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segunda-feira, 29 de julho de 2024

Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anuncia vitória de Maduro

Depois de muita tensão e ataques de encapuçados a lugares de votação, o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela acaba de anunciar a vitória do ditador Nicolás Maduro. Com 80% das urnas apuradas, supostamente Maduro recebeu 5.150.092 votos (51,2%) contra 4.496.978 (44,2%) para o oposicionista Edmundo González. É mais uma eleição fraudada pela ditadura chavista.

O CNE declarou que houve um ataque terrorista ao sistema de votação que será investigado. Maduro prometeu uma punição rigorosa. O alvo de sua ameaça é a líder oposicionista María Corina Machado, que era a favorita para ser a candidata da oposição, mas foi considerada inelegível pela Corte Suprema, conivente com a ditadura.

A oposição convocou o povo a sair às ruas pacificamente com toda a família para evitar uma repressão violenta e acusações do governo de que querem a violência, "É uma festa cívica", disse María Corina, e "ninguém leva a família para atos de violência".
 
O governo brasileiro, aliado da ditadura de Maduro, enviou o assessor de política internacional do Palácio do Planalto, o ex-ministro das Relações Exteriores Celso Amorim, como observador da eleição. Vamos ver qual a reação do governo Lula diante de mais uma farsa eleitoral na Venezuela.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2024

Brasil condena ocupação "ilegal e inaceitável" de territórios palestinos

 Ao depor no processo em que a Corte Internacional de Justiça das Nações Unidas examina em Haia, na Holanda, a legalidade da ocupação de territórios árabes por Israel, o Brasil pediu ao tribunal que considere a "ocupação ilegal e inaceitável".

Com uma ampla maioria de 99 dos 120 deputados, o parlamento de Israel aprovou moção rejeitando o reconhecimento unilateral da independência de um Estado palestino, o que os Estados Unidos, a França e o Reino Unido cogitam fazer para pressionar Israel a fazer um acordo de paz definitivo.

Pela terceira vez, os EUA vetaram um projeto de resolução do Conselho de Segurança das ONU que pedia um cessar-fogo na Faixa de Gaza. A embaixadora norte-americana alegou que os EUA trabalham numa resolução que imponha uma trégua e a libertação de todos os reféns. Uma resolução sem prever as duas coisas atrapalharia as negociações realizadas no Cairo, a capital do Egito.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje em Brasília o secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, que veio ao Brasil para uma reunião de ministro das Relações Exteriores do Grupo dos Vinte (G-20), que reúne as 19 maiores economias do mundo, a União Europeia e agora também a União Africana.

Blinken é judeu e o padrasto morreu no Holocausto, mas não comentou a crise diplomática entre o Brasil e Israel causada pela declaração de Lula comparando a guerra de Israel na Faixa de Gaza à morte de judeus pela Alemanha de Adolf Hitler.

quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Lula fala em desigualdade, paz e reforma da ONU

 Num discurso de 21 minutos na segunda-feira, 19 de setembro, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou as principais metas da política externa brasileira: o combate à desigualdade, a transição energética para conter o aquecimento global, o multilateralismo e a reforma do sistema internacional. Ontem, Lula se encontrou pela primeira vez com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

O presidente apresentou o Brasil como um país que sai do isolamento imposto pela política externa do governo Jair Bolsonaro, na vanguarda da transição energética para uma economia de baixo carbono, que reduziu o desmatamento, combate a desigualdade, respeita os direitos das mulheres e minorias, e defende uma ordem mundial baseada na paz e no direito internacional.

Lula criticou a concentração da riqueza, o Conselho de Segurança da ONU, o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial, o protecionismo dos países ricos e a paralisia da Organização Mundial do Comércio (OMC). Disse que dos "escombros do neoliberalismo surgem aventureiros de extrema direita", tentando substituir um "neoliberalismo falido por um nacionalismo primitivo".

 Ao condenar a guerra, não mencionou a agressão da Rússia contra a Ucrânia. Falou que "a guerra escancara a incapacidade de fazer prevalecer os propósitos e princípios da Carta da ONU". Mas não reconheceu que a Rússia viola a soberania nacional e a integridade territorial da Ucrânia.

Ao sair da reunião com Zelensky, Lula reiterou a proposta de formar um grupo de países para intermediar a paz, que ainda não se materializou. Mas as posições são inconciliáveis e o ditador Vladimir Putin aposta na fadiga do apoio dos EUA e da Europa à Ucrânia. Meu comentário:

segunda-feira, 11 de setembro de 2023

G-20 dá ênfase à economia em vez das questões de segurança

 Apesar do boicote dos ditadores da China e da Rússia, a reunião de cúpula do Grupo dos Vinte (G-20) realizada no fim de semana em Nova Déli confirma o status da Índia como uma grande potência mundial comprometida com um mundo multipolar e o multilateralismo, que rejeita a ideia de mundo bipolar dominado pelos Estados Unidos e a China.

A Declaração de Nova Déli, Uma Terra, Uma Família, um Futuro, reflete as preocupações econômicas do Sul Global com o desenvolvimento, o combate à fome e à desigualdade social, o financiamento à transição para uma economia verde e a reforma das instituições internacionais para criar um mundo multipolar, em vez das questões geopolíticas e de segurança. Promete triplicar a geração de energia limpa até 2030.

Como os ditadores da China e da Rússia não foram, o Ocidente teve de ceder na linguagem sobre a guerra para garantir o sucesso da reunião, uma vitória da Índia. Com a ausência de seus maiores rivais, o presidente Joe Biden aproveitou para consolidar a parceria estratégica com a Índia, mas os países em desenvolvimento nunca tiveram uma voz tão forte no G-20.

O Brasil assume a presidência do G-20 em novembro e vai sediar a próxima reunião de cúpula de 12 a 14 de julho de 2024 no Rio de Janeiro. Deve manter a orientação adotada em Nova Déli. Em mais uma gafe internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que o ditador Vladimir Putin pode vir ao Brasil sem correr o risco de ser preso por ordem do Tribunal Penal Internacional (TPI). Depois, recuou. Meu comentário:

sexta-feira, 25 de agosto de 2023

Ampliação do BRICS reflete aumento do poder da China

 A 15ª reunião de cúpula do grupo BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) terminou ontem em Joanesburgo, na África do Sul, com o anúncio da entrada de seis países a partir do próximo ano: Argentina, Egito, Etiópia, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e Irã.

O Brasil, a Índia e a África do Sul resistiram inicialmente porque a expansão dilui sua força dentro do grupo, criado a partir de um memorando de 2001 de um analista do banco de investimentos Goldman Sachs prevendo que Brasil, Rússia, Índia e China, as grandes economias emergentes, seriam os principais motores do crescimento mundial no início do século 20. O BRICS nasceu de uma ideia da Wall Street, o centro financeiro de Nova York, e não no Sul Global.

No centro da expansão, está a determinação da China e da Rússia de desafiar a ordem internacional dominada pelos Estados Unidos e a Europa nos últimos 500 anos. São duas ditaduras. Dos novos membros, só a Argentina é uma democracia. O projeto é da esquerda peronista, que deve perder a eleição presidencial de outubro e novembro deste ano. Os candidatos favoritos, Javier Milei e Patricia Bullrich, são contra.

Entre as propostas citadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, estão a reforma do Conselho de Segurança das Nações e a criação de uma moeda contábil para desdolarizar as transações comerciais dos países-membros. Ambas têm pouca chance de acontecer, pelo menos em curto e médio prazos. Meu comentário:

terça-feira, 8 de agosto de 2023

Cúpula da Amazônia quer coordenar políticas para floresta

Os oito países da Bacia Amazônica (Brasil, Bolívia, Colômbia, Equador, Guiana, Peru, Suriname e Venezuela) participam hoje e amanhã em Belém, no Pará, de uma reunião de cúpula da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica para coordenar as políticas regionais e a ação internacional para preservar a maior floresta tropical do planeta e evitar que vire savana.

Há muitas divergências. O Brasil e a Colômbia querem desmatamento zero em 2030; outros países, não. O presidente colombiano, Gustavo Petro, é contra a lavra de gás e petróleo na região. Lula é a favor exploração na foz do Rio Amazonas.

A Declaração de Belém pede que os países ricos doem os US$ 100 bilhões por ano prometidos para financiar a transição energética para uma economia com menos queima de combustíveis fósseis e mitigar o impacto do aquecimento global. Critica a União Europeia por querer incluir cláusulas ambientais refutadas como protecionismo. E reconhece os direitos dos povos indígenas e dos que lutam pelo meio ambiente.

Os povos indígenas estão em Belém com um documento próprio. Exigem a demarcação e titulação de suas terras até 2025, preservação de pelo menos 20% da floresta e desmatamento zero. O limite, além do qual a floresta perderia a capacidade de se regenerar, é estimado pelos cientistas em 20% a 25%. Meu comentário:

terça-feira, 13 de junho de 2023

UE quer fechar acordo com o Mercosul neste ano

 A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou ontem em visita à Brasília que espera concluir até o fim do ano o acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia (UE). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reclamou de um protocolo adicional que prevê sanções unilaterais se o Brasil não cumprir as metas do Acordo de Paris sobre Mudança do Clima.

O acordo UE-Mercosul está sendo negociado desde 1995. Foi fechado em 2019. Depende agora da ratificação por todos os países envolvidos. O maior risco de veto vem da França, que tem um setor agrícola forte e altamente protecionista que teme a concorrência do Mercosul. Mas a Argentina e o Brasil querem alterar partes para preservar e ampliar o setor industrial.

Na Europa, há uma grande preocupação com a preservação da Floresta Amazônica, que é fundamental para combater o aquecimento global. O Brasil teme que a questão ambiental seja usada para mascarar o protecionismo econômico. Meu comentário:

terça-feira, 30 de maio de 2023

Rússia envia armas nucleares à Bielorrússia e sofre ataque em Moscou

A Rússia fez um acordo para enviar armas nucleares à Bielorrússia e intensificou os ataques a Kiev nos últimos dias. Hoje o prefeito de Moscou atribuiu explosões na capital russa a drones da Ucrânia. 

O ex-presidente Dimitri Medvedev previu que a guerra pode durar décadas, enquanto o ministro do Exterior, Serguei Lavrov, disse ao enviado chinês para negociar a paz que há "sérios obstáculos" por causa da Ucrânia e do Ocidente.

Se a guerra é a continuação da política por outros meios, a guerra só termina quando houver mudança de regime em Kiev ou Moscou, observa o historiador norte-americano Timothy Snyder, autor de vários livros sobre a Ucrânia.

Como terminam as guerras? O século 20 criou as guerras sem fim, entende o professor Chris Coker, diretor de LSE Ideias, o centro de pesquisas sobre relações internacionais da London School of Economics.

Sob o impacto econômico da guerra, a Alemanha entrou em recessão.

Dez presidentes da América do Sul se reúnem hoje em Brasília com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para relançar a integração regional. Ontem, Lula recebeu o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, com honras de chefe de Estado e afirmou que foi "eleito pelo povo" e que as críticas ao regime chavista são uma "narrativa antidemocrática".

Na Turquia, o ditador Recep Tayyip Erdogan, há 20 anos no poder, foi reeleito para mais um mandato de cinco anos. É um exemplo de como a democracia iliberal involui para autocracia.

O governador da Flórida, Ron DeSanctis, lançou sua candidatura à Casa Branca no Twitter com vários problemas técnicos. É o principal adversário do ex-presidente Donald Trump na luta pela candidatura do Partido Republicano. Trump é o franco favorito, uma ameaça à democracia nos Estados Unidos.

A disputa pela água do Rio Helmand causa um conflito entre os regimes extremistas muçulmanos do Afeganistão e do Irã.

A China superou o Japão como maior exportadora mundial de automóveis. Lidera a corrida pelo carro elétrico e a produção de baterias de lítio. Meu comentário:

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Guerra chega ao território da Rússia

 Com tanques e blindados, duas milícias de rebeldes russos que lutam ao lado da Ucrânia invadiram a região fronteiriça de Belgorod no maior ataque em território da Rússia desde o início da guerra, que aumenta o risco de escalada no conflito. 

Pode ser uma jogada para obrigar a Rússia a reforçar a fronteira às vésperas de uma esperada contraofensiva ucraniana, mas a participação de extremistas alimenta o discurso do ditador Vladimir Putin de que está lutando contra neonazistas.

O senhor da guerra Yevgueni Prigojin, dono da empresa de segurança Wagner, admite que perdeu 20 mil homens na Batalha de Bakhmut, que parece ter terminado depois de um ano com vitória da Rússia, e afirma que as armas ocidentais colocam as Forças Armadas da Ucrânia entre as melhores do mundo.

Países europeus começam a treinar aviadores ucranianos a pilotar aviões de combate de quarta geração. Os aviões não devem chegar a tempo de participar da contraofensiva de primavera, mas podem dar à Ucrânia o controle do espaço aéreo.

O desencontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky abala a pretensão brasileira de mediar negociações para acabar com a guerra.

Depois da acusar o jogador brasileiro Vinícius Júnior de provocar os ataques racistas de que foi vítima, o presidente de La Liga, a federação espanhola de futebol, Javier Tebas, pediu desculpas. Ele é ligado ao partido de extrema direita Vox. Meu comentário:

sexta-feira, 19 de maio de 2023

Zelensky é esperado em reunião do G-7 para apoiar Ucrânia

Os líderes dos países do Grupo dos Sete (Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e Canadá) se reúnem neste fim de semana em Hiroxima, no Japão, escolhida por causa da ameaça da Rússia de usar armas nucleares na Guerra da Ucrânia. O Brasil foi convidado, mas o convidado-surpresa é o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, o que deve dar o tom do encontro.

O G-7, criado quando seus países eram as maiores potências industrias, apoia a Ucrânia unanimemente e deve anunciar novas sanções à Rússia. Ao mesmo tempo, tenta atrair grandes países democráticos em desenvolvimento como o Brasil, a Índia e a Indonésia ao se apresentar como defensor dos princípios da soberania nacional e integridade territorial, sem ambições imperialistas.

Na guerra, a Ucrânia declarou ter abatido mísseis hipersônicos russos Kinjal. A Rússia negou e anunciou ter atingido um sistema de defesa antimísseis norte-americano Patriot cedido à Ucrânia. Os EUA afirmam que o sistema está funcionando.

Ao receber um enviado especial da China para negociar a paz, o ministro do Exterior da Ucrânia, Dmytro Kuleva, rejeitou qualquer que congele o conflito ou implique concessões territoriais à Rússia. A soberania nacional e a integridade territorial não se negociam, esclareceu o chanceler.

Como a maioria dos analistas consideram improvável uma vitória militar de qualquer dos lados, há o risco de um congelamento do conflito, de uma guerra ou ocupação longa, de décadas, como na Coreia, no Chipre, em Israel e na Palestina ou na Caxemira.

O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy vai cumprir um ano de prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica por corrupção e tráfico de influência.

No Equador, o Tribunal Constitucional mantém a decisão do presidente Guillermo Lasso de dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições parlamentares e presidencial para conclusão dos mandatos.

A Suprema Corte dos EUA absolve o Twitter e o Google de ações que alegavam que as empresas colaboraram com o terrorismo do grupo extremista Estado Islâmico.

A temperatura média da Terra deve superar em cinco anos o limite de 1,5 grau centígrado acima da temperatura do início da Revolução Industrial, em 1750, meta estabelecida pelo Acordo de Paris sobre Mudança do Clima para conter o aquecimento global. Meu comentário: 

quarta-feira, 26 de abril de 2023

Biden lança candidatura à reeleição com 80 anos

Apesar da idade avançada, o presidente Joe Biden anunciou ontem que vai concorrer à reeleição nos Estados Unidos em 2024. Se vencer, sairá da Casa Branca com 86 anos. Biden é o favorito contra o ex-presidente Donald Trump. As pesquisas indicam que perderia para candidatos mais jovens do Partido Republicano. Mas o Partido Democrata acredita que o mapa eleitoral o favorece.

A Guerra da Ucrânia deflagrou uma nova corrida armamentista, mas os gastos como porcentagem do produto interno bruto está quase nos níveis da Guerra Fria. A Estônia, a Letônia e a Lituânia protestam contra o embaixador chinês que negou à independência de ex-repúblicas da União Soviética, em linha com o que o ditador Vladimir Putin diz sobre a Ucrânia.

Durante visita à Espanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu uma reforma das Nações Unidas sem a participação das cinco grandes potências com direito de veto no Conselho de Segurança. Elas vetariam. Uma nova ordem mundial surge depois de uma grande guerra que esperamos que não aconteça porque seria uma guerra nuclear.

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo chegou a Lima depois de ser extraditado pelos EUA para responder a processo por corrupção, sob a acusação de receber propina da construtora brasileira Odebrecht. Todos os ex-presidentes do Peru neste século, menos os interirnos, estão sendo processados.

A nova guerra civil no Sudão já tem cerca de 500 mortes e escassa perspectiva de paz por causa dos interesses econômicos, dos negócios dos generais que disputam o poder em Cartum.

A Índia é o país do futuro. Ultrapassou a China em população. É a grande economia que mais cresce, hoje a quinta maior do mundo. Foram 7% no ano fiscal que terminou em 31 de março e deve avançar 6% neste ano fiscal. No ano passado, superou a ex-potência colonial, o Reino Unido. Em 2022, instalou 120 gigavates de energia de fontes renováveis. A meta é 450 gigavates até 2030. Meu comentário:

quarta-feira, 19 de abril de 2023

Brasil abandona a neutralidade na Guerra da Ucrânia

Ao declarar que a Ucrânia é corresponsável pela guerra em que foi invadida, rejeitar o convite para visitar Kiev e receber em Brasília o ministro do Exterior russo sem dar a mesma oportunidade ao ucraniano, o Brasil se alinha às posições da China e da Rússia.

Se a defesa do diálogo e de uma solução negociada é elogiável, uma mediação equilibrada exige o tratamento equitativo das duas partes, o respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas.

Enquanto o chanceler Serguei Lavrov estava em Brasília, a Rússia condenava o oposicionista Vladimir Kara Murza a 25 anos por criticar a invasão da Ucrânia. Ontem, o primeiro jornalista norte-americano preso na Rússia sob a acusação de espionagem desde o fim da Guerra Fria aparecia num tribunal de Moscou que lhe negou o direito de responder ao processo em liberdade.

O ditador Vladimir Putin visitou pela segunda vez zonas de guerra na Ucrânia para tentar levantar o moral da tropas antes de uma esperada contraofensiva de primavera da Ucrânia.

A economia da China cresceu em ritmo de 4,5% ao ano no primeiro trimestre deste ano, depois de avançar apenas 3% no ano passado por causa da política de covid-zero.

Em tom professoral e arrogante, o presidente Emmanuel Macron foi à televisão defender sua impopular reforma previdenciária. As centrais sindicais planejam grandes protestos para 1º de maio, Dia do Trabalho.

A Justiça da França absolveu a companhia aérea Air France e a fabricante Airbus pelo acidente com o voo AF-447 (Rio-Paris), que matou todas as 228 pessoas a bordo em 31 de maio de 2009. Meu comentário:

quinta-feira, 13 de abril de 2023

China: de Império do Centro a superpotência

O país que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está visitando é uma das mais antigas civilizações da humanidade, com 4 mil anos de história. Era o centro do mundo na Ásia e uma das fábricas do mundo. Depois de um século de humilhações diante do imperialismo ocidental, a revolução comunista tinha como objetivo central acabar com essa posição de inferioridade.

Hoje, a China é a segunda maior economia do mundo e a maior potência industrial do planeta, rivalizando com os Estados Unidos. É também, desde 2009, a maior parceira comercial do Brasil. Compra do Brasil dois terços de suas importações de soja e 40% de suas importações de carne. É responsável por dois terços do saldo comercial brasileiro.

No ano passado, o Brasil faturou US$ 91 bilhões com as exportações para a China. Como a economia chinesa sofreu com a política de covid-zero, abandonada em dezembro, em 2022, a participação da China nas exportações brasileiras baixou de 30% para 27%. Para comparar, os EUA têm 11% e a Argentina 4,6%.

A soja, o minério de ferro e o petróleo respondem por 79% das exportações brasileiras para a China, seguidas por açúcar e carnes. Os produtos manufaturados vem em nono lugar. O Brasil importou US$ 61,6 bilhões da China, principalmente produtos da indústria de transformação. É uma reação neocolonial que o governo Lula quer mudar para reindustrializar o país.

Em 2020, a China tinha investimentos de US$ 70 bilhões no Brasil, em comparação com mais de US$ 270 bilhões dos EUA. O governo brasileiro quer atrair mais investimentos chineses, especialmente nos setores de infraestrutura, energias renováveis, mineração e na indústria automobilística. Uma companhia chinesa pode comprar a fábrica da Ford na Bahia.

Outro tema importante da visita é a Guerra da Ucrânia. Lula propõe a criação de um "clube da paz", um grupo de países para tentar negociar o fim do conflito em que a China teria posição de destaque porque é o país que tem mais poder de pressão sobre o ditador da Rússia, Vladimir Putin. 

A revista inglesa The Economist disse que o Brasil está de volta ao mundo, mas criticou a política externa brasileira, considerando-a "hiperativa, ambiciosa e ingênua. Meu comentário:

sábado, 11 de fevereiro de 2023

Lula retoma diplomacia presidencial

Com a visita aos Estados Unidos depois de ter ido à Argentina e uma viagem à China prevista para março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta restaurar a política externa que seu ex-ministro Celso Amorim define como "ativa e altiva", partindo do princípio de que o Brasil deve participar de todos os debates internacionais.

A reunião com o presidente Joe Biden teve pontos de grande concordância, como a necessidade de defender a democracia diante do avanço da extrema direita em escala global, de preservar a Floresta Amazônica para reduzir o impacto do aquecimento global, e de combater a pobreza e a desigualdade social. O pomo da discórdia foi a invasão da Rússia na Ucrânia. Meu comentário:

quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Lula promete desmatamento zero e aliança global contra fome

 Em discurso na 27ª Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, em Charm al-Cheikh, no Egito, o presidente eleito, Luiz Inácio Lula da Silva, prometeu zerar o desmatamento no Brasil até 2030, cobrou medidas concretas dos países ricos, defendeu "uma nova governança global", com multilateralismo, uma ampliação do Conselho de Segurança da ONU e o fim do direito de veto das grandes potências.

Ao participar da conferência, Lula rompe o isolamento diplomático a que o governo Jair Bolsonaro relegou o Brasil e promete retomar o protagonismo do país nas negociações sobre o clima. Ele anunciou que o Brasil quer sediar a CoP-30, em 2025, na Amazônia. Bolsonaro se recusou a organizar a CoP-25, em 2019, alegando que o custo de R$ 500 milhões era muito elevado.

"Não há segurança climática para o mundo sem a Amazônia", alertou Lula.

ALIANÇA CONTRA A FOME

O presidente eleito propôs "uma aliança mundial contra a insegurança alimentar, a fome e a desigualdade com total responsabilidade climática." Agradeceu ao convite do Egito, que chamou de "berço da civilização", e observou que foi dirigido ao país porque "o mundo tem pressa de ver o Brasil participando novamente das discussões sobre o futuro do planeta."

Além de defender o multilateralismo, uma das marcas da política externa brasileira, Lula criticou o gasto de "trilhões em guerras que só trazem destruição e mortes, enquanto 900 milhões de pessoas em todo o mundo não têm o que comer." 

CRISES MUNDIAIS

Ele citou múltiplas crises internacionais, "crescentes tensões geopolíticas, a volta do risco de guerra nuclear, crise de abastecimento de alimentos e energia, erosão da biodiversidade e aumento intolerável das desigualdades."

Tempos difíceis exigem liderança, acrescentou Lula, "e os acordos já finalizados têm de sair do papel", numa referência ao Acordo de Paris, de 2015, em que 194 países se comprometem a adotar metas voluntárias de redução das emissões dos gases que agravam o efeito estufa.

FINANCIAMENTO

"Para isso", cobrou Lula, "é preciso tornar disponíveis recursos para que os países em desenvolvimento, em especial os mais pobres, possam enfrentar as consequências de um problema criado em grande medida pelos países mais ricos, mas que atinge de maneira desproporcional os mais vulneráveis."

Na CoP-15, realizada em Copenhague, na Dinamarca, em 2009, os países ricos se comprometeram a dar US$ 100 bilhões por ano a partir de 2020 para financiar a transição energética para uma economia com baixo consumo de combustíveis fósseis. Não cumpriram a promessa.

AMAZÔNIA

A eleição foi importante para "conter o avanço da extrema direita autoritária e antidemocrática e do negacionismo climático no mundo". Estavam em jogo, disse Lula, "não apenas a paz e o bem-estar do povo brasileiro, mas também a sobrevivência da Amazônia e, portanto, do nosso planeta."

"O Brasil já mostrou ao mundo o caminho para derrotar o desmatamento e o aquecimento global. Entre 2004 e 2012, reduzimos a taxa de devastação da Amazônia em 83%, enquanto o PIB agropecuário cresceu 75%", destacou o presidente eleito. O crescimento real no período foi de 70,3%.

DESGOVERNO

Em seguida, descreveu o governo atual como "desastroso" no "combate ao desemprego e às desigualdades, na luta contra a pobreza e a fome, no descaso com uma pandemia que matou 700 mil brasileiros, no desrespeito aos direitos humanos, na sua política externa, que isolou o país do resto do mundo, e também na devastação ambiental."

"Quero dizer que o Brasil está de.volta" para reatar os laços com o mundo, combater a fome, cooperar com os países pobres, "estreitar as relações com nossos irmãos latino-americanos e caribenhos", para lutar por um comércio justo e a paz entre os povos, e "ajudar a construir uma ordem mundial pacífica assentada no diálogo, no multilateralismo e na multipluralidade".

UM SÓ PLANETA

Se no discurso da vitória Lula falou que não existem dois brasis, na CoP advertiu que "não existem dois planetas Terra. Somos uma única espécie", que deveria construir "um mundo mais justo e solidário".

Para assinalar a emergência da questão climática, o futuro presidente citou estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) de que o aquecimento global vai causar 250 mil mortes a mais por ano entre 2030 e 2050, com custo de 2 a 4 bilhões de dólares por ano. E lembrou que o 1% mais rico é o maior responsável pelas emissões de gases de efeito estufa.

"Por isso, a luta contra o aquecimento global é indissociável da luta contra a pobreza" e a desigualdade, continuou Lula. Em seu governo, prometeu acabar com o desmatamento e preservar todos os biomas, fortalecer os órgãos de fiscalização e punir os responsáveis por quaisquer atividades ilegais: garimpo, mineração, extração de madeira, ocupação indevida e queimadas.

Um dos objetivos é criar o Ministério dos Povos Originários para que os índios sejam os primeiros guardiães da natureza. 

RIQUEZA SUSTENTÁVEL

"Vamos provar mais uma vez que é possível gerar riqueza sem provocar mais mudança climática", "tendo a natureza como aliada estratégica". Ele agradeceu à Noruega e à Alemanha a reativação do Fundo Amazônia e disse estar aberto à cooperação internacional para proteger o meio ambiente, "sob a liderança do Brasil", sem comprometer a soberania nacional.

Também mencionou um acordo com a República Democrática do Congo e a Indonésia, os dois outros países mais florestas tropicais para criar uma aliança para buscar recursos para a preservação.

O governo Lula vai convocar uma reunião de cúpula dos países do Tratado de Cooperação Amazônica (1978), o Pacto Amazônico, que reúne todos os países da região; o Brasil tem 60% da área.

Em sua primeira apresentação perante o mundo como presidente reeleito do Brasil, Lula reafirma as credenciais de sua política externa, o multilateralismo, o não alinhamento, a busca de uma ordem mundial baseada no direito internacional, a solidariedade, a cooperação, o combate à fome e à desigualdade em escala global, e a retomada do protagonismo nas negociações ambientais.

Para recuperar a autoridade moral, o Brasil terá primeiro de pôr ordem na casa, de conter a destruição da Amazônia e fazer um combate decisivo à desigualdade estrutural.

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Conferência do Clima acontece em mundo mais conturbado

Mais de cem líderes nacionais e 197 países devem participar da 27ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (CoP-27), realizada de 6 a 18 de novembro de 2022 em Charm el-Cheikh, no Egito. 
A CoP-27 acontece sob o impacto da guerra da Rússia contra a Ucrânia, que aumentou a tensão geopolítica, tornou a segurança energética uma prioridade máxima, acima do controle das emissões de gases carbônicos, da pandemia, da inflação, do risco de recessão e de uma crise mundial de alimentos.

Leia mais em Quarentena News e veja meu canal no YouTube. Meu comentário:

domingo, 6 de novembro de 2022

Visita de Fernández a Lula tem a ver com luta interna peronista

 Ao visitar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva um dia depois da reeleição, o presidente da Argentina, Alberto Fernández, ajudou a romper o isolamento diplomático a que o governo Jair Bolsonaro relegou o Brasil. Mas também se cacifa para disputar a candidatura peronista à reeleição em 2023.

Fernández vive às turras com sua vice-presidente, Cristina Kirchner, que é quem manda de fato na Argentina. Com a nomeação de Sergio Massa como superministro da Economia, ficou em terceiro plano em seu próprio governo. 

Quando veio a São Paulo, Fernández não só posou como presidente como se apresentou como o maior amigo argentino de Lula, mais do que Cristina, que já foi criticada pelo futuro presidente do Brasil. Meu comentário:

sábado, 15 de maio de 2021

Média de mortes no Brasil fica abaixo de 2 mil pelo quinto dia seguido

 Mais 2.067 mortes e 69.300 casos novos da doença do coronavírus de 2019 foram notificados hoje no Brasil. Ao todo, o país soma 15.690.612 casos confirmados e 434.852 mortes na pandemia. Pelo quinto dia seguido, caiu a média diária de mortes dos últimos sete dias, desta vez para 1.910, 21% abaixo de duas semanas atrás, o que indica tendência de baixa. A média diária de casos novos ficou em 62.885, com alta de 6% em duas semanas, dentro da faixa de estabilidade.

Em manifestação de ruralistas, o presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar o Supremo Tribunal Federal, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a comissão parlamentar de inquérito do Senado sobre a pandemia. Defendeu "o direito de ir e vir, o direito à crença e o direito de trabalhar" como se as emergências de saúde pública tirassem direitos individuais, chamou Lula de "canalha" e a CPI de "bando de vagabundos.

Durante a semana, o presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), almirante Antônio Barra Torres, amigo pessoal do presidente, criticou Bolsonaro na CPI por promover o uso de medicamentos sem comprovação científica contra a covid-19, participar de aglomerações e ser "contra tudo o que preconizamos em relação a vacinas".

O ex-secretário de Comunicação Social Fábio Wajngartein entregou à comissão uma carta enviada pelo laboratório Pfizer com oferta para a compra de vacina em 12 de setembro que o governo levou dois meses para responder. O diretor-presidente da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, revelou que a companhia farmacêutica fez cinco propostas para vender vacinas em 2020 que o governo brasileiro desprezou.

Pesquisas do Instituto DataFolha apontaram uma forte queda da popularidade de Bolsonaro e a vitória de Lula num segundo turno da eleição presidencial do próximo anos.

No mundo inteiro, já são pelo menos 162.198.241 casos confirmados e 3.364.671 mortes. Mais de 141 milhões de pacientes sobreviveram, cerca de 17,7 milhões enfrentam casos leves e 102.953 estão em estado grave. A taxa de mortalidade dos casos encerrados está em 2% há meses.

Os Estados Unidos registraram hoje novas quedas no número de casos novos e de mortes. Foram mais 33.862 casos, com queda de 32% em duas semanas, e 604 mortes, 13% a menos do que duas semanas atrás. Nesta semana, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) recomendou que os amerianos plenamente vacinados não precisam usar máscaras e manter uma distância de pelo menos dois metros, a não ser em clínicas, hospitais, transportes públicos, aeroportos, estações de ônibus e de trens, prisões e asilos.

A Índia, o país mais atingido no momento, notificou mais 4.080 mortes e 312.184 casos novos neste sábado. Tem agora 24.684.077 casos confirmados e 270.284 óbitos. Vários estados e a capital, Nova Déli, prorrogaram as medidas de confinamento.

Mais de 1,47 bilhão de doses de vacinas foram aplicadas até agora no mundo, sendo mais de 390 milhões na China, que estão perto de atingir a meta de 400 milhões até junho, e 278 milhões nos EUA, onde 156,2 milhões tomaram a primeira dose e 121,8 milhões (36,7% da população americana) estão plenamente vacinados.

Na Índia, foram aplicadas mais de 182,2 milhões de doses, 57 milhões no Reino Unido e 57,6 milhões no Brasil, onde 38,6 milhões receberam a primeira dose e 19,1 milhões (8,97% da população brasileira) tomaram as duas doses necessárias à imunização.

quarta-feira, 17 de março de 2021

Média diária de mortes por covid-19 no Brasil passa de 2 mil

É um pesadelo sem fim. Hoje o Brasil registrou mais 2.736 mortes e 90.830 contágios da doença do coronavírus de 2019, um novo recorde de casos novos num dia. O país soma agora 11.700.431 casos confirmados e 285.136 óbitos. A média diária de mortes dos últimos sete dias bateu o 20º recorde em 21 dias. Pela primeira vez, ultrapassou 2 mil mortes num dia. Ficou em 2.031, com alta de 49% em duas semanas.

A morte está em alta em 20 estados e no Distrito Federal. A média diária de casos dos últimos sete dias está em 70.637. De todas as unidades da federação, só em Roraima a ocupação de leitos de unidades de terapia intensiva está abaixo de 80%.

Os cientistas pedem um confinamento rigoroso nacional de pelo menos duas semanas para baixar a transmissão e desafogar os hospitais, mas o novo ministro da Saúde, o cardiologista Marcelo Queiroga, fala em distanciamento sem propor medidas concretas.

Em entrevista a Christiane Amanpour, da rede de televisão americana CNN, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um apelo ao presidente Joe Biden para convocar com urgência uma reunião do Grupo dos Vinte (as 19 maiores economias do mundo e a União Europeia) sobre vacinas e pediu que o excesso de vacinas compradas pelos Estados Unidos sejam dadas a outros países. Meu comentário:

terça-feira, 19 de maio de 2020

Brasil supera a marca de mil mortes por dia pela covid-19

Pela primeira vez, o Brasil registra mais de mil mortes num dia pela pandemia do novo coronavírus. Foram 1.179 mortes em 24 horas, elevando o total para 17.983. Com mais 16.260 novos casos, o total de casos confirmados subiu para 271.628. 

O Brasil é o sexto país em número de mortos e o terceiro no total de casos atrás apenas dos Estados Unidos e da Rússia, de acordo com dados da Universidade Johns Hopkins, dos EUA. 

Este país já tem mais de 1,57 milhão de casos e 93.533 mortes. No mundo inteiro, são mais de 4,982 milhão de casos confirmado, quase 324,500 mil mortes e mais de 1,958 milhão de pacientes recuperados. Dos casos encerrados, 14% terminaram em morte.

O presidente Donald Trump enviou carta à Organização Mundial da Saúde (OMS) ameaçando suspender definitivamente a contribuição dos EUA, de US$ 400 milhões, cerca de R$ 2,304 bilhões por ano, quase dez vezes superior à da China, e até retirar o país da agência das Nações Unidas. 

Atacar a China e a OMS faz parte do jogo de cena para se eximir da responsabilidade por mais de 93,5 mil. A Assembleia Mundial da Saúde, encerrada nesta terça-feira, decidiu investigar a reação e o fracasso da sociedade internacional no combate à pandemia do novo coronavírus.

Provocado por um repórter na entrevista coletiva da Casa Branca, Trump admitiu proibir os voos do Brasil para os Estados Unidos. Tinha falado nisto antes, mas o governador da Flórida foi contra. Meu comentário: