partido do governo recebeu cerca de 40% dos votos. Isso o coloca bem à frente dos demais partidos. Mas a expectativa é que não eleja os 276 deputados necessários para ter maioria absoluta, o que lhe permitiria manter o poder dentro do atual regime parlamentarista. Deve chegar no máximo a 260.
Em segundo, ficou o Partido Popular Republicano, social-democrata e secularista, com cerca de 25% da votação total e pouco mais de 130 deputados.
O grande vitorioso foi o Partido Popular Democrático (HDP), representante da minoria curda, que ultrapassou a barreira de 10% para ter acesso ao Parlamento, elegeu 78 deputados e diminuiu consideravelmente a bancada governista.
No fim da campanha, um motorista de ônibus do partido curdo foi morto. Há dois dias, duas bombas explodiram num comício em Diarbakir, a maior cidade da região curda do Sudeste da Turquia, matando três pessoas.
Com o Parlamento dividido, será difícil formar um novo governo. O HDP rejeita qualquer possibilidade de aliança com o AKP.
quinta-feira, 27 de março de 2014
Governo da Turquia agora censura YouTube
Depois de ser obrigado a desbloquear o acesso ao Twitter, o governo da Turquia censurou o YouTube hoje, a apenas três dias das eleições municipais, vistas como um plebiscito sobre o autoritário primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, envolvido em escândalos de corrupção.
Nas últimas semanas, vazaram para as redes sociais gravações de telefonemas de Erdogan com assessores próximos, grandes empresários e com o próprio filho, com quem o primeiro-ministro discutia maneiras de esconder milhões de dólares supostamente oriundos de corrupção.
As últimas gravações revelam um debate interno no governo turco sobre uma possível intervenção na guerra civil da vizinha Síria com tropas e tanques. Erdogan alegou ser uma questão de segurança nacional.
Como o primeiro-ministro está sob investigação, acredita-se que os vazamentos sejam "fogo amigo", gente do próprio governo interessada em abalar Erdogan, envolvido numa disputa de poder com o presidente Abdullah Gul pela liderança do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado.
Nas últimas semanas, vazaram para as redes sociais gravações de telefonemas de Erdogan com assessores próximos, grandes empresários e com o próprio filho, com quem o primeiro-ministro discutia maneiras de esconder milhões de dólares supostamente oriundos de corrupção.
As últimas gravações revelam um debate interno no governo turco sobre uma possível intervenção na guerra civil da vizinha Síria com tropas e tanques. Erdogan alegou ser uma questão de segurança nacional.
Como o primeiro-ministro está sob investigação, acredita-se que os vazamentos sejam "fogo amigo", gente do próprio governo interessada em abalar Erdogan, envolvido numa disputa de poder com o presidente Abdullah Gul pela liderança do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, islamita moderado.
sábado, 6 de julho de 2013
Polícia turca enfrenta protesto na Praça Taksim
Com canhões de água e jatos de gás lcacrimogênio, a polícia da Turquia dispersou hoje manifestantes que tentavam reocupar a Praça Taksim, uma das últimas áreas verdes do Centro de Istambul, a maior cidade do país.
Um projeto de construção e reforma da praça e do vizinho Parque Guézi provocou uma onda de protestos que começou pacificamente em 28 de maio e terminou como um movimento pela renúncia do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Nesta semana, foi revelado que a Justiça vetou a obra, o que encorajou os manifestantes a retomar os protestos.
Um projeto de construção e reforma da praça e do vizinho Parque Guézi provocou uma onda de protestos que começou pacificamente em 28 de maio e terminou como um movimento pela renúncia do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan.
Nesta semana, foi revelado que a Justiça vetou a obra, o que encorajou os manifestantes a retomar os protestos.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Erdogan recebe manifestantes sem representatividade
Depois de ordenar a remoção à força dos manifestantes da Praça Taksim, no centro de Istambul, em 24 horas, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, recebe hoje um grupos de 11 artistas acadêmicos e estudantes.
A Plataforma Taksim, que representa os manifestantes contrários a construções no Parque Guézi, disse que não foi convidada e que o grupo não tem legitimidade.
A Plataforma Taksim, que representa os manifestantes contrários a construções no Parque Guézi, disse que não foi convidada e que o grupo não tem legitimidade.
domingo, 9 de junho de 2013
Erdogan afirma estar perdendo a paciência
Sob pressão da massa reunida na Praça Taksim, no centro de Istambul, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, considerado um islamita moderado, disse a aliados do Partido da Justiça e do Desenvolvimento que está perdendo a paciência com os manifestantes que exigem sua demissão.
Por toda a Turquia, houve manifestações paralelas, contra e a favor do governo.
Como Erdogan nega legitimidade ao movimento, que acusa de estar infiltrado por "terroristas", e se nega a suspender as construções planejadas para uma das últimas áreas verdes do centro da cidade, a expectativa é de uso da força para dissolver os protestos.
Durante a noite, a polícia atacou duas manifestações de 5 mil e 3 mil pessoas que convergiam para o bairro de Kizilay, em Ancara, a capital da Turquia. Nos últimos dias, os confrontos têm sido mais violentos em Ancara do que em Istambul, a maior cidade do país.
Duas pessoas morreram, mais de 2 mil foram presas e mais de 3 mil feridas quando os protestos iniciados pacificamente em 28 de maio de 2013 degeneraram em violência diante da repressão policial, desencadeada a partir de 31 de maio.
Por toda a Turquia, houve manifestações paralelas, contra e a favor do governo.
Como Erdogan nega legitimidade ao movimento, que acusa de estar infiltrado por "terroristas", e se nega a suspender as construções planejadas para uma das últimas áreas verdes do centro da cidade, a expectativa é de uso da força para dissolver os protestos.
Durante a noite, a polícia atacou duas manifestações de 5 mil e 3 mil pessoas que convergiam para o bairro de Kizilay, em Ancara, a capital da Turquia. Nos últimos dias, os confrontos têm sido mais violentos em Ancara do que em Istambul, a maior cidade do país.
Duas pessoas morreram, mais de 2 mil foram presas e mais de 3 mil feridas quando os protestos iniciados pacificamente em 28 de maio de 2013 degeneraram em violência diante da repressão policial, desencadeada a partir de 31 de maio.
sábado, 8 de junho de 2013
Dezenas de milhares protestam contra governo turco
Dezenas de milhares de pessoas se concentram na Praça Taksim, no centro de Istambul, em mais um protesto contra a tentativa do primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, de levar adiante a construção de um centro comercial e outras obras no vizinho Parque Guézi, uma das principais áreas verdes da cidade.
O que começou como um protesto sentado de poucos ecologistas em 28 de maio se transformou três dias numa onda de manifestações contra Ergodan em resposta à repressão violenta. Apesar de pedir desculpas pela violência policial, o primeiro-ministro insiste em levar a frente a obra.
O que começou como um protesto sentado de poucos ecologistas em 28 de maio se transformou três dias numa onda de manifestações contra Ergodan em resposta à repressão violenta. Apesar de pedir desculpas pela violência policial, o primeiro-ministro insiste em levar a frente a obra.
sábado, 11 de maio de 2013
Explosões matam 40 em cidade turca perto da Síria
Pelo menos 40 pessoas morreram e mais de 100 saíram feridas de duas explosões de carros-bomba hoje diante prefeitura e dos correios da cidade de Reyhanli, na Turquia, próxima da fronteira com a Síria, informou o ministro do Interior turco, Muammer Guler.
O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan comentou que os ataques podem estar ligados às negociações de paz com o curdos na Turquia, enquanto o ministro do Exterior, Ahmet Davutoglu, declarou que os atentados terroristas foram uma "provocação" e prometeu tomar "medidas adequadas".
Uma terceira explosão atingiu a cidade mais tarde, Não há informações sobre feridos. O Exército da Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria.
Como a Turquia apoia os rebeldes na guerra civil da Síria e já recebeu mais de 1 milhão de refugiados sírios, a possibilidade de que o ataque tenha relação com este conflito não foi afastada.
Mais tarde, o governo turco atribuiu o atentado aos serviços secretos sírios.
O primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan comentou que os ataques podem estar ligados às negociações de paz com o curdos na Turquia, enquanto o ministro do Exterior, Ahmet Davutoglu, declarou que os atentados terroristas foram uma "provocação" e prometeu tomar "medidas adequadas".
Uma terceira explosão atingiu a cidade mais tarde, Não há informações sobre feridos. O Exército da Turquia reforçou a segurança na fronteira com a Síria.
Como a Turquia apoia os rebeldes na guerra civil da Síria e já recebeu mais de 1 milhão de refugiados sírios, a possibilidade de que o ataque tenha relação com este conflito não foi afastada.
Mais tarde, o governo turco atribuiu o atentado aos serviços secretos sírios.
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Assad admite finalmente que Síria está em guerra
Ao dar posse ontem a um novo ministério ou gabinete de guerra depois de um ano, três meses e meio de conflito, com cerca de 15 mil mortes, o ditador Bachar Assad finalmente reconheceu que "a Síria está em estado de guerra" e disse que todos os esforços devem ser concentrados na vitória.
Na Turquia, que teve um avião de guerra derrubado pela Síria sem advertência na sexta-feira passada, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan alertou que qualquer movimentação de tropas junto à fronteira entre os dois países será considerado um ato hostil.
A Turquia abriga mais de 35 mil refugiados sírios e as bases do Exército da Síria Livre, principal grupo armado de oposição.
Na Turquia, que teve um avião de guerra derrubado pela Síria sem advertência na sexta-feira passada, o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan alertou que qualquer movimentação de tropas junto à fronteira entre os dois países será considerado um ato hostil.
A Turquia abriga mais de 35 mil refugiados sírios e as bases do Exército da Síria Livre, principal grupo armado de oposição.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Turquia acusa Síria de matar refugiados além da fronteira
As possibilidades de que uma trégua entre em vigor nesta terça-feira, como prevê o plano de paz do ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan para a Síria, são escassas. Hoje, a Turquia acusou o regime sírio de atacar refugiados em seu território, depois deles atravessarem a fronteira, reporta o jornal The New York Times. Pelo menos dois sírios morreram e outras 23 pessoas saíram feridas.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, um dos maiores adversários do ditador sírio, Bachar Assad, foi hoje a Beijim fazer um apelo à China para que o atual plano não seja implementado. A Turquia acredita que ele só serve para esmagar o movimento rebelde e manter Assad no poder.
A China, ao lado da Rússia, vetou duas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a Síria. Agora, insiste em que o cessar-fogo precisa ser adotado pelas duas partes.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, um dos maiores adversários do ditador sírio, Bachar Assad, foi hoje a Beijim fazer um apelo à China para que o atual plano não seja implementado. A Turquia acredita que ele só serve para esmagar o movimento rebelde e manter Assad no poder.
A China, ao lado da Rússia, vetou duas resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas condenando a Síria. Agora, insiste em que o cessar-fogo precisa ser adotado pelas duas partes.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Turquia acusa França de genocídio na Argélia
Um dia depois que a Assembleia Nacional francesa decidiu criminalizar a negação de genocídios, a Turquia convocou seu embaixador em Paris para consultas e acusou a França de "massacrar 15% da população da Argélia depois de 1945 .
"Foi um genocídio", afirmou hoje o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan.
Os deputados franceses aprovaram a lei tendo em vista o genocídio de armênios pelo Império Otomano (turco) em 1915-16, durante a Primeira Guerra Mundial, considerado o primeiro do século 20.
"Foi um genocídio", afirmou hoje o primeiro-ministro turco Recep Tayyip Erdogan.
Os deputados franceses aprovaram a lei tendo em vista o genocídio de armênios pelo Império Otomano (turco) em 1915-16, durante a Primeira Guerra Mundial, considerado o primeiro do século 20.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Erdogan adverte Assad para renunciar
O ditador da Síria, Bachar Assad, deve renunciar para não ter o mesmo destino de Muamar Kadafi, advertiu ontem o primeiro-ministro Turquia, Recep Tayyip Erdogan, que apoia os rebeldes. Tanto o Conselho Nacional Sírio quanto o Exército da Síria Livre têm base no país vizinho.
Cerca de 4 mil pessoas foram mortas na Síria nos últimos oito meses na repressão à revolta popular contra a ditadura. A Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de condenar o regime sírio, mas não tem poder para tomar uma atitude e a China e a Rússia vetaram a condenação no Conselho de Segurança.
Cerca de 4 mil pessoas foram mortas na Síria nos últimos oito meses na repressão à revolta popular contra a ditadura. A Assembleia Geral das Nações Unidas acaba de condenar o regime sírio, mas não tem poder para tomar uma atitude e a China e a Rússia vetaram a condenação no Conselho de Segurança.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Turquia ameaça cortar eletricidade da Síria
Para aumentar o isolamento da Síria, a Turquia ameaçou hoje cortar o fornecimento de energia elétrica ao país vizinho, se o ditador Bachar Assad não parar com a violenta repressão responsável por mais de 4 mil mortes nos últimos oito meses.
Em mais um duro ataque contra Assad, o primeiro-ministro turco, Rece Tayyip Erdogan, afirmou hoje que o futuro não poder ser construído com o "sangue dos oprimidos", reporta a TV pública britânica BBC.
Ontem, o rei Abdullah II, da Jordânia, tornou-se o primeiro líder árabe a pedir abertamente a queda de Assad e a mudança de regime, informa o jornal The New York Times.
Em mais um duro ataque contra Assad, o primeiro-ministro turco, Rece Tayyip Erdogan, afirmou hoje que o futuro não poder ser construído com o "sangue dos oprimidos", reporta a TV pública britânica BBC.
Ontem, o rei Abdullah II, da Jordânia, tornou-se o primeiro líder árabe a pedir abertamente a queda de Assad e a mudança de regime, informa o jornal The New York Times.
domingo, 23 de outubro de 2011
Terremoto mata pelo menos 200 no Leste da Turquia
Um forte tremor de terra, de 7,2 graus na escala aberta de Richter, abalou hoje o Leste da Turquia, matando pelo menos 200 pessoas e deixando outras 350 feridos.
Foi o terremoto mais forte na região nos últimos dez anos. Depois, houve mais de 20 tremores secundários, o mais forte de 6 graus.
Na cidade mais atingida, Van, 93 pessoas morreram e outras 45 na cidade vizinha de Ercis, informou o primeiro-ministro Recep Tayyip Ergogan. Ele disse que em Ercis, na margem norte do Lago Van, 55 edifícios desabaram.
As equipes de resgate lutam para encontrar sobreviventes durante uma noite em que a temperatura na área abalada deve cair a zero grau.
Foi o terremoto mais forte na região nos últimos dez anos. Depois, houve mais de 20 tremores secundários, o mais forte de 6 graus.
Na cidade mais atingida, Van, 93 pessoas morreram e outras 45 na cidade vizinha de Ercis, informou o primeiro-ministro Recep Tayyip Ergogan. Ele disse que em Ercis, na margem norte do Lago Van, 55 edifícios desabaram.
As equipes de resgate lutam para encontrar sobreviventes durante uma noite em que a temperatura na área abalada deve cair a zero grau.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Turquia expulsa embaixador de Israel
Em protesto porque Israel não pediu desculpas pelo
ataque que matou nove pessoas de uma flotilha que tentava furar o cerco da
Faixa de Gaza em 31 de julho de 2010, a Turquia expulsou o embaixador
israelense em Ancara.
A decisão foi tomada depois que um relatório
das Nações Unidas concluiu que o bloqueio naval a Gaza é legal para impedir
o contrabando de armas, mas Israel usou força excessiva contra os
manifestantes.
"Algum dia Israel terá de pedir
desculpas", declarou o ministro do Exterior turco, Ahmet Davutoglu, que promete só restaurar as relações plenas quando Israel pedir desculpas e suspender o bloqueio a Gaza, região sob controle do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), inimigo de Israel.
Os dois países eram aliados, tinham acordos de
cooperação militar e a Turquia mediava negociações de paz indiretas entre
Israel e a Síria. A relação começou a se deterior depois da ofensiva israelense
contra o Movimento de Resistência Islâmica (Hamas) e outros grupos radicais da
Faixa de Gaza em dezembro de 2008 e janeiro de 2008.
A guerra de Gaza é chamada pelos moradores do território de Massacre de
Gaza. Na época, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, saiu no meio
de uma mesa redonda com o presidente israelense, Shimon Peres, realizada no
Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça.
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
EUA devem exigir queda de Assad
Os Estados Unidos devem declarar nos próximos dias que o ditador Bachar Assad precisa deixar o governo da Síria. Depois de cinco meses de violenta repressão contra o movimento pela democracia e quase 2 mil mortes, o governo Barack Obama considera a situação síria insustentável e desistiram de pedir reformas liberalizantes.
Sob pressão internacional, o Exército da Síria teria retirado seus tanques de Hama. A Turquia, que tenta mediar o conflito, descreveu a notícia como "positiva", mas o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan também está perdendo a paciência com Damasco.
Sob pressão internacional, o Exército da Síria teria retirado seus tanques de Hama. A Turquia, que tenta mediar o conflito, descreveu a notícia como "positiva", mas o primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan também está perdendo a paciência com Damasco.
terça-feira, 21 de junho de 2011
"Erdogan deve aprender lições de Lula"
Eleito para um terceiro mandato consecutivo com uma retórica inflamada, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, deveria seguir o exemplo do presidente Lula para evitar derrapagens para o populismo capazes de abalar sua posição de maior estadista do país desde Mustafá Kemal Ataturk, que fundou a república turca, em 1923.
domingo, 12 de junho de 2011
Erdogan vence sem maioria qualificada
Como previsto, o Partido da Justiça e Desenvolvimento, islamita moderado, do primeiro-ministro Recep Tayyip Erdogan, venceu hoje as eleições parlamentares na Turquia. Mas não obteve a maioria qualificada de 330 dos 550 deputados, necessária para mudar a Constituição sem apoio de outros partidos.
O governo terá 326 deputados. A maioria de dois terços lhe daria o direito de reformar a Constituição com a aprovação final de um referendo popular. Com 367 deputados, um partido pode mudar diretamente a Constituição da Turquia.
É o segundo primeiro-ministro da república turca a conquistar nas urnas o terceiro mandato consecutivo. O anterior, Adnan Menderes, foi enforcado em 1961 depois de um golpe militar quando fazia campanha para mais uma reeleição, lembra o jornal espanhol El País.
Erdogan não corre o mesmo risco. Seu partido proíbe a quarta eleição consecutiva, e os militares não intervem mais na política como antigamente, uma condição para as estagnadas negociações e adesão à União Europeia.
Quem não ganhou mas avançou foi o Partido Republicano do Povo, de centro esquerda, que cresceu de 20% para 27% do eleitorado sob a liderança de Kemal Kiliçdaroglu, chamado de Gandhi turco.
Assinar:
Postagens (Atom)